domingo, 24 de junho de 2012

Mestre Galo Preto | Palinha - no Toda Música - 23/06/2012


Mestre Galo Preto | Palinha - Toda Música - 23/06/2012 

Reportagem com o Mestre Galo Preto, gravada na Feira de Peixinhos, periferia de Olinda, exibida no quadro Palinha do programa Toda Música, que vai ao ar todo final de semana na TV Pernambuco e na TV Universitária do Recife. Mais informações www.todamusica.tv

Foi lindo ver em pleno São João o Mestre Galo Preto invadindo as telas de TV deste Estado pernambucano. A cultura popular a cada dia vem ocupando melhores espaços na mídia e no mercado fonográfico. Isso se deve ao grande trabalho de produtores e produtoras que com muita garra, desprendimento, amor e inteligência vem desenvolvendo as carreiras destes artistas mais que especiais de nosso Brasil. Parabéns a TVPE e a TVU pela proposta digna de levar à mídia conteúdos tão indispensáveis. Bariká!

 
Alexandre L'Omi L'Odò
Produção do Mestre Galo Preto
alexandrelomilodo@gmail.com

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mestre Galo Preto no Toda Música - Na TVU-Recife, canal 11, domingo (24/06) às 20h30

Mestre Galo Preto no Toda Musica. Foto: Divulgação.

 Mestre Galo Preto no Toda Música - Na TVU-Recife, canal 11, domingo (24/06) às 20h30

Sabe o que Mestre Galo Preto, Racionais, Zé Brown e Maggo Mc têm em comum? A rima! Do rap ao repente, do coco à embolada, o Toda Música vai fazer uma viagem sonora ao mundo do ritmo e da poesia.

Os Racionais MC’s estiveram no Recife e fizeram um show que transformou o teatro da UFPE numa verdadeira “pista”. No Mundo Música tem um passeio no centro do Recife. Tila conversa com Mcs e emboladores pra descobrir quais são os pontos em comum entre a embolada nordestina e a batida urbana do Hip Hop. Quem guia ela é Zé Brown e Maggo Mc.

Mestre Galo Preto, parceiro de Jackson do Pandeiro, Arlindo dos Oito Baixos, Luiz Gonzaga e Jacinto Silva, dá uma palhinha em casa.
Assista na TVPE, sábado (23/06) às 19h e na TVU-Recife, canal 11, domingo (24/06) às 20h30


Acesse o site do Toda Música: http://todamusica.tv

Alexandre L'Omi L'Odò
Produção do Mestre Galo Preto
alexandrelomildoo@gmail.com

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Convite - Reabertura do Ilé Iyemojá Ògúnté. Festa de Iyemojá e Xangô dia 30 de junho de 2012


Reabertura do Ilé Iyemojá Ògúnté - Festa de Iyemojá e Xangô dia 30 de junho de 2012

O Ilé Iyemojá Ògúnté nas pessoas de sua iyalorixá Mãe Lu – Omitòógún, e de seu babalorixá Alapiní Sr. Paulo Braz – Ifátòógún, tem a honra de convidá-los a compartilhar conosco da reabertura oficial do Ilé, após reforma, com a saída de Iyawò de Sílvio André de Iyemojá Ògúnté e as renovações de Odú de Júnior de Xangô, Paulinho de Ogian, João Monteiro de Xangô Aduban e Alexandre L’Omi L’Odò de Oxum.

A Casa é de tradição nagô, das mais tradicionais. A festa será dedicada a Iyemojá Ògúnté, que vai receber sua panela no mar, e também será festejado o Orixá Xangô, patrono do mês vigente.

Será um prazer receber todas e todos neste momento de agregação familiar do axé e de fortalecimento de nossa memória ancestral africana e indígena.

Serviço:

Festa a realizar-se no dia 30 de junho de 2012 às 21h pontualmente.
Endereço: Rua Abdon Lima 86. Água Fria – Recife/PE- CEP: 52120-480
(Click no convite para ler texto integral).

