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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Entrevista sobre Teologia Afro com o Teólogo Jayro Pereira de Jesus



Entrevista sobre Teologia Afro com o Teólogo Jayro Pereira de Jesus

O Povo de Terreiro precisa ouvir essa entrevista linda do omo Ogiyàn, teólogo afro e professor Jayro De Jesus. Ele é um dos maiores intelectuais negros de nossa religião e precisa ser ouvido e compreendido. É nosso dever publicar conteúdos de grande relevância para ampliar a percepção de mundo e a criticidade afro indígena de nosso povo. Compartilhem, este vídeo tem axé!

Abaixo, texto original desta postagem no canal do YouTube do Cultne. O vídeo encontra-se neste link: https://www.youtube.com/watch?v=TUUOZT-ffEA&t=708s e também no link de meu canal do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=7RsBlCoKKa8 

Programa exibido em 01 de abril de 2017 na TV Alerj tendo como convidado o teólogo e professor Jayro Pereira de Jesus..
CULTNE NA TV é um programa para TV que utiliza a riqueza do acervo Cultne além de novos conteúdos num mix de leveza e informação sobre cultura negra. O programa Cultne na TV está no ar na TV ALERJ, uma TV a cabo pertencente ao poder legislativo do Estado do Rio de Janeiro.

Exibição semanal o Cultne na TV traz para a televisão uma importante contribuição para a diversidade da imagem veiculada na mídia brasileira. O programa vai dar aos telespectadores da TV Alerj a oportunidade de se informar, se emocionar, desconstruir preconceitos, a partir de fatos da história contemporânea do movimento negro no Brasil.

O programa é uma parceria da TV Alerj, com o Acervo Digital de Cultura Negra, tendo sido contemplado com os recursos do Edital Viva o Cinema da Rio Filme/ Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro em 2015..

CULTNE, site que reúne um grande conteúdo audiovisual de importantes momentos da história recente dos afros brasileiros. São momentos que retratam as manifestações culturais, artísticas e esportivas, um material que contribui para o ineditismo do programa.
Divididos em dois blocos e com duração de vinte e oito minutos, o programa tem o formato de entrevista em estúdio. O apresentador Ricardo Brasil, e o convidado, vão ficar cara a cara, num papo envolvente. O apresentador conduz a entrevista tendo como fio condutor, a exibição de vídeos em um tablet. São vídeos onde o convidado aparece atuando em algum episódio histórico, ou de fatos que tenham relevância com história de vida do entrevistado. A ideia é contextualizar a história e aprender com ela.

O programa é direcionado a todo e qualquer público, independente de classe social, raça, idade, religião e sexo. É uma atração que vai dar a oportunidade a todos e a todas, de conhecer o passado para repensar o presente.

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Obrigado a JF Neto por ter me ajudado a subir este vídeo.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 31 de agosto de 2014

Curso de Extensão - Introdução ao Estudo da Juremobioética / Afrobioética Capacitação introdutória para Povo de Terreiro


Em comemoração aos 10 anos do Quilombo Cultural Malunguinho

Curso de Extensão
Introdução ao Estudo da Juremobioética / Afrobioética
Capacitação introdutória para Povo de Terreiro

Prof. Jayro Pereira de Jesus

Carga horária: 60 – 44 h/a presencial e 16h para elaboração de trabalho de conclusão

Período: De 22 à 27 de setembro de 2014
Turnos: Tarde e noite

Locais: Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano
Rua do Imperador, 371 – Santo Antônio – Recife/PE (só turno da noite)

Núcleo Afro: Pátio de São Pedro, Santo Antônio – Recife/PE (só turno da tarde)

30$ taxa para material didático

Será entregue certificado para quem cumprir mais de 75% da carga horária do curso.

Inscrições
Mandar solicitação para email: alexandrelomilodo@gmail.com
Ou ligar para: 81. 9525-7119 (TIM) / 8887-1496 (Oi)
Você receberá um email com a ficha de inscrição que deverá preencher e mandar de volta para L’Omi L’Odò.

