domingo, 1 de outubro de 2017

Fé na Jurema e no Reis Malunguinho

Alexandre L'Omi L'Odò segura a imagem do Reis Malunguinho, simbolizado por uma criança preta. Símbolo da fé e da luta do povo negro e indígena. Foto de Gabriel Melo. Diario de Pernambuco.

Fé na Jurema e no Reis Malunguinho

Esperar na fé... As vezes nos vemos perdidos nos caminhos da vida... Onde se encontrar torna-se um grande desafio a ser suplantado. A espiritualidade orienta que devemos abrir nossas próprias portas e janelas interiores para que a fumaça sagrada entre e traga luz e resolução.

Malunguinho sempre diz: "eu, que me levaram arrastado, me mataram e esquartejaram, sumiram com minhas partes... Estou aqui, pronto pra lhe ajudar! Aprenda a ter problema! Aproveite a luz do dia e a luz da noite... quando passamos pro outro lado e não sentimos mais o gosto da farinha e do feijão, é que entendemos como é importante o respirar e o pisar no chão... Voltei pra ajudar. Me deixe lhe ajudar... E se ajude!".

Para quem necessitar, deixo esse recado em forma de ponto na firmação do Reis das Matas:

"Cruzeiro Monte divino, Cruzeiro Monte sagrado. Cruzeiro Monte divino, aonde Tupã tá sentado. No fundo do mar tem areia, nas águas do mar tem ciência... Quem se acha perturbado nesse mundo, peço a Deus que lhe dê paciência. Segura eu no mundo, segura eu. Sustenta eu Juremá, sustenta eu"!

Trunfa Riá!!!
Sobô Nirê Mafá!

#Malunguinho #JuremaSagrada #AjudaEspiritual

Foto de Gabriel Melo.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Hospedagem na Mata Sagrada no Kipupa Malunguinho - Pousada Maré Mansa


Hospedagem na Mata Sagrada no XII Kipupa Malunguinho

Pousada Maré Mansa

Para quem desejar acompanhar o Kipupa um dia antes do evento, nos ajudando e dormindo na mata para os rituais de um dia antes, agora temos a solução. 

Conseguimos através de uma cordo, com a Sra. Verônica, proprietária da Pousada Maré Mansa (página abaixo), a disponibilização de quartos com ar condicionado, camas, piscina, estrutura de cozinha etc, para quem quiser ficar na mata quantos dias quiser. 

O valor da diária é entre 20 e 30 reais. O local é fica a menos de 400 metros do evento e recomendamos. Toda equipe de realização do evento estará hospedada lá. 

Quem desejar fazer sua reserva ligue para 81 99928-0666 ou para o 81 985022797 e faça sua reserva diretamente com Verônica. 

Fotos da pousada:





A cada ano o evento fica mais lindo, mais cheio de ciência e de estrutura. Bora dormir na mata? ;)

Link da Página da Pousada Maré Mansa no Facebook: https://www.facebook.com/Acampamento-Mar%C3%A9-Mansa-376412515774303/

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Palestra de Alexandre L'Omi L'Odò na Calourada 2017.2 da UNICAP

Palestra de Alexandre L'Omi L'Odò na Calourada 2017.2 da UNICAP


Sexta não somente dia de cerveja, mas de palestra pesada e erupção intelectual na Calourada da UNICAP 2017.2. O papo é sobre religião, por que religião se discute sim!



Estarei eu, o professor Gilbraz Aragão e o Mestre em ciências da religião Mailson Cabral realizando uma palestra do tipo que vai fazer a sexta de todas e todos muito crítica e cheia de grilos e erupções do pensamento, prometendo destroçar o senso comum das coisas... Tenho até medo ahhahhaha 



Vamos celebrar. Chega mais. Vai ser bonito!!

Local: Auditório o Bloco G1 às 19h. Nesta sexta 18 de Agosto. 

