segunda-feira, 19 de agosto de 2019

XIV Kipupa Malunguinho - Coco na mata do Catucá 2019


XIV Kipupa Malunguinho – Coco na Mata do Catucá 2019

Dois ciclos de sete anos, vamos comemorar, 14 anos de lutas no Quilombo do Catucá!!

Com realização do QCM – Quilombo Cultural Malunguinho, e Casa das Matas do Reis Malunguinho e apoio da Prefeitura de Abreu e Lima, entre outros parceiros e parceiras, eis que as matas sagradas da Jurema, no Quilombo do Catucá, abrem-se mais uma vez pra receber seu povo no Festival XIV Kipupa Malunguinho – Coco na Mata do Catucá.

No dia 29 de Setembro de 2019, de 09 às 18h, em sua décima quarta edição, o maior encontro de juremeiros e juremeiras do Brasil, trará uma programação rica e diversa de religiosidade de matriz indígena e africana, com muitas novidades, além de seu caloroso grito por união, luta contra o racismo e intolerância religiosa.

As novidades são muitas. Nosso cartaz produzido pelo artista plástico Bozó Bacamarte dá início a um ciclo de produção artística inovadora em nossa trajetória. A cada ano um artista diferente desenhará nossa identidade visual fortalecendo a beleza que a Jurema tem. Com a força da xilogravura, abrimos esse processo criativo pelas mãos desse grande artista pernambucano.

Entre suas atividades:

1.    Teremos o tradicional ritual coletivo às entidades e divindades das matas, que a cada ano concedem muitas graças na vida de quem com fé, vai fazer suas oferendas e firmações.
2.    A 3° Feira Pretíndia Malunguinho da Economia Solidária, que reunirá barracas com membros do povo de terreiro, que venderão artigos religiosos e artesanatos, instrumentos, livros, etc. Relacionados à Jurema e ao povo de terreiro e cultura tradicional em geral;
3.    O 3° Kipupinha, com atividades educacionais, organizadas pelo Ilé Orisanlá Talabí, com contação de histórias e atividades especiais para a criançada de terreiro. Ainda, será montado um mini parque de diversão e será distribuído o tradicional “Cosme e Damião”;  
4.    Etapa Educativa do Kipupa – Serão realizadas três palestras de formação para alunos e alunas de escolas públicas e interessados com trilha ecológica na mata sagrada do Catucá. Essa atividade, será realizada entre os dias 12 à 20 de Setembro, como parte da Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana, Lei Malunguinho 13.298/07. Inscrições gratuitas pelo fone 81 99738-2278 (whatsApp) ou pelo e-mail: quilombo.cultural.malunguinho@gmail.com
5.    Serão realizados quatro shows de alto nível, todos de grupos e artistas da cultura popular, com grandes mestres e mestras do coco e da mazurca, como Grupo O tronco da Jurema e Mestra Ana Lucia do Coco, Lucas dos Prazeres, Coco das Estrelas e Orquestra do Axé;
6.    Serão realizados dois cortejos no chão, pelo Grupo de Bacamarteiros Mandacaru, que abrirão o evento com a saraivada de tiros da paz, comemorativos aos 184 anos de Malunguinho na Jurema e o Maracatu Nação do Reis Malunguinho, que fará terra tremer com seu baque virado.
7.    Será realizado o Primeiro Encontro de Calungas Gigantes de Pernambuco, com a recepção do Calunga Gigante de Malunguinho e a presença da Calunga da Mestra Paulina e de Tranca Ruas.

Este é um ano de grande significado na nossa trajetória. Concluímos dois ciclos ininterruptos de culto à Malunguinho nas Matas do Catucá. Para a Jurema, sete anos significa a conclusão do primeiro estágio da vida, e quatorze, significa o amadurecimento para a fase adulta dos discípulos, por isso, no nosso segundo fechamento de ciclo religioso, faremos grande ritual em homenagem ao Reis das Matas, preservando sua memória com muito amor e certeza de continuidade da luta do Catucá.

