quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Balaio de todos os sons na 8ª feira da Música, com o Mestre Galo Preto.

Balaio de todos os sons na 8ª Feira da Música
20 Ago 2009 - 02h17min

Em sua oitava edição, a Feira da Música abre oficialmente sua programação de shows nesta quinta-feira (20), em três locais de Fortaleza: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Praça Verde e Espaço Rogaciano Leite Filho), Sesc-Senac Iracema e Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (CCBNB).

Cada palco sendo destinado a um estilo musical, na Praça Verde - Palco Brasil Independente - a maratona de apresentações traz logo mais, a partir das 19h30min, os sons de Sambahempclube (CE), Érika Machado (MG), Soatá (DF), Mestre Galo Preto (foto, PE) e Marku Ribas (MG).

Já no Palco Instrumental, situado no Espaço Rogaciano Leite Filho, fazem show a Orquestra Grupo Pão de Açúcar (CE), Alderley Rocha (CE), Projeto Peixes (CE) e Kaoll & Lanny Gordin (SP), com início às 19 horas. Cinco shows marcam a programação no Sesc-Senac Iracema (Palco Rock é Rock Mesmo), também no mesmo horário - The Drunks, Baby! (CE), Conjunto Roque Moreira (PI), Plástico Lunar (SE), Sweet Fanny Adams (PE) e Trilobit (PR) - enquanto no CCBNB-Fortaleza (Palco da Diversidade), já a partir do meio-dia, sobem ao palco as bandas Êita Piula (PI), Atomic Bomb Watcher (CE), Marcos Maia Trio (CE), Músicas Intermináveis Para Viagem (RS) e Gunjah Reggae Band (PB).

Para além dos shows, o evento ainda abre espaço para o Encontro Internacional da Música, que reúne oficinas, palestras, painéis, aulas-espetáculo, entre outras atividades, além da exposição da indústria de equipamentos, instrumentos e serviços, todos ocorrendo no Centro de Negócios do Sebrae-CE.

Dentre os painéis, destacam-se os temas Políticas Públicas para Música, com Thiago Cury (SP); Tecnologia e Indústrias Criativas, com representantes da Nokia Music Services, Terra Sonora e Imúsica.; e Gestão de Equipamentos Culturais.


SERVIÇO
Feira da Música 2009 - Ate sábado (22), no Centro de Negócios do Sebrae-Ce, Centro Dragão do Mar, Sesc-Senac Iracema, CCBNB-Fortaleza e Shopping Solidário Bom Mix. Grátis. Outras info.: (85) 3262 5011 / www.feiradamusica.com.br

Alexandre L'Omi L'Odò.
produção Mestre Galo Preto.
alexandrelomilodo@gmail.com

Mestre Galo Preto no Jornal O Povo do Ceará.

Música e independência

Com uma programação marcada por atrações de peso, a oitava edição da Feira da Música de Fortaleza se consolida como um dos eventos mais fortes da cena independente no Brasil

Luciano Almeida Filho
lucianoalmeida@opovo.com.br
19 Ago 2009 - 00h58min
Foto: DIVULGAÇÃO


Começa amanhã (20) a maratona de apresentações da oitava edição da Feira da Música, trazendo uma série de nomes absolutamente imperdíveis para quem é ligado em música brasileira de qualidade. A Feira sempre foi um evento surpreendente. Mesmo quando na lista das atrações, a maior parte dos nomes lhe parecessem absolutamente desconhecidos, quase sempre havia uma boa surpresa com ótimos shows, entre revelações e descobertas.

Desta vez a programação traz nomes fundamentais da música brasileira como o mineiro Marku Ribas e o paulistano Lanny Gordin, verdadeiros ícones cult. Sem falar em nomes que foram considerados revelações recentes em seus estados como a mineira Érika Machado, a paulistana Anelis Assumpção (filha de Itamar Assumpção), os pernambucanos da Academia da Berlinda, o trio paulistano Mamelo Sound System, entre outros. Isso sem falar na forte representação das tradições pernambucanas e maranhenses, com o centenário Maracatu Estrela Brilhante de Igarassú e o Mestre Galo Preto (PE), e o sensual Cacuriá de Dona Teté e Tambor de Crioula do Laborarte (MA).

Marku Ribas é daqueles artistas super reconhecidos no exterior e praticamente um nome no ostracismo para o grande público brasileiro. Lá fora seus antigos vinis são itens de colecionadores que pagam centenas de dólares por um exemplar raro. Com a edição do CD Zamba Ben (2007), a trajetória deste mineiro com mais de 40 anos de carreira nacional e internacional voltou a ser reconhecido por aqui com sua mistura única e original de samba-rock com balanços afro-caribenhos e fartas porções de improvisos do jazz.

O guitarrista paulistano Lanny Gordin é uma lenda viva do Tropicalismo. Suas gravações com Caetano Veloso, Gilberto Gil e, principalmente, Gal Costa e Jards Macalé são consideradas antológicas. O CD Lanny Duos (2007) trouxe o veterano fera da guitarra em duetos com antigos parceiros e novos discípulos. Para as apresentações na Feira, Gordin vem com a formação do Kaoll (projeto do guitarrista Bruno Moscatiello), que juntos já lançaram o CD Horizontes Ao Vivo.

Com músicas gravadas por intérpretes como Ney Matogrosso, Maria Rita e Zélia Duncan, o fluminense Fred Martins é uma atração da Feira já conhecida dos palcos cearenses. Chega a Fortaleza, depois de temporada na Europa, para mostrar composições de seu novíssimo CD Guanabara, além de seus êxitos anteriores. Outra conhecida é a banda pernambucana Academia da Berlinda, trazendo sua mistura de guitarradas paraenses, ritmos latinos e tangenciada no brega cheio de humor presente no ótimo CD de estreia homônimo.

Para quem se liga nas boas vozes femininas, a mineira Érika Machado e a paulistana Anelis Assumpção são duas grandes representantes da novíssima geração. Érika lançou em 2006 o CD No Cimento, com produção de John Ulhoa (Pato Fu) trazendo uma música pop inteligente e poética. Filha de Itamar Assumpção, Anelis reverencia a obra do pai mas também se revela como compositora e se prepara para lançar seu primeiro CD ainda este ano, com seu trabalho autoral.

Vale sempre a pena ficar até a última apresentação, porque o encerramento é sempre uma celebração comunitária ao ritmo dos tambores do maracatu pernambucano, bois e cacuriá vindos do Maranhão, onde todo mundo cai na dança.

Leia programação da Feira da Música 2009 no
www.opovo.com.br/conteudoextra

Matéria do Diário de Pernambuco de 25 de agosto de 2009, Galo Preto na Feira da Música, Fortaleza.

Matéria do Diário de Pernambuco de 25 de Agosto de 2009.
Mestre Galo Preto na Feira da Música, Fortaleza, marcou presença forte e foi homenageado por diversos artistas do Brasil todo nos palcos do evento.

A retomada da carreira do Mestre corre bem no cenário nacional, abrindo uma discussão forte no papel dos artistas tradicionais no mercado e indústria cultural e fonográfica brasileira. Sendo assim, Galo preto assume protagonismo no meio destas discussões que transcendem as barreiras nacionais.

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Fora do mercado do jabá.

CEARÁ // Feira da Música 2009, realizada em Fortaleza, abrigou rodas de negócios e show de atrações mais independentes

*André Dib
andre.dib@diariosassociados.com.br


Após cinco dias e dezenas de encontros e shows, a Feira da Música 2009 encerrou sua programação no último sábado, em Fortaleza.

