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quinta-feira, 6 de junho de 2024

A Pequena Juremeira - websérie em 3 capítulos

A Pequena Juremeira – websérie em 3 capítulos

Lançamento 08 de junho de 2024 com exibição e debate presencial


Helô (11), a Pequena Juremeira, é uma criança de terreiro, que desde os seus três anos de idade participa intensamente da tradição da Jurema e do Candomblé no terreiro Casa das Matas do Reis Malunguinho. Com uma inteligência notável e criatividade fora do comum, ela se destaca por compor sozinha, e sem a orientação de seus pais, toadas para as entidades, orações e desenhos sobre sua fé. 

Ela gosta de organizar suas vestimentas religiosas, criar ilustrações sobre sua vivência no terreiro, tocar maracá, cantar e pensar sobre sua própria religião. Já nasceu com o dom, afinal de contas os mais velhos já diziam: “quem é bom já nasce feito, e quem quer fazer não pode”.

A partir de alguns vídeos produzidos por ela de forma amadora, onde aparece cantando suas próprias toadas, nasceu a ideia desta websérie, que registra em 3 episódios sua originalidade e linguagem próprias para lidar com o universo da Jurema Sagrada e símbolos afroindígenas de seu terreiro.

Este é um trabalho audiovisual para crianças, mas pessoas de todas as faixas etárias também poderão se emocionar com a beleza da fala dessa criança tão especial.


Em cada episódio, propomos os seguintes conteúdos:

1º - Nasci para a Jurema (09’47): traz Welica, mãe de Helô, contando a história da Pequena Juremeira Helô e a sua própria história. Mostra alguns de seus cânticos e desenhos trilhando os caminhos da mata sagrada do Catucá onde Malunguinho, seu padrinho na Jurema Sagrada, guia todos os caminhos. Entre fumaçadas e histórias, receitas de ervas, entidades e divindades, o episódio transborda amor e emoção;

2º – Toadas e maracás (12’52): Helô canta parte de sua produção de toadas autorais e outras, demonstrando seus conhecimentos sobre os caboclos e demais entidades. Em sua fala, podemos ver seu amor e compreensão do sagrado da Jurema. Também mostra sua relação na escola com a religião e seu modo próprio de lutar contra o racismo religioso, em prol do respeito à diversidade religiosa.

3º – Minhas roupas de Jurema (11’42): A Pequena Juremeira vai à casa de sua avó Cida, onde apresenta suas roupas e adereços costurados com muito carinho pela vovó, que a ensina essa arte, fazendo de Helô sua aprendiz. A emoção de Cida transborda em ver, na mata sagrada, essa criança com tanta força, ciência e fé na espiritualidade da Jurema de sua própria família, e cantando as toadas que ela mesma compôs para sua pombojira, Boca da Mata, e a pombojira de sua avó, Rosa. Ela ainda fala de sua concepção de Exu, mostrando os saberes que adquiriu no terreiro.


Sobre o projeto

Helô, tem em sua mãe Welica, proponente do projeto, o melhor exemplo a ser seguido. Com muito carinho, cuidado e liberdade, essa criança prodigiosa quer apresentar ao mundo seu próprio imaginário, seu terreiro e suas entidades e divindades. Cheia de sensibilidades, os 3 episódios vêm para somar na luta pela difusão dos saberes tradicionais para crianças de terreiro. No intuito de salvaguardar os conhecimentos e vivência da Jurema Sagrada, religião de matriz afroindígena, a websérie A Pequena Juremeira vai emocionar e mostrar que o racismo e a intolerância religiosa nunca terão mais força que o acolhimento e amor negríndios dos terreiros. A espiritualidade em Helô manda seu recado para as futuras gerações de forma amorosa e sensível.

Este projeto, idealizado e coordenado por Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote de Helô, nasceu em plena Pandemia, em conjunto com seus pais, e submetido ao edital da lei Aldir Blanc, aprovado consequentemente em 2022 A continuidade da religião, com força, sabedoria, respeito e ciência, é o recado maior desse trabalho. Ver uma criança ter tamanho potencial de forma inata, nos dá a esperança e a certeza de que estamos contribuindo da forma correta na continuidade da tradição e religião de matriz africana e indígena. Helô é também essa esperança, essa fumacinha de fé que ilumina nossas vidas e se espalha no universo levando a força da Jurema para o mundo por meio dessa série feita com muito amor e carinho por todos nós.


