sexta-feira, 21 de abril de 2017

CD Coquistas de Olinda na Prevenção das DST/AIDS

 Capa CD Coquistas de Olinda  na Prevenção das DST/AIDS (frente). Acervo Alexandre L'Omi L'Odò.

CD Coquistas de Olinda na Prevenção das DST/AIDS

Texto oficial do CD:

A Secretaria de Saúde de Olinda vem incentivando as manifestações da cultura popular de Olinda para socializar informações de saúde. Já foram realizados filmes, cordéis, livros e agora a produção do CD Coquistas de Olinda na Prevenção das DST/AIDS. As ações desenvolvidas pela Secretaria de Saúde do Município, abrilhantadas pela participação significativa do Núcleo de Educação Popular em Saúde de Olinda (NEPS), tem sido um marco na administração da prefeita Luciana Santos.

João Veiga Filho
Secretário de Saúde de Olinda

Este CD é dedicado à memória de Pernalonga (Roberto Lira de França) e à luta dos demais artistas e ativistas do movimento Aids em Pernambuco.

Agradecimentos: Ao Clube Vassourinhas de Olinda, e a todos os músicos, artistas e amigos que com tanta perseverança acreditaram e fizeram acontecer o nosso projeto, a equipe do Estúdio Carranca e a todos e todas as coquistas de Olinda.

Contatos: Secretaria de Saúde de Olinda – Coordenação Municipal de DST/Aids e Saúde da Mulher – Fone: 81 3305 1131



A cima CD completo para baixar e compartilhar. Ouça e leia a letra de todas as faixas uma por uma, abaixo. Todas estão liberadas para baixar. Aproveitem.

Faixas:


01 – Côco com respeito (3:19)
Aurinha do Coco
BR–LGS-07-00061

Tenham poderes meu povo
Exijam os seus direitos
Respeito é bom e eu gosto
Eu gosto do seu respeito

Quem respeita as diferenças
Exerce cidadania
Respeito o adolescente
Respeito toda essa gente
Você que é um amigo
E também o meu irmão
Nesta luta contra a AIDS
Vamos estender as mãos

Quando se sentir doente
Vá logo ao seu doutor
Conte a ele sua história
Sem medo e sem rancor
Leve a sua mulher a fazer a prevenção
Esteja sempre presente em toda ocasião
Ela vai sentir segura
Também lhe agradecer
Deus abençoando a todos
Pra mal nenhum acontecer

Voz: Aurinha do Coco
Bombo e Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Rinaldo Aquino
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo
Palmas de mão: Célia, Aurinha, Silvia, Arlene, Adriano, Jonatas



02 – Quem tem AIDS precisa de amor (3:46)
Arnaldo do Coco
BR-LGS-0700071

Pra que tanto preconceito
Tanta discriminação
Quem tem AIDS precisa de amor
Quem tem AIDS é cidadão

Diga não ao HIV
Vá no posto fazer a prevenção
Que a AIDS não vê religião
Não vê sexo, idade, não vê cor
Fazer sexo com amor
Faça logo a prevenção
Quem tem AIDS precisa de amor
Quem tem AIDS é cidadão

É usar a camisinha
A gestante fazer o pré natal
Fazer sexo seguro é legal
À seringa usada diga não
Que a AIDS também está no sangue
É preciso chamar sua atenção
Quem tem AIDS precisa de amor
Quem tem AIDS é cidadão

Voz: Arnaldo do Coco
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Rinaldo Aquino
Ganzá: Marcony
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo
Palmas de mão: Célia, Aurinha, Silvia, Arlene, Adriano, Jonatas



03 – Aviso (3:51)
Mestre Galo Preto
BR-LGS-07-00066

A AIDS está por aí
Procure se proteger
Quem usa o preservativo
Não pega o HIV

Escolhi a letra p
Pra sua orientação
É o p do prevenido
É o p da prevenção
É o p do precavido
É o p da precaução
É o p da paixão
Que puxa o p do prazer
E o p do preservativo
Evita o HIV

A AIDS não pega no beijo
Nem no aperto de mão
No assento do banheiro
E nem no da condução
Não deixe a pessoa amiga
Sentir-se na solidão

É no meio da pobreza
Que a AIDS está se expandindo
Os jovens não acreditam
Por isso estão contraindo
Sabem que o caso é sério
Mas não estão se prevenindo

Aí vai o meu conselho
Para o idoso e a juventude
O sexo é muito gostoso
Mas não esqueça a saúde
Vá ao cinema ou a praia
Com sua namoradinha
Mas na hora do chega pra cá
Não esqueça a camisinha

