sexta-feira, 12 de abril de 2013

Aula/Palestra de história e cultura afro indígena na UPE de Nazaré da Mata – Pernambuco Nação Cultural

 Alexandre L'Omi L'Odò lecionando a cosmologia e teologia de Exu. Foto de Ednaldo Silva.

Aula/Palestra de história e cultura afro indígena na UPE de Nazaré da Mata – Pernambuco Nação Cultural

A palestra do sacerdote educador e pesquisador Alexandre L’Omi L’Odò no ciclo de atividades do Pernambuco Nação Cultural, que aconteceu na noite do dia 04 de Abril de 2013 reverberou muito nas consciências dos alunos e alunas que lotaram a sala da Universidade para debaterem assuntos referentes ao racismo, a religião de matriz africana e indígena e todo processo histórico que envolve estes temas. 

A título da palestra foi “Religião e Cultura Popular – Desafios e Conflitos”. Baseado neste mote, L’Omi e o mestre em ciências das religiões (nome coloco depois) propuseram temas e discussões que mexeram bastante com os presentes.

Aula na UPE pelo Pernambuco Nação Cultural - Foto de Ednaldo Silva.

Aula na UPE pelo Pernambuco Nação Cultural - Foto de Ednaldo Silva.

Uma das perguntas mais interessantes feitas pelos alunos e alunas foi “o que é Exu?”, na perspectiva de animar/provocar o papo e desmistificar esta divindade yorùbá... L’Omi teve que dar toda uma explicação teológica sobre a divindade e sua cosmologia, entrando em temas diversos e elucidando significados e sincretismos que esta importante e fundamental divindade africana tem para as comunidades tradicionais de terreiro. Em sua fala, ele deixou claro a personalidade divina de Exu e o distanciou da idéia de ser ele o Diabo cristão.

Outra pergunta bastante interessante foi “qual é a diferença entre Umbanda e Candomblé”. O Educador e sacerdote trouxe como exemplo o texto “Macumba de Branco”, do pesquisador Artur Cesar Isaias, Dr. Formado pela USP. O conteúdo passado focou o contexto histórico ao qual a Umbanda foi fundada e suas ideologias, comparando e diferenciando uma religião da outra.

Ao término da aula/palestra, os presentes ansiosos por mais informações solicitaram o blog do pesquisador e daí muitas conversas foram possíveis separadamente e individualmente. Uma educadora do ensino primário pediu uma lista de livros para serem trabalhos em sua escola na perspectiva da implementação das leis 10.639/03 e da 11.645/07, e contatos foram trocados para futuras articulações e trocas de saberes.

Alexandre L'Omi L'Odò e o professor (...) no fechamento da aula. Foto de Ednaldo Silva.

Agradecimentos especiais à Marcelo Bittencourt da FUNDARPE, por ter convidado o sacerdote para esta atividade educacional.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com

quarta-feira, 13 de março de 2013

Carta aberta do Quilombo Cultural Malunguinho (QCM) contra o Pastor Marcos Feliciano (PSC)

Quilomo Cultural Malunguinho e diversas entidades de Pernambuco no Memoria Zumbi dos Palmares no fechamento do Ato contra Marcos Feliciano. Foto de Anne Cleide (QCM).

Carta aberta do Quilombo Cultural Malunguinho (QCM) contra o Pastor Marcos Feliciano (PSC)

Nós, membros do Quilombo Cultural Malunguinho (QCM) realizamos hoje, dia 13 de março de 2013 às 17h o Ato contra o Pastor Evangélico, racista, homofóbico e Deputado Federal Marcos Feliciano (PSC-SP), a caminhada teve concentração na Praça Maciel Pinheiro e seguiu seu percurso até o memorial Zumbi dos Palmares, no Pátio da Igreja do Carmo no centro do Recife.

O Ato teve a adesão de diversos movimentos sociais como o Movimento LGBT, Movimento de Mães, Movimento Negro, Juventude LGBT, Quilombo Raça e Classe, Comissão Estadual de Acompanhamento Contra Intolerância Religiosa, Comunidades Tradicionais de Terreiro, Povo da Jurema, o vereador do Recife Raul Jungmann (PPS), o militante político Edilson Silva (PSOL), o também militante Jair Pedro (PSTU) além de cidadãos e cidadãs que se fizeram presentes para protestar coletivamente contra o mandato na Comissão Nacional de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal do citado Pastor/Deputado.

