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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Comunicado aos meus amigos e amigas de luta

Alexandre L'Omi L'Odò, pré candidato à Deputado Estadual em Pernambuco. Foto: Acervo.

Comunicado aos meus amigos e amigas de luta

Por este, venho informar publicamente, minha saída do PT – Partidos dos Trabalhadores, para ingressar no PCdoB – Partido Comunista do Brasil, para dar continuidade à nossa missão de construir candidaturas fortes e comprometidas verdadeiramente com as bases dos Povos e Comunidades Tradicionais, da Cultura Popular, das Comunidades e da/na luta pelo extermínio do racismo, em especial o racismo religioso, o genocídio da população negra e indígena, e, todas as formas de intolerância e preconceitos.

Continuo o mesmo, com as mesmas idéias e objetivos, estando apenas mais amadurecido e fortalecido após o processo eleitoral de 2016, que me foi generosamente favorável na minha formação político-partidária. Minha candidatura à Vereador da Cidade de Olinda, me encheu de saberes e alegrias, mesmo não tendo sido concretizada em reta final.

Saio extremamente agradecido ao PT, partido que tenho grande amor e respeito. Agradeço especialmente à Donana Cavalcanti, mulher guerreira e destemida que me filiou e me abriu esta estrada, sendo em diversos momentos, referência de luta, desde dentro do Bairro de Peixinhos, local onde nasci e me criei, junto com seus filhos, brincando dentro de sua casa, e compartilhando da vida e da luta, desde muito jovem.

Estou indo em busca de ampliar nossos projetos de poder, nossas lutas comunitárias e nossos sonhos. Temos que elegermo-nos! Não é mais aceitável ficarmos sem representação na esfera política. Os povos e comunidades tradicionais, necessitam ter seus representantes eleitos democraticamente pelo voto direto, para que assim, possamos ampliar nossos direitos e abrir caminho para que haja uma mudança de paradigma político ideológico em nosso país, que está com profundas chagas desde antes do Golpe contra a democracia.

Não adiaremos mais o inevitável. Baseados nas tradições afro-indígenas, vamos construir uma proposta coletiva de mandato, que contemple e respeite toda a sociedade, e que possa nos viabilizar uma política ubunto, sankofa, que respeite o meio ambiente, que contribua na luta pelo direitos das mulheres, que lute e fortaleça o combate à LGBTIfobia, que una e fortaleça os terreiros de todas as nações afro indígenas, que construa possibilidades para viabilizar as políticas de Promoção de Igualdade Racial, que respeite e valorize todas as manifestações da cultura popular, e que mergulhe nas bases comunitárias, locais fundamentais para construirmos novos rumos para o país.

Não tenho medo de sonhar, muito menos de acreditar que é possível ser candidato e me eleger. Nós temos fé e amor pelo que acreditamos, e por este motivo, vamos até o fim na luta pelos nossos direitos!

Sigo com total veemência na luta contra o Golpe, a favor da democracia e por #LulaLivre, na força da fumaça santa e sagrada de nossos ancestrais, contribuindo para uma frente ampla de esquerda, que possa nos viabilizar a vitória contra o retrocesso proposto pela extrema direita golpista deste país!

Vamos juntos e juntas conquistar nossos espaços! Não podemos adiar mais o que nos foi dado como missão pelos nossos grandes guerreiros ancestrais, que são nossos heróis, como Malunguinho, Zumbi, Dandara, Pai Paulo Braz Ifátòògùn, Badia, Mãe Biu, Pai Adão, Mestre Afonso, e tantos outros e outras, que deixaram um legado de luta para ser honrado por nós. Sigamos de mãos dadas com fé e alegria!

Em breve, comunicarei ato de lançamento da pré campanha à Deputado Estadual. Conto com a ajuda e participação de todas e todos nesse processo de construção de novos rumos para nosso povo.

#AlexandreLomi2018 !
#QuemédeTerreiroVotaemquemédeTerreiro!
#PovodeTerreiroPolíticaénossolugar!