O Kipupa é o lugar das possibilidades espirituais. Lá, quem busca respostas, pode esbarrar em uma entidade que lhe revele os caminhos da vida... Lá, também, remédios podem lhe ser dados para a cura de todos os tipos. Nas matas sagradas, quem desejar sentir a força verdadeira das raízes da Jurema, vá com o coração limpo para receber a graça da força da natureza em sua mais pura essência. Pisar no chão, sentir o cheiro da fumaça da Jurema, beber seu sagrado vinho, sentir os tambores bater e vibrar na pisada do coco com todo povo de terreiro que se faz massiçamente presente, é uma chance de aprender e trocar saberes.  A espiritualidade Encantada, abraça todas e todos que a procuram, e no maior encontro de juremeiros e juremeiras do país, o que mais estará presente é a beleza dessa força milagrosa que transforma vidas.

Venha celebrar conosco a força da memória do Reis Malunguinho na Jurema Sagrada. O Nosso herói negro/índio pernambucano que com sua ciência mestra nos ensina a lutar juntos por união e amor entre os povos. O Kipupa é união, é coletividade e respeito, é resistência do Povo da Jurema. Vem kipupar!

Atrações artísticas:

Cortejos:

09h - Bacamarteiros Mandacaru
09h30min - Maracatu Nação do Reis Malunguinho
10h – Primeiro Encontro de Calungas Gigantes de Pernambuco
10h40min – Procissão de Malunguinho para dentro da mata sagrada (ritual de Jurema)

Shows

12:30h – Coco das Estrelas
13:30 – Grupo O Tronco da Jurema e Mestra Ana Lucia do Coco
15h – Orquestra do Axé
16h – Lucas dos Prazeres

Homenageadxs do Prêmio “Mourão Que Não Bambeia”:

1 - Mãe Naílde de Tertuliano e (90 anos de idade e 77 anos de Jurema) – Recife/PE
2 - Dona Maria de Galo Preto - Olinda/PE
3 - Pai Alex de Zé da Pinga – Arapiraca/AL
4 - Maria do Carmo de Souza – Iyá Onílé Màrìwó (em seu centenário in memórian) – Limoeiro/PE
5 - Mãe Lourdes de Oxum (in memórian) – Recife/PE
6 - Pai Carlos das Almas (in momórian) – Peixinhos/Olinda
7 - Mestra Têca de Oyá (Terezinha José dos Santos) - Recife/PE
8 - José Gomes de Lima Filho (Pai Pequeno de Malunguinho) - Paulista/PE


Sobô Nirê Mafá Reis Malunguinho!!
Trunfa Riá!!!

Contatos:

81. 98887-1496 (Oi) / 99525-7119 (Tim) / 99428-7898 (Vivo) / 99955-9951 (Tim)


Coordenação Geral: Alexandre L’Omi L’Odò – alexandrelomilodo@gmail.com
Palco e coordenação de produção: Ricardo Nunes – josericardo.nunes@hotmail.com
Equipe de produção: filhos e filhas da Casa das Matas do Reis Malunguinho

Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Kipupa Malunguinho recebe menção honrosa no 4º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho, de Preservação do patrimônio Cultural de Pernambuco 2018

Kipupa Malunguinho. Foto de Rennan Peixe.

Kipupa Malunguinho recebe menção honrosa no 4º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho, de Preservação do patrimônio Cultural de Pernambuco 2018


Kipupa Malunguinho recebe menção honrosa no 4º PRÊMIO AYRTON DE ALMEIDA CARVALHO DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PERNAMBUCO 2018.

A Secretaria de Cultura do Estado – Secult-PE e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe, tem o prazer de comunicar a Vossa Senhoria que a ação intitulada: XIII Kipupa Malunguinho, inscrita sob vossa representação, recebeu, por iniciativa da Comissão de Análise, a Menção Honrosa na categoria PROMOÇÃO E DIFUSÃO, em reconhecimento às contribuições para a preservação do patrimônio cultural do nosso Estado.