Realização: Quilombo Cultural Malunguinho, L’Omi L’Odò Produções – Pesquisas e Consultorias, Ministério da Saúde, Egbé Orun Àyé, ATRAI e ESTAF

Apoio: Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano, Ilé Iyemojá Ògúnté, Núcleo Afro da Prefeitura do Recife, Palácio de Iemanjá e Casa das Matas do Reis Malunguinho.


Atividade da 7° Semana Estadual da Vivencia e Prática da Cultura Afro Pernambucana – Lei estadual 13.298/07 (Lei Malunguinho).


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

sábado, 30 de agosto de 2014

Release - Curso de Juremabioética e Afrobioética com Professor Jayro Pereira de Jesus - em PE

Professor Jayro Pereitra de Jesus - Teólogo Afro Indígena. Foto da CULTINE/Divulgação.

POVO DE TERREIRO DA TRADIÇÃO DA JUREMA (JUREMABIOÉTICA) E DE MATRIZ AFRICANA DE RECIFE E REGIÃO METROPOLITANA TERÃO CAPACITAÇÃO EM AFROBIOÉTICA

Em comemoração dos 10 anos do Quilombo Cultural Malunguinho, decidimos fortalecer mais ainda o Povo Tradicional de Terreiro com informação de qualidade na 7° Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana (Lei Malunguinho 13.298/07).

Visando contribuir para o Povo de Terreiro na perspectiva de qualificar e alterar a esfera pública das Tradições de Matriz Africana e Indígena, será ofertado de 22 a 27 de setembro de 2014, o curso de capacitação introdutória em JUREMOBIOÉTICA e AFROBIOÉTICA para o Povo de Terreiro da Jurema Sagrada (Juremaafrobioética) das Tradições de Matriz Africana da cidade de Recife e região metropolitana. É tarefa igualmente do curso, habilitar adeptos das Tradições da Jurema, de Matriz Africana e Afro-Umbandista para atuarem mediante massa crítica nos Conselhos Municipais de Saúde e nos Comitês de Bioética de Hospitais, Universidades (controle afrosocial), etc. 

Ofertado pela EGBÉ ÒRUN ÀIYÉ (Associação Afro-Brasileira de Estudos Teológicos e Filosóficos das Culturas Negras) pela Associação Nacional de Teólogos e Teólogas Afrocentrados/as da Tradição de Matriz Africana, Afro-Umbandista e Indígena, bem como pela Escola de Filosofia e Teologia Afrocentrada (ESTAF), e também pelo Quilombo Cultural Malunguinho e a L’Omi L’Odò Produções – Pesquisas e Consultorias (estas duas últimas organizadoras do curso em PE) a capacitação visa abordar os valores éticos e morais da vida humana e em geral de acordo com visão de mundo dos povos africanos trazidos para o Brasil compulsoriamente e dos povos indígenas.

O curso sobre JUREMOBIOÉTICA/AFROBIOÉTICA é uma proposta que visa trazer à tona a gama axiológica e pressupostos ontológicos negro-africanas para dialogar com as demandas contemporâneas no que concerne a doação de órgãos, transplantes, aborto, tratamento de fertilização, clonagem, células-troncos, embriões à luz da afroética, bem como da Afrobioética e pesquisas com seres humanos, Afrobioética, mulheres negras e de Terreiros, pressupostos afrofilosóficos e afroteológicos, afrobiodireito, pressupostos civilizatórios africanos e a dignidade humana, questões de identidade de gênero de acordo com os postulados da cosmovisão africana e indígena, entre outros conteúdos que serão abordados no curso.             

O curso abrirá espaço ainda para a discussão da ética dentro da Jurema e dos cultos de matrizes africanas e umbandistas.

