segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quilombo Cultural Malunguinho, resistência e luta pelas raízes culturais brasileiras. Por Josy Garcia - RJ

Altar de Malunguinho na Mata sagrada do Catucá. V Kipupa Malunguinho 2010. Foto de Laila Santana.

Quilombo Cultural Malunguinho, resistência e luta pelas raízes culturais brasileiras

No ano de 2008 tivemos o primeiro contato com essa turma fantástica do Quilombo Cultural Malunguinho. Não tenho medo de errar. Depois destes 3 anos de convivência posso dizer fantástica sim!

Nos encontramos pela peimeira vez em Recife, no I Seminário sobre Religiosidade Popular promovido pelo CEPIR/PE, onde fomos convidados para realizar um ciclo de palestras.

Já tinhamos ouvido e cantado cantigas de Malunguinho, impossível se falar de Jurema sem falar dele, afinal é ele quem “tira os espeques do caminho” e é o Rei da Jurema. Porém, só tomamos conhecimento de sua história a partir deste encontro.

Só por isso, o Quilombo Cultural Malunguinho já merece todo nosso respeito. Não é fácil resgatar e trabalhar nossa cultura. E o que falar das nossas raízes religiosas? Há adversidades, divisões, pessoas querendo se promover, acontece de tudo. Sem falar no preconceito...

Abertura do V Kipupa Malunguinho, Mata do Catucá. Na foto algumas figuras importante: Professor Dr. Marcus Carvalho (UFPE), Professor Dr. João José Reis (UFBA), Deputado Estadual Isaltino Nascimento, Juarez, o nosso zelador da Mata, Grupo Bongar, E representante da Jurema de Pernambuco. Foto de Laila Santana. 2010.

Mas ainda tinha mais. Descobrimos a Lei Malunguinho, o Kipupa Malunguinho e gente que realmente conhece e protege e luta, sem estrelismos, pela nossa querida Jurema Sagrada. Após nosso encontro em fevereiro de 2008, lá foram eles de Pernambuco ao Acais.

Placa do Memorial Zezinho do Acais. Ação nossa, do Quilombo Cultural Malunguinho e da Sociedade Yorubana. 1° Encontro de Jurema no Acais, maio de 2008.

Os primeiros a se juntar a nós nessa luta, sempre presentes, sempre contribuindo com idéias e muita vontade de fazer. Por isto justo, justíssimo que seus representantes estivessem presentes na entrega da Certidão do Tombamento do Sítio do Acais em 2009 junto conosco, pois são legítimos representantes na luta pela preservação da Jurema, apesar de ter gente querendo de qualquer forma apagar esta história... Não conseguirão, simplesmente porque ela já foi feita! E o Quilombo Cultural Malunguinho é parte integrante dela em letras garrafais, doa a quem doer, embora nunca tenha se utilizado disso para se promover.

Tenho orgulho de conhecer vocês. Seus adjetivos são coragem, determinação, bom senso e amor pelo que fazem e acreditam.

Posso imaginar quanto Malunguinho deve estar feliz. Em pleno Século XXI, sua história e sua luta se perpetuam com honradez através de vocês, incansáveis guerreiros do Quilombo Cultural Malunguinho.

O cahimbo e a fumaça da Jurema. V Kipupa Malunguinho. Foto de Laila Santana.

Que os Mestres da Jurema continuem abençoando vocês nesta caminhada! E no que diz respeito a nós, estaremos sempre presentes quando vocês precisarem.

Abraço fraterno,

Josy Garcia

Sociedade Yorubana Teológica de Cultura Afro-Brasileira

Josy Garcia Abrahão, Engenheira química, química, pós graduada em engenharia ambiental e engenharia de segurança do trabalho, atuando na área de petróleo e gás desde 2005. Professora de química do ensino médio da rede pública estadual há 11 anos. Presidente da Sociedade Yorubana Teológica de Cultura afro-brasileira desde 2000, autora do do livro O Cavalo do Cão. responsável pela 2ª edição do Livro Zumbi dos Palmares, editoração, revisão e edição dos livros Sambaquis e Quilombos no Litoral Fluminense e Brasil Mestiço de Eduardo Fonseca Junior. Vice -presidente da Banda Cultural do Jiló no Carnaval do Rio de Janeiro (banda que tem como principal característica a divulgação das marchinhas tradicionais).


Alexandre L'Omi L'Odò.

Quilombo Cultural Malunguinho.

sábado, 29 de janeiro de 2011

I Catucarte Cultural

Pessoal convido todas e todos para participar do I Catucarte Cultural no bairro do Alto da Bondade, em Olinda. Será um evento muito rico de cultura e articulação das comunidades onde outrora foi o Quilombo do Catucá, os domínios de Malunguinho. Segue cartaz. Divulguem.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
81. 8887-1496

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Meu Tempo é Agora - 100 anos do Terreiro Ilê Axé Opo Afonjá

A cada dia me orgulho em pertencer ao Orixá e a Jurema. Nada mais legitimador que a fala de uma sábia de minha religião, Mãe Stella da Oxóssi, uma sacerdotisa que me eleva a pensar como penso, a compreender como compreendo e a caminhar como caminho. Adupé Iyá mi, Adupé gbogbo Iyá agbá ti Ilé Àsè Opo Afonjá! 100 anos de pura tradição e orientação construtiva para o povo negro. indio brasileiro. Vejam!

Alexandre L'Omi L'Odò
Iyawò Ti Osún
Juremeiro

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Texto do Professor Jayro Pereira de Jesus ao Jornal Diário de Pernambuco. Críticas...

