segunda-feira, 22 de maio de 2017

Fora Temer! Diretas Já! O Povo de Terreiro tem que ir às ruas!

Alexandre L'Omi L'Odò. Foto tirada dia 1° de Abril de 2016 em Brasília. Foto: Acervo pessoal.

Fora Temer! Diretas Já!
O Povo de Terreiro tem que ir às ruas!

Não há como, nós, Povo de Terreiro, nos omitirmos desta luta pela democracia. Compomos o lado da população que herdou a senzala e que ainda vive sob o peso da opressão da Casa Grande. Temos que acordar e fazermos uma reflexão ampla sobre nosso lugar na sociedade. 

Assim como lutaram Malunguinho, Zumbi, Dandara, etc. Devemos lutar também. É nosso papel termos consciência negra e entendermos o racismo. 

Vejo ainda muitos babalorixás e iyalorixás, juremeiros e juremeiras sem ter esta percepção. Vejo pessoas da religião apoiando a direita e o golpe. Isso é um total absurdo. Esta posição prova que a pessoa não tem noção histórica nenhuma e que não consegue ampliar sua concepção crítica sobre as coisas. Vamos acordar mesmo, é hora de luta! É hora de revolução!

Sou forjado na luta de meus ancestrais. O sangue que eles derramaram para que eu estivesse aqui hoje continuando esta luta, merece respeito! Todos eles foram mortos e violentados pela sociedade branca e capitalista judaico-cristã. Não podemos nos omitir ou reproduzir o discurso dos opressores. Temos que nos levantar contra a ignomínia deste governo ilegítimo e derrotá-lo. 

Levantemos nossas cabeças! Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com  

terça-feira, 2 de maio de 2017

Malunguinho ganha mais uma Dissertação de Mestrado


Malunguinho ganha mais uma Dissertação de Mestrado 

Malunguinho ganha mais uma Dissertação de Mestrado sobre si e sua relação com a educação. Este é um motivo de alegria!

Com o título "Lei 11.645/08: uma análise análise da práticas curriculares em uma escola Municipal do Recife desde o Mito de Malunguinho", a mestranda Emeline Melo defenderá sua pesquisa publicamente na UFPE no dia 04 de Maio de 2017.

Este é um momento de muita felicidade pra nós que fazemos o Quilombo Cultural Malunguinho, instituição que há 15 anos luta pelo fortalecimento da Jurema Sagrada e da Divindade e personagem histórico Malunguinho, único líder quilombola a ser deificado no Brasil.

Vamos estar presentes e convidamos todas todos.

Data: 04/05/2017
Horário: 14h
Local: Centro de Educação da UFPE. Sala 31 do PPGE.

COMPARTILHEM.
Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Intolerância Religiosa: Direito de ir, vir e seguir suas crenças sem desrespeito

 Alexandre L'Omi L'Odò em frente ao Terminal Integrado Xambá. Foto de Rafael Martins/DP.

Direitos Humanos
Intolerância Religiosa: Direito de ir, vir e seguir suas crenças sem desrespeito

Marcionila Teixeira
Matéria impressa do Diário de Pernambuco, 
Sab. e Dom. 15/10/2016. Caderno 3, páginas 3.1, 3.2 e 3.3.

Uma regulamentação do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife (STPP/RMR) proíbe a atividade de vendedores ambulantes dentro dos veículos, assim como qualquer usuário falar em voz alta, seja para vender, anunciar, pedir ou pregar religiões. Se a regra fosse cumprida como deveria, o sacerdote da jurema Alexandre L’Omi L’Odò não teria vivido uma cena constrangedora dentro de um ônibus da linha TI Xambá, no Terminal Integrado de Xambá, em Olinda. O caso aconteceu em junho e foi parar no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) depois de uma grande repercussão nas redes sociais. Quatro meses se passaram e ainda não houve conclusão.

Era noite quando Alexandre entrou no coletivo com um amigo com destino a Água Fria, no Recife. Dentro do ônibus, um vendedor de açaí começou a fazer uma pregação evangélica, citando, inclusive, a existência de um terreiro de macumba atrás da estação, o Xambá, comandado por um “negão pai de chiqueiro”, referindo-se ao babalorixá Ivo de Xambá.

Nesse momento, Alexandre, que é do Centro Cultural Malunguinho e estudante do mestrado em Ciências da Religião da Universidade Católica de Pernambuco, sentiu-se ofendido e reagiu, argumentando sobre desrespeito. “O MPPE me comunicou que já acionou o Grande Recife e que estão aguardando o tempo para ter audiência e conversa sobre o fato. No momento, só posso esperar, pois o lado acionado tem um prazo para se pronunciar”, lamenta Alexandre.