A palavra Bioética é uma bricolagem advinda de ética e vida (bio) significando a grosso modo “ética da vida” ou ética aplicada à vida. Quando se acrescenta mais uma palavra aqui no caso “afro” antecedendo a bricolagem e por sua vez compondo uma tríplice (tri) colagem visa situar a África, como nascedouro do ser humano, berço da civilização e o Egito africano como a fonte da civilização ocidental (NASCIMENTO, Elisa Larkin. Introdução às antigas civilizações Africanas. In: ___. A matriz africana no mundo. São Paulo: Selo Negro, 2008, p. 56).

A capacitação já fora realizada na capital pernambucana e no Rio de Janeiro no ano de 2013 com apoio do Ministério da Saúde (DAGEP/SEGEP) e neste ano de 2014 realizou-se inicialmente nas cidades de Belém (PA), Palmas e Porto Nacional (TO) e novamente Recife e, em seguida pela segunda vez no Rio de Janeiro, contando com os apoios da SEPPIR e novamente do Ministério da Saúde através dos órgãos DAGEP e SEGEP.        
                       
O facilitador da capacitação é Prof. Jayro Pereira de Jesus (Ògìyán Kalafò Olorode), Teólogo de Formação e Teólogo Afrocentrado de Visão Mundo Africana, Afro-Umbandista e Indígena, Licenciado em Ciências Religiosas e Presidente da ATRAI.  A capacitação conta com o apoio da SEPPIR/SECOMT.    

Evento: Capacitação Introdutória em JUREMABIOÉTICA/AFROBIOÉTICA para Povo de Terreiro
Data: 22 a 27 /09 de 2014
Horário: Tarde e noite de 2ª
 a 6ª  e no sábado o dia todo
Local de realização: Arquivo Público Estadual e Núcleo Afro

Maiores informações: Com Alexandre L’Omi L’Odo pelos fones: (81) 9525-7119/8887-1496; email: alexandrelomilodo@gmail.com

Apoio: Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano, Prefeitura do Recife (Núcleo Afro) e Terreiro Casa das Matas do Reis Malunguinho e Palácio de Iemanjá.

Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Curso de Afrobioteoética na Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana 2013

Professor Jayro Pereira de Jesus - Coordenador da STAF. Foto/Divulgação.

Curso de Afrobioteoética na Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana 2013
Curso de Afrobioteoética: A Sacralidade Existencial do Ser-Força Humana na Visão de Mundo Afrocentrada


O Quilombo Cultural Malunguinho dando continuidade a aplicação da Lei Malunguinho 13.298/07 e a ESTAF - Escola de Filosofia e Teologia Afrocentrada tem a honra de oferecer ao povo pernambucano e as comunidades tradicionais de terreiro este imperdível curso para o avançar intelectual de nossas mentalidades e consciência. Aproveitem, a Semana de Malunguinho está rica em atividades. 


Curso: Introdução a Afroteobioética / Afrobioteoética
Carga horária: 60 – 44 h/a presencial e 16h para elaboração de trabalho de conclusão sob orientação à distância.

Tarde das 14 às 17h; noite das 19h00 às 22h00

Ministrante: Prof. Jayro Pereira de Jesus (Ògìyán Kalafò Olorode) - Teólogo de formação e Teólogo Afrocentrado da Tradição de Matriz Africana, Afro-umbandista e Indígena.

Nº de vagas do curso: mínimo: 30 máximo: 60

Local do curso: Teatro Arraial da FUNDARP – Rua da Aurora, 264 - Centro - 

Local para inscrição: Núcleo de Cultura Afro, Casa 34 – Pátio de São Pedro – Recife – Centro.
Fones: (81) 3355-3100 / 9665-1735 (Amaury Cunha). 

Apoio logístico e pedagógico: Prof. João Monteiro – Fone (81) 8649-8234 – e-mail: dundunmonteiro@yahoo.com.br e Leandro Tavares – Fone (81) 9223-4883 – email: leo_tavares@hotmail.com


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

sábado, 14 de janeiro de 2012

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA - REPORTAGEM PARA O JORNAL FUTURA



INTOLERÂNCIA RELIGIOSA 
REPORTAGEM PARA O JORNAL FUTURA

O crime da intolerância religiosa invade a cada dia mais o Brasil. Isso é assustador e merece muita atenção das autoridades e das religiões em geral. Temos que reverter este quadro. Hoje, as religiões que mais sofrem racismo e intolerância são as religiões de matrizes africanas e indígenas como o candomblé, a Jurema Sagrada, a Umbanda, o Jarê, o Tambor de Mina, o Batuque do RS etc. 

