quarta-feira, 21 de junho de 2017

Acorda Povo de Peixinhos 2017


Acorda povo de Peixinhos 2017

Vejam todas as informações do Acorda Povo de Peixinhos, que acontecerá de amanhã, dia 22 de Junho de 2017, com início às 19h em frente ao GCASC.

O Acorda Povo sairá da Rua do Cajueiro (não de minha casa, pois ano passado entreguei a bandeira e andor lá, como manda a tradição). A saída é de meia noite (00h), e retornará para o GCASC - Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças.

Vai ter coco, forró, quadrilha, tudo que manda o São João tradicional, pois nossa comunidade mantém as tradições com muito afinco!

Este Acorda Povo gritará para os quatro cantos da comunidade #ForaTemer! Isso faz parte de nossa forma de fazer cultura tradicional. 
Qualquer coisa me liguem no 81 995257119.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Alexandre L'Omi L'Odò confirmado em conferência no II Seminário de Biodanza


Alexandre L'Omi L'Odò confirmado em conferência no II Seminário de Biodanza

Com data ainda a confirmar, entre os dias 06 à 09 de Julho, o juremeiro, historiador e cientista das religiões Alexandre L'Omi L'Odò, fará uma conferência sobre o tema Diversidade Religiosa: luta, resistência e reconhecimento no II Seminário de Biodanza, que será realizado no Museu de Artes Afro-Brasil Rolando Toro no Recife.

O conferencista, fala que levará ao público sua experiência de mais de 20 anos na luta por direitos iguais para as religiões afro indígenas. Também, informa que tratará do percurso histórico que tirou a Jurema Sagrada da invisibilidade para a visibilidade. 

As inscrições podem ser feitas através do e-mail: semináriobiodanzamuafro@gmail.com, ou pelos fones: 81 3038-2994 / 99970-8970

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 11 de junho de 2017

Aniversário de um ano do Primeiro Pé de Jurema Plantado em uma Escola Pública no Brasil


Aniversário de um ano do Primeiro Pé de Jurema Plantado em uma Escola Pública no Brasil

No último dia 09 de Junho de 2017, comemoramos na EREM Cândido Duarte, o aniversário de um ano do plantio do primeiro pé de Jurema firmado em uma escola pública do país. O ato foi muito humilde, mas muito significativo para os participantes que estavam integrados totalmente ao sentido do que estava sendo feito ali.

Foi um momento muito emocionante, onde compartilhando com os professores, gestores e alunos(as) pudemos fazer um lindo ato pedagógico em prol do respeito à diversidade, contra a intolerância religiosa e o racismo, que contribui para o fortalecimento da implementação da Lei Federal 11.645/08, que obriga o ensino da história dos africanos, afro descendentes e indígenas em sala de aula de todas as instituições de ensino do país.

Parabenizo o professor Rodrigo Correia de Lima, que convocou este ato junto com os gestores da escola. Isso mostra que podemos ter esperança de vivermos em um mundo futuro, sem intolerância e racismo. Acredito que é através (também) da escola que construímos um convívio humanizado e respeitoso entre todas e todos.

A Jurema, que cresceu de forma inexplicável neste curto período de tempo, está dedicada à Malunguinho, líder negro/indígena da luta pela liberdade em Pernambuco. Um herói que virou divindade na religião Jurema Sagrada. Este é mais um motivo de orgulho nessa luta. Ao mesmo tempo que contribuímos para uma educação sem racismo e intolerância na Escola, também reverenciamos os nossos importantes líderes históricos, que têm que ser considerados referência de auto-estima na construção da identidade das crianças, jovens e adolescentes.

Iremos comemorar muitos e muitos anos de vitória e fortalecimento da Lei 11.645/08 aos pés da Jurema, pois ela agora entrou na história como mais um símbolo de luta por um mundo melhor.

As atividades foram antecedidas por uma semana intensa de atividades da Semana do Meio Ambiente, onde na sexta, dia 09 de Junho, dei uma palestra sobre a relação da Jurema e nossa cultura brasileira.

Sobô Nirê Mafá!

Sigamos firmes na luta. Salve a fumaça!

#JuremanaEscola

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 6 de junho de 2017

Primeiro Pé de Jurema Sagrada plantado em uma escola pública no Brasil

Alexandre L'Omi L'Odò sacerdote responsável pela palestra e pelo plantio do Pé de Jurema. Foto de Alyne Pinheiro.