Com muita felicidade estaremos dia 16/08 no Teatro de Santa Isabel às 09h para receber esse reconhecimento ao nosso trabalho. É a Jurema Sagrada sendo reconhecida oficialmente pelo estado de Pernambuco. Mais um avanço para o Povo de Terreiro. Trunfa Riá e salve Malunguinho, o Reis das Matas!!!!



Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 22 de julho de 2019

15 anos de entrega à ancestralidade negra

Iyawo ti Osù - Alexandre L'Omi L'Odò. Foto de Aluísio Moreira - Julho de 2004.

15 anos de entrega à ancestralidade negra

Hoje, 22 de Julho de 2019, celebro e comemoro 15 anos de iniciado nos segredos (awo) da religião de matriz africana de Pernambuco, especificamente na tradição jeje nagô, onde mergulhei profundo em suas folhas (ewé) para renascer no oceânico saber de nossos ancestrais.

15 anos de lutas... Ao olhar para trás, me vejo em cada frente de batalha lutando pela minha religião, pois pra mim, pertencer às tradições de matriz africana e indígena é uma responsabilidade enorme, que envolve sobre tudo, a consciência política de lugar de luta e fala, onde não se cabe apoio aos nossos algozes colonizadores herdeiros da Casa Grande. Pertenço a terreiro há mais de 30 anos, e estando iniciado ou não, minha busca sempre foi a mesma, retomar o terreno roubado de meus ancestrais e refazer esse mundo não equânime.

15 anos é pouco tempo em nossa religião... Sou ainda uma criança perante meus mais velhos. Tenho prazer em dedicar-me a preservar a tradição oral ensinada por eles, afinal, Oxum me deu caminho para o campo intelectual da História, na perspectiva de contribuir para a preservação de nossas memórias. A academia para mim, é um lugar de poder que todas as pessoas de terreiro devem ocupar, afinal, vivemos em uma sociedade ocidental e colonizada, ao qual precisamos reagir imediatamente contra o racismo e o etnocídio de nossas tradições, pois o plano de dominação branca e judaico-cristã é vigente e avança a cada dia contra nós, portanto, devemos estar acordados contra isso, sendo assim, Oxum para mim também é guerra, luta e política, e por isso também me debruço na política para enfrentar esse processo que nos extermina todos os dias!!

Hoje, a nossa religião está envolta no capitalismo selvagem. Dar uma oferenda aos orixás é caro, fazer uma renovação mais ainda... É difícil lidar com uma religião que olha para o lado que os brancos querem (o lado do capital), contudo, historicamente perdemos território, bens, participação social, acesso à educação, enfim, perdemos vidas e quase tudo. Viver nesse universo opressor não é fácil, inclusive por que esse mesmo universo, é o que detém os bens materiais que nos escravizam. É uma triste constatação, que devemos enfrentar com maior dignidade e atenção. Se nossas obrigações estão tão caras, corremos o risco de termos as nossas tradições somente nas mãos dos que detém o capital (os brancos herdeiros da Casa Grande), e nosso povo negro e indígena, que no sangue trazem o axé ancestral, ficarão para trás, transformando nossos terreiros no palco dos dominadores, efetivando o plano de dominação que citei anteriormente. Nossa religião não tem discriminação de cor, raça, etnia, status social etc. mas essa reflexão que faço aqui, proponho uma análise maior sobre o tema, não ficando na subalternidade do entendimento. Vamos acordar! Se queremos libertação, temos que encarar de forma madura nossas próprias chagas histórica e criar o remédio (òògùn) correto para dar conta.

