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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Quilombo Cultural Malunguinho repudia candidatura de Bolsonaro


O Quilombo Cultural Malunguinho repudia a candidatura de Bolsonaro! Vamos dizer sim juntos à Haddad 13!

É hora de darmos um basta ao crescimento do racismo e da intolerância. Nada justifica um voto no ódio. Temos que cuidar do futuro de nosso Povo, portanto, Ver um(a) membro de nossas tradições apoiando o lado que quer destruir-nos, deve ser motivo imediato para um diálogo crítico para a mudança dessa postura equivocada de nossos irmão(ãs).

Vamos lutar juntxs contra todo o mal que quer assolar o Brasil. Nós votamos em Haddar 13 com total confiança e criticidade, para dar uma esperança à este país que necessita de amor, não de armas, tortura, homofobia, racismo, intolerância e militarismo.

Vem com a gente, não tenha vergonha de mudar seu voto. Vamos dar a vitória ao melhor representante nesse pleito presidencial. O Povo de Terreiro está com Haddad, vem com a gente na força do axé para darmos esperança ao Brasil!

Toda fumaça para atrair boas energias para o lado do bem, nessa luta política. Sobô Nirê Mafá e Kolofé!

#Haddad #h13 #QuilomboCulturalMalunguinho #PovodeTerreirocomHaddad #AlexandreLomi2020

#EleNão #NãoaoRacismo #NãoàTortura #NãoàBolsonaro

Visite nosso site: www.qcmalunguinho.blogspot.com

Alexandre L'Omi L'Odò
Coordenador Geral do QCM - Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 23 de outubro de 2016

Povo de Terreiro e Política - Onde estão nossos votos?

Dona Laura. Juremeira e Iyalorixá da comunidade do Pina no Recife. Uma das "mães do Pina". Foto de Marcelo Curia. MDS. Acervo do Mapeamento dos Terreiros 2010.


Povo de Terreiro e Política – Onde estão nossos votos?

Inspirado pela leitura do livro “Os votos de Deus”, que faz uma análise das implicações da crescente presença eleitoral e parlamentar dos evangélicos na política desde de 2002, e também por ter sido candidato no pleito deste ano, vivenciando pela primeira vez esta experiência surpreendente, me debrucei a escrever este “artiguete” sobre o povo de terreiro e sua participação (ou tentativa de participação) na política eleitoral em 2016. As provocações realizadas e o conteúdo presente no texto do prof. Dr. Joanildo A. Burty e da profa. Dra. Maria das Dores C. Machado me incentivaram a propor com estas linhas escritas uma inicial reflexão crítica sobre os resultados do dia 02 de outubro e seus impactos para nosso segmento a partir de uma ótica pessoal minha, “linkada” com as conversas realizadas com amigos e amigas de luta sobre o tema. Isso para dar uma contribuição nesta pauta para o futuro do povo de Terreiro.

"O Povo de Terreiro presta pra alguma coisa?" 

“Onde estão nossos votos?”:

Ao confirmarmos os resultados gerais das eleições 2016 para vereadores e vereadoras, prefeitos e prefeitas pudemos observar em Pernambuco que nenhuma das candidaturas do povo de terreiro ou de representantes de outras comunidades tradicionais como quilombolas, indígenas etc. tiveram sucesso.

Ouvi muitos comentários sobre, como por exemplo: “O povo de terreiro é traíra”, “Povo de terreiro não vota”, “esses pais de santo só têm o voto deles pois não tem moral dentro de suas próprias casas”, “Não confio nos terreiros”, “já fui enganado pelos terreiros”, “o povo de santo é falso”, “esse povo de terreiro vende voto barato”, “temos que trabalhar e lutar por esse povo apenas pra ganhar o direito de comprar seus votos”, “o povo de terreiro só quer a velha forma de fazer política – vender seu voto barato”, “vocês são muito desorganizados”, “qualquer 50 reais de flores compra o voto dos pais de santo”, “não apoio mais essas bichas”, “esses terreiros não têm vergonha na cara”, etc.

Ouço e tento fazer um exercício interno de paciência para tolerar as opiniões agressivas dos que se sentiram de alguma forma traídos ou vilipendiados por terem investido nos terreiros e não tiveram resposta em votos e apoio nas campanhas. Ouvir e calar é difícil. Porém quando dá, faço minha intervenção tentando ser o mais coerente possível com a pessoa desolada por ter perdido... Afinal neste caso cabe muito mais uma atitude educativa do que um bate boca descabido com uma pessoa já magoada e revoltada com os fatos que alega.

Perante a tudo isso algumas reflexões para Povo de Terreiro se fazem pertinentes: Até quando vamos ficar nas sombras? Até quando não vamos eleger com força e unidade os nossos candidatos e candidatas do axé, da jurema, da umbanda, quilombolas, indígenas, ribeirinhos, etc.?

