sábado, 10 de abril de 2010

Rosa, para Poliny

Poliny e eu.

Rosa


Insígnia de tempo atroz

Vermelha, olha no escuro

Caminha os passos invisíveis do agora

Enfeita-me com teu charme

Dei-me rosas vermelhas em seu quase pescoço idílico

Empírico segredo no fundo dos teus olhos.


Compões um símbolo dialetal

Risos e face de outro mundo

Estranha forma de deitar em minha íris

Cobertores em ti

Folhas de sossego, por vezes, vi, em você

Caindo sem estarem secas

Maduras meninas

Dos olhos por vezes perseguiu-me dentro de mim,

Sozinha sem saber.

Perdida quase

Sorrindo quase...


Nas veias das árvores moram teus segredos

Caminham por dentro da terra

Adormecem com a lua

Semeia a luz com furtos de momentos

Momentos teus

De segundo em segundo cegando o passado

Morrendo no presente

Orgástica lírica de mulher.


Em teus dedos moraram eus em segundos às vezes...

Por vezes estive com você sozinho no âmago

Naquele momento esquecível

Dourado e vermelho

Mulher e sem medo

Da cor de um olhar dentro d’alma

Um cheiro de insensatez,

Minha língua prolixa

Fala pra tu, rosa clara

Insígnia secreta que descobri o código

A gaveta fechada

Em minhas mãos está a chave

O acordar, on the on!


Nem de cachos e fugazes Recifes

Nem de tu

Nem de flores outras...


És a Rosa Vermelha do mar quebrado

Do forte som estridente do sorriso do mar

As águas doce mel, derretendo nas pedras viris do peito da cidade

Nas luzes

Nos lugares

Rosa que cheira

Sem sentir a força

Do jeito menino

De onde tenho segredos

Nas águas que quero te regar.


Alexandre L’Omi L’Odò.

30/11/2009.


Para Poliny, uma inspiração minha.


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*Inicio aqui uma série de publicações de poesias minhas.

Começar com Rosa, poesia feita para Poliny, esta fotógrafa, que muito me inspira e desperta, é um prazer imensurável, pois esta poesia é uma das que mais gosto.


alexandrelomilodo@gmail.com

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