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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Bariká fun mi o! Oito anos de Oxum - O Rio nunca seca!

Alexandre L'Omi L'Odò batendo pateó para Oxum (2005). "Assim que começa, respeito à sua essência". Foto de Aluísio Moreira.

Bariká fun mi o! Oito anos de Oxum
O Rio nunca seca!

Todo dia 26 de julho bato meu pateó ("paô" - palmas) e bato minha cabeça para meu Orixá, Oxum, a dona do meu caminho de Odú para celebrar meu aniversário de iniciação no Orixá. São oito anos de iniciado hoje, dia muito importante para mim... Dia de reencontrar-me e de refletir sobre o que nestes anos todos tenho contribuído para o avanço de minha religião e de minha vida pessoal. Sou Iyawò e juremeiro, tenho nestas duas religiões (Culto Nagô/Jeje e Jurema Sagrada) minha vida livre e aberta para o auto-conhecimento e o fortalecimento de minha própria natureza. Me sinto muito feliz em poder comemorar tal data com saúde, com prosperidade e proteção espiritual.

O ano de 2012 me trouxe grandes mudanças. Mudanças imprescindíveis no caminho sacerdotal. Mudanças que Oxum e Malunguinho me deram como grande presente para eu poder aprender muito mais sobre minha religião e meu caminhar. Me preparo para ser um babalorixá, e para isso precisava aprender mais do Nagô e da Jurema Sagrada com pessoas velhas e de grande saber como Pai Paulo Ifátòógún e Mãe Lu Omitòógún, mestre e mestra do nagô pernambucano e, Mãe Terezinha Bulhões e Dona Dora, mestras na Jurema Sagrada que tanto preso. Estes zeladores hoje guardam pelo meu Orixá e pela minha Jurema com muito amor, fé, força e respeito. Isso também me deixa muito mais feliz, pois sei que estou nas mãos de pessoas históricas e éticas teologicamente.

Comemoro esta data agradecendo os 18 anos que fui integrante do Ilé Oyá T'Ogún, casa de Mãe Lúcia de Oyá, mulher negra, forte e competente que me iniciou com muito carinho e afeto no Orixá. Felizmente ou infelizmente nosso caminho se separou definitivamente, mas ainda resguardo respeito por ela e por nossa história juntos. Ela sabe o quanto contribuí para seu caminho também...

A foto acima (do parceiro Aluísio Moreira), representa muito para mim. Ela significa o respeito aos mais velhos e mais velhas, aos ancestrais e divindades africanas e indígenas, a mim e ao universo. Quando batemos cabeça ou "paô", ou pedimos a benção para um Orixá, sacerdote e ou sacerdotisa estamos reverenciando não apenas a eles, mas a nós mesmos e a nossa tradição que merece se manter viva em seus conceitos e princípios fundamentais. Bater cabeça é entrar em contato com a terra, com aquilo que nos sustenta toda vida e que nos mantém vivos eternamente, pois sempre voltamos de alguma forma à vida por causa da terra... Vivemos um ciclo contínuo de voltas...

Mais uma vez Bariká fun mi o!!!!
(Parabéns para mim)
Adupé Osún.


Alexandre L'Omi L'Odò
Iyawò e Juremeiro
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 25 de maio de 2011

“Ele mobilizou a mocidade negra, é um exemplo de esforço e de resistência. Foi a figura essencial do movimento”, Mãe Stella de Oxossi, ialorixá.

 
Abdias Nascimento 
 
“Ele mobilizou a mocidade negra, é um exemplo de esforço e de resistência. Foi a figura essencial do movimento”, Mãe Stella de Oxossi, ialorixá.

Decidi não escrever muito sobre a partida para Orun do queridíssimo guerreiro visionário Abdias Nascimento. Apenas faço minhas as palavras de Mãe Stella de Oxóssi, que com pucas linhas sintetizou muita coisa importante a se dizer.

Ele desde sempre foi um exemplo. Todos nós devemos seguir os pensamentos deste intelectual que nos presenteou com a arte de ser e viver negro. Contudo, se ele se iniciou no culto aos Orixás algum dia em sua vida, teremos mais um ilustre Esá, um Babá Egún dos mais celebrados como herói na luta pela liberdade do povo negro.

Axexê Mojubá Abdias Nascimento. É Bariká Òlorún Fè Malè! 

Alexandre L'Omi L'Odò.
Quilombo Cultural Malunguinho.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Um até breve ao melhor presidente da história do Brasil - Lula!

Luiz Inácio Lula da Silva no mar...

Quero sua volta em 2015!

Estou aqui apenas pra dizer que o presidente Lula vai me fazer muita falta, pois, ele representa para mim a esperança de que o funcionalismo pode ser de fato quebrado, rompido, esfacelado, e que as perspectivas de Émile Durkheim e Marx poderam ser definitivamente renovadas e de alguma forma destruídas, e que o Brasil deu exemplo de que o povo pobre e trabalhador pode mudar sim sua realidade de forma onesta e grandiosa.

Presiednte Lula, te amo com o amor dos guerreiros, dos sacerdotes da Jurema Sagrada e do Candomblé, te amo com o amor dos negros e índios, com o amor do homem pobre morador de Peixinhos, estudante e militante que sou!

Bariká Olorun fè malè, é bariká!
(Parabéns em Yorùbá e cântico tradicional do nagô pernambucano).

Alexandre L'Omi L'Odò
Iyawò.

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!