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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Nova Casa, Novo Caminho de Odú, Vida Nova no Axé

Alexandre L'Omi L'Odò aos pés da Família de Pai Adão. Foto de Laila Santana.

Nova Casa, Novo Caminho de Odú
Vida Nova no Axé

Não poderia deixar de registrar este momento tão importante em minha vida aqui, compartilhando com os amigos e amigas. Hoje, dia 06 de Junho de 2012 dei mais um grande passo de mudança e fortalecimento no meu caminho de Odú, no culto aos Orixás, em minha vida religiosa junto a Oxum e Ògún.

Graças a Oxum, não entrei no candomblé por necessidades de doenças, falta de trabalho, azar, depressão ou problemas espirituais. Apenas fui levado por ela mesmo a me iniciar, sendo presenteado de forma grandiosa por ela que me deu tudo que precisei, e ainda um tanto mais para ajudar outras pessoas também a se iniciar. Ela própria me encaminhou. E também decidi assumir esta identidade religiosa por ter fé no axé, por ter fé na Jurema e por ter ancestralidade negra e indígena. E assim até hoje sigo, com muito respeito a tudo que se refere a estas religiões, me realizando completamente em ser integrante destes cultos, que me fortalecem e me dão a possibilidade de conhecer mais sobre mim mesmo nesta existência.

Desde bem jovem, 12 ou 13 anos, andei por  muitos lugares, conheci muitos universos e ainda vou conhecer outros infinitos, portanto sei selecionar o que pode me fortalecer e me fazer vibrar energia de construção coletiva para muito além do umbigo do terreiro que venha a participar... O candomblé e a Jurema pra mim não são religiões, são cosmovisões de mundo, são algo além do ritual e das receitas "mágicas", é um movimento político e ideológico, uma forma de viver fora do Ocidente cristão, estando dentro dele. É um oásis de vida. Por isso não quero uma religião para me tornar uma pessoa triste, preocupada, pesada, não livre. Quero uma religião para me dar alegrias e me ajudar a encontrar com meu eu e com meus ancestrais. Religião, para mim não é algo decisivo a ponto de me destruir ou fazer destruir por ela, o que de fato para mim é fundamental e vital é a consciência, o direito de me conhecer, de me respeitar e respeitar o universo que me circula. Gosto mesmo é de estar livre em minha fé, sem submissões desnecessárias, muito menos ter que compartilhar de ideologias e práticas que não identifico como sérias ou dignas para seguir ou compactuar. Portanto, meu caminho é estar comigo, e com o que acredito holisticamente.

Aos mais de 18 anos que participei de minha antiga casa de axé e de Jurema, o Ilé Oyá T'Ògún  que me acolheu durante todo este tempo tenho o mais profundo agradecimento. Lá pude aprender muitas coisas, e ensinar outras. Foram anos bons, de sonhos e alegrias, sobre tudo nos dez primeira anos. Mas chegou a hora de sair. De encontrar outros caminhos, de conhecer e aprender novas coisas no axé e na Jurema, de olhar o nagô mais de perto. Oxum demorou a me dar o sinal, mas enfim delegou a mim a égide de meu próprio destino, e a ela agradeço este direito natural meu.

Hoje mesmo adentrei as portas do Ilé Iyémojá Ògúnté, casa de tradição nagô do renomado babalorixá Malaquias Felipe da Costa, conhecido hoje como Ojé Bií, um Esá de grande força em nossa tradição pernambucana. Levei comigo todas as minhas insígnias e fundamentos, história e desejos. Lá fui acolhido pelo querido, a quem admiro muito, o sacerdote Paulo Braz Felipe da Costa - Ifátòógún, e pela sacerdotisa Mãe Lu de Iyemojá Ògúnté - Omitòógún, que juntos com sua comunidade fizeram todos os rituais de boas vindas tradicional do nagô. Me senti feliz, de olhos abertos, vibrando alegrias... Era hora, e Oxum fez-se presente para nos agraciar com seu axé grandioso de mãe que não abandona o filho nunca. Sempre soube que ela não deixaria de ouvir um filho para realizar os desejos de outrem. Axé iyá mi, adupé! Porém, Oxum há de olhar e vigiar, pelos desnecessários atos de vilipêndio sacerdotal cometidos por ventura contra ela e comigo.

