segunda-feira, 13 de abril de 2015

Coquistas de Olinda Contra a Violência

 Capa do CD Coquistas de Olinda Contra a Violência - Acervo Alexandre L'Omi L'Odò.

Coquistas de Olinda Contra a Violência

Após nove anos (o projeto iniciou em 2006 e finalizou-se em 2007), resolvi fazer esta postagem em meu blog, preocupado com a disponibilização pública do conteúdo deste CD que considero muito importante, no contexto histórico da cultura popular e também no combate a violência.

Levando em conta que foi um CD de baixa tiragem (onde quase ninguém tem. Ou sequer as pessoas têm conhecimento sobre) e que até o momento ninguém deixou as faixas disponíveis para baixar na net, cumprindo assim a missão de dar acesso ao conteúdo produzido pelos coquistas, me propus individualmente a garantir este registro e fazer esta disponibilização. Considero esta obra muito importante. Afinal, não recordo de nenhum outro projeto anterior a este que tenha reunido tantos artistas importantes entorno da luta contra a violência, e mexendo tanto com a criatividade dos mesmos, que produziram um material sui generis.

Foi um tempo de muita alegria para os artistas envolvidos. Lembro da alegria dos ensaios, das oficinas sobre violência que a Secretaria de Saúde nos deu para servir como inspiração para a produção das letras etc. Momentos raros junto à cultura popular mais original de Olinda. Dona Selma do Coco, Mestre Galo Preto, Dona Célia do Coco, Aurinha do Coco, o poeta Wilson Freire, a poetisa Dona Argentina, Guga Santos, eu, e tantos outros artistas e gestores unidos em uma proposta criativa e muito instigadora. Este foi um momento de aproximações que anteriormente não eram possíveis, como a junção de coquistas que nunca gravaram juntos... Tudo muito bonito de se ver e de se vivenciar. Foi um processo muito enriquecedor para minha caminhada de vida. Compartilhar deste trabalho me deu a condição de ampliar minha visão sobre a luta da cultura popular e também de garantir amizades eternas com pessoas que sempre admirei, à exemplo de Dona Selma do Coco, uma das responsáveis por mudar minha vida, nos tempos que estudava violão clássico no CEMO, e desisti para tocar percussão por causa de suas antigas fitinhas K7 que me encheram de esperança na cultura popular.  

Este material pode ser trabalhado em salas de aula, em espaços de educação, as faixas podem ser tocadas por DJ’s, pode-se fazer processos criativos com as faixas, ou simplesmente ouvir e curtir... Também, a disponibilização deste material contribui para a divulgação do que os coquistas de Olinda estão produzindo artisticamente e criticamente.

Abaixo seguem as faixas, as letras (na ordem que estão no CD) e os dados do disco, com os textos originais. Como creio que não se pretende re-editar este material, fica aqui registrado nesta postagem todo o conteúdo nele impresso, incluindo capa e outras imagens que compõem sua parte gráfica.

 Encarte interno do CD Coquistas de Olinda Contra a Violência. Acervo Alexandre L'Omi L'Odò.

Peço ainda a compreensão dos meus amigos e amigas que gravaram junto comigo este CD. Estou postando sem pedir permissão individualmente a cada um. Porém, re-lembro que já em 2007, nos tempos do lançamento do CD já havíamos acordado de que divulgaríamos como quiséssemos.