Professor Jayro Pereira de Jesus. IV Kipupa Malunguinho. Foto de Maíra Gamarra

Texto do Professor Jayro pereira de Jesus ao Jornal Diário de Pernambuco

Posto aqui, texto original feito pelo professor Jayro Pereira de Jesus, teólogo das religiões afro indígenas, que ao estar morando no Estado de Pernambuco, decidiu fazer uma crítica à mídia local em relação a cobertura das posses dos Ministros do Governo Dilma, ao qual percebeu a total falta de atenção à posse da ministra Dra. Luíza Bairros, da SEPPIR - Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Também fez uma sensata crítica ao modelo de gestão do CEPIR do Estado de Pernambuco, que ao entender dele é: "Medíocre". Este texto saiu no Jornal Diário de Pernambuco de 14 de Janeiro de 2011, na página B4, do editorial, na parte de Cartas à Redação. O texto saiu na íntegra e vale a pena ler para refletir sobre suas sanções.

Texto Original:

Política de Igualdade Racial

Ao se ler os jornais nesse período de instalação do novo mandato presidencial, com a primeira mulher presidenta da República, verifica-se invariavelmente que as matérias com relação às posses dos ministros do governo federal mereceram relevantes coberturas das mídias em geral, com exceção da posse da ministra de Política de Promoção da Igualdade Racial, Dra. Luiza Bairros em que as notícias se ativeram a notas epigráficas. Trazendo a questão para o governo do Estado de Pernambuco, a percepção é a de que a política das relações étnico-raciais é tratada e decidida aqui no âmbito das relações domésticas familiares à revelia das organizações do movimento social negro, ficando denotada nessa prática ainda fortes resquícios da sociologia colonial da casa grande e senzala. O homicídio de jovens afrodescendentes no Estado é assustador e por isso tem que se cuidar para que o Pacto pela Vida, não se converta no Pacto pela Vida Eterna a ponto de se configurar numa política efetiva de extermínio consentido. Enfim, a política de promoção de igualdade racial do Estado de Pernambuco é inquestionavelmente medíocre, de caráter personalista e autopromocional com requintes de excentricidade em que as realizações de natureza insipiente e folclórica têm acabado por banalizar, desmerecer e descredibilizar a questão racial de forma a aviltar a dignidade do povo negro desse Estado que precisa ser consubstanciada e que de acordo com a ministra Luiza Bairros: “é preciso potencializar as ações para consolidar a cidadania negra” (DP, Política, p. A8, 4/1/2011).

Jayro Pereira de Jesus

(Teólogo da Religião Afro)

teologiaafro@yahoo.com.br

Veja a digitalização do Texto:

Texto do Professor Jayro Pereira de Jesus na página Cartas à Redação do Jornal Diário de Pernambuco de 14 de Janeiro de 2011.

Alexandre L'Omi L'Odò.
De Terreiro!
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Música para o Rei Malunguinho da Jurema Sagrada. Do Grupo Bojo da Macaíba.

Malunguinho Trunqueiro do Juremá. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.

Publico aqui a música feita para o Mestre Malunguinho, pelos amigos do grupo Bojo da Macaíba. Assim que tiver gravada, com certeza colocarei disponível aqui. Esta ação mostra que o trabalho do Quilombo Cultural Malunginho tá surtindo efeito, Maluguinho está a cada dia mais conhecido como herói negro guerreiro e divindade da Jurema, isso é muito importante. Valeu galera do Bojo, mojubá!!

Música para o Rei Malunguinho da Jurema!

SALVE O MESTRE MALUNGUINHO
MALUNGUINHO VAMOS SALVAR

MANDEI FAZER UMA VELA DE CERA DE ABELHA
PRA COLOCAR NA PORTEIRA
PARA O MESTRE ME AJUDAR
O MESTRE É GRANDE O MESTRE ABRE O CAMINHO
SALVE O MESTRE MALUNGUINHO
GUARDIÃO DESSE LUGAR

SALVE O MESTRE MALUNGUINHO
MALUNGUINHO VAMOS SALVAR

NEGO MALUNGO É ESPERTO É GUERREIRO
É BOMDOSO, COMPANHEIRO
ELE É REI DE CATUCA
ERA TEMIDO POR TODOS SENHORES BRANCOS
TEM A CHAVE DO ENCANTO
PARA OS FILHOS LIBERTAR

MALUNGUINHO VAMOS SALVAR.

Ritmo: Coco
Letra: Nino Souza
Música: Bojo da Macaíba

Conheçam o gruponos links abaixo:

www.obojodamacaiba.blogspot.com

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho

alexandrelomilodo.blogspot.com

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Reflexões Afro-indígenas Teológicas - Professor Jayro Pereira de Jesus

Reflexões Afro-indigenas Teológicas

Reflexão 1

Os terreiros da religião de matriz africana e indígena são lugares da diversidade humana incondicional, pois tem na xenofilia o seu pressuposto teológico e filosófico; porém, essa prerrogativa não pode ser confundida a ponto de convertê-los em verdadeiros antros em que subjetiviades reprimidas são exercidas, dando lugar às libertinagens em que o divino ou o sagrado se confundem com as próprias personalidades ou idiossincrasias dos indivíduos dirigentes, bem como dos/as frequentadores/as sejam eles/as assíduos/as ou esporádicos/as dos “templos religiosos” afro-indígenas.