A foto acima que gosto de intitular como "Aos pés do Nagô pernambucano" foi tirada no dia 06 de Dezembro de 2011 na ocasião da celebração da coroação do Rei e da Rainha do Maracatu Raízes de Pai Adão. O evento que foi produzido pelo Quilombo Cultural Malunguinho, teve como principal objetivo além das coroações e celebração religiosa, a congregação do povo de terreiro que compareceu para firmar esta união e momento histórico para nossa tradição pernambucana. A fotógrafa responsável por toda cobertura da coroação foi Laila Santana, que com muito carinho me concedeu esta fotografia que demarca para mim um momento de grande realização religiosa e de trabalho como produtor e coordenador geral de eventos. Na foto, respectivamente estão da esquerda para a direita: Pai Cicinho de Xangô (Obarindè), Pai Paulo Braz Ifátòógún (meu babalorixá), Mãe Zite de Oxum Ipondá e Mãe Lu de Iyemojá Ògúnté (minha Iyalorixá), todos filhos carnais de Ojé Bií (Sr. Malaquias Felipe da Costa) e netos consequentemente do famoso babalorixá Pai Adão, e Eu aos pés deles.

Não poderia deixar de agradecer aos amigos que me ajudaram nesta transição importante:

Obrigado a Oxum,Ògún, Exú, Orunmilá, Oyá, Iyemojá Ògúnté, Orixalá e Obá, por terem me sustentado todo tempo.

Obrigado a minha "trunqueira sagrada, por onde eu peço socorro" o Rei Malunguinho, dono também de meu destino na Jurema. Obrigado à Arranca-Toco, à Boiadeiro de Jurema, à Mestra Paulina da Rede Rasgada, à Meu Avô Silvino Paulo dos Santos e seu mestre que hoje anda comigo. Um obrigado especial ao mestre Mané da Pinga, do querido sacerdote Pai Mecias da Rua das Moças, que a um ano antes havia me dado o recado.

Obrigado aos amigos de verdade - João Monteiro que me ajudou a pensar sobre este processo. À Sandro de Jucá que na hora da necessidade confiou em mim e me acompanhou nesta guerra. À Arthur de Iyemojá, que foi comigo no terreiro me ajudar a pegar meus assentamentos para levar embora. Obrigado à Ana de Oyá, pelo apoio. Obrigado a Flávio de Exú, que afinado com Oxum, soube me dar o recado espiritual na hora certa. Obrigado à Marcelo Nêgo de Brasília, por ter me dado também o recado espiritual na hora certa. Obrigado a Dona Dora, por ser uma juremeira forte e de ciência ao meu lado. Obrigado à Juliana Bison, por ter me apoiado também. Obrigado a Leandro de Xangô por ter acompanhado o processo. Obrigado ao queridíssimo professor Jayro Pereira de Jesus por todo apoio ideológico e filosófico. Obrigado à Mano, meu padrasto e axogun do terreiro, por ter conversado comigo sobre o assunto de forma acolhedora, e obrigado à mim, por ter confiado em mim para poder mudar o que não estava certo. Axé, axé e axé.

Salve a fumaça e a Jurema!


Alexandre L'Omi L'Odò
Iyawò e juremeiro
alexandrelomilodo@gmail.com

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Tio Paulo Braz - Ifátòógún - Um sacerdote indescritível

 
Babalorixá e Alapini Paulo Braz - Ifátòógún. Foto de Marcelo Curia - RS.