Informações:  81. 3449-3066 / 8838-1152 / 8887-1496


Alexandre L'Omi L'Odò
Integrante do Ilé Iyemojá Ògúnté
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Especialização em História e Cultura Afro-Brasileira na UNICAP


Especialização em História e Cultura Afro-Brasileira na UNICAP


INSCRIÇÃO 01/06 a 30/07/2012
RESULTADO DA SELEÇÃO
01/08/2012
MATRÍCULA
03 a 10/08/2012
PREVISÃO DE INÍCIO DAS AULAS – 15/08/2012
 ____________________

CARGA HORÁRIA
  • 360 h/a
OBJETIVO
  • Qualificar os profissionais, através de uma formação continuada, ao nível de pós-graduação lato sensu, no campo do ensino e da pesquisa, acerca da história e cultura afro-brasileira.
PÚBLICO ALVO
  • Profissionais das áreas de História, Ciências Sociais, Comunicação, Educação, Turismo, e afins.
NÚMERO DE VAGAS
  • 40
DURAÇÃO DO CURSO
  • 16 meses
 DIAS DE AULA
  • Quartas-feiras das 19h às 22h e sábados das 8h às 13h.

COORDENAÇÃO
  • Prof. Zuleica Dantas Pereira Campos, Pós-Doutorado em Ciências da Religião
ESTRUTURA CURRICULAR
  • Metodologia científica
  • Relações entre o Brasil, Portugal e África
  • Didática de Ensino Superior: o negro nos livros didáticos de História do Brasil
  • Religiões afro-brasileiras
  • Teorias interpretativas do sincretismo afro-católico no Brasil
  • Patrimônio e cultura material afro-brasileira
  • Símbolos religiosos e culturais afro-brasileiros
  • Movimentos negros e resistência na sociedade brasileira
  • Raça e saúde no Brasil
  • Seminário de Monografia
 CORPO DOCENTE
  • Newton Darwin de Andrade Cabral, Doutor
  • Jorge Ricardo de C. Michiles, Especialista
  • Silvania Maria Maciel, Mestra
  • Zuleica Dantas Pereira Campos, Doutora
  • Sergio Sezino Douets Vasconcelos, Doutor
  • Emanuela Sousa Ribeiro,Doutora
  • Rosalira dos Santos Oliveira, Doutora
  • Susan Lewis, Doutora
  • Carlos Alberto da Cunha Miranda, Doutor
  • Alfredo Sotero Alves Rodrigues, Mestre
Visitem o site e tirem todas as dúvidas:



Este curso é muito importante para a realidade dos dias atuais da educação nacional. Se especializar no tema da cultura africana e afrodescendente se faz necessrio para professores e professoras que desejam ocupar melhores espaços no campo da educação. O investimento vale a pena em todos os níveis.
 

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Cadê o Coco no São João do Recife 2012?

 Dança do coco no VI Kipupa Malunguinho. Foto de Joannah Luna.
 
Cadê o Coco no São João do Recife 2012?

CADÊ O COCO NO SÃO JOÃO DO RECIFE 2012? Acabei de escrever na página da Prefeitura Do Recife: "Pessoal da programação do São João da Prefeitura Do Recife. Como vocês se propõem a realizar um São João com o slogan “São João tradicional, a gente faz na Capital” e invisibilizam o COCO que é uma manifestação junina mais que tradicional, e sim um traço de nossa cultura nordestina? Gente, ver só o nome de Dona Selma do Coco explicitado na programação é deprimente. Ainda anunciam um tal de Encontro de Coco do Recife onde não tem nome de ninguém... O coco precisa de espaço. É uma das formas musicais mais populares deste Estado todo e vocês fazem isso? Cadê o Mestre Galo Preto nos palcos de referência?, cadê Ferrugem?, cadê Zeca do Rolete? Cadê Zé Neguinho do Coco entre tantos outros grupos que fazem de Recife uma capital movimentada nos finais de semana nos bairros... Não acredito que estou em RECIFE".

