quinta-feira, 3 de maio de 2012
Lançamento do Resultado do Mapeamento dos Terreiros de Recife e Região Metropolitana - 07/05/2012
domingo, 27 de novembro de 2011
A comida vem dos terreiros - O sagrado que alimenta
A prática cotidiana da partilha de alimentos nos terreiros foi recentemente comprovada pela pesquisa Alimento: direito sagrado, documento publicado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), em parceria com a Unesco, que mostra o papel desses espaços de culto das religiões afro-brasileiras na promoção de segurança alimentar e nutricional das comunidades onde estão localizados. Apesar de historicamente serem caracterizados pela solidariedade, parece que somente agora o governo federal despertou para a importância dessa velha prática dos líderes religiosos: a distribuição de alimentos e a valorização de refeições saudáveis e diversificadas. Os pesquisadores coletaram dados de quatro regiões metropolitanas do país: Recife, Belém, Belo Horizonte e Porto Alegre.
“A jurema com seus frutos, sempre nos alimentou”, canta Sandro de Jucá. Juremeiro da casa Mensageiros da Fé, o mais antigo terreiro de Jordão Baixo, com 44 anos, ele mantém o cachimbo acesso nas mãos como sinal de religiosidade, invocação da espiritualidade. “Procurar o alimento e não ter é considerado algo muito grave por nós. Ao comer, alimentamos o corpo, mas também comungamos com o sagrado. Por isso, não ter a comida atinge não só o físico, mas também o espiritual”, afirma Sandro, que também é babalorixá no candomblé.
O perfil traçado aponta outros dados importantes. Se nas outras regiões do país é a umbanda que mais ocupa espaço nos terreiros, na RMR a jurema, religião de matriz indígena, lidera o ranking. Das 1.261 casas levantadas pelo estudo, 896 são de juremeiros. A RMR somente perde para a RM de Porto Alegre em número de terreiros. Lá, são 1.342 casas.
Em Pernambuco, outro ponto preocupante se refere ao acesso a políticas públicas de esgotamento sanitário e água potável desses espaços religiosos. Na RMR, o percentual de terreiros com atendimento irregular da rede de água é de 67,7%. Também é a capital pernambucana e seus municípios vizinhos que apresentam os maiores percentuais de fossas rudimentares e sépticas não ligadas à rede coletora, 17,5% e 23,4%, respectivamente. Outros 7,5% despejam o esgoto em valas.
No terreiro Ilé Axé Ogbom, em Água Fria, no Recife, o preparo de alimentos está ligado à melhoria de vida. Mulheres em situação de risco social aprendem no espaço boas práticas de alimentação em um curso gratuito ministrado pela yabassé Carmem Virgínia e apoiado por uma rede de supermercados.terça-feira, 21 de setembro de 2010
Resultado do Mapeamento dos Terreiros sai nesta quarta, dia 22 de setembro na FUNDAJ no Derby
Resultado do Mapeamento dos Terreiros de Candomblé, Jurema e Umbanda de Pernambuco será entregue a sociedade nesta quarta feira dia 22 de Setembro de 2010.A “Pesquisa Socioeconômica e Cultural de Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro” é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e da Fundação Cultural Palmares/MINC em acordo de cooperação com a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e a Cultura). A Associação Filmes de Quintal, Associação sem fins lucrativos sediada em Minas Gerais, foi a executora do projeto, tendo sido habilitada no edital público de nº 0173/2009, Projeto 914BRA3026.
A pesquisa teve como objetivo o mapeamento e o levantamento de informações socioeconômicas e culturais, com foco em questões de segurança alimentar e nutricional, das comunidades tradicionais de terreiro e de seus entornos. O trabalho, de abrangência nacional, foi realizado nas Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Porto Alegre (RS) e Recife (PE) visando coleta de dados e produção de conhecimentos específicos acerca dessas comunidades.
Nesse sentido, a consecução desta iniciativa tem como expectativa política e social a construção de ações estruturantes entre os governos federal, estaduais e municipais que reconheçam, respeitem e promovam a cidadania para as comunidades de terreiro no Brasil.

Mapa da Região Metropolitana do Recife
É importante destacar o papel protagonista e cooperativo da sociedade civil durante todo o processo. Para além de uma conquista das comunidades de terreiro, durante o trabalho elas puderam participar de maneira ativa a partir da criação de um “Comitê de Acompanhamento” dos trabalhos formado por lideranças religiosas, entidades representativas e gestores que se reunia mensalmente com a coordenação da pesquisa.
