quarta-feira, 28 de abril de 2010

Festa da lavadeira

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Livro É do coco, é do Coqueiro

Foto da capa do Livro É do Coco, é do Coqueiro.

É DO COCO, É DO COQUEIRO

Fotógrafos Fred Jordão e Roberta Guimarães lançam livro que revela a variedade do uso do coco e do coqueiro na cultura pernambucana

Com o intuito de abordar a forte presença cultural, em Pernambuco, do elemento natural Cocos nucifera L, popularmente conhecido como coqueiro, os fotógrafos Fred Jordão e Roberta Guimarães lançam o livro de imagens “É do coco, É do coqueiro”, realizado com o patrocínio do Governo do Estado de Pernambuco, através do Funcultura. O lançamento acontece no dia 28 de abril, na Torre Malakoff, a partir das 19h.

À exceção do prefácio, assinado pela presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo, os textos que compõem a obra são do antropólogo e museólogo Raul Lody, curador da Fundação Gilberto Freyre. O especialista discorre sobre a presença do coqueiro, desde sua chegada com os portugueses até a incorporação, pela cultura local, de todos os materiais provenientes tanto da palmeira quanto de seu fruto. O resultado dessa inclusão é a criação de vários subprodutos, tais como o doce de coco, a cocada, a construção de casas com telhado de palha de coqueiro, a elaboração de objetos de arte e artesanato a partir da madeira e da palha, entre outros.

A coordenação editorial do livro “É do coco, É do coqueiro” ficou por conta da Relicário Produções, de Carla Valença, que tem produzido obras de significativa importância para a cultura pernambucana, a exemplo dos livros “Outros Carnavais”, da ilustradora e designer Joana Lira e “José Cláudio – Vida e Obra”, do pintor José Cláudio.

Durante o coquetel de lançamento de “É do coco, É do coqueiro”, haverá projeção das imagens que compuseram a pesquisa e apresentações do cantador, repentista, músico e compositor, Mestre Galo Preto e do poeta popular e repentista, Adiel Luna.

CULTURA ANTROPOFÁGICA - Apesar de não ser original do litoral brasileiro, – o coco é proveniente da Ásia – o fruto adaptou-se tão bem à paisagem e ao cotidiano do Nordeste que já foi incorporado ao imaginário do nativo como um elemento da terra. Buscando registrar a diversidade de usos do coco e do coqueiro em nossa vida, Fred Jordão e Roberta Guimarães, realizaram uma pesquisa imagética que aborda a utilização dos mesmos na gastronomia, na arquitetura, no artesanato, nas artes plásticas, na música e na dança, além da sua forte presença na paisagem do litoral.

O trabalho propõe a criação de uma estética tropical elaborada a partir presença desse elemento da natureza, que se tornou símbolo capaz de costurar uma identidade da cultura pernambucana do litoral. O projeto gráfico foi desenvolvido pelos sócios proprietários da Zoludesign, Aurélio Velho e Luciana Calheiros. O livro teve uma tiragem de 1.500 mil exemplares e será vendido, na noite de lançamento, pelo valor de R$ 50,00. Posteriormente, a obra poderá ser adquirida nas principais livrarias da cidade pela quantia de R$70,00.

SOBRE OS AUTORES

FRED JORDÃO (45), fotógrafo profissional, jornalista.Pós-graduado em Economia da Cultura. Desenvolve pesquisa na área de conservação de arquivos iconográficos e projetos de editoração de livros fotográficos. Atua há 25 anos como fotógrafo e possui vasto banco de imagens da região Nordeste do Brasil.

Roberta Guimarãe fotografando o Mestre Galo Preto. Foto: Alexandre L'Omi L'Odò.

ROBERTA GUIMARÃES (46), jornalista, fotógrafa profissional. Cursou o Instituto Superiore di Fotografia (Roma). Especializou-se em Estudos Cinematográficos (Unicamp). Recebeu a medalha de prata no Interpress Photo (2001), na categoria “man and life”. Possui vários livros publicados.

