sábado, 28 de julho de 2018

XIII Kipupa Malunguinho - Coco na Mata do Catucá 2018


XIII Kipupa Malunguinho – Coco na Mata do Catucá 2018

Com realização do QCM – Quilombo Cultural Malunguinho, e Casa das Matas do Reis Malunguinho, incentivo do FUNCULTURA – Fundo Estadual de Cultura de Pernambuco e apoio essencial da Prefeitura de Abreu e Lima, entre outros parceiros e parceiras, eis que as matas sagradas da Jurema, no Quilombo do Catucá, abrem-se mais uma vez pra receber seu povo no Festival XIII Kipupa Malunguinho – Coco na Mata do Catucá.

No dia 23 de Setembro de 2018, de 09 às 18h, em sua décima terceira edição, o maior encontro de juremeiros e juremeiras do Brasil, trará uma programação rica e diversa de religiosidade de matriz indígena e africana, com muitas novidades, além de seu caloroso grito por união, luta contra o racismo e intolerância religiosa.

Entre suas atividades:

1.    Teremos o tradicional ritual coletivo às entidades e divindades das matas, que a cada ano concedem muitas graças na vida de quem com fé, vai fazer suas oferendas e firmações conosco.
2.    A 2° Feira Preta - Malunguinho da Economia Solidária, que reunirá barracas com membros do povo de terreiro, que venderão artigos religiosos e artesanatos, instrumentos, livros, etc. Relacionados à Jurema e ao povo de terreiro e cultura tradicional em geral;
3.    O 2° Kipupinha, com atividades educacionais, organizadas pelo Ilé Orisanlá Talabí, com a presença da especial educadora Ebome Vanda Machado de Salvador/BA, que fará uma linda contação de histórias. Ainda, será montado um mini parque de diversão e será distribuído o tradicional “Cosme e Damião”, afinal, o Kipupa será do dia dedicado às crianças, dentro da tradição de matriz afro indígena;  
4.    Etapa Educativa do Kipupa – Serão realizadas três palestras de formação para alunos e alunas de escolas públicas e interessados com trilha ecológica na mata sagrada do Catucá. Esta atividade, será realizada por três diferentes palestrantes de renome, como Prof. Dr. Marcus Carvalho (UFPE), Profa. Célia Cabral (Célia Malunguinho), e um dos fundadores do evento, Prof. João Monteiro. Essa atividade, será realizada nos dias 17, 18 e 19 de Setembro, como parte da Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana, Lei Malunguinho 13.298/07. Inscrições gratuitas pelo fone 81 99973-7826 e pelo e-mail: quilombo.cultural.malunguinho@gmail.com
5.    São realizados quatro shows de alto nível, todos de grupos e artistas da cultura popular, com grandes mestres e mestras do coco e da mazurca, como Grupo Bongar, Pandeiro do Mestre, Bojo da Macaíba e Mestra Ana Lucia do Coco.
6.    Serão realizados três cortejos no chão, pelo Grupo de Bacamarteiros Mandacaru, que abrirão o evento com a saraivada de tiros, comemorativos aos 183 anos de Malunguinho na Jurema. O Caboclinho Carijós do Recife, que dará as boas vindas com seu terno de caboclo para o público, e o Maracatu Nação do Reis Malunguinho, que realizará sua primeira apresentação pública.
7.    Será apresentado pela primeira vez ao público, o Calunga Gigante de Malunguinho, que será batizado e consagrado na força da Ciência no Kipupa. O Grande bonequeiro de Olinda, Sílvio Botelho, é quem irá nos presentear com essa grande homenagem ao Reis das Matas. O Calunga gigante, comporá o panteão dos bonecos gigantes de Olinda, sendo parte fundamental do Carnaval 2019, puxando a primeira saída do Bloco dos Catimbozeiros.

O Kipupa é o lugar das possibilidades espirituais. Lá, quem busca respostas, pode esbarrar em uma entidade que lhe revele os caminhos da vida... Lá, também, remédios podem lhe ser dados para a cura de todos os tipos. Nas matas sagradas, quem desejar sentir a força verdadeira das raízes da Jurema, vá com o coração limpo para receber a graça da força da natureza em sua mais pura essência. Pisar no chão, sentir o cheiro da fumaça da Jurema, beber seu sagrado vinho, sentir os tambores bater e vibrar na pisada do coco com todo povo de terreiro que se faz massiçamente presente, é uma chance de aprender e trocar saberes.  A espiritualidade Encantada, abraça todas e todos que a procuram, e no maior encontro de juremeiros e juremeiras do país, o que mais estará presente é a beleza dessa força milagrosa que transforma vidas.

Venha celebrar conosco a força da memória do Reis Malunguinho na Jurema Sagrada. O Nosso herói negro/índio pernambucano que com sua ciência mestra nos ensina a lutar juntos por união e amor entre os povos. O Kipupa é união, é coletividade e respeito, é resistência do Povo da Jurema. Vem kipupar!