Reflexão 2


A religião de matriz africana e afro-indígena possui uma teologia e
uma filosofia que prima pela potencialização da Existência considerada como sagrada e não pela diminuição da mesma, em que a “energia” é manipulada no sentido contrário ao do engendramento da Vida enfim. Quem da Religião Afro apregoa malefícios, sobretudo, atentados à Vida, devem possuir matadores e/ou grupos de extermínios associados ao terreiro para assim conferir fidedignidade aos ditos feitiços, trabalhos, catimbós, etc. Tais elementos (homens e mulheres) que se utilizam da religião da Vida como a dos Orixás, dos Inquices, Voduns, etc., para a morte, precisam ser denunciado aos órgãos públicos de seguranças, pois se utilizam de meios mecânicos para perpetrar seus crimes.

Reflexão 3

Na religião de matriz africana e afro-indígena, o Corpo enquanto estrutura das pessoas (dos homens e das mulheres) na sua compreensão biomítica ou antropotheogônica é tido como uma espécie de território do Sagrado. Nessa concepção reside a improbidade de toda e qualquer violência física ou simbólica tantos aos Entes animados como aos inanimados humanos e da natureza. Um/a adepto/a, um/a iniciado/a, em especial, deve abster-se de todo e qualquer ópio para assim não macular a sua sacralidade existencial. As drogas de toda e qualquer natureza ou espécie não podem ser usadas por iniciados/as, em especialmente. Templos Afros que usam e estimulam, portanto, o uso de entorpecentes deve ser denunciado, porque atentam contra os fundamentos teológicos e filosóficos da cosmovisão africana, em particular.

Jayro Pereira de Jesus.
Teólogo/ATRAI
teologiaafro@yahoo.com.br

______________________
Publico aqui reflexões importantíssimas feitas pelo Professor Jayro Pereira sobre a nossa religião de matriz afro indígena, é importante que todos leiam e coloquem seus pontos de vista, pois essas são discussões imprescindíveis ao nosso meio. A foto é de Maíra Gamarra, no IV Kipupa Malunguinho, nas matas sagradas do Catucá em 2009.

Alexandre L'Omi L'Odò.
Quilombo Cultural Malunguinho

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Um até breve ao melhor presidente da história do Brasil - Lula!

Luiz Inácio Lula da Silva no mar...

Quero sua volta em 2015!

Estou aqui apenas pra dizer que o presidente Lula vai me fazer muita falta, pois, ele representa para mim a esperança de que o funcionalismo pode ser de fato quebrado, rompido, esfacelado, e que as perspectivas de Émile Durkheim e Marx poderam ser definitivamente renovadas e de alguma forma destruídas, e que o Brasil deu exemplo de que o povo pobre e trabalhador pode mudar sim sua realidade de forma onesta e grandiosa.

Presiednte Lula, te amo com o amor dos guerreiros, dos sacerdotes da Jurema Sagrada e do Candomblé, te amo com o amor dos negros e índios, com o amor do homem pobre morador de Peixinhos, estudante e militante que sou!

Bariká Olorun fè malè, é bariká!
(Parabéns em Yorùbá e cântico tradicional do nagô pernambucano).

Alexandre L'Omi L'Odò
Iyawò.

Coco da Paz 2010, na Rua da Harmonia!!

Coco da Paz 2010 na Rua da Harmonia!!

Hoje, dia 31 de Dezembro, aqui na Rua da Harmonia, local onde moro, será o ponto de consentração e partida do cortejo do já tradicional Coco da Paz, evento único do gênero, levando às ruas da comunidade de Peixinhos os cânticos tradicionais e também, os novos, do coco, ritmo, dança e música apreciada com grande ênfase pelo povo do nordeste.

Evento criado por André Malê, NK Kumbia, Toca Ogan, Marcos Axé entre outros, vem trazendo a mensagem da Paz para a comuniade a cada ano, com irreverência e a perpectiva de reconhecimento aos mestres e mestras de coco do bairro.

É muito divertido o entrar e saída nas ruas, levando alegria e muita percussão para a comunidade que já recebe de portas abertas este cortejo.

Claro que estarei aqui brincando e cantando os cocos junto aos meus mestres de percussão como o Toca Ogan e André Malê, os responsáveis por eu ter decidido ser percussionista na minha vida.

Serviço:
Coco da Paz 2010
Na Rua da Harmonia n°. 42, Peixinhos - Olinda - PE (casa de dona Rosa)
Horário: 15h (consentração)
Vir de camisa ou roupa BRANCA!

Alexandre L'Omi L'Odò
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Gira de Jurema Pública, Fechando o Ano de 2010 na Práia do Pina.

Gira de Jurema no V Kipupa Malunguinho. Foto de Laila Santana.

Gira de Jurema Pública, Fechando o Ano de 2010 na Práia do Pina.
Derrubando conceitos e preconceitos!

Os Juremeiros e Juremeiras despertos pelo grito de Malunguinho, vão realizar neste dia 30 de dezembro de 2010, a primeira gira pública de Jurema Sagrada na práia do Pina.

O GRAC- Grupo de Ativação Cultural, dirigido pelo histórico militante Marcos Pereira e o Quilombo Cultural Malunguinho, se uniram para colocar pra fora a beleza da Jurema em ato público fechando o ano de 2010 com muita fumaça!


Convidamos todas e todos para participar deste momento de união e confraternização entre os sacerdotes e sacerdotisas, iniciados ou não, para fazermos reluzir o cachimbo e a fumaça.


Serviço:
Gira de Jurema Pública, Fechando o Ano de 2010 na Práia do Pina.
Onde: Primeiro Jardim de Boa Viagem, no Rodão.
Quando: 30 de Dezembro de 2010
Horário: 18h
Gratis
Contatos: 81. 8645-4019 (Marcos Pereira) / 8887-1496 (L'Omi)
Levar seu cachimbo e sua maraca!!


