quarta-feira, 28 de abril de 2010
Festa da lavadeira
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Livro É do coco, é do Coqueiro
É DO COCO, É DO COQUEIRO
Fotógrafos Fred Jordão e Roberta Guimarães lançam livro que revela a variedade do uso do coco e do coqueiro na cultura pernambucana
Com o intuito de abordar a forte presença cultural, em Pernambuco, do elemento natural Cocos nucifera L, popularmente conhecido como coqueiro, os fotógrafos Fred Jordão e Roberta Guimarães lançam o livro de imagens “É do coco, É do coqueiro”, realizado com o patrocínio do Governo do Estado de Pernambuco, através do Funcultura. O lançamento acontece no dia 28 de abril, na Torre Malakoff, a partir das 19h.
À exceção do prefácio, assinado pela presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo, os textos que compõem a obra são do antropólogo e museólogo Raul Lody, curador da Fundação Gilberto Freyre. O especialista discorre sobre a presença do coqueiro, desde sua chegada com os portugueses até a incorporação, pela cultura local, de todos os materiais provenientes tanto da palmeira quanto de seu fruto. O resultado dessa inclusão é a criação de vários subprodutos, tais como o doce de coco, a cocada, a construção de casas com telhado de palha de coqueiro, a elaboração de objetos de arte e artesanato a partir da madeira e da palha, entre outros.
A coordenação editorial do livro “É do coco, É do coqueiro” ficou por conta da Relicário Produções, de Carla Valença, que tem produzido obras de significativa importância para a cultura pernambucana, a exemplo dos livros “Outros Carnavais”, da ilustradora e designer Joana Lira e “José Cláudio – Vida e Obra”, do pintor José Cláudio.
Durante o coquetel de lançamento de “É do coco, É do coqueiro”, haverá projeção das imagens que compuseram a pesquisa e apresentações do cantador, repentista, músico e compositor, Mestre Galo Preto e do poeta popular e repentista, Adiel Luna.
CULTURA ANTROPOFÁGICA - Apesar de não ser original do litoral brasileiro, – o coco é proveniente da Ásia – o fruto adaptou-se tão bem à paisagem e ao cotidiano do Nordeste que já foi incorporado ao imaginário do nativo como um elemento da terra. Buscando registrar a diversidade de usos do coco e do coqueiro em nossa vida, Fred Jordão e Roberta Guimarães, realizaram uma pesquisa imagética que aborda a utilização dos mesmos na gastronomia, na arquitetura, no artesanato, nas artes plásticas, na música e na dança, além da sua forte presença na paisagem do litoral.
O trabalho propõe a criação de uma estética tropical elaborada a partir presença desse elemento da natureza, que se tornou símbolo capaz de costurar uma identidade da cultura pernambucana do litoral. O projeto gráfico foi desenvolvido pelos sócios proprietários da Zoludesign, Aurélio Velho e Luciana Calheiros. O livro teve uma tiragem de 1.500 mil exemplares e será vendido, na noite de lançamento, pelo valor de R$ 50,00. Posteriormente, a obra poderá ser adquirida nas principais livrarias da cidade pela quantia de R$70,00.
SOBRE OS AUTORES
FRED JORDÃO (45), fotógrafo profissional, jornalista.Pós-graduado em Economia da Cultura. Desenvolve pesquisa na área de conservação de arquivos iconográficos e projetos de editoração de livros fotográficos. Atua há 25 anos como fotógrafo e possui vasto banco de imagens da região Nordeste do Brasil.
Roberta Guimarãe fotografando o Mestre Galo Preto. Foto: Alexandre L'Omi L'Odò.
ROBERTA GUIMARÃES (46), jornalista, fotógrafa profissional. Cursou o Instituto Superiore di Fotografia (Roma). Especializou-se
RAUL LODY (58), antropólogo e museólogo. Curador da Fundação Gilberto Freyre (Recife); Curador da Fundação Pierre Verger (Salvador); Curador do Instituto de Arte e Cultura do Ceará – Dragão do Mar (Fortaleza); Curador do Instituto Carybé (Salvador). Membro da Academia Brasileira de Belas Artes. Sócio do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Autor de vasta produção na área de cultura brasileira.

CONTATOS
Fred Jordão – (81) 9132-7788
Roberta Guimarães – (81) 9132-7758
Carla Valença (Coordenadora Editorial) - (81) 3226-2366/ (81) 9232-5850
Edgard Homem (Assessoria de Imprensa) - (81) 9904-0659
Xavana Celesnah (Assessoria de Imprensa) - (81) 8718-3314
SERVIÇO
Lançamento do Livro “É do coco, é do coqueiro”
Onde: Torre Malakoff
Quando: 28 de abril, quarta-feira
Hora: 19h
Show: Mestre Galo Preto
Mestre Galo Preto. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.
Um show de coco para quem quer saber sobre o que é coco de verdade!