Vem timbora que depois vamos beber cerveja e dançar um Coco pisado no massapê.



Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Palestra Malunguinho, líder do quilombo do Catucá


Palestra Malunguinho, Líder do Quilombo do Catucá

Por convocação do professor Rodrigo Correa, o historiador e mestrando em Ciências da Religião Alexander L'Omi L'Odò, o Prof. Dr. Marcus Carvalho e o historiador João Monteiro foram convocados à realizar uma palestra no próximo dia 21 de Agosto de 2017 na EREM Cândido Duarte, em Apipucos/Recife. 

O objetivo deste momento de troca de saberes entre pais, mães, gestores e gestoras, alunos e alunas, tem como meta despertar e fortalecer a identidade da Escola, no sentido de dar força a uma missão muito importante, a efetivação no currículo da lei 11.645/08 com toda comunidade escolar. A Cândido Duarte, primeira escola brasileira a ter um pé de Jurema plantado oficialmente em seu espaço interno, é protagonista de muitas atividades importantes entorno da figura histórica Malunguinho entre outras ações como a Semana do Meio Ambiente, Semana da Consciência Negra, plantio do baobá, etc. tem realizado nos últimos anos, muitas ações de repercussão importante na luta pelos direitos humanos e respeito à diversidade. 

Há uma proposta vigente de mudança de nome da escola. A sugestão geral é que ela seja a primeira escola no Brasil a se chamar EREM Malunguinho, como forma de homenagear esta importante figura da luta por liberdade de negros e indígenas de Pernambuco. Este processo está em andamento com a colaboração externa do QCM - Quilombo Cultural Malunguinho, e deve ter conclusão após todo o ciclo de debates, votação e aceitação da comunidade escolar, que já se demonstra simpatizante total, e com entendimento da importância desta mudança de nome e paradigma. O simbolismo dessa ação tem em vistas valorizar personagens históricos negros de importância na história do país, além de contribuir na luta contra a invisibilidade de heróis negros e negras na história, na luta contra o racismo, no fortalecimento da identidade afrodescendente dos membros da instituição etc.

A presença do Prof. Dr. Marcus Carvalho será um espetáculo à parte. Ele é o maior conhecedor da história do Quilombo do Catucá e da luta negra na primeira metade do século XIX que há. Professor titular de história da UFPE, tem feito grandes pesquisas entorno do processo da escravidão no "Atlântico Negro".

Contamos com a participação de todas e todos em nossa atividade dia 21/08 às 13h30. Venham e vamos trocar e fortalecer saberes negro indígenas.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Aniversário de 30 anos de Alexandre L'Omi L'Odò


Aniversário de 30 anos de Alexandre L'Omi L'Odò

É com muita honra que cheguei até aqui. 30 anos de estrada. 30 anos de lutas bem sucedidas e outras nem tanto... Contudo sou feliz na adversidade! Como herdeiro da senzala, nunca me neguei a lutar par reverter esse  meu/nosso forçado lugar de subalternidade, mas a luta continua, e não sou de desistir fácil de nada, sou resiliente por que aprendi a ser assim com meus mais velhos na Jurema e no Axé!

Sou leonino, filho de Oxum... Imagina o estrago rsrsrsrs. Sou da Jurema, filho de Malunguinho, lutador e sonhador. Sou leão do Norte, não nasci pra temer, até por que temer não faz meu gênero, eu grito logo #ForaTemer!

Convido meus amigos e amigas para celebrar a vida comigo. Entendo que essa existência na terra passa muito rápido. Sendo assim, qualquer motivo que tivermos para nos alegrarmos junto com os amigos e migas se faz necessário e pauta primeira na ordem dos dias. 

Venham vibrar comigo na pisada do coco. O coco é minha alma! Nasci coquista, assim como nasci juremeiro. Como meu pai Paulo Braz Ifátòògùn dizia "quem é bom j´nasce feito, e quem quer fazer não pode"! Entendo o que ele me dizia... Ele nos dizia na verdade, pois Pai Paulo falava pro universo... 

