quinta-feira, 5 de maio de 2016

Vamos Salvar o Baobá - Protesto urgente!



VAMOS SALVAR O BAOBÁ - Protesto urgente

Hoje, 04/05/2016 visitei pessoalmente o baobá da sementeira de Olinda no bairro de Jardim Atlântico para averiguar como estava esta cruel e triste realidade. 

Chegando lá vi a desolante cena... Uma sementeira totalmente destruída e um enorme baobá tombado sob grande quantidade de areia, barro e lixo... Fiquei profundamente triste com o impacto de ver um dos importantes símbolos de resistência e memória dos povos de matriz africana desprezado e caído perante um senário de total descaso. 
Orei e pedi forcas aos nossos ancestrais para poder lutar contra este crime ao meio ambiente e a nosso povo. 

O BAOBÁ ainda é vivo... Pelo menos ao que pude averiguar. Mas sei que para uma melhor observação será necessário um biólogo ou congênere especialista em árvores... Mas as folhas ainda estão verdes e aparentemente fortes. 

Acredito que ainda podemos salvar este baobá. Se a Prefeitura de Olinda disponibilizar uma logística adequada para reerguê-lo e mantê-lo de pé até ele próprio retomar seu equilíbrio, o salvamos da morte. 

Cadê a Secretaria de Meio Ambiente de Olinda? Cadê a Secretaria de Meio Ambiente do Estado? Vamos cobrar isso de forma urgente. Não vamos permitir que crimes deste porte aconteçam perante nossos narizes. VAMOS REAGIR E LUTAR! 

CONVOCO os irmãos de luta para amanhã a tarde nos rehnirmosno Nascedouro de Peixinhos às 15h para deliberar ações concretas para tentar reverter esta situação. Meu zap: 995257119 

Que nossos ancestrais nos ajudem! 

Sobô Nirê Mafá! que Reis Malunguinho, obá Iroko, pai Kitembu e Lokô nos abram este caminho. 

COMPARTILHEM! 

Alexandre L'Omi L'Odò​. 
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Vamos Salvar o Baobá!

 Baobá tombado na antiga sementeira de Olinda.Um crime contra os símbolos do povo negro. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.

VAMOS SALVAR O BAOBÁ!
Hoje, 04/05/2016 visitei pessoalmente o baobá da sementeira de Olinda no bairro de Jardim Atlântico para averiguar como estava esta cruel e triste realidade.
Chegando lá vi a desolante cena... Uma sementeira totalmente destruída e um enorme baobá tombado sob grande quantidade de areia, barro e lixo... Fiquei profundamente triste com o impacto de ver um dos importantes símbolos de resistência e memória dos povos de matriz africana desprezado e caído perante um senário de total descaso. 
Orei e pedi forcas aos nossos ancestrais para poder lutar contra este crime ao meio ambiente e a nosso povo.

Baobá tombado na antiga sementeira de Olinda.Um crime contra os símbolos do povo negro. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.

O BAOBÁ ainda é vivo... Pelo menos ao que pude averiguar. Mas sei que para uma melhor observação será necessário um biólogo ou congênere especialista em árvores... Mas as folhas ainda estão verdes e aparentemente fortes.
Acredito que ainda podemos salvar este baobá. Se a Prefeitura de Olinda disponibilizar uma logística adequada para reerguê-lo e mantê-lo de pé até ele próprio retomar seu equilíbrio, o salvamos da morte.
Cadê a Secretaria de Meio Ambiente de Olinda? Cadê a Secretaria de Meio Ambiente do Estado? Vamos cobrar isso de forma urgente. Não vamos permitir que crimes deste porte aconteçam perante nossos narizes. VAMOS REAGIR E LUTAR!

Convocação urgente: Baobá tombado na antiga sementeira de Olinda.Um crime contra os símbolos do povo negro. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.

CONVOCO os irmãos de luta para amanhã a tarde nos rehnirmosno Nascedouro de Peixinhos às 15h para deliberar ações concretas para Tentar reverter esta situação. Meu zap: 995257119
Que nossos ancestrais nos ajudem!
Sobô Nirê Mafá! que Reis Malunguinho, obá Iroko, pai Kitembu e Lokô nos abram este caminho.

Quilombo Cultural Malunguinho

alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 30 de abril de 2016

Malunguinho, Política e Povo de Terreiro – O lado certo da luta!

Malunguinho. Representação de luta e resistência dentro da Jurema Sagrada. Foto de Marcelo Curia. 2010.

Malunguinho, Política e Povo de Terreiro – O lado certo da luta

Malunguinho (ou os Malunguinhos) herói da luta por liberdade do povo negro e indígena em Pernambuco, foi assassinado brutalmente pelos poderes constituídos por milícias e “forças de paz”, enviados pelos membros da Casa Grande e da Coroa Portuguesa (os caucasianos [brancos], imperialistas pertencentes às elites aristocráticas do Brasil e Portugal). O último líder do Quilombo do Catucá, o Malunguinho João Batista, teve sua morte notificada em 18 de Setembro de 1835, em emboscada cruel na cidade de Maricota, hoje Abreu e Lima/PE.

