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domingo, 9 de outubro de 2016

Campanha - Pai Paulo Braz Meu Patrimônio Vivo

Pai Paulo Braz Ifátòógún - Alapini. Foto de Alcione Ferreira.

CAMPANHA
Pai Paulo Braz Meu Patrimônio Vivo!
#PaiPauloBrazMeuPatrimônioVivo!

Quem o conhece, quem passa algumas horas perto dele, quem escuta suas histórias e contos, quem o vê falando yorùbá e traduzindo, quem o vê cantar, quem o vê dançar, quem o vê celebrar a ancestralidade africana, quem o vê invocar os Orixás, quem joga o Ifá e descobre seu destino com ele não tem dúvidas, ele é um Patrimônio Vivo do Povo de Terreiro de Pernambuco e consequentemente do Brasil, um Patrimônio da Tradição de Matriz Africana, um Patrimônio Nagô.

Pai Paulo Braz IfáTòógún, é um raro sacerdote de Terreiro. Neto biológico de Felippe Sabino da Costa (Pai Adão) e filho do grande babalorixá Malaquias Felipe da Costa (Ojé Bií), ele é o herdeiro direto desta tradição nagô em Pernambuco. Babalorixá e Alapini (mestre do culto aos mortos/Eguns)do Ilé Iyemojá Ògúnté, leva à frente com muita garra os ensinamentos ancestrais de seu avô e pai.

Ele fala yorùbá! Isso mesmo. Nele está uma das últimas reservas dos saberes desta língua africana. Seus ensinamentos estão sendo repassados para os seus filhos netos e omorixás ("filhos de santo"), afinal, ele antes de tudo é um grande educador, um grande professor do divino, da tradição afro e da cultura popular.

Pai Paulo recebeu na Nigéria, pelos sumo sacerdotes e ministros de Ilé Ifé (terra sagrada africana) o título de Babá Ifá Muyidè, que significa "Ifá trouxe seu sábio filho de volta à sua terra natal". Esta honraria é uma das mais altas recebidas por um sacerdote na tradição africana, pois a partir deste momento ele foi consagrado um Osijé Agbaiyé - Um velho sábio detentor dos saberes totais da tradição, um mestre, uma referência para todos e todas irem se aconselhar.

Ele é simples. Mesmo sendo magnânimo é simples demais. Muito comunicativo e inteligente surpreende com suas longas preleções sobre os saberes orais nagô. Ele é um livro de grande valor. Nele estão guardados os símbolos necessários para a preservação de nossa memória, saberes e fazeres.

Ninguém que pertençe a tradição de terreiro pode dizer o contrário. Ele é Nosso Patrimônio Vivo!

Quem desejar conhecer sua história mais profundamente, visite este link e leia o texto que resume sua trajetória de vida na cultura e no axé: http://alexandrelomilodo.blogspot.com.br/2012/02/tio-paulo-braz-ifatoogun-um-sacerdote.html

Mais uma vez estamos indicando Pai Paulo para o Prêmio do Patrimônio Vivo de Pernambuco (foi indicado e não ganhou em 2013). Ele merece ser o primeiro Patrimônio Vivo de Matriz Africana contemplado deste edital, por uma questão de justiça e reparação. Afinal, ele tem todas as prerrogativas para ser aprovado por unanimidade.

Esta campanha a partir de hoje circulará na internet para fortalecer esta candidatura do Povo de Terreiro. Vamos compartilhar e enviar boas energias para o Conselho Estadual de Políticas Culturais de Pernambuco fazer uma escolha correta e justa elegendo Pai Paulo Braz como Patrimônio Vivo de Pernambuco, ele merece essa homenagem em vida, pois é um homem idoso e com muitos problemas de saúde.

Axé e que nossos Orixás e ancestrais o abençoem nessa luta. Vamos nos manter em orações africanas para essa vitória inevitável!

Kolofé babá wá!
Ibá ooooooooooooo!
Ire oooooooooo!

COMPARTILHEM!!!