O Mestre Galo Preto promete levar o melhor do coco de repente, da embolada e do samba do mato para este lançamento ao qual foi convidado especial.
Alexandre L'Omi L'Odò
Produção do Mestre Galo Preto.
81 8887.1496
alexandrelomilodo@gmail.com
sábado, 17 de abril de 2010
Bombadeiras. Um documentário que ninguém pode deixar de assisitir!
Bombadeira (subtitle in english) from Universidade Livre Feminista on Vimeo.
Em 75min e 58seg (uma hora, quinze minutos e cinquenta e oito segundos), você poderá conhecer a realidade do dia a dia de travestis em Salvador. Vale a pena esperar carregar o vídeo todo, pois o conteúdo deste audiovisual nos traz a mais profunda realidade vivenciada pelos transexuais que em busca da liberdade de sua imagem física de homem, ilegalmente aplicam silicone industrial em seus corpos para conseguir uma estética semelhante a de uma mulher.
Cenas fortes da aplicação do silicone e outras falas reveladoras deste universo, nos trazem a possibilidade de entendermos um pouco mais da vida, do dia a dia, dos desejos, dos sonhos e da realidade do que é ser travesti em um país machista e cheio de ódio sexual.
Quem quiser desmistificar seus preconceitos, desintegrar a mentalidade machista contida em si, não pode deixar de ver e discutir este filme, que teve uma produção muito interessante e merecedora de críticas positivas. Os jornalistas e produtores do filme foram muito corajosos em abordar tão profundamente este tema que tem em seu entorno o peso da discriminação e o desrespeito a liberdade do outro.
BombadeirasAssim são chamadas as travestis que transformam o corpo de suas clientes com aplicações clandestinas de silicone (geralmente silicone industrial ... não permitido para uso em seres humanos). Este universo simbólico de morte e renascimento, em que um ciclo de vida se encerra para permitir a iniciação de outro, é desvendado pelo diretor Luis Carlos de Alencar em seu documentário BOMBADEIRA, registrando o mito das "madrinhas" no imaginário da travesti, e sua importância na construção de uma identidade de gênero.
Um rito de passagem dramático e doloroso. Por vezes, a prática clandestina torna-se o único ou o mais acessível modo de se conseguir o corpo feminino idealizado. As aplicações são feitas nas nádegas, seios, às vezes no rosto, nos joelhos.
As bombadas. Quem são? Como vivem? O que desejam? Luis Carlos de Alencar mostra afazeres domésticos, cotidianos em casas e pensões, relacionamentos conjugais e preocupações estéticas de um grupo de travestis da cidade de Salvador. Através de uma sucessão de depoimentos surpreendentes, ternos, apaixonados, o filme mergula nesse universo e revela um lado da realidade pouco conhecidodas travestis, e os entraves segregadores que sofrem na vida social.
Direção e argumento: Luis Carlos de Alencar. Produção: Singrea Produções. Co-produção: Grifo.doc. Edição: Fernando Oliveira. Direção de fotografia: Fernando Oliveira e Pedro Léo. Fotografia adicional: Kau Rocha. Assistente de direção: Cely Leal e Patrícia Freitas. Projeto Gráfico. Patrícia Simplício. Trilha Sonora> Glaucus Linx. Assistente de produção: Daiane Tavares. Produção Executiva: Luis Carlos de Alencar
ANO 2007
Patrocínio: Petrobras.
