quinta-feira, 17 de setembro de 2009

I° ENCONTRO MUNICIPAL DE JUREMA EM JABOATÃO DOS GUARARAPES/PE


I° ENCONTRO MUNICIPAL DE JUREMA

“A Jurema pode ser considerada a religião primaz do Brasil, de forte relevância no nordeste e norte do país. Estas religiões de matrizes indígenas com suas nuances africana e portuguesa, sempre estiveram associadas às manifestações da religiosidade popular e às classes menos favorecidas, historicamente desassistidas em sua Cidadania e quanto aos Direitos, também historicamente estas referências culturais estiveram à margem dos padrões determinados pelos poderes hegemônicos. Uma matriz de multiculturalismos enquanto patrimônio imaterial ainda não devidamente reconhecido pelo Município e Estado.


Com a necessidade de promover difusão dos conhecimentos tradicionais voltados às suas matrizes, na perspectiva de manutenção da tradição e o fortalecimento do segmento, a REDE de TERREIROS DE JABOATÃO DOS GUARARAPES junto com o Quilombo Malunguinho, propõe o I° Encontro de Jurema, um encontro anual, e o primeiro encontro temático do Povo da Jurema de toda a região.

Em setembro, o Governo do Estado de Pernambuco – SR. Eduardo Campos, estará assinando o projeto de lei (já aprovado na Assembléia Legislativa, apresentado pelo Deputado Isaltino Nascimento) que promove o quilombola Malunguinho como herói da resistência pernambucana, personagem que também é uma tradicional entidade espiritual da Jurema Sagrada, nas personificações de Caboclo, Mestre e Exu.

A Rede de Terreiros de Jaboatão junto com o Quilombo Malunguinho, abrindo as comemorações em torno de nosso herói, estará realização o I° Encontro de Jurema, com o Tema: Malunguinho entre o Histórico e Sagrado.


O Município de Jaboatão dos Guararapes sedia dois importantes eventos públicos voltados para as matrizes africanas: a Festa da Oxum, no Batoré (única para este orixá em Pernambuco, em julho) e a de Iemanjá, na praia de Candeias (a mais tradicional do Estado de Pernambuco). Um dos municípios de maior contingentes de engenhos e usinas de Pernambuco, também já foi um dos maiores contingentes de população de afro-descendentes.



REALIZAÇÃO:

REDE DE TERREIROS DE JABOATÃO DOS GUARARAPES

QUILOMBO CULTURAL MALUNGUINHO



INSTITUIÇÕES:

MNU – Movimento Negro Unificado

Centro Macambira

C3 – Coletivo Cultura da Cidadania

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I° ENCONTRO MUNIPAL DE JUREMA

Programa:

1º Encontro de Jurema

26 de Setembro de 2009

  • 15h00minhs. Abertura

  • 15h15minhs: Louvação.

  • 15h35minhs. MESA DE ABERTURA:

Ø Autoridades e sacerdotes

  • 16h15minhs. VIDEO: Malunguinho, O Guerreiro do Catucá, O Rei da Jurema.

  • 16h55minhs. MESA REDONDA: Malunguinho : entre o histórico e sagrado

Mestre Tarcísio (mediador), Sandro de Jucá, João Monteiro, Pai Everaldo.

  • 17h 00minhs. Debate.

  • 17h30 – VÍDEO : A Ciência dos Encantados.

  • 18H00mins . Mesa Redonda: A Tradição da Jurema
  • (Sacerdotes, representações indígenas e Pesquisadores)

· 19h:00hs – Debate.

· 19:30hs – Lanche.

· 20:00hs – Encerramento.




CONTATOS:

JOAÕ MONTEIRO – 94284898 (MALUNGUINHO)

EDUARDO SANTANA- 87201832 (REDE DE TERREIROS)

JAMERSSON – 91913338 (C3)

EDUARDO JORGE – 88040721 (MACAMBIRA)

MAURICIO GALVÃO – 99477450 (MNU – JABOATÃO)


dundunmonteiro@yahoo.com.br

L'Omi.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Mãe Stella de Oxóssi, 70 anos de iniciação e resistência.

Faráimará aráyè!
"Àsèsè mo jubá. Ode Arolé lo bí wá"
(Origem das origens, lhe apresento meu humilde respeito. Oxóssi nos trouxe ao mundo.)

Comemorações dos 70 anos de iniciação da sacerdotisa Maria Stella de Azevedo Santos, a Mãe Stella de Oxóssi, contará com ortoga do título de Doutora Honoris Causa pela UNEB, inauguração de uma praça no Afonjá com seu nome e Xirê ao seu Orixá no dia 12/09.

Sem dúvidas este é um momento singular na vida de um iniciado. Completar 70 anos vivendo para o axé é vitória de poucos, é uma virtude apenas de pessoas que tem como princípio de vida a dignidade e a luta pela memória de seus ancestrais.
Mãe Stella de Oxóssi, uma mulher guerreira, inteligente, sábia e exelente sacerdotisa, que por 33 naos rege com destreza e grandiosidade o Axé Opô Afonjá, na rua Direita de São Gonçalo 557- são Gonçalo do Retiro, Salvador BA. Cep: 40301-155.

Iniciada em 1939, com 14 anos de idade, a menina Stella percorreria uma longa trajetória de formação da individualidade e identificação com seu Orixá guia. Logo receberia uma formação sólida através dos cuidados e ensinamentos de sua querida iyalorixá Mãe Senhora de Oxum.

Os longos anos de dedicação ao axé serviram mais tarde de esteio para sua especial vocação de iyalorixá da comunidade-terreiro do Afonjá.

na vida exemplar de Mãe Stella de Oxóssi podemos contemplar o sonho da fundadora e eterna inspiradora Mãe Aninha de Afonjá.

A programação das comemorações dos 70 anos de iniciação de Mãe Stella acontecerão no Afonjá e se iniciam:

Dia 10/09- às 9h e 30min. Outorga do Título de Doutora Honoris Causa pelo UNEB;
Dia 12/09- às 9h. Inauguração da Praça Mãe Stella de Oxóssi (Afonjá);
Dia 12/09- 19h. Xirê para Oxóssi no barracão de festas do Afonjá.

"Salve Oxóssi, salve Mãe Stella, estrela nossa a mais singela!" Marcos Sentana.

Tive oportunidade de conhecer esta sacerdotiza pessoalmente. Ela com sua sagacidade e humor sóbrio me encantou falando que "para o povo de terreiro as coisas tem que ser de alto nível, tem que ser de qualidade", quando perguntei sobre a programação do Alaiandê Xirê em 2005 numa manhã no Afonjá.
Neste mesmo dia conhecí Ildásio Tavares, ogan, acadêmico e um amante do axé, que com uma bela palestra sobre o poder da mulher no candomblé citou belos Itans de Oxóssi, e um orikí que jamais esqueço: "Odé k'omo Odé... O caçador que não é filho de caçador...", querendo dizer que oxóssi é a própria essencia da caça, pois não aprendeu com ninguém, ele é a caça, o espírito puro da caça. E estes conhecimentos me fizeram rever a língua e rever-me como também amante de Oxóssi, um orixá essencial no panteão dos Orixás.

Seus livros tenho alguns. em especial o "Owè" Provérbios, que ganhei de presente, em uma boa intenção de Rita Honotório em 2007...

Os demais títulos entrarão em breve em minha biblioteca particular de livros do axé, e sem dúvidas, da mesma forma que tenho o lívro de Maria Bibiana do Espírito Santo, Mãe Senhora: saudade e memória; organizado por José Félix dos Santos e Cida da Nóbrega- Salvador: Currupio, 2000. Os livros de Mãe Stella tem um espaço muitíssimo especial no meu coração, pois com eles aprendo como um sacerdote deve cumprir sua missão, sua história, fazer sua história de verdade.