RAUL LODY (58), antropólogo e museólogo. Curador da Fundação Gilberto Freyre (Recife); Curador da Fundação Pierre Verger (Salvador); Curador do Instituto de Arte e Cultura do Ceará – Dragão do Mar (Fortaleza); Curador do Instituto Carybé (Salvador). Membro da Academia Brasileira de Belas Artes. Sócio do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Autor de vasta produção na área de cultura brasileira.


CONTATOS

Fred Jordão – (81) 9132-7788

Roberta Guimarães – (81) 9132-7758

Carla Valença (Coordenadora Editorial) - (81) 3226-2366/ (81) 9232-5850

Edgard Homem (Assessoria de Imprensa) - (81) 9904-0659

Xavana Celesnah (Assessoria de Imprensa) - (81) 8718-3314

SERVIÇO

Lançamento do Livro “É do coco, é do coqueiro”

Onde: Torre Malakoff

Quando: 28 de abril, quarta-feira

Hora: 19h

Show: Mestre Galo Preto


Mestre Galo Preto. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.

Um show de coco para quem quer saber sobre o que é coco de verdade!
O Mestre Galo Preto promete levar o melhor do coco de repente, da embolada e do samba do mato para este lançamento ao qual foi convidado especial.

Alexandre L'Omi L'Odò
Produção do Mestre Galo Preto.
81 8887.1496
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 17 de abril de 2010

Bombadeiras. Um documentário que ninguém pode deixar de assisitir!

Bombadeira (subtitle in english) from Universidade Livre Feminista on Vimeo.

Em 75min e 58seg (uma hora, quinze minutos e cinquenta e oito segundos), você poderá conhecer a realidade do dia a dia de travestis em Salvador. Vale a pena esperar carregar o vídeo todo, pois o conteúdo deste audiovisual nos traz a mais profunda realidade vivenciada pelos transexuais que em busca da liberdade de sua imagem física de homem, ilegalmente aplicam silicone industrial em seus corpos para conseguir uma estética semelhante a de uma mulher.

Cenas fortes da aplicação do silicone e outras falas reveladoras deste universo, nos trazem a possibilidade de entendermos um pouco mais da vida, do dia a dia, dos desejos, dos sonhos e da realidade do que é ser travesti em um país machista e cheio de ódio sexual.

Quem quiser desmistificar seus preconceitos, desintegrar a mentalidade machista contida em si, não pode deixar de ver e discutir este filme, que teve uma produção muito interessante e merecedora de críticas positivas. Os jornalistas e produtores do filme foram muito corajosos em abordar tão profundamente este tema que tem em seu entorno o peso da discriminação e o desrespeito a liberdade do outro.

Bombadeiras

Assim são chamadas as travestis que transformam o corpo de suas clientes com aplicações clandestinas de silicone (geralmente silicone industrial ... não permitido para uso em seres humanos). Este universo simbólico de morte e renascimento, em que um ciclo de vida se encerra para permitir a iniciação de outro, é desvendado pelo diretor Luis Carlos de Alencar em seu documentário BOMBADEIRA, registrando o mito das "madrinhas" no imaginário da travesti, e sua importância na construção de uma identidade de gênero.


Um rito de passagem dramático e doloroso. Por vezes, a prática clandestina torna-se o único ou o mais acessível modo de se conseguir o corpo feminino idealizado. As aplicações são feitas nas nádegas, seios, às vezes no rosto, nos joelhos.

As bombadas. Quem são? Como vivem? O que desejam? Luis Carlos de Alencar mostra afazeres domésticos, cotidianos em casas e pensões, relacionamentos conjugais e preocupações estéticas de um grupo de travestis da cidade de Salvador. Através de uma sucessão de depoimentos surpreendentes, ternos, apaixonados, o filme mergula nesse universo e revela um lado da realidade pouco conhecidodas travestis, e os entraves segregadores que sofrem na vida social.

