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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Entrevista sobre Teologia Afro com o Teólogo Jayro Pereira de Jesus



Entrevista sobre Teologia Afro com o Teólogo Jayro Pereira de Jesus

O Povo de Terreiro precisa ouvir essa entrevista linda do omo Ogiyàn, teólogo afro e professor Jayro De Jesus. Ele é um dos maiores intelectuais negros de nossa religião e precisa ser ouvido e compreendido. É nosso dever publicar conteúdos de grande relevância para ampliar a percepção de mundo e a criticidade afro indígena de nosso povo. Compartilhem, este vídeo tem axé!

Abaixo, texto original desta postagem no canal do YouTube do Cultne. O vídeo encontra-se neste link: https://www.youtube.com/watch?v=TUUOZT-ffEA&t=708s e também no link de meu canal do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=7RsBlCoKKa8 

Programa exibido em 01 de abril de 2017 na TV Alerj tendo como convidado o teólogo e professor Jayro Pereira de Jesus..
CULTNE NA TV é um programa para TV que utiliza a riqueza do acervo Cultne além de novos conteúdos num mix de leveza e informação sobre cultura negra. O programa Cultne na TV está no ar na TV ALERJ, uma TV a cabo pertencente ao poder legislativo do Estado do Rio de Janeiro.

Exibição semanal o Cultne na TV traz para a televisão uma importante contribuição para a diversidade da imagem veiculada na mídia brasileira. O programa vai dar aos telespectadores da TV Alerj a oportunidade de se informar, se emocionar, desconstruir preconceitos, a partir de fatos da história contemporânea do movimento negro no Brasil.

O programa é uma parceria da TV Alerj, com o Acervo Digital de Cultura Negra, tendo sido contemplado com os recursos do Edital Viva o Cinema da Rio Filme/ Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro em 2015..

CULTNE, site que reúne um grande conteúdo audiovisual de importantes momentos da história recente dos afros brasileiros. São momentos que retratam as manifestações culturais, artísticas e esportivas, um material que contribui para o ineditismo do programa.
Divididos em dois blocos e com duração de vinte e oito minutos, o programa tem o formato de entrevista em estúdio. O apresentador Ricardo Brasil, e o convidado, vão ficar cara a cara, num papo envolvente. O apresentador conduz a entrevista tendo como fio condutor, a exibição de vídeos em um tablet. São vídeos onde o convidado aparece atuando em algum episódio histórico, ou de fatos que tenham relevância com história de vida do entrevistado. A ideia é contextualizar a história e aprender com ela.

O programa é direcionado a todo e qualquer público, independente de classe social, raça, idade, religião e sexo. É uma atração que vai dar a oportunidade a todos e a todas, de conhecer o passado para repensar o presente.

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Obrigado a JF Neto por ter me ajudado a subir este vídeo.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 14 de janeiro de 2012

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA - REPORTAGEM PARA O JORNAL FUTURA



INTOLERÂNCIA RELIGIOSA 
REPORTAGEM PARA O JORNAL FUTURA

O crime da intolerância religiosa invade a cada dia mais o Brasil. Isso é assustador e merece muita atenção das autoridades e das religiões em geral. Temos que reverter este quadro. Hoje, as religiões que mais sofrem racismo e intolerância são as religiões de matrizes africanas e indígenas como o candomblé, a Jurema Sagrada, a Umbanda, o Jarê, o Tambor de Mina, o Batuque do RS etc. 

Isto tudo tem motivo claro: o racismo sofrido por negros e negras, por índios e índias. Como essas religiões pertencem a estas matrizes etno-culturais, são exatamente elas que mais sofrem toda sorte de crimes de discriminação, e abusos provindos principalmente de adeptos das igrejas evangélicas. Esta relação entre as citadas religiões não é recíproca. O povo das religiões de matrizes africanas e indígenas não tem no princípio de seus códigos de ética e teologia a perspectiva da violência contra outras formas de fé e de experiências religiosas. Como sempre em suas falas afirma o teólogo e professor Jayro Pereira de Jesus que estas religiões tem o princípio da xenofilia, e não da xenofobia, que afasta, que entende o outro como estrangeiro. 