Alexandre L'Omi L'Odò
alexandrelomilodo@gmail.com

81. 8887-1496

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Coleção História Geral da África da UNESCO - Gratis para Baixar!

Coleção História Geral da África em português

Gente, esta é uma oportunidade muito boa de podermos ter em casa a coleção completa "História Geral da África" da UNESCO, trabalho este de grande valia aos pesquisadores e pesquisadoras do tema. O site www.unesco.org colocou a disposição 8 links para download de todos os capítulos da coleção em PDF. Contudo, indico e considero inpreterível a leitura do primeiro capítulo todo desta pois nele se encontram informações valiosas para reavaliarmos nosso lugar de pesquisador no e do tema. Para quem até hoje falou de Oralidade sem saber exatamente o que é, leia o Capítulo 7 "A Tradição Oral e Sua Metodologia", p. 139 à 167, totalmente elucidativo e edificante!

8 volumes da edição completa.

Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.

Resumo: Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Download gratuito (somente na versão em português -Baixe Agora):

Visite ainda este link: http://www.unesco.org/pt/brasilia/crosscutting-mainstreaming-principal-priorities-and-special-themes-of-the-unesco-brasilia-office/fighting-against-racial-discrimination-in-brazil/general-history-of-africa-collection/#c60429

Fonte: http://www.unesco.org/pt/brasilia/dynamic-content-single-view/news/general_history_of_africa_collection_in_portuguese/back/20527/cHash/fa3a677a3d/

Alexandre L'Omi L'Odò
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

II Encontro Estadual de Jurema



II Encontro Estadual de Jurema

Dia 05 de Dezembro de 2010
Às 14h
Estação Cultural José Ermínio de Morais

Práia de Piedade - PE


Tema: Alhandra de Maria do Acaes

Na programação, teremos o Doutor Sandro Guimarães de Salles, especialista no tema: Jurema do Acaes, tendo lançado seu livro "À Sombra da Jurema" no início de 2010, contribuiu de forma efetiva para o registro da memória do povo da Jurema. Ainda pode ter papel fundamental no tombamento pelo IPHAEP das terras do sítio do Acaes. Com participação confirmada, teremos o guerreiro doutor em história, Ivaldo Maciano, mestre de maracatú e pesquisador da cultura do Baque Virado, tema este, de seus livros e artigos. Teremos também, subistituindo o Mestre Galo Preto, o Juremeiro Alexandre L'Omi L'Odò, graduando em história e coordenador geral do Quilombo Cultural Malunguinho. Ainda, o coquista/músico Adiel Luna, repentista da nova safra de cantadores populares de Pernambuco.

O evento, promete proporcionar discussões aprofundadas sobre a Jurema, contudo, levar ao conhecimento dos sacerdotes e sacerdotisas, pesquisadores e simpatizantes do tema, conhecimentos históricos e antropológicos, vivências e práticas, e, muita fumaça!

O vídeo produzido para divulgar o evento está lindo, merece ser visto. Traz imagens do último evento em 2009. Emocionante.

Contamos com vossa presença!

Convido em nome dos organizadores do evento, pois a Jurema não pode se calar, nem ser calada!

Alexandre L'Omi L'Odò.
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Jeremias Awolowo Obafemi, Um Líder Revolucionário Histórico da Nigéria

Jeremias Obafemi Awolowo

Para fechar o mês da consciência negra 2010 aqui no meu blog, trago um texto traduzido por mim do inglês para o português de uma das maiores personalidades negras da Nigéria, o "Premier" Jeremias Obafemi Awolowo. Desculpem as falhas se houver, pois me deu um trabalho danado fazer este trabalho que em alguns momentos tive que recorrer a amigos para tentar dizer o que se pretendia o texto.

É muito importante conhecer estas personalidades históricas da política nigeriana pois com o aprofundamento nestas biografias, podemos enchergar uma Nigéria mais real, menos romântica para nós.


Jeremias Obafemi Awolowo foi um político nigeriano e líder da unidade Yorùbá.

Ele nasceu em 1909 em Ikenne, o atual estado de Ogun, na Nigéria. Frequentou várias escolas, e depois tornou-se professor em Abeokuta, após o que ele se qualificou como um estenodactilógrafo (taquigrafia mais datilográfo).

Awo como era carinhosamente chamado pelos admiradores serviu como um caixeiro na famosa Wesley College, bem como um correspondente do Times da Nigéria. Foi depois disso que ele embarcou em vários empreendimentos empresariais para ajudar a levantar fundos para a viagem ao Reino Unido (UK) para estudos posteriores.

Ele acabou viajando para o Reino Unido onde obteve uma licenciatura em Direito pela London School of Economics. Quando ele voltou para a Nigéria juntou-se ao vagão políticos da época pré-independência.

Como a maioria de seus contemporâneos, ele se tornou um líder político regional. Ele fundou o Egbe Omo Oduduwa, uma organização sócio-política que mais tarde foi transformado em um partido político conhecido como o Grupo de Acção (AG).

Awolowo foi eleito como o primeiro premier indígena da Região Oeste sob o sistema parlamentar da Nigéria em 1952. No entanto, quando a Nigéria se tornou independente em 1960, ele se tornou o líder oficial da oposição no parlamento federal para o governo Balewa 1960-1963, um feito que contribuiu para a forte cultura política ao qual testemunhou a partir de então. A oposição do grupo Ação realmente serviu como um cheque grande sobre os excessos do governo federal no âmbito da coalizão NPC-NCNC.