Nesses 15 anos de caminho no odú obisé, tive a honra de encontrar um pai grandiosíssimo, meu bàbá Paulo Braz Ifátòògùn, homem que me deu esperança e fez-me re-acreditar na religião como meio sustentável do saber oral unido ao saber acadêmico. Inteligente e crítico, Pai Paulo sempre nos demonstrou entusiasmo com o universo yorùbá. Fora grande professor de uma geração que pode vivenciar o que há de mais profundo e melhor em nosso nagô, ensinando-nos a amar os orixás e os egùn com integridade, inclusive com consciência linguística, pois ele nos foi valioso professor de yorùbá. Esse foi um dos maiores feitos de Oxum em minha vida, ter me levado para os pés de Iyemojá Ògùnté Mi, a mãe das mães, materializada na nossa grande sacerdotisa Mãe Lu Omitòògùn, que não diferente de seu nome, é a água que nos cura, é a água que é nosso remédio. Hoje, ela sozinha leva nossa casa, com auxílio de seus sobrinhos, e juntos vamos seguindo o antigo axé de Ifátinunké (Ignês Joaquina da Costa) a fundadora do Sítio de Pai Adão. Esse caminho, me traz alegria, me traz paz, me deu total harmonia. Amo o Ilé Iyemojá Ògúnté, casa que me acolheu há mais de 10 anos.

Tenho tanto o que viver ainda em minha religião. Olho para frente e vejo grande futuro. Temos muito o que fazer, a luta só começou. Muitas obrigações a derem dadas, terreiro de culto ao Orixá para abrir, filhos e filhas à iniciar, enfim, a vida na religião é uma glória, e essa glória dada por Olódùmarè enche meu peito de amor e plena felicidade.

Oxum é meu caminho, minha fonte de inspiração para enfrentar o mundo racista que estamos mergulhados até o pescoço. Nela descanso e renovo minha fé. Oxum é o berço que nina seus filhos. Ela é uma boa mãe, protege e ensina, guia e abre portas. O ouro que nasce/brota de suas mãos e pés, abençoa a vida dos que nela confiam e adoram. Oxum é maior do que podemos imaginar, é um orixá de grande sabedoria e poder, a rainha das feiticeiras, a célebre guerreira dos diretos das mulheres negras, a destemida rainha que cura com água fresca, a generosa comandante, que com comida vence a guerra... Nem só de beleza é Oxum, ela é o estrondo das águas doces, as águas que renovam, purificam, batizam, mata a cede e que perfura qualquer pedra, por mais forte que seja. Kolofé iyá mi, modupé!

Modupé à Oyá T’Ogun, por me iniciar!
Modupé à Ògún atí Esù wón bàbá mi!
Modupé Iyemojá Ògúnté Mi atí Ojé Bií!
Modupé iyálorisà mi Omitòògùn!
Modupé bàbálorisà mi Ifámuydè (Ifátòògún)!
Modupé gbogbo irùnmolé!
Modupé Olórun Olóore (Deus compassivo. Aquele que olha por todos com bondade e misericórdia)

Orò mì máa - minha obrigação habitual
Orò mi máa ‘yó – é feita com alegria
Orò mì máa - minha obrigação habitual
Àyaba ‘dò yeye o – para a rainha do rio

Kosí obá kan, afí Olorun!!!

Alexandre L’Omi L’Odò
Elegun atí Osùn


Foto de Aluísio Moreira (2004).

Alexandre L'Omi L'Odò
Elegun ti Osùn
alexanrelomilodo@gmail.com

domingo, 21 de julho de 2019

Projeto Giras Decoloniais realiza debate com mulheres sobre o texto “Crítica da Imagem Eurocêntrica” de Ella Shohat no mês de Oxum



Projeto Giras Decoloniais realiza debate com mulheres sobre o texto “Crítica da Imagem Eurocêntrica” de Ella Shohat no mês de Oxum

A Mostra Entremoveres e o projeto Giras Decoloniais do terreiro de Jurema Casa das Matas do Reis Malunguinho se unem para promover um dia de atividades decoloniais sob as perspectivas das mulheres. O grupo de estudos mensal acerca de questões da decoloneidade e anti-colonização num terreiro de Jurema, aproveita o momento em que as atividades religiosas na Jurema estão suspensas pelo fato de julho ser o mês de Oxum (na tradição nagô de Pernambuco), orixá do sacerdote da casa, para celebrar com as mulheres negras e indígenas o partilhar de debates intelectuais e antirracistas.