Nossa religião agrega, protege e entende o diverso e o diferente. Este princípio chamado de xenofilia merece total apropriação em termos de consciência religiosa por parte do povo de terreiro. A compreensão mais ampla deste conceito irá nos ajudar a enfrentar de forma mais resiliente todo este processo de crimes das religiões contra a fé do negro e do índio.

Transcrevi e destaco as falas dos entrevistados nesta válida reportagem do Jornal Futura como forma de deixar mais acessível as informações que eles projetaram:
 
Professor Teólogo afro Jayro Pereira de Jesus:

“O povo da Umbanda e do Candomblé de sertã forma, histórico e secularmente, adquiriram o que a psicologia chama hoje de resiliência – Capacidade de suportar as violências históricas. E essa violência da intolerância religiosa é mais uma, ou seja, é um povo adepto calejado pelo processo histórico da violência simbólica e material que recrudesce com a intolerância religiosa e que, se comparado com a do passado, na cabeça de cada religioso afro, essa de hoje é muito amena”.

 Sacerdote Pai André:

“As pessoas aqui te discriminam, as pessoas aqui abusam de você, falam besteira na sua porta, colocam panfleto, jogam sal na sua porta, achando que o sal vai te defender de alguma coisa, ou te livrar de alguma coisa, não sei por que, nunca tive problema nenhum com sal, a não ser na pressão (arterial). A desunião do povo do candomblé também é que está colocando e dando espaço para que essas outras religiões venham e te detonem, por que se o povo do candomblé que tem nessa cidade se unissem e mostrassem o que é a religião, mostrasse a beleza que é o candomblé, não estaríamos vivendo isso hoje em dia”.

Boa leitura e reflexão. Vamos contribuir mais para uma maior divulgação de nossas religiões de terreiro. Salve a fumaça e abaixo a intolerância religiosa já!


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomildoo@gmail.com

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Meu Tempo é Agora - 100 anos do Terreiro Ilê Axé Opo Afonjá

A cada dia me orgulho em pertencer ao Orixá e a Jurema. Nada mais legitimador que a fala de uma sábia de minha religião, Mãe Stella da Oxóssi, uma sacerdotisa que me eleva a pensar como penso, a compreender como compreendo e a caminhar como caminho. Adupé Iyá mi, Adupé gbogbo Iyá agbá ti Ilé Àsè Opo Afonjá! 100 anos de pura tradição e orientação construtiva para o povo negro. indio brasileiro. Vejam!

Alexandre L'Omi L'Odò
Iyawò Ti Osún
Juremeiro

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Texto do Professor Jayro Pereira de Jesus ao Jornal Diário de Pernambuco. Críticas...

Professor Jayro Pereira de Jesus. IV Kipupa Malunguinho. Foto de Maíra Gamarra

Texto do Professor Jayro pereira de Jesus ao Jornal Diário de Pernambuco

Posto aqui, texto original feito pelo professor Jayro Pereira de Jesus, teólogo das religiões afro indígenas, que ao estar morando no Estado de Pernambuco, decidiu fazer uma crítica à mídia local em relação a cobertura das posses dos Ministros do Governo Dilma, ao qual percebeu a total falta de atenção à posse da ministra Dra. Luíza Bairros, da SEPPIR - Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Também fez uma sensata crítica ao modelo de gestão do CEPIR do Estado de Pernambuco, que ao entender dele é: "Medíocre". Este texto saiu no Jornal Diário de Pernambuco de 14 de Janeiro de 2011, na página B4, do editorial, na parte de Cartas à Redação. O texto saiu na íntegra e vale a pena ler para refletir sobre suas sanções.