Alexandre L’Omi L’Odò
Pré candidato à Deputado Estadual
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 17 de setembro de 2016

Lei Malunguinho - Uma solução pedagógica para a ausência de implementação das leis federais 10.639/03 e 11.645/08



Lei Malunguinho
Uma solução pedagógica para a ausência de implementação das leis federais 10.639/03 e 11.645/08.

Nós do QCM - Quilombo Cultural Malunguinho, nos últimos 15 anos desenvolvemos atividades diversas na formação, informação, fortalecimento e continuidade na/da vivência, cultura e tradição afro indígena.

Assim sendo, há dez anos foi instituída a Semana da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana - Lei Malunguinho 13.298/07, na EREM Mariano Teixeira em Areias/Recife. Esta proposta pedagógica de ensino afro-indocentrada foi oferecida pelo QCM, sendo levada a frente com total dignidade pela professora socióloga Célia Cabral, ou Célia Malunguinho ou ainda Célia Baobá, como é conhecida hoje esta guerreira da implementação das já citadas leis em PE.

Na última sexta feira, dia 16 de Setembro de 2016, foi encerrado mais um ciclo de atividades da Lei Malunguinho na Escola. As atividades foram diversas e os alunos e alunas apresentaram os resultados de tudo que construíram e debateram durante esta semana de imersão nas temáticas afroindígenas. Um dos resultados mais interessantes foi este vídeo mostrando de forma muito envolvente o conteúdo programático geral da Semana.

Achei de muito bom gosto e de boa produção este material. O empenho e empoderamentos das alunas e alunos é visível nas falas e na forma como se comportaram no audiovisual. Criaram um joguinho super interessante e cheio de informações fundamentais.

Vejo que se o Estado não implementa as leis federais que obrigam o ensino da história e cultura dos africanos, afrodescendentes e indígenas, podemos usar a Lei Malunguinho como um instrumento oficial e legal de nosso Estado. Não devemos apenas comemorar e desenvolver atividades de formação somente no dia 20 de novembro, no dia do índio ou na semana do folclore. Temos que usar o máximo de possibilidades que temos para efetivar este tipo de ensino anti racismo e em prol do conhecimento crítico e autônomo de nossas raízes étnicas e históricas.

Malunguinho é isso: A continuidade de uma luta que não se encerrará enquanto não houver igualdade de direitos e o fim do racismo.

Sobô Nirê Mafá Reis Malunguinho!
És nossa referência histórica de luta negra indígena!

#JuremanaEscola
#LeiMalunguinho

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Plantio de Jurema em escola pública - Matéria impressa do Diario de Pernambuco

Digitalização da matéria impressa. Acervo de Alexandre L'Omi L'Odò.

Plantio de Jurema em escola pública

Marcionila Teixeira.
Diário de Pernambuco de Quinta feira 09/06/2016. Caderno Local, página B2.

Transcrição integral da matéria:

RELIGIÃO

Uma muda de jurema, planta comum no Nordeste brasileiro e de grande significado para os seguidores da religião de matriz indígena de mesmo nome, será plantada nesta quinta-feira, pela primeira vez, em uma unidade de ensino pública do Brasil. O ato marca a Semana do Meio Ambiente na Escola de Referência em Ensino Médio Professor Cândido Duarte, em Apipucos, no Recife. O ato religioso e cultural também acontece em homenagem ao rei Malunguinho, líder da luta por liberdade de negros, negras e indígenas no Quilombo do Catucá, no século XIX.

Além de promover um debate sobre a relação das religiões de matrizes indígenas e africanas com o meio ambiente, o professor de geografia e direitos humanos, Rodrigo de Lima, também pretende marcar a data combatendo a intolerância religiosa e racial dentro da unidade de ensino, formada por 300 alunos do 1° ao 3° ano do ensino médio.