Digitalização da matéria impressa. Diario de Pernambuco 15/10/2016. Caderno 3, páginas 3.1, 3.2 e 3.3.

Segundo o Grande Recife, cabe aos motoristas solicitarem que as pessoas flagradas desrespeitando o regulamento se retirem. Quando são flagradas pelos fiscais, as empresas são autuadas. Em nota, o consórcio disse ter solicitado ao MPPE uma extensão no prazo da resposta. “O pedido foi necessário devido ao primeiro entendimento do órgão, que a princípio pensou se tratar de comércio informal dentro do veículo. No decorrer da ação, foi constatado que se tratava de intolerância religiosa, tema do qual o Grande Recife não tem competência”.

Uma das fundadoras do Comitê Nacional de Diversidade Religiosa, Marga Ströher orienta as vítimas a se defenderem. “A intolerância e o racismo muitas vezes são naturalizados e aceitos passivamente, apesar do enorme sofrimento que provocam”, reflete.

Para acessar a matéria no site do jornal, visite: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2016/10/17/interna_vidaurbana,670422/direito-de-ir-vir-e-seguir-suas-crencas-sem-desrespeito.shtml  


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Publico só agora esta matéria em meu blog devido a não tê-la achando anteriormente no site do Jornal Diario de Pernambuco. Compartilho este texto super digno da jornalista Marcionila Teixeira para que fique-se sabendo que os processos de intolerância religiosa são muito violentos contra o povo de terreiro. Temos que reagir e nos impor perante este tipo de opressão. O Ministério Público ainda não resolveu o caso. Ainda estou buscando soluções para o crime que sofri. Com fé na Jurema Sagrada vamos vencer! Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Malunguinho e a Ciência das Crianças

Desenho feito por Alexandre L'Omi L'Odò e pintado pela criança Alanna Tozer.

Malunguinho e a Ciência das Crianças

Hoje recebi um presente muito lindo da querida Alanna Tozer, criança linda e cheia de sensibilidades. Este desenho de Malunguinho me encheu de amor o coração. 
Para mim soou como um sinal de que estamos certos nos caminhos da luta pelo fortalecimento da Jurema Sagrada. Se uma criança deseja pintar e insiste que eu conte histórias sobre Malunguinho para que ela crie e colora, isso significa que pra ela, ele é importante, e em seu imaginário e sentimento já habita um carinho e admiração por esta divindade de luta do povo negro e indígena.
Desenhei esta imagem. Ela foi pintada nas cores de Malunguinho (verde, vermelho e preto) e trouxe alguns de seus símbolos e signos.
Este ano o Kipupa Malunguinho terá muitas novidades. Uma delas, que eu já posso revelar, é o espaço especial para crianças da Jurema. Este pensamento já me habitava há muito tempo, mas com a realização do I Encontro Nacional de Crianças de Axé, realizado pelo, e no, Ilé Àse Òrìsànlá Tàlábí, me fortaleceu a vontade de fazer, e, vamos realizar juntos uma ação coletiva e interativa exclusiva para crianças juremeiras. Vai ser lindo. 
O desenho surgiu a partir do caderno de desenhos presenteado às crianças que participaram do encontro acima citado. Mas nele não tinha Malunguinho, daí me foi carinhosamente pedido que ele também estivesse ali, entre os desenhos de Orixás, caboclos e pretos velhos. Assim foi feito e levou nota 10 a pintura.
Muito lindo ver brotar da inocência de uma criança a ciência, e o amor à Jurema Sagrada e suas referências. 
Sobô Nirê Mafá! Malunguinho sabe o que faz!
Chega logo 24 de Setembro de 2017!  
Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Mãe Biliu de Manoel do Ororubá, uma pérola da Jurema Sagrada

Mãe Biliu de Manoel do Ororubá, juremeira de 102 anos (em 2008 nesta foto). Foto: Acervo do II Encontro da Rede de Mulheres de Terreiro de PE.