Dedico este cântico para homenagear seus 70 anos de axé:

É Bariká
É Bariká
Olorun fè Malè
É Bariká!

(parabens, homenágem honrosa em yorùbá. Cântico entoado nos cultos do Xangô de Pernambuco).

O doutor Ildásio Tavares (Obá de Xangô) escreveu uma poesia para ela, e faço das palavras dele as minhas neste momento.

Reinará serena e forte
Em uma mão o Ofá,
Noutra o Oxê.
Filha de Oxóssi.
Eleita de Xangô,
Serena e Forte
Reinará.

Luz e marco
Fogo e arco
Estrela e guia
Dando rumo certo do barco.

Ildásio Tavares.
23/03/1976.

Imagem de: Diene Queiroga(Ofá de Logunedé). linc original da imagem: http://ferramenteira.wordpress.com/2008/08/16/ofa-de-logun-ede/

Este linc: http://wm.globo.com/webmedia/windows.asx?usuario=ibahia&tipo=ondemand&path=/programastv/redebahiarevista/rbr_0906_01.wmv
Tem uma matéria muito bonita realizada pela Rede Bahia Revista, com entrevistas e imagens lindas da matriarca do Brasil. Neste vídeo, Mãe Stella revela que gostaria que o mundo todo e todas as religiões comemorassem com ela este dia!

Alexandre L'Omi L'Odò.
Iyawó L'Osún.
Juremeiro.
Feliz por estar vivo nesta época!
alexandrelomilodo@gmail.com

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Casamento gay em Pernambuco, uma evolução de nossa sociedade.


Recife - 04.09.09

União gay. Por duas boas causas

Publicado em 04.09.2009, às 18h21

Do Jornal do Commercio Matéria publicada a 0h desta sexta-feira

Os noivos Zezinho e Turíbio Santos
Os noivos Zezinho e Turíbio Santos
Foto: Alexandre Belém/JC Imagem

O casamento dos arquitetos Turíbio Santos e Zezinho Santos desperta na sociedade pernambucana reações tão distintas quanto desespero e surpresa. Desespero de um certo empresário que, ao ver passar os dias e não chegar em sua casa o cobiçado convite, já ameaçava: “Eu vou de qualquer jeito, nem que tenha que comprar a senha de alguém”. Surpresa da funcionária doméstica de outra residência que, ao perguntar curiosa à patroa quem ia casar e obter a resposta, apenas murmurou: “Jeová!!!!! E isso já chegou por aqui?”. É assim, em meio ao desdém de uns, à admiração de outros e à completa indiferença dos noivos por tanta celeuma que acontece aquela que já é chamada de “a união da década”.

Zezinho e Turíbio trocam votos hoje, às 17h21 – horário romanticamente escolhido por ser o ápice da lua cheia – no espaço de eventos Coudelaria Souza Leão. Dividindo o mesmo teto desde 2003, eles resolveram fazer a grande festa pelo mesmo motivo que move os casais heterossexuais: celebrar uma relação cheia de felicidade. “Conheço vários casais que moraram juntos, tiveram filhos e só resolveram casar quando eles já estavam crescidos”, afirmam numa só voz.

O que os casais heterossexuais não vivenciam, no entanto, é o forte simbolismo que espreita este casamento, uma ruptura na estrutura social tradicional provocada, ironicamente, pela vontade de fazer tudo conforme manda a tradição. “Crescemos vendo as pessoas expressarem a felicidade de estarem juntos através da cerimônia de casamento. Quando eu tinha 7 ou 8 anos já tinha consciência de quem eu era e me perguntava: será que algum dia vou poder ter isso com um homem?”, diz Zezinho, com a franqueza que é sua marca registrada.

E é assim que vai ser. Nada de balada gay, com garçom vestido de go go boy sem camisa e com gravata borboleta. O formato da cerimônia é tão tradicional quanto são as famílias dos noivos: Zezinho, descendente do patriarca João Santos, que fez fortuna com a indústria do cimento, Turíbio, filho de uma família de fazendeiros da cidade de São João dos Patos, no Maranhão, que aqui estará representada pela mãe Sílvia Santos (o pai já faleceu) e mais uma comitiva que se estende em faixa etária desde sobrinhos pequeninos a avós e tias-avós longevas.

Haverá marcha nupcial, cortejo de pajens e daminhas, fila de cumprimentos, 23 padrinhos, 800 convidados e bênção religiosa concedida pelo pastor Ricardo Nascimento, da Igreja Cristã Inclusiva. O cerimonialista Carlos Henrique Barbosa, responsável pelo andamento da celebração, confirma: “É tal e qual um casamento heterossexual, a diferença é que não haverá a presença feminina no altar. Fora isso, procedemos da forma solene como seria esperado num casamento deste nível”. As piadas são inevitáveis e, a elas, os noivos respondem com o fair play de sempre: “Quando perguntam quem vai carregar o buquê a gente responde que até pensou nisso, mas não encontrou nada que combinasse com nosso terno (Hermenegildo Zegna) e gravata (Louis Vuitton)” (risos).

A consciência de estar dando dois passos importantes – um em direção ao altar e outro rumo à condição de símbolos de uma causa – a da defesa dos direitos dos homossexuais e contra a homofobia – caminha ao lado deles. “Ninguém opta pelo caminho mais difícil. Ninguém se torna gay, é gay desde que vem ao mundo”, diz Turíbio, “Por que devo me desculpar ou esconder aquilo que nasci para ser?”, questiona. “O ativismo em prol da causa não é o que move a cerimônia, mas se esta exposição, de alguma forma, servir para ajudar aqueles que se sentem oprimidos pela sua condição homossexual, então, fico muito feliz por isso”, pontua Zezinho.

A lista de convidados talvez seja o exemplo mais concreto da diversidade que sempre existiu em todas as sociedades. “Ser gay não é credencial para ter sido convidado para este casamento. Todos os convites foram enviados levando em consideração o critério de proximidade e ligação afetiva. Devemos ter em torno de 15% de convidados gays. Sempre detestamos separatismo e nunca andamos em guetos”, atestam.

“Não é um casamento caricato, no qual acontece uma cerimônia de faz de conta com duração de cinco minutos para depois se cair na festa. Queremos ser levados a sério. Queremos mostrar que podemos, sim, por que não?,” questionam.

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Estou hoje muito feliz em ver em minha terra, tida como terra de altos índices do machismo brasileiro um casamento entre dois homens que se amam. sa´´udo com o Axé de Oxum e a força da Jurema esta união que não seja abalada por nada.

Parabens, a Zezinho e a turíbio e aos nossos direitos que devem ser todos iguais, amamos quem desejamos, vivemos como queremos! Uma salva de palmas para a liberdade, uma salva de palmas para a diversidade. Pernambuco sempre no protagonismo das mudanças do nordeste.

Alexandre L'Omi L'Odò.

É Bariká o!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Uma matéria ridícula. Reparação Já!

Prevenção

Gripe A muda hábitos nos terreiros de candomblé do Recife

Responsáveis por terreiros têm recomendado a frequentadores que evitem os tradicionais beijos e abraços nas celebrações, para impedir contágio

Publicado em 28.08.2009, às 13h06 (Jornal do Comércio de 30 de agosto de 2009, página Saúde).

Fabiana Maranhão Especial para o JC Online

A exemplo das igrejas católicas, que, por recomendação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mudaram hábitos por causa da nova gripe - como o tradicional abraço da paz que não é mais dado nas missas -, a influenza A também tem provocado mudanças nas celebrações nos terreiros de candomblé do Recife.

Mãe Diva, de 75 anos, tomou uma atitude radical: como forma de prevenir a gripe A (H1N1), decidiu não beijar nem abraçar as pessoas que vão ao seu terreiro, em Casa Amarela, Zona Norte do Recife. "É algo muito comum na nossa religião, mas passei a evitar porque sei que o contato físico é uma das formas de transmissão da doença", explica. Ela fala ainda que objetos que antes eram utilizados nas cerimônias por vários participantes passaram a ser de uso individual.