Considerando que todo Brasil está repudiando veemente a posse deste Pastor/Deputado na Presidência da Comissão de Diretos Humanos e Minorias da Câmara Federal, ficando evidente a impossibilidade deste representar a maioria excluída do país devido às explícitas acusações racistas contra o povo negro da África e consequentemente os afrodescendentes, afirmando estes são amaldiçoados, além de condenar homossexuais, indígenas, Comunidades Tradicionais de Terreiro e outros segmentos, em seus cultos evangélicos, impondo um discurso fundamentalista e radical com base na Bíblia, é que coletivamente o QCM decidiu intervir publicamente nesta luta nacional dizendo NÃO AO PASTOR MARCOS FELICIANO! Portanto, a partir de então estamos nos juntando ao grande movimento nacional contra este absurdo na gestão federal.

Considerando que as discussões sobre direitos humanos durante os últimos anos vêm tendo avanços importantes para nossa sociedade e todos os segmentos tratados erroneamente como minorias, esta “pasta” vem ocupando espaço e difundindo debates fundamentais ao avanço, entendimento e construção de um Brasil sem homofobia, racismo, xenofobia etc. e, sobre tudo, no respeito integral a diversidade religiosa.

Conclamamos a todas e todos que neste momento não nos calemos perante essa situação que é uma ameaça real a laicidade do país, além de consequentemente ser uma tentativa de golpe contra os direitos humanos de todas e todos. Por isso, o Quilombo Cultural Malunginho vem à luz repudiar e chamar os que ainda estão acomodados e que não entenderam as tenebrosas armações na tentativa de criar uma teocracia no Brasil, para que gritem publicamente sua indignação contra o Pastor Marcos Feliciano! Avisamos que se acordem e movam-se. Somos um país laico e, portanto existe espaço para todas as formas e manifestações de fé e cultura, afetividade e ideologias, cabendo o respeito e dignidade aos direitos humanos totalmente garantidos pela nossa constituição.

Fora Marcos Feliciano!
Você não nos representa!

*Texto de Alexandre L'Omi L'Odò e João Monteiro. Coordenação QCM.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Maracatu Raízes de Pai Adão, comunidades de terreiro e grupos culturais fazem protesto contra racismo institucional em frente a Prefeitura do Recife nesta terça

A direita Leandro, mestre do Maracatu Raízes de Pai Adão, a esquerda Ítalo, integrante do grupo e vítima das agressões cometidas pela polícia. Foto de João Monteiro.

Maracatu Raízes de Pai Adão, comunidades de terreiro e grupos culturais fazem protesto contra racismo institucional em frente a Prefeitura do Recife nesta terça

Nesta terça, 19 de fevereiro de 2013, às 10h em frente ao prédio da sede da Prefeitura da Cidade do Recife, acontecerá um ato coletivo contra o racismo institucional e a intolerância religiosa focado no caso do percussionista e integrante do Maracatu Raízes de Pai Adão, Ítalo Diego José dos Santos, que foi agredido brutalmente pela polícia após a abertura oficial do Carnaval do Recife (dia 08/02), onde o mesmo tocou com Naná Vasconcelos no grande espetáculo que abrilhanta a festa a mais de 10 anos.

Será entregue uma carta oficial pelo Maracatu Raízes de Pai Adão e pelo Quilombo Cultural Malunguinho ao Prefeito Geraldo Julio e a secretária de cultura Leda Alves, com considerações sobre o fato e cobrando posicionamento da instituição em relação ao caso.

Vários representantes de outros maracatus, de grupos percussivos, povos tradicionais de terreiro e interessados confirmaram presença para que junto ao caro de som que foi coletivamente alugado para o protesto possam dar falas e pressionar a Prefeitura para que algo seja feito. 

Além das agressões físicas ele foi xingado de "macumbeiro safado", disseram que ele "não tinha advogado" e que "desceria direto para o COTEL" em uma demonstração de subestimação dele por ser negro e da cultura popular - portanto não teria assistência nenhuma... Racismo e intolerância religiosa... Tudo isso aconteceu... 

Não dá pra calar. O dano moral, simbólico e físico cometido contra Ítalo atingiu a todas e todos que fazem cultura popular em Pernambuco e no Brasil. Ele não apanhou só. Junto com ele sofreram todos os meninos e meninas negros e negras das comunidade em risco, sofreram com ele os ancestrais da nossa religião, sofreram com ele os sacerdote e sacerdotisas das religiões de matrizes africanas e indígenas e sofreram com ele todos os que acreditam na cultura popular.

Não podemos manter uma situação dessas impune. Assim o Estado confirma a tese de centenas de pesquisadores: "O Brasil é racista"! E não fazemos nada para vencer esta doença...

Contamos com a divulgação e presença de todas e todos neste ato coletivo de luta por nossos direitos humanos e de cidadãos.


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Racismo Institucional na polícia de Pernambuco - A outra face do Carnaval II

Matéria digitalizada do jornal Diario de Pernambuco de 11 de fevereiro de 2013.

