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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá é invadido e revirado por vândalos


Helga Cirino, do A TARDE

Ladrões invadiram, nesta segunda-feira, o terreiro do Ilê Axé Opô Afonjá, em São Gonçalo do Retiro. Entre os 20 quartos que foram invadidos e revirados está o espaço sagrado de Oxalá. “Foi um episódio de vandalismo”, reclamou o ogã Ribamar Daniel, presidente do Conselho Civil da Sociedade Cruz Santa do Axé Opô Afonjá.

O crime aconteceu por volta das 4h30. Pouco depois, o segurança do terreiro se deu conta de que os quartos do terreiro haviam sido invadidos. De acordo com o ogã, os bandidos fizeram um buraco que deu acesso à cozinha da casa onde os filhos de santo se hospedam durante os trabalhos e rituais.

“Mas não tinha nada de valor lá. Estava tudo fechado, os trabalhos foram finalizados e a Casa estava isolada”, explicou o ogã. Para Daniel, o crime pode ter sido praticado por pequenos usuários de drogas da localidade. “É uma falta de respeito para com um espaço religioso”, indignou-se.

Esta não é a primeira vez que o templo é invadido. “Todas as vezes registramos queixa na 11ª CP (Delegacia de Tancredo Neves)”, lembrou o ogã.

Providência - Indignado com a ação, Ribamar Daniel disse que entrou em contato com o secretário da Segurança, César Nunes, que se comprometeu a enviar uma viatura ao local.

Nesta segunda à tarde, uma equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia. “Esperamos que haja um retorno por parte dos poderes públicos”, declarou o ogã.

Após a perícia, o local por onde os bandidos invadiram o terreiro foi fechado, assim como foram lacradas as portas dos quartos.

O crime vai ser apurado por policiais do Serviço de Investigação (SI) da 11ª CP (Tancredo Neves), comandados pela delegada plantonista Simone Moutinho.

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1297061


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é um absurdo!

Publico aqui esta matéria do Jornal A Tarde da Bahia, para colocar em pauta mais uma vez a discussão sobre violência contra os terreiros de Candomblé.


Precisamos iniciar um pleito para que os poderes públicos possam junto a sociedade civil intervir nestes absurdos brasileiros.

Nguzo Malunguinho!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Terreiro do Gantois é vítima de fraude na Internet.

Terreiro do Gantois é vítima de fraude na internet.
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Um dos terreiros mais famosos e influentes da Bahia, o terreiro do Gantois, sofre calúnias graves em um site da internet que cobra 350 reais por consulta e 200 reais para que o consulente apenas fale com um dos filhos da casa.
Realmente isso é um crime contra a tradição de matriz africana e contra um segmento muito forte no Brasil todo, sabendo que uma das Iyalorixás mais famosas e importantes na história do país, a Mãe Menininha do Gantois, tem sua memória e tradição ética-cultural violada por criminosos intolerantes, racistas.
Este é um crime que não pode ficar impune, pois é revoltante tal acontecido!

Segue matéria do Jornal a tarde sobre o fato:
A Tarde
EDIÇÃO DO DIA 17.03.2009
Salvador - Página 7

Site falso cobra R$ 350 por consulta
CLEIDIANA RAMOS cramos@grupoatarde.com.br (jornalista).

O terreiro Gantois, como é mais conhecido o Ilê Iyá Omi Axé Iyà Massé, é vítima de uma fraude online. Algumas pessoas estão recebendo, via e-mail, um link que dá acesso ao site descrito como da casa que é uma das mais tradicionais da Bahia e foi comandada até 1986 pela célebre ialorixá mãe Menininha. “O que fizeram é uma mistura de crueldade e irresponsabilidade”, diz, indignada, mãe Carmen Oliveira, a atual ialorixá do Gantois e filha biológica de mãeMenininha.
A preocupação da comunidade do terreiro é que, na seção do site fraudulento, intitulada Reserva & Pagamentos, são prometidas consultas com mãe Carmen e filhos da casa. Para este fim, o usuário deve preencher um cadastro com seu nome completo, data de nascimento, e-mail, telefone, dentre outras informações.
A partir de então, é gerado um boleto bancário. São cobrados R$ 350 para um pretenso encontro com mãe Carmen e R$ 200 se for com um filho do terreiro. “Vamos tomar providências legais, pois isto é um acinte à dignidade não só da nossa casa, mas de toda uma tradição religiosa” , afirma o jurista e vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Britto, que ocupa posto de babá egbé no Gantois, um importante cargo litúrgico.

Zeno Millet, filho de mãe Cleusa Millet, a outra filha biológica de mãe Menininha, que a sucedeu no trono do Gantois até 1998, quando morreu, recebeu o e-mail com o link. “Fiquei chocado, pois, embora às vezes apareçam pessoas alegando parentesco conosco ou dizendo ser do terreiro sem que pertençam a ele, uma coisa dessa gravidade nunca tinha acontecido”, completa.
FAMOSOS –Há também no site a seção “Clientes célebres”, com fotos de Caetano Veloso, Maria Bethânia e Daniela Mercury, dentre outros famosos. Na página de apresentação, há um vídeo retirado do Youtube com Bethânia, Caetano e dona Canô cantando a música Oração a Mãe Menininha, de Dorival Caymmi, apresentada como “oração oficial do Gantois” e um texto atribuído a mãe Carmen. Um dos indícios que fazem suspeitar da fraude à primeira vista é a grafia do nome do terreiro no endereço. Ele foi escrito como “Gantuá”. A reportagem apurou que o domínio em que foi registrado o site é estrangeiro. Além disso, a reportagem telefonou para o número indicado no site, mas a linha deu sinal de ocupada repetidas vezes. A reportagem seguiu então os passos para a reserva de consulta.
O boleto bancário chegou a ser gerado, mas os dados da conta, que está registrada como Gantois, não foram reconhecidos pelo banco indicado. Mas há também indicações para que as pessoas paguem em uma casa lotérica – o que, mesmo que não remeta o valor para uma conta real, pode trazer sérios transtornos à imagem do Gantois.

Mesmo que se trate apenas de uma brincadeira de mau gosto, não livra o responsável de implicações legais, segundo o advogado Rodrigo Morais, especialista em direito autoral. Segundo ele, vários crimes já estão configurados na criação do site: violação do direito autoral e de imagem – não só do Gantois, como também dos artistas citados – e desrespeito religioso. “Vale ressaltar que a instituição Gantois, representada por uma sociedade civil, tem direito à honra, um princípio que é estendido às pessoas jurídicas. Além do processo criminal, cabe um processo por danos morais, e uma autoria deste tipo não é difícil de ser rastreada. Há vários instrumentos para isso”, completou.

Mãe Carmem, atual sacerdotisa do terreiro do Gantois, filha consanguínea de Mãe Menininha do Gantois.

Alexandre L'Omi L'Odò (alexandrelomilodo@gmail.com).

Indignado!!!

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!