Atrações artísticas:

Cortejos:

09h - Bacamarteiros Mandacaru
09:30h - Caboclinhos Carijós do Recife
10h - Maracatu Nação do Reis Malunguinho

Shows

12:30h - Mestra Ana Lúcia do Coco
13:30 - Bojo da Macaíba
15h - Pandeiro do Mestre
16h - Grupo Bongar

Homenageados do Prêmio “Mourão Que Não Bambeia”:

Mãe Jane de Egunitá
Pai Ivanildo de Oxóssi
Mãe Maria da Oxum (Goiana/PE)
Pai Hermes de Oxum

Informações gerais sobre o evento (leiam tudo para não terem dúvidas):

Evento gratuito. Para quem não vai em caravanas ou de carro, disponibilizamos ônibus que saem às 07h da manhã do Pátio do Carmo em Recife e do Nascedouro de Peixinhos, valos R$: 30 reais, que podem ser adquiridos no Mercado de São José, no box de Eliane. Ou, comprar nas mãos dos coordenadores. Os terreiro e grupos podem organizar suas caravanas individualmente.

ORIENTAçÃO PARA OS MOTORITAS E AS MOTORISTAS: Quem vai de CARRO, KOMBI, VAN, ETC. A entrada é pela rua Capitão José Primo, tendo como ponto de referência o Terminal dos Kombeiros, na entrada de Caetés, no centro de Abreu e Lima. Todo o caminho estará sinalizado com banners nos postes e paredes. É só ficar atento, não há como se perder. Do centro de Abreu e Lima ao local do evento, que acontece no Sítio de Juarez Pé no Chão, são 11km de estrada de barro, que estará completamente plana, sem buracos e sem riscos.

ÔNIBUS DE ACESSO AO EVENTO: Cada terreiro organiza o seu transporte, vindo em caravana. Para quem não pertence a nenhum terreiro, pessoas organizarão ônibus individuais para atender o público que se interessa – entrar em contato no fone (81) 99973-7626, falar com Anne Cleide.

Os juremeiros e juremeiras devem ir com roupa tradicional da Jurema, homens de calça, camisa e chapéu. As mulheres de saias coloridas, torso ou chapéu. Levem seus cachimbos, maracás, ilús, pandeiros e todos os objetos que acharem necessário. Os ogans podem levar seus ilús. Vamos fazer uma festa bonita com o colorido tradicional da Jurema. Vamos manter vivas nossa raízes, a começar pelas roupas que são nossa identidade.

Quem desejar levar oferendas para Malunguinho fiquem a vontade, desde que sejam oferendas perecíveis, pois cuidamos muito da Mata Sagrada e não admitimos poluição no local. Portanto, confeitos, balas e doces: tirar das embalagens de plástico. Bebidas só o líquido é permitido oferecer (as garrafas recolher), Alguidares serão recolhidos após os atos de oferenda, Cigarro, é proibido deixar as piolas no chão. Animais não serão imolados no local. Favor respeitar todas estas regras do culto.

É PROIBIDO ACENDER VELAS DENTRO DA MATA. No altar de Malunguinho haverá local para firmarem seus pontos de luz.

O Kipupa é um evento cultural e religioso, e por estes motivos, quem não for da religião, favor não tirar camisa no local, não usar drogas, não entrar na mata para outros fins que não sejam louvar Malunguinho e a Jurema Sagrada. Estaremos atentos com vigilantes no local para manter o respeito à tradição da Jurema.

O Kipupa não é um “piquenique na mata”, portanto, não fiquem bêbados e não vão na intenção de arrumar qualquer tipo de problema, briga etc. Malunguinho estará recebendo suas oferendas juntos com as demais entidades e divindades. Cuidado...

Os fotógrafos profissionais que forem ao evento, assim como os que irão filmar, avisamos que todo material feito/captado no local deve ser repassado posteriormente (semana seguinte) em alta qualidade ao Quilombo Cultural Malunguinho, nas mãos de seus coordenadores. Não permitiremos fotografar sem esta condição.

No local haverá comida e bebida a vontade para vender. A comunidade da Mata do Engenho Pitanga II é nossa parceira e colocam bastante comida variada e de qualidade à venda. Portanto, não se preocupar com comida.

HAVERÁ AMBULÂNCIA (UTI MÓVEL) NO LOCAL E SEGURANçAS.

HAVERÃO BANHEIROS QUÍMICOS PARA TODOS E TODAS.

HAVERÁ TRADUçÃO EM LIBRAS PARA OS SURDOS E BANHEIROS QUÍMICOS PARA DEFICIENTES E IDOSOS.

As pessoas podem levar suas faixas e homenagens à Jurema e ao encontro sem nenhuma restrição.