Galo Preto, derradeiro detentor de um estilo surgido no Quilombo de Santa Isabel, em Bom Conselho, está em campanha para retomar a carreira. Foto: Laila Santana/Divulgação
Entre os vários cenários, o Sebrae foi a sede das discussões, seminários, rodadas de negócios e feira de produtos e serviços. Sessenta artistas de dezessete estados e da Argentina convergiram em cinco palcos na área central da cidade. Atrações que, por estarem fora da grande mídia, costumamos classificar como independentes, no sentido de não manter contrato com gravadoras, distribuidoras ou divulgadoras.

Por outro lado, durante o evento ficou claro que esse mercado "independente" só pode existir porque depende de organização articulada e cooperativa. E a Feira do Ceará representa mais um passo nesse sentido, pois serviu de abrigo para um fórum sobre a Rede Música Brasil, proposta de política pública para o setor musical elaborada pela Funarte/MinC a partir de discussões com o segmento.

De acordo com Ivan Ferraro, este foi o assunto mais falado não só nas reuniões, mas também nos corredores. "Não podemos perder a oportunidade de fazer um pacto com todos os atores, que antes trocavam farpas pelas costas, como por exemplo, a Associação Brasileira de Compositores e o movimento Música Para Baixar, a Associação Brasileira dos Produtores de Disco e o Circuito Fora do Eixo. Aqui a gente discute na frente um do outro. Apesar das dificuldades, esperamos maturidade para manter a posição firme de construir uma política para a música brasileira". Tudo indica que a Rede Música Brasil, que começou a engatinhar em junho (no último Porto Musical), seja oficialmente anunciada no fim do ano, durante a Feira Música Brasil, no Recife.

Integrante da Associação Brasileira de Festivais Independentes, outra função positiva da Feira da Música 2009 é a de apresentar novos talentos e dar espaço para artistas veteranos que ficam de fora do mercado movido a jabá. Foram cinco palcos em atividade quase simultânea, o que levou a reportagem ao difícil exercício da escolha.

Oveterano Marku Ribas, que já gravou com Mick Jagger e abriu para James Brown, apresentou na quinta um som presença, regado a samba, black music e outros grooves. Com ele estava Nenem, do Clube da Esquina, um dos maiores bateristas do Brasil. Também de Minas, marcaram presença Erika Machado, Black Sonora e Babilak Bah (um George Clinton tupiniquim).

Um dos momentos marcantes da noite de sexta foi o show de Anelis Assumpção. No Recife, ela esteve no Rec Beat 2007, com a banda Isca de Polícia. Agora investe em carreira solo. Provocou logo de início, com a percussão vocal do pai (Itamar Assumpção) sampleada. "Bem que meu pai avisou", canta a garota. A música se chama Mulher segundo meu pai, do próprio Itamar, de quem Anelis ainda cantou Negra melodia. Dos Beatles, ela fez boa versão para I want you (she's so heavy).

Um pouco antes, o grupo argentino Los Cocineros colocou muita gente para dançar com ritmos novos e antigos alegres e acelerados. No palco rock, a sergipana Plástico Lunar injetou adrenalina na veia roqueira dos anos 70. Banda-irmã da Mopho, de Alagoas, é difícil compreender porque nenhum produtor ainda não a trouxe para um show no Recife.

Os artistas de Pernambuco não fizeram feio. Todos foram bem recebidos pelo público. Academia da Berlinda (que encerrou o evento no sábado à noite), Sweet Fanny Adams, Saracotia e Mestre Galo Preto, de Olinda. Esbanjando simpatia, de roupas e chapéu branco, Galo Preto circulou em todos os dias da feira. Derradeiro detentor de um estilo surgido no Quilombo de Santa Isabel, em Bom Conselho, ele está em plena campanha para retomar a carreira, interrompida nos anos 90 após um incidente cujos detalhes serão revelados no documentário O menestrel do coco, de Wilson Freire.

Fora da programação oficial, A Banda de Joseph Tourton tocou na noite "pocket" promovida pelo Coquetel Molotov no Bar Órbita. Os DJs 440 e Incidental participaram de festas oficiais e encontro de DJs. Além disso, o apresentador Roger de Renor e os produtores Melina Hickson, Lú Araújo, Ana Garcia, Leo Antunese José Oliveira participaram de encontros e rodadas de negócios.

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Alexandre L'Omi L'Odò.
Produção Mestre Galo Preto.
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 16 de agosto de 2009

Mestre Galo Preto na Feira da Música 2009- Fortaleza, Ceará.

Foto: Mateus Sá/PE

O mais sofisticado coco brasileiro vai estar no palco principal da Feira da Música 2009. O show promete conquistar a crítica e a platéia com a genialidade e sagacidade dos 65 anos de coco do Mestre Galo Preto.

As culturas tradicionais estão no caminho certo. Agitar o mercado fonográfico e cultural brasileiro é uma perspectiva da produção do Mestre Galo Preto, que com visão e atitude trabalha para obter maior visibilidade na indústria musical nacional.

Cultura tradicional, popular, etnica ou mundial, tem valor estético e qualidade, tem cara, e forte condição de fundar seu próprio mercado no mundo, coisa que aos poucos vem sendo produzida em Pernambuco com seus Mestre e Mestras dos saberes fundadores da música local.

*Em agosto a Feira da Música chega à oitava edição

De 19 a 22 de agosto um dos principais eventos da música independente do país acontece em Fortaleza. Com o tema Música, Novas Tecnologias e Ambientes na Web, a Feira da Música chega à oitava edição consolidada, atraindo toda a cadeia produtiva da música, que encontra no evento uma importante ponte de acesso a novos mercados dentro e fora do país. A Feira da Música é uma realização da Associação dos Produtores de Discos do Ceará (PRODISC) em parceria com o Sebrae-Ce, numa promoção da Prefeitura de Fortaleza, patrocínio do Banco do Nordeste e BNDES, apoio cultural do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), e apoio institucional da Ministério da Cultura.

Com acesso gratuito em todas as atividades, a Feira da Música acontece no Centro de Negócios do Sebrae-Ce, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), SESC SENAC Iracema, Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) e Shopping Solidário Bom Mix. O Sebrae recebe a exposição da indústria de equipamentos, instrumentos e serviços. É lá também onde acontece o Encontro Internacional da Música, com oficinas, palestras, painéis, entre outras atividades.

Novidades nos espaços de shows

Nos espaços das apresentações artísticas, algumas novidades: Além do Palco Rogaciano Leite no espaço sob a passarela do CDMAC, que anualmente já abriga a programação Instrumental Nordeste, a Feira da Música leva para a Praça Verde do Dragão do Mar o palco Brasil Independente, com shows que vão do pop ao maracatu. Outra novidade é a programação no SESC SENAC Iracema, ao lado do CDMAC, para onde a Feira leva o palco Rock é Rock Mesmo.

Com exceção do Palco Mix Brasil, no Shopping Solidário Bom Mix, que terá programação somente na sexta e no sábado, 21 e 22, a partir das 19h30, nos outros espaços os shows acontecem de quinta a sábado, 20 a 22. No Palco da Diversidade, no CCBNB, a programação será do meio-dia às 19 horas. Terminando no BNB, começa o som nos outros palcos.

A Feira da Música é um grande espaço do mercado musical, com shows, rodada de negócios, oficinas, conferências, lançamentos, exposição da indústria de equipamentos, instrumentos e serviços, representando um importante pólo de discussão, divulgação e intercâmbio da produção musical, da indústria fonográfica e das mais diversas áreas que compõem a cadeia produtiva da música.