Primeiro Pé de Jurema Sagrada plantado em uma escola pública no Brasil
Um ato histórico para a educação pública em prol do respeito à diversidade

Já era para eu ter feito este registro aqui. Demorei um ano para fazê-lo. Contudo, disponibilizo abaixo um pouco do nosso momento mais lindo de 2016.

Não escreverei muito sobre este dia tão especial. Apenas deixarei aqui as fotografias que marcaram este momento histórico na vida de todos nós, que acreditamos em um mundo sem racismo, sem intolerância e que respeita a diversidade religiosa e cultural. Em cada foto tentarei fazer um breve comentário, para ilustrar o que cada uma representa. Vigem nas imagens, elas são o relato de tudo que vivemos. 

A emoção é forte em rever cada detalhes deste dia. Dia difícil... Onde pudemos ver a face real do racismo institucional. Mas somos fortes, resilientes e enfrentamos tudo com dignidade e plantamos juntos e juntas o primeiro pé de Jurema em uma escola pública no Brasil.

Vale lembrar que esta árvore sagrada, foi plantada em homenagem ao líder quilombola negro/indígena Malunguinho, herói do povo Pernambucano e divindade na religião Jurema Sagrada.

Diretora fazendo fala de abertura do ato do plantio da primeira Jurema prantada em uma escola pública no país. Foto de Alyne Pinheiro.

Abertura das atividades com uma palestra sobre a Jurema Sagrada e a diversidade afro religiosa. Foto de Alyne Pinheiro.

Aluno fazendo perguntas sobre a Jurema Sagrada. Foto de Alyne Pinheiro.

Alexandre L'Omi L'Odò explicando a importância do cachimbo da Jurema. foto de Joannah Mendonça.

Aluno fazendo afirmações sobre sua identidade negra. Foto de Alyne Pinheiro.

Alexandre L'Omi L'Odò e professor Rodrigo Correia em momento de emoção e fechamento da palestra. Nesta ocasião, a ancestralidade indígena do professor se fez presente para afirmar o agradecimento pela luta vencida. Foto de Alyne Pinheiro.

Ritual de plantio do primeiro pé de Jurema em uma escola pública do país. Foto de Alyne Pinheiro.

Ritual de plantio do primeiro pé de Jurema em uma escola pública do país. Foto de Alyne Pinheiro.


Professor Rodrigo Correia e Alexandre L'Omi L'Odò umedecem as raízes da árvore sagrada para seu plantio. Foto de Alyne Pinheiro.

Sacerdote Alexandre L'Omi L'Odò profere fala ritual acompanhado do professor Rodrigo Correira. Foto de Alyne Pinheiro.

Sacerdote Alexandre L'Omi L'Odò faz ritual de plantio da Jurema Sagrada. Foto de Alyne Pinheiro.

Momento sagrado. Plantando a esperança e enterrando o racismo e a intolerância religiosa. Foto de Alyne Pinheiro.

Alunos e alunas participam colocando areia com as mãos no momento do plantio da Jurema. Foto de Alyne Pinheiro.

Momento de celebração com alunos e alunas, onde a água foi jogada na mão de todos e todas para que eles também fossem parte deste ato sagrado. Foto de Alyne Pinheiro.

Alexandre L'Omi L'Odò e professor Rodrigo Correia, idealizadores do plantio. Foto de Alyne Pinehiro.

Momento final do ato. Foto para posteridade. Registro de Joannah Mendonça.

Consagração final com a fumaça sagrada da Jurema. Momento de elevação de nossas felicidades para as Cidades da Jurema. Foto de Joannah Mendonça.

Assim foi nosso ato. Muitas outras fotografias foram postadas em nossas redes sociais. Fiz esta breve seleção para deixar registrado aqui no blog a memória imagética deste ato considerado por todos nós como histórico e fundamental.

Que fique claro que a nossa proposta foi a partir deste ato, contribuir para que os alunos e alunas pudessem vivenciar um momento pedagógico que viesse a educá-los para a luta contra o racismo, a intolerância e para o respeito à diversidade religiosa. Respeitamos a laicidade do Estado e queremos vê-la efetivada de fato. Plantar a Jurema, foi uma mensagem de que a luta dos ancestrais indígenas ainda se mantém viva e dialogando com o aqui agora. Não estamos excluídos da sociedade, pelo contrário, estamos dentro dela e contribuindo inclusive na formação de todas e todos.