Voz: Mestre Galo Preto
Bombo: Rinaldo Aquino
Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo



04 – Sem preconceito (2:49)
Ana Lucia do Coco
BR-LGS-07-00068

Sem preconceito menina
AIDS não pega assim
Também se pega no sexo
Use a camisinha sim

Use a camisinha sim
Tenha precaução
Não tenha preconceito
Com o seu irmão

Ela não pega no beijo
Nem no aperto de mão
Ela só pega em gente
Que não faz prevenção

Ela é a sua segurança
Ela é a sua proteção
Na hora do vamos ver
Não tira o prazer meu irmão

Voz: Ana Lucia do Coco
Bombo: Rinaldo Aquino
Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo



05 – Para todos os amigos (3:34)
Célia Coquista
BR-LGS-07-00072

Laura chamou
Laura chamou
Quando ela pediu ajuda
Todo mundo ajudou

Ela caiu de cama
Porque estava doente
Diga logo o que é que tem
Eu quero te ver contente
Você sendo minha amiga
Sempre alegre e sorridente
Com saúde e animada
Quero ver você com a gente

Para todos os amigos
Foi assim que ela contou
Ouçam todos minha gente
Com HIV estou
Todo mundo se uniu
Acudiu e ajudou
Ela mostrou num sorriso
Que mais forte é o amor

É isso aí meu povo!
É na hora da necessidade
Que se conhece o amigo!

Voz: Célia Coquista
Bombo e Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Rinaldo Aquino
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha

Ilustração de Fátima Moreira. Acervo Alexandre L'Omi L'Odò.


06 – Uma palavra de amor (3:34)
Arnaldo do Coco
BR-LGS-07-00070

Quero ver você sorrindo
Quero ver você cantar

A AIDS não tem cura
Mas tem tratamento
A vida continua
Você pode acreditar

Quero ver você sorrindo
Quero ver você cantar

A AIDS não tem cura
Mas tem tratamento
Vá no posto de saúde
Que você vai encontrar

Lá você vai encontrar...
Que ... côco!

Respeito e cidadania
Saúde e educação
É um direito de todos
Respeitar as diferenças
É dever do cidadão

É amar a vida
Que a vida é bela
Use a camisinha
Não esqueça dela

Voz: Arnaldo do Coco
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Rinaldo de Aquino
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo
Palmas de mão: Célia, Aurinha, Silvia, Arlene, Jonatas



07 – Grito de alerta (3:37)
Mestre Galo Preto
BR-LGS-07-00065

Ô menino, ô menina
Saúde é coisa tão boa
Por favor se previna

A gente está avisando
Mas vocês não obedecem
E estão sempre brincando
Pensam que não acontece

Já existe a camisinha
Masculina e feminina
Só falta você usar
Tome cuidado menina

Aqui o nome é AIDS
Lá fora se chama SIDA
Por isso eu estou lhe avisando
Tome cuidado na vida

Mulher não tenha vergonha
Fale com seu companheiro
Se ele não quiser usar
Então você usa primeiro
Mas se ele estiver usando
Você não precisa usar
Por que um dos dois usando
Não vão se contaminar

Voz: Mestre Galo Preto
Bombo: Rinaldo Aquino
Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo



08 – Seu passarinho e dona bonita (3:35)
Letra: Fátima Moreira
Música: Aurinha do Coco
BR-LGS-07-00064

Cuide do seu passarinho
Ele precisa de carinho

Lave ele direitinho
Pra que fique bem limpinho
Isso ajuda a evitar
Uma doença pegar
Tem sífilis, crista de galo
Também tem a gonorréia
Nenhuma delas é igual
Mas é de transmissão sexual

Cuide de sua bonita
Pra ficar bem prevenida
Preste muita atenção
Não esqueça a prevenção
Se o sexo doer
Se coçar ou se arder
Pode ser que tenha aí
Alguma DST

Se por acaso alguém pegou
Não faça disso um horror
Tem que ir logo no posto
Consultar com o doutor
Ele vai orientar
Como se deve cuidar
Vergonha não é pegar
O vergonhoso é não se tratar

Vou dizer pra terminar
Que camisinha é bom usar
É gostoso é resistente
E protege toda essa gente

Voz: Aurinha do Coco
Bombo e Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Rinaldo Aquino
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo



09 – Vamos informar (2:15)
Zezinho
BR-LGS-07-00060

A vida é muito boa
Não pegue AIDS à toa

Seja atento meu amigo
Preste muita atenção
Use logo a camisinha
Na hora de ter relação

Eu conheço um amigo
Esse vírus ele pegou
Foi no posto de saúde
Logo ele melhorou

Cuidado gente! A AIDS ta por aí,
cuidado pra não pegar!
Olha aí mocidade!
Tô avisando a todo mundo!