Em três terreiros de candomblé no bairro do Ibura, Zona Sul da capital, o cuidado com a higiene tem sido reforçado desde o mês passado. A orientação é do Pai Lídio, de 52 anos, responsável pelos locais que são frequentados por cerca de 350 pessoas por mês. "Durante as cerimônias, temos cuidado de lavar as mãos constantemente e de não compartilhar objetos como pratos, talheres, panelas e roupas, o que era comum entre nós", detalha.

Os dois seguem as recomendações do Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Cepir) que tem orientado os responsáveis pelos cerca de 800 terreiros de religiões afro-brasileiras que existem no Recife. O hábito de pedir a benção ao pai ou à mãe de santo não é mais o mesmo. "Orientamos que não se escoste a boca na mão do pai ou mãe de santo para não haver contato da saliva com a pele, evitando assim uma possível transmissão do vírus", diz o secretário executivo do Cepir, Jorge Arruda.

Na opinião dele, o risco de transmissão da gripe A não pode impedir que as celebrações sejam realizadas, e, para isso, é preciso redobrar a atenção com a higiene. Mas a conscientização não tem sido fácil. "Esclarecemos sobre os cuidados que são necessários para evitar a doença, mas muitos não aceitam a mudança de costumes", critica Mãe Diva.

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*Sem dúvidas é de morrer de rir tal matéria. Esta mesma que era para divulgar o evento ocorrido no último dia 30 de agosto de 2009 no Terreiro de Pai Edú, no Alto da Sé em Olinda, foi substituída por uma desorientada matéria que expressa o quanto nós povo de terreiro de PE temos que aprender a lidar com os problemas globais.

Estou injuriado com tamanha inocência de meus mais velhos e principalmente com a "besteiragem" do CEPIR em permitir que uma matéria tão leviana venha a ser publicada em um dos jornais de maior circulação em todo Estado.

Não concordo com o proposto no texto, acho isso ridículo e insensato. O contato das pessoas no candomblé é uma forma de repasse e troca de axé, é um ato sagrado que não compromete em nada a saúde de ninguém. Não é exatamente por estes meios que a gripe A é repassada. Solicito aqui a reparação para o povo de terreiro de Pernambuco desta matéria nas próximas edições do Jornal que deve explicar o caso com detalhes e contradizer o dito anteriormente nesta matéria.

Nguzo Malunguinho!
Quilombo Cultural Malunguinho.

Alexandre L'Omi L'Odò.
Sacerdotando Iyawò L'Osùn.
www.nacaocultural.pe.gov.br/alexandrelomilodo

Mestre Galo Preto na Feira da Música 2009, um show de emocionar!

Mestre Galo Preto
na Feira da Música 2009

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Feira da Música 2009... Com uma programação de tirar o fôlego dos amantes da nova e boa música brasileira, o evento realizou uma das maiores e mais bem estruturadas edições de sua história.

Com atividades ligadas diretamente ao mercado da música, a Feira troce ao público variado cardápio de inovações de entretenimento e formação, com exposições como o Feirão do Disco, onde os participantes e visitantes podiam comprar Vinis, CDs, DVDs como em um grande sebo organizado. Outra novidade foi a introdução de uma exposição ampla e diversificada de Luthieria, com mestres como Abílio Sobral/PE, que levou os instrumentos e sons de Pernambuco, o D. Oliveira que levou novidades para quem é contrabaixista e quer desenvolver novos estilos e formas de tocar com um modelo arrojado de Contra-Baixo acústico-elétrico inovador, e outros como Lima Filho, Batucatinga e Ibandã Brasil.

Houveram cortejos infantis que mostraram a forte influência que Pernambuco exerce no mercado da exportação de ritmos e tradições para todo Brasil e mundo, personificando tudo no maracatu de baque virado nosso. A Rodada de Negócios, foi muito participativa e concorrida, sobretudo o principal: Os Shows nos palcos de Fortaleza, que se dividiram da seguinte forma:

1-Brasil Independente, palco principal da Feira que se propôs a diversificar os rítmos misturando as culturas tradicionais com as bandas de música global.

2- Palco Rock é Rock Mesmo, dedicado ao Rock integralmente.

3- Instrumental, promovendo a música instrumental em todas suas manifestações.

4- Diversidade, local de mistura cultural intensa que ocorriam sempre no horário da tarde.

5- E o Palco Mix Brasil, palco descentralizado das ações da Feira, no bairro de Bom Jardim.

O show do Mestre Galo Preto (www.myspace.com/mestregalopreto), aconteceu no dia 20/08, em uma quinta-feira com tom de inauguração do evento que o público esperava ansioso.
levando ao palco toda sua elegância musical e sua tradicional estrada de 65 anos de carreira, o Mestre fez o público parar e degustar o mais profundo sabor da cultura pernambucana com canções como "Pernambucana", "Aruvalhado", "A Pinta" seu primeiro coco composto, "Ararão", e "Homem com Homem, Mulher com Mulher" de sua composição com Wilson Freire, fazendo o público agitar ao som de um verdadeiro rits sertanejo/nordestino cheio de irreverência, consciência e modernidade. Com muita dança e contação de histórias a apresentação ficou mais ainda interessante com sua entrada inesperada cantando e dançando uma antiga toada de "Bater Feijão" dos seus ancestrais do quilombo de Santa Izabel em Bom Conselho: "Dança negro/ Branco não vem cá/ Se vier/ Pau há de quebrar"


O Mestre Galo Preto, que vem retomando sua carreira com muito sucesso aos 74 anos de idade, participou ativamente de todos os dias da Feira. Esteve presente nas oficinas de gestão cultural, visitou os palcos do evento onde era sempre ovacionado pelo público que tiravam fotos e pegavam seus contatos, os artistas sempre o homenageavam no microfone, andou pela cidade onde foi reconhecido pelas matérias de jornal que saíram com sua foto estampada, e conheceu parte do complexo Dragão do Mar, que "é um lugar belíssimo e incrível, uma obra de titãns" disse o Mestre.

Ainda foram gravadas várias entrevistas para as rádios comunitárias e jornais que lá fizeram presença como a Rádio comunitária pernambucana Diálogos com o locutor , do ponto de Cultura a Diálogos, falou na rádio Arpub- Associação das Rádios Públicas do Brasil, onde teve sua entrevista passada em todo país. Gravou entrevista na TV Brasil e teve seu show todo registrado pela mesma, embolando com o nome da TV fez o apresentador ficar emocionado e alegre e marcou com força sua participação no Evento.

A discussão sobre a indústria da música, a tecnologia, o mercado fonográfico e o futuro do mercado nacional da música brasileira foram temas essenciais das palestras e oficinas, tendo na presença o Mestre Galo Preto, como artista selecionado entre mais de 560 concorrentes e aprovados na curadoria geral que selecionou apenas 60 grupos e bandas de todo Brasil, a forte representatividade de uma produção que dá certo, que pode contribuir no avanço das discussões nacionais sobre as culturas populares e tradicionais no mercado e indústria da música no Brasil e no mundo, sabendo-se que o exterior é o maior consumidor dos produtos culturais brasileiros e em especial de Pernambuco que se destaca por ter a maior diversidade rítmica e estética musical brasileira.

O Maranhão também marcou presença com o Samba de Crioula e o Cacuriá de Dona Teté que ao fechar o evento na noite de 22/08 também saldou o Galo Preto, que muito se divertiu vendo toda a dança daquelas "negras lindas" e todo seu rebolado. Subiu ainda ao palco para dançar o Cacuriá a convite de Dona Teté, que é uma das mais antigas representantes das culturas tradicionais do Maranhão, que está com 85 aos de idade, mas ainda tem voz forte e segura e sabe animar a "galera toda" com suas músicas de duplo sentido.