Esta mesma Casa Grande, citada anteriormente, assistiu a “abolição” da escravatura em 13 de Maio de 1888 de mal grado... E decidiu jogar a população escravizada nas ruas sem nenhum direito civil... Marginalizando um contingente populacional que é a maior parte deste país, o povo negro. Este mesmo grupo de ricos colonialistas patrocinou o genocídio indígena (no período da colonização) e promove até hoje a mortalidade dos indígenas e da população negra neste país. Basta observar os dados sobre: http://renafrosaude.com.br/mortalidade-da-juventude-negra/  

Esta elite da Casa Grande, sempre esteve no poder... Cometendo todo tipo de atrocidade e desumanidade. Hoje, esta mesma elite ascendente genética ou ideologicamente da Casa Grande não está conformada com a democracia constituída no Brasil e com a sua perda crescente de privilégios econômicos, históricos etc. Por estes motivos, querem dar um golpe no nosso sistema político, pedindo e articulando o impedimento ilegal da presidenta Dilma, tentando romper 13 anos de um governo de esquerda no poder do nosso país.

Isso mesmo... Apenas 13 anos, suficientes para efetivar grandes mudanças no formato político do país, revertendo prioridades e voltando para o povo preto e pobre políticas públicas sociais que estão revertendo (lentamente ainda) a lógica da partilha dos bens pecuniários para a maior parte da população. Esta elite da Casa Grande até onde se consta na história sempre esteve no poder e jamais fez isso...

Em meio a todo este contexto histórico e político, uma pequena parcela do povo de terreiro, por ser em sua grande maioria herdeiro da senzala, exatamente por herdar um sistema tradicional e religioso de matriz africana e indígena... Posicionam-se estranhamente e incompreensivelmente favoráveis ao Golpe. Isso a meu ver é algo assustador. É quase como matar duas vezes a luta dos nossos ancestrais que foram torturados e mortos por esta mesma elite que insiste em dominar, mesmo sendo apenas 1% de nossa população geral.

Creio que esta postura provenha da falta de entendimento de lugar histórico dos participantes e sacerdotes destas religiões. Afinal, grande parte de nosso povo ainda está imergindo das trevas do racismo e da intolerância. Aos poucos estamos compreendendo nosso papel histórico e político, e de como devemos nos articular para avançar perante ao processo de libertação ainda do escravismo mental e social que estamos envolvidos completamente desde colonização. Somos também herdeiros de um pensamento colonizado...

Não posso me calar ao ver este tipo de atitude. Compreendo o direito de todo indivíduo ter sua própria opinião, mas me parece totalmente incoerente pessoas de terreiro apoiarem o opressor histórico. É terrível assistir “o oprimido assumir o discurso do opressor” (Simone de Beauvoir). Ao que percebo, a profunda auto baixa estima vem dominando estas falas (a favor do golpe) vazias de história e contexto.

Se fazemos parte de uma comunidade tradicional, temos que no mínimo saber nosso lugar na história. Esta é uma missão espiritual. Defender a luta de nossos ancestrais é um dever, e lutar pela manutenção de nossa religião é lutar contra o opressor.

Contudo, não é de se estranhar estas posições favoráveis ao golpe e aos golpistas: Nosso povo sempre foi dominado e entendo que é difícil quebrar o paradigma do dominado... Submeter-se é quase sempre a primeira opção escolhida pelo dominado que historicamente não aprendeu a lutar contra as atrocidades dos dominadores. Mas devemos pensar... Refletir de qual lado queremos estar... E o lado que estamos é o lado dos herdeiros da senzala, o lado dos que sofrem ainda as conseqüências dos crimes históricos cometidos contra a humanidade – a escravidão africana e o holocausto indígena!

Rogo ao Reis Malunguinho, que morreu para que eu pudesse estar aqui escrevendo este texto, para que nossos irmãos e irmãs enxerguem logo que devemos nos unir e combater a dominação ideológica e histórica da Casa Grande sobre nós. Esta é uma necessidade primeira. Nosso futuro depende de nossa resistência e estratégias de combate ao racismo.

Jamais apoiaria o lado dos dominadores. Se nosso lado político tem alguns problemas, devemos nos ater a resolvê-los. Mas submetermo-nos ao chicote das elites jamais! Digo não ao golpe pelo sangue de nossos ancestrais! Não vão matar o jovem sistema democrático que temos. Não permitiremos isso, somos resilientes, vamos vencer com fé na democracia!

Este texto nasceu da necessidade de expressar minha opinião sobre pessoas pertencentes aos terreiros (de qualquer nação ou segmento) que apóiam o Golpe contra o atual governo instituído de forma democrática. Que fique claro que sou veemente contra este tipo de postura. Temos um lado, e este lado deve ser observado e levado em consideração na nossa luta coletiva.

