Mostrando postagens com marcador Marcus Carvalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marcus Carvalho. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de março de 2025

Hoje Malunguinho é tema de um desfile da Escola de Samba Viradouro – carnaval do RJ 2025

 

Imagem de Malunguinho trunqueiro, conhecido como Malunuginho Exu. Foto de Marisa Vianna.

Hoje Malunguinho é tema de um desfile da Escola de Samba Viradouro – carnaval do RJ 2025

Hoje é um dia interessante na história de luta pelo reconhecimento do Reis Malunguinho como herói nacional e divindade da Jurema Sagrada. A Escola de Samba Unidos da Viradouro escolheu esse guerreiro da luta por liberdade da população negríndia e reforma agrária em Pernambuco, como sua personagem principal.

Há mais de 20 anos ininterruptos, nós que construimos essa história, que perpassou por inúmeros encontros, debates, teses e dissertações, shows, Kipupas, seminários, filmes, documentários, projetos, etc., vemos a nossa frente um dos sonhos realizados: Malunguinho ser tema de uma escola de samba do RJ.

Imagem de Malunguinho Caboclo. Foto de Marisa Vianna.

Claro que o processo que envolveu a construção das coisas, não perpassou por nós, assim como por muitos que realmente fizeram essa história ter tamanho valor e reconhecimento para que pesquisadores da Escola quisessem o tema pra si. Esse desfile é fruto de muito trabalho de minha vida inteira (quase), dedicadas a construção desse processo que ainda está muito longe de se concluir.

São seis leis Malunguinho implementadas, uma no Estado e outras cinco nos municípios. Foram várias escolas a executar a lei, vide Professora Célia Cabral, mal lembrada... A tese do professor PhD em história e titular da UFPE Marcus Carvalho que foi fundamental pra tudo isso... O KIPUPA que revolucionou o povo da Jurema... Vozes pouco ouvidas... Contudo está aí, hoje é o dia... Dia de ver a interpretação que a viradouro dará ao Reis Malunguinho.

Imagem de Malunguinho Mestre. Foto de Marisa Vianna.

Não concordamos que ele seja mensageiro de três mundos. Muito menos que ele veio da África e se encontrou com os índios, onde aprendeu os segredos da Jurema... A história é outra, contudo, a romantização do tema perpassa pelo caráter umbandista de lidar com o sagrado do outro. Mas isso é um tema muito longo... Abordaremos na devida hora.

Lamento por muitas coisas, e também celebro por outras. Que seja um lindo desfile, e que Reis Malunguinho, trovão/raio que traz a resposta, seja justo com a história e com tudo que envolve ela.

É super engraçado ver pessoas que não construíram nada efetivamente nessa história, participando do desfile... Mas essa é sempre a lógica do capitão do mato. E isso não é sobre a Escola.

Malunguinho Reis. Rara imagem encontrada nos terreiros mais aintigos de jurema. Foto de Marisa Vianna.

Hoje terá telão no terreiro Casa das Matas do Reis Malunguinho, para os discípulos assistirem com seus próprios olhos mais um grande fato no processo de legitimação desse Reis na historia do pais. 

As quatro imagens aqui apresentadas,mostram a múltipla face dessa divindade, que é quatro em um. Ascendeu ao panteão da Jurema com uma função única: ser o mesmo herói que foi em vida, defensor do terreiro e das |Sete Cidades da Jurema, cujo ele é guardião e chaveiro, detentor da chave que não abriu senzalas, mas sim abre e fecha os caminos sagrados que levam aos reinos dos encantos mestres. Ainda há muito o que estudar sobre Malunguinho. poucos conhecem seu complexo culto. São muitas vozes dos terreiros que o salvaguardaram, cada uma com uma ciência mais linda que a outra. Esse estudo, continuo com muito entusiasmo, pois além de ser tema de mina futura tese de doutorado, é meu destino, àquelo que amo, pois afinal, Malunguinho é meu guardião, patrono, protetor e amigo de todas as horas. Sou seu discípulo devotado absolutamente. 

Detalhe da conta de Jurema do sacerdote Alexandre L'Omi L'Odò. Foto de Marisa Vianna.