Racismo Institucional na polícia de Pernambuco - A outra face do Carnaval II

Publico aqui para divulgar mais informação aos interessados no caso do maracatuzeiro Ítalo, que foi agredido cruelmente pela polícia na abertura do Carnaval do Recife. Foi uma situação constrangedora e muito racista. Nós, comunidades e povos tradicionais de terreiro nos sentimos todos espancados com este ato truculento contra um garoto negro da cultura popular e de terreiro. O policial não o chutou só, chutou com sua bota a todos nós sacerdotes e sacerdotisas do candomblé, jurema e umbanda, chutou todos os maracatus nação e grupos de percussão do Estado, agrediu a tradição pernambucana como um todo. Isso tem que ser reparado pelo "poder público" urgentemente. E esperamos que os órgãos responsáveis, como a corregedoria da polícia militar, o ministério público entre outros, tomem posição perante tamanho racismo institucional. 

Leiam a matéria, cliquem em cima dela e leiam a mesma ampliada. 


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Racismo institucional na polícia de Pernambuco - A outra face do Carnaval

Matéria digitalizada do jornal Diario de Pernambuco de 10 de fevereiro de 2013.


Racismo institucional na polícia de Pernambuco - A outra face do Carnaval 

Mais um carnaval no Estado de Pernambuco. Carnaval maravilhoso, "o melhor do mundo" segundo alguns. Eu particularmente acho também... Porém, existem muitos assuntos que todos nós devemos tratar em relação ao Carnaval pernambucano... Assuntos transversais e completamente necessários. Um destes assuntos é sobre o caso da agressão brutal, denunciada na internet pela jornalista Ivana Moura, proferida pela Polícia, contra o músico e maracatuzeiro Ítalo, integrante do Maracatu Raízes de Pai Adão, instituição pertencente a tradição e terreiro mais antigo dos cultos de matrizes africanas do Estado, o Ilé Iyemojá Ògúnté. 

Todo o caso que teve repercussão fortíssima na internet, pois só na minha página de facebook foram mais de 650 compartilhamentos da digitalização desta mesma matéria que publico aqui, nos leva a pensar o quanto  tem gente querendo combater este tipo de absurdo e também, ainda, avaliarmos o quanto vivemos em um mundo racista que oprime sobre tudo o povo pobre e de religião e tradição de matriz africana e indígena. O batuqueiro Ítalo sofreu o peso da mão do Estado de olhos azuis. Sofreu o peso de ser negro e ter opção por fazer cultura popular. Cultura popular esta que abrilhanta o Carnaval do Estado e traz bilhões para esta terra que sequer distribui essa renda com equanimidade entre aqueles que dão a cara e a alma para fazer esta grande festa. É indignante ver as imagens do vídeo abaixo sem sofrer junto com ele as dores dos mal tratos físicos e simbólicos que ele sofreu. Foi humilhado após tocar na abertura oficial do Carnaval do Recife, em pleno Marco Zero, na frente de todos e todas... Isso é de nos comover. Como a polícia faz isso? Fácil de responder, a polícia é uma instituição criada especialmente para reprimir os que de alguma forma querem alterar o sistema de dominação preponderante e absolutista, que em nada muda em relação ao povo negro e aos povos indígenas ao passar dos séculos. Todo este fato foi racismo institucional dos mais graves. A polícia fez isso. A polícia xingou o menino artista vestido com roupas de maracatu, de "macumbeiro safado", cometendo ainda a intolerância religiosa contra as religiões de terreiro, ainda como se não bastasse disseram que o garoto não tinha advogado, pressupondo que além de negro, pobre, maracatuzeiro, "macumbeiro", ele era um sem ninguém, um daqueles que a polícia pega todos os dias e acusam inescrupulosamente e levam para os presídios sem a menor condição de defesa, mesmo sendo estes inocentes... Foi mais que grave isso e o Estado tem que se posicionar.

Quem utiliza o facebook pode ver toda cena da agressão neste link: https://www.facebook.com/photo.php?v=347562185358221 

Esta matéria que disponibilizo aqui não saiu em toda publicação do Diario deste dia. Recebi a ligação do professor Carlos Tomaz me informando pela manhã cedo sobre ela. Fui ao aeroporto comprar, não tinha nada no jornal, dai comprei outro na comunidade de Peixinhos e também não tinha nada publicado, creio que esta informação só circulou para os assinantes, tendo em vista que com a grande presença dos turistas na cidade, colocar uma matéria deste porte poderia causar medo e afastar os que de fora vieram curtir o carnaval. Achei isso péssimo, pois não haveria como todos não saberem, é uma obrigação da m'idia informar sobre coisas importantes, porém neste caso, foi preferido omitir por interesse do Estado  em esconder os dados da violência no Carnaval. Indico para os que por aqui passarem que cliquem em cima imagem acima para ampliá-la e facilitar a leitura da mesma para que o texto integral seja entendido e consumido de fato. 

