Espaço internacional de discussão e troca de saberes. Local para estreitar nossas negras discussões e lucubrações sobre a Música Percussiva (Yorùbá/afro-descendente e nordestina) e as religiões das matrizes indígenas e africanas, além de todo o seu imaginário histórico, social, cultural e pedagógico. Local de exposição de vivências práticas com a religião negra!!!
Dia 4 de Novembro, com saída às 15h do Marco Zero, a Caminahda do Povo de Terreiro de Pernambuco promete levar às ruas do Recife o axé, a fumaça da Jurema, a alegria de um povo que expressará com cânticos sagrados e toques da cultura negra dos terreiros toda sua luta e tradição. A cada ano, mais pessoas participam desta caminhada. Diversas religiões marcam presença e contribuem para o avanço das discussões sobre intolerância religiosa (respeito religioso, ao meu ver), racismo e discriminação.
Serviço
4° Caminhada dos Terreiros de Matriz Africana e Afro Brasileira de PE Data: 04 de novembro de 2010 Horário: 15h Saída do Marco Zero Ponto de chegada: Memorial Zumbí dos Palmares - Pátio do Carmo do Recife
Todas e todos lá levando seus elementos simbólicos de axé, vamos mostrar nossa identidade com orgulho e consciência!
Alexandre L'Omi L'Odò Iyawò L'Osún Ilé Oyá T'Ogún alexandrelomilodo@gmail.com
Descrição O Soterópolis foi até o bairro do São Gonçalo do Retiro, conversar com Mãe Stella de Oxossi, a matriarca do Ilê Axé Opô Afonjá, que comemora o seu primeiro centenário.
Em julho de 1910 nascia em Salvador um dos mais importantes centros da religião de matriz africana, cujo o nome significa Casa da força sustentada por Xangô, o orixá do fogo e da justiça.
Fundado por Eugênia Ana dos Santos, ou Mãe Aninha como ficou conhecida, a iyalorixá que foi também responsável por grandes avanços para a religião dos Orixás, entre eles a liberação do culto, na década de 1930, após uma audiência com então presidente Getúlio Vargas.
São muitos os projetos culturais e educacionais desenvolvidos dentro do terreiro, que é também a morada de muitos dos filhos e filhas de santo da casa, devido ao tamanho da área, foi cedida a muitas famílias para que construírem ali o seu lar .
Mãe Aninha, muito preocupada com a educação dos seus filhos, fez a seguinte afirmação: “Quero ver meus filhos aos pés de Xangô com anel de doutor”.
Com esse objetivo, foi criada dentro do terreiro a Escola Municipal Eugenia Anna dos Santos, onde muito antes de sua existência, já se aplicava a lei 10.639, que regulamenta o ensino da cultura africana e afro-brasileira nas escolas de todo país. E atende hoje a mais ou menos 350 crianças.
Nesse centenário do axé, quem faz as honras da casa é Maria Stella de Azevedo Santos, ou mãe Stella de Oxossi, que assumiu o comando do terreiro em 1976, após o falecimento de Mãe Senhora.
Foi ela que após voltar de uma viagem a Nigéria, em 1981, teve a idéia de fazer um museu ali mesmo, dentro do terreiro. Com o objetivo de imortalizar a história de sua fundadora e da religião dos orixás. Assim nasceu o Ilê Ohum Lailai, ou a Casa das coisas antigas, em português.
Sacerdote juremeiro e do culto aos Orixás (Egbomi), é mestrando em Ciências da Religião pela UNICAP, graduado em licenciatura plena em História, pela Universidade Católica de Pernambuco - 2014.
É membro do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa da Presidência da República, e do Conselheiro de Políticas Culturais do Recife. Milita nos campos das políticas públicas.
Tem experiência na área de educação, com ênfase em educação social, artística, musical e afro indígena teológica. Desenvolve trabalhos nas áreas de pesquisa, reconhecimento e preservação de patrimônio imaterial.
Tem publicado artigos científicos sobre temas relacionados a religiosidade da jurema sagrada, nos âmbitos de sua teologia e história. Ensina língua, história e cultura yorùbá, do coco e da Jurema sagrada. Desenvolve carreira de artistas e produz filmes/documentários.
É coordenador geral do Quilombo Cultural Malunguinho e desenvolve projetos de pesquisas com povo de terreiro.
Realizador há 10 anos do Kipupa Malunguinho (encontro nacional dos juremeiros), tem estimulado uma movimentação política de fortalecimento do Povo da Jurema entorno de sua história e religiosidade.