Faixas
Todas para Download 


1 –Conselho a um Cidadão (3:48)
BR-LGS-07-00002
Compositor: Zezinho

Vamos, vamos minha gente
Sente ali e vá pensar
Acabar com a violência
Desse jeito assim não dá

Não, não, não
Violência, não

Hoje ninguém é perfeito
Seja um grande cidadão
A mulher lhe deu a vida
Não tire dela não

Ficha Técnica

Voz: Selma do Coco
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Rinaldo Aquino
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Alexandre L’Omi L’Odò
Vocal: Célia do Coco, Arlene, Jaene, Sandrinha


2 - A gente é que faz o mundo assim (3:05)
BR-LGS-07-00001
Compositoras: Beth de Oxum, Mãe Lucia, Isabel Tavares

É mundo cão, de cão não é
É mundo de homem e de mulher
Nem animal, nem bicho ruim
A gente é que faz o mundo assim

A sociedade precisa banir
A violência social
A serra no Pantanal
O beijo a pulso no Carnaval

Banir o homem que bate em mulher
Menino gago que apanha de colher
Na hora da fome não ter o gingé
E a TV só mostra Pelé

Na hora da dor
Mulher tem onde parir
E os sem teto
Ter onde dormir

Se vamos trabalhar
Não sabemos se vamos voltar
Se temos nossos filhos
Não sabemos no futuro o que será

Banir a violência
É nosso papel
Trago coco
Nesse cordel

Segura o coco...
Esse é o nosso recado
Prá acabar com a violência social
A violência contra as mulheres
A violência contra os idosos
A violência contra as crianças

Ficha Técnica

Voz: Beth de Oxum
Bombo: Marcony Preto
Pandeiro: Alexandre L’Omi L’Odò
Ganzá: Rinaldo Aquino
Congas: Quinho Caetés
Vocal: Yalodê, Oxaguiam, Mayra Akarê, Heloize, Heloísa


3 – Sem exclusão (3:14)
BR-LGS-07-00003
Compositores: Letra Dona Argentina de Queiroz Lima
Improviso e Música: Mestre Galo Preto

Quem disser que preto é feio
Preto é bonita cor
É com preto que eu escrevo
A carta pro meu amor

A diferença esta na pele
Ponha o branco e o preto nu
Todo sangue é vermelho
Eu nunca vi sangue azul

Queremos a igualdade
Todos nós somos irmãos
Merecemos os mesmos tratos
Somos todos cidadãos

Sem marca de preconceito
Direito à cidadania
Merecer todo respeito
Vivendo com alegria

Improviso
Olha eu sou Galo Preto cantador
Pra rimar faço na hora
Minha veia expiatória
Agora funcionou
Vá sabendo que eu sou
Repentista de verdade
E mostro a capacidade
Quando você me convocou

Sou um preto de valor
Reconhecidamente
Fui a Flávio Cavalcanti
Já cantei pra toda gente
Já cantei com o Chacrinha
Ainda deixaram uma vaga
Fui no programa Silvio Santos
Fiz show com Luiz Gonzaga

Outra vez eu fui cantar
Com Lima Duarte no Som Brasil
Se você não me conhece
Olha o Galo Preto aqui

Ficha Técnica

Voz: Mestre Galo Preto
Bombo: Marcony Preto
Pandeiro: Alexandre L’Omi L’Odò
Ganzá: Rinaldo Aquino
Congas: Adriano Elias
Vocal: Dona Célia do Coco, Arlene, Jaene, Sandrinha, Alexandre L’Omi L’Odò


4 – Seu grito (3:08)
BR-LGS-07-00004
Compositora: Aurinha do Coco

Seu grito silenciou
Lá no alto em Olinda
Era uma mulher tão linda
Que a natureza criou

Ela foi morta
No meio da madrugada
Com um tiro de espingarda
Pela mão do seu amor

Fico orando
A Deus peço clemência
Com toda essa violência
O mundo vai se acabar

Moro em Olinda
Canto coco com amor
Luto contra a violência
Porque mulher também sou

Eu sou guerreira mulher
Mulher guerreira eu sou
Eu canto coco em Olinda
E canto com muito amor

Ficha Técnica

Voz: Aurinha do Coco
Bombo: Alexandre L’Omi L’Odò
Pandeiro: Rinaldo Aquino
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Adriano Elias
Vocal: Aurinha, Jaene, Arlene