Ministério da Cultura - Governo Brasileiro
Entrem no link e veja a postagem original: http://vimeo.com/6653323
Alexandre L'Omi L'Odò
alexandrelomilodo@gmail.com
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Cordel Malunguinho Histórico Divino
Cordel Malunguinho Histórico Divino
NO BRASIL OS AFRICANOS
ENFRENTARAM A VIOLÊNCIA
APONTARAM AS ESTRATÉGIAS
DE LUTA E DE RESISTÊNCIA
E ASSIM ABRIRAM CAMINHO
PARA A PRÓPRIA INDEPENDENCIA
NÃO SE LIMITARAM AS FUGAS
NEM SÓ AS INSSURREIÇÕES
AS PRÁTICAS DE SUICÍDIO
E OUTRAS NEGOCIAÇÕES
NA BUSCA DE LIBERDADE
GANHARAM REPERCUSSÕES
NA CONDUÇÃO DAS REVOLTAS
CADA NEGRO ERA UM GUERREIRO
FORAM ADAPTANDO A ÁFRICA
AO MOMENTO BRASILEIRO
E ABALANDO AS ESTRUTURAS
DO PERVERSO CATIVEIRO
NÃO ERA SÓ REAÇÃO
A OPRESSÃO ESCRAVISTA
A TRADIÇÃO CULTURAL
ASSOCIADA A CONQUISTA
ENFRAQUECENDO OS PILARES
DO PENSAMENTO RACISTA
AO INVÉS DE ESCONDERIJO
HISTÓRICO - TRADICIONAL
A FORMAÇÃO DE QUILOMBO
VIROU REFERENCIAL
DA IDENTIDADE NEGRA
E DE POLÍTICA SOCIAL
FOI NO SÉCULO DEZESSETE
O AUGE DA ESCRAVIDÃO
ÁFRICA, EUROPA E AS AMÉRICAS
O EIXO DA EXPLORAÇÃO
QUANDO OS QUILOMBOS SURGIRAM
PREGANDO ORGANIZAÇÃO
TANTO
LUTAM
LUNDAS, KONGOS, MBUNDUS
OVINBUNDOS,IMBANGALAS
SE PROTEGERAM EM QUILOMBOS
DA DUREZA DAS SENZALAS
MARCARAM ESSAS REGIÕES
CONFLITOS PELO PODER
MIGRAÇÕES POR TERRITÓRIOS
CISÕES PUDERAM FAZER
E AS ALIANÇAS POLÍTICAS
PRO MOVIMENTO CRESCER
QUILOMBO É DE ORIGEM BANTU
MAS FOI APORTUGUESADO
PALAVRA DA LÍNGUA UMBUNDU
TEM SEU SIGNIFICADO
NA LIGAÇÃO DO PRESENTE
AOS RITUAIS DO PASSADO
OS QUILOMBOS ACEITAVAM
HOMEM MULHER E CRIANÇA
NEGRO, INDÍGENA E BRANCO
POBRE QUE CLAMAVAM POR MUDANÇA
E NOS PADRÕES SENHOR-ESCRAVO
NÃO TINHAM MAIS CONFIANÇA
ERA UMA ASSSOCIAÇÃO
QUE A TODOS DA HOSPEDAGEM
TRANSFORMAVA EM SUPER-HOMEM
QUALQUER NÍVEL DE LINHAGEM
PRESTANDO SOCORRO AS VÍTIMAS
DA BURGUESIA SELVAGEM
NO QUILOMBO NÃO HAVIA
DIFERENÇA DE TERRENOS
MESTIÇAGEM BIOLÓGICA
GRANDES MÉDIOS NEM PEQUENOS
E A ARMA DO INIMIGO
ERA O QUE CONTAVA MENOS
PRATICAVAM AGRICULTURA
USAVAM FOGO NA BROCA
O MILHO, O SORGO, A BATATA,
AMENDOIM, MANDIOCA,
O QUE NÃO IA AO COMÉRCIO
SERVIA PARA FAZER TROCA
INHAME, BANANA E TARO
TRILHARAM O MESMO CAMINHO
CERVEJA DE MILHO E SORGO
DA RÁFIA FAZIAM VINHO
TUDO EM COLETIVIDADE
QUE NINGUÉM CRESCE SOZINHO
OUTROS NOMES DO QUILOMBO
MOCAMBO QUE HOJE É FAVELA
PALENQUE
CUMBE NA VENEZUELA
TODOS CORRERAM PERIGO
NENHUM SAIU SEM SEQUELA
FICARAM PRÓXIMO AOS ENGENHOS,
CAMPOS, PEDRAS PRECIOSAS
MANTIVERAM SEUS COSTUMES
E AS AÇÕES RELIGIOSAS
AS IRMANDADES DE NEGRAS
SAIRAM VITORIOSAS
FORAM TODOS PERSEGUIDOS
PELOS CAPITÃES-DO-MATO
DA SOCIEDADE O ÓDIO
DA POLÍCIA O APARATO
PRA CADA FORMA DE LUTA
TINHA UM TIPO DE MAU TRATO
CONTARAM COM O APOIO
DOS ESCRAVOS LUTADORES
ÍNDIOS E COMERCIANTES,
PEQUENOS AGRICULTORES
E OS IDEAIS MAGNÍFICOS
DOS HEROIS LIBERTADORES
A NOTÍCIA DOS QUILOMBOS
NAS TERRAS DOPERNAMBUCO
CAUSOU TRANSTORNO EM OLINDA
DEIXOU RECIFE MALUCO
E DEU CALAFRIO NOS DONOS
DO SISTEMA JÁ CADUCO
O NEGRO ATUAVA COMO
MOLEQUE, AMA E CASEIRO,
GUARDA-COSTA, COZINHEIRA
MUCAMA, BÁ E COCHEIRO
OU FUGIA PRO QUILOMBO
OU MORRIA EM CATIVEIRO
OS QUILOMBOS SE INSTALAREM
NA ÁREA DA MATA NORTE
CONVIVERAM COM DESPEJOS
ATAQUE, EMBOSCADA E MORTE
CATUCA FOI O MAIS ESPERTO
MALUNGUINHO ERA O MAIS FORTE