Isto tudo tem motivo claro: o racismo sofrido por negros e negras, por índios e índias. Como essas religiões pertencem a estas matrizes etno-culturais, são exatamente elas que mais sofrem toda sorte de crimes de discriminação, e abusos provindos principalmente de adeptos das igrejas evangélicas. Esta relação entre as citadas religiões não é recíproca. O povo das religiões de matrizes africanas e indígenas não tem no princípio de seus códigos de ética e teologia a perspectiva da violência contra outras formas de fé e de experiências religiosas. Como sempre em suas falas afirma o teólogo e professor Jayro Pereira de Jesus que estas religiões tem o princípio da xenofilia, e não da xenofobia, que afasta, que entende o outro como estrangeiro. 

Nossa religião agrega, protege e entende o diverso e o diferente. Este princípio chamado de xenofilia merece total apropriação em termos de consciência religiosa por parte do povo de terreiro. A compreensão mais ampla deste conceito irá nos ajudar a enfrentar de forma mais resiliente todo este processo de crimes das religiões contra a fé do negro e do índio.

Transcrevi e destaco as falas dos entrevistados nesta válida reportagem do Jornal Futura como forma de deixar mais acessível as informações que eles projetaram:
 
Professor Teólogo afro Jayro Pereira de Jesus:

“O povo da Umbanda e do Candomblé de sertã forma, histórico e secularmente, adquiriram o que a psicologia chama hoje de resiliência – Capacidade de suportar as violências históricas. E essa violência da intolerância religiosa é mais uma, ou seja, é um povo adepto calejado pelo processo histórico da violência simbólica e material que recrudesce com a intolerância religiosa e que, se comparado com a do passado, na cabeça de cada religioso afro, essa de hoje é muito amena”.

 Sacerdote Pai André:

“As pessoas aqui te discriminam, as pessoas aqui abusam de você, falam besteira na sua porta, colocam panfleto, jogam sal na sua porta, achando que o sal vai te defender de alguma coisa, ou te livrar de alguma coisa, não sei por que, nunca tive problema nenhum com sal, a não ser na pressão (arterial). A desunião do povo do candomblé também é que está colocando e dando espaço para que essas outras religiões venham e te detonem, por que se o povo do candomblé que tem nessa cidade se unissem e mostrassem o que é a religião, mostrasse a beleza que é o candomblé, não estaríamos vivendo isso hoje em dia”.

Boa leitura e reflexão. Vamos contribuir mais para uma maior divulgação de nossas religiões de terreiro. Salve a fumaça e abaixo a intolerância religiosa já!


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomildoo@gmail.com

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Texto do Professor Jayro Pereira de Jesus ao Jornal Diário de Pernambuco. Críticas...

Professor Jayro Pereira de Jesus. IV Kipupa Malunguinho. Foto de Maíra Gamarra

Texto do Professor Jayro pereira de Jesus ao Jornal Diário de Pernambuco

Posto aqui, texto original feito pelo professor Jayro Pereira de Jesus, teólogo das religiões afro indígenas, que ao estar morando no Estado de Pernambuco, decidiu fazer uma crítica à mídia local em relação a cobertura das posses dos Ministros do Governo Dilma, ao qual percebeu a total falta de atenção à posse da ministra Dra. Luíza Bairros, da SEPPIR - Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Também fez uma sensata crítica ao modelo de gestão do CEPIR do Estado de Pernambuco, que ao entender dele é: "Medíocre". Este texto saiu no Jornal Diário de Pernambuco de 14 de Janeiro de 2011, na página B4, do editorial, na parte de Cartas à Redação. O texto saiu na íntegra e vale a pena ler para refletir sobre suas sanções.