Malunguinho se manteve vivo, como prova de sua grande importância na luta por liberdade em Pernambuco! A Jurema Sagrada, religião de matriz indígena do Nordeste do Brasil, o deificou imortalizando-o como divindade fundamental dentro desta religião. O Reis Malunguinho, o Reis das Matas, o caboclo, mestre, trunqueiro e reis, se manteve vivo, sendo este seu único reduto de memória, afinal a Jurema Sagrada é também história! Eu como membro dos que desfrutam da herança da luta deste guerreiro, estou ao lado de sua luta, de sua trajetória, de sua incansável  busca por direitos. Eu sou do lado do povo de terreiro, não posso estar ao lado dos opressores jamais.

Sobô Nirê Mafá!

#NãoVaiTerGolpe!
#FéNaDemocracia!
#MalunguinhoMeuHerói!

Alexandre L’Omi L’Odò
Juremeiro e mestrando em ciências da religião
Quilombo Cultural Malunguinho

alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Ao povo de terreiro. Sem medo de ser feliz!

Alexandre L'Omi L'Odò - Foto de Marina Mahmood.

Ao povo de terreiro. Sem medo de ser feliz!

“Cego é quem não enxerga pelo uma cerca de vara. Não há quem cuspa pra cima que não lhe caia na cara”. Recado do caboclo Arranca-Toco.

Este recado do grande Caboclo nos ajuda a refletir sobre o papel político que nós, povo de terreiro, temos que assumir. Não estamos conseguindo enxergar por uma cerca de vara... Não estamos vendo o risco que corremos e não estamos nos organizando suficientemente para combater o avanço conservador que nos ameaça a todas e todos. Se não acordarmos agora, vamos sofrer as conseqüências de nossa omissão política.

Nossos ancestrais já derramaram sangue por nós. Não vamos permitir que nosso sangue seja derramado também por nossa falta de consciência de coletividade. Se não olhamos para o futuro, vamos amargar com certeza a dor do arrependimento!

Nos mais de 400 deputados federais que votaram contra e a favor do golpe, nenhum falou em nosso povo de terreiro. NENHUM! Ficou claro que nós estamos completamente desamparados, pois não temos sequer uma representação para garantir uma fala que nos represente, defenda e nos valorize perante tantos evangélicos que querem nos, converter e exterminar, ou pelas leis, ou pela força. Reitero que concebo conversão religiosa aos moldes deles como extermínio cosmológico e etnico.

O povo de terreiro não tem a quem recorrer. Temos aliados sim! Poucos demais... Respeitamos eles e elas, também valorizamos suas lutas a nosso favor. Mas não temos nossa representação legítima que garanta de fato e de direito nossas pautas. Não estamos nas câmaras de vereadores (com raras exceções), nem nas câmaras estaduais e muito menos nas câmaras federais... Nosso povo não tem representatividade política nenhuma! Estamos nas mãos dos que querem julgar por nós, a nossa vida e destino. Estamos nas mãos de vereadores e deputados que na sua maioria são evangélicos. Estamos em risco eminente, e temos que acender a luz vermelha de alerta agora.

Há anos assistimos abertamente aos crimes de intolerância religiosa. Não citarei muitos, mas um dos mais emblemáticos foi o caso de Mãe Gilda de Ogun, que faleceu devido a agravamentos de sua saúde após um infarto ao ver a Igreja Universal estampar sua foto em um de seus jornais vinculando a imagem desta respeitada iyalorixá de Salvador ao charlatanismo e a coisas do “mal”. Sua morte motivou a criação do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Também, recentemente em Brasília a imagem de Oxalá foi queimada cruelmente por intolerantes. Vimos tudo isso na internet... Poderia escrever um livro, só relatando os casos de intolerância que eu mesmo ajudei a encaminhar ao DISK 100 etc. Vivemos um tempo sombrio... Um tempo de guerra religiosa...

Isso tudo é permitido estar acontecendo, único e exclusivamente, por não termos representação política. Ninguém legisla por nós. Os grupos representados nos espaços políticos defendem apenas seus interesses e pronto. O papel democrático de um político é defender o povo, mas infelizmente isso não ocorre. A realidade é dura e muito frustrante. Poucos são exceção neste caso, e estes poucos fazem a diferença, mas ainda são poucos...

Infelizmente o povo de terreiro ainda trabalha contra si próprio politicamente. Vejo terreiros, sacerdotes e sacerdotisas se aliarem a pessoas “amigas”, vendendo seus votos por bodes ou cabras, confeitos para o Cosme Damião ou por tijolos etc.... Vejo ainda supostas lideranças fazendo o jogo do Estado de olhos azuis, que não criou a secretaria de PIR e não contribui com nada em nossa luta por direitos... Não pensam no futuro e muito menos no coletivo. Olham apenas para seus umbigos e ali ficam fechados nas quatro paredes de seus terreiros, que quando sofrem violência, intolerância ou qualquer outro problema procuram os pequenos coletivos que estão tentando se organizar para ajudar a estes e estas que não param pra pensar e contribuir na sua própria causa. Alguns ainda criticam quem tenta lutar, falando que não alcançamos êxito na causa... Mas compreendo que isso é fruto da vulnerabilidade que nosso povo tem. Ao meu ver, sofremos de um complexo de inferioridade muito profundo, fruto do racismo e da intolerância que convivemos cotidianamente. Ser de terreiro em nosso país não é fácil, contudo demonstramos a cada dia capacidade de reversão, mesmo de forma lenta e até invisível aos olhos da sociedade... Mas estamos avançando.