Awolowo era um líder que acredita que o Estado deve canalizar os seus recursos em educação e desenvolvimento das infra-estruturas, daí ele introduziu obrigatório e gratuitamente o ensino primário, na Região Oeste. Ele também criou bolsas de estudo para atender às necessidades educacionais e materiais de estudantes carentes.

Hoje, enquanto falamos, a maioria dos intelectuais e figurões na Nigéria, foram beneficados pela política educacional livre de Obafemi Awolowo como premier da região Oeste.

Ele criou o primeiro serviço de televisão na África em 1959 para educar a população através de informação e entretenimento. Hoje, o mundo está comemorando o jubileu de ouro da televisão primeira na África a seu crédito.

Ele estabeleceu a Oduduwa (agora Odua) Group of Companies, que dispõe de propriedades desembargadas, bancos e outras sociedades. Awo também utilizou o produto da indústria de exportação de cacau lucrativos famoso na região Oeste para expandir projetos de eletrificação na região. Como todos podemos ver hoje em dia, existem várias indústrias na parte ocidental da Nigéria, como resultado da disponibilidade de fornecer energia suficiente e constante.

Awo era um líder generoso e visionário que pensou à frente de seus contemporâneos e acreditava no desenvolvimento do capital humano para a posteridade. Para ele, boa e bem desenvolvidas mentes, impulsiona o desenvolvimento nacional. Ele forneceu gratuitamente centros de saúde na região para atender as necessidades de saúde das pessoas, como ele acreditava que um homem ou mulher saudável irá contribuir positivamente para o desenvolvimento da região. Em seu tempo, as pessoas de sua região estavam vivendo mais tempo quando comparado com outras regiões, como resultado de instalações de boa saúde e meio ambiente.

Ele era um homem que acreditava em dar a outros chance de crescer e ocupar posições importantes no esquema das coisas. Fiel a este fato, antes da independência, ele foi persuadido por membros proeminentes do Grupo de Ação para liderar o partido, como líder da oposição no Parlamento Federal, deixando Samuel Ladoke Akintola como a Região Western Premier.

No entanto, o desacordo entre Awolowo e Akintola sobre a melhor forma para executar (tornar) a região Oeste independente da influência extranha falhou. Esta discordância levou a aiança profana entre Akintola e o Tafawa Balewa ao NPC, governo federal. De fato, alguns políticos leais a Akintola formaram uma quebra de partido para longe, a Nigerian National Democratic Party (NNDP) sob Chefe Samuel Ladoke Akintola.

De fato, o partido no poder explorou a cerveja na crise política artificial constitucional para sabotar o progresso e unidade na Região Oeste. Basta dizer que, depois de uma eleição que Awolowo alegou que Akintola o fazia uma nova coalizão, este tinha perdido, mas o resultado manipulado, deu em uma revolta inicial. O tumulto levou ao que ficou conhecido no folclore político da Nigéria como "wetie operação" (wet-lo com querosene / gasolina para que ele possa ser incendiados).

Após a crise, o parlamento federal declarou estado de emergência na região ocidental e, na Assembléia regional
foi eleito, portanto, suspensos, apenas para ser reconstituído após novas eleições, que trouxe o NNDP ao controle.

Pouco depois, em 1964, Awolowo e vários outros foram acusados e presos por conspirar com algumas autoridades ganenses sob Kwame Nkrumah para derrubar o governo federal.

Os remanescentes do Grupo de Ação disputaram a eleição nacional de 1965, em aliança com a maior parte ibo e NCNC do Sudeste. Em meio a acusações de fraude pela oposição, o NPC-NNDP ganhou a eleição. Houve tumultos violentos em algumas partes da região do Oeste.

Embora, Awolowo não conseguiu vencer a eleição presidencial de 1979 e 1983, suas políticas de Livre saúde e educação foram realizadas através de todos os estados de controle por seu partido, o Partido Unidade da Nigéria (UPN) e, posteriormente, em todo o país.

O Chefe Awolowo foi lembrado para a construção do primeiro estádio, Estádio do Liberty, em Ibadan, na África Ocidental, primeiro canal de televisão WNTV na África, executando o melhor serviço civil na África na época (na Região Oeste),

Ele também seria creditado por inventar o nome "Naira" para a moeda da Nigéria (anteriormente conhecida como a libra Nigeriana) como o Comissário Federal das Finanças durante o governo militar do general Yakubu Gowon.

Hoje, ele é lembrado por muitos nigerianos e não nigerianos como o melhor presidente da Nigéria, que nunca governou. E, embora muitas vezes ignorado, Chefe Obafemi Awolowo foi de fato o vice-presidente do general Yakubu Gowon, quando foi vice-presidente do Supremo Conselho Executivo sob Gowon contrariamente à opinião popular realizada sobre a posição de Vice-Almirante JEA Wey.

Awolowo era respeitado por Kwame Nkrumah, e alguns políticos do Ocidente continuam a invocar o seu nome, suas políticas, e o slogan popular do seu partido, Grupo de Acção "vida mais abundantes" durante as campanhas.

Ele também foi o autor de várias publ
icações sobre a estrutura política e as perspectivas futuras da Nigéria. Essas obras incluem Caminho para a Liberdade da Nigéria, Reflexões sobre a Constituição nigeriana, e Estratégias e Táticas da República Popular da Nigéria.

A Universidade de Ifé, localizado em Ifé, Nigéria, foi re-batizada como Obafemi Awolowo University, como homenagem póstuma a este rgande líder histórico.