Rodrigo, que é catequista da Igreja Católica, costuma chamar o Quilombo Cultural Malunguinho, instituição voltada à informação, pesquisa e formação na cultura e prática afro indígena brasileira, para palestras na escola. “Sempre discutimos a consciência negra. Sigo a linha da teologia da libertação e considero importante quebrar a discriminação religiosa e racial. Temos muitos alunos evangélicos e católicos e há dois anos já estamos discutindo o tema”, explica.

Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote da Jurema e fundador do Quilombo Cultural Malunguinho, fará palestra sobre a contribuição das religiões afro-indígenas para a preservação ambiental. Em seguida, estará à frente do ritual de plantio da jurema no terreno da escola, que será acompanhado pelos alunos. "Este pé de Jurema será plantado como símbolo de esperança na luta contra o racismo e a intolerância religiosa, assim como para fortalecer o respeito à diversidade e garantir no espaço da escola um patrimônio de memória viva dos povos indígenas que nesta terra já habitavam antes da chegada dos colonizadores brancos e dos negros e negras escravizados", reflete Alexandre. 

A muda tem um metro e pode atingir cinco metros de altura com sete metros de copa. “A jurema sagrada é deusa- mãe, é o centro de tudo na religião. É de onde tiramos toda a força e enregia da natureza para trabalhar na religião. Os indígenas do Nordeste conheciam a planta muito antes dos colonizadores”, explica.

Em 2005, a professora de história Célia Arruda plantou um baobá, árvore de origem africana, na Escola de Referência de Ensino Médio (EREM) Mariano Teixeira, em Areias, Zona Oeste do Recife, para trabalhar também temas relacionados ao meio ambiente e à cultura negra. (Marcionila Teixeira).


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Vamos Salvar o Baobá!

 Baobá tombado na antiga sementeira de Olinda.Um crime contra os símbolos do povo negro. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.

VAMOS SALVAR O BAOBÁ!
Hoje, 04/05/2016 visitei pessoalmente o baobá da sementeira de Olinda no bairro de Jardim Atlântico para averiguar como estava esta cruel e triste realidade.
Chegando lá vi a desolante cena... Uma sementeira totalmente destruída e um enorme baobá tombado sob grande quantidade de areia, barro e lixo... Fiquei profundamente triste com o impacto de ver um dos importantes símbolos de resistência e memória dos povos de matriz africana desprezado e caído perante um senário de total descaso. 
Orei e pedi forcas aos nossos ancestrais para poder lutar contra este crime ao meio ambiente e a nosso povo.

Baobá tombado na antiga sementeira de Olinda.Um crime contra os símbolos do povo negro. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.

O BAOBÁ ainda é vivo... Pelo menos ao que pude averiguar. Mas sei que para uma melhor observação será necessário um biólogo ou congênere especialista em árvores... Mas as folhas ainda estão verdes e aparentemente fortes.
Acredito que ainda podemos salvar este baobá. Se a Prefeitura de Olinda disponibilizar uma logística adequada para reerguê-lo e mantê-lo de pé até ele próprio retomar seu equilíbrio, o salvamos da morte.
Cadê a Secretaria de Meio Ambiente de Olinda? Cadê a Secretaria de Meio Ambiente do Estado? Vamos cobrar isso de forma urgente. Não vamos permitir que crimes deste porte aconteçam perante nossos narizes. VAMOS REAGIR E LUTAR!

Convocação urgente: Baobá tombado na antiga sementeira de Olinda.Um crime contra os símbolos do povo negro. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.

CONVOCO os irmãos de luta para amanhã a tarde nos rehnirmosno Nascedouro de Peixinhos às 15h para deliberar ações concretas para Tentar reverter esta situação. Meu zap: 995257119
Que nossos ancestrais nos ajudem!
Sobô Nirê Mafá! que Reis Malunguinho, obá Iroko, pai Kitembu e Lokô nos abram este caminho.