DO RECIFE ATÉ ALHANDRA
CORTARAM TODO CASCALHO
DE ITAPISSUMA A VITÓRIA
DE SÃO LOURENÇO A PAUDALHO
PRA FORMAR FOI ESPONTÃNEO
PRA DERRUBAR DEU TRABALHO
OUROS QUILOMBOS MENORES
PAU PICADO E TERRA DURA
COVA DA ONÇA EM OLINDA
ZUMBI NO BAIRRO DO IBURA
OS COITOS EM LIMOEIRO
TODOS SOFRERAM TORTURA
OS LÍDERES SÃO JOÃO PATACA,
JOÃO BAMBA E MANOEL GABÃO
JOÃO BRABO, MANOEL GALO,
JOÃO MIGUEL E OUTRO JOÃO
CAETANO E MOÇAMBIQUE
COMBATERAM A REPRESSÃO
RAIMUNDO, ANGICO, MOLENGA
PAIVA, BRABO, CARUMBÁ,
CAMPONA, OLANDA, MOBUNGA,
PAULO, ANTONIO CABUNDÁ
VALENTIM, QUINTO E DOMINGOS
JOÃO BATISTA E CACARÁ
CINCO MULHERES GUERREIRAS
COMEÇANDO POR MARIA
DEPOIS DESSA GENOVEVA
ANTONIA, ANA E LUZIA
SE DESTACARAM NA BRIGA
PELA CARTA DE ALFORRIA
NO COMBATE AOS QUILOMBOLAS
SE UNIRAM A SOCIEDADE
O ESTADO IMPERIAL
OS PODERES DA CIDADE
JOGARAM SUJO E PESADO
CONTRA A LUZ DA LIBERDADE
PRA REPRIMIR OS QUILOMBOS
AQUI CRIARAM A POLÍCIA
COMPANHIAS MILITARES
UM ESQUEMA DE MILÍCIA
SOBRE CONSCIÊNCIA NEGRA
NÃO PODIA TER NOTÍCIA
ORDENANÇAS FILIPINAS
O JUIZADO DE PAZ
A GUARDA NACIONAL
OS COMANDOS DISTRITAIS
MASSACRARAM O POVO NEGRO
IMPLANTANDO AS LEIS BRUTAIS
QUASE 300 QUILOMBOS
TODOS FORAM EXTERMINADOS
NOS MANGUES, NAS CAPOEIRAS,
NOS MORROS, NOS ALAGADOS
JOÃO BATISTA FOI O ÚLTIMO
DOS CHEFES SACRIFICADOS
MALUNGUINHO INDA RESISTE
NA CULTURA POPULAR
COMO EXU, MESTRE, CABOCLO,
REI DAS MATAS SECULAR
NO RITUAL DA JUREMA
É PRIMEIRO A ENTRAR
ESSA É A GRANDE VERDADE
QUE O BRASIL DEVE SABER
FIZ A DEFESA DOS POBRES
BANIDOS PELO PODER
E A DA CLASSE DOMINANTE
QUEM QUISER PODE FAZER
Cordel de ANTÔNIO LISBOA- Poeta Cordelista
________________________
Posto aqui na sua integridade o cordel Malunguinho Histórico Divino, do poeta Antônio Lisboa, que foi um produto de pesquisa feita por João Monteiro e o Quilombo Cultural Malunguinho nos seis anos de trabalho e afirmação da memória e luta do líder negro Malunguinho
Com a pesquisa também de Valéria Costa e produção de Mísia Coutinho este projeto foi aprovado no SIC da Prefeitura Municipal do Recife em 2008 e teve patrocínio do Hospital Santa Joana.
Com sofisticação, o material é lindo de se ver e o texto relata a luta dos negros por liberdade no século XIX no quilombo do Catucá, liderados pelo eternizado no culto da Jurema Sagrada, Malunguinho. Com as fotos de Douglas Fagner e produção executiva de Alexandre Veloso, este cordel inova na estética criativa que foi pensado por Mísia Coutinho.
Democratizo aqui este texto que imprime a alma do povo negro nordestino, pois fala de coisas de luta na linda e inteligente linguagem do cordel.
*Para conseguir exemplares do Cordel, nos liguem no fone 55 81 8887-1496 (L'Omi) ou 55 81 8649-8234 (João Monteiro) ou entrem em contato no email quilombo.cultural.malunguinho@gmail.com
Boa leitura e divulguem.
Mesa de Jurema com os Três Reis Malunguinhos firmados. Foto: Alexandre L'Omi L'Odò.
Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
Coordenação Geral
alexandrelomilodo@gmail.com
sábado, 10 de abril de 2010
Rosa, para Poliny

Rosa
Insígnia de tempo atroz
Vermelha, olha no escuro
Caminha os passos invisíveis do agora
Enfeita-me com teu charme
Dei-me rosas vermelhas em seu quase pescoço idílico
Empírico segredo no fundo dos teus olhos.