5 – Não destrua o cidadão (2:27)
BR-LGS-07-00005
Compositor: Guga Santos

É no seio da família
Que isso acontece
Você pensa que o mal está na rua
Mas é dentro de casa que padece

É triste de ver
Uma criança sofrer
Pela mão do próprio pai
Ai, meu Deus o que é que eu vou fazer

Cuide de sua família
Preste muita atenção
Violência não leva a nada
Só destrói o cidadão

Ficha Técnica

Voz: Jaene Jay
Bombo: Marcony Preto
Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Rinaldo Aquino
Congas: Alexandre L’Omi L’Odò
Vocal: Aurinha do Coco, Arlene, Sandrinha, Marilda Marinho, Alexandre L’Omi L’Odò


6 – É com o coco que ela vai parar (3:06)
BR-LGS-07-00006
Compositor: Alexandre L’Omi L’Odò

Lírio cheiroso
É o lírio de Manaus
Mas quando L’Omi chega
É pau, é pau, é pau

Mas é tapa na cara, murro no olho
Queimadura, lapada e facada
É tormento, lamento e sofrimento
Humilhação, discussão, muita cachaça
Correria, estupro e muita bala
Muita droga, cuidado! Pega e mata!
Muita gente lutando e querendo
Transformar com a força da palavra
Com o coco e a cultura o povo vai indo
Vencer a guerra com o coco na batalha

Ai, ai, ai, ai, meu Deus
Como é que o mundo vai ficar?
A violência cresce ligeiro
Mas é com o coco que ela vai parar

É batendo em velho e criança
Pancadaria sem ver a quem bater
É muita fome e desemprego a crescer
Ajudando o mal a se estender
É tristeza, desgosto e desespero
Não deixando o meu povo assim vencer
Ignorância, racismo e preconceito
E muito roubo no mundo a feder

A política e a justiça elas são cegas
Só atendem a quem lhe carecer
E a gente que é pobre e consciente
Vai lutado pelo bem da sociedade
Com o coco e a cultura de verdade
Não vai deixar o mal prevalecer 

Ficha Técnica

Voz, Bombo, Maracás, Apitos, Triângulo, Matracas e Palmas de Mão: Alexandre L’Omi L’Odò
Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá, Congas e Ilú: Rinaldo Aquino
Vocal: Dona Célia do Coco, Jaene, Arlene, Sandrinha


7 – Ziza no coco (4:17)
BR-LGS-07-00007
Compositora: Arlene Lamas

Seu Laurindo traz Ziza pro coco
Que aqui não se vê briga
Seu Laurindo traz Ziza pro coco
Que aqui ninguém se intriga

A vizinhança já vê
Toda a sua alforria
Batendo de manhã à noite
Na nêga Ziza que chia
Correndo pra se defender
Sai atrás de panela e bacia
Mas na verdade quem cuida
É o santo que nos guia

Ô seu Laurindo hoje em dia
Tem muita defesa a mulher
Tem polícia na delegacia
Psicóloga e bacharel
Tem todos os direitos do homem
E aqueles que o senhor não quer vê
Mas quem tanto na terra padece
Aprende a se defender

Aquilo sim que é mulher
Bota Amélia no chinelo
Sonhando com lar doce lar
E com seu amor sincero
Mas Ziza deixou de ilusão
Vai tirar os pratos a limpo
Seu Laurindo vá pedir perdão
Que ela merece respeito

Ficha Técnica

Voz: Arlene Lamas
Bombo, berimbau e palmas de mão: Adriano Elias
Pandeiro: Alexandre L’Omi L’Odò
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Rinaldo Aquino
Cavaquinho e palmas de mão: Izaias do Cavaco
Vocal: Dona Célia do Coco, Arlene, Jaene, Sandrinha


8 – Coco para Rosa (3:17)
BR-LGS-07-00008
Compositor Zezinho

Minha rosa cheirosa do meu jardim
Minha rosa cheirosa do meu jardim
Eu não vou te espancar
Isso é muito ruim