Essas perguntas merecem resposta coletiva nossa. Afinal, tudo isso é responsabilidade do nosso povo, pois somos nós que vamos ficar mais 4 anos sem representação política eleita nas câmaras municipais e nas prefeituras. Isso é um absurdo! Isso é preocupante perante ao avanço feroz dos e das fundamentalistas eleitos e eleitas. Observe em Recife quem foi a candidata mais bem votada perante a todas e todos os vereadores(as). Temos que estar alerta. Enquanto não nos organizamos e votamos certo, os inimigos da democracia e da laicidade ganham poder.

Candidatos e candidatas votados:

Foram vários os candidatos e candidatas de nosso segmento que encararam as urnas no último dia 02 de Outubro. Citarei alguns e algumas:

1 - Oscar Paes Barreto – Recife/PT – 5.533 Votos

2 - Pai Missinho de Oxalá – Olinda/PT – 411 Votos

3 - Mãe Mery – Camaragibe/PDT – 265 Votos

4 - Juarez Pé no Chão – Abreu e Lima/PMN – 238 Votos

5 - Pai Israel – Palmares/PCdoB – 148 Votos

6 - Pai Véu – Paudalho/ - 145 Votos

7 - Cláudio Pinho – Camaragibe/PT – 74 Votos

Candidatas sem votação no site:

8 - Mãe Lucia Yatemi – Catende/PRP – (Não foi registrada a votação no site)

9 - Mãe Adriana de Oxum – Jaboatão dos Guararapes/Solidariedade - (Não foi registrada a votação no site)

Candidatos preteridos pelo próprio partido:

10 - Alexandre L’Omi (que teve sua candidatura preterida pelo próprio partido e não pode prosseguir) – Olinda/PT

11 - Serginho da Burra (que sofreu golpe e não pode prosseguir) – Goiana/PT

12 - Edson Axé – Recife/PT (que sofreu golpe e não pode prosseguir)

Infelizmente nenhum e nenhuma teve sucesso. Pudemos ver casos de pouquíssima votação... E o caso de Oscar Paes Barreto que teve uma excelente votação mas não conseguiu chegar devido a sua legenda.

Pré-história política do Povo de Terreiro em Pernambuco:

Esta triste sina se repete há décadas, e nos cabe aqui fazer uma pré-história/memória política do povo de Terreiro em Pernambuco. Estes casos de fracassos se repetem consecutivamente há décadas. Temos como iniciante nesta luta o hoje Dr. Advogado Procurador Federal Edvaldo Ramos que na década de 1980, ainda comungando do convívio e parceria de Badia do Pátio do Terço saiu candidato à vereador em Recife por um partido de direita e não foi eleito. Temos o exemplo histórico do antológico Pai Edu de Olinda, que na década de 1990 (creio que no ano de 1994, a confirmar) foi candidato à vereador em sua cidade pelo PMDB apoiando a ex prefeita Jacilda Urquisa, e também não foi eleito. Outros casos tiveram o mesmo infortúnio, como por exemplo a candidatura à vereadora da hoje advogada e Iyábasé Vera Baroni no início dos anos 1990 (quando ainda não era iniciada no Orixá e representava o segmento da Saúde e do Movimento Negro). O hoje Ogan Edson Axé em 1998 foi candidato à Deputado Estadual pelo PSTU e em 2000 foi candidato à vereador em Recife pelo PT (nos tempos que ainda não era iniciado no Orixá Xangô nem na Jurema Sagrada e representava o segmento da Polícia Militar e Movimento Negro), ele também não foi eleito em nenhuma das duas instâncias. Já na década de 2000, tivemos algumas vezes a candidatura para vereador de Ivo da Xambá, que em algumas oportunidades colocou seu nome na luta política por partidos diversos, e não foi eleito em nenhuma das tentativas. Ainda temos a candidatura nesta mesma década do Mestre Afonso do Maracatu Leão Coroado em Olinda, babalorixá e grande mestre maracatuzeiro tradicional saiu candidato pelo PT e também não foi eleito. Ainda, tivemos temos o nome de Júnior Afro, ou Lindivaldo Júnior Leite, que foi candidato pelo PT em Recife já nos idos de 2010 e teve a sina dos seus antecessores. Por último, tivemos Oscar Paes Barreto que concorreu o pleito de 20014 pelo PT à deputado estadual e também não foi eleito.

Essa pequena linha histórica que revela a trajetória de luta político-partidária de nosso povo nos alerta para que pelo menos há 46 anos lutamos e não conseguimos vitória nas urnas. Não conseguimos eleger nenhum representante nosso e isso é motivo para reação!

Quais motivos?