#PaiPauloBrazIfátòógún
#PatrimôniovivodePernambuco
#PaiPauloBrazNossoPatrimônioVivo

Foto de Alcione Ferreira.

Alexandre L'Omi L'Odò
Historiador e Mestrando em Ciências da Religião
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 7 de outubro de 2012

Novo nome em oferenda a Oxum - Matéria do jornal Aqui PE

 
 Digitalização da Matéria do Jornal Aqui PE de sábado e domingo, 06 e 07 de outubro de 2012. Cidades 5.

Novo nome em oferenda a Oxum
Estudante conseguiu na justiça o direito de acrescentar L'Omi L'Odò à identidade que recebeu ao nascer


Marcionila Teixeira
marcionilateixeira.pe@dabr.com.br

Ele nasceu Alexandre Alberto Santos de Oliveira, mas agora, aos 32 anos, comemora o que considera um renascimento. Em uma decisão inédita na justiça, passou a se chamar oficialmente Alexandre L’Omi L’Odò Alberto Santos de Oliveira. O L’Omi L’Odò é uma homenagem a Oxum, Orixá do candomblé, e significa, em língua yorùbá, das águas do rio. Desde criança, Alexandre se identifica com a Jurema, religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil, que se relaciona com o Candomblé e a Umbanda nos espaços de terreiro. Para ele, acrescentar o nome é o maior ebó, ou seja, oferenda, que já fez a Oxum, de quem se considera filho na religião afro.

A decisão é do juiz Cláudio Cavalcanti, da 1° Vara da Família e Registro Civil de Olinda. O magistrado considerou que o pedido se justifica porque a Lei dos Registros Públicos permite que a pessoa pode somar ao pré nome o apelido ao qual tenha atrelada a sua imagem pública, como é o caso de Luiz Inácio Lula da Silva e Xuxa. “No entanto, fiz uma resalva. No pedido ele queria retirar o sobre nome Oliveira que é do pai, pois alegou que já tinha Alberto, também da família paterna. Mas entendo que os sobrenomes da família devem ser preservados, pois Alberto é prenome”. Explicou o juiz.

Essa seria a primeira vez que uma decisão judicial muda um nome a partir de uma justificativa religiosa do solicitante. O magistrado, no entanto, disse que a religião não pesou tanto em sua sentença e sim o que diz a lei. “Ele conseguiu provar na justiça que é conhecido publicamente assim a mais de dez anos quando foi batizado no candomblé. Também apresentou inúmeras notícias com seu nome e trouxe testemunhas comprovando o fato. O próprio direito abre exceção ao princípio da imutabilidade do nome”, explicou o juiz.

Entre outras condições para ter o nome alterado na justiça, a pessoa precisa provar que é exposta ao ridículo. Uma outra situação que prevê mudança é o casamento e a adoção. Alexandre, que € estudante de história da Universidade Católica de Pernambuco e coordenador do Quilombo Cultural Malunguinho, disse que toda comunidade tradicional de terreiro está comemorando a decisão. “Trata-se de uma vitória de todo povo de terreiro, que agora um precedente na justiça”, afirmou.

Para a professora do departamento de história da UNICAP Zuleica Dantas, com pós-doutorado em ciências da religião, a mudança soa positiva para a religião. “O nome é identidade, reúne a construção da pessoa enquanto identidade e como representante de um determinado lugar. No caso de Alexandre, tem uma perspectiva mítica, ligada à ancestralidade dele”, analisou a professora. Como cultuador da Jurema, Alexandre é chamado de juremeiro, e, dentro do culto, é considerado egbomi, ou seja, um irmão mais velho.