Minha rosa cheirosa do meu jardim
Minha rosa cheirosa do meu jardim

Já doeu na consciência
O que eu fiz e com você
Vamos acabar com essa violência
Todo mundo quer viver, minha rosa

Ficha Técnica

Voz: Selma do Coco
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Alexandre L’Omi L’Odò
Ganzá: Rinaldo Aquino
Congas: Marcony Preto
Vocal: Dona Célia do Coco, Arlene, Jaene, Sandrinha


9 – Coco do idoso (3:38)
BR-LGS-07-00009
Compositora: Dona Argentina de Queiroz Lima
Improviso e Música: Mestre Galo Preto

Olha o idoso cantando
Olha o idoso vivendo
Olha o idoso sabendo
Os seus direitos valendo

No estatuto dos idosos
Ta tudo bem explicado
Quem maltratar o idoso
Tem que ser penalizado

Vamos unir as nossa forças
Conquistar nossos direitos
Saúde, lazer e moradia
Cidadania e respeito

Preservar nossos idosos
Na sua sabedoria
É honrar o patrimônio
Da nossa cidadania

Desrespeito ao idoso
É uma discriminação
Um ato de violência
Para com o cidadão

O idoso ou a idosa
Que sentir-se humilhado
Não abra mão dos seus direitos
E nunca fique calado

Improviso
Quando olhar para um idoso
Que ele vem ou que ele vai
Lembre logo sua mãe
Seu avô ou o seu pai
E trata aquele idoso
Com uma certa simpatia
Como se ele fosse o idoso
Que é da sua família

O idoso já foi novo
Teve até muito vigor
O tempo foi passando
O idoso diminuiu
Mas eu quero dizer que o idoso
Foi quem fez esse Brasil

Ficha Técnica

Voz: Mestre Galo Preto
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Rinaldo Aquino
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Alexandre L’Omi L’Odò
Vocal: Dona Célia do Coco, Arlene, Jaene, Sandrinha


10 – Mané (4:28)
BR-LGS-07-00010
Compositora: Dona Célia do Coco

Ô Mané tu deixa de valentia
Tu bate em tua mulher
Toda noite, todo dia

Tu sabes que a violência
Ta fazendo confusão
Homem que bate em mulher
Ele não tem cartaz não

Por isso é que te digo
Me preste bem atenção
Você ta fazendo isso
Por uma alimentação
Eu digo meu camarada
Não faça isso mais não
Que o homem da capa preta
Ta na sua direção

A violência de hoje é uma calamidade
Estão matando mulher
Sem dó e sem piedade
Pra todo lado se ouve
Essa grande crueldade

Ficha Técnica

Voz: Dona Célia do Coco
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Alexandre L’Omi L’Odò
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Rinaldo Aquino
Vocal: Arlene, Jaene, Sandrinha, Marilda


11 – Deixa em paz quem quer amar (3:31)
BR-LGS-07-00011
Letra e Música: Wilson Freire
Improviso: Mestre Galo Preto

Homem com homem
Não vira lobisomem
Mulher com mulher
Não vira jacaré
Seja Maria, seja José
Cada um ama como quer

Jacaré é bicho d’água
Lobisomem é assombração
Quando o bico homem ama
Não é nada disso não

Para que reprimir
Para que discriminar
Seu eu amo, se tu amas
Deixa em paz quem quer amar

O amor é coisa séria
Amor vem do coração
Não importa qual o sexo
Amor faz a união

Improviso
Já disseram outrora
Que Jesus abençoou
Todo amor merece respeito
Eu respeito todo amor
Se o senhor ama a senhora
Se a senhora ama o senhor
Mas se ele quer amar ele
Deixa ele com o seu amor