Tio Paulo Braz - Ifátòógún - Um sacerdote indescritível

*Alexandre L'Omi L'Odò 
O amor é algo ainda indescritível, com poucas palavras não podemos o definir e, nem com muitas também não conseguimos satisfatoriamente descrevê-lo sobre tudo pelo seu profundo contexto particular e individual. Ele não é igual para todos. É assim que posso definir o senhor Paulo Braz Felipe da Costa, o Tio Paulo, ou Seu Paulo, babalorixá, alapini e grande preservador e dinamizador da tradição nagô pernambucana. Um homem feito de amor, amor aos Irunmolé, amor aos Eguns, amor a memória de seus ancestrais familiares e, amor a todos e todas que o cercam e aprendem com este generoso, profundo e sábio professor, discipulado de seu pai carnal.

Nascido em 03 de fevereiro de 1941, teve sua volta para a terra prevista pela Jurema Sagrada, através do Mestre Zé Deitado, que anunciou hora e dia de seu nascimento e ainda profetizou que aquele menino especial “trabalharia até com os astros”. Nascido no dia de São Braz recebeu o sobrenome do Santo católico, que é invocado para curar engasgamentos e problemas na garganta. O menino Paulo, também “chorou na barriga da mãe”, sinal de grande mediunidade e poderes divinatórios, segundo conta a tradição nordestina. E assim, nasceu “já preparado” o recém parido sacerdote, filho carnal do memorável babalorixá Malaquias Felipe da Costa – Ojé Bií (nascido para ser Ojé) com a mestra juremeira Dona Leônidas Josefa da Costa (Omisèún), que era também filha de Oxum Ijemú.

Bisneto do Alapiní de Oyó Obá – Lagos/Nigéria Adifábolá, que ao ser escravizado no Brasil recebeu o nome de Sabino Felipe da Costa e, neto biológico do famoso babalorixá Pai Adão – Felipe Sabino da Costa (Opeatoná) - Pai Adão recebeu o nome de seu pai ao contrário -, Pai Paulo tem no sangue a força da realeza africana, conseqüentemente o axé yorùbá fidedigno das terras nigerianas.

E, é evidente isso para quem o conhece. Ao olhá-lo pela primeira vez, percebe-se essa força negra, esse axé que emana da forma simples de se comunicar e de interagir conosco. Só o seu olhar expressa essa força... E muito mais. Até dá pra dizer que ele é a teologia afro! Completamente.

Ele é um homem de corpo livre. Dança e canta como ninguém... Pula, brinca, fala yorùbá com compreensão total e se diverte com o axé, se diverte ao invocar as divindades e espíritos, expressa toda sua alegria em viver com seus gestos. Digo que ele curte mesmo cultuar... Tem uma energia feminina brilhante que se mostra em sua generosa ação de acolher os que o procuram. Participar de qualquer ritual com ele é dar-se o direito de mergulhar profundamente em uma memória tão bem preservada ancestral que nos emociona e nos questiona sobre o que é de fato o saber... No caso dele, o saber é igual a ser, igual a estar, igual a viver o odú de seu caminho de forma pragmaticamente indivisível da vida externa ao espaço sagrado do terreiro. Ele é um exemplo real do iwá pélé (“caminho do equilíbrio, da honra e da dignidade”).

Sempre relembra emocionado: “tudo quem me ensinou foi meu pai”! Pai este que hoje é um Egun de muita importância para todos os terreiros em Pernambuco. Cultuado de forma vibrante no Ilé Ibó Akú (Balé) em sua casa, o Ilé Iyemojá Ògúnté, casa de tradição nagô também dirigida pela sacerdotisa Maria Lucia Felipe da Costa, Mãe Lu, ou Tia Lu – Iyemojá Omitòógún (àquela que cura com as águas, ou que as águas são remédio e tem poderes mágicos), sua irmã, herdeira da mesma Iyemojá de seu pai, “que ainda vem à terra”... E que o ajuda a manter este axé vivo com seus outros irmãos, o Pai Cicinho de Xangô (Obárindè) e a Mãe Zite de Oxum Ipondá.