Mãe Biliu de Manoel do Ororubá, uma pérola da Jurema Sagrada

Um raro registro da grande juremeira Mãe Biliu de Manoel do Ororubá (seu caboclo e guia maior).Ela neste registro estava com 102 anos de idade e mais de 90 anos de Jurema.
Esta fotografia foi tirada no II Encontro de Mulheres de Terreiro de Pernambuco, provavelmente pelos idos de 2008.
Estive presente nessa homenagem que aconteceu no Nascedouro de Peixinhos, aqui no bairro onde moro. A querida militante Vera Baroni foi quem me mostrou o álbum deste lindo encontro. 
É emocionante ver tantas pessoas nas fotografias que não estão mais com a gente na caminhada da vida terrena... Sabemos que estas grandes mestras viraram estrelas de luz no "Alto da Jurema" e que nos guiam na luta. Contudo, sua ausência nos dói pela perda dos saberes de tantos anos acumulados e do convívio leve e gostoso de suas conversas e atos.
Nesse dia, todas e todos os presentes no evento bateram cabeça pra ela. Muitos mais velhos receberam seus Orixás no momento. Foi histórico. Só quem viveu este momento que sabe o tamanho da beleza que foi. Eu e Vera ontem conversamos muito sobre isso. Vendo fotos e lembrando de coisas lindas que aconteceram neste dia de união de nosso povo.
Esta foto é uma fotografia da própria fotografia do álbum. Seu autor original não sei quem foi. Nem Vera Lembra.
Quem quiser ver mais sobre Mãe Biliu assista o lindo documentário de Joanah Flor - A ciência dos Encantados: https://www.youtube.com/watch?v=6qGode84uKU&t=41s
Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 30 de abril de 2017

Egbomi Vanda Machado, meu breve encontro com a sabedoria negra afrocentrada

Egbomi Vanda Machado e Alexandre L'Omi L'Odò. Foto de Ana Klyssya Tozer.

Egbomi Vanda Machado, meu breve encontro com a sabedoria negra afrocentrada

Eu disse a ela: Vanda Machado, sua contribuição no desenvolvimento do Povo de Terreiro no Brasil é indelével e enorme... Ela riu e disse que "tem muito o que fazer ainda, pois nosso povo ainda precisa muito de novos caminhos". 

Essa linda filha de Oxum, egbomi do Axé Opô Afonjá de Salvador, é uma professora exemplo na afrocentralidade na educação para crianças e adolescentes de terreiro. Fundou a primeira instituição de ensino dentro de uma casa de axé no país, junto com Mãe Stela de Oxóssi - a Escola Eugênia Ana dos Santos - Obá Bií -. Seu mestrado e doutorado são grandes textos de como educar na diversidade. Sua trajetória é imensa e bela. Ela simplesmente é histórica! 

Um orgulho poder dividir dias ao lado desta mestra. Ela é um patrimônio de nosso povo e devemos saudá-la com as devidas honrarias. 

Kolofé Mãe Vanda Machado, a senhora é Mourão que não bambeia! Obrigado por tudo.

* Lembrança do I Encontro Nacional de Crianças de Axé.

Foto de Ana Klyssya Tozer.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O milagre de Iyemojá Ògúnté Mi - O Peixe Boi e a celebração da natureza

Memorial do milagre do Peixe Boi. Arte Alexandre L'Omi L'Odò.

O milagre de Iyemojá Ògúnté Mi - O Peixe Boi e a celebração à natureza

Na data de 12 de Dezembro de 2015 (data da festa de Iyemojá em nosso Ilé Iyemojá Ògúnté), tivemos a maior das confirmações da natureza. Ao entregar a Panela de Iyemojá ao mar, um lindo e enorme peixe-boi veio nos saudar na beira do mar e ficou pertinho de nossa mãe Ògúnté... Foi a maior prova que ainda existe Orixá na terra, que ainda existe axé e pureza em nossa religião. 

Registro do aparecimento do Peixe Boi na madrugada do dia 12 de Dezembro de 2015 na beira mar da Praia de Olinda (por detrás dos Correios no Carmo). Na foto o irmão de axé Cristiano de Iyemojá. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.

Registro do aparecimento do Peixe Boi na madrugada do dia 12 de Dezembro de 2015 na beira mar da Praia de Olinda (por detrás dos Correios no Carmo). Na foto o irmão de axé Cristiano de Iyemojá. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.

Ele veio receber o presente e encaminhá-lo para a grande mãe Iyemojá. Acompanhou a oferenda que foi levada de barco até o fundo do mar e voltou para nos abençoar com seu carinho. Foi uma cena memorável e de puro encanto. Só quem vivenciou este momento guardará consigo o tamanho da força e beleza que teve. Um animal extremamente dócil... Nossas crianças ficaram encantadas... Afinal nunca tinham visto um peixe-boi pessoalmente... Ele brincou com todos e todas e deitou no colo de Ògúnté incorporada na nossa Iyá Máe Lu Omitòògùn.


Estamos todos muito agradecidos e emocionados com tamanho axé. Isso é tradição nagô, isso é amor e união. Ficamos muito felizes de ter vivido este momento de graça junto com nossa iyalorixá e família de axé. 