Temos que pensar no nosso futuro! Afinal, não pensar pra frente é suicídio à passos lentos... Um contra gotas que em algum momento vai encher a taça e transbordar para todos os lados. A taça do racismo e da intolerância religiosa transborda todos os dias... E rogo à nossas divindades e entidades de matriz africana e indígena que não transborde de vez. Mas isso só não acontecerá se agirmos logo e com força!

Temos que ficar atentos! Não podemos repetir mais o discurso de que fomos separados desde África e por isso hoje somos desunidos.Este discurso não pode servir como álibi para nossa incapacidade de comprometimento. Não podemos mais nos vitimizar. Os fatos históricos servem sim para nos orientar e nos ajudar a refletir. Mas este tipo de argumento não deve servir para nos amortizar e nos posicionar de forma covarde perante os fatos.

Temos que nos UNIR! Mesmo se não gostarmos de “A” ou “B”, temos que entender que nossa discussão não deve ser pessoal, ou a de simpatia por “A” ou “B”. Nossa causa deve ser coletiva pelo bem comum de todas e todos. Estamos em um barco só – Jurema Sagrada, candomblés, umbanda, batuque, tambor de mina, jarê, terecô, pajelança do Amazonas, kimbanda, nagô, culto Egungún, rezadeiras e benzedeiras etc. Somos um povo só, o Povo de Terreiro, independente de nossas práticas particulares e nações. Ainda temos a cultura popular, filha dos terreiros, nossos brinquedos e manifestações do sagrado na rua.

O que assistimos na votação do golpe (no último domingo 17/04/2016) foi um festival de discursos evangélicos pautados na falsa moral, na hipocrisia mais fétida e no mal perverso do julgamento de que temos que engolir a lógica de mundo deles, como se o Brasil fosse um país evangélico e que temos que seguir as regras religiosas deles. Ficou claro o teocentrismo cristão em grande parte das falas. Isso nos assusta. Sabemos que estes posicionamentos atingem diretamente a todos nós. Falam em família por que acreditam que famílias homoafetivas LGBT não mereçam respeito e não devam existir. Falam em nome do Deus deles por que nos julgam como diabos e que só eles são os certos. Temos que ter medo disso, mas também enfrentar... Estas falas beiram a possibilidade de uma ditadura cristã evangélica (dos diversos segmentos) por meio de leis que nos impedirão até de existir, tendo em vista que a lógica cristã é: “quem não é de Deus, é do Diabo”, e este diabo (chamado também de inimigo) deve ser perseguido, convertido ou exterminado.

Temos que acordar URGENTE!

Será que o Povo de terreiro acredita mesmo que não temos votos para eleger pessoas de nosso segmento? Somos um povo grande, com muita gente. Temos votos pra eleger quem quisermos. Temos que mostrar isso nas eleições em outubro deste ano.

Não acredito e nem referendo bancada religiosa. Jamais gostaria de ver uma bancada de povo de terreiro. Apoiar essa idéia é ser contra a democracia e sobre tudo apoiar a lógica deles, que não nos representa. Contudo temos que entender que precisamos de representação. Sem ela, não conseguiremos fazer nada. Não devemos ficar apenas no discurso, que na maioria das vezes se tornam mortos desde a raiz por não haver luta pela concretização dos nossos ideais. Palavras jogadas ao vento não levam a nada...

A democracia foi estuprada, torturada e rompida ontem no Congresso Nacional. Isso não esqueceremos. Em nome do Deus cristão mais um grande crime contra o país foi efetivado. Um pastor evangélico da Assembléia de Deus, Eduardo Cunha, um dos maiores bandidos do Brasil presidiu um golpe apoiado por significativa parcela da população (branca e de classes elevadas, ou alienados mesmo). Golpe este contra uma mulher honesta e digna. Sem nenhum crime cometido. Isso não irá ficar assim! Somos o povo das favelas, dos alagados, dos bairros pobres, somos o povo de terreiro que temos força para barrar este mal que assola nossas vidas.

Nós "cuspimos pra cima" quando não nos unimos. Então... Cuidado pra não cair em nossa cara!

Que não nos falte o entendimento. Que não nos falte a coragem de concretizar nossos verdadeiros sonhos e ideais! Devemos lutar por nossa comunidade tradicional, somos um Povo e merecemos respeito!