Oxum, orixá símbolo da feminilidade e da fertilidade leva então as Giras Decoloniais a se abrirem para construir em conjunto com a proposta da Mostra Entremoveres que está acontecendo no Museu da Abolição. A mostra, que faz parte de uma rede nacional chamada @trovoa_, tem como proposta a inclusão de artistas mulheres, racializadas, negras, índias, nas artes. Por isso, o grupo de estudos neste mês será ampliado com diversas atividades.

Confira a programação:

13h - Oficina de tinturas naturais com a artista urbana Maré

14h - Vivência As Folhas de Oxum com a aromaterapêuta Inalda Oliveira

15h - Turbantes e a tradição nagô com Obé Iná

16h - Roda de conversa sobre o livro Crítica da Imagem Eurocêntrica com Nathália Lopes

18h - Exibição do curta Simbiose sobre a parteira tradicional Dona Prazeres

19h – Encerramento com coco de roda

Serviço

Giras Decoloniais no mês da Oxum

Dia 27 de Julho
Das 13 às 19h
Local: Casa das Matas do Reis Malunguinho
Rua de São João, nº 340, Guadalupe, Olinda/PE
Contatos: 81 99525-7119

#CasadasMatasdoReisMalunguinho #GirasDecoloniais #Oxum #Mulheres #Feminismo #JuremaSagrada #MostraEntremoveres #AlexandreLomi2020 #Axé #Candomblé #PovodeTerreiro #Negras #Indígenas #Olinda


Alexandre L'Omi L'Odò
Sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Acorda Povo de Olinda alegra Sítio Histórico com centenária procissão dedicada à São João e Xangô


Acorda Povo de Olinda alegra Sítio Histórico com centenária procissão dedicada à São João e Xangô

A Casa das Matas do Reis Malunguinho, tem a honra de dar continuidade ao centenário Acorda Povo preservado com muito zelo pela Mestra Ana Lucia do Coco.

No dia 23 de Junho de 2019 (domingo), a partir das 19h, haverá coco, forró pé de serra e Bacamarteiros Mandacaru em Frente à Casa das Matas, esquentando e preparando a procissão da Bandeira de São João/Xangô, que sairá às 00h em direção à casa do querido Barão das Olindas na Rua da Boa Hora, nas ladeiras da Cidade Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

Consideramos uma missão da qual jamais abriremos mão, a preservação e continuidade de nossas tradições de fé deixadas pelos nossos antepassados negros e indígenas! A Mestra Ana Lucia do Coco, com honradez e sabedoria, segura com mão de ouro os saberes desse brinquedo tradicional. Ela, que merece ganhar o Prêmio do Patrimônio Vivo de Pernambuco, é a fonte viva desta cultura herdada de seus pais e avós.

Todas e todos podem participar e estão convidadxs. Ao final da procissão, haverá muito Coco com mestres e mestras da cultura popular. Vem sambar o Coco com a gente!!! Vai ser de axé!!

SERVIÇO:

Preparação para saída da Bandeira com apresentação de coco e forró pé de serra: dia 23 de Junho 2019 (domingo) das 19 às 00h na Casa das Matas do Reis Malunguinho – Rua de São João, nº 340, Olinda/PE.

Chegada da Procissão - 00h40min na Casa de Barão das Olindas – Rua da Boa Hora. Lá haverá coco e comidas típicas para os brincantes.

Informações e organização: 81 995257119 (WhatsApp) - Alexandre L'Omi L'Odò.

COMPARTILHEM!!