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Publico aqui texto integral da matéria de jornal digitalizada do Aqui PE de sábado e domingo, 06 e 07 de outubro de 2012. Cidades 5. Este jornal custa 0,25 centavos e é o mais popular e que tem maior consumo entre as maiorias pobres de Pernambuco. Geralmente este "jornal" publica matérias sensacionalistas e de muito mal gosto. Recentemente no caso do menino Flânio de 09 anos do Brejo da Madre De Deus, ao qual foi degolado em suposto ritual macabro, este mesmo jornal vinculou o nome das religiões de matrizes africanas e indígenas de forma completamente racista e preconceituosa. Felizmente a Comissão de Acompanhamento Contra Intolerância Religiosa de Pernambuco interviu de forma concreta contra estes atos absurdos que só estimularam a população à violência que levou a destruição de 7 terreiros de Jurema e Candomblé no distrito de São Domingos no Brejo da Madre de Deus... Hoje ver eles publicando uma matéria como esta nos dias que mais se vende o jornal em todas as localidades é um sinal positivo que nossos trabalhos tem dado frutos. Toda população da periferia de Peixinhos, onde moro, viu e leu a matéria. Isso foi importante, tendo em vista que uma informação deste porte dificilamente chegaria ao conhecimento das populações menos favorecidas ao acesso à mídia e meios de comunicação. Peço obrigado à jornalista Marcionila Teixiera pelo belo trabalho de acompanhamento de todo este processo meu na justiça e pela coragem em permitir que seu texto entrasse nesta edição do Aqui PE. Axé e salve a fumaça!!

Sobô nirê!


Alexandre L'Omi L'Odò
Juremeiro e Egbomi
alexandrelomilodo@gmail.com   

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Novo nome em oferenda a Oxum - Estudante conseguiu na justiça o direito de acrescentar L’Omi L’Odò à identidade que recebeu ao nascer

Matéria do Jornal Diário de Pernambuco, caderno Vida Urbana C4. Recife, 02 de outubro de 2012.

 Novo nome em oferenda a Oxum 
Estudante conseguiu na justiça o direito de acrescentar L’Omi L’Odò à identidade que recebeu ao nascer

 Marcionila Teixeira
marcionilateixeira.pe@dabr.com.br

Ele nasceu Alexandre Alberto Santos de Oliveira, mas agora, aos 32 anos, comemora o que considera um renascimento. Em uma decisão inédita na justiça, passou a se chamar oficialmente Alexandre L’Omi L’Odò Alberto Santos de Oliveira. O L’Omi L’Odò é uma homenagem a Oxum, Orixá do candomblé, e significa, em língua yorùbá, das águas do rio. Desde criança, Alexandre se identifica com a Jurema, religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil, que se relaciona com o Candomblé e a Umbanda nos espaços de terreiro. Para ele, acrescentar o nome é o maior ebó, ou seja, oferenda, que já fez a Oxum, de quem se considera filho na religião.

A decisão é do juiz Cláudio Cavalcanti, da 1° Vara da Família e Registro Civil de Olinda. O magistrado considerou que o pedido se justifica porque a Lei dos Registros Públicos permite que a pessoa pode somar ao pré nome o apelido ao qual tenha atrelada a sua imagem pública, como é o caso de Luiz Inácio Lula da Silva e Xuxa. “No entanto, fiz uma resalva. No pedido ele queria retirar o sobre nome Oliveira que é do pai, pois alegou que já tinha Alberto, também da família paterna. Mas entendo que os sobrenomes da família devem ser preservados, pois Alberto é prenome”. Explicou o juiz.

Essa seria a primeira vez que uma decisão judicial muda um nome a partir de uma justificativa religiosa do solicitante. O magistrado, no entanto, disse que a religião não pesou tanto em sua sentença e sim o que diz a lei. “Ele conseguiu provar na justiça que é conhecido publicamente assim a mais de dez anos quando foi batizado no candomblé. Também apresentou inúmeras notícias com seu nome e trouxe testemunhas comprovando o fato. O próprio direito abre exceção ao princípio da imutabilidade do nome”, explicou o juiz.

Entre outras condições para ter o nome alterado na justiça, a pessoa precisa provar que é exposta ao ridículo. Uma outra situação que prevê mudança é o casamento e a adoção. Alexandre, que € estudante de história da Universidade Católica de Pernambuco e coordenador do Quilombo Cultural Malunguinho, disse que toda comunidade tradicional de terreiro está comemorando a decisão. “Trata-se de uma vitória de todo povo de terreiro, que agora um precedente na justiça”, afirmou.