Texto Original:

Política de Igualdade Racial

Ao se ler os jornais nesse período de instalação do novo mandato presidencial, com a primeira mulher presidenta da República, verifica-se invariavelmente que as matérias com relação às posses dos ministros do governo federal mereceram relevantes coberturas das mídias em geral, com exceção da posse da ministra de Política de Promoção da Igualdade Racial, Dra. Luiza Bairros em que as notícias se ativeram a notas epigráficas. Trazendo a questão para o governo do Estado de Pernambuco, a percepção é a de que a política das relações étnico-raciais é tratada e decidida aqui no âmbito das relações domésticas familiares à revelia das organizações do movimento social negro, ficando denotada nessa prática ainda fortes resquícios da sociologia colonial da casa grande e senzala. O homicídio de jovens afrodescendentes no Estado é assustador e por isso tem que se cuidar para que o Pacto pela Vida, não se converta no Pacto pela Vida Eterna a ponto de se configurar numa política efetiva de extermínio consentido. Enfim, a política de promoção de igualdade racial do Estado de Pernambuco é inquestionavelmente medíocre, de caráter personalista e autopromocional com requintes de excentricidade em que as realizações de natureza insipiente e folclórica têm acabado por banalizar, desmerecer e descredibilizar a questão racial de forma a aviltar a dignidade do povo negro desse Estado que precisa ser consubstanciada e que de acordo com a ministra Luiza Bairros: “é preciso potencializar as ações para consolidar a cidadania negra” (DP, Política, p. A8, 4/1/2011).

Jayro Pereira de Jesus

(Teólogo da Religião Afro)

teologiaafro@yahoo.com.br

Veja a digitalização do Texto:

Texto do Professor Jayro Pereira de Jesus na página Cartas à Redação do Jornal Diário de Pernambuco de 14 de Janeiro de 2011.

Alexandre L'Omi L'Odò.
De Terreiro!
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Reflexões Afro-indígenas Teológicas - Professor Jayro Pereira de Jesus

Reflexões Afro-indigenas Teológicas

Reflexão 1

Os terreiros da religião de matriz africana e indígena são lugares da diversidade humana incondicional, pois tem na xenofilia o seu pressuposto teológico e filosófico; porém, essa prerrogativa não pode ser confundida a ponto de convertê-los em verdadeiros antros em que subjetiviades reprimidas são exercidas, dando lugar às libertinagens em que o divino ou o sagrado se confundem com as próprias personalidades ou idiossincrasias dos indivíduos dirigentes, bem como dos/as frequentadores/as sejam eles/as assíduos/as ou esporádicos/as dos “templos religiosos” afro-indígenas.

Reflexão 2


A religião de matriz africana e afro-indígena possui uma teologia e
uma filosofia que prima pela potencialização da Existência considerada como sagrada e não pela diminuição da mesma, em que a “energia” é manipulada no sentido contrário ao do engendramento da Vida enfim. Quem da Religião Afro apregoa malefícios, sobretudo, atentados à Vida, devem possuir matadores e/ou grupos de extermínios associados ao terreiro para assim conferir fidedignidade aos ditos feitiços, trabalhos, catimbós, etc. Tais elementos (homens e mulheres) que se utilizam da religião da Vida como a dos Orixás, dos Inquices, Voduns, etc., para a morte, precisam ser denunciado aos órgãos públicos de seguranças, pois se utilizam de meios mecânicos para perpetrar seus crimes.

Reflexão 3

Na religião de matriz africana e afro-indígena, o Corpo enquanto estrutura das pessoas (dos homens e das mulheres) na sua compreensão biomítica ou antropotheogônica é tido como uma espécie de território do Sagrado. Nessa concepção reside a improbidade de toda e qualquer violência física ou simbólica tantos aos Entes animados como aos inanimados humanos e da natureza. Um/a adepto/a, um/a iniciado/a, em especial, deve abster-se de todo e qualquer ópio para assim não macular a sua sacralidade existencial. As drogas de toda e qualquer natureza ou espécie não podem ser usadas por iniciados/as, em especialmente. Templos Afros que usam e estimulam, portanto, o uso de entorpecentes deve ser denunciado, porque atentam contra os fundamentos teológicos e filosóficos da cosmovisão africana, em particular.