Direção e argumento: Luis Carlos de Alencar. Produção: Singrea Produções. Co-produção: Grifo.doc. Edição: Fernando Oliveira. Direção de fotografia: Fernando Oliveira e Pedro Léo. Fotografia adicional: Kau Rocha. Assistente de direção: Cely Leal e Patrícia Freitas. Projeto Gráfico. Patrícia Simplício. Trilha Sonora> Glaucus Linx. Assistente de produção: Daiane Tavares. Produção Executiva: Luis Carlos de Alencar

ANO 2007
Patrocínio: Petrobras.
Ministério da Cultura - Governo Brasileiro

Entrem no link e veja a postagem original: http://vimeo.com/6653323

Alexandre L'Omi L'Odò

alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cordel Malunguinho Histórico Divino

Imagem da capa do cordel Malunguinho Histórico Divino

Cordel Malunguinho Histórico Divino


NO BRASIL OS AFRICANOS

ENFRENTARAM A VIOLÊNCIA

APONTARAM AS ESTRATÉGIAS

DE LUTA E DE RESISTÊNCIA

E ASSIM ABRIRAM CAMINHO

PARA A PRÓPRIA INDEPENDENCIA


NÃO SE LIMITARAM AS FUGAS

NEM SÓ AS INSSURREIÇÕES

AS PRÁTICAS DE SUICÍDIO

E OUTRAS NEGOCIAÇÕES

NA BUSCA DE LIBERDADE

GANHARAM REPERCUSSÕES


NA CONDUÇÃO DAS REVOLTAS

CADA NEGRO ERA UM GUERREIRO

FORAM ADAPTANDO A ÁFRICA

AO MOMENTO BRASILEIRO

E ABALANDO AS ESTRUTURAS

DO PERVERSO CATIVEIRO


NÃO ERA SÓ REAÇÃO

A OPRESSÃO ESCRAVISTA

A TRADIÇÃO CULTURAL

ASSOCIADA A CONQUISTA

ENFRAQUECENDO OS PILARES

DO PENSAMENTO RACISTA


AO INVÉS DE ESCONDERIJO

HISTÓRICO - TRADICIONAL

A FORMAÇÃO DE QUILOMBO

VIROU REFERENCIAL

DA IDENTIDADE NEGRA

E DE POLÍTICA SOCIAL


FOI NO SÉCULO DEZESSETE

O AUGE DA ESCRAVIDÃO

ÁFRICA, EUROPA E AS AMÉRICAS

O EIXO DA EXPLORAÇÃO

QUANDO OS QUILOMBOS SURGIRAM

PREGANDO ORGANIZAÇÃO


TANTO EM CONGO COMO ANGOLA

LUTAM EM VÁRIAS ESCALAS

LUNDAS, KONGOS, MBUNDUS

OVINBUNDOS,IMBANGALAS

SE PROTEGERAM EM QUILOMBOS

DA DUREZA DAS SENZALAS


MARCARAM ESSAS REGIÕES

CONFLITOS PELO PODER

MIGRAÇÕES POR TERRITÓRIOS

CISÕES PUDERAM FAZER

E AS ALIANÇAS POLÍTICAS

PRO MOVIMENTO CRESCER


QUILOMBO É DE ORIGEM BANTU

MAS FOI APORTUGUESADO

PALAVRA DA LÍNGUA UMBUNDU

TEM SEU SIGNIFICADO

NA LIGAÇÃO DO PRESENTE

AOS RITUAIS DO PASSADO


OS QUILOMBOS ACEITAVAM

HOMEM MULHER E CRIANÇA

NEGRO, INDÍGENA E BRANCO

POBRE QUE CLAMAVAM POR MUDANÇA

E NOS PADRÕES SENHOR-ESCRAVO

NÃO TINHAM MAIS CONFIANÇA


ERA UMA ASSSOCIAÇÃO

QUE A TODOS DA HOSPEDAGEM

TRANSFORMAVA EM SUPER-HOMEM

QUALQUER NÍVEL DE LINHAGEM

PRESTANDO SOCORRO AS VÍTIMAS

DA BURGUESIA SELVAGEM


NO QUILOMBO NÃO HAVIA

DIFERENÇA DE TERRENOS

MESTIÇAGEM BIOLÓGICA

GRANDES MÉDIOS NEM PEQUENOS

E A ARMA DO INIMIGO

ERA O QUE CONTAVA MENOS


PRATICAVAM AGRICULTURA

USAVAM FOGO NA BROCA

O MILHO, O SORGO, A BATATA,

AMENDOIM, MANDIOCA,

O QUE NÃO IA AO COMÉRCIO

SERVIA PARA FAZER TROCA


INHAME, BANANA E TARO

TRILHARAM O MESMO CAMINHO