Por favor compartilhem esta postagem. Precisamos trazer mais massa crítica para esta discussão toda. A polícia precisa ser formada, educada, regida pela lógica da ética, não ser largada nas ruas para cometer atrocidades que vemos todos os dias.

Salve a fumaça!
Sobô Nirê Malunguinho!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Agenda Carnaval 2013 do Mestre Galo Preto


Agenda Carnaval 2013 do Mestre Galo Preto

É com satisfação que anunciamos nossa agenda de shows no carnaval 2013 de Pernambuco. Contamos com a presença dos fã e amantes da cultura popular de raiz e tradição. O Mestre Galo Preto está com um repertório totalmente dançante e cheio de inteligência poética para nos deleitar nos palcos que tocar. Vamos lá fazer valer o sangue pernambucano de quem gosta de dançar ao som da percussão negra indígena. 

Segue lista dos shows:

1 - Dia 08/02 às 19h. Encontro de Coco no Guadalupe (sambada) na casa de Beth de Oxum;
2 - Dia 09/02 às 20h. Pólo Jaboatão dos Guararapes;
3 - Dia 10/02 às 18h e 40min. Pólo Guadalupe (Olinda);
4 - Dia 11/02 às 21h e 30min. Pólo Ipojuca (Porto de Galinhas).

Mais informações visite sua Fan Page no facebook: Mestre Galo Preto

Simbora.


Alexandre L'Omi L'Odò
Produção
alexandrelomilodo@gmail.com 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cultura Popular sob a égide do racismo - (parte I)

Coco de roda. Imagem do google images.


Cultura Popular sob a égide do racismo - (parte I)


A Cultura Popular precisa ser melhor discutida entre nós de dentro dela. Temos muita coisa a construir em Pernambuco ainda e não podemos nos excluir deste processo de discussão. Nosso caso é grave. Ainda estamos sob a égide do racismo histórico, que como sistema de poder, nos designou por ordem suprema do Estado o lugar de não merecedores de respeito, de dinheiro, de melhores palcos, de melhores condições, de melhor divulgação no Carnaval etc. Estarmos historicamente onde estamos hoje é sim racismo, até mesmo institucional... Enquanto os órgãos não repensarem a partir de nossas demandas e discussões, sua forma de interagir com a Cultura Popular, Pernambuco não será verdadeiramente a terra onde os turista vem visitar pra ver cavalo marinho, boi, coco, ciranda, entre outros... O Estado ganha bilhões com o carnaval feito na garra pelo povo preto/índio da terra, e estes bens pecuniários não são dignamente distribuídos conosco. É como digo, o Estado ganha milhões com nossa cara, e nós ganhamos o mínimo possível com isso tudo.


Li a matéria do jornal Folha de Pernambuco de 2 de fevereiro, no caderno Programa. O texto tratava do grupo Bongar Grupo. Título: "Espaço do popular na lógica global". Tratava do Porto Musical e suas apresentações... Tem uma fala de Guitinho Xamba muito interessante que quero colocar aqui na íntegra, para refletirmos juntos: "A musica popular nunca vai ser descartável. Ela está impressa na memória afetiva das pessoas e nosso trabalho é manter viva essa tradição" (...). Depois ele ainda pontua: "A música popular não pode ser um elemento a parte da indústria fonográfica." (faz outras reflexões sobre o mercado etc...). Com isso, podemos ver o quanto a cultura Popular a cada dia está tendo mais força no mercado (tocando até no Porto Musical, por exemplo). O coco hoje é um forte elemento no meio mundial da circulação de artistas locais. Mas mesmo assim, tendo todo valor estético, musical e histórico, o Coco e seus artistas contemporâneos mais uma vez não ocupam o espaço dos palcos do Carnaval do Estado como deveriam. Gente, não podemos diminuir tanto nosso potencial artístico nos palcos do Carnaval. O povo quer coco, o povo adora coco, e não importa o período, ou ciclo festivo... 

Por essa e tantas outras ausências é que nosso carnaval não está mais rico como deveria. Somos um vulcão de diversidade, de valores virtuosos da tradição, porém, ainda pesa sobre todos nós, o racismo que quer que estejamos lá no fundo da cozinha, escondidos para comermos os restos daquilo que melhor fazemos.


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Catedral recebe água de cheiro - Lavagem do Bonfim de Olinda

Matéria digitalizada do Jornal do Commercio de 14 de Janeiro de 2013, Caderno Dois.

Catedral recebe água de cheiro - Lavagem do Bonfim de Olinda

A cerimônia, que acontece há 30 anos, é uma reverência a Oxalá, orixá que no sincretismo religioso corresponde a Jesus Cristo.