Para nós do Mestre Galo Preto, e ainda O Tronco da Jurema, foi muito importante a participação na Feira da Música 2009, pois a partir desta conquista na participação do evento, nossa produção toma novos rumos para o avanço de nosso trabalho.

Agradecemos a toda produção da Feira em especial ao Coordenador Geral Ivan Ferraro, que com muito carisma se fez presente em todos os momentos da feira com muita simplicidade e amizade.

Aos Curadores Alex Antunes, James Lima, Ivan Ferraro, Glauber Uchoa e George Frizzo, e a secretária Thaís Andrade nossos parabéns por terem selecionado o melhor que o Brasil tem hoje no mercado da música independente, guerreira e inovadora nacional.

Nguzo Malunguinho!!
Muito Axé!!

Há 5500 anos atrás surgiram os brancos na Grã-Bretanha e Escandinávia, antes, negros dominavam as terras...

Há 5500 anos atrás surgiram os brancos na Grã-Bretanha e Escandinávia, antes, negros dominavam as terras...

Segundo estudo, as populações que habitaram a Grã-Bretanha e a Escandinávia tinham pele escura até 5500 anos atrás, quando surgiram os primeiros homens com pele branca. O surgimento da nova cor de pele é concomitante à troca da caça e da coleta por atividades agrícolas e pastoreio.

Nessa época, de acordo com os pesquisadores, a cor branca pode ter sido uma vantagem evolutiva, uma vez que é mais eficiente na produção de vitamina D via absorção da luz solar do que a pele escura. A falta do nutriente está relacionada ao desenvolvimento de doenças cardíacas, diabetes, artrite e deficiências no sistema imunológico.

No caso de regiões do norte da Europa, como a Escandinávia, onde a luz solar é escassa no inverno, ter pele branca poderia significar mais chances de sobrevivência. Johan Moan, do Instituto de Física da Universidade de Oslo, um dos autores do artigo científico, a substituição do peixe por outros tipos de alimento determinou a necessidade de aproveitar melhor a luz do sol para suprir a necessidade de vitamina D, noticia o Times.

"O clima frio e as altas latitudes aceleraram o processo de branqueamento da pele. O alimento obtido pela agricultura era uma fonte insuficiente de vitamina D e a radiação solar era muito baixa para produzir o suficiente do nutriente em peles escuras", explica o artigo.
A descoberta está sendo tratada com parcimônia pelos pesquisadores porque a história da colonização da Europa pela espécie humana tem muitas idas e vindas, de acordo com os períodos de glaciação. Segundo os pesquisadores, a região foi colonizada várias vezes nos últimos 700 mil anos.

Recomendo entrar neste linc: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI90650-15224,00-BRANCOS+SURGIRAM+NA+EUROPA+HA+ANOS.html

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O mundo é negro? Será?
Realmente, pode ser que o mundo seja negro mesmo... Vamos ver no que vai dar esta interessante pesquisa que me deixou totalmente alegre em imaginar a possibilidade de ver um dia o mundo reconhecendo que inpreterivelmente o homem veio da África negra, que a humanidade tem sua raíz no povo negro.


Alexandre L'Omi L'Odò...
Um negro índio pernambucano.__

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Decisão contra Igreja Universal é mantida no STJ.

Decisão contra Igreja Universal é mantida no STJ

Claudionor Júnior | Agência A Tarde
A ialorixá Jaciara Santos, filha de mãe Gildásia, mostra a felicidade estampada no rosto
A ialorixá Jaciara Santos, filha de mãe Gildásia, mostra a felicidade estampada no rosto.






A ialorixá Jaciara dos Santos teve um dia agitado, nesta quinta-feira, 20, por conta do preparo de oferendas para os orixás com o objetivo de agradecer e comemorar. O motivo da festa foi o fim de mais um round no processo que, em conjunto com os outros herdeiros de Gildásia dos Santos e Santos, sua mãe biológica e de quem é sucessora no terreiro Abassá de Ogum, move contra a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd).


Embora a 4ª Turma do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) tenha rejeitado o recurso dos advogados da família para aumentar o valor da indenização, a ialorixá e sua assessoria jurídica entendem que a festa tem de ser mantida, pois, ao julgar o recurso, a instituição ratificou sua decisão do ano passado, que condenou a igreja a pagar a indenização no valor de R$ 145,2 mil aos herdeiros, além de publicar no jornal Folha Universal o teor da sentença. O mérito da ação foi então mantido. A decisão saiu na última terça-feira.

O STJ julgou um embargo de declaração, recurso utilizado em situações que caracterizam omissões, obscuridades e lacunas em peças judiciais. O relator foi o desembargador Honilton de Mello. Os ministros do STJ decidiram não ser possível reformar a decisão anterior, ou seja, aumentar o valor da ação, por entenderem que a lei processual não permite este tipo de medida em embargos de declaração. A decisão permanece com o mesmo teor da que foi proferida em 16 de setembro do ano passado pelo tribunal.

Luta – Segundo a advogada Emília Gondim Teixeira, integrante da Associação de Advogados dos Trabalhadores Rurais do Estado da Bahia (AATR), entidade que assumiu a causa dos herdeiros de mãe Gilda, a comemoração é válida, pois, mesmo não tendo sido aumentado o valor, não cabe mais recurso da parte contrária. De acordo com Emília Gondim, ainda há um recurso a ser julgado, mas é o movido pelos advogados dos herdeiros, o que não deve postergar a execução da decisão do STJ.

A TARDE entrou em contato, por telefone, com a assessoria de comunicação da Iurd e enviou e-mail com o pedido de entrevista, como foi solicitado. Mas até o fechamento desta edição não houve resposta.

Povo-de-santo – Em 1999, a Folha Universal, jornal da Iurd, publicou uma matéria intitulada Macumbeiros charlatães lesam a vida e o bolso dos clientes, em que aparecia uma foto de mãe Gilda com uma venda nos olhos. A fotografia era de uma das mobilizações pelo impeachment de Fernando Collor ocorrida em Salvador e da qual mãe Gilda tinha participado.

Em 21 de janeiro de 2000, um dia após assinar a procuração para dar entrada no processo, mãe Gilda morreu por conta de um infarto. Sua filha biológica, Jaciara Santos, iniciou a luta por reparação, além de ter assumido o comando do terreiro. “Passei por dificuldades e muito sofrimento. Eu cheguei a perder o emprego de gerente de uma grande rede de supermercados aqui em Salvador, além de receber ameaças por telefone, mas não desisti”, conta Jaciara.

Em 2003, a ialorixá foi recebida em audiência pelo presidente Lula. “Essa vitória é de todo o povo-de-santo. A nossa luta mostrou que é possível ver a Justiça acontecer neste País, mesmo enfrentando um grupo tão poderoso”, afirmou a ialorixá. A vereadora Olívia Santana (PCdoB), autora do projeto de lei que criou, em Salvador, o Dia de Combate à Intolerância Religiosa, tendo mãe Gilda como símbolo, em 2004, também comemorou a decisão. “Agora muitos vão pensar duas vezes antes de adotar práticas de intolerância religiosa”, declarou.

O deputado federal Daniel Almeida, que, inspirado no projeto da sua colega de partido, conseguiu a aprovação do seu projeto de lei que criou o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, há dois anos, fez coro às comemorações pela decisão: “Acho que o STJ responde ao anseio da sociedade brasileira ao repudiar um ato de intolerância religiosa”.