Jayro Pereira de Jesus.
Teólogo/ATRAI
teologiaafro@yahoo.com.br

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Publico aqui reflexões importantíssimas feitas pelo Professor Jayro Pereira sobre a nossa religião de matriz afro indígena, é importante que todos leiam e coloquem seus pontos de vista, pois essas são discussões imprescindíveis ao nosso meio. A foto é de Maíra Gamarra, no IV Kipupa Malunguinho, nas matas sagradas do Catucá em 2009.

Alexandre L'Omi L'Odò.
Quilombo Cultural Malunguinho

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Seminário Religiões de Matrizes Africanas e Indígenas na UNICAP, Abrindo o Mês da Consciência Negra com Vivência Prática!

Abertura do Seminário

A tarde do dia 01 de novembro de 2010 na UNICAP, dia de um imprensado em meio a um feriadão, levou a ciência da Jurema e o axé dos Orixás à sala 703 do Bloco "G" desta Universidade, para dialogar e elucidar estes temas com os presentes de forma a garantir a abertura do mês da consciência negra com verdadeira consciência e contribuição para o fim do racismo e da intolerância religiosa xenofóbica da sociedade brasileira para com os negros e índios e, as religiões de matrizes africanas e indígenas.

Contando com a participação especial do Professor Jayro Pereira de Jesus, teólogo da religião de matriz africana e indígena, e presidente da ATRAI- Associação de Teólogos e Teólogas da Religião de Matriz Africana e Indígena, o seminário que contou com uma metodologia dinâmica, cheia de sons e cores, elementos religiosos e poesia, levou às mentes curiosas e olhares de estranhamento dos alunos e participantes parte importante das informações teológicas, históricas e culturais destas religiões. Com a coordenação do professor Vanderlei Lain, o seminário se desenvolveu com forte direcionamento ao contexto atualizado e de qualidade de bibliografias sobre o tema e contou ainda com a experiência religiosa do aluno Alexandre L'Omi L'Odò e do Professor Sacerdote Jayro, pois ambos são iniciados aos Orixás e à Jurema Sagrada, tendo forte militância política educacional nessas, em âmbito nacional.

Contando com a dinâmica artística (recital e performance), colocando em pauta as discussões de Castro Alves sobre o escravismo, através de sua poesia "O Navio Negreiro", o grupo garantiu a atenção de todas e todos, que intervieram com perguntas e explanações. Um forte ponto do encontro foi o momento que a aluna de Direito Alice Barbosa colocou sua experiência pessoal e familiar sobre o tema, expressando seu sentimento e mudança após ter entrado em contato com o universo afro brasileiro e indígena, mudando seu pensamento e rediscutindo preconceitos seus a muitos não resolvidos. Foi interessante e verdadeiro seu depoimento.

Os organizadores do evento, prepararam um presente muito especial para distribuir com todas e todos: Copias do Documentário "Atlântico Negro, Na Rota dos Orixás", do diretor Renato Barbieri e pesquisa de Victor Leonardi. O filme traz a discussão sobre as origens do candomblé, a história do negro, o período escravagista, a luta por liberdade de negros e negras no Brasil, brasileiros descendentes de africanos retornados à África (os Agudás) e, concretiza um diálogo e troca de saberes entre o Pai Euclides (Talabian de Lissá) sacerdote da casa Fanti Achanti no Maranhão com um sacerdote do culto fon de Benin. Escolhido como material imprescindível para contribuir no aumento de saberes sobre a história e cultura do povo negro, este material pedagógico, educativo e transformador foi exibido em silêncio durante as falas da palestra, dividindo por vezes a atenção dos presentes entre as falas e as imagens na TV do pequeno auditório multimídia.