Para a professora do departamento de história da UNICAP Zuleica Dantas, com pós-doutorado em ciências da religião, a mudança soa positiva para a religião. “O nome é identidade, reúne a construção da pessoa enquanto identidade e como representante de um determinado lugar. No caso de Alexandre, tem uma perspectiva mítica, ligada à ancestralidade dele”, analisou a professora. Como cultuador da Jurema, Alexandre é chamado de juremeiro, e, dentro do culto, é considerado egbomi, ou seja, um irmão mais velho.

Chamada de matéria na contra capa do Diário de Pernambuco de 02 de outubro de 2012.

Entrevista >> Alexandre L’Omi L’Odò

“É uma homenagem aos meus ancestrais”.

O que muda daqui para frente com a alteração de seu nome?

Agora estou mais satisfeito com minha existência, pois meu nome passou a estar vinculado às minhas origens ancestrais. Tenho oficialmente um nome yorùbá, que é da cultura africana. É uma homenagem aos meus ancestrais negros, que morreram escravizados para hoje eu estar aqui. É o maior ebó, que significa sacrifício, oferenda ao Orixá, que já ofereci a Oxum, agora ela está integrada ao meu nome.

Você já se prejudicou alguma vez por não ter o nome L’Omi L’Odò oficialmente?

Sim. No começo do ano aconteceu uma oficina de povos de terreiro, no Maranhão, e como eles exigiram o meu nome oficial, não me reconheceram pelos documentos e eu terminei ficando de fora.

O juiz resolveu não tirar o sobrenome do seu pai, como você queria. Por que queria tirar o Oliveira?

Meu nome agora está gigante, além disso, Alberto, que quis manter, é o nome do meu tataravô, bisavô, avô, pai e do meu. Portanto, acho que ele representa também a família paterna.

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Publico aqui texto na íntegra da matéria do jornal Diário de Pernambuco, caderno Vida Urbana C4, de - Recife, 02 de outubro de 2012. Com total alegria agradeço a Marcionila Teixiera pela bela matéria e a todas e todos que acompanharam este meu processo judicial me dando apoio e suporte nas horas que precisei. Axé e salve a fumaça!

Adupé Oxum!

Alexandre L'Omi L'Odò
Juremeiro e Egbomi
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Jeremias Awolowo Obafemi, Um Líder Revolucionário Histórico da Nigéria

Jeremias Obafemi Awolowo

Para fechar o mês da consciência negra 2010 aqui no meu blog, trago um texto traduzido por mim do inglês para o português de uma das maiores personalidades negras da Nigéria, o "Premier" Jeremias Obafemi Awolowo. Desculpem as falhas se houver, pois me deu um trabalho danado fazer este trabalho que em alguns momentos tive que recorrer a amigos para tentar dizer o que se pretendia o texto.

É muito importante conhecer estas personalidades históricas da política nigeriana pois com o aprofundamento nestas biografias, podemos enchergar uma Nigéria mais real, menos romântica para nós.


Jeremias Obafemi Awolowo foi um político nigeriano e líder da unidade Yorùbá.

Ele nasceu em 1909 em Ikenne, o atual estado de Ogun, na Nigéria. Frequentou várias escolas, e depois tornou-se professor em Abeokuta, após o que ele se qualificou como um estenodactilógrafo (taquigrafia mais datilográfo).

Awo como era carinhosamente chamado pelos admiradores serviu como um caixeiro na famosa Wesley College, bem como um correspondente do Times da Nigéria. Foi depois disso que ele embarcou em vários empreendimentos empresariais para ajudar a levantar fundos para a viagem ao Reino Unido (UK) para estudos posteriores.

Ele acabou viajando para o Reino Unido onde obteve uma licenciatura em Direito pela London School of Economics. Quando ele voltou para a Nigéria juntou-se ao vagão políticos da época pré-independência.

Como a maioria de seus contemporâneos, ele se tornou um líder político regional. Ele fundou o Egbe Omo Oduduwa, uma organização sócio-política que mais tarde foi transformado em um partido político conhecido como o Grupo de Acção (AG).

