sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Pós Graduação em Ciências da Religião
domingo, 14 de novembro de 2010
Último encontro 2010! Diálogos VIII…Yabá: a mulher e o sagrado + lançamento de “As Gueledés – a festa das máscaras”
Último encontro 2010! Diálogos VIII…Yabá: a mulher e o sagrado + lançamento de “As Gueledés – a festa das máscaras”No ano de 2010, o Museu de Arte Popular (MAP), vinculado à Fundação de Cultura Cidade do Recife, deu início a uma série de debates que chega agora em sua oitava edição, a Caminhos do santo | Diálogos…, sendo esta a última edição deste ano. Ao longo do ano, o MAP promoveu debates sobre diversos assuntos suscitados pela mostra Caminhos do santo, atual exposição do museu, como a mesa de 7 de abril, que abordou a Menina-sem-nome e as cruzes de estrada, através de um curta e um documentário, além da visão da folkcomunicação sobre fenômenos como estes. Ainda em abril, no dia 22, tivemos uma mesa com três historiadores, trabalhando o personagem de Meu Rei, o santo não-canônico São Severino do Ramos e o imaginário religioso do homem sertanejo. Em maio foi a vez das imagens das romarias tomarem a mesa, através do Padre Cícero e do Morro da Conceição. Em agosto, mês das assombrações, caçamos os fantasmas e as lendas urbanas do Recife. Setembro foi o mês em que o teatro e a religião se encontraram na Diálogos. Em outubro, em parceria com o FIDR, abordamos a dança de rua, uma nova expressão de arte popular, urbana e atual. E agora, em novembro, como é de praxe, este debate terá como ponto de partida um tema ligado a exposição e ao momento da cidade e do mundo.
No dia 19 de novembro de 2010, teremos Caminhos do santo | Diálogos VIII…Yabá, a mulher e o sagrado, no auditório da Livraria Cultura, às 18:00 horas. Teremos como conferencista o pesquisador de cultura afro-brasileira Raul Lody, autor de obras como Dicionário de Arte Sacra e técnicas afro-brasileiras ; O Negro no Museu Brasileiro: construindo identidades ; Santo também come ; Povo do Santo - Religião, História e Cultura dos Orixás, Voduns, Inquices e Caboclos ; e também do livro infantil Seis Pequenos Contos Africanos. Raul também atua como curador da Fundação Gilberto Freyre (PE), da Fundação Pierre Verger (BA), do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CE), Museu do Folclore (SP) e é Doutor em Etnologia pela Universidade de Paris.
Para fechar este ano com “chave de ouro”, o MAP aproveitará o contexto do 20 de novembro, comemorado como o dia da consciência negra, data escolhida em homenagem a morte de Zumbi dos Palmares. Hoje, as comemorações tomam todo o mês de novembro e no dia 19, o MAP trabalhará o papel da mulher nas religiões afro-brasileiras. E ainda reconhecendo e afirmando o museu como um espaço de formação, colaboração e difusão de saberes, o Museu de Arte Popular promoverá, em parceria com a editora Pallas e a Livraria Cultura, o lançamento do livro voltado para o público infantil: As Gueledés – A Festa das Máscaras, de autoria do curador, antropólogo, etnólogo e museólogo Raul Lody que também assina as ilustrações da publicação. O livro infantil explica o ritual secular das Gueledés, festa anual onde os homens iorubás contam a história das Senhoras da Noite (Iás na tradição iorubá) que formaram uma sociedade secreta para tomar o mundo.
O que | Caminhos do santo | Diálogos VIII… Yabá, a mulher e o sagrado. Encerramento da série Diálogos 2010 e lançamento do livro Gueledés.
Quando | 19 de novembro de 2010, sexta-feira, às 18 horas.
Onde | Auditório da Livraria Cultura
Promoção | Museu de Arte Popular – MAP
Quanto | Grátis
Informações | 3355-3110 / 3355-4720
Para entrar em contato com o setor de Pesquisa e Cultura: pesquisamap@hotmail.com
Para entrar em contato com o setor Educativo e Cultura: educativomap@hotmail.com
Para contatos em geral: museudeartepopular@hotmail.com
Raul Lody| Doutor em Etnologia pela Universidade de Paris, atual Sorbonne, Raul Lody é curador da Fundação Gilberto Freyre em Recife (PE), da Fundação Pierre Verger em Salvador (BA), do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura em Fortaleza (CE), Museu do Folclore em São José dos Campos (SP). É autor de dezenas de livros, incluindo À Mesa com Gilberto Freyre, Xangô – O senhor da casa de fogo e Cabelos de Axé – Identidade e Resistência.