É PROIBIDO USAR DORGAS OU FICAR BÊBADO NO EVENTO!

Sobô Nirê Mafá Reis Malunguinho!!
Trunfa Riá!!!

Contatos:

81. 98887-1496 (Oi) / 99525-7119 (Tim) / 99428-7898 (Vivo) / 99955-9951 (Tim)

  
Coordenação Geral: Alexandre L’Omi L’Odò – alexandrelomilodo@gmail.com

Palco e coordenação de produção: Ricardo Nunes – josericardo.nunes@hotmail.com

Equipe de produção: filhos e filhas da Casa das Matas do Reis Malunguinho


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
quilombo.cultural.malunguinho@gmail.com

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Acorda Povo de Olinda, o brilho do São João da Cidade!



Acorda Povo de Olinda, o brilho do São João da Cidade!

Vídeo do Acorda Povo de Olinda 2018. Está lindo!! Compartilhem. Foi um registro digno de nossa festa.

Com orgulho, recebi em meu terreiro (Casa das Matas do Reis Malunguinho), o centenário Acorda Povo da Mestra Ana Lucia do Coco. Na bagagem desta tradição, adentraram aqui, o axé de Xangô, através do andor e das bandeiras dos Santos juninos, que durante um ano, serão zelados por mim. Esse axé (energia positiva de prosperidade) merece ser compartilhado, e a Casa está aberta para quem desejar entrar em contato com essa força ancestral.

Com saída do Palácio de Iemanjá, antigo e reconhecido terreiro de Pernambuco, que teve como maior líder, o seu fundador, Pai Edu, a procissão da bandeira de São João espalhou beleza por todo sítio histórico de Olinda, no último dia 23 de Junho de 2018. Foi um momento inédito para a cidade, congregando grande público e várias atrações como bacamarteiros, coquistas e forrozeiros.

Com realização da Casa das Matas do Reis Malunguinho, do Palácio de Iemanjá, através de Juliana Bison (Juliana Barbosa) e da própria Mestra Ana Lucia do Coco, a festa varou a noite, terminando as 04h da manhã com grande concentração de pessoas defronte ao terreiro, no Largo do Amparo.

Agradecemos à todas e todos que contribuíram de alguma forma com esta linda festa de fé e cultura popular.

Obrigado à minha comunidade do Largo do Amparo e da Rua de São João, que receberam com muito entusiasmo nosso cortejo. Agradeço em especial à Dona Luzy do Amparo Bar, à Dona Lindinalda Nogueira (vizinha de parede), à Dona Márcia, à Rodrigo Rangel e Saulo, e aos demais vizinhos e vizinhas. Agradeço à Igreja de São João, através de sua administradora.

Obrigado especial à Mestra Ana Lucia do Coco e toda sua comunidade, que com o coração puro e aberto, uniram-se para juntos superarmos todas as dificuldades, inclusive a falta de apoio da Prefeitura de Olinda. Obrigado especialíssimo à Juliana Bison, querida e amada guerreira, que com afeto, trouxe o andor com o povo de sua casa. Obrigado mais que demais à amiga amada Isadora Garcia, pelo apoio urgente e socorro na hora da agonia e do descaso da gestão municipal para com essa tradição centenária. Obrigado à Deputada Fedeal Luciana Santos, pelo apoio.

Agradeço aos meus afilhados e afilhadas de Jurema e filhos de Santo, pelo apoio concreto na construção deste processo trabalhoso e cansativo. Agradeço em especial à Henrique Falcão, que encarou comigo, do começo ao fim, todas as etapas de montar e desmontar o evento. Obrigado à Felix Cavalcanti e a Mala Véia, por garantirem o som. Obrigado cheio de beijinhos à Laura Fernanda, pela organização da comida servida ao público, estava top!!

Obrigado aos Bacamarteiro Mandacaru, pela linda apresentação e fortalecimento de nossa luta na cultura popular. Obrigado ao mestre Điviol da sanfona, que fez uma digníssima apresentação para todas e todos. Obrigado à Tiago Nago por estar junto nessa luta. Enfim, obrigado à todas e todos que contribuíram com a festa, em especial e principalmente à Malunguinho, São João e Xangô - Kawò Kabiesílé!

Parabéns Adriano Angola Lima, pelo registro e edição desse vídeo. Como sempre conversamos, memória é tudo, e agora temos essa memória preservada em audiovisual. Axé.

Ano que vem, tem mais, preparem os tamancos!


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gail.com

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Acorda Povo de Olinda traz alegria ao sítio histórico da cidade


Acorda Povo de Olinda traz alegria ao sítio histórico da cidade

A Casa das Matas do Reis Malunguinho, tem a honra de receber pela primeira vez, o centenário Acorda Povo preservado com muito zelo pela Mestra Ana Lucia do Coco.

