domingo, 31 de agosto de 2008

NOVA VIDA AO NOSSO MESTRE SAUSTIANO. AXÊXÊ DA CULTURA PERNAMBUCANA!


O RECOMEÇO É ALGO SURPREENDENTE. AGORA MEU MESTRE, E, MESTRE DE TANTOS TERÁ QUE APRENDER E ENSINAR NA NOVA VIDA, NO MUNDO DA VERDADE!

MESTRE SALUSTIANO É A ALMA DE UMA IDENTIDADE CULTURAL, INDISCUTIVELMENTE INSUBSTITUÍVEL E INDELÉVEL DA MEMÓRIA COLETIVA E DA VIVENCIA ARTÍSTICA CRIATIVA E DINÂMICA DO POVO PERNAMBUCANO.

POVO ESTE QUE DA MESMA FORMA QUANDO PENSA EM PERCUSSÃO VÊ NANÁ VASCONCELOS COMO ÚNICA IMAGEM ASSOCIADA, VERÃO PRA SEMPRE E DIRETAMENTE A IMAGEM DO GRANDE MESTRE SALUSTIANO QUANDO FALAREM, PENSAREM, SONHAREM E ATÉ INFLAMAREM OS PEITOS COM O PATRIOTISMO AO CITAREM A CULTURA BRASILEIRA COMO ESTIGMA SANGUÍNEO NOSSO.

NA FORMA VERDADEIRA DA CULTURA QUE O BRASIL TEM, NA VERDADEIRA FORMA DE ARTE, NA VERDADEIRA FORMA DE VIVER ARTE E TRANSPIRAR CULTURA NORDESTINA, SEMPRE SERÁ LEMBRADO MEU PROFESSOR DOS ANOS 98 E 99 NAS ESCOLAS DE PEIXINHOS, MEU BAIRRO, A ENSINAR VIDA E DIGNIDADE, RABECA E O QUE É VERDADEIRAMENTE NOSSO PATRIMÔNIO E CULTURA.

AGRADEÇO A ELE E A EXISTÊNCIA A POSSIBILIDADE DE SER CONTEMPORÂNEO DE UM TEMPO QUE NOSSO ESTADO SE VIU NO TOQUE MOURO, CATIMBOZEIRO E RURAL DE SUA RABECA ENCANTADA.!

E NA NOSSA RELIGIÃO NEGRA, NO MEU XANGÔ, NO JEJE PERNAMBUCANO SAUDAMOS ASSIM OS NOSSOS ANCESTRAIS ILUSTRES QUE RENASCEM PARA UMA NOVA VIDA:

ÌYÁ MI ÁSÈSÈ! (MINHA MÃE É MINHA ORIGEM!)

BABA MI, ASÈSÈ! (MEU PAI É MINHA ORIGEM!)

OLÓRUN UM MI ÁSÉSÈ O O! (OLORUN É MINHA ORIGEM!)

KI NTOO BÒ ÒRÌSÀ À È. (CONSEQÜENTEMENTE, ADORAREI MINHAS ORIGENS ANTES DE QUALQUER OUTRO ORIXÁ.)

GBOGBO ÁSÉSÈ TINU ARA. (TODOS ÁSÈSÈ NO INTERIOR DE NOSSO CORPO...)

IBÁ MOJUBÁ MESTRE SALUSTIANO, A ORIGEM DE UMA NOVA ERA PARA A CULTURA PERNAMBUCANA. SALVE A NOVA VIDA.

LEMBRO AINDA UMA ANTIGA COMPOSIÇÃO MUSICAL MINHA DO ANO DE 1993:
______________________
NO TRONCO DO JUREMÁ
MESTRE SALÚ SE BAIXOU,
TOCANDO A SUA RABECA A TODOS ELE ENCANTOU
MARCANDO COM BRAÇO FORTE O SEU MARACATÚ,
ACORDOU POESIA
VIVA A MESTRE SALÚ! (...)
(EM RÍTMO DE BAQUE SOLTO...)
______________________
ALEXANDRE L'OMI L'ODò.
ETERNAS SAUDADES E REVERÊNCIAS...