Cláudia Barreto
Assessoria para Assuntos Internacionais
Universidade Federal da Bahia
Palácio da Reitoria - Rua Augusto Viana S/Nº
Salvador - Bahia - Brasil - Cep: 40110-060
Fone: ++ (55) (71) 3283 7030/ 7025 / 7068 / 7064
Fax: ++ (55) (71) 3283 7067
______

Após mais uma vitória destas hoje vou aos pés de Ogún agradecer por mais um passo na luta pela reparação do povo de terreiro brasileiro. Parabéns Jacira, oxum há de trazer toda dignidade que este caso necessita pra você e seus familiares. Axé oo!! L'OMi.****


Alexandre L'Omi L'Odò.
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Todos os ritmos na Festa da Lavadeira

Foto: Mariana Lima/PE

Esta é mais uma publicação relativa ao registro das matérias de jornal que contemplam o Mestre Galo Preto e a história do coco. L'Omi.

Cabo de Santo Agostinho

Todos os ritmos na Festa da Lavadeira

Publicado em 01.05.2008, às 00h21

Do JC (Jornal do Comércio).

Frevo, samba-de-roda, tambor de crioula e coco são alguns dos ritmos presentes na 21ª edição da Festa da Lavadeira, que acontece nesta quinta-feira (1º) na Praia do Paiva, Litoral Sul do Estado. Quatorze municípios se reúnem durante o evento para mostrar no palco manifestações da cultura popular – um dos mais aguardados e curiosos, aliás, é o maracatu Nação Noronha, o único do arquipélago Fernando de Noronha.

O Palco da Mata recebe três grupos que representam ritmos tombados como patrimônios culturais no Brasil. O frevo está representado pelo Clube Carnavalesco Marim dos Caetés, que começa a tocar às 15h. Já o samba-de-roda, vindo da Bahia, terá vários mestres do gênero se apresentando a partir das 16h. O belo tambor de crioula, do Maranhão, vem logo a seguir. A noite será encerrada pelo Coco Raízes de Arcoverde, um dos mais antigos participantes do encontro anual.

Dois maracatus rurais debutam na festa conhecida pela quantidade de lama (a chuva é uma das presenças mais constantes da Festa da Lavadeira). O Maracatu Carneiro Manso e o Maracatu Rural Leão Africano vão apresentar primeiro a tradicional sambada e só depois a evolução dos caboclos de lança. Também estréiam no evento o Reisado de Boa Vista de Garanhuns, a Mazurca de Agrestina e o coco de Santa Luzia de Caetés, assim como Severino dos 8 Baixos, de Feira Nova, que faz dupla com o Mestre Arlindo dos Baixos. Outra dobradinha acontece com Ronaldo Aboiador e Aécio dos 8 Baixos, irmão de Arlindo.

Outros destaques: a imperdível voz de Galo Preto, representante do coco, com 65 anos dedicados ao ritmo, e o Reizado (sic) Imperial do Mestre Geraldo, que tem oitenta e três anos de idade. Outro veterano é Mestre Ferreira, que promete criar uma grande roda de ciranda com todos aqueles presentes na farra. Dois afoxés (o Omim Sabá e o Oyá Alaxé) realizam seu cortejo afro na festa, que começa às 10h da manhã e vai até o fim do dia.

*A foto não faz parte da matéria oficial, coloquei pra ilustra a bela participação do Mestre Galo Preto na Festa.

Alexandre L'Omi L'Odò.

Produção Mestre Galo Preto.

alexandrelomilodo@gmail.com

Peixinhos ganha edição especial do Quartas Literárias

Mais uma matéria com o Mestre Galo Preto. Quase a mesma do DP, mas com diferente texto.
Esta é uma postagem de conteúdo de registro, pois todas estas matérias escrevem o caminho do coco no Brasil. O Jornal do Comércio registra bem isso em seu conteúdo. L'Omi.

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Peixinhos ganha edição especial do Quartas Literárias

Publicado em 14.08.2007, às 12h15
Do JC OnLine

O Nascedouro de Peixinhos se transforma nesta quarta-feira (15) em palco de música, cinema e literatura. Todos podem conferir gratuitamente a partir das 19h a exibição dos premiados curtas-metragens Soneto do desmantelo blue e Clandestina felicidade. O evento conta ainda com a apresentação do poeta Oriosvaldo e show de coco de raiz e de mazurca com Mestre Galo Preto e o Tronco da Jurema.

O filme Clandestina felicidade (de Beto Normal e Marcelo Gomes) é uma ficção com fragmentos da infância da escritora Clarice Lispector, no Recife, em 1929. O curta mostra a paixão de Clarice pela leitura, seu olhar curioso e perplexo e a descoberta pessoal do mundo. Já Soneto do desmantelo blue (Cláudio Assis na direção) também é baseado na vida e obra de um poeta, o Pernambuco Carlos Pena Filho.

Quem apresenta o recital é um artista de Peixinhos, o Poeta Oriosvaldo de Almeida. Logo em seguida, a festa continua no ritmo do coco de raiz e de mazurca. Mestre Galo Preto, ou simplesmente Galo de Ouro como foi conhecido nas décadas de 50 e 60, é renomado repentista de coco, e já tocou ao lado de personalidades como Jackson do Pandeiro, Cauby Peixoto, Preto Limão, Arlindo dos Oito Baixos e Luiz Gonzaga.

PROJETO - A iniciativa é uma realização da Associação de Amigos do Nascedouro em parceria com o Centro de Cultura Luiz Freire. O projeto Quartas Literárias existe há 7 anos e atualmente tem apoio do Ministério da Cultura, através do programa Cultura Viva.

SERVIÇO:
Quartas Literárias no Nascedouro
Quarta (15), das 19h às 22h
Av. Jardim Brasília, s/n, Peixinhos, Olinda
Acesso gratuito
Informações: (81) 3244.3325

Alexandre L'Omi L'Odò.
Produção Mestre Galo Preto
alexandrelomilodo@gmail.com

Mestre Galo Preto nas Quartas Literárias 2007.

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Posto esta matéria do Diário de Pernambuco apenas a título de registro desta apresentação do Mestre Galo Preto no Nascedouro de Peixinhos no dia 15 de agosto de 2007. Este foi um evento realizado pela AAN- Associação Amigos do Nascedouro e o CCLF.


14/08/2007 | 17h06 | Olinda.
Quartas literárias tem cinema, poesia e música


Literatura, música e cinema nesta quarta-feira (15), no Nascedouro de Peixinhos, em Olinda. A programação é promovida pela Associação de Amigos do Nascedouro, em parceria com o Centro de Cultura Luiz Freire. O evento Quartas Literárias é realizado uma vez por semana, das 19h às 22h.

Nesta quarta, serão exibidos os premiados curtas-metragens Soneto do Desmantelo Blue” (Direção: Cláudio Assis) e Clandestina Felicidade (Direção: Beto Normal e Marcelo Gomes). Outras atrações são recital de poesias com apresentação do poeta Oriosvaldo e show de coco de raiz e de mazurca com Mestre Galo Preto e o Tronco da Jurema. O acesso é gratuito.

Serviço:
Quartas Literárias no Nascedouro
15 de agosto (quarta-feira), das 19h às 22h
Acesso gratuito
Nascedouro – Av. Jardim Brasília, s/n, Peixinhos, Olinda.
Informações: 3244-3325
Da Redação do PERNAMBUCO.COM

Foto: Alexandre L'Omi L'Odò.

Alexandre L'Omi L'Odò.
Produção Mestre Galo Preto
alexandrelomilodo@gmail.com

Balaio de todos os sons na 8ª feira da Música, com o Mestre Galo Preto.

Balaio de todos os sons na 8ª Feira da Música
20 Ago 2009 - 02h17min

Em sua oitava edição, a Feira da Música abre oficialmente sua programação de shows nesta quinta-feira (20), em três locais de Fortaleza: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Praça Verde e Espaço Rogaciano Leite Filho), Sesc-Senac Iracema e Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (CCBNB).

Cada palco sendo destinado a um estilo musical, na Praça Verde - Palco Brasil Independente - a maratona de apresentações traz logo mais, a partir das 19h30min, os sons de Sambahempclube (CE), Érika Machado (MG), Soatá (DF), Mestre Galo Preto (foto, PE) e Marku Ribas (MG).