Encontro Internacional da Música

Um dos pontos altos da Feira, o Encontro Internacional da Música é espaço de discussão e formação nas mais diversas áreas com painéis, palestras, oficinas, aulas-espetáculos e workshops. Entre as atividades que vão marcar a programação do Encontro este ano, estão os painéis “Políticas Públicas para Música”, com Thiago Cury (SP); “Tecnologia e Indústrias Criativas”, com os representantes da Nokia Music Services, Adrian Harley e Cleiton Campos, do Terra Sonora – Portal Terra, Beni Goldenberg (SP), e da Imúsica – Idéias Net, Felippe Llerena (RJ); e “Gestão de Equipamentos Culturais”. Deste participam Pena Schmidt, do Auditório do Ibirapuera (SP), Maninha Morais, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, e Henilton Menezes, do Centro Cultural Banco do Nordeste, ambos do Ceará.

Músicos que estarão nos palcos da Feira da Música também passam seus conhecimentos em aulas-espetáculos no Encontro. É o caso de Kaoll & Lanny Gordin (SP), do Octeto de Saxofones da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN) e de Fabrício Conde (MG), com aula-espetáculo de viola caipira.

Também no Encontro, oficinas que anualmente atraem grande público, como a de Musicografia Braille, ministrada por Nilton Cunha (PE) e novas oficinas, como a de Rádio Web Livre, com Tiago Oliveira (RS) e Teatro: um instrumento musical, com Tuka Villa Lobos (DF) e Gito Sales (MG).

Outra novidade na programação do Encontro é o grupo de trabalho de Assessoria de Gestão para Artistas e Grupos Musicais. Nele serão abordados temas como “Estruturação e Planejamento” (com Alessandra Leão e Jô Maria – PE), “Como se comportar no Mercado Fonográfico: dicas práticas de como produzir e divulgar seu trabalho” (com Rodrigo Lariú – RJ) e “Toque no Brasil – Capacitação articulação e realização de turnês” (com Sérgio Ugeda – RJ).

Os lançamentos também compõem a programação do Encontro, tendo como espaço o Café Musical, no Sebrae. Entre os que vão acontecer este ano, “Um inventário luminoso ou um alumiário inventado: uma trajetória humana de musical formação” (Elvis de Azevedo Matos), “Ah, se eu tivesse asas!” (Maria Izaíra Silvino Moraes) e “Pessoal do Ceará: Hábitos e Campo Musical na década de 1970” (Pedro Rogério), todos estes lançamento da Universidade Federal do Ceará (UFC), com uma apresentação resumida sobre a Memória da Música Cearense, por Pedro Rogério.

Nos palcos da Feira

A música independente do Nordeste, Norte, Centro Oeste, Sudeste e Sul do Brasil estará nos palcos da 8ª Feira da Música, que receberá também uma representante da Argentina. São cerca de 60 atrações, que mostram ao público os mais diversos sons, do regional ao jazz, passando pelo rock, MPB, experimental, pop eletrônico e tantos outros novos sons que marcam a música que se faz hoje Brasil e mundo a fora. Na programação, grupos do Ceará, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo. Da Argentina, participa Los Cocineros, que mistura o humor com o rock, pop, bolero, tango e cumbia.

As comunidades na Feira

A integração com as comunidades dos bairros vem sendo uma ação constante da Feira da Música. Com atividades na Praia de Iracema e no Bom Jardim, a Feira integra moradores com a realização de oficinas preparatórias. Algumas capacitam para a realização de atividades durante o evento, como bartender, customização e roadies. Para os jovens de 12 a 17 anos da comunidade do Poço da Draga, a Feira vai promover uma oficina de grafitagem, que será realizada durante dez dias, no período que antecede o evento. Desta oficina vão participar dez jovens selecionados pela associação dos moradores, a AMPODRA, proporcionando a estes adolescentes a oportunidade de se expressarem por meio dessa arte. Durante a feira, esses artistas vão “grafitar” o muro da rua Almirante Jaceguay, esquina com a avenida Monsenhor Tabosa, que é o muro da ladeira na descida para o Centro Dragão do Mar.

Por se tratar de um evento que atrai uma população numerosa para seus diversos espaços, a Feira da Música terá este ano uma ação mais efetiva na questão ambiental, por meio da coleta seletiva de resíduos orgânicos e inorgânicos. Treinamentos e oficinas de reciclagem serão realizados, prioritariamente, com moradores das comunidades da Praia de Iracema e do Bom Jardim que, durante a Feira, vão trabalhar nos setores como limpeza e lanchonetes. O lixo inorgânico será direcionado para a Associação de Catadores do Jangurussu (ASCAJAN). O orgânico será destinado ao NEPPSA, projeto de extensão da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Este é um projeto piloto desenvolvido na Feira da Música, em articulação com a SEMACE e o Grupo Especializado em Resíduos (GERE), e que poderá vir a ser implantado pelo Sebrae em outros eventos.

SERVIÇO

FEIRA DA MÚSICA 2009 – De 19 a 22 de agosto de 2009 em Fortaleza, Ceará. Informações: (85)3262.5011. www.feiramusica.com.br.

PROGRAMAÇÃO DE SHOWS

PRAÇA VERDE (CDMAC)

Palco Brasil Independente – A partir das 19h30

Dia 20

Encarne (CE)

Sambahempclube (CE)

Erika Machado (MG)

Soatá (DF)

Mestre Galo Preto (PE)****

Marku Ribas (MG)

Maracatu Estrela Brilhante de Igarassú (PE)

Dia 21

Ska Brothers (CE)

Anelis Assumpção (SP)

Los Cocineros (ARG)

A Roda (PE)

Sobrado 112 (RJ)

Chico Correa & Eletronic Band (PB)

Tambor de Crioula do Laborarte (MA)

Dia 22

Fulô da Aurora (CE)

Babilak Bah (MG)

Mamelo Sound System (SP)

Fê Paschoal (ES)

PALCO ROGACIANO LEITE (CDMAC)

Palco Instrumental Nordeste – A partir das 18h30

Dia 20

Orquestra Grupo Pão de Açúcar (CE)

Caninga Trio (RN)

Projeto Peixes (CE)

Kaoll e Lanny Gordin (SP)

Dia 21

Orquestra Cidade da Arte (CE)

Bas Cobis (SP)

Chega Chora (CE)

Fabrício Conde (MG)

Floresta Sonora (PA)

Dia 22

Alunos Oficinas de Braile

Cia Vidança (CE)

Saracotia (PE)

Arlequim Dourado (CE)

Octeto de Saxofones da EMUFRN (RN)

SESC SENAC IRACEMA

Palco Rock é Rock Mesmo – A partir das 19h

Dia 20

The Drunks Baby! (CE)

Conjunto Roque Moreira (PI)

Plástico Lunar (SE)

Sweet Fanny Adams (PE)

Trilobit (PR)

Dia 21

Porcas Borboletas (MG)

Neto Lobo e a Cacimba (BA)

Drive Sex (CE)

Os Poetas Elétricos (RN)

Roadsider (CE)

Malditas Ovelhas! (SP)

Dia 22

Volúpia (CE)

Nublado (PB)

Alegoria da Caverna (CE)

R.Sigma (RJ)

Dago Red (CE)

Gilbertos Come Bacon (DF)

CENTRO CULTURAL BNB

Palco da Diversidade – A partir das 12h

Dia 20

Êita Piula (PI)

Atomic Bomb Watcher (CE)

Marcos Maia Trio (CE)

Músicas Intermináveis para Viagem (RS)

Gunjah Reggae Band (PB)

Dia 21

Tutu com Ovo (ES)

Grupo de Flautas da UFC (CE)

Uro (CE)

Batuque Elétrico (PI)

Fred Martins (RJ)