Ficha técnica

Apresentação: Heloísa Vitória

Toadas autorais: Heloísa Vitória

Concepção, roteiro e direção:  Alexandre L'Omi L'Odò

Direção, produção executiva e artística: Wélica Silva

Assistente de produção: Henrique Falcão

Assistente de produção:  Oliver Matheus

Assistência técnica: Ronaldo Francisco

Assistência técnica: Wedison Custódio da Silva

Trilha Sonora:  Alexandre L'Omi L'Odò, DL

Trilha Sonora incidental: Cd Sobô Nirê - meu labor da Mata

Figurino e Direção de arte – Cida Ferreira

Fotografias: Acervo Quilombo Cultural Malunguinho e Casa das Matas do Reis Malunguinho

Translades: Diviol Lira

Realização: Quilombo cultural Malunguinho e Casa das Matas do Reis Malunguinho

Imagens: Adriano Lima e Johnson Silva/ Angola Filmes

Edição: Adriano Lima e Alexandro Lopes

Incentivo: Lei Aldir Blanc 2022


Serviço:

Lançamento da série A Pequena Juremeira

Dia 08 de junho de 2024

Exibição no canal de youtude de Alexandre L'Omi L'Odò - https://www.youtube.com/channel/UCg4oBW3OvcJxh8jbYOn3YaA  https://www.youtube.com/channel/UCg4oBW3OvcJxh8jbYOn3YaA 

Haverá exibição pública no Terreiro Casa das Matas do Reis Malunuginho, com debate. Gratis e aberto ao público.


Alexandre L'Omi L'Odò

Quilombo Cultural Malunguinho 

alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

PRÉ-LANÇAMENTO DO CD SOBÔ NIRÊ: MEU LABOR DA MATA


PRÉ-LANÇAMENTO DO CD SOBÔ NIRÊ: MEU LABOR DA MATA

“ O  projeto Sobô nirê: Meu Labor da Mata” convida a todos para esta viagem de sons, o sagrado da Jurema, os tambores, a criação de uma musicalidade que preserva a nossa memória ancestral tantas vezes renegada. Abrimos as matas para você se deleitar com este grande experimento musical da tradição oral ligada as  religiões afroindigenas”
                                                     (Ricardo Nunes- Jornalista e Juremeiro)

Como forma de preservar o patrimônio imaterial da Jurema Sagrada contido nas toadas de louvação à Malunguinho, o Quilombo Cultural Malunguinho lança em parceria com o Estúdio Peixe Sonoro, do Centro Tecnológico de Cultura Digital (CTCD/ITEP) o projeto de CD intitulado Sobô Nirê- Meu labor da mata.   Em comemoração ao mês da Consciência Negra disponibilizamos três faixas para Download.  Uma degustação especial desse grande projeto!  

O CD Sobô Nirê- Meu labor da mata contém 14 faixas com um mix entre toadas tradicionais e músicas inéditas com criações e arranjos que trazem a identidade sonora de cada artista pernambucano integrante do projeto.  O processo de captação, pós-produção e finalização foi realizado no Estúdio Peixe Sonoro (CTCD/ITEP), a pesquisa histórica e a articulação cultural artística ficaram a cargo do Pesquisador Alexandre L’Omi L’Odò,  Quilombo Cultural Malunguinho. A  produção musical esteve  à cargo do músico Rinaldo Aquino, Ogan.

Este projeto foi assinado como produção do Selo Fonográfico Peixe Sonoro, contando com uma produção colaborativa entre o CTCD e os artistas convidados: Karynna Spinelli, Bojo da Macaíba, Coco dos Pretos, Bongar, Lucas dos Prazeres e Chinelo de Iaiá. Todos os artistas cederam os direitos autorais e de uso de imagem e som para o projeto.  

Malunguinho era o título dado aos líderes quilombolas do Catucá. Ele, ou eles foram heróis negros, líderes quilombolas que defenderam por mais de 30 anos o quilombo que se localizava no que  hoje geograficamente compreendemos como Mata Norte de Pernambuco. No culto da Jurema Sagrada, estes heróis transformaram-se em uma única divindade conhecida como Reis Malunguinho. Este (estes) personagem da luta por liberdade dos negros e negras em Pernambuco foi negado pela historiografia oficial e preservado como divindade na tradição da Jurema, religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil.

Este registro inédito da oralidade dos terreiros  integra o patrimônio imaterial dessa comunidade tradicional e remonta as antigas lutas do Quilombo do Catucá. Acredita-se que Malunguinho esteja entre entidades e divindades do culto da Jurema que tem a maior quantidade de toadas para os mais diversos tipos de rituais. Por este motivo torna-se necessário ampliar e provocar uma nova percepção, onde as toadas possam ocupar espaço no cotidiano recontando a história dos povos afroindigenas a partir de seus heróis e divindades.

Comente, Curta, Compartilhe! 







Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O Povo de Terreiro não Pratica Sacrifícios Humanos!

Digitalização de parte da matéria do Jornal do Commercio de 12/07/2012, Cadernos Cidades, p. 3. Título da reportagem: "Morte em ritual macabro e cruel". Fala de Alexandre L'Omi L'Odò. Acervo.
 
O Povo de Terreiro não Pratica Sacrifícios Humanos!