Obrigado Mãe Lu Omitòògùn e Pai Paulo Braz Ifátòògùn pelo amor e dedicação a nossa religião. Sabemos que a fé e pureza que vocês tem dentro do culto possibilita milagres como este. "A natureza só se revela e  se aproxima dos puros de coração", como sempre afirma nosso Babá Ifátòògùn. Isso pudemos confirmar na prática neste dia santo.

Nos encheu de vida o milagre e o encanto de Ògúnté Mi. Este fato entrou em nossa profunda memória histórica da tradição oral da casa e de nossa tradição como um todo. 

Nossa iyalorixá supõe que o peixe boi poderia ter sido a materialização de Iyemojá... Que ela teria vindo agradecer a obrigação realizada com tanto amor. Ainda diz que "sabemos que ela se revela também em peixes e outros seres do mar, quando quer nos mostrar algo ou agradecer"... Nunca iremos saber o que aconteceu de fato. Mas sabemos que foi verdade este dia. É de encher os olhos d'água ao lembrar de tudo isso. 

Registro do aparecimento do Peixe Boi na madrugada do dia 12 de Dezembro de 2015 na beira mar da Praia de Olinda (por detrás dos Correios no Carmo). Na foto o irmão de axé Cristiano de Iyemojá. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.

Registro do aparecimento do Peixe Boi na madrugada do dia 12 de Dezembro de 2015 na beira mar da Praia de Olinda (por detrás dos Correios no Carmo). Na foto o irmão de axé Cristiano de Iyemojá. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.


Ao chegarmos no terreiro, a festa foi maior do que havia sido antes. A comemoração da benção recebida teve saraivadas de fogos e muito toque de ilú para humildemente agradecermos tamanha graça. O terreiro veio abaixo com tantos gritos de "odò miiò" (saudação de iyemojá na tradição nagô)... Foi lindo ver o babá Paulo Braz dançando com Ògúnté e vibrando com ela a alegria de viver e de ser do axé. O dia amanheceu brilhando com tanta emoção. Nem consegui dormir... Tive que escrever este texto para registrar esta história real do povo de terreiro...

Odò Miiò Iyemojá!

Detalhes doo fato:

Não é comum aparecer às margens de águas salgadas e poluídas este animal que tem o hábito de buscar águas limpas e doces. Mesmo que por algum motivo climático ou biológico ele tivesse aparecido ali, cabendo uma explicação científica, jamais este animal agiria como o fez. Ele veio receber a Panela de Iyemojá, levou ao fundo do mar acompanhando o barco e voltou seguindo os Ogans. Em sua volta ele foi direto para os braços de nossa mãe Ògúnté que estava sentada na beira do mar. Um misto de medo e profunda sensação de contemplação me tomou e não sabia como agir. Até puxei a "matéria" de nossa mãe, tentando protegê-la... Mas logo Iyemojá foi em direção ao peixe-boi e passou a saia por cima dele. Com uma expressão de carinho e profunda calma o animal ficou ali... Quieto. Mesmo não tendo a permissão para fotografar os Orixás, em uma rápida reflexão decidi tirar o celular do bolso e fazer este registro fundamental para preservar a memória visual deste momento complexo, raro e espiritual. As fotos não saíram muito boas devido a própria condição de iluminação do local que estava completamente escuro, e também por se tratar de um equipamento amador e consequentemente inapropriado para fotos nestas condições. as fotos ficaram ruins, mas foi o que deu para fazer na hora. Eu poderia ter levado o "carão" que fosse... Mas jamais me arrependeria de ter ousado em fotografar este momento. Só não fiz fotografias de Iyemojá junto ao peixe-boi por que só após ao "acordar" da mágica do momento pude racionalizar algo e pensar em fotografar... mas, infelizmente não era mais possível  fazer este registro completo como merecia. Penso que foi tudo como Iyemojá quis...

Para mim e para todos os presentes, que inclusive estavam na praia participando de um coco (pessoas de fora, que não participaram das obrigações e que estavam ali se divertindo), este momento ficará marcado para todo sempre como o maior símbolo da presença do Orixá na terra. ainda há axé de verdade. Ainda há natureza viva que pode se revelar de forma tão contundente para nos afirmar sua aceitação ao nosso culto e fé.

Em minha trajetória dentro da religião de matriz africana e indígena, pude ter neste dia, a possibilidade de mudar minha vida e minha forma de ver e sentir a religião. Superei minhas expectativas de crença e fé.