No dia 23 de Junho (sábado), às 23h (horário de chegada), o cortejo que sairá do Palácio de Iemanjá no Alto da Sé, descerá as ladeiras históricas de Olinda, carregando o andor e a bandeira de São João, entoando seus lindos cânticos ancestrais de louvor à São João é Xangô.

Todas e todos podem participar e estão convidadxs. Ao final da procissão, haverá muito Coco com mestres e mestras. Vem sambar o Coco com a gente!!! Vais ser de axé!!
Se você não conhece o que é a tradição do Acorda Povo, visite os links abaixo para ler e ver vídeos dessa cultura em extinção em Pernambuco.

1 - http://alexandrelomilodo.blogspot.com/…/acorda-povo-uma-tra…

2 - http://alexandrelomilodo.blogspot.com/…/acorada-povo-de-mae…

Consideramos uma missão da qual jamais abriremos mão, a preservação e continuidade de nossas tradições de fé deixadas pelos nossos antepassados negros e indígenas!

SERVIÇO:

Saída - dia 23 de Junho às 22h do Palácio de Iemanjá (Alto da Sé/Olinda) e cortejo s egue pelas ladeiras do Sítio Histórico.
Chegada - 23h na Casa das Matas do Reis Malunguinho (Rua de São João 340, Guadalupe, Largo do Amparo).

23h30min - Coco de toda tradicional com mestres e mestras locais

Das 20 às 23h forró pé de Serra em frente à Casa das Matas.
Contatos: 81 995257119 - Alexandre L'Omi L'Odò.

COMPARTILHEM!!


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Comunicado aos meus amigos e amigas de luta

Alexandre L'Omi L'Odò, pré candidato à Deputado Estadual em Pernambuco. Foto: Acervo.

Comunicado aos meus amigos e amigas de luta

Por este, venho informar publicamente, minha saída do PT – Partidos dos Trabalhadores, para ingressar no PCdoB – Partido Comunista do Brasil, para dar continuidade à nossa missão de construir candidaturas fortes e comprometidas verdadeiramente com as bases dos Povos e Comunidades Tradicionais, da Cultura Popular, das Comunidades e da/na luta pelo extermínio do racismo, em especial o racismo religioso, o genocídio da população negra e indígena, e, todas as formas de intolerância e preconceitos.

Continuo o mesmo, com as mesmas idéias e objetivos, estando apenas mais amadurecido e fortalecido após o processo eleitoral de 2016, que me foi generosamente favorável na minha formação político-partidária. Minha candidatura à Vereador da Cidade de Olinda, me encheu de saberes e alegrias, mesmo não tendo sido concretizada em reta final.

Saio extremamente agradecido ao PT, partido que tenho grande amor e respeito. Agradeço especialmente à Donana Cavalcanti, mulher guerreira e destemida que me filiou e me abriu esta estrada, sendo em diversos momentos, referência de luta, desde dentro do Bairro de Peixinhos, local onde nasci e me criei, junto com seus filhos, brincando dentro de sua casa, e compartilhando da vida e da luta, desde muito jovem.

Estou indo em busca de ampliar nossos projetos de poder, nossas lutas comunitárias e nossos sonhos. Temos que elegermo-nos! Não é mais aceitável ficarmos sem representação na esfera política. Os povos e comunidades tradicionais, necessitam ter seus representantes eleitos democraticamente pelo voto direto, para que assim, possamos ampliar nossos direitos e abrir caminho para que haja uma mudança de paradigma político ideológico em nosso país, que está com profundas chagas desde antes do Golpe contra a democracia.

Não adiaremos mais o inevitável. Baseados nas tradições afro-indígenas, vamos construir uma proposta coletiva de mandato, que contemple e respeite toda a sociedade, e que possa nos viabilizar uma política ubunto, sankofa, que respeite o meio ambiente, que contribua na luta pelo direitos das mulheres, que lute e fortaleça o combate à LGBTIfobia, que una e fortaleça os terreiros de todas as nações afro indígenas, que construa possibilidades para viabilizar as políticas de Promoção de Igualdade Racial, que respeite e valorize todas as manifestações da cultura popular, e que mergulhe nas bases comunitárias, locais fundamentais para construirmos novos rumos para o país.

Não tenho medo de sonhar, muito menos de acreditar que é possível ser candidato e me eleger. Nós temos fé e amor pelo que acreditamos, e por este motivo, vamos até o fim na luta pelos nossos direitos!

Sigo com total veemência na luta contra o Golpe, a favor da democracia e por #LulaLivre, na força da fumaça santa e sagrada de nossos ancestrais, contribuindo para uma frente ampla de esquerda, que possa nos viabilizar a vitória contra o retrocesso proposto pela extrema direita golpista deste país!

