segunda-feira, 22 de maio de 2017

Fora Temer! Diretas Já! O Povo de Terreiro tem que ir às ruas!

Alexandre L'Omi L'Odò. Foto tirada dia 1° de Abril de 2016 em Brasília. Foto: Acervo pessoal.

Fora Temer! Diretas Já!
O Povo de Terreiro tem que ir às ruas!

Não há como, nós, Povo de Terreiro, nos omitirmos desta luta pela democracia. Compomos o lado da população que herdou a senzala e que ainda vive sob o peso da opressão da Casa Grande. Temos que acordar e fazermos uma reflexão ampla sobre nosso lugar na sociedade. 

Assim como lutaram Malunguinho, Zumbi, Dandara, etc. Devemos lutar também. É nosso papel termos consciência negra e entendermos o racismo. 

Vejo ainda muitos babalorixás e iyalorixás, juremeiros e juremeiras sem ter esta percepção. Vejo pessoas da religião apoiando a direita e o golpe. Isso é um total absurdo. Esta posição prova que a pessoa não tem noção histórica nenhuma e que não consegue ampliar sua concepção crítica sobre as coisas. Vamos acordar mesmo, é hora de luta! É hora de revolução!

Sou forjado na luta de meus ancestrais. O sangue que eles derramaram para que eu estivesse aqui hoje continuando esta luta, merece respeito! Todos eles foram mortos e violentados pela sociedade branca e capitalista judaico-cristã. Não podemos nos omitir ou reproduzir o discurso dos opressores. Temos que nos levantar contra a ignomínia deste governo ilegítimo e derrotá-lo. 

Levantemos nossas cabeças! Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com  

terça-feira, 2 de maio de 2017

Malunguinho ganha mais uma Dissertação de Mestrado


Malunguinho ganha mais uma Dissertação de Mestrado 

Malunguinho ganha mais uma Dissertação de Mestrado sobre si e sua relação com a educação. Este é um motivo de alegria!

Com o título "Lei 11.645/08: uma análise análise da práticas curriculares em uma escola Municipal do Recife desde o Mito de Malunguinho", a mestranda Emeline Melo defenderá sua pesquisa publicamente na UFPE no dia 04 de Maio de 2017.

Este é um momento de muita felicidade pra nós que fazemos o Quilombo Cultural Malunguinho, instituição que há 15 anos luta pelo fortalecimento da Jurema Sagrada e da Divindade e personagem histórico Malunguinho, único líder quilombola a ser deificado no Brasil.

Vamos estar presentes e convidamos todas todos.

Data: 04/05/2017
Horário: 14h
Local: Centro de Educação da UFPE. Sala 31 do PPGE.

COMPARTILHEM.
Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Intolerância Religiosa: Direito de ir, vir e seguir suas crenças sem desrespeito

 Alexandre L'Omi L'Odò em frente ao Terminal Integrado Xambá. Foto de Rafael Martins/DP.

Direitos Humanos
Intolerância Religiosa: Direito de ir, vir e seguir suas crenças sem desrespeito

Marcionila Teixeira
Matéria impressa do Diário de Pernambuco, 
Sab. e Dom. 15/10/2016. Caderno 3, páginas 3.1, 3.2 e 3.3.

Uma regulamentação do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife (STPP/RMR) proíbe a atividade de vendedores ambulantes dentro dos veículos, assim como qualquer usuário falar em voz alta, seja para vender, anunciar, pedir ou pregar religiões. Se a regra fosse cumprida como deveria, o sacerdote da jurema Alexandre L’Omi L’Odò não teria vivido uma cena constrangedora dentro de um ônibus da linha TI Xambá, no Terminal Integrado de Xambá, em Olinda. O caso aconteceu em junho e foi parar no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) depois de uma grande repercussão nas redes sociais. Quatro meses se passaram e ainda não houve conclusão.

Era noite quando Alexandre entrou no coletivo com um amigo com destino a Água Fria, no Recife. Dentro do ônibus, um vendedor de açaí começou a fazer uma pregação evangélica, citando, inclusive, a existência de um terreiro de macumba atrás da estação, o Xambá, comandado por um “negão pai de chiqueiro”, referindo-se ao babalorixá Ivo de Xambá.

Nesse momento, Alexandre, que é do Centro Cultural Malunguinho e estudante do mestrado em Ciências da Religião da Universidade Católica de Pernambuco, sentiu-se ofendido e reagiu, argumentando sobre desrespeito. “O MPPE me comunicou que já acionou o Grande Recife e que estão aguardando o tempo para ter audiência e conversa sobre o fato. No momento, só posso esperar, pois o lado acionado tem um prazo para se pronunciar”, lamenta Alexandre.

Digitalização da matéria impressa. Diario de Pernambuco 15/10/2016. Caderno 3, páginas 3.1, 3.2 e 3.3.

Segundo o Grande Recife, cabe aos motoristas solicitarem que as pessoas flagradas desrespeitando o regulamento se retirem. Quando são flagradas pelos fiscais, as empresas são autuadas. Em nota, o consórcio disse ter solicitado ao MPPE uma extensão no prazo da resposta. “O pedido foi necessário devido ao primeiro entendimento do órgão, que a princípio pensou se tratar de comércio informal dentro do veículo. No decorrer da ação, foi constatado que se tratava de intolerância religiosa, tema do qual o Grande Recife não tem competência”.