A sambadinha do véio será às 19h aqui em minha humilde casa. Venham e vamos cantar e tocar para esquentar a alma e aconchegar nossos caminhos de vida juntos. Quero ampliar no dia de hoje o nosso amor coletivo, quero mesmo é cair nos braços da felicidade. Vem comigo, aproveita essa promoção!

Alexandre L'Omi L'Odò
Aniversariante do 08/08
30 anos no leite!
Axé e salve a fumaça!

Inscrições para a 1° Feira Colaborativa da Jurema Sagrada no Kipupa Malunguinho 2017


Inscrições para a 1° Feira Colaborativa da Jurema Sagrada no Kipupa Malunguinho 2017

O Quilombo Cultural Malunguinho, propõem pela primeira vez a realização de uma feira colaborativa dentro do Kipupa Malunguinho, como forma administrar e organizar o que já vinha acontecendo em anos anteriores, com artesãos e artesãs que vão espontaneamente ao evento e vendem seus produtos livremente.

A Feira, terá como objetivo apresentar uma diversidade de produtos ligados à Jurema, como ervas, artefatos religiosos, roupas, colares, instrumentos, cachimbos, e todo tipo de artesanato ligado ao imaginário afro indígena, com intuito de fortalecer a nossa identidade e contribuir no crescimento de investimentos em projetos negros indígenas no mercado de artesanato.

Serão 10 bancas, distribuídas entre dez grupos ou coletivos que irão pagar um valor simbólico de 75 reais pelo aluguel de uma banca, para exporem seus produtos. As vendas poderão ser feitas em dinheiro e também em cartão de crédito, para facilitar o fluxo e o acesso aos produtos pelo público.

Os interessados e interessadas em expor seus artesanatos, por favor preencher o formulário abaixo para ser submetido a análise do coletivo e posteriormente selecionado ou não. Prezaremos pela diversidade de produtos na feira, tendo como critério de análise a diversidade e o pertencimento afro indígena dos artesãos e dos produtos.

Salve a fumaça e vamos fortalecer a nossa luta negro indígena. O Mercado do Negro e do Indígena tem que ser valorizado. Essa é nossa missão!

Prazo para inscrição: 05 de Setembro de 2017

Resultado dos selecionados: 08 de Setembro de 2017

Contato: 81 99525-7119 (Tim e zap)

Sobô Nirê Mafá!



Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

1° Kipupinha Malunguinho


1° Kipupinha Malunguinho

Enfim, vamos realizar um antigo sonho... Fazer dentro do Kipupa Malunguinho, o Kipupinha, um espaço infantil e lúdico dos saberes da Jurema para todos e todas juremeirozinhos e juremeirazinhas e crianças de todas as tradições.

Esse espaço, foi pensado para dar atenção especial na formação afro indígena, na auto-estima e fortalecimento da identidade de nossas crianças de terreiro. No evento, a cada ano, mais e mais crianças participam e adoram vivenciar este dia de celebração com muita energia e troca de saberes na Mata Sagrada. Portanto, ter um espaço especial lúdico e bem cuidado para estes e estas crianças se fez necessário, pois temos que cuidar de nossas sementinhas e de nosso futuro com muito zelo e afeto.

Esse foi um bom recado de Malunguinho, que nos orientou a iniciar um processo de formação dessas crianças, divertindo elas e trazendo os pais e mães para perto deste processo de empoderamento em nossas raízes religiosas e culturais. A Jurema mandou, os caboclinhos aprovaram, os erês adoraram, e vamos fazer uma linda festa para os herdeiros de nossas belezas e sensibilidades espirituais.

Essa atividade é uma elaboração coletiva do Quilombo Cultural Malunguinho, o Ilê Axé Orixalá Talabí (realizador do 1° Encontro Nacional de Crianças de Axé) e do Caçando Estórias.