Creio que algo desta magnitude jamais seria possível se não houvesse pureza e profunda dedicação e amor de nossos sacerdotes, Pai Paulo Braz Ifátòógún e nossa sacerdotisa Mãe Lu Omitòógún, que se dedicam profundamente à Casa e aos filhos e filhas. Duas pessoas de idade avançada de axé e biológica. irmãos sanguíneos que levam à frente a tradição nagô com o mais alto nível de responsabilidade e rigor na preservação dos elementos tradicionais que compõem nossa nação. Orgulho de ter o direito de viver um dia como este ao lado de minha família de axé que tanto amo. 

Para resguardar a memória deste momento especial na vida de todos nós, fiz um pequeno quadro que registra essas fotos e um texto sobre o fato para ficar a mostra na parede do terreiro como marco histórico deste momento. Foto de Bárbara Costa.

Este texto só hoje pude concluir. Depois de basicamente um ano e alguns meses. Acordei com esta lembrança e ao olhar meu blog vi que a postagem ainda esta vem rascunho. Terminei o texto e disponibilizo para todas e todos. Esta memória não pode morrer jamais. Isso é história do Povo de Terreiro. Axé.

Alexandre L'Omi L'Odò
Egbomi ti Òsún e Juremeiro
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com 

CD Coquistas de Olinda na Prevenção das DST/AIDS

 Capa CD Coquistas de Olinda  na Prevenção das DST/AIDS (frente). Acervo Alexandre L'Omi L'Odò.

CD Coquistas de Olinda na Prevenção das DST/AIDS

Texto oficial do CD:

A Secretaria de Saúde de Olinda vem incentivando as manifestações da cultura popular de Olinda para socializar informações de saúde. Já foram realizados filmes, cordéis, livros e agora a produção do CD Coquistas de Olinda na Prevenção das DST/AIDS. As ações desenvolvidas pela Secretaria de Saúde do Município, abrilhantadas pela participação significativa do Núcleo de Educação Popular em Saúde de Olinda (NEPS), tem sido um marco na administração da prefeita Luciana Santos.

João Veiga Filho
Secretário de Saúde de Olinda

Este CD é dedicado à memória de Pernalonga (Roberto Lira de França) e à luta dos demais artistas e ativistas do movimento Aids em Pernambuco.

Agradecimentos: Ao Clube Vassourinhas de Olinda, e a todos os músicos, artistas e amigos que com tanta perseverança acreditaram e fizeram acontecer o nosso projeto, a equipe do Estúdio Carranca e a todos e todas as coquistas de Olinda.

Contatos: Secretaria de Saúde de Olinda – Coordenação Municipal de DST/Aids e Saúde da Mulher – Fone: 81 3305 1131



A cima CD completo para baixar e compartilhar. Ouça e leia a letra de todas as faixas uma por uma, abaixo. Todas estão liberadas para baixar. Aproveitem.

Faixas:


01 – Côco com respeito (3:19)
Aurinha do Coco
BR–LGS-07-00061

Tenham poderes meu povo
Exijam os seus direitos
Respeito é bom e eu gosto
Eu gosto do seu respeito

Quem respeita as diferenças
Exerce cidadania
Respeito o adolescente
Respeito toda essa gente
Você que é um amigo
E também o meu irmão
Nesta luta contra a AIDS
Vamos estender as mãos

Quando se sentir doente
Vá logo ao seu doutor
Conte a ele sua história
Sem medo e sem rancor
Leve a sua mulher a fazer a prevenção
Esteja sempre presente em toda ocasião
Ela vai sentir segura
Também lhe agradecer
Deus abençoando a todos
Pra mal nenhum acontecer

Voz: Aurinha do Coco
Bombo e Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Rinaldo Aquino
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo
Palmas de mão: Célia, Aurinha, Silvia, Arlene, Adriano, Jonatas



02 – Quem tem AIDS precisa de amor (3:46)
Arnaldo do Coco
BR-LGS-0700071

Pra que tanto preconceito
Tanta discriminação
Quem tem AIDS precisa de amor
Quem tem AIDS é cidadão

Diga não ao HIV
Vá no posto fazer a prevenção
Que a AIDS não vê religião
Não vê sexo, idade, não vê cor
Fazer sexo com amor
Faça logo a prevenção
Quem tem AIDS precisa de amor
Quem tem AIDS é cidadão

É usar a camisinha
A gestante fazer o pré natal
Fazer sexo seguro é legal
À seringa usada diga não
Que a AIDS também está no sangue
É preciso chamar sua atenção
Quem tem AIDS precisa de amor
Quem tem AIDS é cidadão

