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domingo, 1 de maio de 2011

Hoje, a Festa da Lavadeira vai acontecer por que o povo quer!


 
Hoje, a Festa da Lavadeira vai acontecer por que o povo quer!

Pessoal, hoje é dia da Lavadeira, a Festa que agrega fundamental parte da cultura brasileira. e uma festa do sagrado, uma festa onde o interior do ser é contemplado pela energia pura da natureza, das divindades da Jurema, do Candomblé...

Vamos todos e todas nos irmanar com esse processo histórico de luta pela liberdade da cultura.

Simbora lutar e brincar! Fazer valer nossos direitos enquanto cidadãos, pois estamos vivendo uma ditadura com este caso da Festa da Lavadeira, e não vamos dormir com isso, pois a questão é muito séria e merece pós Festa, um fórum para fazer deste caso um marco na luta contra o racismo, intolerância religiosa ao povo negro de terreiro e índio, a cultura. Afinal, Pernambuco vive seu auge na política de copitação... Vamos nos unir!

Salve a Jurema Sagrada, Salve os Orixás, Salve Iyemojá a dona da Festa!

Alexandre L'Omi L'Odò.
Quilombo Cultural Malunguinho.
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 26 de abril de 2011

PLENÁRIA POPULAR EM DEFESA DA FESTA DA LAVADEIRA


PLENÁRIA POPULAR EM DEFESA DA FESTA DA LAVADEIRA

HORÁRIO: 19h
DATA: 27/04/2011 (quarta-feira)
LOCAL: CLUBE DE ENGENHARIA (atrás do Mercado da Madalena)

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Carta de apoio integral à Festa da Lavadeira - Quilombo Cultural Malunguinho.


Festa da Lavadeira, raiz que vem do mar!
O maior evento/festa de cultura popular, tradicional e de terreiro de nosso Estado é sem duvida a Festa da Lavadeira.
Nesta poderosa reunião de diversos segmentos da cultura brasileira surge o Axé do Orixá Iyemojá como o agregador de todas as cores, etnias, pensamentos, lutas, amores e transcendências. Percebe-se que o Axé deste Orixá quebra barreiras e reorganiza todo um povo que historicamente foi apartado e ceifado de sua cidadania plena e de seu direito de colocar-se no cenário cultural, como atrações e manifestações de valor estético plausível. Este recalque chama-se racismo histórico, intolerância e pré-conceito de uma sociedade embranquecida pelos fatos e planos históricos que conhecemos bem.
 Mestre Galo Preto cantando para um público de mais de 10 mil pessoas. Foto de Mariana Lima.
Em Pernambuco a cultura popular e tradicional é mantida pelo povo negro e índio. Que com orgulho mantém viva a chama da originalidade única que só o Brasil possui. Portanto, podemos desde já perceber que as teorias gilberto-freyianas que instituíram a partir da academia em nós o pensamento de “democracia racial” nunca existiu e se vir a se tornar realidade, deverá se chamar  “democracia étnico social”, visto que o conceito de raça perdeu sua legitimidade frente aos estudos culturalistas realizados pela academia.

A idéia de transformar um terreiro de candomblé em um ponto que emana agregação entre povos do mundo é o confronto com a antiga idéia de que no período do escravismo brasileiro era plano para destruir estes povos negros que, aqui em nossas terras, foram submetidos a um processo de separação familiar, étnica e cultural. A Festa faz o caminho inverso, agrega, chama pra junto, reafirma amizades, congrega os povos. Isso é muito forte e revolucionário, porque disso emana a esperança de uma nova era para o povo que tem no sangue e na pele o registro da riqueza ancestral da cultura. A Lavadeira é instrumento dos Orixás, Mestres, Mestras, Caboclos, Exús e Trunqueiros, no resgate do que no passado foi vilipendiado pelo sistema de dominação dos povos da Europa, e por isso merece respeito de toda sociedade, que ainda não reparou os danos históricos que a grande maioria deste país sofreu. A Lavadeira também é reparação!
 