ALEXANDRELOMILODO@HOTMAIL.COM

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O SILÊNCIO DOS MESTRES. Sobre a destruição de um patrimônio em Alhandra

A História

Até meados do século XVII, toda história da Paraíba ocorreu ao sul da sua zona litorânea. Essa é, sobretudo, a história dos índios que lá habitavam e do contato destes com os colonizadores. Alhandra, antiga aldeia Arataguy, esteve diretamente ligada a esta história, tendo se tornado, em 1758, a primeira vila da capitania. Ao norte do referido município, está localizada a propriedade do Acais. Trata-se de uma das duas propriedades que pertenceram a tradicional família do último regente indígena do litoral sul da Paraíba, Inácio Gonçalves de Barros, pai da prestigiosa mestra Maria do Acais, falecida em 1937.

Contudo, quase um século após ter sido elevada à categoria de vila, Alhandra se manteve como aldeia indígena, como mostram documentos e diversos relatos da época, a exemplo do registro feito por Henry Koster¹, que por lá passou na primeira metade do séc. XIX. Os aldeamentos na região foram considerados oficialmente extintos em 1862. Trinta anos depois, contrariando os dados oficiais que proclamavam o desaparecimento dos índios, Joffily², em 1892, registrou a predominância do que chamou de “typo indígena puro”, que na Paraíba só seria encontrado na Bahia da Traição e em Alhandra.

O passado indígena, ao longo da história, foi perdendo suas referências. Parte desta memória, no entanto, foi mantida através do culto da jurema, fenômeno religioso, cuja complexidade vem desafiando historiadores e antropólogos. Para a comunidade de juremeiros de Pernambuco e Paraíba, Alhandra tem sido considerada o berço desta tradição. A propriedade do Acais, onde viveram os mestres descendentes do último regente dos índios da região, é considerada o símbolo maior do culto. Lócus de importantes estudos sobre o tema, a fazenda e seus moradores foram descritos, direta ou indiretamente, por nomes como Gonçalves Fernandes³, Roger Bastide[4], Arthur Ramos (5), além de pesquisadores mais recentes, como Vandezande (6), na década 1970, e Salles (7) nos ultimos anos.

O Lugar

O Acais é visitado freqüentemente por pesquisadores e religiosos, vindos de diversas partes do Brasil e até de outros países. A fazenda está localizada ao oeste de Alhandra, as margens da antiga estrada João Pessoa/Recife. Possui uma casa grande, um coreto e, na parte mais alta da fazenda, a capela de São João Batista. Por trás da capela, encontra-se uma escultura de um tronco de jurema, feita em concreto, na década de 1950, sobre o túmulo do mestre Flósculo, filho de Maria do Acais. Por trás da casa grande, vê-se uma das “cidades” da jurema mais antigas (consiste em um ou mais pés de jurema, considerados moradias dos antigos mestres), com aproximadamente um século de existência. No local, encontram-se raízes de antigas juremas, que são mantidas junto aos novos arbustos.

O silêncio

Nos últimos anos, após ficar desabitado, o Acais necessitou de reformas urgentes, tendo o coreto e parte da casa grande em ruínas. Com o falecimento da última proprietária, Maria das Dores, neta de Maria do Acais, os problemas aumentaram. A situação mobilizou pesquisadores, moradores da região e diversas entidades religiosas de João Pessoa e Recife (inclusive um deputado do PT de Pernambuco, que esteve na área acompanhado de vários juremeiros) empenhados na reforma e manutenção da propriedade. Neste mês de agosto, quando se revelou o novo proprietário da fazenda, com exceção da capela e o túmulo do mestre Flósculo, que estão localizados no lado oposto do resto da fazenda, separados pela estrada, o que restou da propriedade foi destruído, juntamente com os pés de jurema (as “cidades”) que lá existiam. O cenário é de devastação e indignação.

Outras Palavras

É possível reerguer a casa e o coreto a partir dos alicerces e parte do piso que foram mantidos, até mesmo reutilizando parte do material retirado das suas próprias ruínas (vale salientar que este pouco que restou deve-se à intervenção de pessoas de João Pessoa e Recife, que para lá se deslocaram assim que foram informados da destruição). Os pés de jurema e as raízes seculares estão sob os escombros de outras plantas, inclusive uma enorme mangueira, ambas derrubadas na mesma ocasião. Normalmente, ao lado dos antigos pés de jurema que compõem as cidades, e que com o tempo morrem, novos são plantados, garantindo, deste modo, a continuidade destes santuários. É possível, portanto, reconstruir, com a ajuda dos mestres locais, o santuário que lá existia. Uma vez recuperada a fazenda, ela deve finalmente receber os cuidados próprios de um patrimônio: placas informativas, segurança, manutenção, enfim, ser inserida em um projeto e uma discussão ampla, que inclua diversos setores da comunidade local, seus legítimos representantes, e que contribua com a implementação de uma educação patrimonial na região. Mas temos que agir rápido. Caso contrário, o Acais terá o mesmo destino de outros lugares considerados sagrados para os juremeiros de Alhandra, que, sob a omissão do Estado, desapareceram para dar lugar ao plantio da cana e outras lavouras.