Awolowo foi eleito como o primeiro premier indígena da Região Oeste sob o sistema parlamentar da Nigéria em 1952. No entanto, quando a Nigéria se tornou independente em 1960, ele se tornou o líder oficial da oposição no parlamento federal para o governo Balewa 1960-1963, um feito que contribuiu para a forte cultura política ao qual testemunhou a partir de então. A oposição do grupo Ação realmente serviu como um cheque grande sobre os excessos do governo federal no âmbito da coalizão NPC-NCNC.

Awolowo era um líder que acredita que o Estado deve canalizar os seus recursos em educação e desenvolvimento das infra-estruturas, daí ele introduziu obrigatório e gratuitamente o ensino primário, na Região Oeste. Ele também criou bolsas de estudo para atender às necessidades educacionais e materiais de estudantes carentes.

Hoje, enquanto falamos, a maioria dos intelectuais e figurões na Nigéria, foram beneficados pela política educacional livre de Obafemi Awolowo como premier da região Oeste.

Ele criou o primeiro serviço de televisão na África em 1959 para educar a população através de informação e entretenimento. Hoje, o mundo está comemorando o jubileu de ouro da televisão primeira na África a seu crédito.

Ele estabeleceu a Oduduwa (agora Odua) Group of Companies, que dispõe de propriedades desembargadas, bancos e outras sociedades. Awo também utilizou o produto da indústria de exportação de cacau lucrativos famoso na região Oeste para expandir projetos de eletrificação na região. Como todos podemos ver hoje em dia, existem várias indústrias na parte ocidental da Nigéria, como resultado da disponibilidade de fornecer energia suficiente e constante.

Awo era um líder generoso e visionário que pensou à frente de seus contemporâneos e acreditava no desenvolvimento do capital humano para a posteridade. Para ele, boa e bem desenvolvidas mentes, impulsiona o desenvolvimento nacional. Ele forneceu gratuitamente centros de saúde na região para atender as necessidades de saúde das pessoas, como ele acreditava que um homem ou mulher saudável irá contribuir positivamente para o desenvolvimento da região. Em seu tempo, as pessoas de sua região estavam vivendo mais tempo quando comparado com outras regiões, como resultado de instalações de boa saúde e meio ambiente.

Ele era um homem que acreditava em dar a outros chance de crescer e ocupar posições importantes no esquema das coisas. Fiel a este fato, antes da independência, ele foi persuadido por membros proeminentes do Grupo de Ação para liderar o partido, como líder da oposição no Parlamento Federal, deixando Samuel Ladoke Akintola como a Região Western Premier.

No entanto, o desacordo entre Awolowo e Akintola sobre a melhor forma para executar (tornar) a região Oeste independente da influência extranha falhou. Esta discordância levou a aiança profana entre Akintola e o Tafawa Balewa ao NPC, governo federal. De fato, alguns políticos leais a Akintola formaram uma quebra de partido para longe, a Nigerian National Democratic Party (NNDP) sob Chefe Samuel Ladoke Akintola.

De fato, o partido no poder explorou a cerveja na crise política artificial constitucional para sabotar o progresso e unidade na Região Oeste. Basta dizer que, depois de uma eleição que Awolowo alegou que Akintola o fazia uma nova coalizão, este tinha perdido, mas o resultado manipulado, deu em uma revolta inicial. O tumulto levou ao que ficou conhecido no folclore político da Nigéria como "wetie operação" (wet-lo com querosene / gasolina para que ele possa ser incendiados).

Após a crise, o parlamento federal declarou estado de emergência na região ocidental e, na Assembléia regional
foi eleito, portanto, suspensos, apenas para ser reconstituído após novas eleições, que trouxe o NNDP ao controle.

Pouco depois, em 1964, Awolowo e vários outros foram acusados e presos por conspirar com algumas autoridades ganenses sob Kwame Nkrumah para derrubar o governo federal.