PROGRAMAÇÃO DO 1° KIPUPINHA MALUNGUINHO
24 de Setembro de 2017

10:30h – Cortejo com cestinhas de oferendas para as matas sagradas.

14:00 – Abertura do Espaço do Kipupinha Malunguinho com a atividade do Caçando Estórias – Kemla Baptista (contação de histórias da Jurema).

14:30 – Vivência para Construção coletiva do Painel Lúdico Educativo dos Reis Malunguinho e brincadeiras.

15:30 – Apresentação das Crianças da Jurema e do Painel de Reis Malunguinho no Palco Principal do Evento.

16:00 – Distribuição do Tradicional Cosme e Damião para as Crianças e brindes.

16:00 ás 17:00 – Abertura do Parquinho para Recreação.

Sobô Nirê Mafá!

Salve as crianças!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Muito obrigado, axé!

Alexandre L'Omi L'Odò no Até, no momento do ritual do Borí. foto de Thawany Costa.

MUITO OBRIGADO, AXÉ! 

Hoje, faço essa postagem para agradecer à toda minha família de axé e aos meus amigos e amigas que presentes ou ausentes, me ajudaram muito no cumprimento de mais um ciclo religioso dedicado à Oxum, dona de meu destino. 

Em especial agradeço ao meu eterno babalorixá e Mestre Paulo Braz Ifátòògùn, que com toda sabedoria nos permitiu cumprir as obrigações de Oxum, mesmo o terreiro estando de luto por sua partida para o mundo da verdade há seis messes. Kolofé babá mi. Adupé. 

Também agradeço especialmente a minha iyalorixá Maria Lúcia Omitòògùn​, que é uma grande sacerdotisa, cujo herança africana é plena e Orixá nos inspira. A senhora é muito forte e isso nos ajuda continuar com a mesma alegria de antes. Sua mão é doce e próspera. Adupé. 

Obrigado ao meu Ori por ter me dado o alaafiá. Obrigado à Oxum por ter me aberto toda as portas. Obrigado à Ògún por me trazer prosperidade, enfim, obrigado à todos os Orixás. Obixé pleno nos nossos caminho de vida. 

Obrigado à Felippe Opeatonã​, por ser meu padrinho e substituir pai Paulo nos afazeres religiosos de minhas obrigações. Vc já é um grande aborixá. Kolofé. 

Obrigado à clã nagô mais forte que já vi - Babizinha Costa Nascimento​, que com carinho me ajada muito nos caminhos do axé. Obrigado à pai José Jose Iguaracy Felipe Dacosta​ por ter feito toda obrigação. Suas mãos são de axé.  Obrigado à Júnior Boto​Boto por me inspirar tanto. Vc é um guerreiro do axé. Obrigado à Paulinho, Thauanny, Thalisson Luiz​, Endryus Avlis​, Robson, Pelado, Pelezinho, Juninho, as crianças e todos e todas as demais que participaram de todos os momentos dos rituais. Obrigadão à Olavo Souza​, um irmão sem igual. Sem vocês não há casa nem axé. Adupé. 

Obrigado à Kamilla da Costa​, você como sempre se demonstra uma mulher inteira e de verdade, uma amiga, acima de qualquer coisa. Não pela ajuda efetiva dada a mim, mas por nosso amor verdadeiro, que mesmo distantes caminhamos juntos de mãos dadas. Consideração é isso. Você vale a pena. Respeito e consideração. 

Obrigado à todos e todas afilhados e afilhadas da Casa das Matas do Reis Malunguinho. Em especial à Vanessa Farias​ que se jogou na luta comigo. À Henrique Falcão​, que também se jogou, me deixando muito orgulhoso. Vocês dois foram além de minhas expectativas. À Maria Betânia por sempre ser essa parceira firme e forte e Marcilio da Costa pó tudo. À Bia Bia Rodrigues por também ter acompanhado este processo com muita sensibilidade. Agradeço ainda à minha afilhada de SP Cidinha de Iyewá, Edson de Arranca-Toco e aos demais. Com a experiencia destes dias, pude ver vibrar a vocação religiosa de alguns e algumas. Despenar galinha é pros que tem caminho no axé e na Jurema. 