O ato do próximo dia 22 de setembro, que contará com a presença de representantes do Governo Federal (MDS e SEPPIR), atores políticos locais, lideranças religiosas, entidades representativas e o “povo de santo” em geral tem como objetivo relatar as etapas percorridas e apresentar à sociedade pernambucana os resultados desse inédito inventário.
SERVIÇO:
Auditório da Fundação Joaquim Nabuco
Rua Henrique Dias, 609 – Derby
Data: 22 de setembro
Horário: 15 hs
Responsável: Rafael Barros (Presidente da Associação Filmes de Quintal e Coordenador dos trabalhos em Recife e RM)
Tel: (81) 9967-0717 / (31) 9624-8813
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Alexandre L'Omi L'Odò
Pesquisador do Mapeamento.
alexandrelomilodo@gmail.com
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Pesquisa socioeconômica e cultural das comunidades tradicionais de terreiro de Recife e Região Metropolitana.
Mapeamento das comunidades tradicionais de Terreiro do Brasil
Pesquisa socioeconômica e cultural das comunidades tradicionais de terreiro de Recife e Região Metropolitana.
"Este Mapeamento é uma conquista histórica da luta do povo de terreiro e dos movimentos negros do Brasil". Prof. Jayro Pereira de Jesus.
Este projeto é executado pela Associação Filmes de Quintal, habilitada no edital público n° 0173/2009, projeto 914BRA3026, referente ao acordo de cooperação celebrado entre o MDS e a UNESCO, cujo objetivo é a pesquisa socioeconômica e cultural de povos e comunidades tradicionais de terreiro.
Outrossim, este mapeamento consigna o trabalho de articulação desempenhado pela SEPPIR e o papel ativo, protagonista e cooperativo da sociedade civil com vistas a promover políticas públicas para a melhoria da qualidade de vida das comunidades de terreiro, conforme estabelecem a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e o Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
Também conhecidos como Candomblé, Batuque, Xangô, Tambor de Minas, Omolocô, Xapanã, Catimbó, Toré, Pajelança, Xambá, Casa de Umbanda, Quimbanda, Jurema Sagrada, Candomblé de Caboclo e outras denominações, os terreiros são espaços ressemantizados e compreendem uma história própria marcada pela religiosidade, tradição, coletividade, ancestralidade e respeito aos bens naturais.
Nesse sentido, a consecução desta iniciativa tem como expectativa política e social a construção de ações estruturantes entre os governos federal, estaduais e municipais que reconheçam, respeitem e promovam a cidadania para as comunidades de terreiro no Brasil.
Realizar pesquisa socioeconômica e cultural das comunidades tradicionais de terreiro tendo em vista a promoção de políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, bem como de promoção da igualdade racial.
FOCO
Ênfase no caráter étnico e na dimensão comunitária, considerando-se a organização social e o trabalho tradicionalmente desenvolvido pelas comunidades de terreiro.
ABRANGÊNCIA
Regiões Metropolitanas de Belém/PA, Recife/PE, Belo Horizonte/MG e Porto Alegre/RS.
PRODUTOS
Mapeamento detalhado das comunidades tradicionais de terreiro com informações socioeconômicas e culturais e registros fotográficos.
RESULTADOS
*Respeito e visibilidade das comunidades de terreiro;
*Planejamento de políticas públicas direcionadas para as comunidades de terreiro;
*Identificação das capacidades relacionadas à segurança alimentar e nutricional;
*Registro das manifestações culturais das comunidades de terreiro;
*Articulação de políticas entre os governos federal, estaduais e municipais em benefício das comunidades de terreiro.
Rafael Barros- rafamiragem@yahoo.com.br
rafabarros@filmesdequintal.org.br
Prof. Jayro Pereira de Jesus- teologiaafro@yahoo.com.br
jaypjesus@hotmail.com
Para agendar a visita dos pesquisadores em seu terreiro ligue:
81. 3228-3903
81. 9967-0717
81. 9133-4473
Para ver mais informações e baixar conteúdos sobre o Mapeamento dos Terreiros entre no site:
http://groups.google.com.br/group/mapeamentodosterreirosdepe
Pesquisador do Mapeamento de Recife
e Região Metropolitana de Pernambuco
81. 8887-1496
alexandrelomilodo@gmail.com
Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!
