Dia 22

Validuaté (PI)

Arsenal da Rima (CE)

Banda Tricor (RN)

Opanijé (BA)

SHOPPING SOLIDÁRIO BOM MIX

Palco Mix Brasil – A partir das 19h30min

Dia 21

Black Sonora (MG)

Fe Paschoal (ES)

Mamelo Sound System (SP)

Academia da Berlinda (PE)

Dia 22

Rosa Reis (MA)

Anelis Assumpção (SP)

Erika Machado (MG)

Soatá (DF)

31/07/2009

DÉGAGÉ

Assessoria de Imprensa

Jornalistas Responsáveis: Sônia Lage e Eugênia Nogueira

degage@degage.com.br / www.degage.com.br

(85)3252.5401 / 9989.5876 / 9989.3913

*Fonte: www.feiradamusica.com.br

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*A participação do Mestre Galo Preto na Feira da Música 2009 marca um novo momento em sua carreira, ele agora está voltando aos palcos do Brasil, levando o mais sofisticado Coco que temos na indústria fonográfica cultural mundial.

www.myspace.com/mestregalopreto

Visite: www.nacaocultural.pe.gov.br/mestregalopreto <--baixe nossas músicas aqui!.

Alexandre L'Omi L'Odò

alexandrelomilodo@gmail.com

Produção Mestre Galo Preto

sábado, 15 de agosto de 2009

Cinquenta Dias a Bordo de um Navio Negreiro.


UM LIVRINHO REALMENTE TERRÍVEL!

Não! Calma! Não vou falar de nenhum livro que anda aí anunciado pra virar best-seller, não! Eu, hein!? "Quem refresca bico de pato é lama" - já dizia minha Tia Sinhá. E "beira de penico não é cocada!", como repetia Vó Maria.

Quero falar de um livrinho de bolso, com apenas 121 páginas, definido como "terrível" no prefácio do mestre Alberto Costa e Silva, historiador que aprendeu, in loco, a amar a África, seus filhos, netos e bisnetos, mesmo os "misturados".

O livro chama-se "Cinqüenta dias a bordo de um navio negreiro", foi escrito pelo reverendo inglês Pascoe Greenfell Hill, narra acontecimentos passados a bordo de um navio negreiro capturado quando vinha de Moçambique para o Brasil, em 1842, já depois de proibido o tráfico atlântico.

Nele, a gente lê coisas assim:

"A tempestade aproximou-se, e eu e outros que estavam deitados no tombadilho recebemos o aviso através de pesadas gotas de chuva. A isso se seguiu uma cena de horror que é impossível descrever".

A cena descrita é a de cerca de 500 escravos se atropelando em busca de abrigo no exíguo porão do navio, o qual de tão quente emanava fumaça. Empurra daqui, pisa da li, o resultado foi esse:

"A previsão do espanhol sobre ontem à noite foi tristemente verificada hoje de manhã. Cinqüenta e quatro corpos esmagados e lacerados foram içados do tombadilho dos escravos trazidos para o passadiço e jogados ao mar."

Brabeza, esse tipo de cena se repete diversas vezes ao longo do livro. E o que é pior: vitimando dezenas de crianças e jovens mulheres indefesas.

Estamos lendo e ainda não chegamos ao fim do livrinho. Mas podemos garantir que é uma das coisas mais brabas que já lemos até hoje. Brabas como as que, por razões semelhantes (cobiça, busca de lucros fáceis, desumanidade, arrogância, complexo de superioridade etc.) ainda se repetem por aí, vez por outra, neste país grande, que não é de bolso, nem é de papel. Mas que é racista - é sim -, não temos a mínima dúvida!


*Cinqüenta dias a bordo de um navio negreiro' traz o relato do reverendo Pascoe Granfell Hill (1804-1882), que, em meados do século XIX, acompanhou a Marinha britânica na captura de um navio que transportava escravos negros para o Brasil. A liberdade, no entanto, só viria depois de uma outra longa jornada, na qual os africanos continuariam vivendo em condições precárias e de semi-servidão; na viagem que Hill descreve neste seu diário, entre Quelimane e Cidade do Cabo, 163 das 444 pessoas - das quais 213 eram crianças - que se encontravam nos porões. Em uma passagem particularmente forte, Hill descreve a imagem da manhã seguinte a uma tempestade em alto mar, na qual quatrocentos negros, teoricamente livres, foram obrigados a ocupar um porão de 70 m²...

Título: Cinquenta dias a bordo de um navio negreiro
Título Original:
Subtítulo:
Autor: Pascoe Grenfell Hill
Tradução:
Editora: Jose Olympio
Assunto: Relatos De Viagens E Aventura
ISBN: 850300884X
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 124
Valor: R$: 19.90

Texto extraído do Blog Meu Lote do companheiro e professor Nei Lopes.
Pesquisa de mercado e adaptação: L'Omi.

Alexandre L'Omi L'Odò.
Lendo...

Candomblé de SP é tombado como Patrimônio Imaterial do Estado.

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Republico aqui a matéria postada em 21 de Julho de 2009, no site Meu Lote, do grande companheiro Nei Lopes, que trata da sanção da lei estadual que tombou o Candomblé do estado de São Paulo como patrimônio imaterial do Estado, ação protagonizada pelo Deputado estadual
Gilberto Palmares, que foi sancionada por Luiz Fernando Pezão, Governador em exercício.
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CANDOMBLÉS EM FESTA!
PALMARES PROPÕE E PEZÃO SANCIONA LEI DE TOMBAMENTO

A denominação “candomblé” é o termo genérico com que, no Brasil, a partir da Bahia e desde o início do século 19, se designa o culto aos orixás jeje-nagôs (iorubanos e daomeanos, oriundos da região corresponde ao sudoeste da Nigéria e sudeste do Benin) bem como algumas formas dele derivadas, manifestas em diversas “nações”. Por extensão, o nome designa também a celebração, a festa dessa tradição; e a comunidade onde se realizam essas festas. Ex: “Hoje tem ‘candomblé’ no Candomblé de F.”

A modalidade original do candomblé consiste em um sistema religioso autônomo e específico que ganhou forma e se desenvolveu no Brasil, a partir da Bahia, com base em diversas tradições religiosas de origem africana, notadamente da região do Golfo da Guiné. Já os candomblés bantos, de rito “congo” ou “angola” e como tal referidos (“o congo”; “o angola”), são modalidades de culto nos quais prevalece a utilização de linguagem crioulizada originária respectivamente do quicongo e do quimbundo, línguas do grupo banto, faladas no Congo e em Angola. Estruturalmente, os símbolos e práticas desses candomblés pouco diferem daqueles usados nos candomblés de matriz nagô ou iorubana; e, recentemente, alguns estudos vêm desvendando aproximações suas com o universo dos antigos terreiros jejes. Entretanto, as similaridades desses candomblés com outras expressões da religiosidade banta, no Brasil e nas Américas, apenas são perceptíveis, pelo menos aparentemente, no âmbito da linguagem.

Outras modalidades de culto, como o batuque gaúcho, o xangô pernambucano, a mina maranhense, a umbanda etc., são caudatárias da matriz jeje-nagô, porém muitas vezes entrecruzada, essa matriz, com substratos bantos. Nesse particular, veja-se que a própria denominação “candomblé” (da mesma extração de "candombe") parece ter como étimo o termo multilingüístico banto kiandombe ou ndombe, significando “negro”.

