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sábado, 20 de outubro de 2012

"Aruvalhado" - Mestre Galo Preto aprovado no edital do FUNCULTURA 2011/2012!!

 
Mestre Galo Preto. Foto: Divulgação - Toda Música.

 "Aruvalhado"
Mestre Galo Preto aprovado no edital do FUNCULTURA 2011/2012!! 

Depois de mais 2 anos tentando aprovação para o projeto de gravação do 1° CD do Mestre Galo Preto, consegui no edital 2011/2012 do FUNCULTURA a esperada aprovação. Foi uma felicidade imensa para mim enquanto produtor poder dar acesso através de meu trabalho a um bem público, como é este fundo, ao Mestre. Comemoro com muita alegria mesmo. Pois sei que com este primeiro registro fonográfico poderemos juntos deixar um legado histórico do trabalho deste mestre que tem mais de 65 anos de trajetória na cultura popular do Brasil.

Quando contei a notícia ao Mestre, ele se emocionou e falou: "quem luta chega"... Achei bastante sincera sua colocação, pois na altura de seus 78 anos de idade, ainda acredita poder dar contribuições de alto nível à música pernambucana. Sua luta pelo coco é histórica. Ele que com seu talento nato de improvisar e embolar, percorreu todo país entre as décadas de 1970 e 1980 divulgando a música de sua terra, merecia por demais este reconhecimento e valorização do Estado. Em 2011, ele foi aprovado como Patrimônio Vivo de Pernambuco, sendo este uma das suas mais recentes e importantes conquistas.

O Mestre Galo Preto pretende gravar um CD com toda a diversidade e versatilidade de sua música. Coco, forró, embolada, aboio, samba, chula, entre outras criações autorais comporão este trabalho que intitulamos de "Aruvalhado", sinônimo nordestino, nos interiores do Agreste, de algo que está fresco ao amanhecer, que está todo molhadinho com o orvalho que desperta a cada manhã nas caatingas...

Novo, novinho e zerado!! O Mestre Galo Preto fará nascer em 2013 um belo trabalho fonográfico original da cultura popular e tradicional de PE para nos orgulhar.

peço obrigado à existência, à Jurema Sagrada e aos Orixás por terem me dado uma oportunidade tão ímpar em poder ajudar e trabalhar com um dos artistas que mais admiro e acredito no potencial. Galo Preto é o meu mestre de vida e de coco... E de Jurema também... rsrsrs. Salve a fumaça!!


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Pernambuco tem três novos Patrimônios Vivos da Cultura Popular

 
Coquista Mestre Galo Preto. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.

Pernambuco tem três novos Patrimônios Vivos da Cultura Popular

Os mais novos contemplados foram anunciados nessa terça-feira pelo Conselho Estadual de Cultura e a Fundarpe

28.12.2011 - 15h12

A ceramista de Tracunhaém, Maria Amélia, o coquista Mestre Galo Preto, de Olinda, e o Maracatu Estrela de Ouro, de Aliança, são os mais novos componentes do seleto grupo de pessoas ou instituições de destaque na cultura popular, a ostentar o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. A escolha se deu após a leitura e avaliação de ampla documentação dos mais de 59 processos de candidatos habilitados a participar da edição 2011 do concurso público, da capital e do interior. Todos eles foram indicados por entidades culturais, prefeituras e secretarias municipais de cultura, depois de comprovados pelo menos 20 anos de atuação no fomento à cultura popular e tradicional.

A Lei 12.196, de 02 de maio de 2002, que instituiu o Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco, tem como objetivo reconhecer, em vida, o trabalho dos mestres e grupos culturais da terra, na construção de um patrimônio cultural. Ela permite também a preservação e valorização das manifestações populares e tradicionais, garantindo as condições para que sejam repassadas às novas gerações de aprendizes. Para isso, o Governo do Estado paga uma bolsa vitalícia no valor mensal de R$ 907,77 (pessoa física) e R$ 1.815,53 (grupos culturais) como forma de incentivo à realização e perpetuação de suas atividades.