Em novembro de 2009, foi comemorado os 100 anos de Ojé Bií, com uma festa em sua homenagem no terreiro. Foi um momento mágico, de re-alimentação de história e memória entre a família. Todas e todos passaram um dia inteiro a cantar, lembrar fatos, contar histórias e dar oferendas ao Seu Malaquias, que foi um dos mais energéticos sacerdotes pernambucanos, grande aprendiz de seu pai Adão e fiel seguidor de seus ensinamentos e práticas, sobre tudo na língua yorùbá, tão bem preservada e falada entre este clã familiar.

O Seu Paulo teve uma vida bastante heterodoxa profissionalmente. Pernambucano, não poderia fugir as suas origens, portanto, o carnaval invadiu sua vida, levado pelas mãos de seu próprio pai. Foi presidente do Bloco Carnavalesco Madeira do Rosarinho entre 1967 a 1975, “em um império” de muito sucesso. Seu pai, também foi presidente deste mesmo bloco em 1944. Em 1974, foi tesoureiro da agremiação. Gafieira e carnaval embalaram sua juventude recifense. Ainda foi secretário do 13 Atlético Clube e fundou a escola de samba A Charanga que posteriormente transformou-se em Escola de Samba Couro de Bode, que ainda hoje está em atividade na Cidade de Camaragibe/PE.

Formado em contabilidade comercial e taquígrafo profissional, trabalhou no Banco Irmãos Guimarães. Iniciou servindo cafezinho, mas logo, ao perceberem sua inteligência e capacidade profissional o promoveram para escriturário. Foi em 03 de fevereiro de 1965, dia de seu aniversário que se empregou oficialmente pela primeira vez. Sempre relembra: “Meu avô Adão e meu pai queriam muito que todos os seus filhos tivessem anel no dedo, mas infelizmente as condições da família não davam na época”. Portanto, a maioria aprendeu um ofício, como carpinteiro, costureira, serralheiro etc. relata.

Após provar sua capacidade como escriturário, foi mais uma vê promovido à contador do Banco, e isso “sem anel no dedo”, fala rindo, ao lembrar das dificuldades e racismos sofridos por ele neste período. Fala que era difícil um negro chegar ao alto escalão de um banco, lugar aonde ele chegou, e que isso provocou a ira de muitos ditos brancos na época, sobre tudo porque ele ainda avançou mais e foi gerente de expediente e depois gerente administrativo da empresa.
Acabou tendo que se mudar para morar em João Pessoa na Paraíba por causa do trabalho. O Banco exigiu... Até hoje ainda mora lá, no bairro do Beça, com esposa e filhos.

Aposentado, hoje vive entre Recife e João Pessoa, mas nunca abandonou o terreiro. Às vezes deixava de ir trabalhar para cumprir seus compromissos com os Orixás e Ancestrais.

Filho de Omolú com Oyá traz em si mesmo os símbolos destas fortes divindades. Mesmo se intitulando filho de Iyemojá Ògúnté, já que esta tradição é familiar, todas e todos são filhos do Orixá patrono da família, mesmo cada um tendo suas individualidades de odú.

Carrega os orikí – Omobabálaiyé (filho do senhor das terras) e Ifátóògún (Ifá foi seu remédio, ou o curou). Este último, só recebeu após ter sofrido problemas sérios de saúde após uma trombose. “Fui curado por Ifá” revela. Já que após ter adquirido seqüelas físicas, foi indicado pelo médico à ler bastante em voz alta, para exercitar os movimentos e coordenação da fala e fortalecer a memória. Assim o fez... Portanto, foi presenteado pelo seu amigo nigeriano yorùbá e filho de santo, com um livro sobre o Ifá... Leu, leu e leu... E aprendeu tudo do livro... Assim obteve sua saúde e movimentos corporais e memória de volta.