Vejamos agora que o protótipo da espécie de comunidade religiosa hoje conhecida como “candomblé” foi o chamado “Candomblé da Barroquinha”, casa de culto implantada em Salvador, Bahia, no bairro central que lhe empresta o nome, por volta de 1789. Antepassado do atual Ilê Axé Iyá Nassô Oká, conhecido como “Casa Branca do Engenho Velho da Federação” ou simplesmente “Casa Branca”, esse terreiro foi fundado no momento histórico em que se verificavam os primeiros ataques daomeanos ao Reino de Queto (Ketu) – quando foram feitos cerca de 2000 cativos – e com o desembarque maciço na Bahia dos primeiros escravos dessa região.

Segundo a tradição oral, antes de seu efetivo estabelecimento, os futuros fundadores tinham-se aproximado dos cultos mantidos por africanos de nação Grunce ou Grunci, no bairro da Boa Viagem, na localidade de Dendezeiros, atual Vila Militar. Suas origens físicas remontam a uma casa, na Ladeira do Berquó ou na Rua da Lama, ambas hoje denominadas “Visconde de Itaparica”, erguida em terreno arrendado a um casal de proprietários brancos filiado à Confraria de Nossa Senhora da Piedade da Igreja da Barroquinha, fundada por crioulos e africanos da Costa da Mina em 1764.

Em seu magnífico trabalho sobre as origens do terreiro, o historiador baiano Renato da Silveira (O candomblé da Barroquinha: processo de constituição do primeiro terreiro baiano de queto. Salvador, Edições Maianga, 2006) conclui, com relativa certeza o seguinte: que, por volta de 1789 membros da família Arô, da linhagem real de Queto, e aliados, instituíram, nas cercanias da Igreja da Barroquinha, um culto doméstico a Odé Oni Popô (uma das manifestações de Oxossi) e, logo depois, também a Airá Intilê (um avatar de Xangô). Firmou-se, então, um acordo político ou aliança, que fez surgir o modelo de candomblé até hoje vigente, o qual, em vez de ser local de culto a uma só divindade, como o “calundu” colonial, concentra vários cultos a divindades de procedências diversas. Entretanto, por volta de 1807, após o arrendamento de um terreno situado atrás da igrejinha, por divergência de idéias, esse grupo transferiu-se para a localidade suburbana de Matatu de Brotas, onde, além dos orixás já cultuados, assentou também os fundamentos de Oxumarê, permanecendo os fiéis da Barroquinha devotados, ao que parece, principalmente ao culto de Airá Intilê. O terreiro suburbano deu origem ao conhecido Candomblé do Alaqueto e o do centro, à atual Casa Branca, mais tarde transferida para a localidade do Engenho Velho.

Vejamos finalmente que, desde pelo menos a década de 1870, por diversas razões históricas, o intercâmbio entre as comunidades negras na Bahia e no Rio de Janeiro foi intenso, dele nascendo, quase ao mesmo tempo, algumas importantes casas de culto em Salvador e na “Pequena África” carioca (eixo Praça Onze-Praça Mauá atuais), como foi o caso do venerando Ilê Axé Opô Afonjá e de outros axés históricos, como o de João Alabá.

Diante de toda essa monumental história, nada mais gratificante, então, que ler nos jornais cariocas deste fim de semana, que a lei de tombamento da religião do candomblé como patrimônio imaterial do Estado, proposta por nosso deputado e amigo Gilberto Palmares acaba de ser sancionada por Luiz Fernando Pezão, governador em exercício. E isto, no momento em que, por baixo do imenso caldeirão onde borbulha o mungunzá (denguê, pro povo nagô), vem crescendo uma revolução silenciosa, comandada por Ifá, o orixá do saber e da inteligência, retornado ao Brasil em 1991, depois de um longo exílio.

Mas isso é uma outra história.


*Fonte: blog meu Lote (www.neilopes.blogger.com.br).
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sentindo-me insitado à contribuir no campo da legitimação oficial das tradições que vivencio e pratico (Jurema Sagrada e Xangô) em meu Estado, àpartir da leitura desta notícia brilhante, que iluminou mais ainda meu pensamento, proponho a Pernambuco e a seus movimentos religiosos, instigar a realização do mesmo ato protagonizado pelo Deputado estadual Gilberto Palmares em sua assembléia, aqui. Vamos Tornar a Jurema Sagrada patrimônio de Pernambuco, assim como nossa Nação Nagô pernambucana/recifense.

*{Observação sobre o texto: Todo discurso sobre o retorno do ifá em 1991, sitado por Nei, casou-me desconforto. Sabendo que Ifá sempre teve seu lugar extremamente preservado dentro do Culto Nagô pernambucano, como poderia orunmilá ter saído do Brasil assim tão ilogicamente? Ifá está em Pernambuco, podem vir ver!}*.

Alexandre L'Omi L'odò
Quilombo cultural Malunguinho
174 Anos Resitindo!
alexandrelomilodo@gmail.com

terça-feira, 28 de julho de 2009

Peixinhos, um Rio Por Onde Navegam um Povo e Suas Histórias.

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Dia 30 de Julho de 2oo9, é dia de comemoração no bairro de Peixinhos, comunidade efervescente na cultura musical, tradicional, literária e artística brasileira.

Com o lançamento do livro "Peixinhos, um Rio Por Onde Navegam um Povo e Suas Histórias, da escritora e Mestra Griô (Kimbanda de Malunguinho), do Quilombo Cultural Malunguinho, a forte militante social, responsável por diversos avanços nas discussões, na participação da mulher nos movimentos sociais e grande preservadora "guardiã" das tradições culturais do bairro, a Dona Zuleide, ou Zuleide de Paula, trás mais um grande presente para seu bairro, a edição revisada e ampliada de seu livro.

A obra que tem como principal objetivo registrar e preservar a história do bairro de Peixinhos, contando histórias de seus moradores, grupos, ações, brincadeiras e tradições, contos e estóreas, além de sua evolução político-social, a escritora, não se encabula em afirmar ser "imprescindível um trabalho destes" pois ela mesma sempre se preocupou com a memória da comunidade.

Peixinhos se prepara para mais uma vez para comemorar junto a Dona Zuleide de Paula mais esta grande vitória de uma legendária guerreira de nossa comunidade.

Salve a consciência desta mulher. É pelas mãos dela que nossa história não se apagará jamais.
luta, grande Malunga!

Serviço:
O evento acontecerá na Refinaria Multicultural Nascedouro de Peixinhos
Horário: à partir das 18h e 30min.
Entrada Grátis.

Programação Cultural:

Maracatu grupo Fragmentos - Percussão e Dança
Orquestra da Polícia Militar de Pernambuco
Laisa(Neta de Zuleide)
Edinaldo
Mutreteiros
Banda Rumbanda
Banda Capim Santo

Alexandre L'Omi L'Odò

Orgulhoso de ver em vida uma ação destas!

Parabens Dona Zuleide, obrigado por mais este presente.

alexandrelomilodo@gmail.com

Foto: Alexandre L'Omi L'Odò.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Oficina Percutindo Imagens de Alexandre L'Omi L'Odò, traz a Peixinhos diálogo inédito entre música e fotografia.

Oficina Percutindo Imagens

Uma vivência percussiva com a criatividade dinâmica musical de Peixinhos

Criação de Trilhas Sonoras para Exposições


A Oficina de Percussão, Percutindo Imagens, do Iyawò Professor Alexandre L'Omi L'Odò, que se realizará de 27 de Julho a 07 de Agosto no CTCD- Centro Tecnológico da Cultura Digital, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e meio Ambiente (SECTMA) do Governo do Estado de Pernambuco, trará a comunidade de Peixinhos a oportunidade da troca de saberes dinâmica entre músicos de diversos estilos e instrumentos.

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Percutindo Imagens!

Isso mesmo!

