quarta-feira, 21 de junho de 2017

Acorda Povo de Peixinhos 2017


Acorda povo de Peixinhos 2017

Vejam todas as informações do Acorda Povo de Peixinhos, que acontecerá de amanhã, dia 22 de Junho de 2017, com início às 19h em frente ao GCASC.

O Acorda Povo sairá da Rua do Cajueiro (não de minha casa, pois ano passado entreguei a bandeira e andor lá, como manda a tradição). A saída é de meia noite (00h), e retornará para o GCASC - Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças.

Vai ter coco, forró, quadrilha, tudo que manda o São João tradicional, pois nossa comunidade mantém as tradições com muito afinco!

Este Acorda Povo gritará para os quatro cantos da comunidade #ForaTemer! Isso faz parte de nossa forma de fazer cultura tradicional. 
Qualquer coisa me liguem no 81 995257119.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Alexandre L'Omi L'Odò confirmado em conferência no II Seminário de Biodanza


Alexandre L'Omi L'Odò confirmado em conferência no II Seminário de Biodanza

Com data ainda a confirmar, entre os dias 06 à 09 de Julho, o juremeiro, historiador e cientista das religiões Alexandre L'Omi L'Odò, fará uma conferência sobre o tema Diversidade Religiosa: luta, resistência e reconhecimento no II Seminário de Biodanza, que será realizado no Museu de Artes Afro-Brasil Rolando Toro no Recife.

O conferencista, fala que levará ao público sua experiência de mais de 20 anos na luta por direitos iguais para as religiões afro indígenas. Também, informa que tratará do percurso histórico que tirou a Jurema Sagrada da invisibilidade para a visibilidade. 

As inscrições podem ser feitas através do e-mail: semináriobiodanzamuafro@gmail.com, ou pelos fones: 81 3038-2994 / 99970-8970

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 11 de junho de 2017

Aniversário de um ano do Primeiro Pé de Jurema Plantado em uma Escola Pública no Brasil


Aniversário de um ano do Primeiro Pé de Jurema Plantado em uma Escola Pública no Brasil

No último dia 09 de Junho de 2017, comemoramos na EREM Cândido Duarte, o aniversário de um ano do plantio do primeiro pé de Jurema firmado em uma escola pública do país. O ato foi muito humilde, mas muito significativo para os participantes que estavam integrados totalmente ao sentido do que estava sendo feito ali.

Foi um momento muito emocionante, onde compartilhando com os professores, gestores e alunos(as) pudemos fazer um lindo ato pedagógico em prol do respeito à diversidade, contra a intolerância religiosa e o racismo, que contribui para o fortalecimento da implementação da Lei Federal 11.645/08, que obriga o ensino da história dos africanos, afro descendentes e indígenas em sala de aula de todas as instituições de ensino do país.

Parabenizo o professor Rodrigo Correia de Lima, que convocou este ato junto com os gestores da escola. Isso mostra que podemos ter esperança de vivermos em um mundo futuro, sem intolerância e racismo. Acredito que é através (também) da escola que construímos um convívio humanizado e respeitoso entre todas e todos.

A Jurema, que cresceu de forma inexplicável neste curto período de tempo, está dedicada à Malunguinho, líder negro/indígena da luta pela liberdade em Pernambuco. Um herói que virou divindade na religião Jurema Sagrada. Este é mais um motivo de orgulho nessa luta. Ao mesmo tempo que contribuímos para uma educação sem racismo e intolerância na Escola, também reverenciamos os nossos importantes líderes históricos, que têm que ser considerados referência de auto-estima na construção da identidade das crianças, jovens e adolescentes.

Iremos comemorar muitos e muitos anos de vitória e fortalecimento da Lei 11.645/08 aos pés da Jurema, pois ela agora entrou na história como mais um símbolo de luta por um mundo melhor.

As atividades foram antecedidas por uma semana intensa de atividades da Semana do Meio Ambiente, onde na sexta, dia 09 de Junho, dei uma palestra sobre a relação da Jurema e nossa cultura brasileira.

Sobô Nirê Mafá!

Sigamos firmes na luta. Salve a fumaça!

