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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Queremos Respeito à Tradição do Carnaval do Recife!

Membros de agremiações do Carnaval do Recife e Interiores participando da reunião na Prefeitura do Recife para debater as mudanças propostas pela Secretaria de Cultura para 2018, Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.

QUEREMOS RESPEITO À TRADIÇÃO DO CARNAVAL DO RECIFE!

Ontem, 30/10, eu, como Conselheiro de Políticas Culturais do Recife da área de Patrimônio, estive presente na reunião das agremiações do Carnaval, para debater detalhes do Concurso das Agremiações 2018.

Fui defender, baseado no Decreto Federal 6040, de 2007, que institui a política nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, a posição contrária à proposta da Prefeitura, de mudar as datas do tradicional Concurso para a semana pré do Carnaval, sob a justificativa de "ser melhor para a cultura popular", no tocante à estrutura, segurança, cobertura da mídia, etc. Inclusive, propondo mudança de local - da Dantas Barreto, para o Forte do Brum...

Há muitos anos denunciamos a péssima estrutura disposta para a cultura popular, que é o centro das atenções do nosso Carnaval, mas que ainda não recebe o devido tratamento da instituição. Contudo, a proposta da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura não me parece respeitosa, no tocante à preservação da traição de nosso Carnaval e do respeito aos Povos Tradicionais.

Ao invés da Prefeitura propor acréscimos em recursos financeiros, estrutura, segurança e cobertura da mídia... Apresentaram uma proposição desestruturadora do cosmo tradicional desses povos. Toda cultura popular estes anos todos se organizam entorno desta atividade típica e tradicional do Carnaval. Romper essa cultura é perigoso e fere as leis federais e internacionais que defendem os Povos e Comunidades Tradicionais.

Vamos ficar atentos e atentas. Queremos melhora de estrutura e respeito por parte da Prefeitura, não mudanças que servem apenas para atender os interesses da instituição que não consegue garantir mais orçamento para dar o devido respeito aos grupos que compõe o belo mosaico da diversidade cultura de Pernambuco.

Aconselho, como Conselheiro de Cultura da Cidade, que a Prefeitura rompa internamente com seu racismo institucional e histórico, e olhe para a cultura popular com o merecido respeito que lhe é devido. Criar coragem de fortalecer esse orçamento, é uma decisão política que o povo quer ver. A cultura popular quer protagonismo, e não ser subestimada. Não proponham o incabível.

As leis estão aí para nos orientar e nos defender. Vide, artigo 2° do Decreto 6040.

Estamos de olho!¨


Alexandre L'Omi L'Odò. 

Conselheiro de Políticas Culturais do Recife
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Conselho de Políticas Culturais do Recife tem novos representantes na área de Patrimônio e Arquitetura

João Monteiro e Alexandre L'Omi L'Odò - novos conselheiros de cultura do Recife. Foto de Leandro Tavares.

Conselho de Políticas Culturais do Recife tem novos representantes na área de Patrimônio e Arquitetura

É com muita satisfação que anuncio aqui os dois nomes que a partir de hoje assumem a temática de Patrimônio e Arquitetura do Conselho Municipal Políticas Culturais da Cidade do Recife: Alexandre L'Omi L'Odò e João Monteiro.

Também outras diversas áreas da cultura tiveram seus representantes escolhidos pela sociedade em votação democrática.

Com a renovação do quadro do Conselho, Recife ganha mais fôlego para promover melhores e maiores atividades no campo da cultura da Cidade. E com isso, ganham todas e todos que de forma democrática escolheram seus representantes que vão fazer valer a outorga, pela sociedade, do cargo nas discussões do tema.

O historiador e pesquisador João Monteiro, em gestões anteriores já foi conselheiro. Chegando a ser o secretário geral do órgão. Hoje volta para prosseguir seu trabalho nas discussões pertinentes.

Alexandre L'Omi L'Odò, ativista social e cultural, sacerdote, pesquisador, e graduando em história pela UNICAP estreia agora nesta gestão na perspectiva de contribuir de forma ativa e comunicativa nos processos do Patrimônio Imaterial, Material e Arquitetura. 

Juntos, os dois experientes articuladores devem realizar um trabalho ao tamanho da necessidade que o tema exige. 

Também, com a entrada dos dois, os temas do Povo de Terreiro terão maior espaço para discussões na Cidade, já que até o momento o tema Patrimônio não tem dado conta desta grande parcela de nossa sociedade. Segundo os dados da Pesquisa Socioeconomica e cultural das casas tradicionais de terreiro, em Recife e Região Metropolitana existem em funcionamento mais de 1.450 terreiros, dados do MDS e UNESCO.

Sobô Nirê!
Salve a fumaça!
Ore iyé iyé oooooo!
Kawo Kabiesilé!

Alexandre L'Omi L'Odò.
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!