Esta é a proposta do Percusionista Alexandre L'Omi L'Odò para promover um diálogo e interação da comunidade de Peixinhos com a linda exposição Três Vezes Cuba, do Fotógrafo e Artista Plástico Félix Farfan, que aportou de 13 de Julho a 07 de Agosto de 2009 no CTCD, "a torre de Peixinhos".


Em pleno século XXI nos deparamos com o avanço constante da tecnologia e dos novos rumos da indústria fonográfica e musical no mundo. Estes avanços nos levam a entender a necessidade de nos prepararmos para os novos mercados da indústria cultural e desenvolvermos novas técnicas na construção da música, que nos tempos atuais tem outro entendimento e finalidade na perspectiva do mercado que se atualiza e digitaliza-se a cada momento.

Focando no mercado dos trilhas sonoras, pensando já no desenvolvimento do cinema brasileiro e na acessível indústria do audiovisual nacional, a oficina “Percutindo Imagens, uma vivência percussiva com a criatividade dinâmica musical de Peixinhos - Criação de Trilhas Sonoras para Exposições, levará para 15 alunas e alunos no período de 27 de julho a 07 de Agosto no CTCD- Centro Tecnológico da Cultura Digital de Peixinhos a oportunidade da troca dinâmica de saberes e musicalidades com os participantes, que contarão com uma estrutura adequada de instrumentos variados e de material teórico pertinente e focado no tema.


A oficina terá como resultado uma apresentação do trilha sonora criado para a Exposição do fotografo Félix Farfan, que trouce de Cuba imagens que revelam um cotidiano rico de detalhes e amores pelos antigos carros ainda preservados com profundo amor pelos cubanos, em sua exposição fotográfica.

Será um momento rico de construção coletiva musical a partir das fotografias e impressões que serão sentidas pelos alunos nesta experiência inédita no imaginário musical de Peixinhos.


Na ocasião do início da oficina, também será o momento da inalguração simbólica do estúdio do CTCD, pois será oficialmente a primeira atividade musical realizada no espaço que aguarda a chegada dos equipamentos tecnológicos para dar início a cursos e gravações profissionais no local.

Inscrições:
CTCD - 81. 3183-5533 | 3183-5534 | 3183-5534
ctcd@sectma.pe.gov.br
alexandrelomilodo@gmail.com

Mestre Galo Preto dia 20/07/09 no Festival de Inverno de Garanhuns

Foto: Mateus Sá/PE
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Na edição do 19° Festival de Inverno de Garanhuns, o palco da Cultura Popular vai tremer com a apresentação arrojada do Mestre Galo Preto, que trará em seu repertório cocos e canções de sua ancestralidade familiar, formas de canto pouco conhecidas pelos Coquistas atuais.

Na apresentação, o Mestre vai cantar para a diversidade sexual e contra violência e as DST's AIDS, mostrando sua relação com a defesa dos direitos humanos e com a consciência de fazer das culturas tradicionais de seu domínio, um meio de passar mensagens ao público.

Contando com músicos já reconhecidos da cena pernambucana como Guga Santos, Alexandre L'Omi L'Odò, Andreza Karla, Moema Macêdo e Jaene Jay, mostrará sua face de diversidade e melodia com sabedoria fazendo uma festa com seus amigos e mestres que estarão na programação do dia 20/07/2009.

O show começará as 14h. Horário bastante inconveniente, mas o público fã do trabalho do Mestre Galo Preto já confirmou presença nesta apresentação que tem cara de reencontro, já que no mesmo dia estarão dividindo o palco o Mestre Zé de Teté, amigo antigo do Mestre Galo, Mazurca de Agrestina e o mestre Zé Galdino. Promete, o Mestre, fazer um grande show, feliz de estar tocando em sua antiga cidade.

Serviço
Show: Mestre Galo Preto
Onde? Festival de Inverno de Garanhuns, Palco das Culturas Populares
Quanto? Grátis
Horário:14h.

Segue programação completa do Palco das Culturas Populares:
PALCO DE CULTURA POPULAR A partir das 11h

18/07 - Sábado
O Bonde Bloco Carnavalesco Lírico
Gonzaga de Garanhuns
Zabé da Loca e Banda
Belo Xis
Cila do Coco

19/07 - Domingo
Grupo Folclórico Bacamarteiro Mandacaru
Pastoril Jesus Menino
Mestre Zé de Bibi
Gigantes do Frevo
Paulo Isidoro

20/07 – Segunda-feira
Mazuca de Agrestina

Coco de Roda Zé de Teté
Zé Galdino

Mestre Galo Preto
(www.myspace.com/mestregalopreto)

21/07 – Terça-feira
Reisado da Boa Vista
Grupo Percussivo Força dos Quilombos
Afoxé Alafin Oyó
Bombaguá

22/07 – Quarta-feira
Aurinha do Coco
Mazurca Pé Quente
Toque Leoa
Carlinhos Monteverde

23/07 – Quinta-feira
Reisado do Alto do Moura
Coco do Mestre Juarez
Banda Pífano Folclore Verde Castainho
Maracambuco

24/07 – Sexta-feira
Unicordel
Reisado João Tibúrcio
Banda de Pífano Família Félix
Wellington do Pandeiro
Banda Filarmônica Assum Preto

25/07 - Sábado
Banda Musical Curica
Pastoril do Velho Xaveco
Samba de Coco Raízes de Arcoverde
Sambadeiras
Boi da Macuca

Alexandre L'Omi L'Odò
Produção Mestre Galo Preto

55 81 8887-1496

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mestre Galo Preto eleito Artista do Mês de Maio/09 do Observa e Toca Malakokk (PE)

Foto: Laila Santana
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No mês de Maio do projeto Observa e Toca Malakoff, o Mestre Galo Preto e Banda (O Tronco da Jurema) foi selecionado para compor a concorrida programação do evento que está se tornando um marco importantíssimo nas discussões e desenvolvimento do mercado musical pernambucano.


No dia 23/05/2009, foi a vez do Mestre, que dividiu o palco com os Angolanos Filipe Mukenga e Vadú e a banda Ska Maria Pastora, compondo uma tarde e inicio de noite muito diversificada nos estilos e ritmos musicais. O evento foi muito legal, atraiu muita gente e contou com a presença dos alunos do curso de Produção Fonográfica da AESO Barros Melo, que foram conferir e pesquisar aspectos técnicos do evento junto ao professor Adriano Araújo, da cadeira de Produção Fonográfica e a professora Débora Nascimento da cadeira de Indústria Fonográfica.


As discussões e troca de saberes ficaram por conta da palestra sobre o tema: O Papel do Músico Hoje, palestra realizada pelo Músico e “autoprodutor” Silvério Pessoa e o músico e “autoprodutor” Jacques Waller, mediada por Evandro. Poucas pessoas se pronunciaram sobre o tema, ficando a fala do público dominada pelo Sacerdote, Músico e Produtor Alexandre L'Omi L'Odò, que colocou na discussão as dificuldades que tem em relação a produção do Mestre Galo Preto e as interferências negativas externas no processo de avanço no trabalho, que conta com assédios de pessoas que iludem o Mestre e atrapalham a produção. L'Omi, colocou ainda "que acha correto o artista ser dono de sua carreira e que hoje este é o caminho dos mais desenvolvidos dentro da perspectiva de luta por sua carreira", ainda colocou que “a cultura tradicional, chamada de “popular”, tem mercado no exterior, e é por este meio que quer dirigir sua produção”.