Já no Palco Instrumental, situado no Espaço Rogaciano Leite Filho, fazem show a Orquestra Grupo Pão de Açúcar (CE), Alderley Rocha (CE), Projeto Peixes (CE) e Kaoll & Lanny Gordin (SP), com início às 19 horas. Cinco shows marcam a programação no Sesc-Senac Iracema (Palco Rock é Rock Mesmo), também no mesmo horário - The Drunks, Baby! (CE), Conjunto Roque Moreira (PI), Plástico Lunar (SE), Sweet Fanny Adams (PE) e Trilobit (PR) - enquanto no CCBNB-Fortaleza (Palco da Diversidade), já a partir do meio-dia, sobem ao palco as bandas Êita Piula (PI), Atomic Bomb Watcher (CE), Marcos Maia Trio (CE), Músicas Intermináveis Para Viagem (RS) e Gunjah Reggae Band (PB).

Para além dos shows, o evento ainda abre espaço para o Encontro Internacional da Música, que reúne oficinas, palestras, painéis, aulas-espetáculo, entre outras atividades, além da exposição da indústria de equipamentos, instrumentos e serviços, todos ocorrendo no Centro de Negócios do Sebrae-CE.

Dentre os painéis, destacam-se os temas Políticas Públicas para Música, com Thiago Cury (SP); Tecnologia e Indústrias Criativas, com representantes da Nokia Music Services, Terra Sonora e Imúsica.; e Gestão de Equipamentos Culturais.


SERVIÇO
Feira da Música 2009 - Ate sábado (22), no Centro de Negócios do Sebrae-Ce, Centro Dragão do Mar, Sesc-Senac Iracema, CCBNB-Fortaleza e Shopping Solidário Bom Mix. Grátis. Outras info.: (85) 3262 5011 / www.feiradamusica.com.br

Alexandre L'Omi L'Odò.
produção Mestre Galo Preto.
alexandrelomilodo@gmail.com

Mestre Galo Preto no Jornal O Povo do Ceará.

Música e independência

Com uma programação marcada por atrações de peso, a oitava edição da Feira da Música de Fortaleza se consolida como um dos eventos mais fortes da cena independente no Brasil

Luciano Almeida Filho
lucianoalmeida@opovo.com.br
19 Ago 2009 - 00h58min
Foto: DIVULGAÇÃO


Começa amanhã (20) a maratona de apresentações da oitava edição da Feira da Música, trazendo uma série de nomes absolutamente imperdíveis para quem é ligado em música brasileira de qualidade. A Feira sempre foi um evento surpreendente. Mesmo quando na lista das atrações, a maior parte dos nomes lhe parecessem absolutamente desconhecidos, quase sempre havia uma boa surpresa com ótimos shows, entre revelações e descobertas.

Desta vez a programação traz nomes fundamentais da música brasileira como o mineiro Marku Ribas e o paulistano Lanny Gordin, verdadeiros ícones cult. Sem falar em nomes que foram considerados revelações recentes em seus estados como a mineira Érika Machado, a paulistana Anelis Assumpção (filha de Itamar Assumpção), os pernambucanos da Academia da Berlinda, o trio paulistano Mamelo Sound System, entre outros. Isso sem falar na forte representação das tradições pernambucanas e maranhenses, com o centenário Maracatu Estrela Brilhante de Igarassú e o Mestre Galo Preto (PE), e o sensual Cacuriá de Dona Teté e Tambor de Crioula do Laborarte (MA).

Marku Ribas é daqueles artistas super reconhecidos no exterior e praticamente um nome no ostracismo para o grande público brasileiro. Lá fora seus antigos vinis são itens de colecionadores que pagam centenas de dólares por um exemplar raro. Com a edição do CD Zamba Ben (2007), a trajetória deste mineiro com mais de 40 anos de carreira nacional e internacional voltou a ser reconhecido por aqui com sua mistura única e original de samba-rock com balanços afro-caribenhos e fartas porções de improvisos do jazz.

O guitarrista paulistano Lanny Gordin é uma lenda viva do Tropicalismo. Suas gravações com Caetano Veloso, Gilberto Gil e, principalmente, Gal Costa e Jards Macalé são consideradas antológicas. O CD Lanny Duos (2007) trouxe o veterano fera da guitarra em duetos com antigos parceiros e novos discípulos. Para as apresentações na Feira, Gordin vem com a formação do Kaoll (projeto do guitarrista Bruno Moscatiello), que juntos já lançaram o CD Horizontes Ao Vivo.

Com músicas gravadas por intérpretes como Ney Matogrosso, Maria Rita e Zélia Duncan, o fluminense Fred Martins é uma atração da Feira já conhecida dos palcos cearenses. Chega a Fortaleza, depois de temporada na Europa, para mostrar composições de seu novíssimo CD Guanabara, além de seus êxitos anteriores. Outra conhecida é a banda pernambucana Academia da Berlinda, trazendo sua mistura de guitarradas paraenses, ritmos latinos e tangenciada no brega cheio de humor presente no ótimo CD de estreia homônimo.

Para quem se liga nas boas vozes femininas, a mineira Érika Machado e a paulistana Anelis Assumpção são duas grandes representantes da novíssima geração. Érika lançou em 2006 o CD No Cimento, com produção de John Ulhoa (Pato Fu) trazendo uma música pop inteligente e poética. Filha de Itamar Assumpção, Anelis reverencia a obra do pai mas também se revela como compositora e se prepara para lançar seu primeiro CD ainda este ano, com seu trabalho autoral.

Vale sempre a pena ficar até a última apresentação, porque o encerramento é sempre uma celebração comunitária ao ritmo dos tambores do maracatu pernambucano, bois e cacuriá vindos do Maranhão, onde todo mundo cai na dança.

Leia programação da Feira da Música 2009 no
www.opovo.com.br/conteudoextra

Matéria do Diário de Pernambuco de 25 de agosto de 2009, Galo Preto na Feira da Música, Fortaleza.

Matéria do Diário de Pernambuco de 25 de Agosto de 2009.
Mestre Galo Preto na Feira da Música, Fortaleza, marcou presença forte e foi homenageado por diversos artistas do Brasil todo nos palcos do evento.

A retomada da carreira do Mestre corre bem no cenário nacional, abrindo uma discussão forte no papel dos artistas tradicionais no mercado e indústria cultural e fonográfica brasileira. Sendo assim, Galo preto assume protagonismo no meio destas discussões que transcendem as barreiras nacionais.

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Fora do mercado do jabá.

CEARÁ // Feira da Música 2009, realizada em Fortaleza, abrigou rodas de negócios e show de atrações mais independentes

*André Dib
andre.dib@diariosassociados.com.br


Após cinco dias e dezenas de encontros e shows, a Feira da Música 2009 encerrou sua programação no último sábado, em Fortaleza.

Galo Preto, derradeiro detentor de um estilo surgido no Quilombo de Santa Isabel, em Bom Conselho, está em campanha para retomar a carreira. Foto: Laila Santana/Divulgação
Entre os vários cenários, o Sebrae foi a sede das discussões, seminários, rodadas de negócios e feira de produtos e serviços. Sessenta artistas de dezessete estados e da Argentina convergiram em cinco palcos na área central da cidade. Atrações que, por estarem fora da grande mídia, costumamos classificar como independentes, no sentido de não manter contrato com gravadoras, distribuidoras ou divulgadoras.

Por outro lado, durante o evento ficou claro que esse mercado "independente" só pode existir porque depende de organização articulada e cooperativa. E a Feira do Ceará representa mais um passo nesse sentido, pois serviu de abrigo para um fórum sobre a Rede Música Brasil, proposta de política pública para o setor musical elaborada pela Funarte/MinC a partir de discussões com o segmento.