Quais motivos reais podemos alegar para justificar nossos consecutivos insucessos nas eleições? Incompetência? A velha alegação de que fomos desde África separados e isso se reflete até hoje na nossa ausência de coesão e respeito mútuo? Que somos pobres e não conseguimos? Que somos despeitados uns com os outros e por isso não crescemos? Que nosso povo não tem voto? Poderia passar horas aqui tentando arrumar argumentos para justificar esta situação, mas prefiro focar em uma proposta de reflexão.

Em primeiro lugar devemos parar de nos vitimizar. Hoje estamos em outro nível de diálogo com a sociedade e temos conquistado espaços de visibilidade e respeito nos últimos anos da gestão do PT na presidência da república. Isso nos garantiu em um período histórico de 13 ou 14 anos alguns avanços consideráveis que já nos fortalecem para termos maior maturidade neste debate e luta.

Em segundo lugar, nós temos votos sim! E muitos. Em 2010 foram mapeados 1261 terreiros em Recife e RM - Região Metropolitana, mostrando pela primeira vez em amplo espaço de divulgação (internet e livros) onde estamos, quem somos, quantos somos e o que produzimos na perspectiva da segurança alimentar. Hoje somos muitos mais, ao passar desses últimos cinco anos da pesquisa, e creio que isso nos favorece e fortalece politicamente. 

Esta pesquisa foi realizada através de um trabalho muito sério da instituição Filmes de Quintal, MDS – Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e UNESCO. Fui um dos pesquisadores de campo e vivenciei profundamente a visita de inúmeras casas e terreiros em toda RM. Pra se ligar e saber sobre o mapeamento visite o site: http://www.mapeandoaxe.org.br/ lá tem o registro geral de todas as casas/terreiros.

Se fizermos um simples cálculo matemático podemos pegar 1261 terreiros e multiplicar por 20 votos (quantidade mínima que um terreiro tem de participantes. Sabemos que existem terreiros que tem 200 filhos(as) ou mais...). Teremos o resultado de 25.220 (vinte e cinco mil duzentos e vinte) votos. Com isso já elegeríamos um ou uma deputada estadual por uma coligação mais baixa no coeficiente. Isso só com os votos da RM, imagine se fossem com os demais terreiros da Zona da Mata ao Sertão que ainda não foram mapeados e dos quais sabemos que são inúmeros?! Teríamos muitos e muitos votos para elegermos alguns representantes nossos...

Faço essa provocação para termos noção de como não valorizamos nosso potencial político e nossos votos. Nos alienamos fácil demais e nos dividimos fácil demais. Eu pude vivenciar na prática em Olinda o quanto o Povo de Terreiro tem baixa estima consigo próprio. O quanto não acredita que é possível. O quanto ainda se comporta de forma imatura perante assuntos de interesse vital para nossa classe. Entendo que somos herdeiros da senzala. Sendo assim, temos inúmeras dificuldades, inclusive de formação educacional etc. Também compreendo que estamos em processo de formação política ideológica. Passamos muitos séculos sem nos comunicar e nos fortalecer... Mas mesmo assim acredito que podemos em curto prazo de tempo mudar esta realidade.

Temos que deixar de apoiar políticos que prometem o mínimo para nosso povo. Chega de negociar por baixo, chega de negociar “carguinhos”, chega de baixar a cabeça para os partidos e pessoas que nos subestimam. Não podemos ser massa de manobra!

Temos que rejeitar os falsos favores. Os Toldos, mesas e cadeiras, tijolos, reforma da casa, animais para os rituais de imolação, cestas básicas, confeitos para o Cosme e Damião, cotas financeiras para as festas, ônibus para levar as cestas de Oxum e panelas de Iyemojá etc. Precisamos dar uma excelente resposta nas urnas nas próximas eleições e termos um ou uma representante nossa sentada em uma cadeira de destaque para nos ouvir e construir conosco o futuro que queremos.

Espero que nosso povo preste para alguma coisa sim! Que não sejamos apenas massa de manobra dos senhores e senhoras da casa grande. Que possamos levantar a cabeça e afirmar que não somos traíras, que não somos falsos, que não nos vendemos barato, que temos representatividade sim e que sabemos o que queremos para a política! Temos que afirmar que já temos em quem votar. E dizermos que nossos representantes tem trajetória e contribuição efetiva na luta de nosso povo. Pois também não nos serve oportunistas de terreiro. Ser juremeiro(a), babalorixá, iyalorixá, ekeji, ogan, abian etc. não justifica uma candidatura defendendo nossa plataforma. Queremos verdadeiros representantes de nosso Povo, cujo perspectiva corresponda à nossos anseios. Devemos evitar pessoas manipuláveis e politiqueiras (que sabemos que existem aos montes dentro de nossa religião).

