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sábado, 21 de julho de 2012

Povo de Matriz Africana se Defende - Registros da intolerância religiosa contra o Povo de Terreiro

 
Digitalização de maétira da Folha de Pernambuco de 13/07/2012 - Grande Recife.

Povo de Matriz Africana se Defende

Juliana Veras
E Thomaz Vieira 

Diante da violência que o crime desencadeou a praticantes do Candomblé, o estudante de Ciências Sociais da UFPE e membro da comunidade Xambá, Guitinho da Xambá, afirma que rituais de sacrifício não fazem parte das tradições religiosas do Candomblé. “Nossa religião só prega a paz”, afirmou. 

Guitinho avalia que parte da desinformação da sociedade sobre a religião se deve à maneira como os meios de comunicação e os órgãos de segurança pública tratam os casos. “A abordagem demonstra o desconhecimento dessas pessoas em relação à nossa cultura. A associação desses rituais ao Candomblé é errônea e o discurso dos agentes de segurança criminaliza a religião”, alega. Ele acha, inclusive, que os oficiais envolvidos no caso que deram entrevista à mídia deveriam se retratar publicamente pela utilização distorcida dos termos.

A coordenadora religiosa das Caminhadas de Terreiros de Pernambuco, Mãe Eliza de Iemanjá, fez questão de ressaltar que as religiões de matrizes africanas não são adeptas do satanismo e repudiam esse tipo de ato criminoso. “Os povos de terreiros estão tristes e absolutamente perplexos com esse caso. É importante ressaltar que, em nossos ritos, nós reverenciamos a natureza, os rios, o mar, as florestas, o vento. Na nossa tradição, o ser humano, e especialmente a criança é o maior patrimônio. Não temos nenhuma relação com o satanismo. Essa é uma figura que sequer existe em nossa fé”, argumentou.

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Esta matéria é continuação da anterior de mesma data e jornal (Folha de Pernambuco de 13 de julho de 2012, cadeno Grande Recife). Após pressões os jornais começam a abrir espaço, mesmo que pequeno. Vamos reagir mais.


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunuginho 
alexandrelomildoo@gmail.com 

terça-feira, 5 de julho de 2011

Mestre Borel - A ancestralidade negra em Porto Alegre - Em memória.


Mestre Borel - A ancestralidade negra em Porto Alegre - Em memória.

Coloco aqui um vídeo que mostra o Pai Borel dando aula de história sobre a presença do negro no RS. É uma ótima oportunidade para ver um pouco deste mestre que fez de sua vida a luta pela religião de matrizes africanas e afirmação da existência da cultura negra no sul do país. O Batuque do RS, no dia 04 de julho de 2011, pperdeu uma dasi maiores memórias desta tradição e religião. Espero que o povo de terreiro se manifeste e contribuam de alguma forma para uma maior imortalização da memória de Pai Borel, pois ele merece uma estátua em sua memória, de bronze em pleno centro da cidade, além de dar nome à escolas, à instituições e ter marcado em seu Estado um dia em sua memória no calendário oficial, através de uma lei estadual. Xangô brada hoje nos céus para receber no Orún este grande ancestral nosso, esse Esá de grande valor e dignidade.

Oni Iwá Pélé...

Àsè babá mi!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo.blogspot.com

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Falecimento de Pai Borel de Xangô - Axexê Mojubá!!

Nosso grande Griot Gaúcho, Alabe, escritor Walter Calixto Ferreira, O mestre Borel se despediu do Aiyé hoje (04/07/2011)! 

Pessoal, é com tristeza que trago esta notícia. Não a tristeza com a morte, pois "vida e morte, ambas so iguais", mas pela dor e revolta que me causa a forma como a vida deste grande guerreiro se encontrava nos seus últimos tempos de vida. Sua casa caindo e problemas com um de seus filhos viciados em drogas. O povo de terreiro através de Babá Diba ainda tentou se organizar para ajudar na resolução destes problemas, para que ele vinhece a ter mais dignidade com sua idade já avançada. Mas Ikú foi implacável e cumpriu sua missão com vigor. A saúde de Pai Borel não andava bem, ele tinha problemas cardíecos.

Conheci Pai Borel pessoalmente. Toquei com ele em mais de um dos Alaiandê Xirê, nos seus Ilús, típicos do Batuque do RS, quando o evento ainda acontecia no Terreiro Axé Opo Afonjá. Guardo dele ensinamentos preciosos, pois ele como um verdadeiro Mestre repassava com sabedoria os conhecimentos sobre nosso culto. Dono de uma consciência impressionante sobre o papel do homem na religião, ele me disse: "vamos tocar, pois o som dos tambores falam mais que todas as línguas". Esta foto quem tem em seu PC ainda hoje é Rita Honotório, que espero poder resgatar um dia.

Um homem de muito caráter, valor, sabedoria, arte, percussividade, talento, carisma, negritude e axé!

Axexê mojubá Pai Borel de Xangô. 
Babá lá nló!!

Alexandre L'Omi L'Odò
Aluno de vida de Borel, um fã eterno
alexandrelomilodo@gmail.com

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!