De acordo com Ivan Ferraro, este foi o assunto mais falado não só nas reuniões, mas também nos corredores. "Não podemos perder a oportunidade de fazer um pacto com todos os atores, que antes trocavam farpas pelas costas, como por exemplo, a Associação Brasileira de Compositores e o movimento Música Para Baixar, a Associação Brasileira dos Produtores de Disco e o Circuito Fora do Eixo. Aqui a gente discute na frente um do outro. Apesar das dificuldades, esperamos maturidade para manter a posição firme de construir uma política para a música brasileira". Tudo indica que a Rede Música Brasil, que começou a engatinhar em junho (no último Porto Musical), seja oficialmente anunciada no fim do ano, durante a Feira Música Brasil, no Recife.

Integrante da Associação Brasileira de Festivais Independentes, outra função positiva da Feira da Música 2009 é a de apresentar novos talentos e dar espaço para artistas veteranos que ficam de fora do mercado movido a jabá. Foram cinco palcos em atividade quase simultânea, o que levou a reportagem ao difícil exercício da escolha.

Oveterano Marku Ribas, que já gravou com Mick Jagger e abriu para James Brown, apresentou na quinta um som presença, regado a samba, black music e outros grooves. Com ele estava Nenem, do Clube da Esquina, um dos maiores bateristas do Brasil. Também de Minas, marcaram presença Erika Machado, Black Sonora e Babilak Bah (um George Clinton tupiniquim).

Um dos momentos marcantes da noite de sexta foi o show de Anelis Assumpção. No Recife, ela esteve no Rec Beat 2007, com a banda Isca de Polícia. Agora investe em carreira solo. Provocou logo de início, com a percussão vocal do pai (Itamar Assumpção) sampleada. "Bem que meu pai avisou", canta a garota. A música se chama Mulher segundo meu pai, do próprio Itamar, de quem Anelis ainda cantou Negra melodia. Dos Beatles, ela fez boa versão para I want you (she's so heavy).

Um pouco antes, o grupo argentino Los Cocineros colocou muita gente para dançar com ritmos novos e antigos alegres e acelerados. No palco rock, a sergipana Plástico Lunar injetou adrenalina na veia roqueira dos anos 70. Banda-irmã da Mopho, de Alagoas, é difícil compreender porque nenhum produtor ainda não a trouxe para um show no Recife.

Os artistas de Pernambuco não fizeram feio. Todos foram bem recebidos pelo público. Academia da Berlinda (que encerrou o evento no sábado à noite), Sweet Fanny Adams, Saracotia e Mestre Galo Preto, de Olinda. Esbanjando simpatia, de roupas e chapéu branco, Galo Preto circulou em todos os dias da feira. Derradeiro detentor de um estilo surgido no Quilombo de Santa Isabel, em Bom Conselho, ele está em plena campanha para retomar a carreira, interrompida nos anos 90 após um incidente cujos detalhes serão revelados no documentário O menestrel do coco, de Wilson Freire.

Fora da programação oficial, A Banda de Joseph Tourton tocou na noite "pocket" promovida pelo Coquetel Molotov no Bar Órbita. Os DJs 440 e Incidental participaram de festas oficiais e encontro de DJs. Além disso, o apresentador Roger de Renor e os produtores Melina Hickson, Lú Araújo, Ana Garcia, Leo Antunese José Oliveira participaram de encontros e rodadas de negócios.

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Alexandre L'Omi L'Odò.
Produção Mestre Galo Preto.
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 16 de agosto de 2009

Mestre Galo Preto na Feira da Música 2009- Fortaleza, Ceará.

Foto: Mateus Sá/PE

O mais sofisticado coco brasileiro vai estar no palco principal da Feira da Música 2009. O show promete conquistar a crítica e a platéia com a genialidade e sagacidade dos 65 anos de coco do Mestre Galo Preto.

As culturas tradicionais estão no caminho certo. Agitar o mercado fonográfico e cultural brasileiro é uma perspectiva da produção do Mestre Galo Preto, que com visão e atitude trabalha para obter maior visibilidade na indústria musical nacional.

Cultura tradicional, popular, etnica ou mundial, tem valor estético e qualidade, tem cara, e forte condição de fundar seu próprio mercado no mundo, coisa que aos poucos vem sendo produzida em Pernambuco com seus Mestre e Mestras dos saberes fundadores da música local.

*Em agosto a Feira da Música chega à oitava edição

De 19 a 22 de agosto um dos principais eventos da música independente do país acontece em Fortaleza. Com o tema Música, Novas Tecnologias e Ambientes na Web, a Feira da Música chega à oitava edição consolidada, atraindo toda a cadeia produtiva da música, que encontra no evento uma importante ponte de acesso a novos mercados dentro e fora do país. A Feira da Música é uma realização da Associação dos Produtores de Discos do Ceará (PRODISC) em parceria com o Sebrae-Ce, numa promoção da Prefeitura de Fortaleza, patrocínio do Banco do Nordeste e BNDES, apoio cultural do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), e apoio institucional da Ministério da Cultura.

Com acesso gratuito em todas as atividades, a Feira da Música acontece no Centro de Negócios do Sebrae-Ce, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), SESC SENAC Iracema, Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) e Shopping Solidário Bom Mix. O Sebrae recebe a exposição da indústria de equipamentos, instrumentos e serviços. É lá também onde acontece o Encontro Internacional da Música, com oficinas, palestras, painéis, entre outras atividades.

Novidades nos espaços de shows

Nos espaços das apresentações artísticas, algumas novidades: Além do Palco Rogaciano Leite no espaço sob a passarela do CDMAC, que anualmente já abriga a programação Instrumental Nordeste, a Feira da Música leva para a Praça Verde do Dragão do Mar o palco Brasil Independente, com shows que vão do pop ao maracatu. Outra novidade é a programação no SESC SENAC Iracema, ao lado do CDMAC, para onde a Feira leva o palco Rock é Rock Mesmo.

Com exceção do Palco Mix Brasil, no Shopping Solidário Bom Mix, que terá programação somente na sexta e no sábado, 21 e 22, a partir das 19h30, nos outros espaços os shows acontecem de quinta a sábado, 20 a 22. No Palco da Diversidade, no CCBNB, a programação será do meio-dia às 19 horas. Terminando no BNB, começa o som nos outros palcos.

A Feira da Música é um grande espaço do mercado musical, com shows, rodada de negócios, oficinas, conferências, lançamentos, exposição da indústria de equipamentos, instrumentos e serviços, representando um importante pólo de discussão, divulgação e intercâmbio da produção musical, da indústria fonográfica e das mais diversas áreas que compõem a cadeia produtiva da música.

Encontro Internacional da Música

Um dos pontos altos da Feira, o Encontro Internacional da Música é espaço de discussão e formação nas mais diversas áreas com painéis, palestras, oficinas, aulas-espetáculos e workshops. Entre as atividades que vão marcar a programação do Encontro este ano, estão os painéis “Políticas Públicas para Música”, com Thiago Cury (SP); “Tecnologia e Indústrias Criativas”, com os representantes da Nokia Music Services, Adrian Harley e Cleiton Campos, do Terra Sonora – Portal Terra, Beni Goldenberg (SP), e da Imúsica – Idéias Net, Felippe Llerena (RJ); e “Gestão de Equipamentos Culturais”. Deste participam Pena Schmidt, do Auditório do Ibirapuera (SP), Maninha Morais, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, e Henilton Menezes, do Centro Cultural Banco do Nordeste, ambos do Ceará.

Músicos que estarão nos palcos da Feira da Música também passam seus conhecimentos em aulas-espetáculos no Encontro. É o caso de Kaoll & Lanny Gordin (SP), do Octeto de Saxofones da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN) e de Fabrício Conde (MG), com aula-espetáculo de viola caipira.