Olhem a programação completa neste link:

Após esta reflexão publicada por mim no facebook da Prefeitura do Recife e em minha página, muita gente se colocou criticamente e se disponibilizou a ir até a Prefeitura conversar com a Fundação de Cultura sobre esta exclusão absurda. Os grupos, mestres e pessoas interessadas já estão se organizando para ir até lá. Espero que com esta ação, possamos ainda inverter esta situação que nos envergonha e nos alarma sobre a falta de respeito total com esta forma de cultura tão forte em nossa cidade. O coco, para muitos que não sabem, foi um dos ritmos e música mais cantados por Luiz Gonzaga. O que ele fez foi apenas colocar sanfona e dar outra vestimenta a ele, mas a forma estava lá... Portanto, de forma nenhuma se justifica  esta ausência dos grupos, mestres e mestras na programação do São João 2012, dizendo que estariam homenageando nosso querido Luiz Gonzaga e que o forró será o privilegiado ocupando todos os palcos e espaços. 


Para quem não sabe, a música Pisa no Pilão, é apenas uma dentre tantas outras músicas cantadas por Luiz Gonzaga que é coco, com outra roupagem.

Vergonha é uma boa palavra para simbolizar este momento para a cultura popular em Pernambuco!


Alexandre L'Omi L'Odò
Produtor Cultural e Músico Pernambucano
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Nova Casa, Novo Caminho de Odú, Vida Nova no Axé

Alexandre L'Omi L'Odò aos pés da Família de Pai Adão. Foto de Laila Santana.

Nova Casa, Novo Caminho de Odú
Vida Nova no Axé

Não poderia deixar de registrar este momento tão importante em minha vida aqui, compartilhando com os amigos e amigas. Hoje, dia 06 de Junho de 2012 dei mais um grande passo de mudança e fortalecimento no meu caminho de Odú, no culto aos Orixás, em minha vida religiosa junto a Oxum e Ògún.

Graças a Oxum, não entrei no candomblé por necessidades de doenças, falta de trabalho, azar, depressão ou problemas espirituais. Apenas fui levado por ela mesmo a me iniciar, sendo presenteado de forma grandiosa por ela que me deu tudo que precisei, e ainda um tanto mais para ajudar outras pessoas também a se iniciar. Ela própria me encaminhou. E também decidi assumir esta identidade religiosa por ter fé no axé, por ter fé na Jurema e por ter ancestralidade negra e indígena. E assim até hoje sigo, com muito respeito a tudo que se refere a estas religiões, me realizando completamente em ser integrante destes cultos, que me fortalecem e me dão a possibilidade de conhecer mais sobre mim mesmo nesta existência.

Desde bem jovem, 12 ou 13 anos, andei por  muitos lugares, conheci muitos universos e ainda vou conhecer outros infinitos, portanto sei selecionar o que pode me fortalecer e me fazer vibrar energia de construção coletiva para muito além do umbigo do terreiro que venha a participar... O candomblé e a Jurema pra mim não são religiões, são cosmovisões de mundo, são algo além do ritual e das receitas "mágicas", é um movimento político e ideológico, uma forma de viver fora do Ocidente cristão, estando dentro dele. É um oásis de vida. Por isso não quero uma religião para me tornar uma pessoa triste, preocupada, pesada, não livre. Quero uma religião para me dar alegrias e me ajudar a encontrar com meu eu e com meus ancestrais. Religião, para mim não é algo decisivo a ponto de me destruir ou fazer destruir por ela, o que de fato para mim é fundamental e vital é a consciência, o direito de me conhecer, de me respeitar e respeitar o universo que me circula. Gosto mesmo é de estar livre em minha fé, sem submissões desnecessárias, muito menos ter que compartilhar de ideologias e práticas que não identifico como sérias ou dignas para seguir ou compactuar. Portanto, meu caminho é estar comigo, e com o que acredito holisticamente.

Aos mais de 18 anos que participei de minha antiga casa de axé e de Jurema, o Ilé Oyá T'Ògún  que me acolheu durante todo este tempo tenho o mais profundo agradecimento. Lá pude aprender muitas coisas, e ensinar outras. Foram anos bons, de sonhos e alegrias, sobre tudo nos dez primeira anos. Mas chegou a hora de sair. De encontrar outros caminhos, de conhecer e aprender novas coisas no axé e na Jurema, de olhar o nagô mais de perto. Oxum demorou a me dar o sinal, mas enfim delegou a mim a égide de meu próprio destino, e a ela agradeço este direito natural meu.

