segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Professora Célia Cabral Uma mestra na arte de lutar contra o racismo na escola

 Professora Célia Cabral na Escola Mariano Teixeira apresentando culminância da Semana de Malunguinho 2013. Foto/Acervo QCM.

Professora Célia Cabral
Uma mestra na arte de lutar contra o racismo na escola

A Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana – Lei Malunguinho 13.298/07, é um elo que foi criado para fortalecer a corrente da luta contra o racismo no Brasil. Uma lei que surgiu a partir da proposta do Quilombo Cultural Malunguinho, e foi discutida junto com os diversos movimentos negros e de terreiro de Pernambuco. A lei foi apresentada pelo Deputado Estadual Isaltino Nascimento em 2007 e aprovada como símbolo da luta do povo da Jurema/de terreiro em prol de reconhecimento aos seus heróis negros indígenas marginalizados pela história.

A materialização e efetivação desta lei, hoje só pode ser vista de fato na Escola Estadual Mariano Teixeira, no bairro de Areias, Recife/PE.

A bela atividade organizada, produzida e sustentada por sete anos ininterruptos é realizada pela guerreira professora Célia Cabral, ou Célia Malunguinho, como ficou conhecida após toda esta luta pelo fortalecimento da ideia política de uma sociedade sem racismo e de uma escola não eurocentrada, ou ocidentalizada nos conteúdos curriculares. Este é um dos melhores exemplos que Pernambuco tem em relação à efetivação da implementação das Leis Federais 10.639/03 e 11.645/08, que tem na Lei Malunguinho um “reforço” para sua implementação, que é obrigatória, e que mais de 98% das escolas no Brasil não a efetivam como deveriam, infelizmente.

Professora Célia Cabral apresentando o teatro de fantoches (Malunguinho, Herói Pernambucano). Escola Mariano Teixeira 2012. Foto/Acervo QCM.

A Professora Célia Cabral, é um orgulho para o povo negro, indígena e de terreiro do país. Ela faz a diferença onde atua. É uma professora comprometida com a causa da extinção do racismo e é ativa na luta por uma escola menos embranquecida e racista. Ela é “Mourão Que Não Bambeia”! Nós aplaudimos seu trabalho que merece ser copiado por todas as escolas que estejam comprometidas com a mudança de paradigmas históricos preconceituosos e racistas.

Salve Célia Malunguinho, Célia Baobá, Célia de Xangô, Célia da Jurema, Célia guerreira da educação! Axé!

Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

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