CERVEJA DE MILHO E SORGO

DA RÁFIA FAZIAM VINHO

TUDO EM COLETIVIDADE

QUE NINGUÉM CRESCE SOZINHO


OUTROS NOMES DO QUILOMBO

MOCAMBO QUE HOJE É FAVELA

PALENQUE EM CUBA E COLOMBIA

CUMBE NA VENEZUELA

TODOS CORRERAM PERIGO

NENHUM SAIU SEM SEQUELA


FICARAM PRÓXIMO AOS ENGENHOS,

CAMPOS, PEDRAS PRECIOSAS

MANTIVERAM SEUS COSTUMES

E AS AÇÕES RELIGIOSAS

AS IRMANDADES DE NEGRAS

SAIRAM VITORIOSAS


FORAM TODOS PERSEGUIDOS

PELOS CAPITÃES-DO-MATO

DA SOCIEDADE O ÓDIO

DA POLÍCIA O APARATO

PRA CADA FORMA DE LUTA

TINHA UM TIPO DE MAU TRATO


CONTARAM COM O APOIO

DOS ESCRAVOS LUTADORES

ÍNDIOS E COMERCIANTES,

PEQUENOS AGRICULTORES

E OS IDEAIS MAGNÍFICOS

DOS HEROIS LIBERTADORES


A NOTÍCIA DOS QUILOMBOS

NAS TERRAS DOPERNAMBUCO

CAUSOU TRANSTORNO EM OLINDA

DEIXOU RECIFE MALUCO

E DEU CALAFRIO NOS DONOS

DO SISTEMA JÁ CADUCO


O NEGRO ATUAVA COMO

MOLEQUE, AMA E CASEIRO,

GUARDA-COSTA, COZINHEIRA

MUCAMA, BÁ E COCHEIRO

OU FUGIA PRO QUILOMBO

OU MORRIA EM CATIVEIRO


OS QUILOMBOS SE INSTALAREM

NA ÁREA DA MATA NORTE

CONVIVERAM COM DESPEJOS

ATAQUE, EMBOSCADA E MORTE

CATUCA FOI O MAIS ESPERTO

MALUNGUINHO ERA O MAIS FORTE


DO RECIFE ATÉ ALHANDRA

CORTARAM TODO CASCALHO

DE ITAPISSUMA A VITÓRIA

DE SÃO LOURENÇO A PAUDALHO

PRA FORMAR FOI ESPONTÃNEO

PRA DERRUBAR DEU TRABALHO


OUROS QUILOMBOS MENORES

PAU PICADO E TERRA DURA

COVA DA ONÇA EM OLINDA

ZUMBI NO BAIRRO DO IBURA

OS COITOS EM LIMOEIRO

TODOS SOFRERAM TORTURA


OS LÍDERES SÃO JOÃO PATACA,

JOÃO BAMBA E MANOEL GABÃO

JOÃO BRABO, MANOEL GALO,

JOÃO MIGUEL E OUTRO JOÃO

CAETANO E MOÇAMBIQUE

COMBATERAM A REPRESSÃO


RAIMUNDO, ANGICO, MOLENGA

PAIVA, BRABO, CARUMBÁ,

CAMPONA, OLANDA, MOBUNGA,

PAULO, ANTONIO CABUNDÁ

VALENTIM, QUINTO E DOMINGOS

JOÃO BATISTA E CACARÁ


CINCO MULHERES GUERREIRAS

COMEÇANDO POR MARIA

DEPOIS DESSA GENOVEVA

ANTONIA, ANA E LUZIA

SE DESTACARAM NA BRIGA

PELA CARTA DE ALFORRIA


NO COMBATE AOS QUILOMBOLAS

SE UNIRAM A SOCIEDADE

O ESTADO IMPERIAL

OS PODERES DA CIDADE

JOGARAM SUJO E PESADO

CONTRA A LUZ DA LIBERDADE


PRA REPRIMIR OS QUILOMBOS

AQUI CRIARAM A POLÍCIA

COMPANHIAS MILITARES

UM ESQUEMA DE MILÍCIA

SOBRE CONSCIÊNCIA NEGRA

NÃO PODIA TER NOTÍCIA


ORDENANÇAS FILIPINAS

O JUIZADO DE PAZ

A GUARDA NACIONAL

OS COMANDOS DISTRITAIS

MASSACRARAM O POVO NEGRO

IMPLANTANDO AS LEIS BRUTAIS


QUASE 300 QUILOMBOS

TODOS FORAM EXTERMINADOS

NOS MANGUES, NAS CAPOEIRAS,

NOS MORROS, NOS ALAGADOS

JOÃO BATISTA FOI O ÚLTIMO

DOS CHEFES SACRIFICADOS


MALUNGUINHO INDA RESISTE

NA CULTURA POPULAR

COMO EXU, MESTRE, CABOCLO,

REI DAS MATAS SECULAR

NO RITUAL DA JUREMA

É PRIMEIRO A ENTRAR


ESSA É A GRANDE VERDADE

QUE O BRASIL DEVE SABER

FIZ A DEFESA DOS POBRES

BANIDOS PELO PODER

E A DA CLASSE DOMINANTE