As imagens contidas nessa postagem, foram registros feito pela fotógrafa baiana Marisa Vianna, que me enviou com muito carinho.

Mais informações científicas, encontram-se no livro pré lançado "Malunguinho - pressupostos juremológicos para sua compreensão na Jurema Sagrada, 2023, Casa das Matas doo Reis Malunguinho e Quilombo Cultural Malunguinho, de autoria de Alexandre L'Omi.


Sobô Nirê Mafá!

Trunfa Riá!

Saramunanga Cipopá!


Alexandre L'Omi L'Odò

Quilombo Cultural Maluguinho

alexandrelomilod@gmail.com

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

"O que significa Kipupa Malunguinho?" - Resposta.

Dois Malunguinhos incorporados se confraternizando. Esse é o espírito do Kipupa. V Kipupa Malunguinho 2010. Foto de Laila Santana.

"O que significa Kipupa Malunguinho?"

 "O que significa Kipupa Malunguinho?". Por essa pergunta ser muito frequente, decidi postar esse texto para sanar todas as dúvidas sobre os termos em línguas africanas e sobre esse evento religioso e cultural que acontece em matas fechadas ao som da percussão da Jurema Sagrada. Boa leitura.

Para ser logo direto, Kipupa significa união, agregação de pessoas, associação de indivíduos em prol de algum objetivo. Este termo também dá nome a uma localidade no Parque Nacional De l'Upemba (reserva de floresta tropical), próxima a cidade de Bukama, na antiga província de Katanga ao sul da República Democrática do Congo, no centro-oeste da África, que se formou pela agregação de refugiados da guerra civil para formarem um gigante quilombo de esperança e reconstrução de sua liberdade e identidade.

Observar no mapa, logo abaixo de Katanga o Lac Upemba, ao sul do país, proximidades do Parque Nacional De l'Upemba.


Em vermelho a indicação do Google Maps na cidade Kipupa, na extensa área de preservação do Parque Nacional De l'Upemba.


Malunguinho, vem do vocábulo Malungo que significa camarada, amigo, companheiro de bordo e de lutas. Estas duas palavras são pertencentes ao tronco lingüístico Kimbundo, língua falada em Angola, país de que vieram estes negros guerreiros. Malunguinho é o título dado aos líderes quilombolas pernambucanos que no século XIX fizeram ferver o Estado, em especial em toda Mata Norte, na luta por liberdade, reforma agrária e seus direitos. Este nome também é dado à Divindade patrona do culto da Jurema Sagrada, o Rei Malunguinho, que é caboclo, mestre e trunqueiro (Exú de jurema), tendo função essencial nessa religião de matriz indígena, praticada em especial no nordeste do Brasil.

Kipupa Malunguinho, portanto, significa a agregação de pessoas em torno dessa divindade e personágem da história negra e indígena de Pernambuco. Uma reunião de pensamentos em prol do fortalecimento e reconhecimento para a memória de nossos ancestrais que lutaram por nossa liberdade e pela perpetuação das tradições religiosas que herdamos.


Essa festa nasceu em 2006 do anseio do Quilombo Cultural Malunguinho, e da idéia de Alexandre L'Omi L'Odò (Eu. E quem pesquisou, pensou e deu o nome) e João Monteiro, em "resgatar" e dar visibilidade a nossas lideranças históricas negras/indígenas negadas pela historiografia oficial, a exemplo do líder negro Malunguinho e tantos outros, destacando o papel de Pernambuco nas lutas e resistência negra no Brasil. Determinamos o mês de Setembro para realização anual do evento em homenagem ao último líder do Quilombo do Catucá, o João Batista que teve sua data de morte comprovada a partir de documentos existentes no Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano. Foi em 18 de setembro de 1835, oficialmente informada sua morte.

Também, graças as pesquisas do PhD. historiador Marcus J. M. de Carvalho, em especial ao seu importantíssimo livro e tese "Liberdade, rotinas e rupturas do escravismo - Recife, 1822-1850", publicado em 1998 pela Ed. Universitária da UFPE, que nos inspiramos para a escolha do local onde a festa deveria acontecer - nas matas do Engenho Pitanga II, atual Abreu e Lima, que no passado chamava-se Maricota em PE. Essa localidade foi um dos pontos mais importantes de resistência do Quilombo do Catucá, que se estendia por toda Mata Norte do Estado, chegando até a cidadezinha de Alhandra, hoje na Paraíba. Também, local do assassinato em emboscada cruel desse último líder quilombola. 