Se quiser saber mais sobre essa tradição, assista o documentário do Acorda Povo de Olinda 2018 e visite os links abaixo e leia preciosas informações:



1 - http://alexandrelomilodo.blogspot.com/…/acorda-povo-uma-tra…

2 - http://alexandrelomilodo.blogspot.com/…/acorada-povo-de-mae…


Alexandre L’Omi L’Odò
Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 29 de maio de 2019

1º Procissão dos Pretos e Pretas Velhas de Olinda foi registrada pela TV Globo Nordeste



1º Procissão dos Pretos e Pretas Velhas de Olinda foi registrada pela TV Globo Nordeste

A Casa das Matas do Reis Malunguinho, terreiro de Jurema Sagrada liderado pelo sacerdote Alexandre L’Omi L’Odò, teve a honra de realizar no dia 12 de Maio, das 17 às 21h, seu ato coletivo de reflexão sobre a incompleta abolição da escravatura e a luta contra o racismo em nossa sociedade.

Escolhemos o momento da festa dos Pretos e Pretas Velhas, para juntxs, celebrarmos a memória heroica desses e dessas que morreram lutando por liberdade, e que devido a elxs, hoje podemos ter nosso culto “livre”, para realizarmos essa gira de Jurema, dedicada à toda espiritualidade negra, que até os dias atuais, vêm nos ajudar, curar todos os males da vida e nos consolar nessa difícil caminhada contra as mazelas sociais deixadas pelo processo da escravidão no Brasil.

Dentre as atividades, foi realizada uma celebração da palavra, em memória à ancestralidade negra, que foi violentamente torturada no período da escravidão. Houveram cânticos específicos de luta contra o racismo e em louvor à ancestralidade afro indígena. Realizaremos a 1ª Procissão dos Pretos e Pretas Velhas de Olinda, que saiu de frente da Igreja do Rosário, em direção ao terreiro de Jurema Casa das Matas do Reis Malunguinho, levando para as ruas do sítio histórico de Olinda, cânticos e toques aos pretos e pretas velhas. A atividade, encerrou-se com a ceia da senzala (canjerê) e a gira de jurema, onde já dentro do terreiro, cantamos, dançamos e louvamos à todos pais e mães pretas, que espiritualmente vieram a terra para nos trazer paz, proteção e bons caminhos na vida.

A matéria da Globo encontra-se no link: https://globoplay.globo.com/v/7610123/

e na página de youtube de L'Omi: https://www.youtube.com/watch?v=k9AL0yZrojU 

A atividade foi realizada no terreiro de Jurema Casa das Matas do Reis Malunguinho na Rua de São João, nº 340, Guadalupe, Olinda/PE.

Para saber mais, seguem os contatos de nosso terreiro:

81 99525-7119

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Visite e siga nosso Instagram: https://www.instagram.com/cmdoreismalunguinho

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Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 5 de maio de 2019

Casa das Matas do Reis Malunguinho realiza 1ª Procissão dos Pretos e Pretas Velhas de Olinda


Convite
Festa dos Pretos e Pretas Velhas
Celebração à ancestralidade negra

A Casa das Matas do Reis Malunguinho, terreiro de Jurema Sagrada liderado pelo sacerdote Alexandre L’Omi L’Odò, tem a honra de convidar todas e todos para, no dia 12 de Maio, das 17 às 21h, participar de um ato coletivo de reflexão sobre a incompleta abolição da escravatura e a luta contra o racismo em nossa sociedade.

Escolhemos o momento da festa dos Pretos e Pretas Velhas, para juntxs, celebrarmos a memória heroica desses e dessas que morreram lutando por liberdade, e que devido a elxs, hoje podemos ter nosso culto “livre”, para realizarmos essa gira de Jurema, dedicada à toda espiritualidade negra, que até os dias atuais, vêm nos ajudar, curar todos os males da vida e nos consolar nessa difícil caminhada contra as mazelas sociais deixadas pelo processo da escravidão no Brasil.

Dentre as atividades, será realizada uma missa, em celebração à ancestralidade negra, que foi violentamente torturada no período da escravidão. Haverão cânticos específicos de luta contra o racismo e em louvor â ancestralidade afro indígena. Realizaremos a 1ª Procissão dos Pretos e Pretas Velhas de Olinda, que sairá de frente da Igreja do Rosário, em direção ao terreiro de Jurema Casa das Matas do Reis Malunguinho, levando para as ruas do sítio histórico de Olinda, cânticos e toques aos pretos e pretas velhas. A atividade, se encerrará com a ceia da senzala (canjerê) e a gira de jurema, onde já dentro do terreiro, cantaremos, dançaremos e louvaremos à todos pais e mães pretas, que espiritualmente vêm a terra para nos trazer paz, proteção e bons caminhos na vida.