Visite e confira o texto original em inglês: http://www.acceleratorng.com/thepatriot.php?bid=7

Alexandre L'Omi L'Odò

Salve o Mês da Consciência Negra 2010!

alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

I Festa Zumbi dos Palmares

Programação I Festa Zumbi dos Palmares

Dia 28 de Novembro
Comemorando a Consciência Negra!


No dia 28 de novembro será dia de festejo ao guerreiro Zumbi dos Palmares no centro da cidade, a partir das 14h, em celebração às tradições populares e identidade cultural do povo nordestino. Maracatus, Cocos, Afoxés, Cavalos Marinhos, entre outros ritmos, darão um verdadeiro show de cultura popular na 1ª Festa Zumbi dos Palmares.

A Festa acontecerá ao ar livre, no centro histórico do bairro do Recife, com dois polos que ligarão os percursos dos 24 grupos que se apresentarão em cortejos. Um saindo da Praça do Arsenal da Marinha para a Rua da Moeda e outro fazendo o caminho inverso. Entre os convidados, Selma do Coco, Mestre Galo Preto, Grupo Bongar, Afoxé Alafin Oyó e Gigante do Samba.

Assim como a Festa da Boa Morte, na Bahia, a 1ª Festa Zumbi dos Palmares mistura elementos do catolicismo e do candomblé e vem para potencializar o turismo internacional e nacional, tornando-se um grande evento turístico cultural da cidade. A Festa Zumbi dos Palmares vem para perpetuar os folguedos populares, apoiar a cultura e desestigmatizar essas expressões através da música, dança e representação. Inseri-las na sociedade com lugar de destaque, tornando-se calendário para os grupos em data significativa. Além de vivificar a história do líder Zumbi usando o espetáculo artístico como ferramenta de educação. Zumbi dos Palmares, aos 25 anos, substituiu o líder Ganga Zumba e comandou a resistência do quilombo mais mítico e equilibrado da história.


PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Concentrações Rua da Moeda

(14h30) Afoxé Oyá Alaxé

(15h) Maracatu Cambindinha Dourada

(15h) Afoxé Oxum Pandá

(16h) Nação do Maracatu Leão da Campina

(16h30) Afoxé Ilé Egba

(17h) Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife

(17h30) Afoxé Povo de Odé

Concentrações Praça do Arsenal da Marinha


(14h30) Afoxé Alafin Oyó

(15h) Maracatu Carnavalesco Misto Leão Coroado

(15h30) Afoxé Omim Sabá

(16h) Maracatu Nação Estrela Brilhante de Igarassu

(16h30) Maracatu Baque Solto Piaba de Ouro

(17h) Nação do Maracatu Porto Rico

(17h30) Gigante do Samba


PALCO ARSENAL


16h Ciranda Pernambucana de Olinda do Mestre Ferreira

17h Selma do Coco

18h Mestre Galo Preto

19h Grupo Bongar

20h Ciranda Mimosa de João da Guabiraba


PALCO MOEDA


16h Afoxé Filhos de Xangô

17h Coco de Olga

18h Aurinha do Coco

19h Escola de Samba Galeria do Ritmo


SERVIÇO:

1ª Festa Zumbi dos Palmares

28 de Novembro (domingo)

A partir das 14h30

Projeção de vídeos no Teatro Malunguinho, do projeto “Tem preto na tela”.

Feira de artesanato

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Festa Zumbi dos Palmares

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Alexandre L'Omi L'Odò
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mini-curso de Língua Yorùbá com o professor Gideon Babalolá Ìdòwú da Nigéria

CURSO DE LÍNGUA YORÙBÁ SERÁ MINISTRADO EM RECIFE

O Grupo Quilombo Cultural Malunguinho (QCM), a Associação Nacional de Teólogos e Teólogas da Religião de Matriz Africana e Indígena (ATRAI), bem como a EGBÉ ÒRUN ÀIYÉ (Associação Afro-Brasileira de Estudos Teológicos e Filosóficos das Culturas Negras) preocupados com a qualidade das atividades que se inscrevem no processo da educação das relações étnico-raciais no Brasil e particularmente na capital pernambucana e no Estado como um todo une suas forças para contrainformar o que denominam de banalização da epistemologia negro-africana, usando como anteparo para tais ações deletérias as Leis 10.639/2003 e a 11.645/2008.

A compreensão é a de que as ditas práticas “pedagógicas” de formação e capacitação não só têm contribuindo para engendrar o racismo e a intolerância religiosa que grassa no país como dificultado a implementação das diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afrobrasileira e africana

Diante do exposto o QCM, a ATRAI e a EGBÉ ÒRUN ÁIYÉ, oferecem a partir do dia 29 de novembro cursos de Língua Yorùbá, que serão ministrados por um africano de nacionalidade nigeriana de fala yorùbá, Gideon Babalolá Ìdòwù, formado em Língua e Literatura Ocidental (Western Language and Literature – Spanish) pela The University of the State of New York, Albany, NY.

O docente é autor de um dos primeiros livros publicados sobre o assunto no Brasil (1990), intitulado “Uma abordagem Moderna ao Yorúbá (Nagô), o qual está passando por uma profunda e cuidadosa revisão em vista da segunda edição da obra que sairá em breve. Quando da sua primeira estada no Brasil o escritor foi aluno do curso de Tradutor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), nos termos do acordo Brasil/Nigéria.