Coordenação de Mesa
Fábio Carvalho | História, UFPE e Coordenador de Pesquisa do Museu de Arte Popular.
Realização | Museu de Arte Popular
Vamos lá pessoal, este encontro será fantástico!!
Alexandre L'Omi L'Odò.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Uma matéria ridícula. Reparação Já!
Prevenção
Gripe A muda hábitos nos terreiros de candomblé do Recife
Responsáveis por terreiros têm recomendado a frequentadores que evitem os tradicionais beijos e abraços nas celebrações, para impedir contágio
Publicado em 28.08.2009, às 13h06 (Jornal do Comércio de 30 de agosto de 2009, página Saúde).
Fabiana Maranhão Especial para o JC Online
A exemplo das igrejas católicas, que, por recomendação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mudaram hábitos por causa da nova gripe - como o tradicional abraço da paz que não é mais dado nas missas -, a influenza A também tem provocado mudanças nas celebrações nos terreiros de candomblé do Recife.
Mãe Diva, de 75 anos, tomou uma atitude radical: como forma de prevenir a gripe A (H1N1), decidiu não beijar nem abraçar as pessoas que vão ao seu terreiro, em Casa Amarela, Zona Norte do Recife. "É algo muito comum na nossa religião, mas passei a evitar porque sei que o contato físico é uma das formas de transmissão da doença", explica. Ela fala ainda que objetos que antes eram utilizados nas cerimônias por vários participantes passaram a ser de uso individual.
Em três terreiros de candomblé no bairro do Ibura, Zona Sul da capital, o cuidado com a higiene tem sido reforçado desde o mês passado. A orientação é do Pai Lídio, de 52 anos, responsável pelos locais que são frequentados por cerca de 350 pessoas por mês. "Durante as cerimônias, temos cuidado de lavar as mãos constantemente e de não compartilhar objetos como pratos, talheres, panelas e roupas, o que era comum entre nós", detalha.
Os dois seguem as recomendações do Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Cepir) que tem orientado os responsáveis pelos cerca de 800 terreiros de religiões afro-brasileiras que existem no Recife. O hábito de pedir a benção ao pai ou à mãe de santo não é mais o mesmo. "Orientamos que não se escoste a boca na mão do pai ou mãe de santo para não haver contato da saliva com a pele, evitando assim uma possível transmissão do vírus", diz o secretário executivo do Cepir, Jorge Arruda.
Na opinião dele, o risco de transmissão da gripe A não pode impedir que as celebrações sejam realizadas, e, para isso, é preciso redobrar a atenção com a higiene. Mas a conscientização não tem sido fácil. "Esclarecemos sobre os cuidados que são necessários para evitar a doença, mas muitos não aceitam a mudança de costumes", critica Mãe Diva.
--------------------*Sem dúvidas é de morrer de rir tal matéria. Esta mesma que era para divulgar o evento ocorrido no último dia 30 de agosto de 2009 no Terreiro de Pai Edú, no Alto da Sé em Olinda, foi substituída por uma desorientada matéria que expressa o quanto nós povo de terreiro de PE temos que aprender a lidar com os problemas globais.
Estou injuriado com tamanha inocência de meus mais velhos e principalmente com a "besteiragem" do CEPIR em permitir que uma matéria tão leviana venha a ser publicada em um dos jornais de maior circulação em todo Estado.
Não concordo com o proposto no texto, acho isso ridículo e insensato. O contato das pessoas no candomblé é uma forma de repasse e troca de axé, é um ato sagrado que não compromete em nada a saúde de ninguém. Não é exatamente por estes meios que a gripe A é repassada. Solicito aqui a reparação para o povo de terreiro de Pernambuco desta matéria nas próximas edições do Jornal que deve explicar o caso com detalhes e contradizer o dito anteriormente nesta matéria.
Quilombo Cultural Malunguinho.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Os Orixás Pedem Passagem no Mundo Fonográfico!
Os Orixás Pedem Passagem no Mundo Fonográfico!Um registro fidedigno de uma tradição bicentenária.
******Os Ilús (Iyàn, Melè e Melè Nkó), Agbè, Gàn, Palmas e Vozes, chamam as divindades africanas pra brincar na terra com seus adoradores e filhos a pelo menos 10.000 anos...
Alujá, Bata, Ego, Ebotá, Ijexá, Nagô, Jeje, Barra Vento, Sete Pancadas... Ritmos nossos que soam do Sítio de Tia Inês Ifatinuké... (a fundadora desta tradição em Pernambuco).