Já estamos construindo rumos para as próximas eleições. Nossa Frente Popular Povo de Terreiro pela Democracia vai ficar mais forte e vai avançar. Afinal, merecemos respeito e temos que ter urgente representação.

Futuro

I Plenária Povo de Terreiro e Políticas Públicas. Foto de Úrsula Freire.

No último dia 05 de agosto de 2016 foi realizada primeira Plenária Povo de Terreiro e Políticas Públicas no Nascedouro de Peixinhos/Olinda. Uma iniciativa do então candidato à vereador da Cidade de Olinda Alexandre L’Omi e seu grupo político com apoio de quatro outros candidatos: Edson Axé, Serginho da Burra, Pai Israel e Juarez Pé no Chão. Esta plenária teve como principal pauta a discussão das eleições 2016 para o povo de terreiro, numa perspectiva de fortalecer os candidatos na visibilidade e na caminhada da campanha de cada um. Foi o primeiro momento na história de nosso povo que tivemos um evento com este objetivo, onde pudemos ouvir as propostas de todos e todas, onde pudemos avaliar os caminhos e as formas de agir no campo político e também analisar os rumos que deveríamos tomar daquela data em diante. Foi fundada por proposta de Alexandre L’Omi a Frente Popular Povo de Terreiro pela Democracia, na perspectiva de continuar esta discussão após as eleições e fortalecer um grupo político para enfrentar as urnas em 2018 e 2020. Vera Baroni foi a responsável pela conferência magna da tarde e trouxe fundamental conteúdo para contribuir em todo nosso contexto político e histórico. Foi lançada ainda a campanha “Quem é de Terreiro Vota em quem é de Terreiro”, proposta também de L’Omi.

Matéria do Jornal Folha de Pernambuco de 06 de Agosto de 2016. "Espaço para o 'povo de terreiro'".

Candidatos organizadores da Plenária. Da esquerda para a direita: Juarez Pé no Chão, Pai Israel, Edson Axé, Alexandre L'Omi e Serginho da Burra. Foto de Paulinho Filizola. 

O evento foi transmitido ao vivo pela internet e futuramente será publicado em suporte impresso e integralmente nas redes sociais para que nosso povo possa ter acesso a todo conteúdo que foi debatido neste momento histórico.  

#QuemédeTerreiroVotaemquemédeTerreiro!

Salve a Jurema Sagrada
Axé
Nguzo
Saravá
Sobô Nirê Mafá

Fonte

JOANILDO, A. Burity, MACHADO, Maria das Dores C. Os votos de Deus: evangélicos, política e eleições no Brasil. Recife, Fundação Joaquim Nabuco. Ed. Massangana, 2006.  

http://www.mapeandoaxe.org.br/ - Acesso em 10 de outubro de 2016 às 22h33min.

Contribuições

Historiador João Monteiro
Jean Pierre
  
Alexandre L’Omi L’Odò
Historiador e Mestrando em Ciências da Religião
Quilombo Cultural Malunguinho

alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Cancelamento de minha candidatura à vereador de Olinda!

Alexandre L'Omi L'Odò. Registro do primeiro pé de Jurema plantado em uma escola pública no Brasil. Foto de Joannah Luna.

Minha candidatura à Vereador em Olinda foi Cancelada!

Antes de iniciar este texto quero dizer que estou tranqüilo, consciente, forte, e, que vamos avançar! Olinda precisa sair desta situação que encontra-se (em total descaso). Nossa luta é construir uma unidade política forte que nos garanta representação legítima e nos faça crescer com qualidade e efetivação real de políticas para todos e todas.

Informo oficialmente que interrompi minha campanha à Vereador de Olinda, no qual fui preterido. Abri mão de minha candidatura a pedido do Partido, para integrar a equipe de coordenação geral da campanha majoritária, contudo, manteremos nossa luta com muito mais amplitude.

Esta foi uma difícil decisão para mim e para o PT, que numa perspectiva positiva de redimensionar a campanha, me efetivou para ser o coordenador da pauta de Promoção de Igualdade Racial e Povos e Comunidades Tradicionais.

Sou militante a mais de 15 anos defendendo a democracia, a luta contra o racismo, o fortalecimento da laicidade do Estado, o respeito à diversidade e a discussão de gênero, e sempre firme numa missão de contribuir para a construção efetiva de políticas públicas para os povos tradicionais, do segmento de direitos humanos e da cultura popular.

Quem me conhece sabe que não sou manipulável, que não me presto a ser massa de manobra e muito menos me vendo. Minha trajetória é de luta muito bem embasada e fortalecida com a força da Jurema e dos Orixás, no vibrar do couro das alfaias e no baque forte dos ilús. Nossa discussão política não é brinquedo e muito menos deve ser tratada de forma irresponsável. Estou atento a tudo, e meus olhos enxergam muito mais à frente, pois, vamos voar com as águias! Estou confiante na nova estrada, vou caminhar seguro com o pé bem firme no chão e atento aos espinhos. Estamos juntos em um projeto de reversão histórica que precisa de novas lideranças para ser concretizado! Temos sonhos, somos guerreiros, temos qualidade, temos axé! Esta luta é referendada pelos nossos ancestrais.

