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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Meu Tempo é Agora - 100 anos do Terreiro Ilê Axé Opo Afonjá

A cada dia me orgulho em pertencer ao Orixá e a Jurema. Nada mais legitimador que a fala de uma sábia de minha religião, Mãe Stella da Oxóssi, uma sacerdotisa que me eleva a pensar como penso, a compreender como compreendo e a caminhar como caminho. Adupé Iyá mi, Adupé gbogbo Iyá agbá ti Ilé Àsè Opo Afonjá! 100 anos de pura tradição e orientação construtiva para o povo negro. indio brasileiro. Vejam!

Alexandre L'Omi L'Odò
Iyawò Ti Osún
Juremeiro

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Livro homenageia os 100 anos do Axé Opo Afonjá


Livro em Homenagem ao Ilê Axè Opô Afonjà

Raul Lody lança livro em homenagem ao Centenário do Ilê Axè Opô Afonjá
Sociedade Cruz Santa do Ilê Axè Opô Afonjá - Salvador/BA
31 de julho de 2010 - 17h

O livro Xangô - O Senhor da Casa de Fogo, escrito por Raul Lody é uma homenagem ao I Centenário do Ilê Axè Opô Afonjà e reúne vários artigos sobre o orixá Xangô na África e no Brasil.

Ilê Axè Opô Afonjà, em português significa: Casa da Força Sustentada por Xangô.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 19 de junho de 2010

100 anos de minha bisavó, memória negro-indígena de uma matriarca.

Claudemira Maria dos Santos, minha bisavó materna.

* 19/06/1910
+ 27/07/1977

Hoje, dia 19 de Junho, data de comemoração dos 100 anos de minha bisavó, comecei a escrever e registrar a memória dela, como o dia foi muito emocionado, postarei o texto completo em breve, aguarde para ler um pouco sobre minha referência de força feminina negra-indígena.

Alexandre L'Omi L'Odò.

domingo, 8 de novembro de 2009

100 anos de Mãe Betinha de Iyemojá Sesú.


Elizabeth de França Ferreira, a inesquecível Mãe Betinha para todo o seu povo, nasceu em 29.11.1909. Há cem anos, a cultura afrodescendente brasileira ganhou um nome de força comparável apenas à das águas de Iemanjá Sabá que lhe guiavam os passos. O Pólo de Saúde e Saberes Afro Brasil lança o projeto Memorial Mãe Betinha, para que este grande exemplo continue vencendo o tempo e perpetuando os seus ensinamentos. O Memorial Mãe Betinha, Elizabeth de França Ferreira, é um projeto do Pólo Nacional de Saúde e Saberes Afro Brasil, que tem como metas, estimular e apoiar as comunidades terreiro no desenvolvimento de atividades ligadas à saúde e cidadania em seu entorno social.

O Memorial Mãe Betinha se integra às demais atividades desenvolvidas pelo Pólo na valorização de um personagem de grande importância em diversas esferas. Para o Candomblé, Mãe Betinha representou a resistência da religião à intolerância no período do Estado Novo e a preservação de um formato de culto de origem iorubana, o xangô recifense ou nagô em sessenta e cinco anos de sacerdócio. Em sua atuação à frente da comunidade do Ilê Axé Yemanjá Sabá Bassamí, Mãe Betinha representou liderança, consciência e força na defesa dos direitos e da posição da mulher na sociedade. Seu exemplo ainda vai além da esfera religiosa, quando trouxe para um dos bairros mais populosos e carentes da Região Metropolitana do Recife, olhares nacionais e internacionais que transformaram o seu terreiro em uma reconhecida fonte do saber popular.

O Memorial contará com exposição permanente de fotografias, vídeos e objetos que ilustrem a figura da yalorixá Betinha de Yemanjá Sabá e sua tradição. O acervo será construído a partir da disponibilização de material por familiares, amigos, descendentes na religião e pesquisadores que a tomaram como referência. A estrutura física cedida para o Memorial será o antigo local reservado por Mãe Betinha para atender e aconselhar os que lhe procuravam. O espaço foi preservado em suas características básicas, mesmo após o fechamento do terreiro, decorrente do falecimento da sua zeladora.

A inauguração do Memorial será realizada no dia 29.11.2009, em comemoração pelo centenário de Mãe Betinha. O local ficará aberto para visitas individuais ou em grupo de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, mediante agendamento, nos dias de funcionamento do Pólo Afro Brasil e das atividades religiosas públicas do terreiro.

A inauguração do Memorial contará com a presença de autoridades, pesquisadores, lideranças sociais e religiosas, familiares e descendentes do axé de Elizabeth de França Ferreira, além da comunidade que cresceu ao redor do terreiro que conta aproximadamente 70 anos de história. Neste dia serão promovidas palestras sobre a história de Mãe Betinha e sua atuação na valorização e preservação da identidade afro-descendente em 70 anos de sacerdócio, debates sobre a luta histórica contra a intolerância racial e religiosa, exibição do premiado vídeo As Yalorixás do Recife, que reúne mulheres ícones da cultura negra recifense desde o século XIX, apresentações do Afoxé Omim Sabá, do Projeto Capoeira São Salomão, feira de arte, literária e coquetel aos convidados. Após os debates e coroando o evento, acontecerá a Festa de Iemanjá do Ilê Iyá Axé Ogê L´Awô, dentro da tradição Ketu, que sucedeu o Ilê Axé Yemanjá Abassami, do qual Mãe Betinha foi sacerdotisa.

O CD Korin Orixá foi dedicado á Mãe Betinha, sacerdotisa do Maestro professor da UFPE José Amaro. Valhe a pena adiquirir o produto, pois enle estão os cãnticos mais tradicionais do terreiro da Iyá Betinha de Iyemojá sesú.

Texto original do blog: http://povodoaxe.blogspot.com/2009/11/mae-betinha-elizabeth-de-franca.html

Alexandre L'Omi L'Odò

alexandrelomilodo@gmail.com

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!