segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

RPV - Lei do Registro do Patrimônio Vivo 2008, infelizmente não foi desta vez para o grande Mestre Galo Preto.

Infelizmente não foi desta vez que o nosso grande Mestre Galo Preto, o rei do coco e da embolada, foi reconhecido pelo Estado de Pernambuco como patrimônio vivo.

Parabenizamos os Vencedores 2009, em especial a grandiosa Mestra e verdadeiro Patrimônio vivo, Dona Selma do Coco, por ter rompido as barreiras do racismo e da descriminação à cultura nordetina, levando e enaltecendo o coco Praieiro e de roda para todo o mundo.
Salve Dona Selma, já foi tarde este reconhecimento!

Comemorando seus 65 anos de coco e resistência cultural, o Mestre Galo Preto na altura dos seus 73 anos de idade (1935 - 2008), tendo uma singular história na formação do coco em Pernambuco, ainda está firme na luta pelo seu registro como patrimônio vivo. Em 2009 esperamos com muita esperança que o Conselho Estadual de Cultura do Estado, reconheça este valor negro de nossa tradição.

Vamos a Luta!!!
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Governo do Estado nomeia três novos Patrimônios Vivos de Pernambuco

O Caboclinho Sete Flexas, o Teatro Experimental de Arte de Caruaru e Dona Selma do Coco foram os contemplados na edição de 2008 do Registro de Patrimônio Vivo de Pernambuco

Joana Pires e Guilherme Gatis

O Conselho Estadual de Cultura divulgou, no último dia do ano, a lista com os mais novos Patrimônios Vivos de Pernambuco. O Caboclinho Sete Flexas de Água Fria, o Teatro Experimental de Arte de Caruaru (TEA) e Selma Ferreira da Silva, a Dona Selma do Coco, foram os nomes escolhidos na edição deste ano. Ao todo, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) recebeu 102 candidaturas de mestres e grupos populares. Apenas 10 não atingiram os critérios estabelecidos para concorrer às vagas garantidas pelo edital deste ano.
A Lei do Patrimônio Vivo de Pernambuco (nº 12.196/02) é uma iniciativa que busca valorizar e homenagear os principais ícones da cultura pernambucana que, durante décadas, se destacaram por um trabalho de relevância cultural. Editada em 2002 e regulamentada em 2004, pelo decreto nº 27.503, a lei estabelece uma remuneração mensal de R$ 750 para pessoas físicas e R$ 1,5 mil para grupos e tem como objetivo preservar a tradição popular através do intercâmbio de conhecimento entre as novas gerações. Os artistas que recebem as pensões têm como contrapartida o comprometimento de participar de atividades educativas para que seus conhecimentos sejam perpetuados. Com os três novos contemplados, Pernambuco possui agora 18 Patrimônios Vivos (confira a lista abaixo).


TEATRO EXPERIMENTAL DE ARTE (TEA) - Fundado em 1962, inicialmente como um grupo de estudo, o Teatro Experimental de Arte de Caruaru (TEA) já encenou mais de 50 espetácilos, como os clássicos Antógona, de Sófocles, a textos experimentais como Feira de Caruaru, que marcou a estréia do caruaruense Vital Santos como dramaturgo. Liderado por Argemiro Pascoal, que desde 1948 trabalha com teatro e é um dos expoentes das artes cênicas caruaruenses, com mais de 15 peças escritas, já passaram pelo TEA grandes nomes da dramaturgia pernambucana como Clênio Wanderley, Isaac e Estephania Gondim, Walter Estevão, Luiz Maurício Carvalheira, Romildo Moreira, Didha Pereira, José Manoel.

DONA SELMA DO COCO - Um dos expoentes do coco de roda, ritmo tipicamente pernambucano, Dona Selma começou descobriu seus dotes artísticos na Cidade Alta de Olinda, num tabuleiro de tapioca. A música foi, na época, uma forma de atrair a clientela e chamar a atenção dos turistas enquanto vendia comes e bebes na frente da sua casa. Em 1996 a rainha do Coco, como também é conhecida, foi uma das atrações do Abril Pro Rock, se destacando no palco festival em plena efervescência do Mangue Beat. Um ano depois sua canção "A Rolinha", presente no disco "Minha História", foi uma das músicas mais executadas durante o carnaval. Dona Selma já defendeu as cores pernambucanas em vários países da Europa e sua obra representa o Estado em diversas coletâneas internacionais.

CABOCLINHO SETE FLEXAS - Fundado em 1969 pelo mestre Zé Alfaiate e atualmente comandado por seu filho, Paulinho, o Caboclinho Sete Flexas, com sede no bairro de Água Fria, Subúrbio do Recife, incorpora as tradições dos caboclinhos mais antigos, sobretudo os fundamentos religiosos. O Sete Flexas se destaca pelo cuidado com a apresentação enquanto espetáculo propriamente dito, valorizando a dança, a musica e os aspectos visuais O grupo também é referência na comunidade de Água Fria pelas atividades sociais e o poder agregador que exerce nos mais jovens.

PATRIMÔNIOS VIVOS DE PERNAMBUCO
Camarão (sanfoneiro)
Clube de Alegorias e Crítica Homem da Meia Noite (clube carnavalesco)
Confraria do Rosário de Floresta do Navio (irmandade religiosa)
Dila (cordelista e xilógrafo)
Fernando Spencer (cineasta)
Índia Morena (artista circense)
J. Borges (cordelista e xilógrafo)
José Costa Leite (xilógrafo)
Lia de Itamaracá (cirandeira)
Manuel Eudócio (artesão)
Maracatu Carnavalesco Misto Leão Coroado (maracatu)
Nuca (artesão ceramista)
Sociedade Musical Curica (banda de música)
Zé do Carmo (artesão ceramista)
Zezinho de Tracunhaém (artesão)
*Foto do Mestre Galo Preto: Laila Santana.

Alexandre L'Omi L'Odò
Sacerdote -Músico -Educador-Produtor Cultural

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