Compões um símbolo dialetal
Risos e face de outro mundo
Estranha forma de deitar em minha íris
Cobertores em ti
Folhas de sossego, por vezes, vi, em você
Caindo sem estarem secas
Maduras meninas
Dos olhos por vezes perseguiu-me dentro de mim,
Sozinha sem saber.
Perdida quase
Sorrindo quase...
Nas veias das árvores moram teus segredos
Caminham por dentro da terra
Adormecem com a lua
Semeia a luz com furtos de momentos
Momentos teus
De segundo em segundo cegando o passado
Morrendo no presente
Orgástica lírica de mulher.
Em teus dedos moraram eus em segundos às vezes...
Por vezes estive com você sozinho no âmago
Naquele momento esquecível
Dourado e vermelho
Mulher e sem medo
Da cor de um olhar dentro d’alma
Um cheiro de insensatez,
Minha língua prolixa
Fala pra tu, rosa clara
Insígnia secreta que descobri o código
A gaveta fechada
Em minhas mãos está a chave
O acordar, on the on!
Nem de cachos e fugazes Recifes
Nem de tu
Nem de flores outras...
És a Rosa Vermelha do mar quebrado
Do forte som estridente do sorriso do mar
As águas doce mel, derretendo nas pedras viris do peito da cidade
Nas luzes
Nos lugares
Rosa que cheira
Sem sentir a força
Do jeito menino
De onde tenho segredos
Nas águas que quero te regar.
Alexandre L’Omi L’Odò.
30/11/2009.
Para Poliny, uma inspiração minha.
________________________
*Inicio aqui uma série de publicações de poesias minhas.
Começar com Rosa, poesia feita para Poliny, esta fotógrafa, que muito me inspira e desperta, é um prazer imensurável, pois esta poesia é uma das que mais gosto.
alexandrelomilodo@gmail.com
segunda-feira, 5 de abril de 2010
A História de Oxum e Ogun, uma recriação moderna do Itan

Fonte: FOESP
Contatos: carolmayes@yahoo.com
Texto original em inglês
WHO ARE THE
POWER FORCE 5?
POWER FORCE 5: THE STORY OF OSHUN & OGUN
"The Story of Oshun & Ogun" is a 3 minute animation pilot telling the West African Yoruba based fable of how little Oshun, who represents love, seduction and sweetness, brought the powerful Ogun, entity of iron, machines & technology, out of hiding to restore order to the world..
This is the pilot for an animated series, "Power Force 5" which updates African folklore in a contemporary way. Our five teenage heroes: Oshun, Ogun, Chango, Oya, and Eshu are powerful forces of nature. They use their superpowers to help mankind but since they are still teens, their own personal dramas can sometimes get in the way.
"Power Force 5" uses urban settings, hip hop/ reggaeton music, narration and dialogue to tell each story. Each episode will be primarily self-contained but with a "cliffhanger" ending to compel the audience to watch the next episode. Written for a teen to young adult audience, "Power Force 5" the series, is designed for wireless device download and webcast, but can also be broadcast as interstitial episodes, airing between regular television programming.
Characters from Yoruba folklore are widely known throughout Europe, the Americas, the Caribbean as well as in Africa, as part of the culture and folklore of the African Diaspora. "Power Force 5" would present this culture to those who are familiar and to those who aren’t, in an entertaining way. The worldwide popularity of these characters, as well as the hip/hop setting for the stories, encourages international appeal and can be translated into several languages including French, Spanish, and Portuguese,.
POWER FORCE 5
The Story of Oshun & Ogun
Created by: Carol Mayes & Paul Collins
Funded by National Black Programming Consortium
NBPC
http://www.nbpc.tv/btn
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Publico a interessante criação americana sobre a história dos Orixás Ògún e Osún, Realmenet é uma releitura muito interesante do Itan.
Assistam e deixem comentários se gostaram.
Alexandre L'Omi L'Odò.
segunda-feira, 15 de março de 2010
O brilhante discurso do Presidente Lula na abertura da II Conferência Nacional de Cultura

Publico aqui o brilhante e viceral discurso do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Felizmente pude presenciar este momento único na II Conferência Nacional de Cultura em Brasília.
Muita Fumaça de Minha Jurema LULA. Parabéns.
Tenho orgulho de ser Brasileiro e fazer cultura neste país que se tornou melhor de verdade com Vossa Exelência no poder!
Muito inteligente e ousado tudo... Leiam e curtam!!!
Alexandre L'Omi L'Odò.
Um artista brasileiro!
Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de abertura da 2ª Conferência Nacional de Cultura
Teatro Nacional – Brasília-DF, 11 de março de 2010
****
Olha, o pessoal que estava com uma faixa, com uns cartazes, aí, “PEC
Bem, eu quero cumprimentar minha companheira Marisa,
Nossa querida companheira, ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,
O ministro Juca Ferreira,
O ministro Patrus Ananias,
O nosso companheiro, ministro interino da Ciência e Tecnologia, nosso companheiro Luís Antônio Rodrigues Elias,
O nosso querido homem “olímpico”, aqui, o nosso companheiro Orlando Silva, que teve um papel extraordinário na conquista da Olimpíada em Copenhague, no ano passado,
Nosso querido companheiro Luiz Dulci, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República,
Nosso companheiro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social,
Companheiro Paulo Vannuchi, Direitos Humanos,
Senador Augusto Botelho, que estou vendo ali sentado – vocês também deveriam mostrar a PEC para quem é deputado e senador,
Deputado Evandro Milhomen,
Companheiro Magela,
E companheiro Zezéu Ribeiro, que estou vendo aqui na minha frente, que tem uma música de campanha horrível na Bahia: “Zezé, eu vou votar em você”. A música dele é só isso. Mas já está com cinco mandatos nas costas.
Quero cumprimentar a nossa querida Silvana Meireles, coordenadora da 2ª Conferência Nacional de Cultura,
A nossa querida companheira Anita Pires, presidente do Fórum de Dirigentes de estados [Estaduais] de Cultura,
Quero cumprimentar a nossa companheira Jandira Feghali, presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Cultura das regiões metropolitanas,
Meu querido Gog, representante dos membros do Conselho Nacional de Política de Cultura [Cultural],
Nossa querida Zezé Motta e Murilo Grossi, por meio de quem cumprimento todos os companheiros e todas as companheiras presentes e adjacentes aqui. Pegue o meu discurso aqui.
Eu, a esta hora da noite, a esta hora da noite, quando eu vou falar, eu fico preocupado porque a Marisa fica me controlando, e ela acha que quando eu falo demais não é prudente. Ela fica... A minha... a maior censura que eu recebo é ela controlando o meu tempo. Eu tinha um moleque que quando ele tinha sete anos de idade, eu estava em Mauá fazendo um discurso, daqueles eloquentes – sabe quando a gente é incipiente na política, muito novinho, acredita em tudo? –, e o discurso era uma verdadeira apoteose revolucionária. Eu tinha um moleque de sete anos, que subiu na escada do palanque e falou: “Ô pai, o senhor não quer parar de encher o saco?” E eu não parei, continuei falando.
Eu queria dizer para vocês o seguinte. Nós... nós, não. Eu estou muito agradecido. “Eu também te amo.” Eu estou muito agradecido pela presença... Ô Dilminha, isto aqui não é tudo conferencista, não; são delegados. Isto aqui são... Conferencista, deve ter meia dúzia aqui na frente. O resto é tudo delegado, tudo delegado. Delegados e delegadas. Eu quero, do fundo do coração, agradecer a presença de vocês aqui. Sessenta por cento das pessoas aqui, companheiro Juca – você sabe disso –, companheira Dilma, são companheiros que vêm de cidades do interior deste país, que nunca tiveram a chance de participar de uma conferência para discutir a política cultural do País, e muito menos de estarem diante do Presidente da República e de tantos ministros.
Parece pouco, mas se a gente for olhar a quantidade de degraus que nós já subimos nessa nossa trajetória de conquista de liberdade, vocês vão perceber que nós caminhamos para caramba. E caminhamos sem preocupações de agradar a quem quer que seja, de ofender a quem quer que seja, mas de [para] construir uma relação entre o Estado e a sociedade em que a gente possa consagrar, definitivamente, a democracia no nosso país. Há muito tempo, eu dizia: democracia não é apenas o direito de a gente gritar que está com fome. Democracia é, sobretudo, o direito de comer. Democracia não é apenas a gente reclamar; é a gente ter direito às coisas.
E eu lembro que, muitas vezes, a gente joga a responsabilidade da falta de democracia apenas num governante quando, na verdade, tem uma estrutura maior do que os governantes, que emperra o exercício da democracia. O quanto que este menino, Juca de Oliveira... Juca Ferreira e o Gilberto Gil apanharam porque resolveram pegar um “tiquinho” do dinheiro da Cultura deste país e levar para o Norte, para o Nordeste e para o Centro-Oeste brasileiro. Como eles foram massacrados, porque as pessoas entendiam que todo o dinheiro da Cultura deveria ficar onde sempre esteve, que nós entendíamos que onde sempre esteve se produz muita cultura. Mas é importante que onde sempre esteve o dinheiro saiba que tem outros lugares do Brasil que produzem tanto ou mais cultura do que eles, embora não seja mostrada ao Brasil.
Eu, esses dias, estava vendo que tem um filme chamado... que ganhou... que não ganhou o Oscar, mas que ganhou uma quantidade de dinheiro extraordinária. Foi o filme que mais bilheteria teve; custou US$ 400 milhões para fazer, o Avatar. Quatrocentos milhões de dólares! Vocês imaginem que os artistas, nas reuniões, devem comer caviar, champanhe da melhor qualidade. O coitado do Barreto, para fazer o filme, aí, “Lula, o filho do Brasil”, teve que colocar, no começo do filme, quase pedindo desculpas: “Pelo amor de Deus, não teve empresa pública que deu dinheiro, foi essa daqui que deu...”. Porque a pressão era de tamanha ordem, que a gente tinha que ficar se explicando antes de fazer. E isso, o Brasil é assim, o Brasil é assim.