No lugar da Igreja do Bonfim, que está interditada por causa de rachaduras, adeptos do candomblé realizaram simbolicamente na tarde deste domingo a lavagem dos degraus da Catedral da Sé, em Olinda. A cerimônia, que acontece há 30 anos, é uma reverência a Oxalá, orixá que no sincretismo religioso corresponde a Jesus Cristo.

Para o babalorixá Alexandre L’Omi L’Odô, que há uma década participa do cortejo, a mudança no local era indesejada mas acabou sem alterar o sentido da festa. “A Catedral da Sé é a igreja de São Salvador do Mundo, que também é uma representação de Jesus Cristo”.

Como tem um adro maior, na opinião dele, a Sé deve ser mantida como ponto de partida da lavagem no próximo ano. “A parada, com louvações na Igreja do Bonfim, manteve o propósito da festa”, considera o babalorixá, do terreiro Ilê Yemanjá Ogunté, de Água Fria, Zona Norte do Recife.

Assim como na Lavagem do Bonfim da Bahia, desde 1773 em Salvador, pais e filhos de santo vestidos de branco jogaram sobre os fiéis água de cheiro. O cortejo desceu ao som dos atabaques pela Ladeira da Sé. Da Rua do Bonfim, seguiu pela parte baixa do Sítio Histórico até Vila Popular, onde está o terreiro de Raminho de Oxóssi, um dos idealizadores da cerimônia.

Centenas de pessoas assistiram à lavagem, iniciada às 16h. O casal Antônio Lopes de Souza e Neide Medeiros Gomes Lopes aproveitaram para dançar. “É uma cerimônia muito bonita e o ritmo é contagiante.”

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Bom pessoal, diferente do que afirma a matéria, não sou babalorixá. Estou até bem próximo de receber os direitos que a tradição me reserva, pois já tenho quase 10 anos de iniciado ao Orixá Oxum. Quando tiver de ser será... Portanto, peço desculpas aos irmãos e irmãs do axé, pois não foi minha intenção passar esta imagem na matéria. Infelizmente jornalistas ainda não compreendem nossas nomenclaturas sacerdotais, e por isso, por muitas vezes colocam termos que não entendem. Bom, escrevo estas linhas apenas pra justificar esta questão necessária, pois jamais me prevaleceria de um cargo sacerdotal no candomblé para me beneficiar de forma falsa. No mais, a matéria está muito legal e positiva para nossa religião que sofre toda forma de opressão racista. Axé e salve a fumaça.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Desabafo

Gota d'água. Foto extraída do google. 

DESABAFO

É muito ruim você dedicar seu tempo, trabalho, inteligência, articulação, boa vontade, paixão, fé, dinheiro, e mais trabalho... Em uma pessoa que se mostra tão pequena e manipulável para compreender o quanto de bom foi feito pra lhe levantar e tirar-lhe do esquecimento total, do ostracismo, da invisibilidade... tenho sido acusado indevidamente, e tenho como provar o contrário, coisa simples... Mas fica aqui a dica: Sabedoria e gratidão não ficou pra todo mundo. Porém, meu trabalho sempre foi, e sempre será para garantir a todas e todos que a CULTURA POPULAR, consiga manter sua memória viva, consiga resgatar o que está quase morrendo para assim no futuro, e no presente, podermos aprender e entender como foi o passado desta terra que só nos trata de forma racista.

Soube de uns comentários hoje... Acho o seguinte: A cultura popular em PE está de fato na UTI. Temos apenas 800 mil reais para fazer um carnaval do Estado e as pessoas ficam discutindo que eu roubei algo etc... Creio que a falta de capacidade de discussão e qualificação dos que fazem, ou pensam que fazem cultura popular, é que nos rouba a oportunidade de sair desta situação histórica de subalternização ao Estado que tanto lucra com nossa cara!

Que a Jurema com sua fumaça e ciência nos dê mais compreensão e sabedoria no caminho. Pois pelo que vejo, os mais velhos estão dando mal exemplo. Axé.

Alexandre L'Omi L'Odò
Produtor Cultural
alexandrelomilodo@gmail.com

domingo, 13 de janeiro de 2013

Mais de 100 mil acessos - 2013 com vontade de escrever mais


Captura de tela do painel de controle de meu blog. 104.241 acessos.