Sobô Nirê Mafá Reis Malunguinho! Herói que esta junto conosco nessa luta por liberdade! Meu cachimbo sempre estará a disposição na luta por causas legítimas do povo.

SE LIBERTA POVO DE TERREIRO!

VAMOS ELEGER UM! VÁRIOS! VAMOS ELEGER NOSSO POVO!

Alexandre L’Omi L’Odò
Juremeiro e Aborìsà
Quilombo Cultural Malunguinho

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A Presidenta Dilma Rousseff recebe o Juremeiro Alexandre L'Omi L'Odò no Palácio do Planalto

Alexandre L'Omi L'Odò sendo recebido pela Presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Foto de Roberto Stuckert Filho.

A Presidenta Dilma Rousseff recebe o Juremeiro Alexandre L'Omi L'Odò no Palácio do Planalto

A data de primeiro de Abril de 2016 foi um dia que guardarei no meu coração para sempre... Estou muito feliz e de alma lavada. Fiz o que deveria ter feito e cumpri o recado de meu Mestre Malunguinho. 

Após breve conversa com nossa Presidenta Dilma Rousseff, cujo temas abordados foram o apoio a ela neste momento difícil do país e sobre a importância da Jurema Sagrada no Nordeste do Brasil, ela com muita simpatia quis tirar uma foto comigo. Pegou no cachimbo da Jurema e ainda aceitou uma "limpeza" firmada de cachimbo nela. O maracá mestre soou dentro do Palácio do Planalto e o Reis Malunguinho foi louvado dentro daquele espaço tão difícil de se estar. A Jurema triunfou e o recado foi de paz e proteção para ela e o Brasil.

Agradeço a força da ciência mestra por me levar longe na fumaça. Eu tenho fé e amor pela Jurema. Lutarei como nossos ancestrais por melhor condição pra todos nós. Não devemos esquecer nunca que eles morreram lutando contra a Casa Grande. O meu lado é do lado dos irmãos de luta pela democracia! 

Sobô Nirê Mafá Reis Malunguinho! 

#NAOVAITERGOLPE! 
#VAITERDEMOCRACIA! 
#AJUREMAREINA! 
#MALUNGUINHOÉMEUGUIA!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

A Jurema Sagrada é a continuidade da luta de nossos ancestrais!

Povo nas ruas. Na luta por direitos. Foto da Internet.

A Jurema Sagrada é a continuidade da luta de nossos ancestrais!

Zumbi dos Palmares foi assassinado pela força Branca imperialista da Casa Grande que sempre esteve no poder (século XVII). 

Malunguinho (ou os malunguinhos) foi assassinado pela força Branca imperialista da Casa Grande que sempre esteve no poder (Século XIX). 

Juremeiros e juremeiros, indígenas e negros e negras foram assassinados pela força Branca imperialista da Casa Grande que sempre esteve no poder. Ainda há morte... Ainda há holocausto... 

Minha religião é violentada cotidianamente pelo imaginário e a força Branca imperialista da Casa Grande que sempre esteve no poder... 

Você acha mesmo que eu não saberia qual meu lugar nesta luta? 

Minha religião é resistência e respeito aos que morreram por nós. Cultuamos guerreiros. Guerreiros que lutaram e morreram por liberdade. Nossa fé é a fé forjada na luta por sobrevivência e resiliência contra a força branca imperialista da Casa Grande que sempre esteve no poder. 

Sou da Jurema Sagrada. Sou do Culto Jeje Nagô. Sou de Peixinhos, sou da Cultura Popular! 

Sei qual é meu lado. Sei a quem devo defender. Sei o que fazer. Não me engano e não esqueço!  VAMOS À LUTA!

Sobô Nirê Mafá Reis Malunguinho, meu guerreiro negro índio que não me deixa cair perante o mal da dominação das consciencias! 

Salve a fumaça e salve nosso povo de verdade. Ser de terreiro é ter consciência negra e indígena. É ter consciência histórica! 

"Bota estrepe no caminho pro inimigo não passar"! 

#NAOVAITERGOLPE! 
#VAITERLUTA! 
#QUEMÉDETERREIRONAOAPOIAGOLPE! 
#AMODEMOCRACIA! 
#SOUDAJUREMA! 
#SEIQUALLADODALUTADEVOESTAR!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
Mestrando em Ciências da Religião 
alexandrelomilodo@gmail.com 

sábado, 2 de abril de 2016

Encontro de Alexandre L'Omi L'Odò com o Deputado Federal Jean Wylys

Alexandre LOmi L'Odò e Jean Wylys na Câmara Federal em Brasília. 

Encontro de Alexandre L'Omi L'Odò com Jean Wylys

De volta à Olinda/Peixinhos, trago comigo boas memórias da luta verdadeira de irmãos de fé e jornada. 

Parabéns Deputado Federal Jean Wylys por nossa guerra a favor dos direitos LGBTs e dos direitos humanos. Firmes na luta contra o golpe e a favor da democracia.