Salve a Jurema Sagrada. Salve os ancestrais indígenas. Salve a luta do Catucá. Salve Malunguinho. Salve os alunos e alunas. Salve o professor Rodrigo Correia, que foi muito corajoso e honrado em ir até o fim nesta luta. Salve meus afilhados e afilhadas que se fizeram presentes neste momento. Obrigado à todas e a todos. Foi lindo, emocionante e com certeza este momento ficar'a guardado para sempre em nossas almas.

Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Escola Estadual destaca o bioma do Nordeste na Semana do Meio Ambiente

Escola de Referência em Ensino Médio Professor Cândido Duarte celebra Semana do Meio Ambiente. Foto de Ashlley Melo/JC Imagem.

Escola estadual destaca o bioma do Nordeste na Semana do Meio Ambiente

Cidades/Ciência/M.Ambiente
Publicado em 05/06/2017

Evento pedagógico sensibiliza estudantes para os problemas que afetam os biomas nordestinos e consequentemente comprometem também os povos tradicionais de dependem destes ambientes.

Os povos tradicionais que dependem dos biomas da região Nordeste preservados para manterem suas tradições culturais e religiosas são o destaque da 1° Semana do Meio Ambiente da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Professor Cândido Duarte, da rede estadual de ensino, situada em Apipucos, na Zona Norte do Recife. O evento, que mesclará aulas no Jardim Botânico do Recife, na Oficina de Francisco Brennand e no Engenho Massangana (além de palestras na escola com especialistas em clima, educação ambiental e religiões afro-indígenas) começa nesta segunda-feira (5).

"O objetivo deste evento pedagógico é sensibilizar os estudantes para os problemas que afetam os biomas nordestinos e consequentemente comprometem também os povos tradicionais que dependem destes ambientes para manterem suas tradições culturais e religiosas vivas", fala o coordenador da atividade, o professor de Geografia e de Direitos Humanos da unidade escolar, Rodrigo Correia. A programação vai até a próxima sexta-feira (9).

O professor diz que os alunos cobravam uma programação maior do que as edições do evento em 2015 e em 2016, ano em que a unidade se destacou por plantar o primeiro pé de Jurema, árvore relacionada com a religião afroindígena do Nordeste, numa escola pública brasileira. A muda foi doada e plantada pelo juremeiro Alexandre L'Omi L'Odò, do Quilombo Cultural Malunguinho, que voltará ao local na sexta-feira (9), para participar da celebração em homenagem ao 1° ano deste plantio.

Antes, no mesmo dia, no período da manhã, haverá uma palestra sobre religiões afro-indígenas brasileiras e meio ambiente com o babalorixá Gilmar Camará, do Movimento dos Povos Tradicionais de Camaragibe. A partir das 15h20, o momento cultural encerrará a semana ambiental com a apresentação do Coco Raízes do Capibaribe do bairro da Várzea.

Meteorologia

O ciclo de palestras ainda contará com a presença da coordenadora do antigo Laboratório de meteorologia de Pernambuco (Lemepe), Francis Lacerda, atual responsável pelo segmento de mudanças climáticas do Instituto Agronômico do Estado (IPA), tema que será exposto por ela na quinta-feira (8). Um dia antes, o professor e doutorando em Educação Ambiental, debaterá sobre a perspectiva onde não separa o homem e a natureza para tratar das questões ambientais e sociais. Vários graduandos da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) também debaterão com temas relacionados ao objetivo da Semana do Meio Ambiente da escola.   


#JuremanaEscola 

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 30 de maio de 2017

Alexandre L'Omi L'Odò eleito Conselheiro de Políticas Culturais de Olinda

Alexandre L'Omi L'Odò. Foto de Marina Mahmood.

Alexandre L'Omi L'Odò eleito Conselheiro de Políticas Culturais de Olinda

Saiu nesta última segunda feira, 29 de Maio de 2017,  o resultado oficial dos eleitos e leitas do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Olinda.

Fui eleito por voto direto como Conselheiro na área de Costumes e Saberes.

Veja o resultado na íntegra:


Vamos trabalhar pela cultura tradicional de Olinda e tentar construir um trabalho coletivo como o de fiscalização e cobrança das políticas públicas da área. Olinda merece respeito e vamos efetivar construir esse sentimento junto com o povo.

Agradeço à todas e todos que votaram em mim, apoiando-me em mais esta luta pela nossa cultura.