Quilombo Cultural Malunguinho

alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 1 de novembro de 2014

Agenda de atividades do Mês da Consciência Negra - Alexandre L'Omi L'Odò

Alexandre L'Omi L'Odò. Foto Marina Mahmood - Jornal Folha de Pernambuco

Agenda do Mês da Consciência Negra 2014
De 1° à 03 de Dezembro

Publico aqui minha agenda geral de atividades no mês da Consciência Negra 2014. Estas informações servirão para orientar as pessoas que quiserem participar das palestras, oficinas, exibições do Filme Malunguinho, oficinas, celebrações e rituais que realizarei nos dias abaixo expostos. Conto com a participação dos amigos e amigas nestas atividades. Vamos somar para que a cada dia mais possamos eliminar o racismo e a intolerância de nossa sociedade. Salve Zumbi dos Palmares nosso herói nacional, e salve Malunguinho o Reis das Matas e Reis da Jurema, que também é nosso herói brasileiro.  

1°/11 – Celebração interna na Casa das Matas do Reis Malunguinho – Ritual de Jurema
Celebração aos Ibeji “Cosme e Damião” no Ilé Iyemojá Ògúnté – 15h

2/11 – Celebração aos ancestrais (Ésá e Babá Ègún) no Ilé Iyemojá Ògúnté

4/11 – Caminhada dos Terreiros de Pernambuco – Concentração do Povo da Jurema na Rua da Guia/Recife Antigo para celebração e protesto – 14h

13/11 – Seminário da OAB/PE – Identidades, Direitos e Cidadania das Populações Tradicionais – Palestra sobre violência nos terreiros de PE – 08 às 18h

17/11 – Celebração Afro Indígena – Palestras e exibição do Filme Malunguinho – 9h na Escola Municipal (posteriormente informo), em Afogados/Recife. 14h na Escola EREM Cândido Duarte em Apipucos/Recife.

19/11 – Semana da Consciência Negra da Faculdade de Direito/UFPE – Palestra sobre Cultura e Religião – Movimento Zoada. 19h na Faculdade de Direito, centro do Recife (em frente ao 13 de Maio)

20/11 – Dia da Consciência Negra – Exibição do Filme Pernamcubanos, filme de Nilton Pereira, com debate ao final – Cinema São Luiz 19h.

21/11 - Evento de encerramento do projeto instantâneas da África na cidade de Triunfo/PE no Teatro Guarany. Será lançado o livro da exposição, darei palestra e faremos um grande encontro de coco dos quilombos no fechamento.

24 à 29/11 – Semana de Atividades da Diversidade Religiosa – Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa da Presidência da República – Brasília/DF.

24 à 27/11 – Apresentação/Publicação de Artigo Científico - 18º Encontro Nacional da Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher e Relações de Gênero (REDOR) - Perspectivas Feministas de Gênero: Desafios no Campo da Militância e das Práticas Científicas (UFRPE), campus Dois Irmãos

25 à 27/11 – Apresentação/Publicação de Artigo Científico no IV Encontro de História do Império Brasileiro – UFRPE

28/11 – Dois meses do IX Kipupa Malunguinho – Fumaçada dos parceiros (celebração)

29/11 – Entrevista sobre a Cultura e Religião Afro na Rádio Nova FM - Programa Brasil Cultural – 12 às 14h

30/11 à 03/12 – Oficina no III Didá Ará - Encontro Nacional de Tradições de Matriz Africana e Saúde: Afrobioética Bases Conceituais Afrocentradas a partir do contexto do SUS – Rio Grande/RS

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

VIII Kipupa Malunguinho - Triunfando na Jurema! Agradecimentos

VIII Kipupa Malunguinho (altar) - Foto de Juliana Düb.

VIII Kipupa Malunguinho
Triunfando na Jurema!

Agradecimentos

Mais um ano realizamos o Kipupa Malunguinho, Coco na mata do Catucá com êxito e alegria. Já na VIII edição, continuamos com nossa missão de fortalecer o Povo da Jurema em sua completude, tanto teológica quanto de representação política na sociedade, contribuindo para o levante da auto-estima destes, para que possam se afirmar como juremeiros e juremeiras, colocando a Jurema em um lugar mais decente perante sua história e contribuição para as demais religiões que posteriormente chegaram ao Brasil.