Você é de Oxum e eu também. Por isso nos demos tão bem. Tutu Niké! Ore iyéyiyé oooooooooo! 

#NAOVAITERGOLPE! 
#VAITERLGBT! 
#VAITERAMOR! 
#VAITERLUTA! 
#VIVAADEMOCRACIANOBRASIL!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 31 de março de 2016

Alexandre L'Omi L'Odò defende a democracia no Ato das Religiões do Brasil a favor do respeito e contra o golpe em Brasília



Alexandre L'Omi L'Odò defende a democracia no Ato das Religiões do Brasil a favor do respeito e contra o golpe em Brasília

Defendendo a democracia e o respeito a diversidade religiosa no Ato "Religiosas e Religiosos em Defesa da Democracia". 

A Jurema Sagrada se fez representada com minha fala entre as diversas religiões presentes. Foi muito forte este ato que contou de fato e de direito com a participação da diversidade religiosa existente no Brasil. De evangélicos à ateus, todos Unidos por um único objetivo: defender o nosso direito coletivo de respeito ao voto e a democracia. Todos em uma única voz gritamos juntos que NÃO VAI TER GOLPE! Isso dentro da Câmara dos Deputados Federais onde Cunha é o presidente...  Foi muito bonito e simbólico essa demonstração de União entre os povos. 

Estou muito emocionado em ter tido esta oportunidade única de participar em um momento crítico como estamos vivendo no Brasil de uma luta tão grandiosa como esta. A JUREMA MERECE RESPEITO, O povo brasileiro merece respeito e A DEMOCRACIA MERECE RESPEITO! 

Parabéns a Pastora Anglicana Romi Márcia Bencke por ter organizado este ato tão representativo. Nossa União romperá toda a maldade espiritual e política que estamos atravessando! 

Sobô Nirê Mafá! Obrigado Reis Malunguinho por ter me oportunizando estar aqui! Kolofé minha mãe Oxum, a senhora manda em Tudo!

Vamos à Luta, hoje 31/03/2016 Vai entrar na história do nosso país! 

#NAOVAITERGOLPE! #FORAGOLPISTAS! 

COMPARTILHEM.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 30 de março de 2016

A Jurema está firmada em Brasília!

Alexandre L'Omi L'Odò - Foto de Brenda Alcântara.

A Jurema está firmada em Brasília!

Bom Dia Brasil! A Jurema está firmada! 

Lutando por direitos iguais e por respeito para nossas religiões de terreiro. Essa caminhada vem de longe... Co tudo nos mantemos firmes e fortes no combate ao racismo e a intolerância religiosa. 

Junto com diversas lideranças religiosas, povo cigano, indígenas e movimentos sociais, estamos aqui em Brasília para garantir nossos direitos e avaliar a política pública de promoção de igualdade racial. Foram 13 anos de lutas e conquistas. Também houveram dificuldades... estamos aqui para tentar fazer melhor. 

Sabemos que não vai haver golpe. Mas se houver... acabou a política para nosso povo. Eles querem dar o golpe em nós, povo negro pobre que votamos honestamente para eleger Dilma. Também estamos na luta contra este absurdo histórico aqui. Sobô Nirê Mafá! Sigamos em frente. 

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com 

Não vai ter golpe! Fé na Democracia!


Alexandre L'Omi L'Odò na luta contra o golpe e a favor da democracia!


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com 

domingo, 27 de março de 2016

Alexandre L'Omi L'Odò fala para mais de 100 mil pessoas em ato pela democracia em Recife



Alexandre L'Omi L'Odò fala para mais de 100 mil pessoas em ato pela democracia em Recife

Nunca falei para um público de mais de 100 mil pessoas anteriormente. Mas desafiei meus medos e falei defendendo a participação do povo de terreiro na luta contra o Golpe. 

Nossa participação tem que ser efetiva e visível. Somos muitos e devemos nos posicionar a favor da democracia. Há mais de 500 anos lutamos por direitos iguais e por justiça. Nunca desistimos e somos a prova viva que deu certo nossa resistência. Não seria agora que nos acovardaríamos e apoiaríamos as elites que sempre nos subjugaram. 

Abaixo ao Golpe! SIM à democracia. Sou da jurema, do candomblé, da umbanda! Sou do povo de terreiro e não baixo a cabeça! 

Obrigado Oxum e Malunguinho pela força nessa luta. Não desistiremos. 

NÃO VAI TER GOLPE!!! 

Obrigado Demir da Favela por ter feito este registro em seu celular. Axé.

Alexandre L'Omi L'Odò 
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com

Alexandre L'Omi L'Odò fala para mais de 100 mil pessoas defendendo a democracia e a participação do povo de terreiro contra o golpe



Alexandre L'Omi L'Odò fala para mais de 100 mil pessoas defendendo a democracia e a participação do povo de terreiro contra o golpe

Vídeo gravado e editado pelo irmão de luta Adriano Lima da Gambiarra Imagens no dia 18 de Março de 2016,no ato de Pernambuco Contra o Golpe contra Dilma e a democracia. 