Nós, Povos Tradicionais de Terreiro, integrantes da Jurema Sagrada, do Candomblé, da Umbanda, do Terecô, do Batuque, do Tambor de Mina Jeje e Nagô, do Xangô Pernambucano, da Kimbanda, Rezadeiras, Oradores do Nordeste, Catimbozeiros, Pajés, não praticamos sacrifícios humanos em nossas liturgias e rituais. Nossas teologias não concebem a morte humana como caminho para alcançar qualquer benefício na vida e, desconhecemos qualquer ritual pertinente a esta prática condenável.  Expugnamos completamente estes atos absurdos de assassinato em nome de qualquer Deus, deus, religião ou prática ritualística de seitas. Somos contra estas psicopatias cruéis e não aceitamos as acusações que nos direcionam a polícia e a mídia Pernambucana (escrita e televisiva) no caso do menino (Fânio da Silva Macedo) de 9 anos de idade assassinado e degolado cruelmente no Brejo da Madre de Deus/PE, e em tantos outros.

Nossas religiões prezam pela vida, pela saúde, pelo bem estar, pelo desenvolvimento social e sempre esta presente onde o Estado não chega, garantindo também alimentação aos que por ventura não tenham... Os terreiros são templos religiosos de matrizes africanas e indígenas que recebem milhares de pessoas todos os dias para promover a ajuda e aliviar os desesperados. Respeitamos a vida e a natureza, respeitamos o universo e todos os elementos que o materializa, portanto, a prática de assassinato de um ser humano para oferendas  é completamente impossível acontecer em nossas concepções teológicas e práticas religiosas.

Não praticamos "magia negra", desconhecemos estas práticas de origem européia. Nossas divindades e entidades em nada tem haver com a forma ritual destes povos.  Também não cultuamos demônios, diabos ou o satanás. Esta divindade cristã sequer são conhecidas pela nossa teologia que não faz menção aos textos bíblicos e consequentemente ao imaginário maniqueísta do céu e do inferno. Somos outra cultura, de outros povos, com outra formação. Mesmo ainda vivenciando os resquícios do sincretismo religioso com o catolicismo, e utilizando alguns termos cristãos, não praticamos nem acreditamos nestas divindades.

Queremos que a mídia tome uma postura adequada, e sobre tudo informativa/educativa, com conteúdo consistente, não racista e preconceituoso  em relação as nossas religiões! Os terreiros destruídos no Brejo da Madre de Deus são o resultado concreto de um sistema de má informação à população através destes meios de mídia que deram uma conotação completamente errada ao contextualizar os assassinos do garoto como pais de santo. O próprio termo "pai de santo" não é utilizado mais por nós, povos de terreiro. Este termo caiu em desuso sendo substituído pelos termos originais: babalorixá (para designar o sacerdote masculino) e iyalorixá (para designar a sacerdotisa feminina), ou ainda juremeiro e juremeira para os sacerdotes do culto da Jurema Sagrada.

Ressaltamos que o babalorixá ou iyalorixá, ou o juremeiro e a juremeira, são sacerdotes e sacerdotisas que passam por uma formação extremamente rígida de 7 e 14 anos estudando e vivenciando os conhecimentos africanos e indígenas para poder professar e presidir as práticas religiosas e poder ter um terreiro aberto. Muitos psicopatas se passam por estes religiosos e de forma irresponsável abrem terreiro e enganam as pessoas necessitadas de orientação, pessoas que estão fragilizadas por seus problemas e necessidades. Portanto, a mídia deve se preocupar sim em averiguar e pesquisar as pessoas de quem eles estão falando, averiguar a história deles e conferir com o povo de terreiro sério, quem são estes supostos "pais de santo", não apenas publicar de forma inresponsável que estes cruéis pertencem a nossa religião. Este foi um erro grave da mídia e da polícia, que acarretou em um crime histórico contra as comunidades tradicionais de terreiro do Brejo da Madre de Deus e consequentemente de todo Brasil. Este fato foi um dano moral coletivo cometido contra todos nós pertencentes as religiões de matrizes africanas e indígenas! Isso deve ser reparado urgentemente com indenizações às casas destruídas, prisão dos vândalos envolvidos e punição e retratação pública e explícita da mídia e da polícia. O Estado brasileiro tem que nos dar esta resposta o quanto antes, ou nós todos, de todo Brasil, entraremos com uma ação de dano moral coletiva no STF. Vamos nos organizar, relatar, registrar todo o fato para termos mais argumentos a nosso favor. Mas o que foi feito não se apaga. Portanto, vamos juntar o que resta de nós e prosseguir firmes nessa luta por respeito!

Exigimos Respeito!!

Cataloguei todos os 14 programas exibidos na mídia pernambucana desde o dia 10/07, quando iniciou este processo. Na segunda feira dia 16/07, será exibida uma entrevista realizada a partir de nossa atitude de solicitar ao programa um resposta ao povo. Fomos ao Ilé Iyemojá Ògúnté, casa de tradição nagô junto a Mãe Lu de Iyemojá Ògúnté, Bárbara Costa e Sandro de Jucá contribuir na defesa do Povo de Terreiro. Para acompanhar o caso e entender a questão com maiores detalhes, vejam os vídeos exibidos na televisão pernambucana (em ordem de exibição do primeiro ao último) através do programa de Cardinot:














 

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Absurdos contra as religiões tradicionais de terreiro do Brejo da Madre de Deus/PE

Matéria do Jornal do Commercio de 12/07/2012. Caderno Cidades, p. 3. Fala de Alexandre L'Omi L'Odò esclarecendo os fatos.