Os remanescentes do Grupo de Ação disputaram a eleição nacional de 1965, em aliança com a maior parte ibo e NCNC do Sudeste. Em meio a acusações de fraude pela oposição, o NPC-NNDP ganhou a eleição. Houve tumultos violentos em algumas partes da região do Oeste.

Embora, Awolowo não conseguiu vencer a eleição presidencial de 1979 e 1983, suas políticas de Livre saúde e educação foram realizadas através de todos os estados de controle por seu partido, o Partido Unidade da Nigéria (UPN) e, posteriormente, em todo o país.

O Chefe Awolowo foi lembrado para a construção do primeiro estádio, Estádio do Liberty, em Ibadan, na África Ocidental, primeiro canal de televisão WNTV na África, executando o melhor serviço civil na África na época (na Região Oeste),

Ele também seria creditado por inventar o nome "Naira" para a moeda da Nigéria (anteriormente conhecida como a libra Nigeriana) como o Comissário Federal das Finanças durante o governo militar do general Yakubu Gowon.

Hoje, ele é lembrado por muitos nigerianos e não nigerianos como o melhor presidente da Nigéria, que nunca governou. E, embora muitas vezes ignorado, Chefe Obafemi Awolowo foi de fato o vice-presidente do general Yakubu Gowon, quando foi vice-presidente do Supremo Conselho Executivo sob Gowon contrariamente à opinião popular realizada sobre a posição de Vice-Almirante JEA Wey.

Awolowo era respeitado por Kwame Nkrumah, e alguns políticos do Ocidente continuam a invocar o seu nome, suas políticas, e o slogan popular do seu partido, Grupo de Acção "vida mais abundantes" durante as campanhas.

Ele também foi o autor de várias publ
icações sobre a estrutura política e as perspectivas futuras da Nigéria. Essas obras incluem Caminho para a Liberdade da Nigéria, Reflexões sobre a Constituição nigeriana, e Estratégias e Táticas da República Popular da Nigéria.

A Universidade de Ifé, localizado em Ifé, Nigéria, foi re-batizada como Obafemi Awolowo University, como homenagem póstuma a este rgande líder histórico.

Visite e confira o texto original em inglês: http://www.acceleratorng.com/thepatriot.php?bid=7

Alexandre L'Omi L'Odò

Salve o Mês da Consciência Negra 2010!

alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 4 de março de 2009

Os Orixás Pedem Passagem no Mundo Fonográfico!

Os Orixás Pedem Passagem no Mundo Fonográfico!
Um registro fidedigno de uma tradição bicentenária.


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Os Ilús (Iyàn, Melè e Melè Nkó), Agbè, Gàn, Palmas e Vozes, chamam as divindades africanas pra brincar na terra com seus adoradores e filhos a pelo menos 10.000 anos...

Alujá, Bata, Ego, Ebotá, Ijexá, Nagô, Jeje, Barra Vento, Sete Pancadas... Ritmos nossos que soam do Sítio de Tia Inês Ifatinuké... (a fundadora desta tradição em Pernambuco).

Com o título Sítio de Pai Adão, ritmos africanos no Xangô do Recife, o fonograma gravado em Janeiro de 2005- Recife, durante o projeto Turista Aprendiz, do grupo A Barca Maracá Estúdio, traz aos ouvidos do mundo uma produção fonográfica inovadora e arrojada de uma tradição até então não registrada em fonograma através da produção musical de Renata Amaral.

Tudo começou assim: Uma festa de Orixá, em uma tarde no terreiro mais tradicional de Pernambuco. Ali se encontravam grandes personalidades religiosas da tradição Nagô Egbá, ou Obá Omi, a tradição de Pai Adão, um antigo sacerdote que imprimiu sua dignidade e força espiritual no imaginário da tradição afro descendente do Brasil durante sua gestão religiosa na casa de Iyemanjá Ogunté, na Estrada Velha de Água Fria.

