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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Falecimento de Pai Borel de Xangô - Axexê Mojubá!!

Nosso grande Griot Gaúcho, Alabe, escritor Walter Calixto Ferreira, O mestre Borel se despediu do Aiyé hoje (04/07/2011)! 

Pessoal, é com tristeza que trago esta notícia. Não a tristeza com a morte, pois "vida e morte, ambas so iguais", mas pela dor e revolta que me causa a forma como a vida deste grande guerreiro se encontrava nos seus últimos tempos de vida. Sua casa caindo e problemas com um de seus filhos viciados em drogas. O povo de terreiro através de Babá Diba ainda tentou se organizar para ajudar na resolução destes problemas, para que ele vinhece a ter mais dignidade com sua idade já avançada. Mas Ikú foi implacável e cumpriu sua missão com vigor. A saúde de Pai Borel não andava bem, ele tinha problemas cardíecos.

Conheci Pai Borel pessoalmente. Toquei com ele em mais de um dos Alaiandê Xirê, nos seus Ilús, típicos do Batuque do RS, quando o evento ainda acontecia no Terreiro Axé Opo Afonjá. Guardo dele ensinamentos preciosos, pois ele como um verdadeiro Mestre repassava com sabedoria os conhecimentos sobre nosso culto. Dono de uma consciência impressionante sobre o papel do homem na religião, ele me disse: "vamos tocar, pois o som dos tambores falam mais que todas as línguas". Esta foto quem tem em seu PC ainda hoje é Rita Honotório, que espero poder resgatar um dia.

Um homem de muito caráter, valor, sabedoria, arte, percussividade, talento, carisma, negritude e axé!

Axexê mojubá Pai Borel de Xangô. 
Babá lá nló!!

Alexandre L'Omi L'Odò
Aluno de vida de Borel, um fã eterno
alexandrelomilodo@gmail.com

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Coleção História Geral da África da UNESCO - Gratis para Baixar!

Coleção História Geral da África em português

Gente, esta é uma oportunidade muito boa de podermos ter em casa a coleção completa "História Geral da África" da UNESCO, trabalho este de grande valia aos pesquisadores e pesquisadoras do tema. O site www.unesco.org colocou a disposição 8 links para download de todos os capítulos da coleção em PDF. Contudo, indico e considero inpreterível a leitura do primeiro capítulo todo desta pois nele se encontram informações valiosas para reavaliarmos nosso lugar de pesquisador no e do tema. Para quem até hoje falou de Oralidade sem saber exatamente o que é, leia o Capítulo 7 "A Tradição Oral e Sua Metodologia", p. 139 à 167, totalmente elucidativo e edificante!

8 volumes da edição completa.

Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.

Resumo: Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Download gratuito (somente na versão em português -Baixe Agora):

Visite ainda este link: http://www.unesco.org/pt/brasilia/crosscutting-mainstreaming-principal-priorities-and-special-themes-of-the-unesco-brasilia-office/fighting-against-racial-discrimination-in-brazil/general-history-of-africa-collection/#c60429

Fonte: http://www.unesco.org/pt/brasilia/dynamic-content-single-view/news/general_history_of_africa_collection_in_portuguese/back/20527/cHash/fa3a677a3d/

Alexandre L'Omi L'Odò
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Resultado do Mapeamento dos Terreiros sai nesta quarta, dia 22 de setembro na FUNDAJ no Derby

Resultado do Mapeamento dos Terreiros de Candomblé, Jurema e Umbanda de Pernambuco será entregue a sociedade nesta quarta feira dia 22 de Setembro de 2010.

A “Pesquisa Socioeconômica e Cultural de Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro” é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e da Fundação Cultural Palmares/MINC em acordo de cooperação com a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e a Cultura). A Associação Filmes de Quintal, Associação sem fins lucrativos sediada em Minas Gerais, foi a executora do projeto, tendo sido habilitada no edital público de nº 0173/2009, Projeto 914BRA3026.

A pesquisa teve como objetivo o mapeamento e o levantamento de informações socioeconômicas e culturais, com foco em questões de segurança alimentar e nutricional, das comunidades tradicionais de terreiro e de seus entornos. O trabalho, de abrangência nacional, foi realizado nas Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Porto Alegre (RS) e Recife (PE) visando coleta de dados e produção de conhecimentos específicos acerca dessas comunidades.

Nesse sentido, a consecução desta iniciativa tem como expectativa política e social a construção de ações estruturantes entre os governos federal, estaduais e municipais que reconheçam, respeitem e promovam a cidadania para as comunidades de terreiro no Brasil.