Voz: Selma do Coco
Bombo: Rinaldo Aquino
Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo
Palmas de mão: Célia, Aurinha, Silvia, Arlene, Adriano, Jonatas



10 – Coco solidário (3:25)
Aurinha do Coco
BR-LGS-07-00062

Estou fazendo este coco bem alegre
Venham todos e logo peguem
O pandeiro e o ganzá

Olinda é a primeira capital da cultura
No carnaval todos se misturam
Sem saber no que vai dar
Eu vou dizer
Peço a todos que acreditem
Tem uma série de doenças
Espalhadas pelo ar

Olinda tem moças, jovens e idosos
Espero que não se zanguem
No conselho que lhes dou
Esses conselhos
Também são uma advertência
Pois nem sei o que eles pensam
Na hora de fazer amor

Amem a vida
Transe na cama, ou na cozinha
Mas nunca esqueça de usar a sua camisinha

Mas se ele não usar
Eu uso a minha

Mas se ela não quiser usar
Eu uso a minha

É isso aí meu povo
Não esqueça de usar a sua camisinha
Chegue mais!

Voz: Aurinha do Coco
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Rinaldo Aquino
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo
Palmas de mão: Célia, Aurinha, Silvia, Arlene, Adriano, Jonatas



11 – Se eu amo a minha família (2:51)
Zeca do Rolete
BR-LGS-07-00067

Eu quero ver eu quero ver
Quero dizer pra você
Se você tiver cuidado
Não pega o HIV

No dia um de dezembro
Vamos todos dar as mãos
Nessa luta contra a AIDS
E a discriminação
Não tem idade
Não tem raça
Não tem cor
Dentro da sociedade
Todo mundo tem valor

Quero dizer pra você...

Se eu amo a minha família
Eu tenho que lhe dizer
Não tem bom sem ter defeito
Você precisa saber
Conviver com a diversidade
E toda forma de prazer

Mas menino... isso é que é coco

Voz: Zeca do Rolete
Bombo: Marcony Preto
Pandeiro: Adriano Elias
Ganzá: Rinaldo Aquino
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo



12 – Preconceito nunca mais (3:40)
Arnaldo do Coco
BR-LGS-07-00069

Ai, ai, ai ! Preconceito nunca mais
A profissional do sexo
A garota de programa
O homossexual

Família, sociedade
Comunidade unida
Na luta da prevenção
E no respeito a vida

Eu conheci um rapaz
Ele tinha o HIV
Foi vitima de uma omissão
Só por falta de socorro
Por falta de informação
Ele perdeu sua vida
Direito do cidadão

Pra que tanta violência
Pra que tanta humilhação
Se somos todos irmãos
Atrás da felicidade

Voz: Arnaldo do Coco
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Rinaldo Aquino
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo



13 – Desafio (3:38)
Mestre Galo Preto
BR-LGS-07-00063

A AIDS é no momento
Nosso maior desafio
Você que é pai de família
Converse com os seus filhos

Faça saber que a AIDS
No momento não tem cura
Mas tão fazendo pesquisa
Mas a ciência procura
Enquanto todos se empenham
Em encontrar a solução
O importante agora
É cuidado e prevenção

E quero deixar bem claro
Aqui pra todos vocês
Que o preservativo evita
Doenças do sexo e a gravidez

É isso ai...
Sou Galo Preto, já to com 72 anos
Quer viver?
É só fazer a sua parte.
O governo, ta se empenhando
Tem muita gente ajudando...
Tem médico, tem enfermeira,
Tem assistente social e
Tem agente de saúde...
Informe-se!
Faça sua parte, use a camisinha.
É tão baratinho! Tem na farmácia...
Não tem dinheiro?
Vá no posto de saúde, lá é de graça!
Eu to falando...
Vamos ajudar também, se cuida,
Tem que ter responsabilidade.
Namorar é tão bom, mas com saúde é bem melhor!

Voz: Mestre Galo Preto
Bombo: Adriano Elias
Pandeiro: Rinaldo Aquino
Ganzá: Marcony Preto
Congas: Paulo Negão
Vocal: Célia, Aurinha, Adriano, Marcony, Rinaldo, Paulo


Ilustração de Fátima Moreira. Acervo Alexandre L'Omi L'Odò.