Voz: Arnaldo do Coco
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Rinaldo Aquino
Ganzá: Marcony
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo
Palmas de mão: Célia, Aurinha, Silvia, Arlene, Adriano, Jonatas



03 – Aviso (3:51)
Mestre Galo Preto
BR-LGS-07-00066

A AIDS está por aí
Procure se proteger
Quem usa o preservativo
Não pega o HIV

Escolhi a letra p
Pra sua orientação
É o p do prevenido
É o p da prevenção
É o p do precavido
É o p da precaução
É o p da paixão
Que puxa o p do prazer
E o p do preservativo
Evita o HIV

A AIDS não pega no beijo
Nem no aperto de mão
No assento do banheiro
E nem no da condução
Não deixe a pessoa amiga
Sentir-se na solidão

É no meio da pobreza
Que a AIDS está se expandindo
Os jovens não acreditam
Por isso estão contraindo
Sabem que o caso é sério
Mas não estão se prevenindo

Aí vai o meu conselho
Para o idoso e a juventude
O sexo é muito gostoso
Mas não esqueça a saúde
Vá ao cinema ou a praia
Com sua namoradinha
Mas na hora do chega pra cá
Não esqueça a camisinha

Voz: Mestre Galo Preto
Bombo: Rinaldo Aquino
Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo



04 – Sem preconceito (2:49)
Ana Lucia do Coco
BR-LGS-07-00068

Sem preconceito menina
AIDS não pega assim
Também se pega no sexo
Use a camisinha sim

Use a camisinha sim
Tenha precaução
Não tenha preconceito
Com o seu irmão

Ela não pega no beijo
Nem no aperto de mão
Ela só pega em gente
Que não faz prevenção

Ela é a sua segurança
Ela é a sua proteção
Na hora do vamos ver
Não tira o prazer meu irmão

Voz: Ana Lucia do Coco
Bombo: Rinaldo Aquino
Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo



05 – Para todos os amigos (3:34)
Célia Coquista
BR-LGS-07-00072

Laura chamou
Laura chamou
Quando ela pediu ajuda
Todo mundo ajudou

Ela caiu de cama
Porque estava doente
Diga logo o que é que tem
Eu quero te ver contente
Você sendo minha amiga
Sempre alegre e sorridente
Com saúde e animada
Quero ver você com a gente

Para todos os amigos
Foi assim que ela contou
Ouçam todos minha gente
Com HIV estou
Todo mundo se uniu
Acudiu e ajudou
Ela mostrou num sorriso
Que mais forte é o amor

É isso aí meu povo!
É na hora da necessidade
Que se conhece o amigo!

Voz: Célia Coquista
Bombo e Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Rinaldo Aquino
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha

Ilustração de Fátima Moreira. Acervo Alexandre L'Omi L'Odò.


06 – Uma palavra de amor (3:34)
Arnaldo do Coco
BR-LGS-07-00070

Quero ver você sorrindo
Quero ver você cantar

A AIDS não tem cura
Mas tem tratamento
A vida continua
Você pode acreditar

Quero ver você sorrindo
Quero ver você cantar

A AIDS não tem cura
Mas tem tratamento
Vá no posto de saúde
Que você vai encontrar

Lá você vai encontrar...
Que ... côco!

Respeito e cidadania
Saúde e educação
É um direito de todos
Respeitar as diferenças
É dever do cidadão

É amar a vida
Que a vida é bela
Use a camisinha
Não esqueça dela

Voz: Arnaldo do Coco
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Rinaldo de Aquino
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo
Palmas de mão: Célia, Aurinha, Silvia, Arlene, Jonatas



07 – Grito de alerta (3:37)
Mestre Galo Preto
BR-LGS-07-00065

Ô menino, ô menina
Saúde é coisa tão boa
Por favor se previna

A gente está avisando
Mas vocês não obedecem
E estão sempre brincando
Pensam que não acontece

Já existe a camisinha
Masculina e feminina
Só falta você usar
Tome cuidado menina

Aqui o nome é AIDS
Lá fora se chama SIDA
Por isso eu estou lhe avisando
Tome cuidado na vida

Mulher não tenha vergonha
Fale com seu companheiro
Se ele não quiser usar
Então você usa primeiro
Mas se ele estiver usando
Você não precisa usar
Por que um dos dois usando
Não vão se contaminar

Voz: Mestre Galo Preto
Bombo: Rinaldo Aquino
Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo



08 – Seu passarinho e dona bonita (3:35)
Letra: Fátima Moreira
Música: Aurinha do Coco
BR-LGS-07-00064