 Gira de Candomblé para Iyemojá dentro do Terreiro da Lavadeira
Não percebemos a Festa como território do “sagrado” e do “profano”. Vai muito além disso. Nela, tem a própria transcendência da polissemia sagrado e não sagrado, profano e não profano. A Festa é o território da experiência da transcendência completa das linguagens, onde as pessoas vão para reverenciar a vida em sua totalidade, a vida que veio da água, a vida que está na natureza e em tudo, quase uma concepção deísta de mundo, coisa rara hoje no nosso universo, que ainda insiste em separar o sagrado do compreendido como não sagrado, na Festa, é mais...  
Iyemonjá a grande homenageada reina absoluta como a grande iyá dúdú ti ara ayé (Mãe negra do povo da terra), que com seu Odú verdadeiro de Mãe abre os braços para mais de 20 mil pessoas de diversas tribos, diversos segmentos, diversos pensamentos, diversos gostos, abre os braços para a diversidade cultural enfim.
Público.
Como o Estado pernambucano e os empresários não enxergam isso? Por que acabar com essa Festa? Isso logo nos remete ao pensamento do período colonial, onde o negro e o índio não podiam tocar seu tambor, fazer seus rituais, viver em liberdade... Liberdade essa que com as atitudes tomadas no espaço o Paiva, onde acontece a Festa, se apresentam de forma assustadora, com uma suposta “privatização da praia”, dos espaços legalmente públicos, como atesta nossa constituição sobre o uso público das praias. públicos... Nossa, onde estamos, na colônia de novo?
Isso tudo é muito perigoso. Esta situação ressuscita os fantasmas do passado, do tempo que o poder dos ricos e da Igreja imperava sobre os “sem espírito” nas terras de “ninguém”. Absurdo em todos os âmbitos, não há argumentos que justifiquem o processo para destruir esse evento, a não ser o racismo, coisa que infelizmente compões nossa sociedade e que aflora todos os dias. Muitas vezes tal racismo toma proporções tão grandes que somente os olhos azuis podem enxergar com naturalidade, pois no passados de seus ancestrais isso tudo era natural, matar, acabar, destituir  a liberdade, ceifar a alma sem pena...
Sabemos que nos discursos mais recentes, os gestores públicos alardeiam sobre a implementação de políticas públicas para Promoção da Igualdade Étnico “Racial”, portanto, onde estão os órgãos que eram pra intervir neste caso? Na verdade, não existem em Pernambuco de fato, pois sequer uma secretaria foi pensada no plano de governo atual. Isso também revela a face do nosso Estado. 
Mas não se iludam, Iyemonjá Ogunté (àquela que possui Ògún) protege Eduardo Melo, o idealizador da Festa da Lavadeira. Ele sempre foi instrumento desta divindade. Esperamos e confiamos que a justiça se coloque contra o racismo, a exclusão, a arbitrariedade, e também contra a repetição da história dos poderosos que massacraram e massacram os “miseráveis”.
As raízes vêm do mar... 25 anos de tradição é a afirmação de que a cultura popular junta tem força, assim seguiremos.
 Malunguinho está de ronda na Jurema, nas fronteiras com seus Estrepes!
Salve o povo e a cultura que é nossa. Fé e irmandade!
Olinda/Recife 22 de Abril de 2011
  
Alexandre L’Omi L’Odò
Pesquisador, Produtor Cultural, Músico, Sacerdote Iyawò e Juremeiro.

 
João Monteiro
Historiador, Especialista em Preservação de Patrimônio,  Sacerdote Iyawò e Juremeiro.

QCM.
_____________________

 
Visitem o site da Lavadeira: www.festadalavadeira.blogspot.com 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

I Festa Zumbi dos Palmares

Programação I Festa Zumbi dos Palmares

Dia 28 de Novembro
Comemorando a Consciência Negra!