Texto Original:

Política de Igualdade Racial

Ao se ler os jornais nesse período de instalação do novo mandato presidencial, com a primeira mulher presidenta da República, verifica-se invariavelmente que as matérias com relação às posses dos ministros do governo federal mereceram relevantes coberturas das mídias em geral, com exceção da posse da ministra de Política de Promoção da Igualdade Racial, Dra. Luiza Bairros em que as notícias se ativeram a notas epigráficas. Trazendo a questão para o governo do Estado de Pernambuco, a percepção é a de que a política das relações étnico-raciais é tratada e decidida aqui no âmbito das relações domésticas familiares à revelia das organizações do movimento social negro, ficando denotada nessa prática ainda fortes resquícios da sociologia colonial da casa grande e senzala. O homicídio de jovens afrodescendentes no Estado é assustador e por isso tem que se cuidar para que o Pacto pela Vida, não se converta no Pacto pela Vida Eterna a ponto de se configurar numa política efetiva de extermínio consentido. Enfim, a política de promoção de igualdade racial do Estado de Pernambuco é inquestionavelmente medíocre, de caráter personalista e autopromocional com requintes de excentricidade em que as realizações de natureza insipiente e folclórica têm acabado por banalizar, desmerecer e descredibilizar a questão racial de forma a aviltar a dignidade do povo negro desse Estado que precisa ser consubstanciada e que de acordo com a ministra Luiza Bairros: “é preciso potencializar as ações para consolidar a cidadania negra” (DP, Política, p. A8, 4/1/2011).

Jayro Pereira de Jesus

(Teólogo da Religião Afro)

teologiaafro@yahoo.com.br

Veja a digitalização do Texto:

Texto do Professor Jayro Pereira de Jesus na página Cartas à Redação do Jornal Diário de Pernambuco de 14 de Janeiro de 2011.

Alexandre L'Omi L'Odò.
De Terreiro!
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Reflexões Afro-indígenas Teológicas - Professor Jayro Pereira de Jesus

Reflexões Afro-indigenas Teológicas

Reflexão 1

Os terreiros da religião de matriz africana e indígena são lugares da diversidade humana incondicional, pois tem na xenofilia o seu pressuposto teológico e filosófico; porém, essa prerrogativa não pode ser confundida a ponto de convertê-los em verdadeiros antros em que subjetiviades reprimidas são exercidas, dando lugar às libertinagens em que o divino ou o sagrado se confundem com as próprias personalidades ou idiossincrasias dos indivíduos dirigentes, bem como dos/as frequentadores/as sejam eles/as assíduos/as ou esporádicos/as dos “templos religiosos” afro-indígenas.

Reflexão 2


A religião de matriz africana e afro-indígena possui uma teologia e
uma filosofia que prima pela potencialização da Existência considerada como sagrada e não pela diminuição da mesma, em que a “energia” é manipulada no sentido contrário ao do engendramento da Vida enfim. Quem da Religião Afro apregoa malefícios, sobretudo, atentados à Vida, devem possuir matadores e/ou grupos de extermínios associados ao terreiro para assim conferir fidedignidade aos ditos feitiços, trabalhos, catimbós, etc. Tais elementos (homens e mulheres) que se utilizam da religião da Vida como a dos Orixás, dos Inquices, Voduns, etc., para a morte, precisam ser denunciado aos órgãos públicos de seguranças, pois se utilizam de meios mecânicos para perpetrar seus crimes.

Reflexão 3

Na religião de matriz africana e afro-indígena, o Corpo enquanto estrutura das pessoas (dos homens e das mulheres) na sua compreensão biomítica ou antropotheogônica é tido como uma espécie de território do Sagrado. Nessa concepção reside a improbidade de toda e qualquer violência física ou simbólica tantos aos Entes animados como aos inanimados humanos e da natureza. Um/a adepto/a, um/a iniciado/a, em especial, deve abster-se de todo e qualquer ópio para assim não macular a sua sacralidade existencial. As drogas de toda e qualquer natureza ou espécie não podem ser usadas por iniciados/as, em especialmente. Templos Afros que usam e estimulam, portanto, o uso de entorpecentes deve ser denunciado, porque atentam contra os fundamentos teológicos e filosóficos da cosmovisão africana, em particular.

Jayro Pereira de Jesus.
Teólogo/ATRAI
teologiaafro@yahoo.com.br

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Publico aqui reflexões importantíssimas feitas pelo Professor Jayro Pereira sobre a nossa religião de matriz afro indígena, é importante que todos leiam e coloquem seus pontos de vista, pois essas são discussões imprescindíveis ao nosso meio. A foto é de Maíra Gamarra, no IV Kipupa Malunguinho, nas matas sagradas do Catucá em 2009.

Alexandre L'Omi L'Odò.
Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!