Vamos juntos e juntas conquistar nossos espaços! Não podemos adiar mais o que nos foi dado como missão pelos nossos grandes guerreiros ancestrais, que são nossos heróis, como Malunguinho, Zumbi, Dandara, Pai Paulo Braz Ifátòògùn, Badia, Mãe Biu, Pai Adão, Mestre Afonso, e tantos outros e outras, que deixaram um legado de luta para ser honrado por nós. Sigamos de mãos dadas com fé e alegria!

Em breve, comunicarei ato de lançamento da pré campanha à Deputado Estadual. Conto com a ajuda e participação de todas e todos nesse processo de construção de novos rumos para nosso povo.

#AlexandreLomi2018 !
#QuemédeTerreiroVotaemquemédeTerreiro!
#PovodeTerreiroPolíticaénossolugar!

Alexandre L’Omi L’Odò
Pré candidato à Deputado Estadual
alexandrelomilodo@gmail.com

segunda-feira, 9 de abril de 2018

IV Conferência Estadual de Cultura de Pernambuco diz coletivamente Fora Michele Collins!



IV Conferência Estadual de Cultura de Pernambuco diz coletivamente Fora Michele Collins!

Na IV Conferência Estadual de Cultura de Pernambuco, foi aprovada uma moção de repúdio pedindo o afastamento da Vereadora do Recife Michelle Collins da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores, e repudiando-a pelos seus atos de racismo e intolerância religiosa cometidos contra os povos e comunidades tradicionais de terreiro.

Foi um momento de grande vibração contra essa "missionária evangélica", que promoveu um crime difuso vilipendiando profundamente o Povo de Terreiro, atacando de forma violenta um de nossos maiores símbolos religiosos, que é o Orixá Iyemojá.

A moção foi apresentada pelo Quilombo Cultural Malunguinho e o militante negro-indígena Tiago Nagô, assinada e aprovada pela plenária final da Conferência.

Lideranças culturais e intelectuais de todo o Estado estão revoltados com esse cruel fato protagonizado por essa vereadora, que usa de seu cargo público para promover a desconstrução da luta pelos direitos humanos. O racismo precisa ser exterminado do mundo, e principalmente da política. 

#ForaMicheleCollins!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 28 de março de 2018

A IV CONEPIR-PE - Conferência de Promoção de Igualdade Racial de Pernambuco e a revelação do Racismo institucional do Estado

Delegadas e delegados eleitos da IV Conepir-PE. Foto: Acervo de Alexandre L'Omi L'Odò.

A IV CONEPIR-PE - Conferência de Promoção de Igualdade Racial de Pernambuco e a revelação do Racismo institucional do Estado

Infelizmente tenho que escrever esse texto. Gostaria de ter apenas o que comemorar em relação à discussão de Promoção de Igualdade Racial em Pernambuco, mas, não tenho como omitir minha crítica neste momento, que precisamos refletir e nos fortalecer cada vez mais, para combater o racismo e a intolerância.

Este não será um textão... Mas nele, constará algumas visões minhas, sobre a Conferência e a despriorização da pauta racial do Governo do Estado. Quero que fique enegrecido, que esse texto é uma crítica ao Estado e ao seu racismo institucional, não às pessoas que realizaram a conferência, pois compreendo, que mesmo com todas as dificuldades, esses funcionários, tiveram muito boa vontade e lutaram para fazer o melhor, mesmo não conseguindo.

No último dia 27 de Março, uma quarta-feira, de 2018, fui como delegado eleito ao Centro de Formação e Lazer do SINDSPREV, que embora seja um local muito adequado para atividades como uma conferência, localiza-se em uma área de acesso difícil, devido sua distancia. Este fato do acesso ruim, já pode ser aqui, um dos primeiros elementos para desenvolvermos uma discussão sobre como dificultar a chegada dos povos tradicionais e dos movimentos ao local, tendo em vista, que não foram disponibilizados transportes para (por exemplo), pegar pessoas no Centro do Recife, levar ao local do evento, e depois levar de volta ao Centro... como forma de facilitar o acesso. Todas as pessoas que foram, gastaram de seu próprio bolso o recurso para pagar o taxi, uber, ou até mesmo ônibus. A questão do acesso, aos delegados e delegadas, é o mínimo que se deve orçar, quando se trata de uma conferência estadual.

Sabemos que uma conferência, é uma instância da democracia, para a sociedade civil e o governo, debaterem e pautarem questões prioritárias para o desenvolvimento do tema central dos debates. “Conferência, é para conferirmos”, e ampliarmos os avanços das políticas públicas. Um documento geral de uma conferência, tem a função de servir como norteador central para a efetivação de políticas públicas, portanto, sendo assim, não valorizar e garantir o debate coletivo em uma instância dessas, é matar na raiz seu objetivo geral e central. Assim, o Estado, matou na raiz o sentido da Conferência, pois, ela foi realizada em apenas um dia.

