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terça-feira, 2 de novembro de 2010

4° Caminhada dos Terreiros de Matriz Africana e Afro Brasileira de PE

Dia 4 de Novembro, com saída às 15h do Marco Zero, a Caminahda do Povo de Terreiro de Pernambuco promete levar às ruas do Recife o axé, a fumaça da Jurema, a alegria de um povo que expressará com cânticos sagrados e toques da cultura negra dos terreiros toda sua luta e tradição. A cada ano, mais pessoas participam desta caminhada. Diversas religiões marcam presença e contribuem para o avanço das discussões sobre intolerância religiosa (respeito religioso, ao meu ver), racismo e discriminação.

Serviço

4° Caminhada dos Terreiros de Matriz Africana e Afro Brasileira de PE
Data: 04 de novembro de 2010
Horário: 15h
Saída do Marco Zero
Ponto de chegada: Memorial Zumbí dos Palmares - Pátio do Carmo do Recife

Todas e todos lá levando seus elementos simbólicos de axé, vamos mostrar nossa identidade com orgulho e consciência!

Alexandre L'Omi L'Odò
Iyawò L'Osún

Ilé Oyá T'Ogún

alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Mãe Stela de Oxóssi, entrevista no Soterópolis

Descrição
O Soterópolis foi até o bairro do São Gonçalo do Retiro, conversar com Mãe Stella de Oxossi, a matriarca do Ilê Axé Opô Afonjá, que comemora o seu primeiro centenário.

Em julho de 1910 nascia em Salvador um dos mais importantes centros da religião de matriz africana, cujo o nome significa Casa da força sustentada por Xangô, o orixá do fogo e da justiça.

Fundado por Eugênia Ana dos Santos, ou Mãe Aninha como ficou conhecida, a iyalorixá que foi também responsável por grandes avanços para a religião dos Orixás, entre eles a liberação do culto, na década de 1930, após uma audiência com então presidente Getúlio Vargas.

São muitos os projetos culturais e educacionais desenvolvidos dentro do terreiro, que é também a morada de muitos dos filhos e filhas de santo da casa, devido ao tamanho da área, foi cedida a muitas famílias para que construírem ali o seu lar .

Mãe Aninha, muito preocupada com a educação dos seus filhos, fez a seguinte afirmação: “Quero ver meus filhos aos pés de Xangô com anel de doutor”.

Com esse objetivo, foi criada dentro do terreiro a Escola Municipal Eugenia Anna dos Santos, onde muito antes de sua existência, já se aplicava a lei 10.639, que regulamenta o ensino da cultura africana e afro-brasileira nas escolas de todo país. E atende hoje a mais ou menos 350 crianças.

Nesse centenário do axé, quem faz as honras da casa é Maria Stella de Azevedo Santos, ou mãe Stella de Oxossi, que assumiu o comando do terreiro em 1976, após o falecimento de Mãe Senhora.

Foi ela que após voltar de uma viagem a Nigéria, em 1981, teve a idéia de fazer um museu ali mesmo, dentro do terreiro. Com o objetivo de imortalizar a história de sua fundadora e da religião dos orixás. Assim nasceu o Ilê Ohum Lailai, ou a Casa das coisas antigas, em português.

Post original: http://www.irdeb.ba.gov.br/tve/catalogo/media/view/1051#1
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Republico aqui matéria do Soterópoilis. Fantástica a fala de Mãe Stela de Oxóssi, vale a pena ver o vídeo.

Alexandre L'Omi L'Odò.
alexandrelomilodo@gmail.com

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!