Mais de 100 mil acessos - 2013 com vontade de escrever mais

Aos leitores e leitoras deste humilde blog, escrevo para anunciar minha felicidade em ter alcançado mais de 100 mil acessos neste espaço que criei para contribuir de alguma forma na divulgação e discussão dos temas negros e indígenas. Estou um pouco afastado daqui, tenho publicado muito pouco, mas prometo que em 2013 estarei me esforçando para deixar aqui postagens de boa qualidade para os que buscam fortalecer o entendimento sobre a filosofia, teologia, cultura e história do povo de terreiro e das cultuas populares. Estou com muita vontade de escrever, e assim o farei. Em breve publicarei um texto sobre uma de minhas inspiradoras no axé, a querida Mãe Stella de Oxóssi. Aguarde.

Salve a fumaça!
Sobô Nirê Malunguinho! 

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho 
alexandrelomilodo@gmail.com 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A Cultura Popular de Pernambuco no limbo do respeito e do reconhecimento - Revolta com a morte do mestre Zé Neguinho do Coco

Zé Neguinho do Coco. Foto de Josuel Santana.

A Cultura Popular de Pernambuco no limbo do respeito e do reconhecimento
Revolta com a morte do mestre Zé Neguinho do Coco

Revolta é meu nome desde ontem quando recebi uma ligação em meu celular do companheiro Zé Brown informando de forma triste o falecimento e enterro já consumado do grande e histórico cantador Zé Neguinho do Coco. Até quando vamos calar perante o racismo, omissão, desumanidade do Estado que finge fazer políticas culturais para cultura popular? Até quando?

Observo que a fatalidade ocorrida com Zé Ne
guinho, vai acontecer ainda com muitos grandes mestres e mestras pernambucanos que se encontram hoje desprezados completamente no limbo dos editais de shows e dos cachês subalternizadores... A forma como se procedeu o fato do mestre Zé, aponta claramente para onde está nosso problema: A ausência concreta de políticas públicas específicas de valorização da cultura popular e seus mestres e mestras...

Cadê a materialização do acúmulo de duas conferências nacionais de cultura? Cadê as ações efetivas fomentadas pelas discussões de artistas e produtores como eu que ao longo destes anos todos vem contribuindo de forma direta com a luta por respeito na cultura?

Estou muito triste com tudo isso. Não ter podido ir ao enterro de Zé Neguinho, de ter podido olhar para ele uma última vez me magoou profundamente. Estou revoltado com toda razão!

Não permitirei que isso aconteça um dia com o Mestre Galo Preto e tantos outros e outras que tenho relação direta. Pelo menos um enterro entre os amigos de luta e de vida é merecido, é digno...

Espero ver alguma atitude do Estado como um todo para concertar erros irreparáveis como este. Ele merecia maior dignidade e apoio da terra que sempre encantou com sua voz linda e melodia hipnotisadora.

Adeus Zé Neguinho, que seu espírito se junte aos guerreiros da Jurema para combater a política do embranquecimento de nossas tradição que só nos levam à doença e ao fim sem dignidade.

Vejam mais informações sobre a morte de Zé Neguinho do Coco:

Axexê Mojubá. Salve a fumaça!! 
Alexandre L'Omi L'Odò
Produtor e músico
alexandrelomilodo@gmail.com

Filme "Malunguinho" estréia no Cinema São Luiz (Recife) e na TVU com exibição especial na televisão pernambucana no Dia da Consciência Negra


Filme "Malunguinho" 
estréia no Cinema São Luiz (Recife) e na TVU com exibição especial na televisão pernambucana no Dia da Consciência Negra 

Divindade, guerreiro, negro/índio e ícone da resistência quilombola no Recife. Por mais de 177 anos Malunguinho vem sendo cultuado nos terreiros de Jurema Sagrada do Nordeste, mas ainda é desconhecido do povo e ignorado pela branca historiografia oficial do Brasil. No Dia da Consciência Negra, nesta terça-feira (20), ele ganha um filme homônimo que estréia no Cinema São Luiz, às 19h. 

Lado a lado, o documentário reproduz o que seria a rotina dos quilombolas do século 19 na Mata Norte pernambucana, ao mesmo tempo em que apresenta o culto da Jurema numa observação respeitosa e sensorial a três terreiros da região metropolitana do Recife. Imagens que são entrecortadas pelas entrevistas de João Monteiro, Alexandre L'Omi L'Odò e Sandro de Jucá, estudiosos e praticantes da Jurema (religião de matriz indígena com influência africana) sobre o papel marginal dado aos quilombos nos documentos e livros de história. 

Malunguinho liderou o quilombo do Catucá, nos arredores de Recife, no início do século XIX. O enfrentamento de tropas e os diversos saques e sublevações promovidos pelo seu grupo ficaram registrados na correspondência entre as autoridades da época, em documentos históricos guardados no Arquivo Público do Estado Pernambuco e ainda não totalmente revelados. Após seu assassinato em setembro de 1835, o líder quilombola passou em definitivo a ser cultuado pelos praticantes da Jurema Sagrada, segundo os historiadores do projeto, que defendem a sua inclusão no panteão dos heróis da pátria, ao lado de Zumbi dos Palmares. 