No dia 28 de novembro será dia de festejo ao guerreiro Zumbi dos Palmares no centro da cidade, a partir das 14h, em celebração às tradições populares e identidade cultural do povo nordestino. Maracatus, Cocos, Afoxés, Cavalos Marinhos, entre outros ritmos, darão um verdadeiro show de cultura popular na 1ª Festa Zumbi dos Palmares.

A Festa acontecerá ao ar livre, no centro histórico do bairro do Recife, com dois polos que ligarão os percursos dos 24 grupos que se apresentarão em cortejos. Um saindo da Praça do Arsenal da Marinha para a Rua da Moeda e outro fazendo o caminho inverso. Entre os convidados, Selma do Coco, Mestre Galo Preto, Grupo Bongar, Afoxé Alafin Oyó e Gigante do Samba.

Assim como a Festa da Boa Morte, na Bahia, a 1ª Festa Zumbi dos Palmares mistura elementos do catolicismo e do candomblé e vem para potencializar o turismo internacional e nacional, tornando-se um grande evento turístico cultural da cidade. A Festa Zumbi dos Palmares vem para perpetuar os folguedos populares, apoiar a cultura e desestigmatizar essas expressões através da música, dança e representação. Inseri-las na sociedade com lugar de destaque, tornando-se calendário para os grupos em data significativa. Além de vivificar a história do líder Zumbi usando o espetáculo artístico como ferramenta de educação. Zumbi dos Palmares, aos 25 anos, substituiu o líder Ganga Zumba e comandou a resistência do quilombo mais mítico e equilibrado da história.


PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Concentrações Rua da Moeda

(14h30) Afoxé Oyá Alaxé

(15h) Maracatu Cambindinha Dourada

(15h) Afoxé Oxum Pandá

(16h) Nação do Maracatu Leão da Campina

(16h30) Afoxé Ilé Egba

(17h) Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife

(17h30) Afoxé Povo de Odé

Concentrações Praça do Arsenal da Marinha


(14h30) Afoxé Alafin Oyó

(15h) Maracatu Carnavalesco Misto Leão Coroado

(15h30) Afoxé Omim Sabá

(16h) Maracatu Nação Estrela Brilhante de Igarassu

(16h30) Maracatu Baque Solto Piaba de Ouro

(17h) Nação do Maracatu Porto Rico

(17h30) Gigante do Samba


PALCO ARSENAL


16h Ciranda Pernambucana de Olinda do Mestre Ferreira

17h Selma do Coco

18h Mestre Galo Preto

19h Grupo Bongar

20h Ciranda Mimosa de João da Guabiraba


PALCO MOEDA


16h Afoxé Filhos de Xangô

17h Coco de Olga

18h Aurinha do Coco

19h Escola de Samba Galeria do Ritmo


SERVIÇO:

1ª Festa Zumbi dos Palmares

28 de Novembro (domingo)

A partir das 14h30

Projeção de vídeos no Teatro Malunguinho, do projeto “Tem preto na tela”.

Feira de artesanato

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Festa Zumbi dos Palmares

Belisa Parente – (81) 9199-1399 | (81) 3422-1723

belisa@revistazena.com.br

FOTOS/DIVULGAÇÃO


Alexandre L'Omi L'Odò
Produção do Mestre Galo Preto

alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Festa da Lavadeira virou documentário!

O documentário Festa da Lavadeira - Sou do Povo, Sou a Festa - lançado na Casa da Rabeca do Brasil em Olinda (PE) -, mostra como uma manifestação que começou como uma brincadeira entre familiares e amigos se tornou patrimônio cultural de Pernambuco. A festa reúne cerca de 60 mil pessoas todos os anos e já faz parte do calendário turístico do estado. Acontece desde 1987, no dia 1° de maio .

O vídeo traz depoimentos de moradores da comunidade pesqueira da Região do Paiva e, ainda, personalidades, como o ator e presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Sérgio Mamberti, o deputado federal Fernando Ferro, e a pesquisadora Rúbia Lossio, entre outros. Além de englobar todos os aspectos tradicionais e religiosos dessa manifestação cultural, o documentário também ressalta e justifica a importância de se preservar e valorizar as culturas populares.