Aceito o novo pleito como grande desafio, com o coração aberto e disposto a contribuir, elevando a discussão e fortalecendo a pauta anti-racismo e de reparação, para na futura gestão de nossa prefeita, materializar em políticas públicas nossos sonhos. Queremos uma secretaria de Promoção de Igualdade Racial real, esta pasta terá prioridade e este compromisso é de nossa representante majoritária.

Obrigado a todos e todas que me ajudaram e acompanham minha trajetória. Obrigado à minha equipe, que com garra planejou e trabalhou com todo empenho e seriedade para juntos construirmos a vitória. Obrigado aos apoios de Olinda e de outros municípios. Obrigado aos amigos e amigas que acreditaram que seria possível vencer este pleito. Obrigado à comunidade de Peixinhos que esperava com grande expectativa minha candidatura. Obrigado a todo povo de terreiro que está comigo permanente nesta luta. Obrigado ao povo da cultura popular que vibra e comunga comigo esta caminhada, Obrigado à imprensa pernambucana que com isenção e imparcialidade produziu excelentes matérias sobre a luta política do Povo de Terreiro. Obrigado aos votos ideológicos que com consciência estão conosco. Enfim, quero chamar a todos e todas para trabalharmos com unidade no futuro, conto com o apoio de vocês nas próximas eleições. Convoco a todos e a todas para unidos elegermos Tereza Leitão Prefeita de Olinda! É 13! Olinda quer avançar!

Exú: "O so (ò)kò lona o p(á) eiye loni - Tendo lançado uma pedra ontem, ele mata um pássaro hoje". (VERGER, 2000, p. 145).

“Dizem que a jurema amarga, para mim é um licor. A Jurema com seus frutos, sempre nos alimentou”!

“Malunguinho ta de ronda, quem mandou foi jucá. Malunguinho ta de ronda, que a Jurema manda”!

“Quanto mais meu lírio cheira: É pau, é pau é pau”!

Sobô Nirê Mafá!
Axé!

*Na foto feita pela artista Joannah Mendonça estou plantando o primeiro pé de Jurema em uma escola pública no Brasil. Motivo de orgulho e símbolo de resistência de que estamos plantando um amanhã sem racismo, sem intolerância e com respeito à diversidade. Assim é minha caminhada e missão!

Alexandre L’Omi L’Odò.
Coordenador da Campanha Majoritária de Olinda - PT
alexandrelomilodo@gmail.com

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Cavando espaço político

Alexandre L'Omi L'Odò. Foto de Brenda Alcântara.

Cavando espaço político

Religiões afro-descendentes querem representantes dos terreiros nas casas legislativas para combater intolerância religiosa

Tércio Amaral
Tercioamaral.pe@dabr.com.br

Matéria do Diario de Pernambuco, de 14/02/2016 (Domingo), Caderno Política, página b5. Matéria de página inteira.

O ambiente abandonado, repleto de verde em suas ruínas, agrada aos Orixás, que recebem do cachimbo as primeiras fumaças de uma conversa no fim de tarde. O encontro marcado no Nascedouro de Peixinhos, antigo matadouro do bairro periférico de Olinda, tem um motivo: o terreiro é um lugar sagrado e muitas vezes não compatível com determinadas atividades, como entrevistas.

O sacerdote e juremeiro Alexandre L’Omi L’Odò tem pressa. Quer fazer justiça a uma ausência que vem desde os tempos do Brasil Colônia (1500-1808): a participação de pessoas ligadas a cultos afro-brasileiros na política. A decisão do juremeiro, que será candidato a vereador em Olinda pelo PHS, junta-se a de tantos outros no estado do mesmo segmento. Essas candidaturas começam a ganhar espaço como contraponto à bancada evangélica que cresce a cada eleição nas casas legislativas pelo país e à intolerância religiosa.

Digitalização de Matéria. Diário de Pernambuco, 14/02/2016. Caderno Política, p. b1. Chamada.

Vaidoso, Alexandre não revela a idade, mas quando o assunto é política, o discurso é bem afinado. Nascido na própria localidade de Peixinhos, tem formação em história e faz mestrado em ciências da religião na Unicap (Universidade Católica de Pernambuco). Uma de suas propostas é defender questões que já estão na Constituição Federal de 1988, ou seja, em vigor, mas não em prática.

 Digitalização de matéria. Diario de Pernambuco. 14/02/2016. Caderno Política. P. b5.