Em 2007, nossa articulação, conseguiu aprovar a lei 13.298/07, a Lei Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana, a Lei Malunguinho, idealizada pelo Quilombo Cultural Malunguinho com diversas outras entidades dos movimentos negros e culturais e, apresentada e aprovada pelo Deputado Isaltino Nascimento do PT, que institui no calendário oficial do Estado uma semana para atividades relacionadas à Maluguinho e a cultura que o cerca, em especial a Jurema.

A partir da realização do I° Kipupa Malunguinho, ocorrido em setembro de 2006, um calendário permanente para comemorações e homenagens às lideranças negras históricas, foi fundando. 


A tradição do coco do Catucá, com a integração de diversos sacerdotes e sacerdotisas da Jurema e do candomblé, artistas, pesquisadores, políticos e estudiosos da cultura e das ciências humanas, além da comunidade onde acontece o vento, deu um novo fôlego aos movimentos, articulando inúmeras pessoas para pensar e vivenciar a cultura afro indígena pernambucana, com enfoque na valorização histórica desses personágens e divindades.

Zé de Teté e Mestre Galo Preto, cantando juntos coco no V Kipupa Malunguinho, 2010. Foto de Laila Santana.

O coco, como rítmo, música e dança forte em todo o nordeste, e também referência como rítmo sagrado no culto da Jurema, tem papel fundamental em todo esse processo. É o coco que anima a festa, que faz todos celebrar, que ajuda a todas e todos a vivenciar essas memórias e ideologias.

Assim, o objetivo do evento é manter viva a memória e história, além do imaginário que cerca toda essa cultura, construindo o sentimento de pertencimento e reconhecimento nacional a estes líderes negros e indígenas, através das discussões de temáticas sócios- educacionais,  culturais e religiosas, com a participação de toda comunidade, em especial os mestres e mestras da cultura tradicional e popular, pesquisadores (da academia ou não) e interessados, materializando em matas fechadas do antigo quilombo de Malunguinho uma possibilidade de imersão na experiência do corpo e espírito, através de debate, ritual (liturgia da Jurema) e o grande coco sagrado da mata, com mestres de renome como Mestre Galo Preto, Mestra Eliza do Coco, Mestre Ze de Teté, entre outros que tem na tradição cotidiana o contato com nossas matrizes fundadoras da identidade nacional.

Todo o evento é para homenagear e reconhecer Malunguinho, líder negro que elevou-se à divindade na Jurema Sagrada.

O Kipupa Malunguinho, Coco na Mata do Catucá é uma festa/evento única no gênero. Nele o participante poderá conhecer parte de nossa história que não está nas escolas nem nos livros. Poderá brincar e vivenciar coletivamente a experiência de adentrar nas tradições menos acessíveis ao público, por serem na maioria religiosas/culturais.

Todo roteiro da festa é feito para poder-se experienciar a vida daqueles negros e negras que ali (matas do engenho Pitanga II- Abreu e lima - Catucá) lutaram, viveram e morreram.


Hoje, após seis anos de realização da Festa, o Kipupa virou o encontro nacional dos juremeiros e juremeiras, trazendo gente de diversas partes do país para entrar nas matas sagradas. 

Entrada dos Juremeiros e Juremeiras na mata sagrada. V Kipupa Malunguinho, 2010. Foto de Laila Santana.

Quem quiser ver fotos e muito mais sobre o Kipupa Malunguinho e, saber informações sobre nossa entidade, entre em: 



Alexandre L'Omi L'Odò.
Quilombo Cultural Malunguinho
Coordenação
alexandrelomilodo@gmail.com

______________________________
Fontes:

Cultural Atlas of Africa. Andromeda Oxford Limited. 2004 The Brown Reference Group plc. (incorporating Andromeda Oxford Limited). 2007, Ediciones Folio, S. A. Rambla de Catalunya, 135, 08008 Barcelona.

Quintão, José Luiz. Gramática de Kimbundo. 1° Edição: 1934. Edições "Descobrimento".