Absurdos contra as religiões tradicionais de terreiro do Brejo da Madre de Deus/PE

Hoje, dia 12/07/2012, a cidade do Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco acordou como se estivesse voltado no tempo... Um espírito equivocado e selvagem de caça as bruxas, com um perfil totalmente de Idade Média contagiou seu povo que movidos pela pura ignorância, racismo e preconceito, invadiram 6 terreiros de Jurema e Candomblé destruindo os templos como se isso resolvesse o caso do garoto Jânio da Silva Macêdo, menino de 9 anos de idade que foi assassinado brutalmente, tendo sua cabeça decepada por um torniquete e violentado sexualmente em um suposto ritual cruel de sacrifício humano, praticado por ditos "pais de santo".

Esta situação alarmante e criminosa da população, levou movimentos dos povos de terreiro do Brasil todo a se articularem para combater este absurdo contra as religiões tradicionais de terreiro. Até a Ouvidoria Geral Federal entrou em contato conosco para tomar as devidas providências legais juntos aos órgãos de justiça e direitos humanos.

A denúncia feita por ALexandre L'Omi L'Odò, coordenador do Quilombo Cultural Malunguinho, no facebook, repercutio, e muita gente está sabendo do caso e compartilhando a notícia para que mais pessoas possam ajudar neste caso terrível de perseguição injusta aos terreiros e seu povo. Irmãos como o Alexandre de Oxalá, coordenador da Rede Afrobrasileira Sociocultural de Brasília e o amigo Babalorixá Alberto Jorge Silva entre tantos outros e outras de Brasil a fora que estão fazendo suas denúncias aos órgãos competentes.

Temos que combater estas práticas de vandalismo covarde. A polícia terá que investigar o caso e punir os vândalos. A polícia também foi culpada quando colocou crachazes com citando o termo Pai... nos acusados e os expondo à mídia. Isso foi intolerância religiosa completa e cruel. não podemos deixar isso calado. A mídia por sua vez, completamente despreparada, publica termos pejorativos e confundem o povo de terreiro com psicopatas assassinos. Nesta história muita gente tem culpa e o Estado deve tomar as devidas providências.

Imagem dos acusados do crime cruel do Brejo da Madre de Deus com crachás identificando eles como "Pai" de santo. Equivoco racista e intolerante da Polícia Civil de PE. Acervo.
 
isso tudo é, e está sendo um DANO MORAL COLETIVO, ao povo de terreiro de todo Brasil. Além das casas que sofreram o terror da invasão e da destruição dos seus objetos sagrados, que tero que ser indenizadas por este crime sofrido, os nossos valores religiosos foram vilipendiados em seu âmago, não cabendo nenhuma tolerância nossa a este caso!

Vamos nos unir irmãos e irmãs de axé e de Jurema. Vamos combater a intolerância religiosa brutal, que cresce a cada dia em nosso país por causa de uma mídia que dá conceções publicas a Igrejas que ensinam como ser um ser humano racista e intolerante.


A matéria tem o título original: "Morte em ritual macabro e cruel". O texto digitalizado no início da postagem historia o caso. Para ler melhor, clik na imagem e veja ela em tamanho grande.

Axé, salve a fumaça!!
Sobô Nirê.


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 26 de abril de 2012

As Cotas Raciais nas Universidades foram aprovadas! Sobô Nirê!!!!

Imagem do momento do julgamento das Cotas no STF.

As Cotas Raciais nas Universidades foram aprovada! 
Sobô Nirê!!!!

Estou hoje em Brasília a cumprir uma agenda do Quilombo Cultural Malunguinho. Ontem 25/04/2012 pela manhã o céu da cidade bradou fortemente a voz de Xangô (os trovões). Ao acordar orei pedindo ao Orixá do fogo que fizesse justiça e nos desse a vitória no STF. Assim o foi... Estou aqui na 406 Norte a escrever estas linhas apenas para dizer que estou muito feliz e realizado com a aprovação das Cotas Raciais para Negros e Índios nas Universidades do Brasil.

Agradesço a Juerma Sagrada e a minha mãe Oxum a oportunidade de poder estar nesta terra junto ao professor José Jorge de Carvalho, um dos importantes militantes neste processo histórico de transformação dos paradigmas da sociedade brasileira, discutindo e comemorando esta vitória.

Salve Xangô. Salve a fumaça. Salve todos e todas. Salve os ancestrais. Salve os negros e índios que lutaram para que nesta data o Brasil desse um grande passo para a reparação etnico-racial tão esperada.

Sobô Nirê Malunguinho. Mais uma vitória para nosso povo.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 26 de junho de 2011

O coco irresistível de Galo Preto - Matéria do jornal Diário de Pernambuco 24 de junho de 2011.

 
 Galo Preto faz show após sessão do filme

O coco irresistível de Galo Preto
 Documentário de Wilson Freire sobre o menestrel é exibido hoje, no Nascedouro de Peixinhos

Anna Cavalcanti – Especial para o Diário
Fotos: Alexandre L’Omi/Divulgação.