#JuremanaEscola

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 6 de junho de 2017

Primeiro Pé de Jurema Sagrada plantado em uma escola pública no Brasil

Alexandre L'Omi L'Odò sacerdote responsável pela palestra e pelo plantio do Pé de Jurema. Foto de Alyne Pinheiro.

Primeiro Pé de Jurema Sagrada plantado em uma escola pública no Brasil
Um ato histórico para a educação pública em prol do respeito à diversidade

Já era para eu ter feito este registro aqui. Demorei um ano para fazê-lo. Contudo, disponibilizo abaixo um pouco do nosso momento mais lindo de 2016.

Não escreverei muito sobre este dia tão especial. Apenas deixarei aqui as fotografias que marcaram este momento histórico na vida de todos nós, que acreditamos em um mundo sem racismo, sem intolerância e que respeita a diversidade religiosa e cultural. Em cada foto tentarei fazer um breve comentário, para ilustrar o que cada uma representa. Vigem nas imagens, elas são o relato de tudo que vivemos. 

A emoção é forte em rever cada detalhes deste dia. Dia difícil... Onde pudemos ver a face real do racismo institucional. Mas somos fortes, resilientes e enfrentamos tudo com dignidade e plantamos juntos e juntas o primeiro pé de Jurema em uma escola pública no Brasil.

Vale lembrar que esta árvore sagrada, foi plantada em homenagem ao líder quilombola negro/indígena Malunguinho, herói do povo Pernambucano e divindade na religião Jurema Sagrada.

Diretora fazendo fala de abertura do ato do plantio da primeira Jurema prantada em uma escola pública no país. Foto de Alyne Pinheiro.

Abertura das atividades com uma palestra sobre a Jurema Sagrada e a diversidade afro religiosa. Foto de Alyne Pinheiro.

Aluno fazendo perguntas sobre a Jurema Sagrada. Foto de Alyne Pinheiro.

Alexandre L'Omi L'Odò explicando a importância do cachimbo da Jurema. foto de Joannah Mendonça.

Aluno fazendo afirmações sobre sua identidade negra. Foto de Alyne Pinheiro.

Alexandre L'Omi L'Odò e professor Rodrigo Correia em momento de emoção e fechamento da palestra. Nesta ocasião, a ancestralidade indígena do professor se fez presente para afirmar o agradecimento pela luta vencida. Foto de Alyne Pinheiro.

Ritual de plantio do primeiro pé de Jurema em uma escola pública do país. Foto de Alyne Pinheiro.

Ritual de plantio do primeiro pé de Jurema em uma escola pública do país. Foto de Alyne Pinheiro.


Professor Rodrigo Correia e Alexandre L'Omi L'Odò umedecem as raízes da árvore sagrada para seu plantio. Foto de Alyne Pinheiro.

Sacerdote Alexandre L'Omi L'Odò profere fala ritual acompanhado do professor Rodrigo Correira. Foto de Alyne Pinheiro.

Sacerdote Alexandre L'Omi L'Odò faz ritual de plantio da Jurema Sagrada. Foto de Alyne Pinheiro.

Momento sagrado. Plantando a esperança e enterrando o racismo e a intolerância religiosa. Foto de Alyne Pinheiro.

Alunos e alunas participam colocando areia com as mãos no momento do plantio da Jurema. Foto de Alyne Pinheiro.

Momento de celebração com alunos e alunas, onde a água foi jogada na mão de todos e todas para que eles também fossem parte deste ato sagrado. Foto de Alyne Pinheiro.

Alexandre L'Omi L'Odò e professor Rodrigo Correia, idealizadores do plantio. Foto de Alyne Pinehiro.

Momento final do ato. Foto para posteridade. Registro de Joannah Mendonça.

Consagração final com a fumaça sagrada da Jurema. Momento de elevação de nossas felicidades para as Cidades da Jurema. Foto de Joannah Mendonça.

Assim foi nosso ato. Muitas outras fotografias foram postadas em nossas redes sociais. Fiz esta breve seleção para deixar registrado aqui no blog a memória imagética deste ato considerado por todos nós como histórico e fundamental.