Também no Encontro, oficinas que anualmente atraem grande público, como a de Musicografia Braille, ministrada por Nilton Cunha (PE) e novas oficinas, como a de Rádio Web Livre, com Tiago Oliveira (RS) e Teatro: um instrumento musical, com Tuka Villa Lobos (DF) e Gito Sales (MG).

Outra novidade na programação do Encontro é o grupo de trabalho de Assessoria de Gestão para Artistas e Grupos Musicais. Nele serão abordados temas como “Estruturação e Planejamento” (com Alessandra Leão e Jô Maria – PE), “Como se comportar no Mercado Fonográfico: dicas práticas de como produzir e divulgar seu trabalho” (com Rodrigo Lariú – RJ) e “Toque no Brasil – Capacitação articulação e realização de turnês” (com Sérgio Ugeda – RJ).

Os lançamentos também compõem a programação do Encontro, tendo como espaço o Café Musical, no Sebrae. Entre os que vão acontecer este ano, “Um inventário luminoso ou um alumiário inventado: uma trajetória humana de musical formação” (Elvis de Azevedo Matos), “Ah, se eu tivesse asas!” (Maria Izaíra Silvino Moraes) e “Pessoal do Ceará: Hábitos e Campo Musical na década de 1970” (Pedro Rogério), todos estes lançamento da Universidade Federal do Ceará (UFC), com uma apresentação resumida sobre a Memória da Música Cearense, por Pedro Rogério.

Nos palcos da Feira

A música independente do Nordeste, Norte, Centro Oeste, Sudeste e Sul do Brasil estará nos palcos da 8ª Feira da Música, que receberá também uma representante da Argentina. São cerca de 60 atrações, que mostram ao público os mais diversos sons, do regional ao jazz, passando pelo rock, MPB, experimental, pop eletrônico e tantos outros novos sons que marcam a música que se faz hoje Brasil e mundo a fora. Na programação, grupos do Ceará, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo. Da Argentina, participa Los Cocineros, que mistura o humor com o rock, pop, bolero, tango e cumbia.

As comunidades na Feira

A integração com as comunidades dos bairros vem sendo uma ação constante da Feira da Música. Com atividades na Praia de Iracema e no Bom Jardim, a Feira integra moradores com a realização de oficinas preparatórias. Algumas capacitam para a realização de atividades durante o evento, como bartender, customização e roadies. Para os jovens de 12 a 17 anos da comunidade do Poço da Draga, a Feira vai promover uma oficina de grafitagem, que será realizada durante dez dias, no período que antecede o evento. Desta oficina vão participar dez jovens selecionados pela associação dos moradores, a AMPODRA, proporcionando a estes adolescentes a oportunidade de se expressarem por meio dessa arte. Durante a feira, esses artistas vão “grafitar” o muro da rua Almirante Jaceguay, esquina com a avenida Monsenhor Tabosa, que é o muro da ladeira na descida para o Centro Dragão do Mar.

Por se tratar de um evento que atrai uma população numerosa para seus diversos espaços, a Feira da Música terá este ano uma ação mais efetiva na questão ambiental, por meio da coleta seletiva de resíduos orgânicos e inorgânicos. Treinamentos e oficinas de reciclagem serão realizados, prioritariamente, com moradores das comunidades da Praia de Iracema e do Bom Jardim que, durante a Feira, vão trabalhar nos setores como limpeza e lanchonetes. O lixo inorgânico será direcionado para a Associação de Catadores do Jangurussu (ASCAJAN). O orgânico será destinado ao NEPPSA, projeto de extensão da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Este é um projeto piloto desenvolvido na Feira da Música, em articulação com a SEMACE e o Grupo Especializado em Resíduos (GERE), e que poderá vir a ser implantado pelo Sebrae em outros eventos.

SERVIÇO

FEIRA DA MÚSICA 2009 – De 19 a 22 de agosto de 2009 em Fortaleza, Ceará. Informações: (85)3262.5011. www.feiramusica.com.br.

PROGRAMAÇÃO DE SHOWS

PRAÇA VERDE (CDMAC)

Palco Brasil Independente – A partir das 19h30

Dia 20

Encarne (CE)

Sambahempclube (CE)

Erika Machado (MG)

Soatá (DF)

Mestre Galo Preto (PE)****

Marku Ribas (MG)

Maracatu Estrela Brilhante de Igarassú (PE)

Dia 21

Ska Brothers (CE)

Anelis Assumpção (SP)

Los Cocineros (ARG)

A Roda (PE)

Sobrado 112 (RJ)

Chico Correa & Eletronic Band (PB)

Tambor de Crioula do Laborarte (MA)

Dia 22

Fulô da Aurora (CE)

Babilak Bah (MG)

Mamelo Sound System (SP)

Fê Paschoal (ES)

PALCO ROGACIANO LEITE (CDMAC)

Palco Instrumental Nordeste – A partir das 18h30

Dia 20

Orquestra Grupo Pão de Açúcar (CE)

Caninga Trio (RN)

Projeto Peixes (CE)

Kaoll e Lanny Gordin (SP)

Dia 21

Orquestra Cidade da Arte (CE)

Bas Cobis (SP)

Chega Chora (CE)

Fabrício Conde (MG)

Floresta Sonora (PA)

Dia 22

Alunos Oficinas de Braile

Cia Vidança (CE)

Saracotia (PE)

Arlequim Dourado (CE)

Octeto de Saxofones da EMUFRN (RN)

SESC SENAC IRACEMA

Palco Rock é Rock Mesmo – A partir das 19h

Dia 20

The Drunks Baby! (CE)

Conjunto Roque Moreira (PI)

Plástico Lunar (SE)

Sweet Fanny Adams (PE)

Trilobit (PR)

Dia 21

Porcas Borboletas (MG)

Neto Lobo e a Cacimba (BA)

Drive Sex (CE)

Os Poetas Elétricos (RN)

Roadsider (CE)

Malditas Ovelhas! (SP)

Dia 22

Volúpia (CE)

Nublado (PB)

Alegoria da Caverna (CE)

R.Sigma (RJ)

Dago Red (CE)

Gilbertos Come Bacon (DF)

CENTRO CULTURAL BNB

Palco da Diversidade – A partir das 12h

Dia 20

Êita Piula (PI)

Atomic Bomb Watcher (CE)

Marcos Maia Trio (CE)

Músicas Intermináveis para Viagem (RS)

Gunjah Reggae Band (PB)

Dia 21

Tutu com Ovo (ES)

Grupo de Flautas da UFC (CE)

Uro (CE)

Batuque Elétrico (PI)

Fred Martins (RJ)

Dia 22

Validuaté (PI)

Arsenal da Rima (CE)

Banda Tricor (RN)

Opanijé (BA)

SHOPPING SOLIDÁRIO BOM MIX

Palco Mix Brasil – A partir das 19h30min

Dia 21

Black Sonora (MG)

Fe Paschoal (ES)

Mamelo Sound System (SP)

Academia da Berlinda (PE)

Dia 22

Rosa Reis (MA)

Anelis Assumpção (SP)

Erika Machado (MG)

Soatá (DF)

31/07/2009

DÉGAGÉ

Assessoria de Imprensa

Jornalistas Responsáveis: Sônia Lage e Eugênia Nogueira

degage@degage.com.br / www.degage.com.br

(85)3252.5401 / 9989.5876 / 9989.3913

*Fonte: www.feiradamusica.com.br

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*A participação do Mestre Galo Preto na Feira da Música 2009 marca um novo momento em sua carreira, ele agora está voltando aos palcos do Brasil, levando o mais sofisticado Coco que temos na indústria fonográfica cultural mundial.

www.myspace.com/mestregalopreto

Visite: www.nacaocultural.pe.gov.br/mestregalopreto <--baixe nossas músicas aqui!.

Alexandre L'Omi L'Odò

alexandrelomilodo@gmail.com

Produção Mestre Galo Preto

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!