Depois, se iniciou no Ifá com Ajibolá e adentrou muito mais nos saberes do oráculo dos Orixás. Hoje, o próprio Ajibolá atesta: “Pai Paulo me passou no Ifá”, em gesto humilde.

Por ele ser contador de profissão e ter trabalhado a vida toda com números, o Ifá não foi nada difícil para aprender. Rápido se acostumou com o sistema do Opon Ifá e do Opelé e até hoje joga como ninguém. Um jogo com ele é inesquecível, além de ser uma aula competente sobre cultura e tradição nagô. Também joga os búzios, dentro da tradição de odú nagô pernambucana.

Criativo e dinâmico tem dado contribuições indeléveis à tradição de culto aos Orixás. Suas últimas investidas têm sido na tradução de toadas cantadas no nagô tradicional e também acrescentando alguns cânticos esquecidos pelo povo de terreiro por causa do problemático e cruel processo da “diáspora”.

Ele também é um pesquisador... E bom pesquisador! Tem em seu acervo de livros e raridades antigas, algumas ainda do tempo de seu pai e, adora buscar nas literaturas nigerianas elementos para incluir de forma pertinente ao seu culto.

Sempre diz: “O King (um de seus referenciais de pesquisa) é muito desentoado”, e por isso ele recriou e deu novas melodias, “baseadas na entonação de seu pai” às toadas registradas por Sikiru Sàlámi – o King, em seus livros e tese.
Um bom exemplo está registrado no CD do Maracatu Raízes de Pai Adão, intitulado de Cânticos Yorùbá, onde o Seu Paulo dá um show de língua, ritmo, afinação e entonação cantando as toadas pesquisadas e trabalhadas por ele em ritmo de maracatu.

Ele sempre diz: “As toadas estouraram nos terreiros por ai”... Em tom de felicidade, por ter podido contribuir de forma concreta com sua tradição. Muita gente canta, e as toadas até parecem que foram cantadas toda vida nos terreiros por aqui. É bonito de ver e ouvi-lo cantar para Oduduwá em uníssono com seu terreiro lotado:

“Ire l’ówó ori mi o.
Íre lówó ìrún-malè o.
Àsè lówó Odùdúwà.
Mo mu olà.
Mo mu ire bo wa o o e e.
Orí mi ma, ba mi se o o e e”.

“A sorte está com meu orí.
A sorte está nas mãos do Ìrúnmálè.
O axé está nas mãos de Oduduwá.
Eu trouxe prosperidade.
Eu trouxe sorte comigo.
Meu Orí me ajudou”.

(Cântico extraído do livro de Sikiru Sàlámi, 1993 - pag. 53-54)

Com sua generosidade, faz questão que todas e todos aprendam a cantar e a entender, pois ele afirma que tudo isso “é um resgate daquilo que morreu com àqueles e àquelas que partiram para o Orún para nos manter vivos hoje, e que nos sustentam”. Com orgulho canta e traduz tudo... Mostra “a sabedoria de seu pai”.

Por isso digo, descrever o Seu Paulo é difícil como falar do amor. Falar dele também dá em poesia e também em consciência negra. Enfim, é indescritível este sacerdote histórico e fundamental na manutenção do nagô no Brasil, ele e sua família são representantes reais do iwá pélé, os portadores do axé!

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* Texto comemorativo de aniversário. Parabéns pelos seus 71 anos nos dando alegria a todos - Babá Paulo Braz.

*Este pequeno artigo foi construído a partir de entrevista concedida a mim por Seu Paulo em março de 2011. Também, este texto é parte da pesquisa histórica que está em andamento no Ilé Iyemojá Ògúnté para construção de seu inventário, sob a responsabilidade do Quilombo Cultural Malunguinho.

Visitem seu site: 

 

Olinda/Peixinhos - 03/02/2012.



Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho

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Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!