Hoje mesmo adentrei as portas do Ilé Iyémojá Ògúnté, casa de tradição nagô do renomado babalorixá Malaquias Felipe da Costa, conhecido hoje como Ojé Bií, um Esá de grande força em nossa tradição pernambucana. Levei comigo todas as minhas insígnias e fundamentos, história e desejos. Lá fui acolhido pelo querido, a quem admiro muito, o sacerdote Paulo Braz Felipe da Costa - Ifátòógún, e pela sacerdotisa Mãe Lu de Iyemojá Ògúnté - Omitòógún, que juntos com sua comunidade fizeram todos os rituais de boas vindas tradicional do nagô. Me senti feliz, de olhos abertos, vibrando alegrias... Era hora, e Oxum fez-se presente para nos agraciar com seu axé grandioso de mãe que não abandona o filho nunca. Sempre soube que ela não deixaria de ouvir um filho para realizar os desejos de outrem. Axé iyá mi, adupé! Porém, Oxum há de olhar e vigiar, pelos desnecessários atos de vilipêndio sacerdotal cometidos por ventura contra ela e comigo.

A foto acima que gosto de intitular como "Aos pés do Nagô pernambucano" foi tirada no dia 06 de Dezembro de 2011 na ocasião da celebração da coroação do Rei e da Rainha do Maracatu Raízes de Pai Adão. O evento que foi produzido pelo Quilombo Cultural Malunguinho, teve como principal objetivo além das coroações e celebração religiosa, a congregação do povo de terreiro que compareceu para firmar esta união e momento histórico para nossa tradição pernambucana. A fotógrafa responsável por toda cobertura da coroação foi Laila Santana, que com muito carinho me concedeu esta fotografia que demarca para mim um momento de grande realização religiosa e de trabalho como produtor e coordenador geral de eventos. Na foto, respectivamente estão da esquerda para a direita: Pai Cicinho de Xangô (Obarindè), Pai Paulo Braz Ifátòógún (meu babalorixá), Mãe Zite de Oxum Ipondá e Mãe Lu de Iyemojá Ògúnté (minha Iyalorixá), todos filhos carnais de Ojé Bií (Sr. Malaquias Felipe da Costa) e netos consequentemente do famoso babalorixá Pai Adão, e Eu aos pés deles.

Não poderia deixar de agradecer aos amigos que me ajudaram nesta transição importante:

Obrigado a Oxum,Ògún, Exú, Orunmilá, Oyá, Iyemojá Ògúnté, Orixalá e Obá, por terem me sustentado todo tempo.

Obrigado a minha "trunqueira sagrada, por onde eu peço socorro" o Rei Malunguinho, dono também de meu destino na Jurema. Obrigado à Arranca-Toco, à Boiadeiro de Jurema, à Mestra Paulina da Rede Rasgada, à Meu Avô Silvino Paulo dos Santos e seu mestre que hoje anda comigo. Um obrigado especial ao mestre Mané da Pinga, do querido sacerdote Pai Mecias da Rua das Moças, que a um ano antes havia me dado o recado.

Obrigado aos amigos de verdade - João Monteiro que me ajudou a pensar sobre este processo. À Sandro de Jucá que na hora da necessidade confiou em mim e me acompanhou nesta guerra. À Arthur de Iyemojá, que foi comigo no terreiro me ajudar a pegar meus assentamentos para levar embora. Obrigado à Ana de Oyá, pelo apoio. Obrigado a Flávio de Exú, que afinado com Oxum, soube me dar o recado espiritual na hora certa. Obrigado à Marcelo Nêgo de Brasília, por ter me dado também o recado espiritual na hora certa. Obrigado a Dona Dora, por ser uma juremeira forte e de ciência ao meu lado. Obrigado à Juliana Bison, por ter me apoiado também. Obrigado a Leandro de Xangô por ter acompanhado o processo. Obrigado ao queridíssimo professor Jayro Pereira de Jesus por todo apoio ideológico e filosófico. Obrigado à Mano, meu padrasto e axogun do terreiro, por ter conversado comigo sobre o assunto de forma acolhedora, e obrigado à mim, por ter confiado em mim para poder mudar o que não estava certo. Axé, axé e axé.

Salve a fumaça e a Jurema!


Alexandre L'Omi L'Odò
Iyawò e juremeiro
alexandrelomilodo@gmail.com

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Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!