Carvalho, Marcus J. M. de. Liberdade: rotinas e rupturas do escravismo no Recife. Ed. Universitária da UFPE, 1998.

Salles, Sandro Guimarães de. À sombra da Jurema encantada: mestres juremeiros na umbanda de Alhandra. Recife. Ed. Universitária da UFPE, 2010.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma Vida Kipupa - João José Reis (UFBA)

Kipupa Malunguinho, o povo da Jurema Sagrada entrando no Catucá. Foto de Adeíldo Massapê.

Uma Vida Kipupa

João José Reis*

Fui levado ao Kipupa por meu amigo Marcus Carvalho, professor de História da UFPE. Marcus escreveu páginas que, antes deste Kipupa, eu já tinha lido sobre Malunguinho, o líder quilombola e senhor das matas do Catucá que atormentou os escravistas do Recife e seus arrabaldes no século XIX. Malunguinho se transformaria numa entidade espiritual cultuada pelo povo de santo em Pernambuco. Até aí eu sabia. Marcus também me disse, ao me convidar para o Kipupa, que Malunguinho era o dono da festa. O que não sabia era que a invenção do Kipupa, pelo que entendi, resultou em parte do interesse gerado pelas pesquisas desse grande historiador. É um excelente exemplo de boas relações entre universidade e sociedade, entre cultura acadêmica e cultura popular.


Professor João José Reis ao Lado de Juarez  (camisa amarela) e Prof. Marcus Carvalho (braços cruzados) Foto de Anne Cleide.

Kipupa tem tudo a ver. Nada como cultuar um espírito guerreiro para enfrentar a batalha do dia a dia, que hoje inclui a luta contra a intolerância religiosa em reação à atitude de alguns grupos evangélicos que agridem com palavras e atos os adeptos das religiões afro-brasileiras em todo o país. O Kipupa me impressionou como símbolo e atitude de resistência, um verdadeiro movimento político construído em torno de uma festa que celebra a abundância, a solidariedade e, é claro, celebra Malunguinho.


Prof. João Reis ao fundo, na gira de abertura do V Kipupa Malunguinho, Setembro de 2010. Foto de Anne Cleide.

Em minha cidade, Salvador, onde o candomblé é tão forte, não temos coisa como o Kipupa. Seria bacana que existisse algo parecido em cada canto do país, porque o exemplo dessa festa, dessa bonita manifestação cultural e religiosa precisa ser imitado. Acho até que o termo Kipupa tem vocação pra virar adjetivo do que acontece de bom no mundo: uma pessoa kipupa, uma amizade kipupa, uma comida kipupa, um terreiro kipupa, uma festa kipupa, uma vida kipupa... Ah uma vida kipupa, é tudo que a gente quer!
  
Professor João José Reis


*Professor Titular de História do Brasil da Universidade Federal da Bahia, autor de Rebelião Escrava no Brasil: a história do levante dos Malês (1835).


_____________
Para nós do Quilombo Cultural Malunguinho, ter recebido o professor e historiador João José Reis em nossa festa anual foi uma honra muito grande. Sua presença nos deu a possibilidade de receber um texto tão carinhoso como este que escreveu. Nós agradecemos e que nos anos vindouros, a UFBA possa vir ao evento. O Kipupa, é um evento que tem como objetivo, agregar pessoas entorno de Malunguinho e da Jurema Sagrada, para poder de diversas formas, contribuir para o avanço na luta contra o preconceito, o racismo, a intolerância religiosa e a discriminação. O Kipupa também é um espaço para as pessoas irem para se curar, vivenciar sua fé plenamente, mergulhar no mais profundo sentimento de pertencimento à tradição da Jurema. A cada ano, crescemos mais, o povo (de todos os segmentos), intelectuais, artistas, jornalistas, gente de todo país se voltam às matrizes afro indígenas, dentro da mata fechada para saudar a ancestralidade.


Alexandre L'Omi L'Odò
Coordenador do QCM
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quilombo Cultural Malunguinho, resistência e luta pelas raízes culturais brasileiras. Por Josy Garcia - RJ

Altar de Malunguinho na Mata sagrada do Catucá. V Kipupa Malunguinho 2010. Foto de Laila Santana.