#ConselhoMunicipaldePolíticasCulturaisdeOlinda
#AlexandreLomi2020
#CostumeseSaberes
#PovosTradicionais
#Olinda


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
Conselho Municipal de Políticas Culturais de Olinda
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 27 de maio de 2017

Documentário do XI Kipupa Malunguinho 2016



Documentário do XI Kipupa Malunguinho 2016

Documentário do XI - Kipupa Malunguinho - Coco na Mata do Catucá, realizado na data de 25/09/2016 em Pitanga II, Abreu e Lima - Pernambuco. Carinhosa produção do Eu Tô Na Fita, publicado originalmente em: https://www.youtube.com/watch?v=rkSN3b1Gdlg&t=25s 

O XII Kipupa será realizado dia 24 de Setembro de 2017. Divulguem, compareçam, façam suas caravanas. Vai ser lindo!!

Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Enfim nasceu minha dissertação de mestrado - Juremologia

Alexandre L'Omi L'Odò no dia da entrega da dissertação para a pré banca de mestrado na UNICAP. Foto: Acervo pessoal.

Enfim nasceu minha dissertação de mestrado Juremologia

Enfim, nasceu minha filha tão esperada. Com o nome JUREMOLOGIA: busca etnográfica para sistematização de princípios da cosmovisão da Jurema Sagrada, minha dissertação de mestrado foi entregue com sucesso. Agora vou passar pela pré banca e depois pela banca pública. Quando tiver a data final da defesa, avisarei aos amigos e amigas que querem participar deste final de ciclo acadêmico de um juremeiro que vai defender pela primeira vez um estudo sobre o tema.

Salve fumaça e bola pra frente. Ainda tem chão pra correr! Sobô Nirê Mafá!

Saramunanga Cipopá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Fora Temer! Diretas Já! O Povo de Terreiro tem que ir às ruas!

Alexandre L'Omi L'Odò. Foto tirada dia 1° de Abril de 2016 em Brasília. Foto: Acervo pessoal.

Fora Temer! Diretas Já!
O Povo de Terreiro tem que ir às ruas!

Não há como, nós, Povo de Terreiro, nos omitirmos desta luta pela democracia. Compomos o lado da população que herdou a senzala e que ainda vive sob o peso da opressão da Casa Grande. Temos que acordar e fazermos uma reflexão ampla sobre nosso lugar na sociedade. 

Assim como lutaram Malunguinho, Zumbi, Dandara, etc. Devemos lutar também. É nosso papel termos consciência negra e entendermos o racismo. 

Vejo ainda muitos babalorixás e iyalorixás, juremeiros e juremeiras sem ter esta percepção. Vejo pessoas da religião apoiando a direita e o golpe. Isso é um total absurdo. Esta posição prova que a pessoa não tem noção histórica nenhuma e que não consegue ampliar sua concepção crítica sobre as coisas. Vamos acordar mesmo, é hora de luta! É hora de revolução!

Sou forjado na luta de meus ancestrais. O sangue que eles derramaram para que eu estivesse aqui hoje continuando esta luta, merece respeito! Todos eles foram mortos e violentados pela sociedade branca e capitalista judaico-cristã. Não podemos nos omitir ou reproduzir o discurso dos opressores. Temos que nos levantar contra a ignomínia deste governo ilegítimo e derrotá-lo. 

Levantemos nossas cabeças! Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com  

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Olinda - um caos cotidiano que deve ser denunciado!

Alexandre L'Omi L'Odò. Foto de Marcílio da Costa.

Olinda - um caos cotidiano que deve ser denunciado!

Olinda - "É tão fácil falar de coisas tão belas, de frente pro mar e de costas pra favela" Marcelo D2. 

Eu moro em Peixinhos desde que nasci. Todo mundo sabe. Convivo cotidianamente com o descaso total da gestão pública que abandonou nosso bairro e nossa Cidade, entregando-nos ao ostracismo político e de infra estrutura. 

Lama, esgoto à céu aberto, desorganização urbana (tem casa construída quase que no meio da rua), violência, drogas, mal atendimento da COMPESA (água quase não chega nunca), uma feira infecta que está abandonada, uma AV. Presidente Kennedy que já matou mais que nosso histórico de assassinatos locais, um sistema de transporte público desrespeitoso, etc. 

Se eu fosse elencar todos os nossos problemas estruturais, escreveria um relatório geral de muitas páginas. Isso será feito um dia. Mas não vem ao caso agora. 