 Matéria no site da FUNDARPE - www.fundarpe.pe.gov.br

Com os 3  eleitos de 2011 para receber o título, sobe para 27 o número de Patrimônios Vivos de Pernambuco em atuação no Estado. Conheça os novos membros:

MARIA AMÉLIA DA SILVA – Ceramista de Tracunhaém

Com 88 anos de idade, MARIA AMÉLIA DA SILVA é pioneira na arte ceramista do município pernambucano de Tracunhaém e detém, de maneira sólida, conhecimentos e técnicas necessárias para a produção e preservação de aspectos da cultura tradicional do barro, no referido município.

Sob a influência de seu pai (João Bezerra da Silva, conhecido popularmente como Mestre Dunde), Maria Amélia começou a transformar barro em bichos e bonecos com oito anos de idade.  Mestre Dunde era louçeiro e produzia panelas, jarros, bacias, etc. para vender nas feiras livres da Zona da Mata Norte de Pernambuco. Foi no ambiente das feiras que Maria Amélia buscou inspiração para o que veio a ser a sua marca enquanto artesã. Através de quadros de santos espalhados nas feiras, Maria Amélia escolheu dedicar-se à construção de imagens de santos católicos, destacando-se as imagens de São João do Carneirinho, Nossa Senhora do Rosário, Rainha do Céu, São Francisco, Santa Luzia, São José e São Pedro. Suas obras medem de 50 a 70 cm e possuem uma expressão facial simples, mas comovedora. Os mantos são pregueados e largos, uma marca registrada sua que empresta certa imponência à imagem, facilmente identificada, diferenciada e primitiva do surgimento do artesanato em barro na cidade de Tracunhaém.

Sua história de vida no seio de sua comunidade e sua contribuição sócio-cultural para a cidade de Tracunhaém é refletida em várias exposições em cidades brasileiras como Brasília e Rio de Janeiro e em países como Inglaterra e França. Somados a isso, inúmeros livros, matérias de jornais e revistas como: livro O Reinado da Lua – esculturas populares do Nordeste (1980); o livro Artesão Brasileiro – folk art of Northeastem Brazil (1995); Pequeno Dicionário da Arte do Povo Brasileiro Sec.XX (1976); livro Mestres que se renovam: a cerâmica popular de Tracunhaém (2010); livro Em nome do Autor – artistas artesãos do Brasil; livro O Povo do Barro, de Rildo Moura (2011). Destacamos, ainda, sua participações e homenagens:

- Homenageada na Festa dos Artesãos de Tracunhaém (1993) – Realizada pela Prefeitura Municipal de Tracunhaém e Secretaria de Turismo e Artesanato;
- Participação no Salão dos Mestres na FENNEART (2000 a 2009) – Centro de Convenções em Olinda-PE;

- Título de Cidadã Benemérita de Tracunhaém (2002) – Câmara Municipal de Tracunhaém;
- Participação na Exposição “100 anos do Brasil” (2003) – França;
- Homenageada “Artesã mais antiga” na Festa dos Artesãos em Tracunhaém (2005) – Prefeitura Municipal de Tracunhaém;
- Homenageada no I encontro Nacional de Artesãos (2006) – Prêmio Memória do Artesanato Pernambucano.

Por fim, compreendemos que a arte de Maria Amélia resulta de saberes acumulados por gerações de artesãos, exigindo domínio dos saberes e técnicas, bem como um apurado sentido estético e perícia manual. Sem dúvida, a artesã, referência para uma centena de pessoas, representa a continuidade de uma herança, cara à cultura pernambucana, de técnicas e conhecimentos dos recursos naturais existentes em sua região. Seus conhecimentos, transformado em objetos, criam e reinventam uma das formas mais singulares de representação de nossa identidade cultural. Portanto reconhecê-la significa, também, valorizar os produtos artesanais de referência cultural que reportam aos seus territórios, a um conjunto de elementos simbólicos e aos seus antepassados, traduzidos por costumes, ritos, mitos e cores.