Nunca falei para um público de mais de 100 mil pessoas anteriormente. Mas desafie meus medos e falei defendendo a participação do povo de terreiro na luta contra o Golpe. 

Nossa participação tem que ser efetiva e visível. Somos muitos e devemos nos posicionar a favor da democracia. Há mais de 500 anos lutamos por direitos iguais e por justiça. Nunca desistimos e somos a prova viva que deu certo nossa resistência. Não seria agora que nos acovardaríamos e apoiariamos as elites que sempre nos subjulgaram. 

Abaixo ao Golpe! SIM à democracia. Sou da jurema, do candomble, da umbanda! Spu do povo de terreiro e nao baixo a cabeça! 

Obrigado Oxum e Malunguinho pela força nessa luta. Não desistiremos. 

NÃO VAI TER GOLPE!!! 

Alexandre L'Omi L'Odò 
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 26 de março de 2016

Tecendo Histórias - Alexandre L'Omi L'Odò - Jurema Sagrada e História



Tecendo Histórias - Alexandre L'Omi L'Odò
Jurema Sagrada e História

"O sacerdote Alexandre L'Omi L'Odò fala sobre a história da Jurema Sagrada, religião de matriz indígena e africana do Nordeste do Brasileiro".

Este curto registro de 7 minutos contendo uma fala minha sobre aspectos históricos da religião Jurema Sagrada, revela mínimos conteúdos que precisariam de muito mais tempo para que eu pudesse abarcar seus conteúdos mais profundos. Não era objetivo deste trabalho ter falas maiores, mas sim registrar o pensamento "geral" contemporâneo da religião.

Outros vídeos serão produzidos com outras falas minhas pela Ocarete TV - Povos e Comunidades Tradicionais (visitem o canal do youtube da instituição: https://www.youtube.com/channel/UCqdtq0OtpRklnwhB87UHRZg). Esta instituição, produz diversas atividades, onde uma delas é realizar audiovisuais contendo conteúdos raros de povos e comunidades tradicionais pelo Brasil. Um trabalho louvável e necessário.

Parabenizo e peço obrigado ao irmão de caminhada Henry A. Y. N. por ter feito este belo registro audiovisual aqui no Nascedouro de Peixinhos, locação que sugeri e foi aceita com muita alegria. Nosso encontro foi muito produtivo. Espero que possamos trocar mais saberes juntos. Fiquei feliz ao ouvir na trilha sonora o coco "Mas é com o coco que ela vai parar", gravado há um bom tempo atrás por mim no CD Coquistas de Olinda Contra a Violência. Vocês pesquisou minha trajetória e foi buscar lá no passado um dos poucos registros meus cantando. Axé.

Tenho que pedir obrigado a amiga de luta Mell Borba por ter feito esta articulação entre nós. Você foi um elo importante para que este material nascesse. Estamos sempre juntos na luta. Salve parceira!!

Que a Jurema Sagrada ganhe a cada dia mais espaço no meio público para que todo racismo e preconceito existente contra esta religião seja eliminado através de informações de qualidade que contribuam para o sentimento de respeito dos religiosos de dentro e de fora de nossa tradição.

A JUREMA MERECE RESPEITO!

Sobô Nirê Mafá Reis Malunguinho!
Adupé.

COMPARTILHEM.
Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
Mestrando em Ciências da Religião 
alexandrelomilodo@gmail.com 

Jan Vansina e os estudos sobre a tradição oral

Jan Vansina. Foto: Internet.

Jan Vansina e os estudos sobre a tradição oral

Decidi fazer esta postagem para contribuir nos estudos sobre tradição oral e história oral. Ao perceber a escassez de referências bibliográficas sobre este importante tema ligado as culturas africanas e indígenas, pesquisei Jan Vansina e percebi sua importância para nossa compreensão sobre o tema. 

Quase ninguém o cita em obras no Brasil. Não sei por quê... Contudo, pude ler um de seus clássicos textos "A tradição oral e sua metodologia" encontrado no primeiro tomo da coleção História Geral da África, cujo referência bibliográfica é:

VANSINA, J. A tradição oral e sua metodologia. In KI-ZERBO, J (org). História Geral da África: Metodologia e pré-história da África. Tomo I, São Paulo, UNESCO, 1982.

Uma grande obra. Confirmei sua decisiva contribuição sistematizada nos estudos da tradição oral e história oral. O texto é muito complexo e de grande conteúdo, sendo inclusive necessário (no meu caso) reler algumas vezes e voltar algumas páginas para compreender a profundidade do que ele produziu academicamente. Indico para todos e todas que desejam estudar a história da África e dos afro descendentes, além claro para quem estuda os indígenas. 

Bibliografia traduzida do inglês:

Vansina foi classificado primeiramente como um medievalista e etnógrafo, mas tornou-se conhecido como um dos estudiosos africanistas mais proeminentes. Em seu trabalho, ele enfoca a história das sociedades africanas antes do contato europeu, e é amplamente considerada como a principal autoridade sobre a história dos povos da África Central. Ele publicou amplamente sobre o assunto, incluindo um texto de referência sobre a história oral e interpretação factual. 