Um dia! Um dia não dá pra nada! A dinâmica do encontro foi muito ruim e prejudicou profundamente o desenvolvimento dos debates. Muitos e muitas, falaram por uma boca só: “o que estamos fazendo aqui, senão sendo-nos feitos de palhaços?!”. Essa foi a impressão geral... O que estávamos fazendo ali? Essa foi a face mais racista da Conferência de Promoção de Igualdade Racial do Estado de Pernambuco. A não priorização dos debates, como se não tivessem importância nenhuma, ou como se nós, delegados e delegadas não tivéssemos massa crítica para entender tudo o que estava acontecendo ali, foi a questão mais evidente para criticarmos e nos rebelarmos contra esse processo que, a meu ver, não nos deu condições de considerarmos representativo ou digno de respeito, afinal, nós que fomos desrespeitados.

Uma conferência, que tinha mais de 4 eixos temáticos para serem debatidos separadamente, propostas para serem aprovadas e ampliadas, selecionadas e criticadas... Debates complexos coletivos a serem feitos, além de no final haver a plenária geral para todas e todos aprovarem as propostas de cada eixo temático... Além da eleição dos delegados e delegadas para a Conferência Nacional... Isso tudo, foi impossível ser feito em um único dia. Aliás, foi feito! Feito da pior forma possível, sem nenhuma sensibilização, sem nenhuma respeito às discussões e as pessoas. Foi feito na tora...

Humanamente é impossível! Além dos debates, tiveram mesas de abertura, falas longas... Leitura e aprovação do regimento da conferência e ainda ao final leitura das moções... Muita coisa! Muita coisa jogada de qualquer forma, para ser feita em apenas um único dia... Isso é racismo institucional – O estado de Pernambuco não respeita a discussão racial de forma nenhuma. Nem conseguem fingir direito... Pelo menos fazendo uma coisa com mais respeito... Fizeram e jogaram em nossa cara seu racismo em forma de ausência de recurso e atenção.

Nas circunstâncias apresentadas acima, seria muito melhor não termos feito conferência. Conferência é uma coisa séria e importante, e não um lixo, do qual fomos todos jogados dentro para sermos passados por um rolo compressor que tem como objetivo principal, calar o debate racial em Pernambuco! Compactuar e calar perante a este absurdo, seria ser covarde com nossos ancestrais, pois eles, jamais permitiriam que tudo isso acontecesse, sem haver reação imediata contra os herdeiros da Casa Grande.

Fiquei até o final para ver tudo... Saí de lá mais de oito horas da noite, cansado e pessimista. Meus amigos e amigas de movimento, também expressaram o mesmo sentimento. Infelizmente tivemos que estar ali até o final para vermos com nossos próprios olhos, o quanto o Estado foi racista! Essa conferência, jamais poderá constar no currículo do governador em sua campanha eleitoral, pois sabemos que ela foi feita nas coxas, exatamente para servir como elemento para que esse governo que apoiou o Golpe, diga que apóia a discussão racial! Temos que dizer coletivamente que É MENTIRA! QUE O GOVERNO DE PERNAMBUCO É RACISTA E NÃO NOS REPRESENTA!

Não saí delegado e nem concorri a vaga. Compactuo com o pensamento de meus irmãos e irmãs de Salvador, que não realizaram conferencia por terem a posição política de não dialogar a nível federal com o governo golpista. GOLPE É GOLPE! E estamos em um Estado de exceção. Nunca devemos perder a consciência disso.

Poderia ainda falar que o almoço foi insuficiente, que não teve jantar, que houve erro na condução da conferência etc. Mas não escreverei mais, acredito que não há muito o que falar, após constatar, que a discussão, que é o essencial de uma conferência, foi vilipendiada, prejudicada e tornada inviável, como forma de nos impedir de progredir.

Lamento. Estou triste. Rogo que possamos nos fortalecer mais para não aceitarmos mais esse destrato com nossas pautas políticas. Não podemos brigar entre nós. Não podemos fazer o jogo dos senhores e senhoras da Casa Grande. Temos que eleger nossos próprios representantes para que essa discussão seja feita desde dentro do Estado, com pessoas (não qualquer pessoa) nossas, que possam nos representar e nos fortalecer na luta contra o racismo institucional.

Alexandre L’Omi L’Odò
Delegado na Conferência Estadual – IV CONEPIR-PE
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomiloso@gmail.com

sábado, 3 de março de 2018

Povo de Terreiro de Pernambuco diz Fora Michele Collins no MPPE

Várias instituições foram no último dia 02/03 protestar contra os crimes de racsimo e intolerância religiosa cometidos por Michele Collins, em frente ao MPPE. Foto: Acervo Casa das Matas do Reis Malunguinho.