TOMAZ AQUINO LEÃO (GALO PRETO) - Coquista

Tomaz Aquino Leão, conhecido artisticamente como Mestre Galo Preto, tem 76 anos de idade e mais de 65 anos de luta pelo coco e pela cultura pernambucana. Com larga atividade no meio cultural como coquista, cantador, embolador, compositor e percussionista, Mestre Galo é oriundo de Bom Conselho de Papa Caças, hoje reconhecido quilombo de Rainha Izabel, no agreste meridional, e, considerado o último remanescente da tradição do coco (dança, ritmo e cânticos) nessa região. Foi parceiro de nomes expressivos da música popular brasileira como, Jackson do Pandeiro, Cauby Peixoto, Arlindo dos Oito Baixos, Luiz Gonzaga, Jacinto Silva, entre outras personalidades musicais de sua época. Além de CDs gravados, sua vida e trajetória já foi objeto de dois DVDs, além de livro de fotografias e participação em vários DVDs e documentários sobre coco.

MARACATU ESTRELA DE OURO- Baque Solto - Aliança

O Maracatu Estrela de Ouro, numa herança de família passando por gerações e nomeações diferentes, desde 1882, tem sua constituição em 1966, no Sítio Chã de Camará, município de Aliança, e se torna a partir daí um ícone entre a manifestação popular do Maracatu de Baque Solto ou Rural. Mestre Batista, seu fundador, levou sua tradição e a faz difundir-se por todos os lados do canavial da Zona da Mata Norte de Pernambuco. A idéia era acrescentá-lo às brincadeiras do Cavalo Marinho, rodas de ciranda e forró de rabeca já praticadas no local. 

Durante anos, o Maracatu Estrela de Ouro de Aliança saiu apenas para visitar os povoados das cidades vizinhas. Mas o grupo foi crescendo e ganhando popularidade  até figurar entre maiores maracatus do Estado de  Pernambuco. Por diversas vezes foi  campeão nos Concursos de Agremiações Carnavalescas  promovidos pela Prefeitura do Recife durante o carnaval. 

O Maracatu Estrela de Ouro foi, desde o início, um verdadeiro ponto de encontro de todas as culturas da região e de onde saíram vários mestres. Com a morte de Mestre Batista, em 1991, o Maracatu Estrela de Ouro de Aliança passou a ser presidido por seu  filho, o mestre José Lourenço. Na nova fase, iniciada em 1992, o Estrela de Ouro foi reconhecido pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura, um local de preservação, recriação e transferência cultural do povo brasileiro.  Atualmente conta com uma biblioteca reconhecida como Ponto de Leitura e um estúdio de gravação.

Atualmente o Maracatu Estrela de Ouro tem mais de quarenta Caboclos de Lança, chefiados pelo Mestre Luiz; uma orquestra dirigida pelo Mestre Zé Duda e já ganhou o mundo sendo o único maracatu rural a chegar à Europa. Recentemente toda historia do Maracatu Estrela de Ouro de Aliança foi lançada em livro pelo Historiador Severino Vicente.  Em 2009 o Maracatu Estrela de Ouro recebeu a comenda mais importante da cultura brasileira. A Ordem do Mérito Cultural.

Chamada no site da FUNDARPE.



Alexandre L'Omi L'Odò
Produção do Mestre Galo Preto
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 19 de abril de 2011

Mestre Galo Preto na Agenda Cultural do Recife - Abril 2011.


Mestre Galo Preto - Foto de Alexandre L'Omi L'Odò 2010.