Quilombo Cultural Malunguinho, resistência e luta pelas raízes culturais brasileiras

No ano de 2008 tivemos o primeiro contato com essa turma fantástica do Quilombo Cultural Malunguinho. Não tenho medo de errar. Depois destes 3 anos de convivência posso dizer fantástica sim!

Nos encontramos pela peimeira vez em Recife, no I Seminário sobre Religiosidade Popular promovido pelo CEPIR/PE, onde fomos convidados para realizar um ciclo de palestras.

Já tinhamos ouvido e cantado cantigas de Malunguinho, impossível se falar de Jurema sem falar dele, afinal é ele quem “tira os espeques do caminho” e é o Rei da Jurema. Porém, só tomamos conhecimento de sua história a partir deste encontro.

Só por isso, o Quilombo Cultural Malunguinho já merece todo nosso respeito. Não é fácil resgatar e trabalhar nossa cultura. E o que falar das nossas raízes religiosas? Há adversidades, divisões, pessoas querendo se promover, acontece de tudo. Sem falar no preconceito...

Abertura do V Kipupa Malunguinho, Mata do Catucá. Na foto algumas figuras importante: Professor Dr. Marcus Carvalho (UFPE), Professor Dr. João José Reis (UFBA), Deputado Estadual Isaltino Nascimento, Juarez, o nosso zelador da Mata, Grupo Bongar, E representante da Jurema de Pernambuco. Foto de Laila Santana. 2010.

Mas ainda tinha mais. Descobrimos a Lei Malunguinho, o Kipupa Malunguinho e gente que realmente conhece e protege e luta, sem estrelismos, pela nossa querida Jurema Sagrada. Após nosso encontro em fevereiro de 2008, lá foram eles de Pernambuco ao Acais.

Placa do Memorial Zezinho do Acais. Ação nossa, do Quilombo Cultural Malunguinho e da Sociedade Yorubana. 1° Encontro de Jurema no Acais, maio de 2008.

Os primeiros a se juntar a nós nessa luta, sempre presentes, sempre contribuindo com idéias e muita vontade de fazer. Por isto justo, justíssimo que seus representantes estivessem presentes na entrega da Certidão do Tombamento do Sítio do Acais em 2009 junto conosco, pois são legítimos representantes na luta pela preservação da Jurema, apesar de ter gente querendo de qualquer forma apagar esta história... Não conseguirão, simplesmente porque ela já foi feita! E o Quilombo Cultural Malunguinho é parte integrante dela em letras garrafais, doa a quem doer, embora nunca tenha se utilizado disso para se promover.

Tenho orgulho de conhecer vocês. Seus adjetivos são coragem, determinação, bom senso e amor pelo que fazem e acreditam.

Posso imaginar quanto Malunguinho deve estar feliz. Em pleno Século XXI, sua história e sua luta se perpetuam com honradez através de vocês, incansáveis guerreiros do Quilombo Cultural Malunguinho.

O cahimbo e a fumaça da Jurema. V Kipupa Malunguinho. Foto de Laila Santana.

Que os Mestres da Jurema continuem abençoando vocês nesta caminhada! E no que diz respeito a nós, estaremos sempre presentes quando vocês precisarem.

Abraço fraterno,

Josy Garcia

Sociedade Yorubana Teológica de Cultura Afro-Brasileira

Josy Garcia Abrahão, Engenheira química, química, pós graduada em engenharia ambiental e engenharia de segurança do trabalho, atuando na área de petróleo e gás desde 2005. Professora de química do ensino médio da rede pública estadual há 11 anos. Presidente da Sociedade Yorubana Teológica de Cultura afro-brasileira desde 2000, autora do do livro O Cavalo do Cão. responsável pela 2ª edição do Livro Zumbi dos Palmares, editoração, revisão e edição dos livros Sambaquis e Quilombos no Litoral Fluminense e Brasil Mestiço de Eduardo Fonseca Junior. Vice -presidente da Banda Cultural do Jiló no Carnaval do Rio de Janeiro (banda que tem como principal característica a divulgação das marchinhas tradicionais).


Alexandre L'Omi L'Odò.

Quilombo Cultural Malunguinho.

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!