Povo de Terreiro de Pernambuco diz Fora Michele Collins no MPPE

Quero aqui deixar claro para o Povo de Terreiro de Pernambuco, que o histórico protesto ocorrido ontem, em Frente ao Ministério Público do Estado, para defender a honra de nossas divindades, e em prol da luta contra o racismo e intolerância religiosa, gritando abertamente #ForaMicheleCollins, foi organizado pelas seguintes instituições:

1 - Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco;

2 - Ilé Àse Orisanla Talabi;

3 - Quilombo Cultural Malunguinho;

4 - Articulação das Advogadas Negras e de Terreiro de Pernambuco;

5 - Terreiro Xambá;

6 – Tenda de Umbanda Caboclo Flecheiro;

7 - E, pessoas e outros terreiros como Tiago Nago, Professora Denise Botelho, Professora Ceiça Axé, etc.

Assim sendo, continuaremos com esta luta contra todo e qualquer tipo de absurdo que ocorra contra o Povo de Terreiro. CHEGA de passividade e pactos com o Governo e com o racismo. Nosso Povo precisa avançar e não ficar preso à inexistentes representações. Nosso grito de luta não ser a calado pelos capitães do mato que rastejam perante o Estado! Somos livres e autônomos, ninguém poderá NOS CONTROLAR, como ficamos sabendo ontem... Quando nos foi relatado que pessoas de Terreiro, por interesses espúrios, não queriam que este ato acontecesse.

Vamos em Frente com a força de Iemanjá, todos os orixás, de Malunguinho e a Jurema Sagrada, e, da Umbanda.

Queremos sim a condenação por crime de racismo, da vereadora Michele Collins. Ela cometeu um ato imperdoável. Que fique claro, que se houver alguns dos nossos que querem calar perante a este absurdo, COMO VIMOS ONTEM... A AUSÊNCIA DE DETERMINADAS PESSOAS QUE SE DIZEM LUTAR PELO POVO DE TERREIRO, PROVA QUE NÃO HÁ DE FATO RESPEITO À LUTA, MAS SIM PACTO COM OS RACISTAS!

Sigamos em Frente na luta por nosso coletivo. Só na hora da guerra, é que sabemos quem é quem!

#ForaMicheleCollins!!!!

Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

sexta-feira, 2 de março de 2018

Depoimento no MPPE da vereadora Michele Collins, foi marcado por protestos do Povo de Terreiro de Pernambuco

Povo de Terreiro unido contra o racismo em frente ao Ministério Público de Pernambuco. O grito coletivo foi contra a vereadora racista do Recife, Michele Collins. Foto: Acervo Casa das Matas do Reis Malunguinho.

Depoimento no MPPE da vereadora Michele Collins, foi marcado por protestos do Povo de Terreiro de Pernambuco

O Povo de Terreiro de Pernambuco, no último dia 02/03, mostrou de fato como se faz movimento social. Protestamos pacificamente contra o racismo e a intolerância religiosa em frente ao MPPE - Ministério Público de Pernambuco, dizendo coletivamente #ForaMicheleCollins.

No dia de seu depoimento ao Ministério Público, para esclarecer sobre os crimes de racismo, incitação ao ódio e intolerância religiosa, que cometeu contra o Povo de Terreiro, a vereadora foi recebida com um organizado protesto dos terreiros. Ela se acovardou e não passou entre os grupos que reivindicavam respeito à Iemanjá. Contudo, os sacerdotes e sacerdotisas presentes firmaram o ponto e gritaram Fora Racista Collins!

O grupo de quatro advogadas negras, articuladas pelo nosso movimento em prol do povo de terreiro, deram um show de organização e nos representaram com forte veemência, na oitiva da vereadora. Houveram alguns entraves, como o temporário bloqueio da entrada de nossas advogadas na hora do depoimento de Michele, contudo, ao final, nossas representantes foram recebidas pelo promotor Westei Conde, para um diálogo sobre direitos humanos e a luta contra o racismo.

O processo segue, tendo como próximo passo, a oitiva dos terreiros pelo Ministério Público, no dia 22 de Março, às 10h.

Estamos orgulhosos do dia de hoje. Queremos deixar escurecido que queremos justiça e iremos até o fim nessa luta coletiva!

O POVO DE TERREIRO NÃO QUER SER REPRESENTADO POR QUEM NÃO NOS REPRESENTA. QUE ESTE RECADO FIQUE BEM DADO AOS CAPITÃES DO MATO! Pernambuco, hoje vive um difícil momento para o Povo de Terreiro. Para além dos permanentes crimes de racismo e intolerância que sofremos, ainda temos que lidar com o oportunismo de pessoas de dentro de nossas tradições que assumem cargos políticos e querem manipular os terreiros em favor do Estado. Mas a máscara já caiu há muito tempo!

COMPARTILHEM Boa notícia de nosso povo de terreiro!