“Malunguinho” é uma produção do Coletivo Asterisco idealizada pelo grupo do Quilombo Cultural Malunguinho e digirida por Felipe Peres Calheiros" (Até Onde a Vista Alcança, 2007, e Acercadacana, 2010), diretor cuja filmografia tem estreitado relação com a militância em prol dos direitos humanos. “As feridas da escravidão e da violência branca ainda não estancaram em nosso país. Basta observar o mundo e analisar os indicadores sociais para noticiar a permanência da exclusão dos negros e índios”.


Selecionado como produto para televisão em edital do Funcultura de 2010, o média de 48 minutos também será exibido, na terça (20), na TV Universitária, às 21h, e passa no mesmo dia no Cinema da Fundação, às 9h, para alunos da rede pública. Em 2013, um curta-metragem (com proposta mais autoral e novas imagens) de “Malunguinho” deve circular nos festivais de cinema.

Serviço:
Filme "Malunguinho" 47'min.
Lançamento no Cinema São Luiz - Rua da Aurora, Centro do Recife
Gratis
Haverá debate com integrantes do projeto "Tem Preto na Tela"
Contatos: 81. 8887-1496 / 9428-4898 


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomildo@gmail.com

Filme "Malunguinho" na Chamada da Programação Especial do Dia da Consciência Negra da TVU Recife



Filme "Malunguinho" 
na Chamada da Programação Especial do Dia da Consciência Negra da TVU Recife

19h - Programa Opinião Pernambuco, tema - "Capoeira"
21h - Documentário "Malunguinho" de Felipe Peres Calheiros
21h50 - Documentário "Solano Trindade, 100 anos", de Alessandro Guedes e Helder Vieira

Produção e edição da chamada: Gustavo A. Almeida e Sofia Egito.

TVU - CANAL 11

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Malunguinho invadindo as televisões de todo Estado pernambucano. É o Povo da Jurema se organizando e levando à frente seus ideais contra toda forma de racismo e preconceito. Isso tudo é uma grane contribuição do Quilombo Cultural Malunguinho ao resgate da memória ancestral e histórica de personagens de nossa tradição religiosa. Estar na televisão com um documentário de alto nível de produção e conteúdo, especialmente no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, é contribuir de muitas formas para a compreensão entorno das religiões de terreiro pela sociedade. Esperamos que todos assistam, divulguem, curtam e reflitam sobre a importância das histórias dos negros e índios que foram manipuladamente ceifadas de nossa educação formal como estratégia para nos anular e dominar. Estamos em outros tempos, em tempos de mudança, em tempos de retomar o que nos foi roubado, o direito a informação sobre nós mesmos! Sobô Nirê Malunguinho. Salve a fumaça!!


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

Filme "Malunguinho" será exibido às 21h no Dia da Consciência Negra na TVU Recife



Filme "Malunguinho" será exibido às 21h no Dia da Consciência Negra na TVU Recife

21h no canal 11 - TVU Recife, será exibido o média metragem "Malunguinho", 47'min, de Felipe Peres Calheiros. O dia da Consciência Negra de Pernambuco está cheio de novidades e conteúdos importantes na mídia. Será importante assistir com toda família este significante filme que traz a história ainda não contada dos negros e índios guerreiros pernambucanos. Vamos celebrar a Consciência Negra, dia que também celebramos Zumbi dos Palmares com muita fumaça de nossa Jurema, saudando também Malunguinho, nosso herói/divindade.

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

I Seminário da Religião Sul de Tradição de Matriz Africana e Saúde


I Seminário da Religião Sul de Tradição de Matriz Africana e Saúde

A Rede Nacional de Religião Afro Brasileira e Saude - Nucleo RS abre inscrição para o I SEMINARIO DA REGIÃO SUL DE TRADIÇÃO DE MATRIZ AFRICANA E SAUDE - A Produção de Saúde e o Combate ao HIV/AIDS, Tuberculose e Hepatites Virais pelos Terreiros. Esta ação esta sendo planejada fazem exatamente dois anos, quando sofreu uma sabotagem através de interceptação de e-mail e adulteração criminosa do mesmo por uma certa liderança inescrupulosa, que fez com que o Seminário fosse cancelado criando contrangimento para a RENAFRO-SAUDE-RS. A Renafro-Saude-RS mantendo seu propósito de levar conhecimento, capacitação e prevenção para Lideranças de Terreiros (Pais e Mães de Santo, Ogãs, Ekedis, Omorisas), servidores e gestores de Saúde proporcionando integração Terreiros - SUS , Saberes populares através das praticas terapeutica produzidas pelos terreiros e saber tradicional, dá a volta por cima e realiza esta importante ação com Financiamento do Ministério da Saúde - departamento de DST-AIDS, Tuberculose e Hepatites Virais, Secretaria da Saude do estado do Rio Grande do Sul - DAS (Departamento Estadual de DST-AIDS, Tuberculose e Hepatites Virais e apoio da Secretaria Municipal de Saude - (DST-AIDS Municipal e Saude da População Negra). Lideranças de terreiros de todo o Brasil, intelectuais, pesquisadores em Saúde estarão neste evento discutindo propostas de prevenção e cuidados com viveciadores desta tradição nos dias 08,09 e 10 de novembro no Ritter Hotel conforme flayer anexo. Faça sua inscrição e venha fazer uma imersão a Africa nestes tres Dias.