Com vagas limitadas, as inscrições para o curso de Língua Yorùbá poderão ser feitas estritamente nos dias 24, 25 e 26 do mês em curso (novembro 2010), nos horários das 14h00 às 19h00, no Museu da Abolição situado na Rua Benfica, 1150 – Madalena.

O investimento é apenas de R$ 70,00 (setenta reais), devendo ser depositado em conta bancária, cujos dados serão fornecidos no ato da pré-inscrição que se converterá em inscrição confirmada efetivamente depois da comprovação do pagamento devido.

O curso de Língua Yorùbá está aberto a todos/as que desejarem conhecer e aprender o idioma no nível básico I nos moldes dos cursos de idiomas. Podem participar: adeptos da Religião de Matriz Africana e Afro-Indígena, professores/as das redes públicas e particulares de ensino, alunos/as e profissionais das Ciências Humanas, etc.

A continuidade seguindo a dinâmica modular do referido curso se dará mediante a oferta das seguintes etapas subseqüentes: Básico II, Intermediário I e II, Avançado I e II.

O curso também será oferecido em João Pessoa (PB) na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) através da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários (PRAC).

Breve histórico do professor:

Gideon Babalolá Ìdòwú nasceu em Yaba – Lagos, Nigéria em 1960. Completou seus estudos de Primário e Colégio em Lagos, em 1978. Trabalhou no “Ministry of Works, Survey Division” Lagos ate 1981. Enquanto trabalhava, fazia diversos cursos de teoria e rudimento da música e obteve o diploma de nível 4 da “The Associated Board of the Royal Schools of Music” de Londres. Em abril de 1981, veio ao Brasil com a intenção de estudar música, mas teve de mudar de idéia. Depois de fazer um curso de Língua Portuguesa para estrangeiros na Universidade de São Paulo, em 1982, mudou-se para Rio Grande do Sul como aluno-convênio, nos termos do acordo Brasil/Nigéria. Como estudante do Curso de Tradutor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ele tem revelado o desejo de tornar mais conhecida a cultura nigeriana, não somente no Rio Grande do Sul, como também no Brasil. Conseguiu aos poucos adaptar-se a realidade cultural brasileira. Foi coralista ate 1987, quando realizou, junto com o compositor Antônio Carlos Cunha, um trabalho sobre canções nigerianas. As mesmas foram interpretadas pelo Coral do Tribunal da Justiça do Estado do Rio Grande do Sul no transcurso do XXIV Festival Internacional de Coros. Além disto, vem proferindo palestras em seminários e colóquios dentro e fora do Estado, tendo, ainda, ministrado cursos de Introdução ao Yorùbá. Em 1988, durante uma programação do Centenário da Abolição da Escravatura, ministrou o Curso Básico de Língua e Cultura Yorùbá, numa promoção da Supervisão Técnica da Secretária da Educação e Comissão do Centenário da Abolição da Escravatura, do Conselho de Desenvolvimento Cultural do Rio Grande do Sul. Culminado seu processo de integração Nigéria/Brasil, Gideon Babalolá Ìdòwú escreveu “Uma Abordagem Moderna ao Yorùbá (Nagô)” em que questiona alguns conceitos correntes equivocados sobre a língua Yorùbá.

Deste modo, Gideon B. Ìdòwú encontra um meio eficaz de divulgação da língua e cultura nigeriana entre nós, e, sem dúvida, será de efetiva utilidade para os estudiosos da área e para toda a comunidade brasileira.

Depois de publicar e lançar seu primeiro livro, “Uma Abordagem Moderna ao Yorùbá (Nagô)”, em 1990, mudou-se para Estados Unidos.
Onde concluiu o curso de graduação em Western Language and Literature – Spanish (Língua e Literatura Ocidental – Espanhol) na The University of the State of New York, Albany, NY. Trabalhou com várias companhias como supervisor/gerente e como tradutor (linguista) com várias orgãos do governo e hoje, retorna ao Brasil com a intenção de dar continuidade ao seu projeto de divulgação da Língua e Cultura Yorùbá.

Serviço:

Mini-curso de Língua Yorùbá com professor Gideon Babalolá Ìdòwú

Local: MAB- Museu da Abolição

De 29/11 à 03 de dezembro

15 vagas, tunos tarde e noite

Investimento: R$; 70,00

Será entregue Certificado Oficial.

Para contatos e maiores informações:

Telefones: (081) 8649-8234 / 8609-3796 / 8887-1496 / 3228-3248 (MAB)

E-mail’s: quilombo.cultural.malunquinho@gmail.com;

www.qcmalunguinho.blogspot.com; http://atraibr.org/

Parcerias: Maracatu Nação Raízes do Pai Adão; Mestre Galo Preto; Tronco da Jurema; MAB- Museu da Abolição; UFPB - PRAC- Pró-reitoria de Assuntos Comunitários.

Alexandre L'Omi L'Odò

Quilombo Cultural Malunguinho

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Musicalidade negra em cartaz no CineCabeça - Filme/documentário Galo Preto, O Menestrel do Coco

Mestre Galo Preto. Foto de Maíra Gamarra. REC BEAT 2010.