Realizado com o patrocínio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), por meio do Fundo Nacional de Cultura (FNC), tem roteiro de Amin Stepple, direção de Teta Barbosa e direção executiva de Mário Rios.

Considerada uma das festas mais populares de Pernambuco, a Festa da Lavadeira foi um dos selecionados do Prêmio Culturas Populares 2007 - Edição Mestre Duda - 100 Anos de Frevo desenvolvido pela SID/MinC. Também foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) como o melhor projeto da Região Nordeste para a divulgação e difusão da Cultura Popular.

Mais informações no site www.festadalavadeira.com.br.

________________

*Esta festa é um patrimônio de Pernambuco, nunca poderá acabar por causa do racismo e do preconceito com as nossas tradições. Peço aqui que o poder público brasileiro se coloque frente na defesa de nosso patrimônio cultural, pois se faz injustificável qualquer interferência ou impedição na realização desta Festa, que é a maior festa da cultura popular do mundo.

Ògún vai dar caminho, Iyemojá também!

Ògúnté!

Alexandre L'Omi L'Odò.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Todos os ritmos na Festa da Lavadeira

Foto: Mariana Lima/PE

Esta é mais uma publicação relativa ao registro das matérias de jornal que contemplam o Mestre Galo Preto e a história do coco. L'Omi.

Cabo de Santo Agostinho

Todos os ritmos na Festa da Lavadeira

Publicado em 01.05.2008, às 00h21

Do JC (Jornal do Comércio).

Frevo, samba-de-roda, tambor de crioula e coco são alguns dos ritmos presentes na 21ª edição da Festa da Lavadeira, que acontece nesta quinta-feira (1º) na Praia do Paiva, Litoral Sul do Estado. Quatorze municípios se reúnem durante o evento para mostrar no palco manifestações da cultura popular – um dos mais aguardados e curiosos, aliás, é o maracatu Nação Noronha, o único do arquipélago Fernando de Noronha.

O Palco da Mata recebe três grupos que representam ritmos tombados como patrimônios culturais no Brasil. O frevo está representado pelo Clube Carnavalesco Marim dos Caetés, que começa a tocar às 15h. Já o samba-de-roda, vindo da Bahia, terá vários mestres do gênero se apresentando a partir das 16h. O belo tambor de crioula, do Maranhão, vem logo a seguir. A noite será encerrada pelo Coco Raízes de Arcoverde, um dos mais antigos participantes do encontro anual.

Dois maracatus rurais debutam na festa conhecida pela quantidade de lama (a chuva é uma das presenças mais constantes da Festa da Lavadeira). O Maracatu Carneiro Manso e o Maracatu Rural Leão Africano vão apresentar primeiro a tradicional sambada e só depois a evolução dos caboclos de lança. Também estréiam no evento o Reisado de Boa Vista de Garanhuns, a Mazurca de Agrestina e o coco de Santa Luzia de Caetés, assim como Severino dos 8 Baixos, de Feira Nova, que faz dupla com o Mestre Arlindo dos Baixos. Outra dobradinha acontece com Ronaldo Aboiador e Aécio dos 8 Baixos, irmão de Arlindo.

Outros destaques: a imperdível voz de Galo Preto, representante do coco, com 65 anos dedicados ao ritmo, e o Reizado (sic) Imperial do Mestre Geraldo, que tem oitenta e três anos de idade. Outro veterano é Mestre Ferreira, que promete criar uma grande roda de ciranda com todos aqueles presentes na farra. Dois afoxés (o Omim Sabá e o Oyá Alaxé) realizam seu cortejo afro na festa, que começa às 10h da manhã e vai até o fim do dia.

*A foto não faz parte da matéria oficial, coloquei pra ilustra a bela participação do Mestre Galo Preto na Festa.

Alexandre L'Omi L'Odò.

Produção Mestre Galo Preto.

alexandrelomilodo@gmail.com

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!