Enfim, obrigado aos amigos e amigas que vibraram pelo bem caminhar de todas as coisas. 

Estou bem, feliz e fortalecido para realizar mais um ano o Kipupa com muito axé. 

13 anos de axé muito bem comemorados. Muita alegria e fortalecimento de nossas lutas negras. Nossos sonhos, todos serão realizados em nome de Olorun e Oxum. Agô kolofé. 

O Ilé Iyemojá Ògúnté tem muito axé e nosso baluarte continua firme e forte com a gente. Axé axé e axé. 

Kosi Obá kan, afi Olorun! Não há outro rei senão Deus. 

Foto de Thauzinha Costa Nascimento.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 18 de julho de 2017

XII Kipupa Malunguinho - Coco na Mata do Catucá 2017


XII Kipupa Malunguinho – Coco na Mata do Catucá 2017

Eis que as matas sagradas da Jurema no Quilombo do Catucá se abrem mais uma vez pra receber seu povo no XII Kipupa Malunguinho – Coco na Mata do Catucá. No dia 24 de Setembro de 2017, de 09 às 18h, em sua décima segunda edição, o maior encontro de juremeiros e juremeiras do Brasil, trará uma programação rica e diversa de religiosidade de matriz indígena e africana, com muitas novidades, além de seu caloroso grito por união, luta contra o racismo e intolerância religiosa.

Entre suas atividades, teremos o tradicional ritual coletivo às entidades e divindades das matas, que a cada ano concedem muitas graças na vida de quem com fé vai fazer suas oferendas e firmações. Também teremos a 1° Feira Malunguinho de Produtos Religiosos, o 1° Kipupinha com atividades educacionais, mini parque para as crianças, distribuição do tradicional “Cosme e Damião”, e, shows de alto nível da cultura popular com grandes mestres e mestras do coco e da mazurca.

O Kipupa é o lugar das possibilidades espirituais. Lá, quem busca respostas, pode esbarrar em uma entidade que lhe revele os caminhos da vida... Lá também, remédios podem ser lhe dados para a cura de todos os tipos. Nas matas sagradas, quem desejar sentir a força verdadeira das raízes da Jurema, vá com o coração limpo para receber a graça da força da natureza em sua mais pura essência. Pisar no chão, sentir o cheiro da fumaça da Jurema, beber seu sagrado vinho, sentir os tambores bater e vibrar na pisada do coco com todo povo de terreiro que se faz massiçamente presente, é uma chance de aprender e trocar saberes.  A espiritualidade Encantada, abraça todas e todos que a procuram, e no maior encontro de juremeiros e juremeiras do país, o que mais estará presente é a beleza dessa força milagrosa que transforma vidas.

Venha celebrar conosco a força da memória do Reis Malunguinho na Jurema Sagrada. O Nosso herói negro/índio pernambucano que com sua ciência mestra nos ensina a lutar juntos por união e amor entre os povos. O Kipupa é união, é coletividade e respeito, é resistência do Povo da Jurema. Vem kipupar!

Atrações artísticas:

Shows:

Fundação e batismo do Maracatu Nação Kipupa Malunguinho
Bacamarteiros Mandacarú
Chinelo de Iaiá
Mazurca da Quixaba
Mestre Zeca do Rolete
Sambada de Jurema com mestres e mestras

Homenageados do Prêmio “Mourão Que Não Bambeia”:

Dona Zefinha de Nanã
Mestra Alaíde de Benedito Fumaça (Caruaru)
Mestre Ciriaco de Alhandra
Mãe Jerusa do Pina
Mãe Alda de Pedro Pires
Mãe Djanete de Limoeiro

Informações gerais sobre o evento (leiam tudo para não terem dúvidas):

Evento gratuito. Para quem não vai em caravanas ou de carro, disponibilizamos ônibus que saem às 07h da manhã do Pátio do Carmo em Recife e do Nascedouro de Peixinhos, valos R$: 30 reais, que podem ser adquiridos no Mercado de São José, no box de Eliane. Ou, comprar nas mãos dos coordenadores. Os terreiro e grupos podem organizar suas caravanas individualmente.