Para participação neste ato, indicamos usar roupas completamente brancas. Salve os Pretos e Pretas velhas, símbolos de resiliência e compaixão antirracista.

Roteiro:

17h - Missa em celebração à ancestralidade negra
Local: Igreja do Rosário dos Homens Pretos de Olinda
Rua Alto do Rosário, Monte, Olinda/PE

18h – 1ª Procissão dos Pretos e Pretas Velhas de Olinda
Saída de Frente à Igreja do Rosário dos Homens Pretos de Olinda em sentido à Casa das Matas do Reis Malunguinho

19h – Festa dos Pretos e Pretas Velhas – Gira de Jurema em celebração à ancestralidade negra
Local: Casa das Matas do Reis Malunguinho
Rua de São João, nº 340, Guadalupe, Olinda/PE.

Informações:

81 99525-7119

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Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 28 de abril de 2019

Bloco dos Catimbozeiros - Ano I



Bloco dos Catimbozeiros - Ano I

Registro audiovisual do primeiro desfile oficial nas ladeiras de Olinda do Bloco dos Catimbozeiros. Arrastamos inúmeras pessoas de terreiro, que unidxs, levantamos juntos a bandeira da paz, da luta contra o racismo e a intolerância religiosa. Foi um feito inédito e histórico no carnaval, afinal, esse é o primeiro bloco dedicado exclusivamente ao Povo de Terreiro de Pernambuco. Malunguinho triunfou com seu Calunga Gigante e o Maracatu Nação do Reis Malunguinho, levou seu baque forte para animar nosso cortejo. Este pequeno registro, mostra parte do nosso desfile. Curta e compartilhe coisas boas sobre nossa religião.

Ano que vem tem mais. Vamos fazer um grande desfile e festa em 2020. Sustenta o tombo!

Informações sobre gerais:

Bloco fundado por Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote juremeiro da Casa das Matas do Reis Malunguinho em 2019. Esse bloco tem a pretensão de ser uma das vozes do povo de terreiro no Carnaval de Pernambuco. A tradição da Jurema e do candomblé tem como uma de suas importantes práticas os rituais preparatórios para o carnaval, sendo assim, todas as manifestações de cultura popular que estejam ligadas ao sagrado afroindígena, cumprem um severo ritual comprometido com as entidades e divindades dos panteões religiosos dessas duas tradições. Esses ritos pedem proteção, paz, segurança, livramento de tudo que é de ruim nos dias de Momo. Então, temos nas ruas, abertamente, contatos com símbolos e objetos sagrados, preparados para cumprir a missão de defesa e prosperidade para os blocos, agremiações, maracatus, afoxés, bois, la ursas, etc.

O catimbó, em termos gerais, é a mesma coisa que a Jurema Sagrada, uma religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil, que está presente em todo estado de Pernambuco, sendo em Recife e Região Metropolitana, a religião mais presente nos terreiros, sendo mais de 70% das casas, como aponta o senso realizado em 2010 pelo MDS e UNESCO. Esse termo, é profundamente estigmatizado na nossa sociedade, sempre ligado à coisas ruins, ao mal e à bruxaria. Não há consenso teórico que determine o significado desse termo indígena, contudo, o povo de terreiro sabe que catimbó é o ato de fumar cachimbo, ou o próprio cachimbo, elemento fundamental no culto da Jurema.

Para mudar a lógica de que nós somos o mal e educar nossa sociedade racista, o Bloco dos Catimbozeiros vai às ruas para levar alegria, fumaça, fé e proteção para o carnaval. Com muito catimbó, coco, maracatu e a presença ilustre do Calunga Gigante do Reis Malunguinho, as ladeiras de Olinda vão ser sacralizadas com todo axé e ciência do povo de terreiro, que tem em sua tradição, praticar o bem coletivo e curar os males de quem precisar.