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Ficha Técnica

Idealização do Projeto Coquistas de Olinda:
Márcia Marcondes
Idealização do Projeto Coquistas de Olinda na Prevenção das DST/AIDS:
Sony Santos
Produção Executiva:
Silvia Saldanha
Produção Artística e Musical:
Arlene Lamas
Direção Musical:
Adriano Elias
Gravado, mixado e masterizado:
Estúdio Carranca – Recife.PE
Outubro de 2007
Técnico de Gravação:
Marcílio Moura e Albérico Júnior
Assistente de Gravação:
Jonatas Melo
Mixagem:
Albérico Júnior
Masterização:
Carlinhos Borges
Produção Fonográfica:
LG Projetos e Produções Artísticas
Fotografia:
Eduardo Bezerra
Ilustrações:
Fátima Moreira
Design & Arte Final:
Eduardo Bezerra
bezerraeduardo@uol.com.br

Prefeita de Olinda | Luciana Santos
Vice-Prefeito | Paulo Valença
Secretário de Saúde | João Veiga
Secretária Adjunta | Tereza Miranda
Diretoria de Planejamento | Petra Duarte
Diretoria em Vigilância em Saúde | Márcia Marcondes
Diretoria Administrativo-Financeira | Markene Fernandes Vieira
Diretoria de Atenção à Saúde | Maílton Alves
Diretoria do Distrito Sanitário I | Tânia Redivivo
Diretoria do Distrito Sanitário II | Vanessa Régis
Coordenação Municipal de DST/AIDS e Saúde da Mulher | Sony Santos
Coordenação do Núcleo de Educação Popular em Saúde | Wilson Freire


 Capa de fundo do CD Coquistas de Olinda  na Prevenção das DST/AIDS. Acervo Alexandre L'Omi L'Odò.

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Decidi fazer esta postagem no intuito de dar acesso ao conteúdo deste CD histórico dos Coquistas de Olinda. É uma obra rara, de difícil acesso e que foi pouco divulgada. Raras também são as pessoas que ainda tem este CD guardado... Muitos dos próprios coquistas já nem o tem mais. Foi uma obra de 2007, há 10 anos atrás, e que nunca foi divulgada na internet democraticamente. Disponibilizo aqui por perceber a total falta de interesse das demais pessoas em fazê-lo, sabendo-se que um trabalho como este não pode ficar no ostracismo, e eu como historiador não permitira que isso acontecesse por mais tempo. Se me for contestado este ato pelos donos dos direitos autorais, retiro a postagem sem nenhum problema, contudo afirmo que apenas fiz a divulgação de um trabalho que é importante e educativo, sendo necessário estar na internet disponível para todas e todos.

A proposta do trabalho foi genial e o resultado ficou excelente. Esta produção deu frutos como um documentário, que já postei em meu blog (http://alexandrelomilodo.blogspot.com.br/2017/04/documentario-coquistas-de-olinda-contra.html) para dar acesso a estas informações e memória. Transcrevi todas integralmente as informações contidas no encarte do CD e subi as músicas para meu Sound Cloud (https://soundcloud.com/alexandrelomilodo), as disponibilizando a cima. 

Neste CD resguardam-se as saudosas vozes de Dona Célia Coquista e Dona Selma do Coco, duas grandes mestras da cultura popular que já não estão mais conosco. Para elas dedico esta postagem.

Meu esforço de fazer este trabalho de disponibilização de informações históricas da cultura popular nasce de meu anseio de ver nosso povo mais informado e  empoderado com suas próprias histórias.

Salve a fumaça e aproveitem. Compartilhem. Mostrem a outras pessoas. Baixem as músicas e guardem. Esta é uma das grandes postagens deste blog. Axé!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 15 de abril de 2017

Malunguinho, herói anônimo dos quilombos - Primeira matéria de Jornal sobre o Reis do Catucá

Digitalização da matéria - Jornal do Commercio, 21 de Maio de 2000, Cidades, p. 8.

Cumprindo a missão do Quilombo Cultural Malunguinho de informar, formar e empoderar o Povo da Jurema com informações de qualidade, compartilho este achado histórico importante, que transcrevi de meus arquivos pessoais. Esta foi a primeira matéria em um jornal que tratou do tema da pesquisa do professor PhD em História Marcus Carvalho. No texto, poderemos ter acesso a importantes informações que nos ajudarão a entender mais a história e o contexto cultural/religioso de Malunguinho.  Aproveitem, compartilhem. Este texto é fantástico. Já avançamos muito desde estes tempos na compreensão da figura histórica e divina Malunguinho, mas esta matéria é incrível. Sobô Nirê Mafá #ReisMalunguinho!