O Kipupa, mais uma vez reafirmo, não é uma “festa nas matas”, ou um “piquenique de Jurema”, ou até mesmo uma “caminhada de Malunguinho”. O Kipupa é o maior encontro de troca de saberes entre juremeiros e juremeiras que existe até hoje no país, evento que traz pessoas de toda parte do Brasil para conhecer um espaço histórico na luta do Povo negro e indígena de Pernambuco, também, para conhecer a história de Malunguinho e vivenciar uma experiência profunda com a ciência da Jurema Sagrada e com os saberes da cultura popular e tradicional em matas sagradas e consagradas à seu Reis e demais entidades e divindades. Também, é um grande ato de fé coletivo consciente, não devemos esquecer... Este momento também faz parte de um calendário já tradicional para nosso Povo, pois setembro já é o mês de Malunguinho para muitos terreiros que entenderam o papel de reconhecer nossas divindades com a dignidade que elas merecem nos rituais internos e na vida cotidiana, afinal, Malunguinho também é um herói de nosso povo, e assim devemos celebrá-lo.

Realizar um evento deste porte não é fácil... Muito trabalho, muita luta, meses de idas e vindas em secretarias, salas, conversando com pessoas, pedindo ajuda, realizando reuniões, correndo e correndo para garantir o melhor em estrutura e condições pra nosso povo se sentir a vontade pra poder juntos expressar o que de melhor temos em nós: nossa ciência.

Assim é o Kipupa Malunguinho, evento que cresceu junto com a consciência do povo da Jurema para construir novos rumos para nossa religião, tendo como referência o herói Malunguinho, guerreiro do Catucá que até hoje nos protege e orienta, cumprindo seu papel histórico e divino.

Temos que agradecer muito a todas e todos que ajudaram o evento a acontecer, pois sem estes não poderíamos ter o realizado, claro (rsrsrs). O evento ainda não tem a estrutura que merece, nem o reconhecimento por parte do poder público local e estadual que almejamos, mas estamos na luta, às vezes até nos humilhando por apoio... Esta fase um dia há de passar, pois creio que as entidades não estão cegas e insensíveis a toda essa luta que travamos pelo nosso povo e por eles também, a final, entendemos tudo isso como uma missão, uma missão cara, difícil, pesada, nada confortável, mas válida e necessária para podermos inverter nosso lugar de exclusão que ainda vivemos. Portanto, lutar foi nossa escolha. Não queremos ficar dentro de nossas casas apenas soltando fumaça pra ajudar “freguês” ou filhos, queremos soltar nossa fumaça pra mudar um paradigma social histórico de exclusão e racismo a que todos nós estamos submetidos indesejadamente, e por isso damos nossa cara à tapa.

Gira com o povo da Jurema no VIII Kipupa Malunguinho. Foto de Rennan Peixe.