Como comum a todo mês do Projeto Observa e Toca Malakoff, é realizada uma avaliação e julgamento dos eventos e artistas que tocaram e discutiram durante o mês, sendo sempre eleito um artista ou grupo como o "Melhor do Mês", ou o "Artista do Mês". Em maio, mês que teve no palco os artistas Santana (PE), a Banda Volver (PE), Geraldo Maia (PE), Felipe Mukenga e Vadú (Angola) e o Grupo Monodecks (PE), foi eleito o Mestre Galo Preto, com seu coco rimado e de repente, e o Jazz da banda O Tronco da Jurema o Artista do Mês.


Como prêmio, o Mestre ganha uma edição especial no Programa Sopa de Auditório, que será realizado no dia 14 de Junho de 2009, no horário das 17h, sendo visto por todo Brasil através da TV Brasil e em Pernambuco no canal aberto pela TV Universitária, canal 14.

Feliz pelo reconhecimento e pela visibilidade conquistada, o Mestre Galo Preto (www.myspace.com/mestregalopreto), promete fazer uma grande participação no Programa que é apresentado pelo essencial Roger de Renor.


Alexandre L'Omi L'Odò.

Produção do Mestre Galo Preto.

Contatos: alexandrelomilodo@gmail.com

www.myspace.com/mestregalopreto

55 81 8887-1496

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Naná Vasconcelos desabafa sobre a política cultural de PERNAMBUCO.

Foto: Alexandre L'Omi L'Odò.


“Ninguém aqui sabe o que eu faço”

"... o que acontece aqui é que o nosso secretário de Cultura não tem educação, e o de Educação não tem cultura." Naná Vasconcelos
"... ninguém quer realmente tirar crianças da rua." Naná Vasconcelos

“Ninguém aqui sabe o que eu faço”

Por: Marcella Sampaio

Ele não foi o homenageado oficial do Carnaval Multicultural do Recife, mas sem sombras de dúvida é um dos nomes mais exponenciais do período momesco da capital pernambucana. Há oito anos no comando da abertura da folia recifense, Naná Vasconcelos foi um dos artistas mais reverenciados durante o desfile das agremiações. No Galo da Madrugada, pôde-se ver claramente a importância que o percussionista tem para a cultura local. Presente no evento apenas para brincar, surpreendeu-se ao ser reverenciado por todos os artistas que passaram em frente ao camarote em que estava.

Apesar das homenagens espontâneas, o músico, eleito por sete vezes o melhor percussionista do mundo pela revista americana Down Beat, lamenta só ser lembrado pelos conterrâneos apenas durante o carnaval. Sem mágoas, Naná não vê o caso como discriminação, apenas como um problema cultural que acomete todos os músicos do Estado.

Com senso crítico apurado, o percussionista conta que além de participar da abertura do carnaval a única coisa que faz aqui é se esconder. Ele não é o único e enumera diversos artistas como Lenine, Alceu Valença, Mestre Ambrósio, Nação Zumbi, Cordel do Fogo Encantado que sem ter opção e espaço, deixaram a terra natal para ir morar em outros lugares. “Pernambuco não sabe vender os seus valores. Falta uma visão de mercado para a cultura local, pois a maior parte do que acontece na música brasileira vem daqui, mas os artistas têm que ir morar no Sul para sobreviver. Na Bahia os artistas fazem sucesso em outro canto, mas moram lá. Não temos oportunidade aqui e se ficarmos, morreremos de fome. O ex-governador Antônio Carlos Magalhães costumava dizer nas rádios, ‘você está na Bahia, você tem que tocar música baiana’. Aqui não toca música dos pernambucanos.”

Naná credita a situação aos responsáveis pela coordenação cultural. A solução seria aprender a vender o produto e por em prática uma visão que valorize as tradições locais, mas também tenha cuidado para não descaracterizar os costumes.

O fato é tão lamentável para o percussionista que chega até prejudicar a qualidade do carnaval multicutural, que tem condições de ter um esquema de som mais adequado. “Hoje o carnaval é prejudicado porque a tecnologia é pobre. Eu faço a abertura há oito anos e nunca foi feito um DVD decente para propagar essa multiculturalidade que tanto se fala. Isso acontece porque tem um lado coronel aqui que não nos deixa crescer. Sinto falta de uma visão de mercado que dê condições tecnológicas para as pessoas escutarem bem toda essa miscigenação cultural.”

A situação ficou ainda pior este ano devido à chuva. Apenas na abertura três geradores foram queimados, deixando o palco escuro. Mesmo com os incidentes o percussionista e os 600 batuqueiros deram continuidade ao show. O esforço não foi nem sequer lembrado pelo secretário de Cultura do Recife, Renato L, e causou revolta ao músico. “Ele não teve a sensibilidade de dizer que a coisa ultra-humana fomos nós que ficamos debaixo da chuva para não deixar a abertura desmoronar.”

Mas a situação ainda não está perdida e Naná acredita que para a valorização acontecer é preciso encontrar um jovem que renove o departamento de cultura e turismo, pois em Pernambuco há coisas que são únicas. E quando o assunto é o Estado o músico logo compara as tradições locais às da Bahia e do Rio de Janeiro, os quais não conseguem diversificar.

A Bahia é conhecida apenas pelos trios e para participar é necessário ter abadá. No Rio de Janeiro só há as escolas de samba. O diferencial é que lá eles contam com uma tecnologia de ponta graças aos patrocínios que o percussionista tanto cobra. “Somos multiculturais, fazemos um carnaval espetacular, mas nas revistas nacionais só aparecem os eventos do Rio de Janeiro e da Bahia. Eu acho que o que acontece aqui é que o nosso secretário de Cultura não tem educação, e o de Educação não tem cultura.”

Em uma situação favorável, o músico diz que pode criticar e falar a realidade da cultura no Estado porque não depende do mercado local, já que tem uma carreira de sucesso lá fora. E ainda acrescenta que não adianta nem tentar espaço em Pernambuco porque se for fazer show aqui em um teatro ninguém vai porque o povo está acostumado a vê-lo tocar de graça para multidões. Além do mais ninguém conhece o seu trabalho. “Eu sou um personagem, ninguém aqui nunca ouviu o que realmente faço. Nunca tive a oportunidade de tocar aqui, a primeira vez que me deram foi no Virtuosi, mas nem pude mostrar tudo porque o projeto foi cortado. As pessoas só sabem quem eu sou pelo maracatu, não fazem idéia que eu tenho trabalho solo. Eu posso mostrar a minha arte em São Paulo em outros cantos do mundo, mas não aqui.”

INOVAR É PRECISO
Irreverente, o músico, que sofreu influência da música erudita de Heitor Villa-Lobos e do roqueiro Jimi Hendrix, defende que para um artista se destacar no contexto atual é preciso ter diferencial. A receita para o sucesso é a mistura do eletrônico com o cultural, os dois juntos dão uma coisa original, verde e amarela, como ele mesmo consagra.

Quando o assunto é o cenário brasileiro, o percussionista é enfático ao dizer que tudo é muito parecido. “Temos artistas de qualidade, que sempre tiveram, mas não têm nada de novo. Parece axé que você não consegue saber quem é quem. Todo mundo tem uma voz muito parecida, Ana Carolina parece com a voz de Cássia Eller. Fica tudo muito igual, vira uma moda, um modismo que tem o mesmo tipo de arranjo. Para um novo artista aparecer ele tem que ter uma coisa original, se não fica um lugar comum.”

Desse bolo, Naná destaca alguns que ainda conseguem se diferenciar do todo, entre eles estão Ivete Sangalo, Milton Nascimento, Vitor Araújo, Siba e Dj Dolores. Internacionalmente, ele lembra do nome de Amy Winehouse. “Ela tem uma coisa original, que não é tão tecnológica e parece antiga.”