 Malunguinho, herói anônimo dos quilombos

HISTÓRIA Há poucos registros sobre o mais procurado líder dos escravos no Estado no Século 19. Ele comandava refugiados do Catucá, na Mata Norte. 

Jornal do Commercio, 21 de Maio de 2000, Cidades, p. 8.
Cleide Alves

Líder quilombola mais temido em Pernambuco nas primeiras décadas do século 19, o negro Malunguinho é dono de uma história singular, porém praticamente anônima. Basta dizer que o Conselho de Governo, principal órgão consultivo da província e que deu origem a Assembléia Legislativa, gastou uma reunião inteira discutindo um possível ataque dos escravos refugiados na Floresta do Catucá (Mata Norte, entre Recife e Goiana) ao Recife. A suposta invasão aconteceria em 1827, comandada por Malunguinho.

Na ata da reunião (29/01/1927), o governo provincial oferece um prêmio pela prisão dos três principais chefes dos quilombos do Catucá: 100 mil réis pela cabeça de Malunguinho, 50 mil réis por Valentim e a mesma quantia para Manoel Gabão. “Cem mil réis, na época, foi a maior quantia já oferecida pela captura de alguém vivo ou morto em Pernambuco”, observa o professor do Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Marcus Carvalho.

Além da recompensa, foi determinado que todos os negros apanhados nos quilombos fossem vendidos ou mandados por seus donos para fora da província, “para o Sul, além Rio São Francisco, e para o Norte, além do Parnaíba”. A ata da reunião está no acervo do Arquivo Público Estadual.

Segundo Marcus Carvalhos, a data do início da ocupação da Floresta do Catucá não é precisa, mas os movimentos políticos e sociais exerceram influência. “Muitos escravos devem ter aproveitado a Insurreição Pernambucana (1817) e fugiram para as matas, pois vários donos de engenhos localizados nas proximidades do Catucá faziam parte da revolta”, explica. Ele informa que os quilombos do Catucá (ou do Malunguinho) foram atacados sistematicamente pela polícia.

Há registro de diligências policiais em 1821 e 1824 e o líder mais citado em todas é Malunguinho. Numa das tentativas de acabar com os quilombos foram presos 63 negros. As diligências menores eram feitas com cerca de 60 soldados e jagunços, enquanto que as maiores chegavam a 700 homens. “Em 1824, o governo chegou a usar as tropas do Exército que tinham vindo do Rio de Janeiro para combater os rebeldes da Revolta de 1817”.

O professor acrescenta que os quilombolas mantinham contato com outros negros (familiares e amigos) que viviam nos engenhos e nas cidades. Além de ajudar os escravos fugitivos com gêneros alimentícios, essas pessoas informavam aos quilombolas sobre as diligências. “Era comum a polícia chegar nas matas e encontrar casas, mocambos e lavouras recém abandonadas, mas nenhum negro”.

O coração dos quilombos do Catucá ficava numa região conhecida como Cova de Onça, entre Olinda e Igarassu, na antiga margem do Rio Paratibe. Os escravos fugiam do Recife e dos Engenhos da Mata Norte, formando pequnas comunidades no Catucá.

Malunguinho, de acordo com Marcus Carvalho, é o aportuguesamento da palavra Malungo, de origem banto e que significa “canoa grande”. Malungo é traduzido também como “companheiro” e serve para identificar as pessoas que vieram no mesmo navio negreiro. “É um laço muito forte”.

Nos documentos da polícia não há registro da morte ou captura de Malunguinho. O quilombo foi dizimado por volta de 1830. Um dos fatores que mais contribuíram foi a criação da Colônia Amélia, formada por soldados de origem germânica que haviam lutado na Guerra da Cisplatina. Como o governo queria acabar com os quilombos, ofereceu terras aos soldados na Floresta do Catucá. “Os soldados não sabiam que a área já era ocupada pelos negros. No confronto, a família alemã Cristiane foi massacrada”.

Líder negro do século 19 é cultuado como divindade

No culto da Jurema, Malunguinho é uma entidade de grande poder, que se manifesta de três formas bastante distintas: Exu, Caboclo e Mestre. O primeiro representa o mensageiro, fazendo o elo de ligação da linha da Jurema com as pessoas. O segundo é a figura do guia, o principal protetor dos iniciados no culto. O terceiro representa alguém que teve existência real na terra.