Sobre Vansina, o historiador David Praia escreve: "Em 1985, Jan Vansina Tradição Oral como História forneceu um quadro teórico em todo o mundo na tradição oral que rendeu quase todos os seus predecessores obsoletos.".

Um de seus mais importantes livros.

Vansina obteve seu doutorado em história pela Universidade Católica de Leuven em 1957. Ele é professor emérito da Universidade de Wisconsin-Madison e vive em Madison, Wisconsin.

Vansina foi amplamente referendado após dar assistência à Alex Haley (o autor em1976 do Novas Raízes: A Saga de uma família americana) onde ele decifrou várias palavras africanas que tinham sido proferidas a partir de ancestrais de Haley, determinando que eles eram de origem mandinga...

(Tradução livre minha).


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
Mestrando em Ciências da Religião 
alexandrelomilodo@gmail.com 

quinta-feira, 24 de março de 2016

GT Racismo da PM e Alexandre L'Omi L'Odò junto à sua comunidade distribuindo cestas de alimentos.

Comunidade recebendo as cestas de alimentos.

GT Racismo da PM e Alexandre L'Omi L'Odò junto à sua comunidade distribuindo cestas de alimentos

Nesta última quarta, foi um dia muito lindo com a visita da Capitã Lúcia Salgueiro​ e sua equipe do GT Racismo da PMPE junto a Diretoria de Articulação Social e Direitos Humanos da PM na sede do Balé Afro Raízes​. Realizamos um ato de congregação com a comunidade de Peixinhos e a doação de alguns alimentos para os moradores. O dia foi de muito axé e trocas positivas de energia. Vamos fortalecer este trabalho da PM junto com nosso bairro. Se faz necessário! 

Parabéns ao GT Racismo da PM. Vocês são essenciais no processo de reversão histórica das mazelas de nossa sociedade. Firmes na luta!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com 

terça-feira, 22 de março de 2016

Quilombolas de Pernambuco na luta pela democracia e contra o Golpe

Luiz Carlos líder do quilombo de Castainho em Garanhuns e Alexandre L'Omi L'Odò coordenador do Quilombo Cultural Malunguinho. Foto: Acervo pessoal.

Quilombolas na luta pela democracia e contra o Golpe

No último dia 21 de março de 2016 foi lançado em Pernambuco o Plano Estadual Quilombola. O plano prevê avanços de políticas públicas para estas comuinidades tradicionais de todo Estado.Entra as políticas estão as construções de casas populares e também de cisternas para melhoria de vida dos quilombos do Sertão.

Poderíamos fazer muitas críticas ao plano que conta com restrita verba para executar estas políticas. Já sabemos que esta ação não terá o êxito desejado, contudo não desistiremos de lutar.

No lançamento, o líder quilombola Luiz Carlos do quilombo de Castainho protestou contra o golpe à democracia dado pelas direitas brancas do país. Foi um momento de grande levante dentro do auditório Tabocas no Centro de Convenções em Olinda.

Os Quilombolas estão na luta contra o poder do capital e do neoliberalismo. Eu como membro do Quilombo Cultural Malunguinho não poderia jamais deixar de me unir à esta caminhada e compartilhar com meus irmãos da luta que é nossa.

Sobô Nirê Mafá! Sabemos o lado que devemos estar! Vamos dizer não ao golpe!!!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomildoo@gmail.com 

sexta-feira, 18 de março de 2016

Conversa de Negro com Alexandre L'Omi L'Odò em Vitória de Santo Antão/PE


Conversa de Negro com Alexandre L'Omi L'Odò em Vitória de Santo Antão/PE

No último dia 18/03 fui à Vitória de Santo Antão, no interior de Pernambuco para dar uma palestra sobre a trajetória do QCM - Quilombo Cultural Malunguinho e o Combate à Intolerância Religiosa a partir da figura histórica e divina de Malunguinho. Foi uma noite Maravilhosa, de muita troca de saberes e com participantes muito ativos que se fizeram presentes, indagando sobre diversas questões ligadas ao racismo e à intolerância.

Parabenizo ao GEOP - Grupo de Estudos Outras Pedagogias por estarem realizando uma luta tão bonita no combate ao racismo e no fortalecimento da história negra e indígena em vossa cidade. Isso é mais do que necessário no interior do nosso Estado.

Alexandre L'Omi L'Odò palestrando para o público presente. Foto de Vanessa Farias.

Obrigado pela paciência de me esperar acabar o ato contra o golpe naquela noite. Vocês com muita dignidade foram até o fim comigo, mesmo prejudicando o evento de vocês... afinal, nos atrasamos muito. Voltarei para compensar as horas perdidas.

Sobô Nirê Mafá! Que Reis Malunguinho faça crescer esta bela luta.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com 

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!