QUEM QUISER PODE FAZER


Cordel de ANTÔNIO LISBOA- Poeta Cordelista


________________________


Posto aqui na sua integridade o cordel Malunguinho Histórico Divino, do poeta Antônio Lisboa, que foi um produto de pesquisa feita por João Monteiro e o Quilombo Cultural Malunguinho nos seis anos de trabalho e afirmação da memória e luta do líder negro Malunguinho em Pernambuco para ser um material didático e pedagógico público e de fácil acesso.


Com a pesquisa também de Valéria Costa e produção de Mísia Coutinho este projeto foi aprovado no SIC da Prefeitura Municipal do Recife em 2008 e teve patrocínio do Hospital Santa Joana.


Com sofisticação, o material é lindo de se ver e o texto relata a luta dos negros por liberdade no século XIX no quilombo do Catucá, liderados pelo eternizado no culto da Jurema Sagrada, Malunguinho. Com as fotos de Douglas Fagner e produção executiva de Alexandre Veloso, este cordel inova na estética criativa que foi pensado por Mísia Coutinho.


Democratizo aqui este texto que imprime a alma do povo negro nordestino, pois fala de coisas de luta na linda e inteligente linguagem do cordel.


*Para conseguir exemplares do Cordel, nos liguem no fone 55 81 8887-1496 (L'Omi) ou 55 81 8649-8234 (João Monteiro) ou entrem em contato no email quilombo.cultural.malunguinho@gmail.com


Boa leitura e divulguem.


Mesa de Jurema com os Três Reis Malunguinhos firmados. Foto: Alexandre L'Omi L'Odò.


Alexandre L'Omi L'Odò

Quilombo Cultural Malunguinho

Coordenação Geral

alexandrelomilodo@gmail.com

81 8887-1496

sábado, 10 de abril de 2010

Rosa, para Poliny

Poliny e eu.

Rosa


Insígnia de tempo atroz

Vermelha, olha no escuro

Caminha os passos invisíveis do agora

Enfeita-me com teu charme

Dei-me rosas vermelhas em seu quase pescoço idílico

Empírico segredo no fundo dos teus olhos.


Compões um símbolo dialetal

Risos e face de outro mundo

Estranha forma de deitar em minha íris

Cobertores em ti

Folhas de sossego, por vezes, vi, em você

Caindo sem estarem secas

Maduras meninas

Dos olhos por vezes perseguiu-me dentro de mim,

Sozinha sem saber.

Perdida quase

Sorrindo quase...


Nas veias das árvores moram teus segredos

Caminham por dentro da terra

Adormecem com a lua

Semeia a luz com furtos de momentos

Momentos teus

De segundo em segundo cegando o passado

Morrendo no presente

Orgástica lírica de mulher.


Em teus dedos moraram eus em segundos às vezes...

Por vezes estive com você sozinho no âmago

Naquele momento esquecível

Dourado e vermelho

Mulher e sem medo

Da cor de um olhar dentro d’alma

Um cheiro de insensatez,

Minha língua prolixa

Fala pra tu, rosa clara

Insígnia secreta que descobri o código

A gaveta fechada

Em minhas mãos está a chave

O acordar, on the on!