Este ano, um dos grandes ícones da cultura popular de Pernambuco completou 65 anos de luta e resistência a favor do coco. Tomás Aquino Leão, de 76 anos, conhecido por Mestre Galo Preto, é bem mais do que um exemplo de vida. Ele que é músico, coquista, cantador, repentista e embolador tem uma trajetória cheia de altos e baixos. Nascido no quilombo de Rainha Isabel localizado no município de Bom Conselho, ele é o último remanescente vivo, que cultua a tradição do coco de seus antepassados. Na década de 70, esse artista popular de voz inconfundível, levou o coco pernambucano ao mais alto nível, que o fez receber o título de um dos maiores / ou maior repentista do Nordeste.  O Mestre Galo ficou conhecido pela criatividade de criar jingles políticos. Entre os políticos para quem ele trabalhou está o Miguel Arraes. Galo, também é sinônimo de luta social, com as melodias que falam sobre preconceito contra cor e a homofobia, alertas sobre o HIV, direitos dos idosos, entre outros.  O pesquisador de línguas africanas e produtor cultural Alexandre L’Omi L’Odò classifica o Mestre Galo como um "jazz man, pois, assim como o jazz é um estilo livre em que o artista pode improvisar, o mestre Galo consegue fazer a mesma coisa. Ele desenvolve e execulta ritmicamente qualquer estilo de música e toca ao lado de qualquer artista".  Mesmo com todo esse sucesso e competência, o artista acabou caindo no esquecimento do publico, passando 15 anos, afastado da música. Em 2007, ele deu início a sua luta contra o esquecimento popular, que culminou na elaboração de um filme que será lançado em breve. Em reconhecimento a esse grande artista injustiçadamente esquecido, a repórter Erika Fraga da Agenda Cultural do Recife conversou com Mestre Galo Preto, que falou um pouco sobre o início da sua carreira, o legado de seguir com o coco e os planos futuros.    

Quando você começou a cantar coco e embolada? Eu comecei a cantar aos nove anos de idade. A região onde eu morava era muito envolvida com a música, e isso me influenciou. Também fui influenciado pela minha família, pois os meus tios e os meus avôs gostavam muito de uma roda de coco e de embolada, então a música sempre esteve em meu sangue. E aos 12 anos de idade comecei a ganhar um trocado com a música.
E quando a música tornou-se profissão em sua vida? Foi quando sai do quilombo de Rainha Isabel, localizado em Bom Conselho de Papa Caças e vim morar em Garanhuns.  Na época eu fazia dupla com o meu irmão Curió e lá comecei a ter reconhecimento do meu trabalho. Com o tempo a dupla acabou mas as minhas cantorias continuaram fazendo sucesso e eu passei a me apresentar em casa de família, depois em boates, televisão e rádio. Nessa época existia apenas a rádio clube de Pernambuco. É bom lembrar que nunca fui cantador de rua, daqueles que passa o pandeiro cobrando dinheiro. Eu até admiro quem faz isso. 
Mestre Galo Preto na Feira da Música do Ceará 2009. Foto Jacques Antunes.
Mestre Galo Preto no REC BEAT 2010. Foto Maíra Gamarra.
E porque essa dupla acabou?  Porque na época eu fui convidado para fazer uma turnê com os artistas da Rádio Clube. Viajei muito cantando e isso fez com que a dupla acabasse.  

No início da sua carreia, você teve apoio do escritor Ascenso Ferreira. Como foi esse contato?
O Ascenso Ferreira foi um dos meus primeiros incentivadores, é até uma história engraçada de lembrar.
Quando sai de Bom Conselho e vim morar no Recife, fiquei na casa do meu irmão, nessa época, não existiam grandes mercados e bodegas, então as pessoas tinham que vender as mercadorias nas ruas. E para ajudar com as despesas de casa, o meu irmão me colocou para vender verduras nas ruas, e a melhor forma que eu encontrei para vender foi criar rimas. Só assim eu chamava a atenção dos meus clientes.  E todos os dias eu passava na frente da casa do Ascenso vendendo minhas batatas, e ele sempre me via cantar. Até que um dia ele me chamou e perguntou se eu também fazia rimas com outros assuntos. Ele me testou rapidamente mandando fazer uns versos improvisados. Quando terminei, ele disse que a minha cabeça não servia para carregar batatas, que eu tinha uma cabeça de mestre. Ele falou com o meu irmão me deu um cartão da Rádio Clube onde eu comecei a me apresentar.
Mestre Galo Preto 2011 - Foto de Erika Fraga.
Como surgiu o nome Mestre Galo Preto? O nome Mestre eu peguei há pouco tempo, foi em 2007 quando voltei a cantar. Mas o nome Galo Preto é antigo. Esse nome eu não ganhei nas cantorias, ganhei “arengando” quando eu era pequeno. Lembro que certo dia eu estava brigando com o meu irmão chamado Curió, mesmo ele sendo cinco anos mais velho que eu, parti para cima dele com tudo. Nisso, um senhor veio separar a briga e quando ele me segurou, olhou para mim e disse: Tu estás que só um galinho preto de briga não é? Desse dia em diante todas as pessoas passaram a me chamar de Galo Preto.