Uma das fundadoras do Comitê Nacional de Diversidade Religiosa, Marga Ströher orienta as vítimas a se defenderem. “A intolerância e o racismo muitas vezes são naturalizados e aceitos passivamente, apesar do enorme sofrimento que provocam”, reflete.

Para acessar a matéria no site do jornal, visite: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2016/10/17/interna_vidaurbana,670422/direito-de-ir-vir-e-seguir-suas-crencas-sem-desrespeito.shtml  


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Publico só agora esta matéria em meu blog devido a não tê-la achando anteriormente no site do Jornal Diario de Pernambuco. Compartilho este texto super digno da jornalista Marcionila Teixeira para que fique-se sabendo que os processos de intolerância religiosa são muito violentos contra o povo de terreiro. Temos que reagir e nos impor perante este tipo de opressão. O Ministério Público ainda não resolveu o caso. Ainda estou buscando soluções para o crime que sofri. Com fé na Jurema Sagrada vamos vencer! Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Malunguinho e a Ciência das Crianças

Desenho feito por Alexandre L'Omi L'Odò e pintado pela criança Alanna Tozer.

Malunguinho e a Ciência das Crianças

Hoje recebi um presente muito lindo da querida Alanna Tozer, criança linda e cheia de sensibilidades. Este desenho de Malunguinho me encheu de amor o coração. 
Para mim soou como um sinal de que estamos certos nos caminhos da luta pelo fortalecimento da Jurema Sagrada. Se uma criança deseja pintar e insiste que eu conte histórias sobre Malunguinho para que ela crie e colora, isso significa que pra ela, ele é importante, e em seu imaginário e sentimento já habita um carinho e admiração por esta divindade de luta do povo negro e indígena.
Desenhei esta imagem. Ela foi pintada nas cores de Malunguinho (verde, vermelho e preto) e trouxe alguns de seus símbolos e signos.
Este ano o Kipupa Malunguinho terá muitas novidades. Uma delas, que eu já posso revelar, é o espaço especial para crianças da Jurema. Este pensamento já me habitava há muito tempo, mas com a realização do I Encontro Nacional de Crianças de Axé, realizado pelo, e no, Ilé Àse Òrìsànlá Tàlábí, me fortaleceu a vontade de fazer, e, vamos realizar juntos uma ação coletiva e interativa exclusiva para crianças juremeiras. Vai ser lindo. 
O desenho surgiu a partir do caderno de desenhos presenteado às crianças que participaram do encontro acima citado. Mas nele não tinha Malunguinho, daí me foi carinhosamente pedido que ele também estivesse ali, entre os desenhos de Orixás, caboclos e pretos velhos. Assim foi feito e levou nota 10 a pintura.
Muito lindo ver brotar da inocência de uma criança a ciência, e o amor à Jurema Sagrada e suas referências. 
Sobô Nirê Mafá! Malunguinho sabe o que faz!
Chega logo 24 de Setembro de 2017!  
Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Mãe Biliu de Manoel do Ororubá, uma pérola da Jurema Sagrada

Mãe Biliu de Manoel do Ororubá, juremeira de 102 anos (em 2008 nesta foto). Foto: Acervo do II Encontro da Rede de Mulheres de Terreiro de PE.

Mãe Biliu de Manoel do Ororubá, uma pérola da Jurema Sagrada

Um raro registro da grande juremeira Mãe Biliu de Manoel do Ororubá (seu caboclo e guia maior).Ela neste registro estava com 102 anos de idade e mais de 90 anos de Jurema.
Esta fotografia foi tirada no II Encontro de Mulheres de Terreiro de Pernambuco, provavelmente pelos idos de 2008.
Estive presente nessa homenagem que aconteceu no Nascedouro de Peixinhos, aqui no bairro onde moro. A querida militante Vera Baroni foi quem me mostrou o álbum deste lindo encontro. 
É emocionante ver tantas pessoas nas fotografias que não estão mais com a gente na caminhada da vida terrena... Sabemos que estas grandes mestras viraram estrelas de luz no "Alto da Jurema" e que nos guiam na luta. Contudo, sua ausência nos dói pela perda dos saberes de tantos anos acumulados e do convívio leve e gostoso de suas conversas e atos.
Nesse dia, todas e todos os presentes no evento bateram cabeça pra ela. Muitos mais velhos receberam seus Orixás no momento. Foi histórico. Só quem viveu este momento que sabe o tamanho da beleza que foi. Eu e Vera ontem conversamos muito sobre isso. Vendo fotos e lembrando de coisas lindas que aconteceram neste dia de união de nosso povo.
Esta foto é uma fotografia da própria fotografia do álbum. Seu autor original não sei quem foi. Nem Vera Lembra.
Quem quiser ver mais sobre Mãe Biliu assista o lindo documentário de Joanah Flor - A ciência dos Encantados: https://www.youtube.com/watch?v=6qGode84uKU&t=41s
Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

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Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!