Nem de cachos e fugazes Recifes

Nem de tu

Nem de flores outras...


És a Rosa Vermelha do mar quebrado

Do forte som estridente do sorriso do mar

As águas doce mel, derretendo nas pedras viris do peito da cidade

Nas luzes

Nos lugares

Rosa que cheira

Sem sentir a força

Do jeito menino

De onde tenho segredos

Nas águas que quero te regar.


Alexandre L’Omi L’Odò.

30/11/2009.


Para Poliny, uma inspiração minha.


________________________

*Inicio aqui uma série de publicações de poesias minhas.

Começar com Rosa, poesia feita para Poliny, esta fotógrafa, que muito me inspira e desperta, é um prazer imensurável, pois esta poesia é uma das que mais gosto.


alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A História de Oxum e Ogun, uma recriação moderna do Itan



A História de Oxum e Ogum, "The Story of Oshun & Ogun" tem 3 minutos de duração. É uma animação piloto sobre a África Yoruba baseada na fábula de como a pequena Oxum, que representa o amor, a sedução, a doçura, conseguiu tirar Ogum de onde ele se escondia, e que, como entidade do ferro, das máquinas e tecnologias, colocasse ordem no mundo. Trata-se de um piloto para uma série animada, “O Poder da Força 5” (Power Force 5) que busca dar uma nova forma ao folclore africano. Serão 5 heróis adolescentes: Oxum, Ogum, Xangô, Oyá e Exu, que são poderosas forças da natureza.

Eles usam seus super poderes para ajudar a humanidade, mas como são apenas adolescentes, os seus dramas pessoais podem às vezes atrapalhar. O filme utiliza cenários urbanos, músicas hip hop/ reggaeton, narração e diálogos para contar cada história. Cada episódio será basicamente completo, mas cria um suspense no final para 'amarrar' a audiência para o próximo episódio. Veja amostra da animação através do site http://www.powerforcefive.com/ e a partir dele, o link do You Tube.

Fonte: FOESP
Contatos: carolmayes@yahoo.com


Texto original em inglês

WHO ARE THE

POWER FORCE 5?

POWER FORCE 5: THE STORY OF OSHUN & OGUN

"The Story of Oshun & Ogun" is a 3 minute animation pilot telling the West African Yoruba based fable of how little Oshun, who represents love, seduction and sweetness, brought the powerful Ogun, entity of iron, machines & technology, out of hiding to restore order to the world..

This is the pilot for an animated series, "Power Force 5" which updates African folklore in a contemporary way. Our five teenage heroes: Oshun, Ogun, Chango, Oya, and Eshu are powerful forces of nature. They use their superpowers to help mankind but since they are still teens, their own personal dramas can sometimes get in the way.

"Power Force 5" uses urban settings, hip hop/ reggaeton music, narration and dialogue to tell each story. Each episode will be primarily self-contained but with a "cliffhanger" ending to compel the audience to watch the next episode. Written for a teen to young adult audience, "Power Force 5" the series, is designed for wireless device download and webcast, but can also be broadcast as interstitial episodes, airing between regular television programming.

Characters from Yoruba folklore are widely known throughout Europe, the Americas, the Caribbean as well as in Africa, as part of the culture and folklore of the African Diaspora. "Power Force 5" would present this culture to those who are familiar and to those who aren’t, in an entertaining way. The worldwide popularity of these characters, as well as the hip/hop setting for the stories, encourages international appeal and can be translated into several languages including French, Spanish, and Portuguese,.

POWER FORCE 5

The Story of Oshun & Ogun

Created by: Carol Mayes & Paul Collins

Funded by National Black Programming Consortium
NBPC
http://www.nbpc.tv/btn

_______________

Publico a interessante criação americana sobre a história dos Orixás Ògún e Osún, Realmenet é uma releitura muito interesante do Itan.

Assistam e deixem comentários se gostaram.

Alexandre L'Omi L'Odò.

aleaxndrelomilodo@gmail.com

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Quilombo Cultural Malunguinho

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Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!