Nos anos 70 você foi considerado um dos maiores repentistas do Nordeste. Chegando a se apresentar ao lado de grandes ícones da música como Luiz Gonzaga, Lourival Batista e Jackson do Pandeiro, mas de uma hora para outra você sumiu do cenário musical e passou 15 anos distante dos palcos. O que causou o seu afastamento?     
Nessa época eu realmente fiz muito sucesso. Cheguei a me apresentar em programas de rádio e TV. Fui para o programa do Chacrinha, Flávio Cavalcanti e Silvio Santos. Mas em 1991 tive uma grande rasteira profissionalmente falando. Fui envolvido em um escândalo que jamais eu pertencia e isso me tirou a vontade de continuar cantando. Mas há quatro anos voltei a cantar.

E como foi esse recomeço?Foi em 2007, quando a Secretaria de Saúde de Olinda, na época representada por Dr. João Veiga, me fez um convite para fazer a música de uma campanha sobre a Aids e a violência, então reuni vários cantadores e repentistas e formei o grupo Mestre Galo e Preto e o Tronco da Jurema.

Como você se sente sabendo que é o último remanescente do quilombo de Rainha Isabel a preservar e passar e a continuar ensinado a tradição do coco? Eu me sinto muito feliz e honrado, pois estou deixando uma história e uma raiz para os jovens que desejam continuar com os costumes de antigamente. Mas é bom lembrar que eu sou o último daquela região, pois ainda existem muitas pessoas da minha época que têm o coco no coração e continuam carregando e ensinando esse legado.
Mestre Galo Preto na paisagem do Recife 2011 - Foto de Erika Fraga.
Você tem 65 anos dedicados ao coco, porque nunca gravou um CD? Na minha época era tudo muito difícil. Nunca tive uma oportunidade para isso. Mas o meu produtor Alexandre L’Omi L’Odò está elaborando um projeto, e acredito que ainda esse ano gravarei o meu primeiro CD.

Esse mês será lançado o filme “Galo Preto, o Menestrel do Coco”, que conta um pouco da sua história. Como foi o processo de realização do filme? O filme é um média metragem, mas ainda não tem uma data certa para o lançamento. Creio que ainda esse mês, a data será decidida. Ele tem roteiro e direção de Wilson Freire e aborda toda a minha trajetória na música especialmente no coco. No ano passado exibimos uma edição pré-acabada na Mostra Internacional de Música de Olinda, e foi um grande sucesso.  
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Re-publico aqui a matéria da Agenda Cultural do Recife do mês de Abril de 2011, feita pela repórter Erika Fraga. Corrigi alguns erros de informação, portanto todo texto segue com erratas. Dêsde já agradesço a toda Agenda Cultural do Recife pela atenção e respeito em todo processo desta matéria.

Quem desejar acessar estas informações no site da Agenda, visite o link: http://agendaculturaldorecife.blogspot.com/2011/04/mestre-galo-preto-65-lutando-pelo-coco.html
 
Alexandre L'Omi L'Odò
Produtor Geral do Mestre Galo Preto
alexandrelomilodo@gmail.com

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!