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Eu e Mãe Lu Omitòógún, minha iyalorixá do Ilé Iyemojá Ògúnté, estaremos participando a convite, deste interessante evento no Rio Grande do Sul. Será uma honra poder reencontrar o querido professor Jayro Pereira de Jesus e gente do axé e da fumaça de todo Brasil. Podermos trocar saberes e discutir temas de importância serão as atividades mais entusiasmente. Levaremos na bagagem, a história e a tradição nagô de Pernambuco, contida na oralidade e saber acadêmico de Mãe Lu, e, lançaremos o filme Malunguinho no evento. Será muito rico poder discutir Jurema Sagrada com irmãos do Batuque. Axé e salve a fumaça!!!
Odò Miò!
Sobô Nirê!

Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 3 de novembro de 2012

"A JUREMA MERECE RESPEITO" - Uma campanha pelo direito ao respeito religioso


"A JUREMA MERECE RESPEITO"
Uma campanha pelo direito ao respeito religioso 

No intuito de contribuir com a extinção do racismo e da intolerância religiosa, sobre tudo com a Jurema Sagrada, nós que integramos o Quilombo Cultural Malunguinho lançamos a campanha: "A JUREMA MERECE RESPEITO", dando início a um processo de luta pelo direito ao respeito religioso à Jurema Sagrada, religião que historicamente foi marcada por perseguições cruéis e tentativas contínuas de extinção. Hoje, ainda sofre retaliações e tentativas de subalternização por parte até mesmo de outras manifestações religiosas de terreiro, pasmem.

 "A JUREMA MERECE RESPEITO" significa um grito de liberdade, um clamor pelo respeito à alteridade religiosa, um pedido de amor, um oferecer de oportunidade de diálogo amigo e equânime para com o próximo. É neste espírito que queremos encaminhar o olhar e pensar do preconceituoso intolerante para que nas ruas, na sociedade em geral, possamos provocar o pensar e visibilizar onde está este acúmulo de equívocos na formação do povo brasileiro que não conhece suas raízes e histórias orais e oficiais. A religião Jurema Sagrada é parte fundamental da memória da fé nordestina, e precisa ser considerada (pela sociedade) como uma religião partícipe de todo processo de construção do país e seu povo. Das tradições indígenas que veio esta cosmovisão religiosa de mundo, portanto, devemos olhar para a história de nossos ancestrais com atenção e, sobre tudo, respeito.

O professor Carlos Tomaz, da Rede Nacional Afro LGBT e membro do Quilombo Cultural Malunguinho pousando como modelo para expor a camisa da campanha.


Lançaremos publicamente esta campanha na VI Caminhada do Povo de Terreiro de Pernambuco, que acontecerá no dia 5 de novembro de 2012, com concentração marcada às 15h na Praça do Marco Zero, no Bairro do Recife (Recife Antigo).

A concentração do Povo da Jurema, acontecerá na Rua da Guia, às 14h, com gira de Jurema e celebração à ancestralidade indígena e negra na encruzilhada principal desta rua história para o culto das mestras do juremá. 

As camisas serão vendidas por 5 reias apenas, para darmos acesso a todas e todos que desejarem comprar. Este valor é promocional unicamente para o dia da Caminhada. Após o dia 5 de novembro, custará 20 reais.

Quem desejar comprar e for de outros estados e países, poderemos negociar envio pelos correios etc. É nossa intenção levar ao Povo da Jurema este símbolo nosso, de luta por direitos equânimes.

Salve a fumaça e vamos divulgar e ajudar a fortalecer a nossa Jurema Sagrada!!

VAMOS GRITAR TODOS E TODAS JUNTOS:
"A JUREMA MERECE RESPEITO"!!!!!


Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
alexandrelomilodo@gmail.com

Quilombo Cultural Malunguinho

Quilombo Cultural Malunguinho
Entidade cultural da resistência negra pernambucana, luta e educação através da religião negra e indígena e da cultura afro-brasileira!