Mapa da Região Metropolitana do Recife

O trabalho desenvolvido em Recife e Região Metropolitana teve início no mês de maio e se estendeu até a data de 31 de agosto. Uma equipe de 17 pesquisadores, formados em sua maioria por membros dos terreiros, mas também por estudantes universitários, percorreu as 14 cidades que formam a área metropolitana pernambucana (Recife, Jaboatão do Guararapes, Olinda, Paulista, Abreu e Lima, Igarassú, Camaragibe, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Moreno, Itapissuma, Araçoiaba, Ilha de Itamaracá e São Lourenço da Mata) localizando, pesquisando e fotografando esses espaços religiosos. No total foram visitados mais de 1500 endereços localizando-se mais de 1300 terreiros em atividade na região. Esse número, claro, não corresponde a totalidade, impossível de ser alcançada, mas já dá uma dimensão da amplitude e força que esses cultos ocupam no universo religioso pernambucano.


É importante destacar o papel protagonista e cooperativo da sociedade civil durante todo o processo. Para além de uma conquista das comunidades de terreiro, durante o trabalho elas puderam participar de maneira ativa a partir da criação de um “Comitê de Acompanhamento” dos trabalhos formado por lideranças religiosas, entidades representativas e gestores que se reunia mensalmente com a coordenação da pesquisa.


O ato do próximo dia 22 de setembro, que contará com a presença de representantes do Governo Federal (MDS e SEPPIR), atores políticos locais, lideranças religiosas, entidades representativas e o “povo de santo” em geral tem como objetivo relatar as etapas percorridas e apresentar à sociedade pernambucana os resultados desse inédito inventário.


SERVIÇO:

Auditório da Fundação Joaquim Nabuco

Rua Henrique Dias, 609 – Derby

Data: 22 de setembro

Horário: 15 hs

Responsável: Rafael Barros (Presidente da Associação Filmes de Quintal e Coordenador dos trabalhos em Recife e RM)

Tel: (81) 9967-0717 / (31) 9624-8813

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Alexandre L'Omi L'Odò

Pesquisador do Mapeamento.

alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 4 de setembro de 2010

O que é consciência negra para você?

Consciência Negra em Cartaz
www.consciencianegra.com.br

A Campanha Consciência Negra em Cartaz:

Um dos meus cartazes na campanha, vote!

“O que é consciência negra para você?”
O Governo do Estado de São Paulo, por meio de sua Secretaria de Estado da Cultura, lança a Campanha Consciência Negra em Cartaz.
A “consciência negra” é um dos mais emblemáticos discursos produzidos pelo movimento negro brasileiro e internacional desde a década de 1960. Este discurso visa fazer com que o cidadão consciente, negro ou não, deve informar, conscientizar os cidadãos não esclarecidos sobre o racismo, a violência, a discriminação que os negros sofrem no Brasil e fora dele, inclusive na África.

Mestre Galo Preto. Foto de Roberta Guimarães. Cartaz criado por L'Omi. Vote nele na campanha

A “consciência negra”, hoje em dia e nesta campanha, em especial, não é um patrimônio exclusivo do movimento negro, nem tão pouco dos negros militantes, mas de todos (brancos, amarelos e indígenas) os indivíduos e grupos que lutam pela melhoria das condições sociais, econômicas e psíquicas da população negra.

Ao participar desta campanha, você estará dizendo o que é “consciência negra” para você, para os seus parentes e amigos, para o mundo que te envolve. Assim, conscientizará pessoas conhecidas e desconhecidas sobre a necessidade de se construir um mundo menos violento, mais fraterno, mais democrático e republicano.

Objetivos

O objetivo desta campanha é realizar uma discussão sobre as várias questões que envolvem a temática da consciência negra. E tal discussão será realizada através da elaboração de uma peça gráfica, o cartaz, buscando com isso o envolvimento e reflexão da população sobre o tema sugerido através da seguinte pergunta: “O que é consciência negra para você?”, as várias respostas a essa questão deverão aparecer expressas nas ideias dos participantes.

Mestre Galo Preto e o Galo do pandeiro. Foto de Roberta Guimarães. Cartaz criado por L'Omi.

Participação

Os participantes deverão ser pessoas físicas, de qualquer idade, residentes ou não no estado de São Paulo. Poderão participar designers gráficos, publicitários, artistas plásticos, estudantes e o público em geral. A inscrição poderá ser feita em nome de uma pessoa ou equipe.

O que é um CARTAZ?

Cartaz é uma peça gráfica fixada em lugares públicos contendo informações, divulgação de eventos culturais ou de campanhas sociais. A compreensão de sua mensagem deve ser imediata. As imagens e palavras devem ter uma força expressiva.

Blog Consciência Negra

Os participantes podem buscar informações e referências sobre cartazes no site da Campanha “Consciência Negra em Cartaz”, www.consciencianegra.com.br.