“Caso seja vereador de Olinda, vou propor a retirada do crucifixo do plenário da Câmara (Municipal) e a retirada de quadros de pseudo-heróis que atentaram contra o povo negro”, diz, ao se referir ao quadro de Bernardo Vieira de Melo, conhecido como carrasco de Zumbi dos Palmares. O dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro em homenagem ao quilombola, morto nessa data em 1695.

“Não vou pregar a intolerância, mas defender uma educação plural, sem o ponto de vista tradicional do cristão branco conservador. Pretendo dar protagonismo aos negros na nossa história e fomentar esse debate da pluralidade”, argumentou.

Assim como Alexandre, Edson Axé, 48 anos, é candomblecista e será candidato a vereador, mas no município de Recife.Seu partido é o PT. “Independentemente de qualquer eleição, nós já fazemos palestras em bairros e RPAs da capital, além de faculdades. A grande questão é o racismo, pois tanto o Candomblé quanto a Umbanda são religiões de raízes negras”, argumenta Edson Axé, que é estudante de direito e formado em gestão de pessoas.

Já o artista popular de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, Serginho da Burra, que também será candidato pelo PT no município, adota o discurso de “contra-corrente”. Serginho, que é historiador, diz que muitos dos ataques sofridos em terreiros recentemente em são provenientes de grupos evangélicos neopentecostais.

“Esse grupo se organiza na política e quer que as pessoas sigam a doutrina deles. Está na hora de nosso povo se politizar. Quem sabe no futuro teremos um partido prórpio?”, planeja o pré-candidato a vereador em Goiana.

Pesquisador defende pluralidade

O pesquisador da Universidade de Pernambuco (UPE), Erisvelton Sávio de Melo, que concluiu o doutorado em antropologia no ano passado sobre ciganos, na UFPE, defende a pluralidade entre os representantes da política. Na sua avaliação, as candidaturas de segmentos religiosos marginalizados nestas eleições contribui para resgatar uma dívida histórica de grupos discriminados.

“O fato de haver representantes políticos desses segmentos religiosos pode ser visto como algo muito positivo, tendo em vista a diversidade das pessoas que compõe as identidades brasileiras. Identidades essas que parecem estar sendo homogeneizadas no quisito religioso sobre a égide cristã”, desse Erisvelton. No Recife, por exemplo, em um mapeamento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, foram identificados 1,261 terreiros em 2010. Nenhum deles está articulado politicamente, com representantes eleitos, diferentemente das igrejas evangélicas.

A questão da pluralidade, reitera o pesquisador, vem sendo levantada pela “onda conservadora” protagonizada pela bancada evangélica no Congresso Nacional, com pautas como a “cura gay”. “É essencial para barrar essa onda capciosa de transformar assuntos de debates gerais que contemplem todos os eleitores/cidadãos, em vez de transformar o debate nem regime teocrático cristão, de ‘os salvos versus os condenados’”.

+SAIBA MAIS
+ O baixo índice de representatividade dos que se declaram pertencentes aos cultos afro-brasileiros na política ocorre por preconceitos criados historicamente no país desde os tempos da colonização portuguesa.

+ No senso comum, esses cultos são associados ao mal, à bruxaria, e o fato de ter entre praticantes grupos sociais (negros e índios) que foram escravizados e que se encontram em situação econômica inferior agrava a aceitação.

+ Umbanda é uma religião eminentemente brasileira, com doutrina própria. Não é a única, pois existem outras, como o Vale do Amanhecer, Santo Daime e Igreja Universal do Reino de Deus.

+ A Umbanda foi criada em 15 de novembro de 1908, na então capital do Brasil Rio de Janeiro, por Zélio de Moraes, que chegou a ser eleito vereador de São Gonçalo, em 1924, mas que abandonou a política em 1929.

+ A Umbanda, nos anos 1930, se consolida como parte da “identidade brasileira”, construída na Era Vargas, com os prenúncios da democracia racial, defendida nacionalmente pelo sociólogo pernambucano Gilberto Freyre.

+ Os Orixás na Umbanda passam por um processo de “embranquecimento”. É nesse momento que surgem representações de Yemanjás brancas e o sincretismo com santos da Igreja Católica, também brancos, como Jesus na figura de Oxalá.

+ Já no Candomblé é, desde sua formação, de povos afrobrasileiros (negros), e por isso é mais excluída. É fruto de uma junção de práticas religiosas de várias nações africanas, como Jeje, Angola, Banto, Nagô, Ketu.

+ Entre as diferenças entre Umbanda e Candomblé está o fato de no Candomblé ser permitido a sacralização de animais por meio de sacrifícios, a definição mais clara de hierarquia e o vestuário branco.