ORIENTAçÃO PARA OS MOTORITAS E AS MOTORISTAS: Quem vai de CARRO, KOMBI, VAN, ETC. A entrada é pela rua Capitão José Primo, tendo como ponto de referência o Terminal dos Kimbeiros, na entrada de Caetés, no centro de Abreu e Lima. Todo o caminho estará sinalizado com banners nos postes e paredes. É só ficar atento, não há como se perder. Do centro de Abreu e Lima ao local do evento, que acontece no Sítio de Juarez, são 11km de estrada de barro, que estará completamente plana, sem buracos e sem riscos.

ÔNIBUS DE ACESSO AO EVENTO: Está à venda no Mercado de São José, no Box de Eliane, os bilhetes para quem desejar ir no ônibus do evento. O valor é R$: 30. Compras até o dia 21 de Setembro.

Os juremeiros e juremeiras devem ir com roupa tradicional da Jurema, homens de calça, camisa e chapéu. As mulheres de saias coloridas, torso ou chapéu. Levem seus cachimbos, maracás, ilús, pandeiros e todos os objetos que acharem necessário. Os ogans podem levar seus ilús. Vamos fazer uma festa bonita com o colorido tradicional da Jurema. Vamos manter vivas nossa raízes, a começar pelas roupas que são nossa identidade.

Quem desejar levar oferendas para Malunguinho fiquem a vontade, desde que sejam oferendas perecíveis, pois cuidamos muito da Mata Sagrada e não admitimos poluição no local. Portanto, confeitos, balas e doces: tirar das embalagens de plástico. Bebidas só o líquido é permitido oferecer (as garrafas recolher), Alguidares serão recolhidos após os atos de oferenda, Cigarro, é proibido deixar as piolas no chão. Animais não serão imolados no local. Favor respeitar todas estas regras do culto.

É PROIBIDO ACENDER VELAS DENTRO DA MATA. No altar de Malunguinho haverá local para firmarem seus pontos de luz.

O Kipupa é um evento cultural e religioso, e por estes motivos, quem não for da religião, favor não tirar camisa no local, não usar drogas, não entrar na mata para outros fins que não sejam louvar Malunguinho e a Jurema Sagrada. Estaremos atentos com vigilantes no local para manter o respeito à tradição da Jurema.

O Kipupa não é um “piquenique na mata”, portanto, não fiquem bêbados e não vão na intenção de arrumar qualquer tipo de problema, briga etc. Malunguinho estará recebendo suas oferendas juntos com as demais entidades e divindades. Cuidado...

Os fotógrafos profissionais que forem ao evento, assim como os que irão filmar, avisamos que todo material feito/captado no local deve ser repassado posteriormente (semana seguinte) em alta qualidade ao Quilombo Cultural Malunguinho, nas mãos de seus coordenadores. Não permitiremos fotografar sem esta condição.

No local haverá comida e bebida a vontade para vender. A comunidade da Mata do Engenho Pitanga II é nossa parceira e colocam bastante comida variada à venda. Portanto, não se preocupar com comida. Quem quiser levar sua comida fique a vontade.

HAVERÁ AMBULÂNCIA (UTI MÓVEL) NO LOCAL E SEGURANçA.

HAVERÃO BANHEIROS QUÍMICOS PARA TODOS E TODAS

As pessoas podem levar suas faixas e homenagens à Jurema e ao encontro sem nenhuma restrição.