A ideia é simples. Nos reunirmos em frente a Casa das Matas do Reis Malunguinho, todas e todos que são de terreiro, levando algum elemento religioso ligado à Jurema, como cachimbos, maracás, etc. Usar as roupas tradicionais e sair às ruas levando a bandeira da paz e da luta contra toda forma de racismo religioso. No meio deste contexto, depois de cumprimos nossas obrigações nas ladeiras de Olinda, claro que celebraremos sambando muito coco de roda, maracatu, mazurca e tudo mais que faz parte da tradição de terreiro, em frente à Casa das Matas do Reis Malunguinho.

Informações sobre a saída do bloco em 2019:

Saída dia 4 de Março ao meio dia em ponto. O bloco será acompanhado pelo Maracatu Nação do Reis Malunguinho e o Calunga Gigante do Reis Malunguinho, ambos estreando nas ladeiras de Olinda.

Local: Casa das Matas do Reis Malunguinho - Rua de São João, n° 340, Largo do Amparo, Guadalupe/Olinda.

Ao final, será servido o tradicional mungunzá e sambado o coco de roda com mestres e mestras da cultura popular em frente ao terreiro.

Contatos: 81 99525-7119 (Tim e Sapp) – Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote responsável.

Alexandre L’Omi L’Odò
Sacerdote da Casa das Matas do Reis Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Juremologia é libertação e fortalecimento do Povo da Jurema!

Juremeiro Alexandre L'Omi L'Odò ao lado do importante texto sobre a Jurema. Pesquisa e excelência na prática da Juremologia.

Juremologia é libertação e fortalecimento do Povo da Jurema!

1782... A Jurema Sagrada sempre retratada na documentação histórica como algo criminoso, de pessoas loucas e que deveria ser combatida pela coroa portuguesa, a todo custo. Esse é um dos textos que trabalhei na minha dissertação de mestrado JUREMOLOGIA. Se quiser aprender mais sobre a história de nossa religião, participe de nosso ciclo de debates na Casa das Matas do Reis Malunguinho.

O projeto Giras Decoloniais, é parte desse sonho coletivo do movimento do povo de terreiro, em formar pessoas fortalecidas nos contextos anti-racistas e intelectuais. "Quem não sabe de sua história, é facilmente dominado". 

O citado texto, foi trazido à luz da historiografia pelo importante pesquisador Leonardo Dantas. Essa pesquisa é fundamental para entendermos um pouco mais da Jurema, pode ser encontrado no Paço do Frevo, no livro que retrata a linha do tempo do carnaval. Veja bibliografia abaixo: 

SILVA, Leonardo Dantas. Carnaval do Recife. Recife: Prefeitura da Cidade do Recife, Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 2000.

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 Alexandre L’Omi L’Odò 
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 16 de abril de 2019

Alexandre L'Omi L'Odò oferece importantes reflexões para o povo de terreiro no TVPEnoAR.



Alexandre L'Omi L'Odò oferece importantes reflexões para o povo de terreiro no TVPEnoAR.

L'Omi, historiador, cientista das religiões e sacerdote juremeiro, desenvolve um trabalho fundamental na luta contra o racismo e a intolerância religiosa em Pernambuco. Nessa entrevista, o abalizado professor, diz: "Tem uma lacuna interna profunda da nossa própria identidade indígena e negra". Sendo assim, essa entrevista realizada por Guitinho do Xambá, serve como conteúdo de reflexão para toda sociedade, repassando importantes dados a serem conhecidos e provocando-nos à criticidade.

Vale a pena ver a entrevista completa compartilhar.

Compartilhe coisas boas da nossa religião. Vamos ocupar a internet com informação de qualidade. Axé e salve a Jurema!

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Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Quilombo Cultural Malunguinho

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Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!