+ Outra Religião negra pouco conhecida no Brasil é o Islamismo, trazido por escravos negros durante a Colônia (1500-1808) e o Império (1822-1889). Escravos letrados liam os textos originais em árabe e alguns contribuíram com a Revolta dos Malês (1835), em Salvador.

+ Nos anos de 1930, no Estado Novo, houve uma perseguição sistemática às religiões afro indígenas brasileiras. Templos foram invadidos e seus praticantes presos e torturados. Objetos sagrados foram levados e transformados em peças de museu.

Fonte: prof. Dr. Erisvelton Sávio S. de Melo (NEPE-PPGA e LACC – UPE).

Alexandre L’Omi L’Odò
Historiador e Mestrando em Ciências da Religião
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 30 de abril de 2016

Malunguinho, Política e Povo de Terreiro – O lado certo da luta!

Malunguinho. Representação de luta e resistência dentro da Jurema Sagrada. Foto de Marcelo Curia. 2010.

Malunguinho, Política e Povo de Terreiro – O lado certo da luta

Malunguinho (ou os Malunguinhos) herói da luta por liberdade do povo negro e indígena em Pernambuco, foi assassinado brutalmente pelos poderes constituídos por milícias e “forças de paz”, enviados pelos membros da Casa Grande e da Coroa Portuguesa (os caucasianos [brancos], imperialistas pertencentes às elites aristocráticas do Brasil e Portugal). O último líder do Quilombo do Catucá, o Malunguinho João Batista, teve sua morte notificada em 18 de Setembro de 1835, em emboscada cruel na cidade de Maricota, hoje Abreu e Lima/PE.

Esta mesma Casa Grande, citada anteriormente, assistiu a “abolição” da escravatura em 13 de Maio de 1888 de mal grado... E decidiu jogar a população escravizada nas ruas sem nenhum direito civil... Marginalizando um contingente populacional que é a maior parte deste país, o povo negro. Este mesmo grupo de ricos colonialistas patrocinou o genocídio indígena (no período da colonização) e promove até hoje a mortalidade dos indígenas e da população negra neste país. Basta observar os dados sobre: http://renafrosaude.com.br/mortalidade-da-juventude-negra/  

Esta elite da Casa Grande, sempre esteve no poder... Cometendo todo tipo de atrocidade e desumanidade. Hoje, esta mesma elite ascendente genética ou ideologicamente da Casa Grande não está conformada com a democracia constituída no Brasil e com a sua perda crescente de privilégios econômicos, históricos etc. Por estes motivos, querem dar um golpe no nosso sistema político, pedindo e articulando o impedimento ilegal da presidenta Dilma, tentando romper 13 anos de um governo de esquerda no poder do nosso país.

Isso mesmo... Apenas 13 anos, suficientes para efetivar grandes mudanças no formato político do país, revertendo prioridades e voltando para o povo preto e pobre políticas públicas sociais que estão revertendo (lentamente ainda) a lógica da partilha dos bens pecuniários para a maior parte da população. Esta elite da Casa Grande até onde se consta na história sempre esteve no poder e jamais fez isso...

Em meio a todo este contexto histórico e político, uma pequena parcela do povo de terreiro, por ser em sua grande maioria herdeiro da senzala, exatamente por herdar um sistema tradicional e religioso de matriz africana e indígena... Posicionam-se estranhamente e incompreensivelmente favoráveis ao Golpe. Isso a meu ver é algo assustador. É quase como matar duas vezes a luta dos nossos ancestrais que foram torturados e mortos por esta mesma elite que insiste em dominar, mesmo sendo apenas 1% de nossa população geral.

Creio que esta postura provenha da falta de entendimento de lugar histórico dos participantes e sacerdotes destas religiões. Afinal, grande parte de nosso povo ainda está imergindo das trevas do racismo e da intolerância. Aos poucos estamos compreendendo nosso papel histórico e político, e de como devemos nos articular para avançar perante ao processo de libertação ainda do escravismo mental e social que estamos envolvidos completamente desde colonização. Somos também herdeiros de um pensamento colonizado...

Não posso me calar ao ver este tipo de atitude. Compreendo o direito de todo indivíduo ter sua própria opinião, mas me parece totalmente incoerente pessoas de terreiro apoiarem o opressor histórico. É terrível assistir “o oprimido assumir o discurso do opressor” (Simone de Beauvoir). Ao que percebo, a profunda auto baixa estima vem dominando estas falas (a favor do golpe) vazias de história e contexto.

Se fazemos parte de uma comunidade tradicional, temos que no mínimo saber nosso lugar na história. Esta é uma missão espiritual. Defender a luta de nossos ancestrais é um dever, e lutar pela manutenção de nossa religião é lutar contra o opressor.