Parei para fazer uma reflexão hoje perante a grande beleza do Alto da Sé. Ao olhar tamanha poesia visual que encanta qualquer pessoa no mundo, compreendi que devemos pensar nossa cidade como um todo, não apenas como uma parte bonitinha que serve de cartão postal para atrair turistas. 

Mesmo no sítio histórico, há evidentes problemas de segurança e infra estrutura. É so andar um pouco nas belas ruas históricas que observamos facilmente isso. Cultuar popular nas ruas? Não existe... A prefeitura sequer garante uma política pública de Turismo e Cultura que faça valer minimamente a forte presença das culturas tradicionais de nossa cidade. Quem vem pra Olinda sai com sede de ver o que achava que veria... 

Temos que parar e pensar. A Câmara de vereadores da nossa Cidade, tem que se renovar imediatamente. Temos que renovar a gestão e apostar em um projeto de cidade que contemple verdadeiramente nossas necessidades. 

Confio que não cairemos mais em armadilhas que possam nos afundar mais ainda na lama e no esgoto das ruas e da política. Temos que votar conscientes e perseverantes em novos e bons rumos para nossa bela Olinda. 

Creio nas perspectivas de sustentabilidade, respeito à Diversidade, direitos humanos, da luta contra o racismo, do fortalecimento da educação em todos os seus âmbitos, não ao neoliberalismo, participatividade das comunidades na gestão, transporte público de qualidade,  cidade para todas e todos, respeito ao eco sistema, fortalecimento efetivo da cultura tradicional e poular local, não à politicagem, não à exploração imobiliária, justiça para todas e todos e respeito sobretudo à supremacia da DEMOCRACIA. 

Olinda como está não pode continuar! Somos o povo e vamos mostrar nas urnas o que queremos! 

Não posso olhar apenas para beleza do mar e iludir-me com a falsa impressão de encantamento. Tenho que viver o amor à beleza da nossa Cidade, mas também  devo encarar a verdade das favelas e observar que não devemos nos omitir perante tanta desumanidade conosco. Cidade bonita é a cidade que seu povo esta feliz por ter condições de viver bem e com segurança para todxs. 

"Oh linda situação" para mudarmos tudo que não está belo em Olinda! 

#AlexandreLomi2020! 
#OLINDAMERECERESPEITO! 

Alexandre L'Omi L'Odò​
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 2 de maio de 2017

Malunguinho ganha mais uma Dissertação de Mestrado


Malunguinho ganha mais uma Dissertação de Mestrado 

Malunguinho ganha mais uma Dissertação de Mestrado sobre si e sua relação com a educação. Este é um motivo de alegria!

Com o título "Lei 11.645/08: uma análise análise da práticas curriculares em uma escola Municipal do Recife desde o Mito de Malunguinho", a mestranda Emeline Melo defenderá sua pesquisa publicamente na UFPE no dia 04 de Maio de 2017.

Este é um momento de muita felicidade pra nós que fazemos o Quilombo Cultural Malunguinho, instituição que há 15 anos luta pelo fortalecimento da Jurema Sagrada e da Divindade e personagem histórico Malunguinho, único líder quilombola a ser deificado no Brasil.

Vamos estar presentes e convidamos todas todos.

Data: 04/05/2017
Horário: 14h
Local: Centro de Educação da UFPE. Sala 31 do PPGE.

COMPARTILHEM.
Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Intolerância Religiosa: Direito de ir, vir e seguir suas crenças sem desrespeito

 Alexandre L'Omi L'Odò em frente ao Terminal Integrado Xambá. Foto de Rafael Martins/DP.

Direitos Humanos
Intolerância Religiosa: Direito de ir, vir e seguir suas crenças sem desrespeito

Marcionila Teixeira
Matéria impressa do Diário de Pernambuco, 
Sab. e Dom. 15/10/2016. Caderno 3, páginas 3.1, 3.2 e 3.3.

Uma regulamentação do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife (STPP/RMR) proíbe a atividade de vendedores ambulantes dentro dos veículos, assim como qualquer usuário falar em voz alta, seja para vender, anunciar, pedir ou pregar religiões. Se a regra fosse cumprida como deveria, o sacerdote da jurema Alexandre L’Omi L’Odò não teria vivido uma cena constrangedora dentro de um ônibus da linha TI Xambá, no Terminal Integrado de Xambá, em Olinda. O caso aconteceu em junho e foi parar no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) depois de uma grande repercussão nas redes sociais. Quatro meses se passaram e ainda não houve conclusão.