A proposta era captar a sonoridade e os cânticos sagrados deste povo. Cânticos estes que trazem em si um patrimônio vivo e dinâmico, uma musicalidade verdadeiramente afro ameríndia, coisa bem brasileira, música sacra de valor estético relevante. Através da coordenação dos engenheiros de gravação Ernani Napolitano e André Magalhães, a equipe de técnica levou os melhores equipamentos de captação de áudio para uma gravação em loco desta manifestação que só poderia ser registrada assim, pois "o Xangô não se leva pra estúdio", segundo os antigos sacerdotes.

O resultado desta mistura técnica de qualidade atenciosa e do real axé (força) da musicalidade dos orixás, gerou um surpreendente e esperançoso CD, que traz inéditos cânticos secretos, até então jamais ouvidos.

Cânticos para Ossain, para Orunmilá, para todos os Orixás, enchem nossos ouvidos de dúvida e interesse, de alegria e ritmo forte, cadente e vibrante.
Trazendo também a participação da última filha viva do babalorixá Pai Adão, a Tia Mãezinha, filha de Xangô, uma das iniciadas mais antigas vivas do Estado, nos revela aspectos particulares da relação de gosto por cânticos de seu pai, que logo na segunda faixa do CD, canta uma das toadas mais importantes cantada por ele, em sua época.

O que mais chama a atenção no fonograma é a qualidade da gravação, a captação, que, profissionalmente e cuidadosamente teve um requinte e refinação extremamente profissional, sendo este em minha opinião o melhor registro de música de terreiro já realizado no Brasil. Jamais se ouviu sons tão bem definidos e afinados de instrumentos como neste álbum, pois o cuidado na microfonagem e na edição destes sons, definem toda obra como um espetáculo de sons que nos levam a transcendência e principalmente ao saborear de uma verdadeira orquestra afro-brasileira, percutida pelas mão dos Ogans (sacerdotes tocadores).

O Cd tem todo um visual adequado e bem elaborado por seus artistas gráficos, o André Hosoi e Fabiana Queirolo, que no conteúdo agregaram o texto bem abalizado do atual Babalorixá do Sítio, o senhor Manoel Nascimento Costa, o Manoel Papai, Ogunté Farã, que traz dados históricos e informações essenciais sobre o contexto que se refere o disco. Todos os cânticos são na língua Yorùbá, e sendo assim, a tradução também feita pelo Sr. Manoel Papai nos leva a um conhecimento aprofundado desta tradição que muito o Brasil deve reparação e reconhecimento, sendo o próprio CD um material também didático e desmistificador.

Realmente vale a pena escutar este belo fonograma, pois se não há mercado no Brasil que o consuma, com certeza os melhores ouvidos, atenciosos a novidades musicais mundiais vão consumi-lo como um disco que é indispensável a qualquer acervo de qualidade.

*Tia Mãezinha (Iyá Midè) e Mãe Janda (Oxum Bakundè).

Xoxo obé xoxo obé - *Nosso pedido será atendido
Odara coma eyó - Legbará limpe o caminho
Xoxo obé odara koma seke - Exú não age ás pressas
Odara baba ebó - Ele toma todo tempo que precisa.

* (Toada para Exú. **Não é uma tradução literal)


Ficha Técnica:
Fonograma: Sítio de Pai Adão, Ritmos Africanos no Xangô do Recife
Direção geral: Manoel Costa Papai
Direção/Produção Musical: Renata Amaral
Direção Técnica: André Magalhães
Captação e Administração: Amélia Cunha
Produção Executiva: Patrícia Ferraz
Gravações Adicionais: Estúdio Fábrica, por Marcílio Moura e André Magalhães/ Recife, julho de 2005.
Mixado e Masterizado no Estúdio Zabumba, SP, por André Magalhães. Patrocínios: Governo do Estado de Pernambuco-Secretaria de Cultura/Fundarpe - Funcultura- Pernambuco.

*Alexandre Alberto Santos de Oliveira (*L'Omi L'Odò)

(alexandrelomilodo@gmail.com)
Aluno 1º período de Produção Fonográfica- AESO Barros Melo
Manhã.
Trabalho da cadeira de Indústria Fonográfica. Profª.: Débora Nascimento

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!