Contudo, não é de se estranhar estas posições favoráveis ao golpe e aos golpistas: Nosso povo sempre foi dominado e entendo que é difícil quebrar o paradigma do dominado... Submeter-se é quase sempre a primeira opção escolhida pelo dominado que historicamente não aprendeu a lutar contra as atrocidades dos dominadores. Mas devemos pensar... Refletir de qual lado queremos estar... E o lado que estamos é o lado dos herdeiros da senzala, o lado dos que sofrem ainda as conseqüências dos crimes históricos cometidos contra a humanidade – a escravidão africana e o holocausto indígena!

Rogo ao Reis Malunguinho, que morreu para que eu pudesse estar aqui escrevendo este texto, para que nossos irmãos e irmãs enxerguem logo que devemos nos unir e combater a dominação ideológica e histórica da Casa Grande sobre nós. Esta é uma necessidade primeira. Nosso futuro depende de nossa resistência e estratégias de combate ao racismo.

Jamais apoiaria o lado dos dominadores. Se nosso lado político tem alguns problemas, devemos nos ater a resolvê-los. Mas submetermo-nos ao chicote das elites jamais! Digo não ao golpe pelo sangue de nossos ancestrais! Não vão matar o jovem sistema democrático que temos. Não permitiremos isso, somos resilientes, vamos vencer com fé na democracia!

Este texto nasceu da necessidade de expressar minha opinião sobre pessoas pertencentes aos terreiros (de qualquer nação ou segmento) que apóiam o Golpe contra o atual governo instituído de forma democrática. Que fique claro que sou veemente contra este tipo de postura. Temos um lado, e este lado deve ser observado e levado em consideração na nossa luta coletiva.

Malunguinho se manteve vivo, como prova de sua grande importância na luta por liberdade em Pernambuco! A Jurema Sagrada, religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil, o deificou imortalizando-o como divindade fundamental dentro desta religião. O Reis Malunguinho, o Reis das Matas, o caboclo, mestre, trunqueiro e reis, se manteve vivo, sendo este seu único reduto de memória, afinal a Jurema Sagrada é também história! Eu como membro dos que desfrutam da herança da luta deste guerreiro, estou ao lado de sua luta, de sua trajetória, de sua incansável  busca por direitos. Eu sou do lado do povo de terreiro, não posso estar ao lado dos opressores jamais.

Sobô Nirê Mafá!

#NãoVaiTerGolpe!
#FéNaDemocracia!
#MalunguinhoMeuHerói!

Alexandre L’Omi L’Odò
Juremeiro e mestrando em ciências da religião
Quilombo Cultural Malunguinho

alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Voto em Serra! Basta de pobre crescendo!


Cansei... Basta!!


Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais.
O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte. Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia. Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus celulares. O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de qualquer um. Pode?

Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, agora navega...

Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro baixo, todo mundo tem carro, até a minha empregada. "É uma vergonha!", como dizia o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em São Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro. Quero aumento da gasolina na calada da noite.

Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire, agora, se vende até no camelô da 25 de Março e no Braz. Vergonha, vergonha,
vergonha...
Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode?
Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo, SBT, Band, RedeTV, CNT, Folha SP, Estadão etc.). A coitada da "Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco.

É o fim do mundo.
Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito... Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça.

Cansei dessa história de aeroportos lotados. Hoje qualquer Zé Mane está viajando. Parece rodoviária. No tempo bom de viajar de avião só tinha pessoal bem arrumado e não existia fila pra nada. Estou até pensando em comprar um avião. O problema é que o imposto do governo Lula é muito alto para este tipo de operação.
Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus, agora, vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula...

Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles?

Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, vai passar férias no Exterior. É o fim...

Vou votar no Serra.

ansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. Investir em ações de Estatais quase de graça e vender com altos lucros. Chega dessa baboseira politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação.

O motor da vida é a disputa, o risco... Quem pode, pode, quem não pode, se sacode. Tenho culpa eu, se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar dinheiro comprando ações de Estatais quase de graça? Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior.

Eu ia anular, mas cansei. Basta! Vou votar no Serra. Quero ver essa gentalha no lugar que lhe é devido.

Quero minha felicidade de volta !!!

Jussara Botelho Franco

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Bom, como eu sou uma pessoa que moro em Peixinhos, convivo com todas as dificuldades de meu bairro pobre, não voto em Serra, pois ele representa o atraso e a falta de luz para ser presidente do Brasil.

Serra Tiririca. Uma das formas de campanha dele, pra ver se ganha popularidade, cuidado com o engodo.

Seja mais um a não dar seu digno voto a este Serra! Serra já diz tudo, corta e desagrega.

Campanha
Dilma 13!!

Para o Brasil seguir avançando e crescendo!


Alexandre L'Omi L'Odò.

Cidadão pernambucano de terreiro

alexandrelomilodo@gmail.com

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!