A Jurema, segundo o pesquisador Hildo Leal da Rosa, é um culto religioso de origem Indígena (existe no Brasil desde o século 16), mas que também carrega elementos afros (negros) e cristãos (brancos). “Malunguinho é uma entidade que fala pouco e não demora muito quando incorpora. Suas palavras são meio truncadas como uma criança falando, e a língua mistura português com outro idioma”, diz Hildo Leal.

Durante o culto, as mensagens trazidas pela entidade são repassadas a um médium. “Quando a pessoa está com um problema sério e precisa de uma proteção grande, uma das primeiras entidades chamadas para ajudar é Malunguinho”, diz o pesquisador. Trazido como um Exu muito forte, Malunguinho também é invocado nas cerimônias para levar embora os outros exus.

Antes de começar as cerimônias, o grupo sempre pede proteção a Malunguinho. “Isso é uma história muito bonita. O povo pega um herói popular que existiu de verdade, guerreiro, líder dos negros e o coloca no olimpo das divindades”, acrescenta o historiador Marcus Carvalho. Várias cantigas usadas no culto da Jurema citam o nome de Malunguinho.

“Subir ao panteão das divindades é talvez a maior homenagem que um povo pode prestar aos seus heróis”, destaca Marcus Carvalho na publicação O Quilombo de Malunguinho, o rei das matas de Pernambuco (Liberdade por um fio/História dos quilombos no Brasil, editado pela Companhia das Letras). Para Marcus Carvalho, a unidade entre a divindade e o guerreiro da floresta do Catucá é evidenciada em uma cantiga que cita um antigo aparato militar usados pelos quilombolas, os estrepes.

Marcus Carvalho explica que estrepes eram paus pontudos fincados no chão, as armadilhas ou expostos, para impedir os ataques dos soldados aos quilombos. “Muitos soldados caíam nas armadilhas ao perseguir os negros. Vem daí a expressão ‘se estrepar’”, observa. “O Malunguinho da Jurema, que tem o poder de tirar os estrepes do caminho, é, portanto, a recriação simbólica do próprio Malunguinho do Catucá, o verdadeiro rei das matas de Pernambuco”, escreve o historiador na mesma publicação.

Cantigas da Jurema que citam Malunguinho

“Malunguinho portal de ouro
Malunguinho portal de espinho cerca, cerca
Malunguinho tira os estrepes do caminho”.

“Na mata só tem um
é o rei Malunguinho
o rei dos espinhos
na mata é Malunguinho”.

“Firmei meu ponto sim
no meio da mata sim
salve a coroa de Rei Malunguinho
das matas é Rei Malunguinho
das matas é rei
Rei das matas é Malunguinho
Mas eu sou preto e gosto dos pretinhos
Salve a coroa do Rei Malunguinho”.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Entrevista sobre Teologia Afro com o Teólogo Jayro Pereira de Jesus



Entrevista sobre Teologia Afro com o Teólogo Jayro Pereira de Jesus

O Povo de Terreiro precisa ouvir essa entrevista linda do omo Ogiyàn, teólogo afro e professor Jayro De Jesus. Ele é um dos maiores intelectuais negros de nossa religião e precisa ser ouvido e compreendido. É nosso dever publicar conteúdos de grande relevância para ampliar a percepção de mundo e a criticidade afro indígena de nosso povo. Compartilhem, este vídeo tem axé!

Abaixo, texto original desta postagem no canal do YouTube do Cultne. O vídeo encontra-se neste link: https://www.youtube.com/watch?v=TUUOZT-ffEA&t=708s e também no link de meu canal do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=7RsBlCoKKa8 

Programa exibido em 01 de abril de 2017 na TV Alerj tendo como convidado o teólogo e professor Jayro Pereira de Jesus..
CULTNE NA TV é um programa para TV que utiliza a riqueza do acervo Cultne além de novos conteúdos num mix de leveza e informação sobre cultura negra. O programa Cultne na TV está no ar na TV ALERJ, uma TV a cabo pertencente ao poder legislativo do Estado do Rio de Janeiro.

Exibição semanal o Cultne na TV traz para a televisão uma importante contribuição para a diversidade da imagem veiculada na mídia brasileira. O programa vai dar aos telespectadores da TV Alerj a oportunidade de se informar, se emocionar, desconstruir preconceitos, a partir de fatos da história contemporânea do movimento negro no Brasil.

O programa é uma parceria da TV Alerj, com o Acervo Digital de Cultura Negra, tendo sido contemplado com os recursos do Edital Viva o Cinema da Rio Filme/ Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro em 2015..