O documentário Galo Preto, o menestrel do coco, dirigido pelo cineasta e roteirista Wilson Freire, ganha exibição especial nesta sexta-feira, às 19h, dentro da programação de São João da Refinaria Multicultural de Peixinhos. O filme aborda de maneira surpreendente e cativante a história e o trabalho de Tomaz Aquino Leão Cavalcanti, popularmente conhecido como Galo Preto.

O artista, que é um verdadeiro patrimônio vivo da cultura brasileira, unindo os títulos de cantador, coquista, repentista, embolador, músico, compositor, percussionista e jazz man..., dará seu show após o filme.

O documentário passa por todas as etapas da vida de mestre, desde seu nascimento em 1935, no hoje conhecido Quilombo de Santa Isabel, no município de Bom Conselho de Papa Caças, até a retomada da carreira. Inclui ainda o longo período em que passou afastado dos palcos.

Com depoimentos de amigos e pessoas importantes ligadas ao artista, a narrativa prende, emociona, diverte e embala com suas canções. Revela a admiração e o respeito devotados a Galo, como artista e como pessoa.


“Ele não é um cantor de coco. Ele é um mestre coquista”, é dessa forma que Alexandre L’Omi L’Odò se refere a Galo Preto. A diferença entre as duas denominações é que cantor de coco, escreve, decora e canta, mas Galo Preto não, ele é autêntico improvisador, seus temas são selecionados na hora, frequentemente sugeridos pela platéia, e, a partir daí, surgem letras rápidas e bem elaboradas.

O filme, que tem 46 minutos de duração, levou três anos para ser totalmente concluído. Surgiu dos esforços do diretor Wilson Freire e do produtor Alexandre L’Omi L’Odò em eternizar e destacar a história do Mestre Galo Preto e, conseqüentemente, a história e o legado do próprio coco. L’Odò ainda pretende lançar um livro sobre a vida do artista, porém ainda não há previsão de lançamento.

O local da estréia, o Nascedouro de Peixinhos foi escolhido pelo fato do mestre ter sido um dos fundadores da área por volta da década de 1950. Como resposta a essa ligação, o público espera ansioso o tão aguardado documentário.

Galo Preto também está bastante empolgado com o resultado do DVD. Sempre bem humorado, o coquista improvisa na hora uma embolada, fazendo graça com a situação: “Fizeram um documentário com o Mestre Galo Preto/ o que foi dito e aceito sem ter contradição/ daqui o que é claro e o que tenho feito/ é tratar com tal respeito a cultura nordestina/ por isso que não se subestima a ida do povo ao Nascedouro/ vai ser conveniente cabra cantar o repente/ com versos que são um estouro!”.

No palco também haverá apresentações dos grupos O Coco e a Resposta, Coco de Mazurca e o Coco Raízes de Arcoverde, todos farão homenagens ao coquista. O DVD Galo Preto, o menestrel do coco será vendido por R$ 20.

Aos 75 anos e no momento se apresentando com o grupo O Tronco da Jurema, o mestre pernambucano continua cheio de disposição e criatividade, provas de que ainda há muita estrada pela frente; a cultura agradece... Então, vida longa ao mestre!
  
“O que eu tenho feito é tratar com respeito a cultura nordestina”
Galo Preto, mestre coquista que se apresenta hoje em Peixinhos.

 Diário de Pernambuco – Recife, sexta-feira, 24 de junho de 2011. E8 – VIVER.

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Publico aqui matéria feita por Anna Cavalcanti, que com suas palavras e pesquisa, descreveu o mestre e seu trabalho com muita atenção e respeito. Adoramos a matéra. Como o link na internet, no site do Diário só est acessível para acinantes do Jornal, decidi colocar aqui o texto integral. Agradecemos também à André Dib, por ter dado atenção às minhas insistências em solicitar uma cobertura a este evento de cinema pernambucano. Axé e salve a nossa fumaça sagrada da Jurema. O evento foi lindo e com um grande público participante.

 
Capturas de tela do site www.diariodepernambuco.com.br, do dia 24 de junho de 2011 - Caderno VIVER. 

Alexandre L'Omi L'Odò
Produtor 
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Trailer do Filme "Galo Preto O Menestrel Do Coco"


Trailer do Filme/Documentário "Galo Preto, O Menestrel Do Coco", 46'min. de Wilson Freire e produção de Alexandre L'Omi L'Odò.

Lançamento oficial dia 24 de Junho de 2011, no Nascedouro de Peixinhos - Olinda - Pernambuco - Brasil. 20h.

Apoio: Refinaria Multicultural Nascedouro de Peixinhos - CTCD - ITEP - Quilombo Cultural Malunguinho.

Informações: 

alexandrelomilodo@gmail.com
55 81 8887-1496 / 3244-2336

Alexandre L'Omi L'Odò
Produção do Mestre Galo Preto

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Carta de apoio integral à Festa da Lavadeira - Quilombo Cultural Malunguinho.