Minha frase na campanha, vote!

No site, teremos o “Blog Consciência Negra”, onde estarão disponibilizados os mais variados conteúdos, explicações, exemplos, bem como mostras virtuais de cartazes temáticos, para que os participantes, inscritos ou não na campanha, possam ir informando-se sobre o já realizado e proporem suas próprias idéias na linguagem visual que preferirem.
A pergunta-tema, “O que é consciência negra para você?”, serve de inspiração para a confecção livre do cartaz. Os cartazes podem ser realizados utilizando-se somente palavras ou palavras e imagens. Os participantes que optarem pelo uso só de palavras podem utilizar vários tipos de desenhos de letras, variações de cor e tamanho. Caso a opção seja também pelo uso de imagens, estas podem ser desenhos ou fotos.

**Dica para votar em meus cartazes:
Entre no site http://www.consciencianegra.com.br/, clik no link "As Mais Votadas" e espere aparecer um dos meus 3 cartazes que estão concorrendo. Clik em um deles e você poderá ver os três em uma só página, daí é só votar a vontade! Ajuda galera, Pernambuco tem que levar essa.

Alexandre L'Omi L'Odò
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

III Kipupa Malunguinho, Coco na Mata do Catucá 2008, unindo Nações!

III KIPUPA MALUNGUINHO, COCO NA MATA DO CATUCÁ 2008.
Unindo Nações!
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A tradição do Coco de Malunguinho, o Kipupa Malunguinho, Coco na Mata do Catucá, na sua terceira edição, teve como principal novidade a participação de mais de 500 pessoas, entre sacerdotes e sacerdotisas da Jurema Sagrada e do Xangô pernambucano.
Entidades como MNU (Movimento Negro Unificado), Rede de Negras, Negros e Afro LGBTT - RNAF/GGP, CEPPIR/PE, Festa da Lavadeira, Ação Cultural, Rede Nacional de Matriz Africana dos Pontos de Cultura, INTECAB/PE, UFPE, UNICAP, Prefeituras de Abreu e Lima e Recife, além dos Mestres Griôs (os Kimbandas de Malunguinho) do Quilombo Cultural Malunguinho.

Reunindo um público diversificado, entre sacerdotes dos cultos afro, pesquisadores, artistas, produtores, estudantes e pessoas interessadas, o evento teve saída as 8h da manhã do Nascedouro de Peixinhos em Olinda, Pátio do Carmo no Recife (2 ônibus) e em Paulista. Seguindo o comboio de Malunguinho via as antigas Matas do Catucá, na mata norte do Estado.

Juntando também pessoas das comunidades e povoados adjacentes, com a intenção de provocar o raciocínio e o reconhecimento do espaço, para a partir da ação cultural ali desenvolvida, eles olharem o antigo Catucá como espaço de vida, história e força espiritual, contribuindo para o fortalecimento do movimento contra o desmatamento da localidade, que anda a paços largos. A comunidade ali existente começa a vislumbrar e discutir novos rumos e perspectivas, a partir da movimentação dos Juremeiros e Juremeiras que ali afirmaram com a religiosidade de matriz indígena, o valor e a importância de tal espaço. Jamais estas matas serão as mesmas para os que ali vivem e resistem como povoado que lutou pelas terras que hoje tem.
Iniciando as atividades do dia, como já é de tradição, iniciamos com as palestras e conversações sobre o contexto histórico e cultural do evento. O Professor e Historiador, mestrando em ciências da religião pela UNICAPE João Monteiro, iniciou falando sobre a resistência do Catucá e o Valor histórico de Malunguinho, pois o mesmo está realizando seu mestrado com o tema: Malunguinho, Inclusão Histórica e Divina. Palestrando também sobre a questão da importância da preservação da mata, o nosso anfitrião e morador da região Juarez, o nosso guia dentro da mata. Daí as discussões ficaram por conta do Babalorixá Gil Holder de Ogun e Mãe Lúcia. O evento foi Coordenado por Alexandre L’Omi L’Odò que fez a apresentação dos palestrantes e contribuiu com a discussão de forma intensa.

No evento também foi o momento da gravação do documentário sobre Malunguinho, Histórico e Divino, pelos alunos da UNICAP, que estão finalizando o curso de jornalismo com o tema, (revelando nossa história de PE), os alunos João Júnior e Luiz entre outros coordenaram as gravações e o registro audiovisual do Kipupa.

Esteve presente também o documentarista Felipe Perez Calheiros, que também fotografou e realizou registros do evento, que também tem como pretensão, no futuro realizar um filme com o tema Malunguinho.