EXTERIOR AINDA CONTINUA NA PAUTA

Apesar de nunca ter pensando em ir morar no exterior, Naná Vasconcelos conta que as coisas foram acontecendo ocasionalmente. Programado para ir participar do festival Brasil tocando Rio, na capital fluminense, o artista acabou desembarcando na sua carreira pelo mundo afora. Lá conheceu Milton Nascimento e logo depois foi na companhia dele à Argentina. De lá seguiu para Nova Iorque e depois para Paris. Nos últimos dois destinos deparou-se com o sucesso ao descobrir que tinha um algo diferente do que os americanos e europeus estavam acostumados a ouvir.

Apesar de ter passado mais de 10 anos morando no exterior, o percussionista explica que nunca perdeu a identidade e por isso se tornou famoso lá fora. A carreira até hoje é reconhecida e é a fonte que lhe dá frutos. Todo período de primavera/verão, Naná retorna à Europa para realizar uma série de concertos nos festivais.

O músico voltou a estabelecer relações mais próximas com o cenário musical brasileiro a partir da direção artística do festival Panorama Percussivo Mundial (Percpan) em Salvador. “Quando estive no Brasil para dirigir esse evento tomei um susto e vi muita criança na rua. Isso me fez querer fazer alguma coisa. Criei o projeto ABC das Artes e o ABC Musical, mas o primeiro durou um pouco mais de dois anos em Olinda e o outro de vez em quando eu retomo, quando o governo dá oportunidade. Mas, no geral os projetos não deram certo porque ninguém quer realmente tirar crianças da rua. Você vai à Brasília todo mundo aplaude, mas como não tem retorno imediato ninguém quer patrocinar.”

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Muitos criticaram, outros apoiaram as colocações do Mestre Naná Vasconcelos. Eu prefiro dizer que antiguidade as vezes é posto e que concordo com meu Mestre, que sabe o que fala e entende muito bem e com experiência as deficiências de nossa indústria cultural pernambucana, isso é, se existe alguma indústria cultural por aqui!

Alexandre L'Omi L'Odò.

Percussionista - Produtor Fonográfico e Cultural

Sacerdote Iyawò.



sábado, 4 de abril de 2009

Malunguinho no Cine PE 2009

O documentário, Malunguinho, O Rei da Jurema O Guerreiro do Catucá será exibido no Cine PE 2009 e está concorrendo ao prêmio de melhor documentário da mostra este ano.
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Sendo o Cine PE o maior evento de Cinema do Estado de Pernambuco, onde diversos vídeos, documentários, longas e curtas metragens do Brasil e do mundo são exibidos, o documentário dos jornalistas João Batista Jr., Diogo Mendes e Luíz Otávio, Malunguinho, O Rei da Jurema O Guerreiro do Catucá, após ter concorrido com diversos curtas na pré-eliminatória, venceu a fase, será exibido e está concorrendo ao prêmio de melhor documentário na mostra.

O vídeo, que foi fruto da conclusão do curso de jornalismo (TCC) dos Diretores João Batista, Diogo Mendes e Luíz Otáviodo naUniversidade Católica de Peranmbuco (UNICAP) 2008, recebeu nota máxima da banca examinadora, que fizeram comentários de grande vailia sobre o filme e reafirmaram a importancia de tal documentário na contribuição da afirmação do papel do negro em Pernambuco no século XIX, além da importância histórica do tema, já que poucas pessoas conhecem Malunguinho como personagem forte da contrução da personalidade e forma de vida socio-político-cultural do Estado.

O documentário mostra a relação do Malunguinho Histórico, e o embate afirmativo do povo da Jurema Sagrada de Pernambuco na preservação da memória deste grande líder quilombola no imaginário da Jurema do Nordeste, deisificando-o e fazendo dele o Malunguinho Divino, o Rei da Jurema, título este pertencente unicamente a ele, pois é o único a se apresentar espiritualmente em três formas: Mestre, Caboclo e Exú dentro do culto. A relação fortimente indígena da divindade remonta claro a vivência cotidiana dos negros do Quilombo do Catucá com os índios dos entornos da localidade que se iniciava as margens do Rio Beberibe entre Recife e Olinda (próximo ao Nascedouro de Peixinhos) e se estendia até a Cidade de Goiana na Zona da Mata Norte pernambucana.

Em 18' minutos o publico poderá presenciar a mais requintada qualidade jornalística e cinematográfica já feita nos vídeos pernambucanos, contando com falas de muita importância e depoimentos de de professores como o Marcus Carvalho PHD em História e um dos primeiros a escrever sobre os Malungos do Recife em seu antológico e importantíssimo livro Liberdade - Rotinas e Rupturas do Recife 1822 a 1850, também a fala do Mestrendo em Ciências da Religião, o Historiador e agitador cultural Jõao Monteiro que tratará em sua dissertação o tema Malunguinho e sua deisificação. Babalorixás e Iyalorixás, Mestre e Mestras Juremeiras também tiveram suas falas garantidas no documentário, sacerdotes como Sandro de Jucá, Mãe Lúcia de Oyá deram um toque muito especial ao tema religiosidade, tema transversal e crucial do documentário.

O trilha sonora foi feito e produzido pelo Sacerdotando (Juremeiro e Iyawò), Percussionista, Produtor Fonográfico e Pesquisador Alexandre L'Omi L'Odò, que realizou grandes temas de percussão para compor o clima ideal para o vídeo. Participações como a do professor Sandro Guimarães de Sales (com seu violão de ouro) e do Mestre Galo Preto, além do Coral da Jurema Sagrada de Malunguinho, organizado pelo produtor do trilha, dão sem dúvidas uma cara de novidade e dinamismo à película. Diz o produtor do trilha que "lançaremos depois de terminar a produção o CD com o trilha completo, que está lindo, em especial porque registramos cantigas ainda não conhecidas e muito antigas de Malunguinho na Jurema".

Contando com o apoio integral, e até mesmo o "dedo no bolo" do Quilombo Cultural Malunguinho, a parceria na construção da obra foi super relevante, sabendo que os pesquisadores do Quilombo são os melhores especialistas no momento sobre Malunguinho, tanto histórico quanto Divino, pois todos da entidade são iniciados nos cultos afro indígenas e vivenciadores da construção da memória do líder Quilombola Malunguinho em PE. "O vídeo tem um perfil pedagógico, podendo se enquadrar perfeitamente ao uso da Lei 11.465/2008, e da lei estadual 13.298/2007 a lei da Semana da Vivência e da Prática da Cultura Afro Pernambucana, a lei de Malunguinho aprovada com total iniciativa na assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco pelo Dep. Isaltino Nascimento e o Quilombo Cultural Malunguinho, com apoio de diversos movimentos culturais e sociais, e não poderemos perder esta oportunidade de passar ele nas escolas", diz Alexandre L'Omi L'Odò.

Contudo, a exibição do vídeo espera poder levar muitos Juremeiros, Povo de Terreiro, historiadores e pesquisadores além de público em geral para lotar no dia 26 de Abril no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, localizado na Rua Henrique Dias 609 - Derby - Recife, todo povo para juntos eleger o vídeo como o melhor da Mostra de Cinema de Pernambuco 2009.



Serviço:
Documentário: Malunguinho, O Rei da Jurema O Guerreiro do Catucá / 2008.
Evento: Cine PE - Mostra de Cinema de Pernambuco 2009.
Local: Cinema da Fundação - Rua Henrique Dias 609 - Derby - Recife - PE
Horário: 19h.
Quanto pago? : Gratis.
Contatos: (81) 9265-9223/ 8887-1496


Esperamos todo@s lá!!

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!