Obrigado a Malunguinho por mais um ano de vitórias e agregação de pessoas em prol dessa luta. Obrigado a ciência mestra da Jurema Sagrada que nos permite realizar este evento. Obrigado a Tupã pela nossa existência e força vital. Obrigado a toda equipe do Quilombo Cultural Malunguinho, e a todas e todos que ajudaram mesmo sem pertencer ao QCM oficialmente; Obrigado aos apoios de: Mãe Graça de Xangô pela ajuda imprescindível na vendagem das camisas “A JUREMA MERECE RESPEITO”; obrigado a Pai Messias por ter organizado seu terreiro para contribuir com o evento; Obrigado a Pai Tonho de cajueiro Seco por mais um ano estar conosco; Obrigado a Vado Juremeiro por ter se disponibilizado a organizar o ônibus da Vila das Lavadeiras; Obrigado a Ana de Oyá por ter ajudado a vender uma parte das camisas; Obrigado a todas e todos que compraram as camisas (esta grana ajudou demais ao evento se realizar). Obrigado ao secretário de Estado Oscar Paes Barreto, a Isaltino Nascimento, ao vereador do Recife Vicente André Gomes, ao vereador do Recife Raul Julgmann; obrigado a Prefeitura de Abreu e Lima na pessoa de Wellington Tiago – secretário de Turismo e Cultura do município; obrigado a Amauri Cunha coordenador do Núcleo Afro da Prefeitura do Recife; Obrigado a prefeitura do Recife pelas águas enviadas; obrigado a prefeitura de Olinda através da secretaria executiva da Mulher comandada por Donana Cavalcanti; obrigado à Rita Honotório e sua irmã Juliene pelos fogos doados; obrigado a Juliana Bison por ter se disponibilizado a organizar o ônibus de Peixinhos; Obrigado a Anne Cleide por ter se disponibilizado a ajudar nos ônibus do centro do Recife; obrigado a Graça Bastos; obrigado a Eric Assumpção pela ajuda decisiva para a realização do evento em loco; obrigado a Vivi e a Wilson Maraca pela ajuda imprescindível em toda estrutura do evento um dia antes e no dia, inclusive no esvaziamento dos buracos de lama a balde; Obrigado a Jorginho meu filho que com sua luz me ajudou a suplantar as dificuldades; obrigado a Arthur Lima pela decoração e ajuda em geral que deu; obrigado à Kamilla da Costa pela contribuição efetiva ao evento e na ajuda que deu durante o dia do mesmo; Obrigado como sempre à Juarez e a Nani que sempre nos ajudam muito neste processo; Obrigado a Eliane do Mercado de São José, da Casa Abre Gira por nos ajudar a vender os bilhetes dos ônibus; Obrigado ao SAMU pela cobertura com uma ambulância no local; obrigado à Polícia Militar de Pernambuco nas pessoas da capitã Lucia Helena do GT Racismo da Polícia e do Capitão André Luan; Obrigado ao terreiro Mensageiros da Fé, casa que sustenta os fundamentos de Malunguinho através de Sandro de Jucá e Dona Dora (meus padrinhos); obrigado ao Ministério da Saúde por ter enviado o professor Jayro Pereira de Jesus, e obrigado ao professor por ter vindo do RS dar o curso de Afrobioética na Semana da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana e por ter participado do Kipupa com uma fala importante; Obrigado à professora Célia Cabral e a Escola Estadual Mariano Teixeira por terem realizado mais um ano a Semana de Malunguinho (Lei estadual 13.298/07); Obrigado à Alexandre Miranda pelo apoio dado; Obrigado à deputada estadual Tereza Leitão e seu assessor Félix Aureliano pelo apoio dado; Obrigado ao CEPIR e ao Governo do Estado pelo fundamental apoio dado; obrigado a Diego, motorista que me conduziu cruzando toda cidade entre dos dias 18 a 22 de setembro de 2013 – sua sensibilidade e harmonia ajudou muito a tudo dar certo; Obrigado à Nino do Bojo da Macaíba pela confecção de todas as artes usadas no evento; E um obrigado muito especial aos grupos culturais que fizeram a festa vibrar com seus cocos – Coco de Roda Bojo da Macaíba, Coco dos Pretos, Grupo Bongar, Mestre Zé Negão e ao pessoal da LAIA e ao mestre Zeca do Rolete. Ainda, agradeço a todas e todos que esqueci de colocar aqui (reinvidiquem se necessário que coloco – rsrs).

Mesmo tendo levado uns NÃO’S de instituições nacionais de Brasília que deveriam nos ajudar, o evento aconteceu, isso se deve a muita luta.

No meio de todo este processo, ainda pudemos fortalecer mais ainda a Rede Nacional do Povo da Jurema através da grande adesão por parte dos juremeiros e juremeiras e outros presentes que assinaram a ficha de adesão oficial da Rede. Em breve vem novidade por ai do nosso Povo, aguardem...

O IX Kipupa vem ai... Vamos preparar os cachimbos que a pisada vai ser forte! Simbora Povo da Jurema, buscar nosso lugar! Salve a fumaça!!!

Sobô Nirê Reis Malunguinho!
Salve a Jurema Sagrada!

Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
Rede Nacional do Povo da Jurema

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!