Que fique claro que a nossa proposta foi a partir deste ato, contribuir para que os alunos e alunas pudessem vivenciar um momento pedagógico que viesse a educá-los para a luta contra o racismo, a intolerância e para o respeito à diversidade religiosa. Respeitamos a laicidade do Estado e queremos vê-la efetivada de fato. Plantar a Jurema, foi uma mensagem de que a luta dos ancestrais indígenas ainda se mantém viva e dialogando com o aqui agora. Não estamos excluídos da sociedade, pelo contrário, estamos dentro dela e contribuindo inclusive na formação de todas e todos.

Salve a Jurema Sagrada. Salve os ancestrais indígenas. Salve a luta do Catucá. Salve Malunguinho. Salve os alunos e alunas. Salve o professor Rodrigo Correia, que foi muito corajoso e honrado em ir até o fim nesta luta. Salve meus afilhados e afilhadas que se fizeram presentes neste momento. Obrigado à todas e a todos. Foi lindo, emocionante e com certeza este momento ficar'a guardado para sempre em nossas almas.

Sobô Nirê Mafá!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Escola Estadual destaca o bioma do Nordeste na Semana do Meio Ambiente

Escola de Referência em Ensino Médio Professor Cândido Duarte celebra Semana do Meio Ambiente. Foto de Ashlley Melo/JC Imagem.

Escola estadual destaca o bioma do Nordeste na Semana do Meio Ambiente

Cidades/Ciência/M.Ambiente
Publicado em 05/06/2017

Evento pedagógico sensibiliza estudantes para os problemas que afetam os biomas nordestinos e consequentemente comprometem também os povos tradicionais de dependem destes ambientes.

Os povos tradicionais que dependem dos biomas da região Nordeste preservados para manterem suas tradições culturais e religiosas são o destaque da 1° Semana do Meio Ambiente da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Professor Cândido Duarte, da rede estadual de ensino, situada em Apipucos, na Zona Norte do Recife. O evento, que mesclará aulas no Jardim Botânico do Recife, na Oficina de Francisco Brennand e no Engenho Massangana (além de palestras na escola com especialistas em clima, educação ambiental e religiões afro-indígenas) começa nesta segunda-feira (5).

"O objetivo deste evento pedagógico é sensibilizar os estudantes para os problemas que afetam os biomas nordestinos e consequentemente comprometem também os povos tradicionais que dependem destes ambientes para manterem suas tradições culturais e religiosas vivas", fala o coordenador da atividade, o professor de Geografia e de Direitos Humanos da unidade escolar, Rodrigo Correia. A programação vai até a próxima sexta-feira (9).

O professor diz que os alunos cobravam uma programação maior do que as edições do evento em 2015 e em 2016, ano em que a unidade se destacou por plantar o primeiro pé de Jurema, árvore relacionada com a religião afroindígena do Nordeste, numa escola pública brasileira. A muda foi doada e plantada pelo juremeiro Alexandre L'Omi L'Odò, do Quilombo Cultural Malunguinho, que voltará ao local na sexta-feira (9), para participar da celebração em homenagem ao 1° ano deste plantio.

Antes, no mesmo dia, no período da manhã, haverá uma palestra sobre religiões afro-indígenas brasileiras e meio ambiente com o babalorixá Gilmar Camará, do Movimento dos Povos Tradicionais de Camaragibe. A partir das 15h20, o momento cultural encerrará a semana ambiental com a apresentação do Coco Raízes do Capibaribe do bairro da Várzea.

Meteorologia

O ciclo de palestras ainda contará com a presença da coordenadora do antigo Laboratório de meteorologia de Pernambuco (Lemepe), Francis Lacerda, atual responsável pelo segmento de mudanças climáticas do Instituto Agronômico do Estado (IPA), tema que será exposto por ela na quinta-feira (8). Um dia antes, o professor e doutorando em Educação Ambiental, debaterá sobre a perspectiva onde não separa o homem e a natureza para tratar das questões ambientais e sociais. Vários graduandos da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) também debaterão com temas relacionados ao objetivo da Semana do Meio Ambiente da escola.   


#JuremanaEscola 

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

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Quilombo Cultural Malunguinho

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Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!