Finalizando os trabalhos, depois das grandes discussões do tema, a poesia "Navio Negreiro" voltou a ser recitada com a participação especial do músico, poeta e fotógrafo Adeíldo Massapê que com muita sabedoria dividiu a cena com L'Omi. O vinho sagrado da Jurema foi destribuido entre todos presentes, configurando um momento de comunhão com o sagrado indígena, ato que levou todos e todas à aproximarem-se para experimentar a deliciosa bebida junto a fumaça comunicativa do cachimbo de mestre da Jurema.

Publico as fotos aqui para informar visualmente todo processo do evento.
Fotos de Izabella Cabral de Mello, aluna do curso de História da UNICAP. Meus agradecimentos!
Divirtam-se!

Alexandre L'Omi L'Odò, abre as discussões com louvação à Jurema Sagrada, com Fumaça de cachimbo e maracá.
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A Poesia "Navio Negreiro" de Castro Alves foi escolhida para abrir com uma performance de percussão e recital de Alexandre L'Omi L'Odò.
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Alexandre L'Omi L'Odò explicando a "Diáspora Negra".
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Em foco o País Mossambique, local que também foi incluído no tráfego negreiro para o Brasil.
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Setas indicam as localidades que os Tumbeiros (Navios Negreiros) traziam os negros e negras para o "Novo Mundo". Em foco, a ceta que aponta da Nigéria, Togo e Benin para Pernambuco.
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Texto "Sankofa e o Equívoco sobre África Distintas e Desconexas" do Livro Sankofa, a Matriz Africana no Mundo, da autora Elisa Larkin Nascimento (pág. 46 à 51), foi lido na íntegra pelo Marcelo Carrilho.
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O tema "Xangô de Pernambuco", ou Nagô do Recife foi fortemente discutido na apresentação, mostrando o valor marcante desta tradição no imaginário geral do povo de terreiro de PE.
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Candomblé e Suas Nações, tema elaborado para mostrar a complexidade do imaginário das religiões de matrizes africanas no Brasil.
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A aluna Alice Barbosa, apresentou o Tambor de Mina do Maranhão e o Jarê, Xapanã e Batuque também foram temas abordados por ela.
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Plateia assistiu ao seminário com muito interesse.
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O tema da diversidade religiosa foi foco na fala da Alice Barbosa, que relatou para os presentes sua experiência pessoal ao entrar em contato com o tema do seminário. Ela afirmou que uma mudança forte aconteceu com ela, e que a imagem distorcida e diabolizada que ela tinha sobre estas religiões foi totalmente modificada para melhor.
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O Professor Teólogo da Religião Afro Jayro Pereira de Jesus, foi o convidado especial para o seminário.
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O Prof. Jayro Pereira abordou temas de extrema profundidade teológica em relação às religiões afro, mexendo com o pensamento de todos os presentes.
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A cosmovisão africana, a teologia negra e os aspectos da lógica social enquanto "berço" da Xenofilia, formou a linha de raciocínio do prof. Jayro Pereira em sua fala.
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Mostra do quadro escrito para definir Exú e as diferenças sociais e culturais do "berço" do ocidente e do africano. Vale salientar que a ligação entre Exú-Ruah-Pneuma = Espírito Santo, causou espanto e reflexão sobre o apresentado.
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O Seminário foi finalizado com a segunda parte da performance de Alexandre L'Omi L'Odò, com o poema Navio Negreiro. Ele contou com a participação especial do Poeta e Músico Adeíldo Massapê, que fez os efeitos na percussão.
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Performance do Poema Navio Negreiro de Castro Alves.
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Uma mesa de Jurema e de estudos foi montada para ilustrar parte do trabalho.
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Ao término da apresentação, foi oferecido ao público o vinho sagrado da Jurema, para degustação e espiritualização.
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L'Omi oferecendo a Jurema Sagrada aos participantes.
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Servindo a Jurema...
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Participantes do curso de especialização em história da África bebendo Jurema. Detalhe: A direita, a aluna Maria do Carmo curiosa...
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Degustando a jurema, aluna Karla Gama, do curso de Biologia apreciou o vinho.
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Comunhão com o sagrado indígena!
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O Professor Vanderlei Lain e L'Omi degustando juntos o vinho sagrado da Jurema. Ato de celebração.
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Prof. Jayro Pereira de Jesus e o Prof. Vanderlei Lain.
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Mestrando Américo de Ògún Soròké, Prof. Jayro Pereira de Jesus e Prof. Vanderlei Lain.
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Poeta Adeíldo Massapê, L'Omi, Pai Américo de Ògún e alunos do curso de história da África.
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No cachimbo da Jurema: Professor Vanderlei Lain.
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Alexandre L'Omi L'Odò (História), Alice Barbosa (Direito), Marcelo Carrilho (Engenharia) e Fagner Nascimento (História), alunos que apresentaram e construiram juntos o trabalho sob orientação de L'Omi.
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Alexandre L'Omi L'Odò
Sacerdote e estudante de História da UNICAP