Cuide do seu passarinho
Ele precisa de carinho

Lave ele direitinho
Pra que fique bem limpinho
Isso ajuda a evitar
Uma doença pegar
Tem sífilis, crista de galo
Também tem a gonorréia
Nenhuma delas é igual
Mas é de transmissão sexual

Cuide de sua bonita
Pra ficar bem prevenida
Preste muita atenção
Não esqueça a prevenção
Se o sexo doer
Se coçar ou se arder
Pode ser que tenha aí
Alguma DST

Se por acaso alguém pegou
Não faça disso um horror
Tem que ir logo no posto
Consultar com o doutor
Ele vai orientar
Como se deve cuidar
Vergonha não é pegar
O vergonhoso é não se tratar

Vou dizer pra terminar
Que camisinha é bom usar
É gostoso é resistente
E protege toda essa gente

Voz: Aurinha do Coco
Bombo e Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Rinaldo Aquino
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo



09 – Vamos informar (2:15)
Zezinho
BR-LGS-07-00060

A vida é muito boa
Não pegue AIDS à toa

Seja atento meu amigo
Preste muita atenção
Use logo a camisinha
Na hora de ter relação

Eu conheço um amigo
Esse vírus ele pegou
Foi no posto de saúde
Logo ele melhorou

Cuidado gente! A AIDS ta por aí,
cuidado pra não pegar!
Olha aí mocidade!
Tô avisando a todo mundo!

Voz: Selma do Coco
Bombo: Rinaldo Aquino
Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo
Palmas de mão: Célia, Aurinha, Silvia, Arlene, Adriano, Jonatas



10 – Coco solidário (3:25)
Aurinha do Coco
BR-LGS-07-00062

Estou fazendo este coco bem alegre
Venham todos e logo peguem
O pandeiro e o ganzá

Olinda é a primeira capital da cultura
No carnaval todos se misturam
Sem saber no que vai dar
Eu vou dizer
Peço a todos que acreditem
Tem uma série de doenças
Espalhadas pelo ar

Olinda tem moças, jovens e idosos
Espero que não se zanguem
No conselho que lhes dou
Esses conselhos
Também são uma advertência
Pois nem sei o que eles pensam
Na hora de fazer amor

Amem a vida
Transe na cama, ou na cozinha
Mas nunca esqueça de usar a sua camisinha

Mas se ele não usar
Eu uso a minha

Mas se ela não quiser usar
Eu uso a minha

É isso aí meu povo
Não esqueça de usar a sua camisinha
Chegue mais!

Voz: Aurinha do Coco
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Rinaldo Aquino
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo
Palmas de mão: Célia, Aurinha, Silvia, Arlene, Adriano, Jonatas



11 – Se eu amo a minha família (2:51)
Zeca do Rolete
BR-LGS-07-00067

Eu quero ver eu quero ver
Quero dizer pra você
Se você tiver cuidado
Não pega o HIV

No dia um de dezembro
Vamos todos dar as mãos
Nessa luta contra a AIDS
E a discriminação
Não tem idade
Não tem raça
Não tem cor
Dentro da sociedade
Todo mundo tem valor

Quero dizer pra você...

Se eu amo a minha família
Eu tenho que lhe dizer
Não tem bom sem ter defeito
Você precisa saber
Conviver com a diversidade
E toda forma de prazer

Mas menino... isso é que é coco

Voz: Zeca do Rolete
Bombo: Marcony Preto
Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Rinaldo Aquino
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo



12 – Preconceito nunca mais (3:40)
Arnaldo do Coco
BR-LGS-07-00069

Ai, ai, ai ! Preconceito nunca mais
A profissional do sexo
A garota de programa
O homossexual

Família, sociedade
Comunidade unida
Na luta da prevenção
E no respeito a vida

Eu conheci um rapaz
Ele tinha o HIV
Foi vitima de uma omissão
Só por falta de socorro
Por falta de informação
Ele perdeu sua vida
Direito do cidadão

Pra que tanta violência
Pra que tanta humilhação
Se somos todos irmãos
Atrás da felicidade

Voz: Arnaldo do Coco
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Rinaldo Aquino
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo



13 – Desafio (3:38)
Mestre Galo Preto
BR-LGS-07-00063

A AIDS é no momento
Nosso maior desafio
Você que é pai de família
Converse com os seus filhos

Faça saber que a AIDS
No momento não tem cura
Mas tão fazendo pesquisa
Mas a ciência procura
Enquanto todos se empenham
Em encontrar a solução
O importante agora
É cuidado e prevenção