Eu lembro quanta curiosidade desperta o ministro Franklin Martins quando resolveu diminuir o gasto com publicidade nas TVs, pagando apenas a mídia técnica, ou seja, “você vai ganhar pelo que você vale e não pelo que você pensa que vale”. As pessoas não acreditam e as pessoas não acham normal.
Aliás, neste país, eles não estavam acostumados a ter um presidente da República que não precisa almoçar com eles, jantar com eles e tomar café com eles para governar este país. É por isso que esta aqui, com esta aqui nós já fizemos 67 conferências nacionais, 67 conferências nacionais, e muitas delas muito polêmicas. As pessoas estabelecem as polêmicas achando que este que vos fala tem medo de polêmica. Eu sou o resultado da polêmica. Eu só cheguei à Presidência da República porque eu sou isso.
Pois bem, mais recentemente nós fizemos a Conferência de Comunicação, e resolvemos trazer empresários, todos, televisão, rádio, telefonia, tudo que é gente da área de Comunicação, todo mundo nós convidamos. Um grupo de empresários não quis comparecer, outro grupo compareceu, e foi um debate extraordinário. As pessoas perceberam que ninguém, mesmo com pensamentos e visões diferentes, saiu arranhado porque participou da Conferência. Mas as pessoas também perceberam que não é ser radical ou xiita, ou querer que o Estado seja mais forte do que qualquer outra coisa ou qualquer outro momento, a gente querer discutir política de Comunicação para este país, porque a revolução que a Comunicação está tendo a cada santo dia não pode continuar com uma lei que data de 1962. Tem que ser atualizada para os momentos que vivemos.
A Dilma falou de banda larga. Vocês não sabem como é difícil, companheiros e companheiras. Há seis anos, nós descobrimos que este país tinha uma empresa chamada Eletronet, que era uma empresa que tinha sido privatizada quando privatizaram o sistema elétrico brasileiro, e que aquela empresa canadense, a AES, tinha quebrado e, portanto, a Eletronet tinha que voltar para o governo. Eu achei que era fácil, era do governo, a empresa quebrou, tem fibras óticas para tudo quanto é lado, vamos fazer... levar internet para este povo, porque senão a internet vira uma coisa de bacana, e nós queríamos que o povo tivesse acesso, até para o povo também virar bacana, fazer um país onde todo mundo fosse bacana. Se o cara não pode pegar um avião e viajar, viaja na internet, viaja e vai ganhando o mundo.
Meus filhos, nós demoramos cinco anos na Justiça para ganhar o direito de ter essa empresa de volta. E quando tivemos, começaram a dizer: “Ah, porque o Estado quer se meter, porque o Estado quer mandar, porque o Estado quer estatizar”. E aí começaram a dizer, as privadas: “Nós fazemos, nós fazemos, nós fazemos”. Eu dizia para os companheiros no governo: eles podem fazer, acho que devem fazer, mas só vão fazer na hora em que eles perceberem que o Estado está preparado para fazer, e se eles não fizerem o Estado fará, porque se o Estado não estiver preparado, eles não farão. Ninguém quer levar internet banda larga para o rio Solimões, para o rio Tocantins, lá para a periferia de Osasco (incompreensível). As pessoas querem levar internet onde tem público. É como o telefone fixo, é como o Luz para Todos. É melhor fazer ligações na Avenida Copacabana, mesmo que tenha alguns “gatos”, mesmo que tenha alguns “gatos”, do que fazer lá no sertão de Pernambuco, lá nos cafundós da Bahia, lá no... na Paraíba, porque as pessoas só pensam no lucro.
E como Deus escreve certo por linhas tortas, aconteceu uma crise internacional, que era o que faltava para que os meus opositores dissessem: “Acabou a sorte do Lula. Agora, agora, – como diria o nordestino – ele vai se ferrar, porque com essa crise não tem sorte”. E nós provamos para eles que, para lidar com a crise, nós não queríamos sorte. Nós tínhamos acumulado competência e tínhamos acumulado compromissos neste país.
Bem, então, o País está andando e vocês estão percebendo... prestem atenção, gente. Se vocês são como eu, que não gostam muito de ler notícia ruim, comecem a prestar atenção no noticiário, porque política e eleição também são cultura, sobretudo o resultado, sobretudo o resultado. Então, prestem muita atenção daqui para a frente, fiquem atentos, leiam editoriais de jornais, que a gente pensa que só o dono lê. De vez em quando é bom ler para a gente ver o comportamento de alguns falsos democratas, que dizem que são democratas, mas que agem querendo que o editorial deles fosse a única voz pensante no mundo. Se não querem acreditar em mim, peguem alguns editoriais de 1953, quando se pensou em criar a Petrobras, o que eles falavam: “Que o Brasil não precisava fazer prospecção de petróleo. Aqui não tinha petróleo. O Brasil tinha que se enxergar”. Porque o Brasil, ele foi criado com mania de pequenez. A gente esteve sempre muito subordinado, subordinado, aquela coisa de... sabe, de segunda classe?
