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quarta-feira, 25 de maio de 2011

“Ele mobilizou a mocidade negra, é um exemplo de esforço e de resistência. Foi a figura essencial do movimento”, Mãe Stella de Oxossi, ialorixá.

 
Abdias Nascimento 
 
“Ele mobilizou a mocidade negra, é um exemplo de esforço e de resistência. Foi a figura essencial do movimento”, Mãe Stella de Oxossi, ialorixá.

Decidi não escrever muito sobre a partida para Orun do queridíssimo guerreiro visionário Abdias Nascimento. Apenas faço minhas as palavras de Mãe Stella de Oxóssi, que com pucas linhas sintetizou muita coisa importante a se dizer.

Ele desde sempre foi um exemplo. Todos nós devemos seguir os pensamentos deste intelectual que nos presenteou com a arte de ser e viver negro. Contudo, se ele se iniciou no culto aos Orixás algum dia em sua vida, teremos mais um ilustre Esá, um Babá Egún dos mais celebrados como herói na luta pela liberdade do povo negro.

Axexê Mojubá Abdias Nascimento. É Bariká Òlorún Fè Malè! 

Alexandre L'Omi L'Odò.
Quilombo Cultural Malunguinho.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Álbum resgata culto aos orixás

Música

Álbum resgata culto aos orixás

Publicado em 22.09.2009, às 21h07

Luís Fernando Moura Do Caderno C
José Amaro reuniu os músicos e promoveu a volta às bases negras de nossa formação sociocultural
Foto: Tiago Calazans/ JC Imagem

José Amaro reuniu os músicos e promoveu a volta às bases negras de nossa formação socioculturalAo passo em que a nossa cultura se transforma, a memória das raízes afro-brasileiras periga ficar à margem do que nos move, quase sempre pelos impulsos do que está em alta no mercado. Por meio de iniciativa do Serviço Social do Comércio (Sesc), o professor de música José Amaro Santos da Silva reuniu alguns músicos e promoveu uma volta às bases negras da nossa formação sociocultural. Quer incluir orixás no circuito. “Somente os judaico-cristãos não souberam assimilar essa maravilha cultural religiosa”, afirma na apresentação do primeiro disco do grupo Korin Orishá, que será lançado nesta quarta-feira (23), a partir das 20h, no Teatro Santa Isabel.

Batizada de Suíte afro-recifense, a obra busca resgatar manifestações afro-brasileiras que se desenvolveram em território pernambucano. O título de suíte indica a transposição dos cânticos em peças para um grupo de câmara tal qual é a formação do grupo. “Eu tinha a aspiração de ver a música do candomblé tocada por instrumentos clássicos, embora não seja a primeira vez que isso é feito. O maestro paraibano José Siqueira escreveu um oratório de candomblé com base em cânticos dos orixás pesquisados na Bahia. A nossa diferença é que fazemos com cânticos daqui, que são bastante diferentes”, diz José Amaro, regente do grupo, solista de canto e também diretor artístico do projeto.

OUÇA SUÍTE AFRO-RECIFENSE:
<<
Faixa 1 - Cânticos para Eshu
<< Faixa 2 - Cânticos para Ogum

O resultado é um diálogo entre instrumentos de corda (violino, viola e violoncelo) e de sopro (flauta, clarineta e fagote), típicos de uma formação clássica, com sabor afro-brasileiro: tanto a percussão, por meio de atabaques do candomblé, abê e gongê, quanto o canto, preservado na língua iorubá, remetem à experiência musical e religiosa africana.

“Nossa ideia é partir das melodias e estruturá-las em polifonias distribuindo numa harmonia entre todo o conjunto. Isso faz com que a música seja altamente valorizada”, acredita José Amaro. Ao lado dele, a solista de canto Anástica Rodrigues imprime timbre feminino aos cânticos.

A apresentação deve seguir a progressão musical do disco respeitando a formatação dos rituais. “Vamos fazer exatamente como se faz nos terreiros: seguindo a roda”, afirma o regente. A suíte tem início com os Cânticos para eshu, segue-se com os Cânticos de ogum até os Cânticos de orishalá, que encerram a jornada. No total, são dez faixas.

RESGATE - “Herdamos uma tradição cultural dos africanos trazidos para o Brasil na época da escravidão. Temos que nos impor a missão de restaurar, reviver ou, pelo menos, não deixar morrer essa cultura”, diz José Amaro.

Com o resgate em mente, o Kori Orishá rodou 16 Estados brasileiros com patrocínio do Sesc. Passou por Acre, Amazonas, Roraima e Tocantins. No Sul, atravessou Paraná e Rio Grande do Sul. Entre vários shows pelo Nordeste, o grupo viajou por vários municípios pernambucanos e terminou a turnê no Rio de Janeiro somando um total de 42 apresentações. O lançamento da suíte é resultado de projeto aprovado pelo Conselho Municipal de Política Cultural da Prefeitura do Recife.

Serviço

Lançamento do CD Suíte afro-recifense, do grupo de câmara Korin Orishá
Quarta (23), a partir das 20h
Teatro Santa Isabel - Praça da República, s/nº, Santo Antônio

Ingresso: R$ 3
Informações: (81) 3232.2939

Fonte: http://jc.uol.com.br/canal/lazer-e-turismo/noticia/2009/09/22/album-resgata-culto-aos-orixas-200401.php

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!