E quero deixar bem claro
Aqui pra todos vocês
Que o preservativo evita
Doenças do sexo e a gravidez

É isso ai...
Sou Galo Preto, já to com 72 anos
Quer viver?
É só fazer a sua parte.
O governo, ta se empenhando
Tem muita gente ajudando...
Tem médico, tem enfermeira,
Tem assistente social e
Tem agente de saúde...
Informe-se!
Faça sua parte, use a camisinha.
É tão baratinho! Tem na farmácia...
Não tem dinheiro?
Vá no posto de saúde, lá é de graça!
Eu to falando...
Vamos ajudar também, se cuida,
Tem que ter responsabilidade.
Namorar é tão bom, mas com saúde é bem melhor!

Voz: Mestre Galo Preto
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Rinaldo Aquino
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo


Ilustração de Fátima Moreira. Acervo Alexandre L'Omi L'Odò.

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Ficha Técnica

Idealização do Projeto Coquistas de Olinda:
Márcia Marcondes
Idealização do Projeto Coquistas de Olinda na Prevenção das DST/AIDS:
Sony Santos
Produção Executiva:
Silvia Saldanha
Produção Artística e Musical:
Arlene Lamas
Direção Musical:
Adriano Elias
Gravado, mixado e masterizado:
Estúdio Carranca – Recife.PE
Outubro de 2007
Técnico de Gravação:
Marcílio Moura e Albérico Júnior
Assistente de Gravação:
Jonatas Melo
Mixagem:
Albérico Júnior
Masterização:
Carlinhos Borges
Produção Fonográfica:
LG Projetos e Produções Artísticas
Fotografia:
Eduardo Bezerra
Ilustrações:
Fátima Moreira
Design & Arte Final:
Eduardo Bezerra
bezerraeduardo@uol.com.br

Prefeita de Olinda | Luciana Santos
Vice-Prefeito | Paulo Valença
Secretário de Saúde | João Veiga
Secretária Adjunta | Tereza Miranda
Diretoria de Planejamento | Petra Duarte
Diretoria em Vigilância em Saúde | Márcia Marcondes
Diretoria Administrativo-Financeira | Markene Fernandes Vieira
Diretoria de Atenção à Saúde | Maílton Alves
Diretoria do Distrito Sanitário I | Tânia Redivivo
Diretoria do Distrito Sanitário II | Vanessa Régis
Coordenação Municipal de DST/AIDS e Saúde da Mulher | Sony Santos
Coordenação do Núcleo de Educação Popular em Saúde | Wilson Freire


 Capa de fundo do CD Coquistas de Olinda  na Prevenção das DST/AIDS. Acervo Alexandre L'Omi L'Odò.

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Decidi fazer esta postagem no intuito de dar acesso ao conteúdo deste CD histórico dos Coquistas de Olinda. É uma obra rara, de difícil acesso e que foi pouco divulgada. Raras também são as pessoas que ainda tem este CD guardado... Muitos dos próprios coquistas já nem o tem mais. Foi uma obra de 2007, há 10 anos atrás, e que nunca foi divulgada na internet democraticamente. Disponibilizo aqui por perceber a total falta de interesse das demais pessoas em fazê-lo, sabendo-se que um trabalho como este não pode ficar no ostracismo, e eu como historiador não permitira que isso acontecesse por mais tempo. Se me for contestado este ato pelos donos dos direitos autorais, retiro a postagem sem nenhum problema, contudo afirmo que apenas fiz a divulgação de um trabalho que é importante e educativo, sendo necessário estar na internet disponível para todas e todos.

A proposta do trabalho foi genial e o resultado ficou excelente. Esta produção deu frutos como um documentário, que já postei em meu blog (http://alexandrelomilodo.blogspot.com.br/2017/04/documentario-coquistas-de-olinda-contra.html) para dar acesso a estas informações e memória. Transcrevi todas integralmente as informações contidas no encarte do CD e subi as músicas para meu Sound Cloud (https://soundcloud.com/alexandrelomilodo), as disponibilizando a cima. 

Neste CD resguardam-se as saudosas vozes de Dona Célia Coquista e Dona Selma do Coco, duas grandes mestras da cultura popular que já não estão mais conosco. Para elas dedico esta postagem.

Meu esforço de fazer este trabalho de disponibilização de informações históricas da cultura popular nasce de meu anseio de ver nosso povo mais informado e  empoderado com suas próprias histórias.

Salve a fumaça e aproveitem. Compartilhem. Mostrem a outras pessoas. Baixem as músicas e guardem. Esta é uma das grandes postagens deste blog. Axé!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

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Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!