Festa da Lavadeira, raiz que vem do mar!
O maior evento/festa de cultura popular, tradicional e de terreiro de nosso Estado é sem duvida a Festa da Lavadeira.
Nesta poderosa reunião de diversos segmentos da cultura brasileira surge o Axé do Orixá Iyemojá como o agregador de todas as cores, etnias, pensamentos, lutas, amores e transcendências. Percebe-se que o Axé deste Orixá quebra barreiras e reorganiza todo um povo que historicamente foi apartado e ceifado de sua cidadania plena e de seu direito de colocar-se no cenário cultural, como atrações e manifestações de valor estético plausível. Este recalque chama-se racismo histórico, intolerância e pré-conceito de uma sociedade embranquecida pelos fatos e planos históricos que conhecemos bem.
 Mestre Galo Preto cantando para um público de mais de 10 mil pessoas. Foto de Mariana Lima.
Em Pernambuco a cultura popular e tradicional é mantida pelo povo negro e índio. Que com orgulho mantém viva a chama da originalidade única que só o Brasil possui. Portanto, podemos desde já perceber que as teorias gilberto-freyianas que instituíram a partir da academia em nós o pensamento de “democracia racial” nunca existiu e se vir a se tornar realidade, deverá se chamar  “democracia étnico social”, visto que o conceito de raça perdeu sua legitimidade frente aos estudos culturalistas realizados pela academia.

A idéia de transformar um terreiro de candomblé em um ponto que emana agregação entre povos do mundo é o confronto com a antiga idéia de que no período do escravismo brasileiro era plano para destruir estes povos negros que, aqui em nossas terras, foram submetidos a um processo de separação familiar, étnica e cultural. A Festa faz o caminho inverso, agrega, chama pra junto, reafirma amizades, congrega os povos. Isso é muito forte e revolucionário, porque disso emana a esperança de uma nova era para o povo que tem no sangue e na pele o registro da riqueza ancestral da cultura. A Lavadeira é instrumento dos Orixás, Mestres, Mestras, Caboclos, Exús e Trunqueiros, no resgate do que no passado foi vilipendiado pelo sistema de dominação dos povos da Europa, e por isso merece respeito de toda sociedade, que ainda não reparou os danos históricos que a grande maioria deste país sofreu. A Lavadeira também é reparação!
 
 Gira de Candomblé para Iyemojá dentro do Terreiro da Lavadeira
Não percebemos a Festa como território do “sagrado” e do “profano”. Vai muito além disso. Nela, tem a própria transcendência da polissemia sagrado e não sagrado, profano e não profano. A Festa é o território da experiência da transcendência completa das linguagens, onde as pessoas vão para reverenciar a vida em sua totalidade, a vida que veio da água, a vida que está na natureza e em tudo, quase uma concepção deísta de mundo, coisa rara hoje no nosso universo, que ainda insiste em separar o sagrado do compreendido como não sagrado, na Festa, é mais...  
Iyemonjá a grande homenageada reina absoluta como a grande iyá dúdú ti ara ayé (Mãe negra do povo da terra), que com seu Odú verdadeiro de Mãe abre os braços para mais de 20 mil pessoas de diversas tribos, diversos segmentos, diversos pensamentos, diversos gostos, abre os braços para a diversidade cultural enfim.
Público.
Como o Estado pernambucano e os empresários não enxergam isso? Por que acabar com essa Festa? Isso logo nos remete ao pensamento do período colonial, onde o negro e o índio não podiam tocar seu tambor, fazer seus rituais, viver em liberdade... Liberdade essa que com as atitudes tomadas no espaço o Paiva, onde acontece a Festa, se apresentam de forma assustadora, com uma suposta “privatização da praia”, dos espaços legalmente públicos, como atesta nossa constituição sobre o uso público das praias. públicos... Nossa, onde estamos, na colônia de novo?
Isso tudo é muito perigoso. Esta situação ressuscita os fantasmas do passado, do tempo que o poder dos ricos e da Igreja imperava sobre os “sem espírito” nas terras de “ninguém”. Absurdo em todos os âmbitos, não há argumentos que justifiquem o processo para destruir esse evento, a não ser o racismo, coisa que infelizmente compões nossa sociedade e que aflora todos os dias. Muitas vezes tal racismo toma proporções tão grandes que somente os olhos azuis podem enxergar com naturalidade, pois no passados de seus ancestrais isso tudo era natural, matar, acabar, destituir  a liberdade, ceifar a alma sem pena...
Sabemos que nos discursos mais recentes, os gestores públicos alardeiam sobre a implementação de políticas públicas para Promoção da Igualdade Étnico “Racial”, portanto, onde estão os órgãos que eram pra intervir neste caso? Na verdade, não existem em Pernambuco de fato, pois sequer uma secretaria foi pensada no plano de governo atual. Isso também revela a face do nosso Estado. 
Mas não se iludam, Iyemonjá Ogunté (àquela que possui Ògún) protege Eduardo Melo, o idealizador da Festa da Lavadeira. Ele sempre foi instrumento desta divindade. Esperamos e confiamos que a justiça se coloque contra o racismo, a exclusão, a arbitrariedade, e também contra a repetição da história dos poderosos que massacraram e massacram os “miseráveis”.
As raízes vêm do mar... 25 anos de tradição é a afirmação de que a cultura popular junta tem força, assim seguiremos.
 Malunguinho está de ronda na Jurema, nas fronteiras com seus Estrepes!
Salve o povo e a cultura que é nossa. Fé e irmandade!
Olinda/Recife 22 de Abril de 2011
  
Alexandre L’Omi L’Odò
Pesquisador, Produtor Cultural, Músico, Sacerdote Iyawò e Juremeiro.