Com o título Sítio de Pai Adão, ritmos africanos no Xangô do Recife, o fonograma gravado em Janeiro de 2005- Recife, durante o projeto Turista Aprendiz, do grupo A Barca Maracá Estúdio, traz aos ouvidos do mundo uma produção fonográfica inovadora e arrojada de uma tradição até então não registrada em fonograma através da produção musical de Renata Amaral.Tudo começou assim: Uma festa de Orixá, em uma tarde no terreiro mais tradicional de Pernambuco. Ali se encontravam grandes personalidades religiosas da tradição Nagô Egbá, ou Obá Omi, a tradição de Pai Adão, um antigo sacerdote que imprimiu sua dignidade e força espiritual no imaginário da tradição afro descendente do Brasil durante sua gestão religiosa na casa de Iyemanjá Ogunté, na Estrada Velha de Água Fria.
A proposta era captar a sonoridade e os cânticos sagrados deste povo.
Cânticos estes que trazem em si um patrimônio vivo e dinâmico, uma musicalidade verdadeiramente afro ameríndia, coisa bem brasileira, música sacra de valor estético relevante. Através da coordenação dos engenheiros de gravação Ernani Napolitano e André Magalhães, a equipe de técnica levou os melhores equipamentos de captação de áudio para uma gravação em loco desta manifestação que só poderia ser registrada assim, pois "o Xangô não se leva pra estúdio", segundo os antigos sacerdotes.O resultado desta mistura técnica de qualidade atenciosa e do real axé (força) da musicalidade dos orixás, gerou um surpreendente e esperançoso CD, que traz inéditos cânticos secretos, até então jamais ouvidos.
Cânticos para Ossain, para Orunmilá, para todos os Orixás, enchem nossos ouvidos de dúvida e interesse, de alegria e ritmo forte, cadente e vibrante.
Trazendo também a participação da última filha viva do babalorixá Pai Adão, a Tia Mãezinha, filha de Xangô, uma das iniciadas mais antigas vivas do Estado, nos revela aspectos particulares da relação de gosto por cânticos de seu pai, que logo na segunda faixa do CD, canta uma das toadas mais importantes cantada por ele, em sua época.
O que mais chama a atenção no fonograma é a qualidade da gravação, a captação, que, profissionalmente e cuidadosamente teve um requinte e refinação extremamente profissional, sendo este em minha opinião o melhor registro de música de terreiro já realizado no Brasil. Jamais se ouviu sons tão bem definidos e afinados de instrumentos como neste álbum, pois o cuidado na microfonagem e na edição destes sons, definem toda obra como um espetáculo de sons que nos levam a transcendência e principalmente ao saborear de uma verdadeira orquestra afro-brasileira, percutida pelas mão dos Ogans (sacerdotes tocadores).O Cd tem todo um visual adequado e bem elaborado por seus artistas gráficos, o André Hosoi e Fabiana Queirolo, que no conteúdo agregaram o texto bem abalizado do atual Babalorixá do Sítio, o senhor Manoel Nascimento Costa, o Manoel Papai, Ogunté Farã, que traz dados históricos e informações essenciais sobre o contexto que se refere o disco. Todos os cânticos são na língua Yorùbá, e sendo assim, a tradução também feita pelo Sr. Manoel Papai nos leva a um conhecimento aprofundado desta tradição que muito o Brasil deve reparação e reconhecimento, sendo o próprio CD um material também didático e desmistificador.
Realmente vale a pena escutar este belo fonograma, pois se não há mercado no Brasil que o consuma, com certeza os melhores ouvidos, atenciosos a novidades musicais mundiais vão consumi-lo como um disco que é indispensável a qualquer acervo de qualidade.
*Tia Mãezinha (Iyá Midè) e Mãe Janda (Oxum Bakundè).Odara coma eyó - Legbará limpe o caminho
Odara baba ebó - Ele toma todo tempo que precisa.
Ficha Técnica:
Fonograma: Sítio de Pai Adão, Ritmos Africanos no Xangô do Recife
Direção geral: Manoel Costa Papai
Direção/Produção Musical: Renata Amaral
Direção Técnica: André Magalhães
Captação e Administração: Amélia Cunha
Produção Executiva: Patrícia Ferraz
Gravações Adicionais: Estúdio Fábrica, por Marcílio Moura e André Magalhães/ Recife, julho de 2005.
Mixado e Masterizado no Estúdio Zabumba, SP, por André Magalhães. Patrocínios: Governo do Estado de Pernambuco-Secretaria de Cultura/Fundarpe - Funcultura- Pernambuco.
*Alexandre Alberto Santos de Oliveira (*L'Omi L'Odò)
(alexandrelomilodo@gmail.com)
Aluno 1º período de Produção Fonográfica- AESO Barros Melo
Manhã.
Trabalho da cadeira de Indústria Fonográfica. Profª.: Débora Nascimento
Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!