Alexandre L’Omi L’Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

quinta-feira, 1 de março de 2018

Fora Michele Collins! Alexandre L'Omi L'Odò faz apelo público em defesa do Povo de Terreiro



Fora Michele Collins! Alexandre L'Omi L'Odò faz apelo público em defesa do Povo de Terreiro

#ForaMicheleCollins!

Vídeo denúncia e de apelo à justiça para que sejam cumpridas as leis contra o racismo e a intolerância religiosa.

Nós, Povo de Terreiro, fomos profundamente violentados pela vereadora do Recife, Michele Collins, que em um ato coletivo de racismo, realizou um ato, dia 3 de fevereiro, na beira mar, para "quebrar a maldição de Iemanjá sobre a Terra". Este crime, ficou explícito e público a partir de uma publicação em seu facebook, onde orgulhosamente ela para mostrar sua maligna ousadia, perante os adeptos da fé intolerante, violenta e desrespeitosa, escreveu e publicou uma fotografia deste ato.

Nós, do Quilombo Cultural Malunguinho, hermanados com todos os movimentos de luta do Povo de Terreiro e dos direitos humanos, dizemos publicamente #ForacheleCollins

Esse crime não pode ficar impune! Queremos a criminalização pela lei destes atos de racismo, intolerância religiosa e incitação ao ódio e à xenofobia.
Não queremos as desculpas dela! Ela retirou a postagem do ar e em matérias de jornal falou que escreveu de forma equivocada... MENTIRA! Sabemos que todos os dias dentro das quatro paredes das "igrejas evangélicas", é ensinado o ódio e a intolerância religiosa. O desrespeito ao próximo... Isso tudo a partir de interpretações equivocadas do livro sagrado dos cristãos - a bíblia.

Rogo à Iyemojá, à Oxalá e à Xangô, que a justiça seja feita. Um crime público e de tão grande repercussão não pode passar impune de forma alguma! Se a Justiça permitir a impunidade, estará nos condenando à todas e todos, que fomos vítimas, e abrindo o precedente para conflitos religiosos onde a violência será protagonista.

Ajudem a COMPARTILHAR esse apelo!

Axé! Agô Kolofé!

Vídeo produzido pela Aláfia Filmes - Instituição de luta pelos povos tradicionais.

Alexandre L'Omi L'Odò
Coordenador Geral do Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Nota de Falecimento - Adeus à Mestre Sapo

Mestre Sapo. Foto: Divulgação.

NOTA DE FALECIMENTO 
Adeus à Mestre Sapo

Hoje, os berimbaus do mundo silenciaram... Mestre Sapo partiu para o mundo dos encantos.
Sapo, foi um dos mais proeminentes mestres de capoeira angola das últimas décadas. Era muito respeitado e conhecido em todo planeta. Homem negro de muita visão, construiu o Memorial de Capoeira Angola Mãe, que tinha como símbolo a zebra, único equino a não ser domesticado em todo planeta pelo homem. 

Este símbolo forte de resistência e desobediência, descrevia perfeitamente toda trajetória deste Mestre, que respeitosamente, criou um grande espaço de formação em Olinda, dando oportunidade à todas e todos de aprender a capoeira angola gratuitamente e democraticamente. O espaço é lindo. Um museu que conta sua história e a da capoeira. É sempre emocionante entrar neste templo sagrado, criado com esforço de uma vida inteira dedicada integralmente à esta arte.

Hoje, visitei seu velório. Acabei de chegar de lá. Vi que não haviam elementos cristãos... Achei fantástico! Seu ataúde foi colocado no centro de seu local de aula, onde toda vida ensinou, tocou, jogou, brilhou e transcendeu na capoeira. Uma estrela vermelha decorava o altar dos antigos mestres... Isso me fez pensar muito sobre o por que àquele símbolo da luta do povo pobre e dos trabalhadores, que militam na esquerda no país, estaria alí... Contudo, não descobri. Mas... Perante uma trajetória brilhante de superação como a dele, não me deixa muitas dúvidas... ele também era uma estrela vermelha, que iluminou a vida de milhares de pessoas.


Obrigado Mestre Sapo. Sua missão foi cumprida de forma linda. Viraste um encantado da capoeira. Já eras em vida essa energia divina. Agora, vivendo no mundo da verdade, vai poder rogar por nós à Pai Tupã, Mãe Tamain, Olorun, Zambi, e todos os espíritos de guerra e de luz.

Que a Jurema lhe abençoe na nova jornada. Que Malunguinho, líder guerreiro e herói, segure em sua mão, e o encaminhe para o quilombo de nossos ancestrais ilustres no mundo espiritual.

Axé! Trunfa Riá! 

Voe leve na fumaça! 

O Quilombo Cultural Malunguinho e a Casa das Matas do Reis Malunguinho se condoem com essa perda irreparável para a cultura do mundo. Olinda, é apenas um detalhe... 

PS: Essa foto é muito antiga do Mestre Sapo, não tive acesso à uma mais recente

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!