 
João Monteiro
Historiador, Especialista em Preservação de Patrimônio,  Sacerdote Iyawò e Juremeiro.

QCM.
_____________________

 
Visitem o site da Lavadeira: www.festadalavadeira.blogspot.com 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Texto do Professor Jayro Pereira de Jesus ao Jornal Diário de Pernambuco. Críticas...

Professor Jayro Pereira de Jesus. IV Kipupa Malunguinho. Foto de Maíra Gamarra

Texto do Professor Jayro pereira de Jesus ao Jornal Diário de Pernambuco

Posto aqui, texto original feito pelo professor Jayro Pereira de Jesus, teólogo das religiões afro indígenas, que ao estar morando no Estado de Pernambuco, decidiu fazer uma crítica à mídia local em relação a cobertura das posses dos Ministros do Governo Dilma, ao qual percebeu a total falta de atenção à posse da ministra Dra. Luíza Bairros, da SEPPIR - Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Também fez uma sensata crítica ao modelo de gestão do CEPIR do Estado de Pernambuco, que ao entender dele é: "Medíocre". Este texto saiu no Jornal Diário de Pernambuco de 14 de Janeiro de 2011, na página B4, do editorial, na parte de Cartas à Redação. O texto saiu na íntegra e vale a pena ler para refletir sobre suas sanções.

Texto Original:

Política de Igualdade Racial

Ao se ler os jornais nesse período de instalação do novo mandato presidencial, com a primeira mulher presidenta da República, verifica-se invariavelmente que as matérias com relação às posses dos ministros do governo federal mereceram relevantes coberturas das mídias em geral, com exceção da posse da ministra de Política de Promoção da Igualdade Racial, Dra. Luiza Bairros em que as notícias se ativeram a notas epigráficas. Trazendo a questão para o governo do Estado de Pernambuco, a percepção é a de que a política das relações étnico-raciais é tratada e decidida aqui no âmbito das relações domésticas familiares à revelia das organizações do movimento social negro, ficando denotada nessa prática ainda fortes resquícios da sociologia colonial da casa grande e senzala. O homicídio de jovens afrodescendentes no Estado é assustador e por isso tem que se cuidar para que o Pacto pela Vida, não se converta no Pacto pela Vida Eterna a ponto de se configurar numa política efetiva de extermínio consentido. Enfim, a política de promoção de igualdade racial do Estado de Pernambuco é inquestionavelmente medíocre, de caráter personalista e autopromocional com requintes de excentricidade em que as realizações de natureza insipiente e folclórica têm acabado por banalizar, desmerecer e descredibilizar a questão racial de forma a aviltar a dignidade do povo negro desse Estado que precisa ser consubstanciada e que de acordo com a ministra Luiza Bairros: “é preciso potencializar as ações para consolidar a cidadania negra” (DP, Política, p. A8, 4/1/2011).

Jayro Pereira de Jesus

(Teólogo da Religião Afro)

teologiaafro@yahoo.com.br

Veja a digitalização do Texto:

Texto do Professor Jayro Pereira de Jesus na página Cartas à Redação do Jornal Diário de Pernambuco de 14 de Janeiro de 2011.

Alexandre L'Omi L'Odò.
De Terreiro!
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Gira de Jurema Pública, Fechando o Ano de 2010 na Práia do Pina.

Gira de Jurema no V Kipupa Malunguinho. Foto de Laila Santana.

Gira de Jurema Pública, Fechando o Ano de 2010 na Práia do Pina.
Derrubando conceitos e preconceitos!

Os Juremeiros e Juremeiras despertos pelo grito de Malunguinho, vão realizar neste dia 30 de dezembro de 2010, a primeira gira pública de Jurema Sagrada na práia do Pina.

O GRAC- Grupo de Ativação Cultural, dirigido pelo histórico militante Marcos Pereira e o Quilombo Cultural Malunguinho, se uniram para colocar pra fora a beleza da Jurema em ato público fechando o ano de 2010 com muita fumaça!


Convidamos todas e todos para participar deste momento de união e confraternização entre os sacerdotes e sacerdotisas, iniciados ou não, para fazermos reluzir o cachimbo e a fumaça.


Serviço:
Gira de Jurema Pública, Fechando o Ano de 2010 na Práia do Pina.
Onde: Primeiro Jardim de Boa Viagem, no Rodão.
Quando: 30 de Dezembro de 2010
Horário: 18h
Gratis
Contatos: 81. 8645-4019 (Marcos Pereira) / 8887-1496 (L'Omi)
Levar seu cachimbo e sua maraca!!