CULTNE, site que reúne um grande conteúdo audiovisual de importantes momentos da história recente dos afros brasileiros. São momentos que retratam as manifestações culturais, artísticas e esportivas, um material que contribui para o ineditismo do programa.
Divididos em dois blocos e com duração de vinte e oito minutos, o programa tem o formato de entrevista em estúdio. O apresentador Ricardo Brasil, e o convidado, vão ficar cara a cara, num papo envolvente. O apresentador conduz a entrevista tendo como fio condutor, a exibição de vídeos em um tablet. São vídeos onde o convidado aparece atuando em algum episódio histórico, ou de fatos que tenham relevância com história de vida do entrevistado. A ideia é contextualizar a história e aprender com ela.

O programa é direcionado a todo e qualquer público, independente de classe social, raça, idade, religião e sexo. É uma atração que vai dar a oportunidade a todos e a todas, de conhecer o passado para repensar o presente.

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Obrigado a JF Neto por ter me ajudado a subir este vídeo.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Documentário Coquistas de Olinda Contra as DST/AIDS



Documentário Coquistas de Olinda Contra as DST/AIDS - Parte I



Documentário Coquistas de Olinda Contra as DST/AIDS - Parte II

Documentário Coquistas de Olinda Contra as DST/AIDS

Capa documentário Coquistas de Olinda Contra as DST-AIDS - Frente. 

Capa documentário Coquistas de Olinda Contra as DST-AIDS - Fundo.

Texto oficial do DVD

As doenças sexualmente transmissíveis, DST/AIDS, são um problema de saúde pública mundial. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, requerem, por parte do poder público, maior atenção e disposição para combatê-las. 

A Prefeitura Municipal de Olinda, através de sua Secretaria de Saúde, reuniu artistas populares, os novos coquistas, para que fizessem de seus cantos e vozes, uma arma eficaz nesta guerra contra estes males. O resultado está ai: Um DVD revelando todo processo criativo desses artistas, arautos do povo olindense. 

Que ele sirva de instrumento de educação para as populações vulneráveis a esta pandemia, as DST/AIDS.

João Veiga
Secretário de Saúde de Olinda

Ficha Técnica

Documentário de 2008

Coquistas participantes:

Mestre Galo Preto
Dona Selma do Coco
Dona Célia do Coco
Aurinha do Coco
Mestra Ana Lúcia do Coco
Zeca do Rolete
Arnaldo do Coco

Técnicos e Produção:

Roteiro e Direção - Wilson Freire
Produção e Fotografia - Hamilton Costa Filho
Assistente - Andrenalina
Edição - Danúbia Dantas e Mary Gabis
Pós Produção - Pingo
Realização - Cabra Quente Filmes 
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Faço esta rara publicação por entender a importância da preservação deste importante documentário que registra vários coquistas da cidade de Olinda compondo cocos com letras que educam e dão grito de combate contra às DST/AIDS. É um trabalho inédito e muito interessante. Já faziam cinco anos que eu havia publicado em duas partes este audiovisual em meu canal do YouTube e só agora me dei conta que não havia feito uma publicação mais ampla sobre. Aqui está, com a intenção de dar acesso ao grande público a  estes importantes conteúdos da cultura popular, democratizando o acesso a memória.

No filme algumas das grandes mestras do coco já nos deixaram, como Dona Selma do Coco e Dona Célia do Coco. A estas importantes artistas deixo minha eterna homenagem. Saudades eternas daquelas com quem tanto aprendi.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Obrigado - Da série, poesias de L'Omi