Eduardo Melo (criador e produtor executivo da Festa da Lavadeira, Ação Cultural, o maior evento de cultura tradicional e popular do Brasil), impressionado com a força do evento, colocou-se disposto a somar conosco forças na luta pelo resgate de nossa história e auto-estima com a religião da Jurema e o imaginário que cerca os “brinquedos” do homem do nordeste e do povo de terreiro do Brasil.

A dita “Cultura Popular”, é uma expressão viva e dinâmica do imaginário do negro e índio no Brasil. É um desdobramento do conceito de vida destes povos. O coco, a Ciranda, os Maracatu, Afoxés, dentre dezenas de outros Brinquedos, denotam que estes elementos são princípios fundadores do que conhecemos hoje como cultura brasileira, musica brasileira e identidade brasileira no mais profundo sentido dos termos fundidor e fundador.

A cerimônia religiosa ficou na regência do Babalorixá e Mestre Juremeiro Sandro de Jucá e da Sacerdotisa Iyalorixá e Mestra Juremeira Mãe Lúcia de Oyá T’Ogùn, que dês da fundação da tradição do coco do Catucá, o I Kipupa Malunguinho em 2006 foram protagonistas deste ritual religioso à memória e espiritualidade dos Malunguinhos que alí estão nas matas e nas mesas de Jurema de todo Nordeste.
Com a grande participação de diversos sacerdotes e sacerdotisas da Jurema Sagrada, o ritual ficou muito rico em loas e toadas (segmentos) de Jurema, que os mais de 200 Juremeiros e Juremeiras cantaram para saudar a união e a força espiritual que ali se fazia presente.

Vários foram os Mestres Juremeiros que vieram participar da cerimônia, Malunguinho (de Alexandre L’Omi L’Odò e outros), Zé Pretinho (de Ana de Oyá), o Grande Mestre Seu Curisco (de Mãe Lúcia de Oyá T’Ogùn), Mané Quebra-Pedra (de Beth de Oxum), Mestre buique (de Alexandre de Iyemojá), Zé da Hora, Mestre Caçador (de Ary Bantu), Mestre Zé Gaguinho (de Mãe Graça de Xangô), Mestre Manoel Maior, Mestre Pilão Deitado, Mestre Carlos, dentre muitos outros que não recordo-me agora. Foi tudo muito forte, e tanto as pessoas quanto a espiritualidade da Jurema Sagrada tiveram uma brilhante participação e ação afirmativa dentro da mata. Com as oferendas de fruta silvestres e litorâneas à Malunguinho, os Caboclos também foram muito saudados, pois Malunguinho também é caboclo, como expressa esta linda toada:

“Na mata tem um Caboclo
Todo vestido de pena
Este Caboclo é Malunguinho
Ele é Rei lá da Jurema

Na mata tem um Caboclo
Com uma preaca na mão
Esse Caboclo é Malunguinho
Não mexa com ele não”.
(da tradição da Jurema Sagrada de Pernambuco)

Após as cerimônias de entrada e louvação, adentrarmos a mata mais de 30 minutos a pé, chegando à clareira Cova da Onça, onde acontece a brincadeira. Todo brinquedo ficou por conta do Grande Mestre Galo Preto, comemorando 65 anos de coco e tradição no Brasil. Ao som da Embolada e do coco de roda, o evento na mata finalizou-se com o a cerimônia da alimentação coletiva. Com o já tradicional angu no dendê e a galinha também na iguaria, finalizamos o evento no lindo entardecer do Catucá às 17h.

O evento já está virando um marco de resistência, reafirmação, preservação e renovação dinâmica da tradição da Jurema no Estado, pois por ter um perfil único e exótico, atrai a cada ano mais pessoas interessadas na vivência e prática de suas próprias tradições que até então se encontravam adormecidas e desconhecidas pela ausência de informação.

O Kipupa Malunguinho é o povo de Terreiro olhando para seu universo, é o povo de terreiro unindo-se para construir novos rumos para a preservação e entendimento do que conhecemos como dia-a-dia da história viva de nossos antepassados que tanto lutaram para permitir que estivéssemos aqui hoje contando esta história.

Pelo olhar apurado e profissional da fotógrafa pernambucana e olindense Laila Santana, filha dos olhos da Oxum, coloco o resultado aqui do lindo registro realizado por ela. (Todas as fotos nesta matéria são de Laila Santana).


Agradecimentos especiais

Ao Deputadpo Estadual Isaltino Nascimento (PT), pelo grande apoio e consiceração dispensadas.
A Jorge Arruda, Secretário executivo da CEPIR (Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Racial), E a todos os terreiros Participantes, em especial a casa de Mãe Tânia de Oxum pelo esforço desprendido.

Salve a Jurema Sagrada!
Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
173 Anos Resistindo!

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!