Musicalidade Negra em Cartaz no Cinem São Luiz
No dia 20 de Novembro, dia da Consciência Negra


O Brasil carrega a fama de ser a terra onde a diversidade de ritmos musicais é uma marca de sua cultura. Essa afirmação, que já virou um clichê, deve muito à presença dos povos africanos em nosso país. O samba, símbolo máximo da musicalidade brasileira, assim como o maracatu e o coco, expressões musicais em evidência no Estado de Pernambuco, possuem heranças diretas dos negros. Dando sequência à série de exibições sobre o mês da consciência negra, o Cineclube da Laia traz para o Projeto Cinecabeça deste sábado (20/11) o tema Influência negra na música. Vamos fazer uma visita ao tradiconal samba carioca, conhecendo as tias Eunice, Doca e Surica, pastoras da Velha Guarda da Portela, no documentário Batuque na cozinha, de Anna Azevedo. Essas mulheres mantém viva uma tradição surgida ainda no século 19: as rodas de fundo de quintal, onde as pessoas se reuniam para participar de umbigadas, batucadas, capoeira e claro, muito samba.

De volta a Pernambuco, vamos conhecer a história de resistência do Maracatu Nação Cambinda Estrela, no filme
Cambinda Estrela - maracatu de festa e de luta, de Adriano Lima. A produção participou da Mostra Nós na Tela, realizada em outubro, na Cinemateca Brasileira em São Paulo, e foi exibida pela primeira vez ao público pernambucano, no último sábado, na sessão do Cineclube da Laia, em Camaragibe. Nas salas dos cinemas porém, o filme é inédito e a estreia será no CineCabeça.

Para finalizar, vamos conhecer um pouco mais da vida do seu Tomaz Aquino Leão, ou Mestre Galo Preto, último representante vivo do coco do quilombo de Santa Isabel, zona rural de Garanhuns. O filme é Galo Preto - o menestrel do coco, que tem direção de Wilson Freire e recebeu o prêmio especial do júri, no festival Curtamazônia 2010. Após a sessão, o realizador Adriano Lima, o produtor e músico
Alexandre L’omi L’Odò e o mestre Galo Preto respondem às perguntas da plateia.


O CineCabeça, projeto que acontece em todas as tardes do sábado no Cinema São Luiz, tem como objetivo fomentar e difundir a prática do cineclubismo em Pernambuco através da exibição de filmes nacionais e conseqüente realização de discussões. O cineCabeça integra o programa Células Culturais nas Escolas/Pacto pela Vida, é coordenado pela FUNDARPE, em parceria com o Programa CinEscola, o Centro de Atitudes e a Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec).


Serviço Cineclube da Laia apresenta CineCabeça - Mês da Consciência negra Influências negras na música

Sábado, 20/11
14h
Cinema São Luiz Entrada franca
Visite: www.myspace.com/mestregaloperto

Homenágem ao Mestre Galo Preto da Escola Municipal Dom Bosco dia 18/11/2010

Mestre Galo Preto. Foto de Carolline Bittencourt

Homenágem ao Mestre Galo Preto
da Escola Municipal Dom Bosco de Jardim São Paulo- Recife


No dia 18 de Novembro de 2010, na Escola Municipal Dom Bosco, no bairro de Jardim São Paulo em Recife, homenageará o Mestre Galo Preto, que foi eleito referência da cultura negra de Pernambuco pelos alunos que são coordenados pelo educador Alexandre Morais, especialista em inglês e língua portuguesa.

O evento é fruto da materialização da lei 10.639/03 na escola, que pela primeira vez fer um evento totalemente dedicado ao negro, discutindo o mês da Consciência Negra no Brasil. Com trabalhos, pesquisas, ensáios e muita conversa, a escola se preparou para receber na tarde do dia 18 o Mestre, com música, dança, pesquisas, desenhos etc.

O Mestre Galo Preto, feliz pelo reconhecimento dos adolescentes em valorizar sua história, e também em se preocuparem com a cultura negra e a tradição do coco, fará um mini-show para os alunos que prometem fazer uma grande roda de coco, festejando a Consciência Negra.

O Mestre Galo Preto, em 2007, compôs um coco junto com Dona Argentina que se chama "Preto é Bonita Cor", este trabalho foi pensado para contribuir na luta contra o racismo brasileiro e para valorizar o negro enquanto pessoa, enquanto humano, colocando em pauta a discussão racial e o entendimento do papel do negro e negra na construção deste país.

Vejam a música e a letra:

PRETO É BONITA COR by Alexandre L'Omi L'Odò

Sem Exclusão (Preto é Bonita Cor)

(Mestre Galo Preto/Argentina de Queiroz Lima) 2007.

Quem disser que preto é feio

Preto é uma bonita cor

É com preto que eu escrevo

As cartas pra o meu amor


A diferença está na pele

Ponha o Branco e o preto nú

Tudo sangue é vermelho

Eu nunca vi sangue azul


Queremos a igualdade

Todos nós somos irmãos

Merecemos o mesmo trato

Somos todos cidadãos


Sem marcar de preconceito

Direito à cidadania

Merecer todo respeito

Vivendo com alegria


Olha eu sou Galo preto cantador

Pra rimar faço na hora

Minha veia expiatória

Agora funcionou

Vá sabendo que eu sou

Repentista de verdade

E mostro a capacidade

Quando você me convocou


Sou um preto de valor

Reconhecidamente

Fui a Flávio Cavalcante

Já cantei pra toda gente

Já cantei com o Chacrinha

Ainda deixaram uma vaga

Fui no programa Sílvio Santos

Fiz show com Luiz Gonzaga


Outra vez eu fui cantar

Com Lima Duarte no Som Brasil

Se você não me conhece

Olha o Galo Preto aqui


Serviço

Homángem ao Mestre Galo Preto

Local: Rua Alvenópolis S/N Jardim São Paulo - Recife - PE

Dia 18 de Novembro

15h.

Conheça: www.myspace.com/mestregalopreto


Alexandre L'Omi L'Odò

Produção do Mestre Galo Preto.

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!