Referências Bibliográficas
___________________________________________
¹ KOSTER, Henry. Viagens ao Nordeste do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1942.
² JOFFILY, Irenêo. Notas sobre a Parahyba. Rio de Janeiro: Tipografia do Jornal do Comércio, 1892.
³ FERNANDES, A. Gonsalves. O Folclore Mágico do Nordeste. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1938.
4 BASTIDE, Roger. Imagens do Nordeste Místico em Branco e Preto. Rio de Janeiro: Edições O Cruzeiro, 1945.
5 RAMOS, Artur. o Negro Brasileiro. Recife: Editora Massangana, 1988.
6 VANDESANDE, René. Catimbó. Dissertação apresentada ao P.I.M.E.S. do I.F.C.H da Universidade Federal de Pernambuco. Recife, 1975.
7 SALLES, Sandro Guimarãe de. À Sombra da Jurema: a tradição dos mestres juremeiros na Umbanda de Alhandra. AntHropológicas. Vol. 15 (1), p. 99-121, Ed. da UFPE, 2004.

Sandro Guimarães de Salles PPGA/UFPE























engajados na resolução deste equivoco sinistro histórico, junte-se a esta luta, salve a Jurema e sua História.
Quilombo Cultural Malunguinho, 173 anos Resistindo!


alexandrelomilodo@hotmail.com

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Pastor que converteu criminoso é acusado de preconceito religioso contra o candomblé




Um pastor da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Trabalhadores da Última Hora fez o que o governo, apesar de toda a carga de impostos que cobra, não faz: reabilitar um criminoso. O Pr. Isaías da Silva Andrade recebeu em sua igreja Rodrigo Carvalho Cruz, conhecido como "Tico", acusado como autor de roubo e a morte do turista italiano George Morassi, em novembro de 2007. Ali, Tico recebeu o Evangelho e aceitou Jesus.


Em seguida, o pastor aconselhou o criminoso arrependido a se entregar para a polícia. Lá chegando, porém, o próprio pastor caiu vítima de acusações criminais - por causa das tendências politicamente corretas. Ele foi denunciado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) por prática de preconceito religioso contra as entidades do candomblé.


A denúncia, encaminhada para o juiz Flávio Marcelo Fernandes, da 37ª Vara Criminal da Comarca da capital, é de autoria da promotora Márcia Teixeira Velasco.
Citando a reportagem "Ladrão se entrega com Bíblia na mão" do jornal 'Meia Hora' (edição de 27 de novembro de 2007), a denúncia do MP-RJ diz que o pastor Isaías da Silva Andrade "praticou, de forma livre e consciente, discriminação ou preconceito de religião". Ao fazer uma declaração sobre Tico, o pastor disse:
"Ele estava possuído por uma legião de demônios, como o Exu Caveira e o Zé Pilintra. Fizemos uma libertação nele e o convencemos a se entregar hoje".
O pastor disse isso nas dependências da DC-Polinter, onde acompanhava a apresentação de Tico à polícia.


Na opinião da promotora, o candomblé e seus praticantes "foram atingidos diretamente com a declaração racista e discriminatória, eis que o denunciado vilipendiou entidades espirituais da matriz africana, com a espúria finalidade de proteção de autor de nefasto crime".
O processo foi auxiliado por Leonardo Chaves, subprocurador Geral de Justiça de Direitos humanos.


O caso, que está sendo acompanhado pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, é o primeiro onde um pastor é denunciado criminalmente por discriminar religiões afro-brasileiras como o candomblé. Se condenado, o pastor pode pegar de dois a cinco anos de detenção.


Nós, povos das religiões de matrizes africanas e indígenas temos que estarmos muito vigilantes, pois a intolerância é nosso grande desafio a vencer.

Salve a Justiça de Malunguinho e de Xangô. Cadeia nos criminosos e em quem nos vilipendia por política de degeneração e dinheiro.

O que você acha do ocorrido?



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Quilombo Cultural Malunguinho

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Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!