Era noite quando Alexandre entrou no coletivo com um amigo com destino a Água Fria, no Recife. Dentro do ônibus, um vendedor de açaí começou a fazer uma pregação evangélica, citando, inclusive, a existência de um terreiro de macumba atrás da estação, o Xambá, comandado por um “negão pai de chiqueiro”, referindo-se ao babalorixá Ivo de Xambá.

Nesse momento, Alexandre, que é do Centro Cultural Malunguinho e estudante do mestrado em Ciências da Religião da Universidade Católica de Pernambuco, sentiu-se ofendido e reagiu, argumentando sobre desrespeito. “O MPPE me comunicou que já acionou o Grande Recife e que estão aguardando o tempo para ter audiência e conversa sobre o fato. No momento, só posso esperar, pois o lado acionado tem um prazo para se pronunciar”, lamenta Alexandre.

Digitalização da matéria impressa. Diario de Pernambuco 15/10/2016. Caderno 3, páginas 3.1, 3.2 e 3.3.

Segundo o Grande Recife, cabe aos motoristas solicitarem que as pessoas flagradas desrespeitando o regulamento se retirem. Quando são flagradas pelos fiscais, as empresas são autuadas. Em nota, o consórcio disse ter solicitado ao MPPE uma extensão no prazo da resposta. “O pedido foi necessário devido ao primeiro entendimento do órgão, que a princípio pensou se tratar de comércio informal dentro do veículo. No decorrer da ação, foi constatado que se tratava de intolerância religiosa, tema do qual o Grande Recife não tem competência”.

Uma das fundadoras do Comitê Nacional de Diversidade Religiosa, Marga Ströher orienta as vítimas a se defenderem. “A intolerância e o racismo muitas vezes são naturalizados e aceitos passivamente, apesar do enorme sofrimento que provocam”, reflete.

Para acessar a matéria no site do jornal, visite: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2016/10/17/interna_vidaurbana,670422/direito-de-ir-vir-e-seguir-suas-crencas-sem-desrespeito.shtml  


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Publico só agora esta matéria em meu blog devido a não tê-la achando anteriormente no site do Jornal Diario de Pernambuco. Compartilho este texto super digno da jornalista Marcionila Teixeira para que fique-se sabendo que os processos de intolerância religiosa são muito violentos contra o povo de terreiro. Temos que reagir e nos impor perante este tipo de opressão. O Ministério Público ainda não resolveu o caso. Ainda estou buscando soluções para o crime que sofri. Com fé na Jurema Sagrada vamos vencer! Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Malunguinho e a Ciência das Crianças

Desenho feito por Alexandre L'Omi L'Odò e pintado pela criança Alanna Tozer.

Malunguinho e a Ciência das Crianças

Hoje recebi um presente muito lindo da querida Alanna Tozer, criança linda e cheia de sensibilidades. Este desenho de Malunguinho me encheu de amor o coração. 
Para mim soou como um sinal de que estamos certos nos caminhos da luta pelo fortalecimento da Jurema Sagrada. Se uma criança deseja pintar e insiste que eu conte histórias sobre Malunguinho para que ela crie e colora, isso significa que pra ela, ele é importante, e em seu imaginário e sentimento já habita um carinho e admiração por esta divindade de luta do povo negro e indígena.
Desenhei esta imagem. Ela foi pintada nas cores de Malunguinho (verde, vermelho e preto) e trouxe alguns de seus símbolos e signos.
Este ano o Kipupa Malunguinho terá muitas novidades. Uma delas, que eu já posso revelar, é o espaço especial para crianças da Jurema. Este pensamento já me habitava há muito tempo, mas com a realização do I Encontro Nacional de Crianças de Axé, realizado pelo, e no, Ilé Àse Òrìsànlá Tàlábí, me fortaleceu a vontade de fazer, e, vamos realizar juntos uma ação coletiva e interativa exclusiva para crianças juremeiras. Vai ser lindo. 
O desenho surgiu a partir do caderno de desenhos presenteado às crianças que participaram do encontro acima citado. Mas nele não tinha Malunguinho, daí me foi carinhosamente pedido que ele também estivesse ali, entre os desenhos de Orixás, caboclos e pretos velhos. Assim foi feito e levou nota 10 a pintura.
Muito lindo ver brotar da inocência de uma criança a ciência, e o amor à Jurema Sagrada e suas referências. 
Sobô Nirê Mafá! Malunguinho sabe o que faz!
Chega logo 24 de Setembro de 2017!  
Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

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Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!