Alexandre L'Omi L'Odò
alexandrelomilodo@gmail.com

81. 8887-1496

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Coleção História Geral da África da UNESCO - Gratis para Baixar!

Coleção História Geral da África em português

Gente, esta é uma oportunidade muito boa de podermos ter em casa a coleção completa "História Geral da África" da UNESCO, trabalho este de grande valia aos pesquisadores e pesquisadoras do tema. O site www.unesco.org colocou a disposição 8 links para download de todos os capítulos da coleção em PDF. Contudo, indico e considero inpreterível a leitura do primeiro capítulo todo desta pois nele se encontram informações valiosas para reavaliarmos nosso lugar de pesquisador no e do tema. Para quem até hoje falou de Oralidade sem saber exatamente o que é, leia o Capítulo 7 "A Tradição Oral e Sua Metodologia", p. 139 à 167, totalmente elucidativo e edificante!

8 volumes da edição completa.

Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.

Resumo: Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Download gratuito (somente na versão em português -Baixe Agora):

Visite ainda este link: http://www.unesco.org/pt/brasilia/crosscutting-mainstreaming-principal-priorities-and-special-themes-of-the-unesco-brasilia-office/fighting-against-racial-discrimination-in-brazil/general-history-of-africa-collection/#c60429

Fonte: http://www.unesco.org/pt/brasilia/dynamic-content-single-view/news/general_history_of_africa_collection_in_portuguese/back/20527/cHash/fa3a677a3d/

Alexandre L'Omi L'Odò
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

I Festa Zumbi dos Palmares

Programação I Festa Zumbi dos Palmares

Dia 28 de Novembro
Comemorando a Consciência Negra!


No dia 28 de novembro será dia de festejo ao guerreiro Zumbi dos Palmares no centro da cidade, a partir das 14h, em celebração às tradições populares e identidade cultural do povo nordestino. Maracatus, Cocos, Afoxés, Cavalos Marinhos, entre outros ritmos, darão um verdadeiro show de cultura popular na 1ª Festa Zumbi dos Palmares.

A Festa acontecerá ao ar livre, no centro histórico do bairro do Recife, com dois polos que ligarão os percursos dos 24 grupos que se apresentarão em cortejos. Um saindo da Praça do Arsenal da Marinha para a Rua da Moeda e outro fazendo o caminho inverso. Entre os convidados, Selma do Coco, Mestre Galo Preto, Grupo Bongar, Afoxé Alafin Oyó e Gigante do Samba.

Assim como a Festa da Boa Morte, na Bahia, a 1ª Festa Zumbi dos Palmares mistura elementos do catolicismo e do candomblé e vem para potencializar o turismo internacional e nacional, tornando-se um grande evento turístico cultural da cidade. A Festa Zumbi dos Palmares vem para perpetuar os folguedos populares, apoiar a cultura e desestigmatizar essas expressões através da música, dança e representação. Inseri-las na sociedade com lugar de destaque, tornando-se calendário para os grupos em data significativa. Além de vivificar a história do líder Zumbi usando o espetáculo artístico como ferramenta de educação. Zumbi dos Palmares, aos 25 anos, substituiu o líder Ganga Zumba e comandou a resistência do quilombo mais mítico e equilibrado da história.


PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Concentrações Rua da Moeda

(14h30) Afoxé Oyá Alaxé

(15h) Maracatu Cambindinha Dourada

(15h) Afoxé Oxum Pandá

(16h) Nação do Maracatu Leão da Campina

(16h30) Afoxé Ilé Egba

(17h) Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife

(17h30) Afoxé Povo de Odé

Concentrações Praça do Arsenal da Marinha


(14h30) Afoxé Alafin Oyó

(15h) Maracatu Carnavalesco Misto Leão Coroado

(15h30) Afoxé Omim Sabá

(16h) Maracatu Nação Estrela Brilhante de Igarassu

(16h30) Maracatu Baque Solto Piaba de Ouro

(17h) Nação do Maracatu Porto Rico

(17h30) Gigante do Samba


PALCO ARSENAL


16h Ciranda Pernambucana de Olinda do Mestre Ferreira

17h Selma do Coco

18h Mestre Galo Preto

19h Grupo Bongar

20h Ciranda Mimosa de João da Guabiraba


PALCO MOEDA


16h Afoxé Filhos de Xangô

17h Coco de Olga

18h Aurinha do Coco

19h Escola de Samba Galeria do Ritmo


SERVIÇO:

1ª Festa Zumbi dos Palmares

28 de Novembro (domingo)

A partir das 14h30

Projeção de vídeos no Teatro Malunguinho, do projeto “Tem preto na tela”.

Feira de artesanato

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Festa Zumbi dos Palmares

Belisa Parente – (81) 9199-1399 | (81) 3422-1723

belisa@revistazena.com.br

FOTOS/DIVULGAÇÃO


Alexandre L'Omi L'Odò
Produção do Mestre Galo Preto

alexandrelomilodo@gmail.com

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!