É PROIBIDO USAR DORGAS NO EVENTO!

Sobô Nirê Mafá Reis Malunguinho!!
Trunfa Riá!!!

Contatos:

81. 98887-1496 (Oi) / 99525-7119 (Tim) / 99428-7898 (Vivo) / 99955-9951 (Tim)


Realização


Produção e Coordenação

Alexandre L’Omi L’Odò – alexandrelomilodo@gmail.com
Equipe do terreiro de Jurema - Casa das Matas do Reis Malunguinho

Alexandre L’Omi L’Odò
Coordenação Geral Quilombo Cultural Malunguinho

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana da EREM Mariano Teixeira 2017


CONVITE
EREM MARIANO TEIXEIRA
SEMANA ESTADUAL DA VIVÊNCIA E PRÁTICA DA CULTURA AFRO-PERNAMBUCANA – LEI 13.298/07 – 12 a 18 de setembro de 2017

- DIA  12/09/17 (terça-feira)
Debates sobre a Lei Estadual  13.298/07
Semana estadual da vivência e prática da cultura afro-pernambucana
O quilombo do Catucá e Malunguinho
As ervas usadas nos quilombos
Trabalho em grupo com alunos do 1º, 2º e 3º anos
Apresentação  na sala de aula (manhã e tarde)

- DIA 13/09/17 (quarta-feira)
Apresentação audiovisual sobre Mestres e Mestras do Maracatu
Homenagem a Naná Vasconcelos, mestre dos mestres dos maracatus
Professora Célia Cabral e alunas do 3º ano A
Quilombos urbanos e quilombos rurais, antigos e atuais
Professora Andrea Medeiros e alunos dos 1º anos
Local: Auditório da Escola
Horário: 8h20 às 12h

- DIA 14/09/17 (quinta-feira)
Conhecendo e valorizando o Patrimônio Vivo de Pernambuco
Trabalho em grupo com alunos do 1º, 2º e 3º anos e a Professora Célia Cabral
Apresentação em sala de aula (manhã e tarde)
Debates sobre:
Movimentos negros nos EUA e lutas pelos direitos civis;
Lutas contra o racismo e outras formas de discriminação;
As políticas afirmativas de inclusão social no Brasil;
Rebeliões e resistência dos escravos no Brasil do século XIX;
Comunidades quilombolas de hoje.
Professora Andrea Medeiros e alunos do 1º anos em sala de aula com construção de textos.

- DIA15/09/17 (sexta-feira)
Momentos de conhecimento e reflexão
Os mestres cirandeiros de Pernambuco (com alunos do 2º ano A)
Malunguinho, herói pernambucano
Cordel ilustrado pelo aluno Álvaro Luiz e alunas do 3º ano C
Local: Auditório da Escola
Horário: 8h20 às 12h

- DIA 18/09/17 (segunda-feira)
Aprendendo e valorizando a cultura afro-pernambucana
Mestres e mestras do Coco de Pernambuco (com alunas do 3º ano A)
Mestres das Emboladas de Pernambuco (com alunos do 3º ano B)
Arte afro-pernambucana (banner) Professora Joviosete e alunos do 3º ano C

CONVIDADOS:
- Alexandre L’Omi L’Odò: Mestre em Ciências da Religião, historiador e coordenador da Instituição Quilombo Cultural Malunguinho (IQCM)
- Ricardo Nunes: jornalista e membro da IQCM
- Rui Silva: pesquisador
- Fernando Batista: UFPE
- Samuel da Luz: PCR
- Rivaldo Silva: amigo da escola

ENCERRAMENTO:
Gestor Romulo Peixoto, professores, alunos e convidados
Local: Áuditorio da Escola
Horário: 8h20 às 12h

Local do Evento: EREM Mariano Teixeira
Avenida Capitão Felipe Ferreira, s/n, Vila Cardeal Silva, Areias
Fone: 3181-2745

 Contamos com a sua presença!!!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!