OBRIGADO

Obrigado por acometer-me de grande amor
Obrigado por acordar-me com relâmpagos
Obrigado por construímos dores
Obrigado por conservarmos ardores
Obrigado por me ter tomado anos
Obrigado por ter visto os mundos comigo
Obrigado por se permitir amar
Obrigado por pular no abismo belo do sonho
Obrigado por mergulhar em suas dores
Obrigado por mergulhar em suas dores
Obrigado por conceder teu sossego e amor
Obrigado por menstruar nossa vida
Obrigado por ser forte e digna de admiração
Obrigado por ter me dado amor de verdade
Obrigado por ter me despertado profundo amor
Obrigado por ter me ensinado a pensar sobre
Obrigado por ter me dado teu sabor
Obrigado no que de mais belo tem o axé
Obrigado por ter me dito verdades
Obrigado por ter me batido com ódio
Obrigado por não enxergar-me
Obrigado por não teres esperado
Obrigado por me dares um filho que nunca tive
Obrigado por ter ocupado com beleza minha casa
Obrigado por me morderes e me dar voadoras
Obrigado por ter chorado em minha cama
Obrigado por ter me ajudado em algumas coisas
Obrigado por me ouvir e ter seguido algumas orientações
Obrigado por ter se dado e me dado prazer no dia da morte
Obrigado por ter me beijado no carro de João naquele dia
Obrigado por ter me feito dormir horas
Obrigado pelos livros
Obrigado pelas andadas até aqui
Obrigado por você ter ternura
Obrigado por você ser tão irracional
Obrigado por você me querer como objeto
Obrigado por me amar plenamente
Obrigado por ter sido amada por mim de verdade
Obrigado por ser bi
Obrigado por me entender por ser bi
Obrigado por construir seu mundo com força
Obrigado por te ajudar naquilo que te fortalece
Obrigado por não teres tempo
Obrigado por sua juventude
Obrigado por sua alma
Obrigado pelas luzes que nasceram de nós
Obrigado pela entrega sábia e necessária
Obrigado pelo pulo em meus braços
Obrigado por me fazer feliz tantas vezes
Obrigado pelas toalhas molhadas em minha cama
Obrigado por ter feito da minha casa a sua
Obrigado por ter cegado e se emburrecido
Obrigado pelo que sou hoje
Obrigado pelas desculpas não ouvidas
Obrigado pelas traições
Obrigado pelo sexo gostosíssimo
Obrigado pela boa pegada no meu pau
Obrigado pelos orgasmos que te dei
Obrigado por Zé Pilintra
Obrigado pela pedra que levaste
Obrigado pelo carinho
Obrigado pelas macumbas
Obrigado por me fazer fluir
Obrigado por tudo que não foi
Obrigado por tudo que será
Obrigado pela segurança de nossa amizade
Obrigado por nos entendermos tão bem
Obrigado por apoiarmos a safadeza de ambos 
Obrigado pelas fotos
Obrigado pelo explorar de nosso sexo
Obrigado pelos ciúmes
Obrigado pelos não ciúmes
Obrigado por ter me feito esquecer Rita em partes
Obrigado por sermos tão íntimos
Obrigado por nos conhecermos de verdade
Obrigado por não me perdoar
Obrigado por me amar
Obrigado por falar mal de mim
Obrigado por não me respeitar
Obrigado pelo silêncio
Obrigado por ter me feito achar coisas
Obrigado por ter me esperado noites
Obrigado por ter feito escândalos
Obrigado por ter me enchido o saco
Obrigado por me ligar pra saber como eu estava
Obrigado por ter confiado em mim
Obrigado pelo que fizemos juntos
Obrigado pela energia doida
Obrigado por me guiar
Obrigado por me deixar chorar
Obrigado pelo simples ato do riso
Obrigado pelo que me fazes sentir ainda
Obrigado pelas lembranças que não cessam
Obrigado pelas lágrimas que ainda derramei
Obrigado pelas belezas que nascemos no nosso mundo perfeito e imperfeito
Obrigado pelo coração ferido e sofrido
Obrigado por me usar
Obrigado por extrair sem prazer de mim
Obrigado pelo seu sono enorme
Obrigado por tudo
Obrigado pelo hoje e pelo ontem
Obrigado pelo amanhã e pela nossa vida.

Axé e te respeito!

Para J.B.
17/12/2012.

Alexandre L’Omi L’Odò.
alexandrelomilodo@gmail.com 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Babá Paulo Braz Ifátògún - Matéria da Revista Aurora 2013



Babá Paulo Braz Ifátògún 
Matéria da Revista Aurora - 2013

Com matéria de Marcionila Teixeira e fotografia/registro audiovisual de Alcione Ferreira, este é um dos raros registros públicos do histórico sacerdote Babá Paulo Braz Ifátòógún. 

Esta matéria que consta de três páginas na publicação da Revista Aurora do dia 05 de Março de 2013 e registro audiovisual publicado no link: http://aurora.diariodepernambuco.com.... traz com sensibilidade parte dos saberes africanos do Alapini que fez história em Pernambuco, por ser um dos últimos grandes anciãos da tradição nagô. 

Pai Paulo Braz, faleceu no último dia 27 de Dezembro de 2016, levando consigo uma das maiores e mais expressivas bibliotecas negras de nosso tempo. 

Axé!
Kolofé!

Alexandre L'Omi L'Odò 
Filho de axé e eterno admirador de seus saberes ancestrais. 
alexandrelomilodo@gmail.com

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!