Espaço internacional de discussão e troca de saberes. Local para estreitar nossas negras discussões e lucubrações sobre a Música Percussiva (Yorùbá/afro-descendente e nordestina) e as religiões das matrizes indígenas e africanas, além de todo o seu imaginário histórico, social, cultural e pedagógico. Local de exposição de vivências práticas com a religião negra!!!
Roda de Diálogos da Língua Yorùbá com Alexandre L'Omi L'Odò
No dia 19 de Novembro, véspera do dia da Consciência Negra, às 16h, estarei realizando uma roda de diálogos sobre a língua yorùbá e seu contexto histórico. Vai sem um excelente momento para promovermos uma rica troca de saberes sobre esta língua tão bem conservada dentro dos terreiros de todo Brasil.
Alexandre L'Omi L'Odò na ANPUH PE 2016. Foto de Chiquinho de Assis.
Alexandre L'Omi L'Odò apresenta artigo científico sobre o Parque 13 de Maio na ANPUH-PE
O dia 15 de Julho de 2016 foi muito produtivo no Simpósio Temático de Ensino de História, Patrimônio e Memoria no XI Encontro Estadual da ANPUH - Associação Nacional de História na UFRPE.
L'Omi, apresentou um artigo intitulado "13 de Maio não é dia de negro" - um olhar sobre o parque 13 de Maio do Recife. O artigo abrange a história do parque e propõe uma reflexão do por quê neste espaço da cidade não existe nenhuma menção à cultura, história e luta do povo negro "libertado" na data que dá nome ao parque.
Alexandre L'Omi L'Odò na ANPUH PE 2016. Foto de Chiquinho de Assis.
Alexandre L'Omi L'Odò na ANPUH PE 2016. Foto de Chiquinho de Assis.
A discussão foi muito rica e a tarde teve um alto nível de troca de saberes no campo da história.
Firmes na luta no: Se ocidentalizando para se desocidentalizar! Firmes na pisada!
O artigo será publicado nos anais do evento em breve via internet. O link será disponibilizado neste blog.
Hoje, 04/05/2016 visitei pessoalmente o baobá da sementeira de Olinda no bairro de Jardim Atlântico para averiguar como estava esta cruel e triste realidade.
Chegando lá vi a desolante cena... Uma sementeira totalmente destruída e um enorme baobá tombado sob grande quantidade de areia, barro e lixo... Fiquei profundamente triste com o impacto de ver um dos importantes símbolos de resistência e memória dos povos de matriz africana desprezado e caído perante um senário de total descaso.
Orei e pedi forcas aos nossos ancestrais para poder lutar contra este crime ao meio ambiente e a nosso povo.
O BAOBÁ ainda é vivo... Pelo menos ao que pude averiguar. Mas sei que para uma melhor observação será necessário um biólogo ou congênere especialista em árvores... Mas as folhas ainda estão verdes e aparentemente fortes.
Acredito que ainda podemos salvar este baobá. Se a Prefeitura de Olinda disponibilizar uma logística adequada para reerguê-lo e mantê-lo de pé até ele próprio retomar seu equilíbrio, o salvamos da morte.
Cadê a Secretaria de Meio Ambiente de Olinda? Cadê a Secretaria de Meio Ambiente do Estado? Vamos cobrar isso de forma urgente. Não vamos permitir que crimes deste porte aconteçam perante nossos narizes. VAMOS REAGIR E LUTAR!
CONVOCO os irmãos de luta para amanhã a tarde nos rehnirmosno Nascedouro de Peixinhos às 15h para deliberar ações concretas para tentar reverter esta situação. Meu zap: 995257119
Que nossos ancestrais nos ajudem!
Sobô Nirê Mafá! que Reis Malunguinho, obá Iroko, pai Kitembu e Lokô nos abram este caminho.
Profundamente orgulhoso da participação de Dandara Marques no programa Altas Horas da Globo.
Ela levou todo processo de discussão, luta e de consciência negra para este Brasil racista, que insiste em acreditar em democracia racial. Representou-nos todos com total dignidade e sabedoria, maturidade e beleza.
Se já lhe admirava, agora que ganhasse todo meu respeito afroindigena-juremocandomblecista!
Sacerdote juremeiro e do culto aos Orixás (Egbomi), é mestrando em Ciências da Religião pela UNICAP, graduado em licenciatura plena em História, pela Universidade Católica de Pernambuco - 2014.
É membro do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa da Presidência da República, e do Conselheiro de Políticas Culturais do Recife. Milita nos campos das políticas públicas.
Tem experiência na área de educação, com ênfase em educação social, artística, musical e afro indígena teológica. Desenvolve trabalhos nas áreas de pesquisa, reconhecimento e preservação de patrimônio imaterial.
Tem publicado artigos científicos sobre temas relacionados a religiosidade da jurema sagrada, nos âmbitos de sua teologia e história. Ensina língua, história e cultura yorùbá, do coco e da Jurema sagrada. Desenvolve carreira de artistas e produz filmes/documentários.
É coordenador geral do Quilombo Cultural Malunguinho e desenvolve projetos de pesquisas com povo de terreiro.
Realizador há 10 anos do Kipupa Malunguinho (encontro nacional dos juremeiros), tem estimulado uma movimentação política de fortalecimento do Povo da Jurema entorno de sua história e religiosidade.