Quando eu era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, uma vez nós colocamos um carpete amarelo na minha sala, está lembrada, Marisa? Um carpetão, daquele bem grosso, bem rústico. Mas o peão, quando trabalha na fábrica, que ele trabalha com o sapato, o sapato dele enche de cavaco aqui. Cavaco é uma coisa de ferro que sai das máquinas e gruda. E gruda mesmo. Aquilo sai quente, ele pisa em cima e gruda. E quando ele vai andando, se ele pisa num lugar limpo, vai ficando o rastro de óleo. Então, um dia um cara chegou na minha sala e foi tirar o sapato para entrar na minha sala. Eu falei: o que é isso, companheiro? E aí, ele falou: “Ô Lula, é que eu vou sujar de graxa”. Eu falei: mas foi você que pagou isto aqui, meu filho. Você não é sócio do Sindicato? Entra. Aí, quem sabe, a gente troca e coloca um melhor. Porque, também, se não tiver uma rápida manutenção, a economia não gira. Pois bem...
Vocês, ao participarem das conferências municipais, das conferências estaduais. Vocês viram que eu estou ficando com o jeitinho do Antônio Nóbrega, aqui? Daqui a pouco eu começo... (incompreensível). Falta... Bem, vocês, que participaram dessas conferências, vocês, possivelmente não tenham dimensão da contribuição inestimável – gostaram do “inestimável”? Eu, quando ganhei as eleições, eu falava “menas laranja”. Agora estou falando “inestimável”. A evolução é visível! Bem, então... Possivelmente, possivelmente, vocês não tenham dimensão da contribuição que vocês estão dando ao país ao saírem das suas cidades, muitas vezes, da tranquilidade da casa de vocês, assistindo esses filmes extraordinários, desses enlatados, dessas TVs a cabo, que às vezes o mesmo filme passa 80 vezes por dia! Eu não entendo uma palavra em inglês, mas já decorei (incompreensível), já aprendi aquela tal de leitura labial, porque eu já vi... é impressionante! Lelé, tem filme que passa 90 [vezes], você já não aguenta mais, os artistas já viram íntimos da gente! Eu ligo a televisão e o cara fala: “Oi, Lula!” A Marisa já acha que são parentes dela os artistas que passam lá, porque...Então...
Quando a gente defende o fortalecimento da cultura brasileira, a gente mexe com interesses de pessoas que não estavam acostumadas a ver o posso sonhar, como disseram aqui, antes de mim. É muito difícil, gente, aguentar um povo que sonha, um povo que quer reivindicar, um povo que conhece os seus direitos, é difícil! Ah, como é bom a gente... se a gente governasse um país onde ninguém pudesse falar nada, ninguém! Mas nem bater palma e nem vaiar, era silêncio! Eu acho... pois é, tem gente que gosta que é assim, tem gente que gosta porque, veja, nós temos um meio de comunicação em que a gente, a gente tem acesso à cultura passiva, a gente não ajuda a criar. O que nós queremos é que a sociedade ajude a criar as coisas neste país, porque será mais bonito, porque será mais rico! Eu fico imaginando, companheiras e companheiros, uma pessoa que mora em Tarauacá, no Acre. Tem alguém do Acre aqui? Tarauacá, no Acre; ou Maués, no Amazonas; ou na minha Caetés, na Grande Pernambuco. Vocês sabem, vocês sabem que Pernambuco está tão chique, que em Caruaru teve um terremotozinho! Vocês viram nos jornais. Não é mole, Pernambuco!
Então, vocês imaginem, vocês imaginem se a gente tivesse os meios de comunicação com produção local. Imaginem, imaginem se as pessoas que se apresentaram aqui pudessem se apresentar às três horas da tarde em um programa de televisão no Maranhão, no Amazonas, em Pernambuco, no Piauí, no Acre, em Rondônia, no Amapá, no Mato Grosso,
Bom, então, o que nós sonhamos e o que nós queremos é isso: é tentar, ao mesmo tempo em que a gente quer alargar a possibilidade de participação da sociedade numa comunicação globalizada, internacionalizada, a gente quer regionalizar para que a gente possa também despertar a cultura local, regional. Seria extraordinário isso.
Então, ô Dilma, se você veio aqui conferir se está tudo “nos conformes”, eu vim aqui dizer para vocês que o importante é o principal, o resto é secundário.
Parabéns! Um grande abraço e boa Conferência.
Quilombo Cultural Malunguinho

Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!