Não, não, não
Não vira lobisomem
Não, não, não
Não vira jacaré

Ficha Técnica

Voz: Mestre Galo Preto
Bombo: Alexandre L’Omi L’Odò
Pandeiro: Rinaldo Aquino
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Adriano Elias
Vocal: Dona Célia do Coco, Jaene, Sandrinha, Arlene, Adriano, Marcony, Alexandre L’Omi L’Odò, Rinaldo


12 – As águas do mar leva (4:47)
BR-LGS-07-00012
Compositores: Alexandre L’Omi L’Odò, Dona Célia do Coco e Wilson Freire

As águas do mar leva
Leva pro fundo do mar
A violência contra a mulher
E contra a criança o mar vai levar

A criança vem da mulher
E a mulher é pra se amar
A violência esta muito grande
E a mulher ninguém vai maltratar

Estou dizendo isso agora
Com muita satisfação
Porque essa criatura
Mora dentro do meu coração

Esse coco minha gente
Não é pra ficar à toa
Esse coco minha gente
Interessa a qualquer pessoa

Ficha Técnica

Voz: Dona Célia do Coco
Participação especial: Adriane Duarte
Bombo: Alexandre L’Omi L’Odò
Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Rinaldo Aquino
Vocal: Aurinha, Arlene, Jaene, Sandrinha

Ficha Técnica

Idealização do Projeto
Márcia Marcondes
Produção Executiva
Ângela Marcondes
Assistente de Produção
Marilda Marinho Oliveira
Pós-Produção
Arlene Lamas
Direção Artística
Wilson Freire
Direção Musical
Adriano Elias
Gravado, mixado e masterizado
Estúdio Carranca – Recife. PE
Dezembro de 2006
Técnicos de Gravação
Júnior Evangelista e Marcílio Moura
Assistente de Gravação
Jonatas Melo
Mixagem
Júnior Evangelista
Produção Fonográfica
LG Projetos e Produções Artísticas
Masterização
Carlinhos Borges
Fotografia
Passarinho e Sílvia Saldanha
Ilustrações
Fátima Moreira e Eduardo Bezerra
Design & Arte Final
Eduardo Bezerra
bezerraeduardo@uol.com.br 

Texto oficial do CD

A violência nos nossos dias mata, incapacita, adoece física e mentalmente as pessoas. Como uma doença que precisa ser atacada com vários remédios e condutas para podermos enfrentá-la, a Secretaria de Saúde de Olinda tem a certeza que a prática de ver e fazer cultura legitimando os saberes de um povo, de uma região, de uma cidade ou parte dela, é um dos caminhos para que, juntamente com outras medidas preventivas, consigamos viver em uma cidade mais humana e fraterna.

João Veiga Filho
Secretário de Saúde de Olinda

Este CD é dedicado à memória de Mestre Dédo, pescador, compositor e exímio batedor de coco, falecido em janeiro de 2007, vítima de ato de violência.

Agradecimentos: À Secretaria de Patrimônio, Ciência, Cultura e Turismo (SEPACCTUR) que cedeu para nossos ensaios o teatro do Mercado Eufrásio Barbosa, Mercado da Ribeira e Clube Atlântico; à FOCCA, ao Clube Vassourinhas de Olinda, ao Centro Cultural Coco de Umbigada e a todos os músicos, artistas e amigos que com tanta perseverança acreditaram e fizeram acontecer o nosso projeto: Marluce, Mãe Lucia de Oyá, às filhas de Baracho, Biu e Dulce, Beto, Isa, Lígia, Viola, Erasto Vasconcelos, Tonho, Hemerson, Célia Meira, Sandro do Estúdio Carranca e a todos e todas as coquistas de Olinda.

Contatos: Diretoria de Vigilância à Saúde – Núcleo de Preservação de Acidentes e Violência – Fone 81 3241 6277

Ministério da Saúde - Brasil – Um país de todos – Governo Federal
Prefeitura de Olinda e SUS Olinda – Secretaria de Saúde


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Nenhum comentário:

Vídeos Negros nossos!!

Loading...

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!