alexandrelomilodo@gmail.com

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Seminário Religiões de Matrizes Africanas e Indígenas na UNICAP, Abrindo o Mês da Consciência Negra


Seminário Religiões de Matrizes Africanas e Indígenas
Abrindo o mês da Consciência Negra na UNICAP

O Seminário, pretende revelar aos participantes as diversas faces destas religiões brasileiras que são mistificadas e satanizadas pela sociedade, que sem possibilidade de terem acesso à informações reais teológicas, criam uma imagem completamente equivocada sobre estas tradições seculares.

Com a perspectiva de mostrar o Candomblé e suas diversas nações, o culto da Jurema Sagrada, a Pajelança, o Jarê, o Candomblé de Caboclo entre outras formas religiosas com uma metodologia epistemologicamente afrocentrada e indocentrada, todas as exposições serão focadas no significado teogônico, teosófico e histórico de cada uma, focando essencialmente no modelo principal do candomblé (culto aos Orixás) e na Jurema Sagrada do Nordeste, que tem papel fundamental nos terreiros de Pernambuco.

Trazendo como convidado especial o teólogo da religião de matriz africana e indígena, o professor e sacerdote Jayro Pereira de Jesus (Oxoguian Kalafor), baiano e profundo militante histórico do movimento negro e de terreiro do Brasil, a discussão se aprofundará com um dos maiores pensadores da religião afro no nosso país.

Sob a regência do professor Vanderlei Lain, escritor do livro Nova Consciência: A Autonomia Religiosa Pós-Moderna (Libertas, 2008) e professor da cadeira de Humanidade e Transcendência do curso de História da UNICAP, o seminário será o âmbito mais propício para uma boa conversa séria sobre fé, religião e religiosidade e filosofias de vida, mentalidades.

Abrindo o mês de novembro, o Mês da Consciência Negra, este evento que tem apoio do Quilombo Cultural Malunguinho e da UNICAP, promete promover muitas discussões relativas a realidade contemporânea do negro e índio na sociedade.

Expondo os conteúdos teremos Alexandre L'Omi L'Odò, aluno do curso de História, Alice Barbosa, aluna do curso de Direito, Marcelo Carrilho, do curso de Engenharia e o Fagner Nascimento, aluno do curso de História, todos da Universidade Católica de Pernambuco, que embora sejam de cursos distintos, discutirão o tema em grupo.

Em meio ao Feriadão e o dia de Finados, os Orixás, Caboclos, Mestres, Exús, Trunqueiros e Eguns, farão a festa na Universidade!

Serviço

Seminário Religiões de Matrizes Africanas e Indígenas
Dia 01 de Novembro de 2010

Às 13h no Bloco G sala 703 - 7° andar

Evento Gratuito

Contatos: alexandrelomilodo@gmail.com

81. 8887-1496

"Se wo were fi na wo Sankofa a yenkyi".

Alexandre L'Omi L'Odò
Sacerdote Iyawò L'Osún e Juremeiro
Aluno do curso de História

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!